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fadas há… Perspectivas de nova guerra por cá?
Erdogan avisa que guerra no Médio
Oriente "começa a enfraquecer a Europa"
O
Presidente turco falou com o homólogo alemão e reuniu-se com o secretário-geral
da NATO, que prepara a cimeira de julho em Ancara, marcada pela incógnita
Trump.
OBSERVADOR, 22 abr. 2026, 21:25
▲"A
guerra na nossa região também começa a enfraquecer a Europa e, se não interviermos
nesta situação com uma abordagem que privilegie a paz, os danos causados pelo
conflito serão muito mais graves"
O
Presidente turco afirmou esta quarta-feira que a guerra no Médio Oriente
“começa a enfraquecer a Europa” durante uma conversa com o homólogo alemão e
alertou para danos superiores caso não seja alcançada uma paz plena.
“A guerra na nossa região
também começa a enfraquecer a Europa e, se não interviermos nesta situação com uma abordagem que
privilegie a paz, os danos causados pelo conflito serão muito mais graves”, declarou Recep Tayyip Erdogan a
Frank-Walter Steinmeier durante uma chamada telefónica, de acordo
com um comunicado da presidência turca.
A
comunicação entre os dois chefes de Estado surgiu no mesmo dia em que o
secretário-geral da NATO, Mark Rutte, iniciou uma visita oficial a Ancara.
No
início do dia, o chefe de Estado turco salientou durante uma
reunião com Rutte que a Turquia “posicionou-se do lado da paz e da
diplomacia no processo desencadeado pelos ataques contra o Irão”.
“A
manutenção do vínculo transatlântico é de importância capital e a Turquia
espera que a componente europeia da Aliança assuma mais
responsabilidades. Excluir os aliados europeus não membros da União
Europeia das iniciativas de defesa desta última seria contraproducente”, acrescentou
Erdogan.
A
NATO “fará sempre o necessário para defender a Turquia”, país-membro
da Aliança Atlântica alvo de quatro disparos de mísseis iranianos no mês
passado, precisou, por seu lado, Rutte.
De acordo com a agência de
notícias oficial turca Anadolu, o secretário-geral da NATO tinha previsto
reunir-se durante o dia com o Presidente, o ministro dos Negócios
Estrangeiros, Hakan Fidan, e o ministro da Defesa da
Turquia, Yasar Guler.
Não estavam previstas declarações à imprensa em Ancara, embora
Rutte tenha visitado, segundo relatos da imprensa local, uma instalação da
indústria de defesa na capital turca.
Rutte afirmou que os aliados devem “acelerar a produção de defesa
e, ao mesmo tempo, fomentar a inovação”, de acordo com a Anadolu.
“Esta é uma das prioridades da NATO e será um dos temas principais na cimeira da NATO que se realizará em Ancara em julho”, acrescentou.
A imprensa local noticiou que nas conversações
em Ancara, Rutte e os líderes turcos vão centrar-se nos preparativos da cimeira
de julho, onde se pretende transmitir uma mensagem de unidade, coesão e
solidariedade da Aliança Atlântica.
O encontro realiza-se num momento de tensão no Médio Oriente, bem
como de debates internos na NATO sobre o futuro, o que torna necessários
preparativos ainda mais minuciosos, salientaram os meios de comunicação turcos.
Em meados deste mês, Fidan afirmou que a cimeira de Ancara “poderá ser
uma das mais importantes da história da NATO”.
Enquanto prosseguem os preparativos para o encontro de julho, a grande
incógnita é se o Presidente norte-americano vai participar na cimeira e como o
descontentamento com a Aliança poderá afectar as relações transatlânticas.
Donald
Trump tem também ameaçado por diversas vezes retirar o país da NATO pela
alegada falta de apoio dos aliados.
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