sábado, 13 de junho de 2026

Preocupações

  

Certamente justificáveis, mas esperemos que não sirvam para chamar a atenção dos predadores mundanais.

A geopolítica dos Açores no 10 de junho

Os Açores ganham relevância em períodos de maior conflitualidade entre grandes potências, sobretudo, se o Atlântico Norte for um palco importante dessa disputa.

O 10 de junho, o Dia de Portugal, escolhido em homenagem a Camões – para resolver a polarização entre o 1 de dezembro e o 5 de outubro – infelizmente raramente honra o imortal na qualidade da retórica. João Miguel Tavares tem razão, que este é um mal geral na política portuguesa das últimas décadas. Ainda menos, se possível, se destaca pela atenção à política externa, excepto na ritual promoção da diáspora portuguesa (onde podíamos aprender alguma coisa com a Irlanda em como apoiar e apoiar-se nessa rede global). Este ano foi diferente, se não na retórica, pelo menos na evidente centralidade da dimensão externa.

Os Açores ganham relevância num mundo conflituoso

Os Açores ganham relevância em períodos de maior conflitualidade entre grandes potências, sobretudo, se o Atlântico Norte for um palco importante dessa disputa. E se é verdade que a China continua pouco presente neste espaço, a Rússia está mais activa. Sobretudo, o Atlântico e os Açores continuam a ser fundamentais para a defesa avançada e a projecção global de poder dos EUA, como o caso recente do Irão mais uma vez mostrou – como na crise de Berlim, em 1948-49, ou na guerra do Yom Kippur, em 1973.

Neste cenário, os Açores também se tornam num alvo potencial de grandes potências em conflito. O primeiro grande exemplo disso surge no final do século XVI, quando a hegemonia naval ibérica no Atlântico começa a ser seriamente contestada, com o notório ataque de corsários ingleses à Horta, em 1589, parte da guerra naval irregular de Londres contra os Habsburgo de Madrid. Na Primeira Guerra Mundial foi Ponta Delgada a ser alvo de bombardeamento por submarinos alemães (bem como o Funchal, na Madeira). Aliados ameaçados também podem ser um problema. Na Segunda Guerra Mundial, quer a Grã-Bretanha, quer os EUA temiam um golpe de mão nazi sobre os Açores – como os alemães fizeram, com sucesso, na Noruega ou em Creta. E planearam para essa eventualidade uma ocupação militar das ilhas açorianas.

No caso britânico, a Operação Alacrity envolvia as duas únicas divisões que saíram mais ou menos equipadas e operacionais da queda de França. Churchill sabia que perder a Batalha do Atlântico significava o colapso da economia e da máquina de guerra britânica. No caso norte-americano, o Plano Cinzento – ordenado por Roosevelt, que visitara os Açores na Primeira Guerra e conhecia a sua importância geoestratégica – envolvia 28.000 soldados e fuzileiros. Em 27 de maio de 1941, Roosevelt chegou a ameaçar publicamente, num discurso, com a ocupação. E os norte-americanos ocuparam, efectivamente, nesses meses, a Gronelândia e a Islândia, territórios da Dinamarca, invadida pelos nazis, embora tivessem garantido a cooperação voluntária das autoridades locais. Uma combinação de factores evitou essa acção norte-americana: pressão diplomática britânica e até vaticana, brasileira; o reforço da presença militar portuguesa; informações que mostravam que a ocupação nazi da Península, para não falar dos Açores, era cada vez mais improvável, a partir da invasão da Rússia, no verão de 1941; e, em 1943, a cedência do uso de bases aos Aliados.

