Um texto da indignação de Salles da Fonseca, mais uma vez revelador do seu brio de
nobreza antiga, que lhe advém certamente dos seus princípios de educação cultivados
a partir do berço, e comprovados na sua presença na guerra de África, ao invés
de tantos outros a ela fugidos cobardemente, com a justificação das doutrinas
que as bolsas familiares favoreceram. Não é, pois, o falar de cor que lhe dita
o discurso a favor dos que nas colónias conviviam, bem ou mal - como em todos
os lugares do mundo - com as populações africanas. Racismos sempre existiram, e
os povos africanos não são-menos racistas para com os povos que os dominaram e
de quem pretendem vingar-se agora, instigados, é certo, pelos ditadores actuais
dessas modas centradas no ódio por tudo quanto significou desenvolvimento pelo
trabalho.
Mas o que constitui verdadeiro prazer no
texto de Salles da Fonseca é o destemor das suas afirmações de homem valente
que metem num chinelo as violências e o alarido de quem esconde a sua cobardia sob
a arrogante capa de uma hipocrisia beateira, naturalmente falsa, a esconder o
medo.
Os portugueses fizeram os
mulatos»(da sabedoria inglesa)
Qualquer português medianamente
culto, actualmente vivo, que tenha conhecido as Colónias[i] com alguma perenidade, não tem razões que lhe
permitam pactuar com o racismo.
Se
é racista, não é medianamente culto; se foi racista, já não é vivo; se é
racista, medianamente culto e está vivo, não conheceu perenemente as Colónias;
se, mesmo assi, é racista, não é meu Leitor.
Qualquer que seja a cor da sua pele, o racista português tem fraca
cultura e nunca foi às Colónias; é facilmente manipulável.
E assim é que, pela
manipulação dos incultos, está em curso a substituição do racismo branco contra
os pretos pelo racismo preto contra os brancos, processo que visa a destruição
da Civilização Ocidental de origem greco-latina.
Morto o estalinismo, vinga o
gramscianismo; morto o PCP, vinga o BE; morta a classe operária, vinga a
hegemonia cultural marxista de inspiração anarquista, inimiga da burguesia e de
tudo o que ela represente.
Eis como os ditos eruditos
marxistas de inspiração anarquista ressurgidos da tradição sartriana do Maio de
68 encontraram esse instrumento que é o racismo negro que se arvora em revisor
da História do Ocidente como forma de lhe apear os Valores e, destruindo
(desconstruindo, como imbecilmente apregoam) a História, atingirem fatalmente o
Ocidente e tudo o que o distingue do resto do mundo.
Na hora
que corre, cumpre-nos, ocidentais, usarmos todos os megafones da moderna
tecnologia para promovermos a destruição dos fundamentos teórico-históricos do
marxismo[ii],
fundamentarmos as virtudes do pluripartidarismo compatível com os Valores
Ocidentais, nomeadamente os constantes da Declaração Universal dos Direitos
Humanos.
Português
culto não exala ódios racistas mas também não gosta de ser pisado.
Julho de 2020Henrique Salles das Fonseca
[i]- Deixemo-nos de eufemismos do género de «Províncias
Ultramarinas» e de quaisquer outras subtilezas politico-semânticas
[ii]- O
sofisma da diabolização do lucro que conduziu a indústria soviética a um monte
de sucata;A falácia do determinismo
histórico que se revelou «apenas» às avessas;O absurdo humanista da ditadura do proletariado;O absurdo completo que é a perenidade
revolucionária.
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