Refiro-me ao título. Quem dera que estes
– e muitos outros textos que apontam tantas graves mazelas nacionais, tivessem
um efeito apelativo, que chamasse à ordem as cabeças tantas vezes ocas dos que
continuam a dilapidar a nação, esta cada vez mais sem força de recuperação, nem
sequer com o auxílio alheio, mal usado,
bem desbaratado, sem laivos de vergonha ...
Quem dera que houvesse alvorada, com
toque bem estridente! O comentário de Carlos Traguelho sugere alguma esperança???
PELO TOQUE DA
ALVORADA - 12
HENRIQUE
SALLES DA FONSECA
A BEM DA NAÇÃO 01.05.21
Queres carruagens de passageiros para comboios?
Tens que as mandar vir de França. Queres wagons de mercadorias para a «CP»?
Tens que os importar de Espanha. Queres gruas para os portos ou para a
construção civil? Tens que as mandar vir de fora porque as de fabrico nacional
já morreram… e assim foi que hoje decorreu a minha alvorada. Nítida, sim, mas
em tom de Sol menor. Pensei que, se eu mandasse, estaria na hora de refazer a «Sorefame»,
a «Metalsines», a «Mague», … estaria na hora de dar a ordem à «CP» para repor
em funcionamento as suas antigas oficinas no Entroncamento e no Barreiro,
estaria na hora de arregaçar as mangas e de retirar as condecorações a quem
promoveu o desinvestimento industrial em Portugal.
COMENTÁRIOS
Anónimo 01.05.2021 : E de meter todos na choldra Até a
guilhotina ficar pronta
Anónimo 01.05.2021 Caro Dr.
Salles da Fonseca, É requesabido que o sonho do(a) português(a), perdida a
ilusão de uma boa herança ou de um casamento rico, é ser funcionário(a)
público(a). Nos tempos de antigamente, para detectar um funcionário público
longe do seu território, era atentar nos seus dedos mindinhos: unha grande. Não
falhava. A unha grande era o sinal evidente de que, quem a exibisse, não tinha
de fazer trabalhos braçais, como na agricultura e na indústria, para ganhar o
sustento. Ganhava-o virando papéis, como bom funcionário público. Hoje, temos
partidos políticos que fazem pela vida prometendo aos seus seguidores o que
estes mais querem: uma vida de funcionário público. Ponham os boys (e as girls)
a mourejar no campo, a roçar mato, a cavar e a plantar, ou a trabalhar numa
indústria, mesmo asséptica, e vejam como as Juventudes partidárias rapidamente
se despovoam.
Henrique Salles da
Fonseca 01.05.2021 : Caríssimo Amigo, Sempre
certeiro! Podendo acrescentar a Siderurgia Nacional - que ajudei a construir -
com bons pés para andar e a Lisnave, que, além do mais, tinha vantagens
competitivas internacionais únicas para a reparação de navios - era vê-los
estacionados no Mar da Palha - que podia ser feita na roda do ano, a Setenave,
etc., etc. E vivóóó às Novas Luzes! Grande abraço, António Alves Caetano
Henrique Salles da Fonseca 01.05.2021:
Bela Alvorada, mas muito longínqua 😂 .
150% de Acordo. Recomendo leitura da entrevista no Diário de Notícias, s
António Rios Amorim.👍 Rui Bravo
Martins
Henrique Salles da
Fonseca 01.05.2021 Que ideia infeliz! Andamos
4 décadas a Ferrari fascistas e grandes agrários e capitalistas para, agora,
arranjar mais exploradores para os nossos filhos?!!! Contentem-se com as
dívidas é o sucialismo que lhes legamos! Já ficam bem servidos... Elias
Quadros
Henrique Salles da
Fonseca 01.05.2021 Agradeçamos ao Cavaco que exterminou uma industria filha ainda do Eng.
Ferreira Dias
Jorge Gaspar de Barros: Henrique Salles da Fonseca 01.05.2021,
É das coisas que mais desgosto me dá é lembrar-me das 4 linhas de fabrico e das
locomotivas onde só não fazíamos a tracção que era normalmente Siemens ou
Alsthom. Porra para a vida!
Jorge Gaspar de Barros
Henrique Salles da
Fonseca 01.05.2021:
Anónimo comentou o post PELO
TOQUE DA ALVORADA –
Quando no verão de 1985, entrei na empresa
recém-constituída no âmbito da reestruturação da metalomecânica, na órbitra do
IPE, denominada SGM – SOCIEDADE GERAL DE METALOMECÂNICA, envolvendo
designadamente a SOREFAME, a CONTRUTORA MODERNA e a EQUIMETAL, e vi vazias a
caldeiraria e a mecânica (terceiras do País, depois da SOREFAME e da MAGUE),
pensei: “O PS vai perder as eleições. Se isto está assim, como não estarão as
outras empresas?”. E realmente perdeu. Igualmente tive a sensação de que o País
estava a perder expertise e competitividade, e que o reganhar destas iria ter
custos muito elevados, especialmente para os trabalhadores, passando por despedimentos
significativos. Não seria através de angariação de uma ou outra caldeira
industrial que se viabilizaria aquela estrutura. Mas eis, que de repente, como
caída do céu, chegou-nos uma importantíssima encomenda relativamente à
construção da central térmica de Sines, a mesma que recebeu recentemente a
certidão de óbito… O que foi necessário fazer, meu Deus, para que uma empresa
recente, embora resultante do spin-off da EQUIMETAL e da SOREFAME (CONSTRUTORA
MODERNA) viesse a ser aceite, como subempreitada nessa obra. O que se teve que
pedir aos trabalhadores e que estes, aliás, souberam corresponder, de tal
forma, que nove meses depois, quando saí, o regime de trabalho excedia, em
muito, o horário normal de trabalho. Eis o meu pequeno testemunho, Henrique. Um
abraço amigo. Carlos
Traguelho
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