Vale a pena notar que apesar dessas ameaças, os Açores nunca foram ocupados por uma potência hostil. Mesmo na união dinástica com Espanha, formalmente, o arquipélago continuou a fazer parte do reino de Portugal. Na verdade, a Terceira só caiu três anos depois do continente, em 1583. Durante esses anos provou o seu valor como rectaguarda estratégica, permitindo ao pretendente D. António, Prior do Crato, continuar a contestar a coroa portuguesa. Desde que Portugal deixou de ser uma potência naval dominante no Atlântico, com dificuldades para garantir, por si só, a segurança do arquipélago, ou seja, desde que recuperou a sua independência em meados do século XVII, tem apostado numa aliança sólida com a potência naval dominante no Atlântico. O problema é que hoje em dia a ameaça potencial à soberania portuguesa nos Açores parece vir, sobretudo, precisamente da maior potência do Atlântico, do nosso aliado mais poderoso, os EUA. As ameaças absurdas de Trump relativamente à região autónoma dinamarquesa da Gronelândia (tão absurdas e injustificáveis que mesmo políticos europeus da mesma linha ideológica e com boas relações com o presidente dos EUA, como Meloni, Le Pen, ou a AfD as criticaram) são o pano de fundo evidente da opção do Presidente Seguro por organizar o seu primeiro 10 de junho nos Açores, em Angra, na Terceira, a ilha onde está a base portuguesa das Lajes. Embora, por razões diplomáticas compreensíveis, isso não tenha sido publicamente declarado.

O que fazer?

Desse ponto de vista o meu amigo MIGUEL MONJARDINO disse as palavras justas – unidos somos mais fortes, nos Açores, em Portugal, na Europa. Precisamos de palavras claras por exemplo, sobre as Lajes sempre terem sido uma base portuguesa cujo uso é cedido em certas condiçõesmas precisamos ainda mais de acções e investimentos claros. O Presidente Seguro fez bem em usar esta ocasião para reafirmar no seu discurso a importância de Portugal investir na sua soberania nos Açores e mostrar o seu interesse nos portugueses açorianos. É certo que cabe ao governo, e não ao presidente, definir a política externa, a política de defesa, a política interna. Ainda assim teria gostado de ver mais da magistratura de influência presidencial do que uma referência vaga à importância das Forças Armadas.

Seria uma boa ideia procurar proactivamente uma presença militar frequente, ou até permanente, dos nossos parceiros europeus, nas ilhas, como foi o caso da França nas Flores, entre 1964-1994. É, sobretudo, fundamental reforçar a presença militar portuguesa nos Açores, como a Dinamarca tem feito na Gronelândia, e como Portugal fez durante a Segunda Guerra Mundial. Embora hoje seja mais uma questão de milhares de drones do que de milhares de soldados (que não temos). É fundamental investir num rearmamento que aposte numa segurança marítima virada para a nossa realidade de país arquipelágico e a realidade da guerra no século XXI. Como temos visto na Ucrânia e no Irão os drones pesam mais do que as fragatas como niveladores de poder e fatores de dissuasão e defesa. Como bem sublinhou Miguel Monjardino uma grande potência pode muito, mas não pode tudo. A história é um cemitério de grandes potências que confundiram ter muito poder com ser omnipotentes.

No momento actual, a tecnologia militar parece favorecer um certo nivelamento de poder. Embora convenha ser prudente, a evolução tecnológica é tão rápida que deixar de inovar em defesa é um risco maior do que nunca, e uma área em que a Europa em geral e Portugal têm enormes deficiências. Em tudo isto o papel fundamental caberá ao governo, mas o Presidente pode e deve promover a visibilidade destes temas. E, antes que os trumpistas do costume se alarmem, noto que nada disto pode ser visto como hostilidade para com os EUA (a não ser, claro, que a actual administração venha a mostrar intenções hostis sobre os Açores como as que manifestou relativamente à Gronelândia). Pelo contrário, tendo em conta a insistência acertada de Trump em que os aliados europeus devem fazer mais pela sua defesa, Washington só poderá elogiar Portugal e outros países europeus que estejam militarmente mais presentes no Atlântico.

AÇORES PAÍS SOCIEDADE GEOPOLÍTICA MUNDO

COMENTÃRIOS (de 18)

Paulo Silva: Após a abrilada, sempre que dos states paira uma ameaça sobre as ilhas atlânticas, real ou imaginária, Lisboa entra em sobressalto… É agora com Trump, foi assim na altura da descolonização ‘exemplar’ e das autonomias. Podíamos perder todas as colónias em África para a órbita de russos e chineses, inclusive o arquipélago de Cabo Verde, só não podíamos perder para os capitalistas americanos...  Temo que se em 74 os states se chamassem União das Repúblicas Socialistas Soviéticas da América, (URSSA), os açorianos há muito que seriam o 51 Estado com o aval da comuna de Lisboa...

