Ambos - Ventura e Seguro - para uma Presidência da República
que se preze em difundir bons princípios, para que se chegue sempre a bons
fins. A seriedade de Seguro impôs-se, contudo, pelos seus discursos que todos
esperamos sinceros, e parece que vai ganhar. Passos
Coelho preferiu baldar-se, respeitemos isso, mas em muitos de nós permanece
a desilusão.
Não, Seguro não ajudou o governo de
Passos Coelho
É legítimo que pessoas de
direita, do PSD, do CDS e da IL queiram votar em Seguro. Mas não é aceitável
que contribuam para a falsificação da história, tentando construir um “Seguro”
que não existiu.
JOÃO MARQUES DE ALMEIDA Colunista do Observador
OBSERVADOR, 02 fev. 2026, 00:20122
Para se fazer escrutínio democrático a António José Seguro, é necessário
voltar a 2013 e 2014. Desde então abandonou a política (não é uma crítica), por
isso 2014 é ontem, politicamente, para Seguro.
Está a construir-se a “narrativa” de
que Seguro foi responsável e apoiou o governo de Passos Coelho durante um
período crucial da história recente de Portugal. Vejamos o que aconteceu. Em Março de 2011, o governo socialista de José Sócrates
pediu resgate às instituições europeias e ao FMI para salvar Portugal da
falência. Em Junho de 2011, houve eleições e a AD de Passos e Portas ganhou com
maioria absoluta. Depois da derrota eleitoral, Sócrates pediu a demissão da
liderança do PS, e Seguro
foi eleito líder socialista.
Os
termos do orçamento para 2012 foram basicamente negociados pelo
demissionário ministro socialista Teixeira
dos Santos e pela troika. O governo da AD teve pouquíssima margem para introduzir alterações
orçamentais. Em Novembro de
2011, o PS absteve-se na votação do orçamento para 2012. Era o
mínimo, um orçamento que resultou do pedido de um governo do seu partido para
evitar a falência do país. Esse
voto não foi ajuda alguma. Foi o
mínimo dos mínimos. Além disso, o governo de direita tinha maioria
absoluta. Não
precisava da abstenção do PS para aprovar os orçamentos. Aliás, em
2012 e em 2013, o PS de Seguro votou contra os orçamentos, e eles foram
aprovados. Os
votos do PS a favor de políticas públicas do governo também não foram uma ajuda
porque seriam sempre aprovadas com a maioria absoluta.
Em Julho de 2013, Paulo Portas
demitiu-se do governo. Isso
significaria automaticamente o fim da maioria parlamentar que apoiava o governo
da AD. Portugal entrou em
crise política. Se não
fosse possível votar o orçamento para 2014, Portugal precisaria de um segundo
resgate. Durante
a crise, houve uma tentativa de Cavaco, na altura PR, para o PS deixar passar o
orçamento para 2014 (para evitar um segundo resgate) e em troca haveria eleições
antecipadas em 2014.
Inicialmente, Seguro mostrou abertura
para esse acordo, mas depois recuou
não tendo sido capaz de resistir às pressões do seu partido. Não
tenho dúvidas sobre as boas intenções de Seguro, mas o que me preocupa foi a
sua fraqueza. De resto, essa
fraqueza política foi evidente durante todo o mandato de Seguro na liderança do
PS. Nunca foi capaz de
resistir ao seu partido na fuga à responsabilidade do governo socialista de
Sócrates na vinda da troika para Portugal. Alinhou nos ataques à “falta de sensibilidade social” do governo”,
nas acusações de “ultra-liberalismo”, e decretou o “falhanço do governo e do
programa de austeridade.” Até hoje, nunca ouvi Seguro dizer que
estava enganado e que o governo de Passos alcançou um enorme sucesso e salvou
Portugal, restituindo ao país o crescimento económico.