Tim do A: Cuidado! Diz bem. Os Açores nunca foram ocupados por uma potência. Porque será? Olhe que os açorianos estão desejosos de serem americanos. Salazar sábio, sabia muito bem que para manter os Açores em Portugal tinha de ceder as Lajes aos EUA. Sem cobrar nada! E  éramos um império. E Salazar nem gostava dos americanos. Agora que somos apenas um protectorado da UE, sem soberania, vendidos por um prato de lentilhas que a UE nos paga anualmente e que mesmo assim estamos cada vez mais pobres por causa da corrupção, só faltava que os abrileiros se armassem agora em soberanos dos Açores e causassem dificuldades aos EUA. É que aos abrileiros só falta perderem os Açores e a Madeira.

Carlos Carvalho: Não consegue fugir do Trump. Só Obama fez o mesmo, isso já não interessa nada…limitações dum historiador…





Os portugueses vão sonhar. Aliás, o nosso problema não é a falta de sonhos: é nunca acordar.

ALBERTO GONÇALVES Colunista do Observador

OBSERVADOR, 13 jun. 2026, 00:24

Primeira parte: política

Vejo muita gente preocupada com a circunstância de o Mundial se realizar sobretudo nos EUA. Trata-se de um receio pertinente. É sabido que na América actual as autoridades fascistas começam por deter e deportar metade dos visitantes logo no aeroporto. Depois perseguem a outra metade pelas ruas, na maioria das vezes a tiro. E se por acaso no processo sobrar um turista incauto, os agentes do ICE são meninos para segui-lo até o restaurante, sentarem-se na mesa ao lado e passarem a refeição a comer com a boca aberta só para suscitar irritação. Não são as condições ideais para a realização da prova-rainha do desporto-rei. Principalmente numa altura em que a FIFA nos habituara a designar anfitriões com provas dadas de hospitalidade e decência democrática. Houve a África do Sul do sr. Zuma em 2010. Houve o Brasil da dona Dilma em 2014. Houve a Rússia do sr. Putin em 2018. E houve o Qatar dos senhores que mandam no Qatar em 2022. Descer destes regimes exemplares para a autocracia do sr. Trump é um risco escusado e um sinal de que, contra todas as expectativas, as altas instâncias do futebol afinal não são absolutamente impolutas. O que é uma surpresa e um desgosto.

Intervalo capilar

Apesar da natural apreensão sobre as condições políticas, o fundamental é concentrarmo-nos durante 39 dias no que conta: os penteados dos jogadores. Parece impossível, mas na pré-história do futebol os futebolistas possuíam um aspecto similar ao dos restantes mortais. Depois vieram as guedelhas dos anos 1970, as permanentes dos anos 1980 e o estilo mopa/esfregão celebrizado por Figo nos anos 1990. E hoje os jogadores voltaram a ter um aspecto similar ao dos restantes mortais: os mortais que habitam as favelas de Recife, os “barrios” de Ciudad Juarez e as escolas secundárias de Portugal em peso. Embora as tatuagens, a bijuteria e o vestuário sejam importantes, o penteado é determinante. O dito consiste em rapar o cabelo oito centímetros acima da orelha, de maneira a que não se insinue sequer o vestígio de uma patilha. À frente, procede-se a uma risca desenhada a betume ou, preferencialmente, uns caracóis pendurados na testa. Atrás, é aconselhável aparar os pelos da nuca em forma de triângulo, a fim de completar o visual de quem teve alta hospitalar após severa lobotomia. Lavrar traços alegóricos no meio dos folículos é facultativo, enquanto o bigodinho e um arremedo de barbicha na ponta do queixo são acrescento de categoria. Para os autênticos estetas, a cereja no topo do bolo é a tinta amarela no topo da cabeça, adereço que torna o Brasil a selecção com mais loiros em actividade e consagra a expressão “escrete canarinho”.

Segunda parte: inclusão

Óbvia é a ironia de um país com profundas lacunas democráticas acolher o Mundial mais democrático de sempre. Antigamente, a tradição mandava que após apuramento prévio apenas uma ou duas dúzias das melhores selecções se apurassem para a fase final. Felizmente a tradição faleceu. Agora há um apuramento prévio em que, como no ensino inclusivo, quase nenhuma equipa reprova. Por mim, estou ansioso por ver os 104 (cento e quatro) desafios, mas mentiria se não confessasse particular expectativa face aos jogos Alemanha vs. Curaçau, Áustria vs. Jordânia, Uzbequistão vs. Colômbia, Iraque vs. Noruega e Papua-Nova Guiné vs. Turquemenistão. E quero ver com atenção redobrada o desempenho das selecções de Tuvalu, do Panamá e da Eritreia, nações cujos torneios internos não tenho acompanhado regular e devidamente. Em contrapartida, lamento a desqualificação precoce e injusta da Ilha da Páscoa.

Prolongamento: táctica

Nos maus tempos, o futebol permitia a distinção de futebolistas com talento para aquilo. Acima de tudo, Pelé, Cruyff, Zico, Beckenbauer ou Maradona jogavam muito bem, ou o que os leigos achavam que era jogar muito bem. Porém, como nos esclarecem 682 comentadores e especialistas na modalidade, o objectivo da modalidade não é entreter o pagode com jogadas “bonitas”. O objectivo é vencer as partidas através da aplicação de tácticas complexas e que o leigo tende a confundir com uma correria desenfreada e sem tino. Fintar o adversário é rigorosamente proibido. Jogar “bem”, idem. No futebol “moderno” e cientificamente entediante, graças a Deus, a única finalidade é fazer com que 11 sujeitos dotados de excelente preparação física e criatividade reduzida enfiem colectivamente a bola na baliza e, após esperarem 15 minutos de modo a que as “novas tecnologias” (o registo de imagens, divulgado pelos Lumière em 1895) confirmem o golo, com que o golo se festeje com pantomimas ensaiadas e o ar misteriosamente furioso do seu autor. Sem falha, sob pena de despedimento, o relatador de serviço vai proclamar com os gritos de um possesso: “É isto a magia do futebol!” Mas a essa hora o espectador, leigo e bruto, já adormeceu no sofá.

Penáltis: patriotismo

E a selecção portuguesa? Está bem lançada. O presidente Seguro visitou-a e esgotou os clichés disponíveis: “O país acredita em vós. Façam-nos sonhar e tragam para Portugal a taça que nos falta. Vamos todos torcer por vocês. Acredito que, com o vosso entusiasmo, força, fibra, talento e trabalho, isso é possível. (…) Num torneio desta dimensão, também se passa por muitas dificuldades e muitas exigências, mas é aí que se mostra a fibra e a alma de ser português. Nessa altura, estarão milhões de pessoas em todos os cantos do mundo a torcer por vós e a dar-vos o máximo apoio.” O primeiro-ministro manteve os clichés e reforçou o delírio: “Assumimos, sem rodeios, que somos candidatos a poder ganhar o Campeonato do Mundo. Temos muitos desportistas que são os melhores do mundo. Este é um alento à nossa capacidade enquanto país, de podermos pensar que, em todas as áreas de actividade, com espírito de equipa, superação e vitória, conseguimos fazer coisas que os outros ainda não fizeram.” Somos, portanto, espectaculares. Temos força, fibra, talento, trabalho, mais fibra, alma, espírito de equipa, superação e vitória. Com tudo isto é um enigma que entremos no Mundial com um pib per capita inferior ao de 54 países sem dúvida com menos fibra e alma e etc. E é garantido que sairemos do Mundial na mesma. Entre ambos os momentos, o bom povo debaterá as competências de “Rónaldo” e louvará os méritos da “transição ofensiva” e protestará as arbitragens e pendurará bandeirinhas e insultará os presunçosos que teimam em recordar que o futebol era só um divertimento e hoje aborrece um santo. Em suma, os portugueses vão sonhar. Aliás, o nosso problema não é a falta de sonhos: é nunca acordar.

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COMENTÁRIOS De 21)

SDC Cruz: Caro Alberto Gonçalves, excelente o seu comediar! Só faltou acrescentar na frase "Acima de tudo, Pelé, Cruyff, Zico, Beckenbauer ou Maradona...", o Eusébio. Obrigado e até para a semana.

MIGUEL SANCHES: Eu comparo algumas crónicas do Alberto Gonçalves aos irmãos Marx, no que toca a fazer-nos rir à farta. Delicioso.

Jorge Espinha; Concordo com isso das 48 equipas e desconfio que não fique por aqui…E não sei se vou ver muitos jogos , a FIFA portou-se como de costume de maneira miserável. Não tão miserável como no Qatar com a dança encima da campas de 6000 cadáveres mas miserável mesmo assim. Não há limite no esmiframento de todo o cêntimo do bolso do adepto. Mas há bom remédio para si e para mim , não ver ! E Portugal não é assim tão excepcional , a Alemanha é louca por futebol e não é por isso que não é desenvolvida. Os nossos problemas são outros

Tim do A: É por isto que os portugueses são pobres. É que só pensam em futebol e são mais exigentes com as equipas de futebol do que com os governos e governantes. E os governantes sabem disso e estimulam isso. A comunicação social também. Faz um papel péssimo e tem responsabilidade. É um Portugal adormecido que só pensa no futebol enquanto os políticos roubam os portugueses à tripa forra. Veja-se agora o caso das obras megalómanas que todos vamos pagar: aeroporto, ferrovia, pontes. Tudo isso podia ser financiado pela UE com a bitola europeia, mas Montenegro e o ministro Pinto Luz, vão fazer com que sejam os portugueses a pagar com impostos tremendos o erro da bitola ibérica que a UE não paga. Tudo isso só para enriquecer a maçonaria,  os bancos, as construtoras do regime e eliminar a concorrência prejudicando os utilizadores desses serviços. Tudo a continuação do PS de Costa e do ex ministro Pedro Nuno Santos. Todos vendidos a quem lhes paga mais e a quem lhes dará os tachos no futuro. Acordai Portugal de uma vez por todas! Sair de casa dos pais tornou-se um luxo. No tempo de Salazar todos conseguiam fazer vida. O centrão corrupto tira o dinheiro aos portugueses e serve os políticos em vez de servir o pais. Foi para isso que eles fizeram o 25 de Abril que comemoram todos os anos com muita propaganda e desgraçados cravos vermelhos ao peito às  custas do povo. Os abrileiros comem tudo e não deixam nada. Ficam todos ricos com o poder. Servem-se em vez de servir.  Volta Salazar!

Novo Assinante: Exmo. senhor colunista Alberto Gonçalves, Dirijo-lhe este comentário sem prejuízo do respeito que me merece. Diz-me o Windows Office que V.Exa escreveu oitocentas e nove palavras, que resultaram num conjunto de vacuidades sem qualquer sentido. Como é possível, em pleno século 21, que um mero opinador de um jornal, o senhor Alberto Gonçalves neste caso, que nem jornalista é, consiga escrever meia dúzia de vacuidades e assim pagar as despesas ao fim do mês? Como é possível que os leitores do nosso jornal Observador e principalmente os contribuintes portugueses, que passam por enormes dificuldades económicas como todos sabemos na sequência destas guerras insanas e ilegais desencadeadas pelo novo Hitler e pe dó fi lo Donald Trump e que já nem dinheiro têm para pagar os bens alimentares de que precisam e se estejam a endividar e a recorrer ao Banco Alimentar Contra a Fome para não morrerem à fome, estejam a financiar o pagamento da avença mensal do senhor Alberto Gonçalves? Qual é o retorno desse investimento para todos nós? Ler estes conjuntos de vacuidades que o senhor Alberto Gonçalves por aqui deixa? Tenha muita paciência, senhor Alberto Gonçalves. Este seu "trabalho" tem um nome: parasitagem do dinheiro dos contribuintes. Ponto!

CARLOS F. MARQUES : Novo AssinanteCom tantas dores, só podes ser jornaleiro do OBS.

JOSÉ PAULO CASTROCARLOS F. MARQUES: Dos despedidos ?

CARLOS F. MARQUES: Muito Bom.

TRISTÃO: Lá vem a crítica ao futebol e ao Mundial por parte do intelectual de serviço. É um clássico que nunca falha.  Será que as pessoas não podem, de vez em quando, entreter-se com algo mais leve? Terão de viver permanentemente preocupadas com todos os dramas do mundo, sem espaço para o lazer, para o convívio ou para a simples diversão? O texto do Alberto tem, como habitualmente, algumas tiradas engraçadas. Mas, no essencial, cumpre o seu propósito: mais um texto anti-futebol, anti-Mundial e, já agora, anti-euforia colectiva. Parece que os portugueses só terão autorização para se divertir quando forem o país mais rico do mundo… Até lá, resta-lhes trabalhar, preocupar-se e sentir culpa por gostarem de futebol. Felizmente, a maioria das pessoas percebe que uma coisa não impede a outra. É perfeitamente possível interessarmo-nos pelos problemas do país e do mundo e ao mesmo tempo, desfrutar de um Mundial de futebol. É isso que vou tentar fazer…sem sentimento de culpa. 😅

ANA RITA: Caro Alberto, os portugueses não querem mesmo acordar, o terem eleito Seguro é mais uma prova disso. É deixá-los sonhar.

FERNANDO CE: Infelizmente , uma grande conclusão.

RUÇO CASCAIS

Muito bom.

Quais serão as frases feitas que vão sair do armário se voltarmos para casa precocemente?

Eu digo:

Jornalistas: o selecionador não soube aproveitar o enorme talento dos jogadores portugueses.

Povo: com Ronaldo a titular jogámos com menos um. Enquanto Ronaldo e Jorge Mendes mandarem na federação não ganhamos nada!

Presidente da República: não nos deram a oportunidade de mostrarmos ao mundo o enorme talento português. Vamos continuar a acreditar e a lutar pela excelência da alma portuguesa para que numa próxima oportunidade possamos finalmente nos revelarmos como os melhores do mundo. Não obstante, pelo grande feito de representarem com enorme orgulho o povo português, todos sem exceção, serão homenageados com a grande medalha da Ordem do Infante.

PEDRA NUSSAPATO: Este artigo de AG inaugura oficialmente a silly season 😒...

ANTONIO MARQUES MENDES: Cáustico e certeiro. Se vivesse na era dos Romanos, criticava os leões, os gladiadores, o povo, ou Caligula?

SDC CRUZ: Caro Alberto Gonçalves, excelente o seu comediar! Só faltou acrescentar na frase "Acima de tudo, Pelé, Cruyff, Zico, Beckenbauer ou Maradona...", o Eusébio. Obrigado e até para a semana.

JOSÉ B DIAS: Subscrevo sem hesitar!

ALEXANDRE BARREIRA: Pois. Caro AG. Bela jogada. Mas só pelo facto de podermos ver. o CR7 a......"comer-o-relvado". Vai valer a pena......!

ANTÓNIO LAMAS: Que maravilha logo para abrir o fim de semana.  Obrigado Alberto. Só uma correção : Não são 682 comentadores são 683. Esqueceu-se do professor Marcelo

MIGUEL SANCHES:Eu comparo algumas crónicas do Alberto Gonçalves aos irmãos Marx, no que toca a fazer-nos rir à farta. Delicioso.

AMÉRICO SILVA: Chegou o tempo, as ovelhinhas estão festivamente preparadas para a tosquia, de onde regressarão com a satisfação própria de videntes e miraculados, disponíveis para contar aos incautos a sua maravilhosa experiência.

ALCIDES LONGRAS: 3  Será que o Alberto tem alguma coisa contra a "futebolite"? Como bom português, não pode!

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