É legítimo que pessoas de direita,
dirigentes e militantes do PSD, do CDS e da IL queiram votar em Seguro (ao
contrário de outros muito preocupados com a democracia, nunca critico o voto de
alguém). Mas não é aceitável que contribuam para a falsificação
da história, tentando construir um “Seguro” que não existiu. Seguro só se revoltou contra Sócrates e
contra António Costa quando foi atraiçoado pelos socialistas, em 2014 (depois
de vencer as eleições europeias), e perdeu a liderança. Também me
lembro disso, e distingo muito bem Seguro de Sócrates e de Costa. Mas, numa altura muito crítica para Portugal, e quando
Seguro desempenhou funções políticas de liderança, falhou. A sua fraqueza perante o PS teria levado
Portugal para um segundo resgate. Foi a determinação de Passos Coelho
que evitou o que teria sido uma tragédia financeira, económica e social para
Portugal. Não foi a “ajuda” de Seguro.
PRESIDENCIAIS
2026 ELEIÇÕES POLÍTICA ANTÓNIO JOSÉ
SEGURO PS
COMENTÁRIOS (de 135)
Miguel Seabra: Quem quer vender essa
mentira histórica? Nada menos do que o Paulinho Irrevogável Portas, esse mesmo,
o traidor e covarde que tentou apunhalar Passos Coelho pelas costas. Num País
normal esse senhor devia estar escondido, em Portugal tem um tacho na Mota
Engil a soldo dos chineses e está todos os domingos na tvi a palrar e a dizer
mal do Trump e do André Ventura. Alexandra
Ferraz: 'Canto III 138/143" Os Lusíadas:
Do
justo e duro Pedro nasce o brando,
(Vede
da natureza o desconcerto!)
Remisso,
e sem cuidado algum, Fernando,
Que
todo o Reino pôs em muito aperto:
Que,
vindo o Castelhano devastando
As
terras sem defesa, esteve perto
De
destruir-se o Reino totalmente;
Que um fraco Rei faz fraca a forte gente.'
E assim continuaremos alegremente, até
quando??? O povo é sábio mas também é lento! Mas no dia 9 haverá mudança,
seja qual for o resultado. A onda do desencanto cresce e será surfada, contra
ventos e marés. A nossa juventude merece mais. Muito mais!!!! Vamos ter fé🙏 Obrigada JMA por mais
um belíssimo apontamento. 🙌🙌 Manuel
Lourenço: Do papagaio-mor do reino vamos passar para o banano-mor,
só que como este artigo relembra e o da passada sexta feira do Rui Ramos
recorda, os efeitos de presidentes socialistas em governos não socialistas (ou
seja socialistas 2) é de torpedear e procurar levar ao poder os socialistas
puros. Paulo
Valente: Resumidamente, vamos ter uma lesma na presidência.
Antes fosse uma arara, sempre dava continuidade ao papagaio! ana rita: Seguro é um socialista. E está tudo dito. Mas
depois não se queixem, ele nunca o escondeu. Joaquim
Silva: Uma
coisa é certa - é da esquerda que nascem os maiores inúteis conhecidos,
na generalidade do que vemos na comunicação social é gente sem valores que se
acha muito culta mas com muito pouca vontade de trabalhar ou empreender,
ostracizam tudo o que seja iniciativa privada, pois passam a vida ligados ao
aparelho de estado e instituições públicas a isto ou àquilo que se agarram para
poder viver sem fazer grande coisa, o povo, aquele que trabalha anda dormente
de tanto trabalhar para pagar impostos, ora este sistema está podre, mas cada
vez mais é atacado no seu modo de vida e os costumes que nos trouxeram a
uma sociedade civilizada, pasme-se que chegamos a um ponto onde nos querem
impor um presidente da república só por ser bem vestidinho e muito mansinho e
bem-mandado, chegamos ao ridículo da falta de ética e de vergonha de quem se
passeia nos meios ligados ao sistema, não, não são notáveis, são
indivíduos, os notáveis são as pessoas que todos os dias salvam outras
pessoas sejam bombeiros policias médicos enfermeiros e até pessoas comuns, a
sociedade tem de se basear em prole do povo e não dos interesses dos
(notáveis).Quanto à direita do que eu vejo são gente de trabalho de mãos
calejadas que está farta de trabalhar e ser ridiculariza por uma casta de
malandragem de esquerda caviar que não sabe apertar um parafuso ou pendurar um
quadro numa sala e agarran-se ao adjectivo de (fascista) para chamar a quem
trabalha e lhes paga o oxigénio. graça
Dias: "A DISTÂNCIA ESBATE OS CONTORNOS E AS CORES DA MEMÓRIA " Caríssimo João Pedro Marques, obrigada
pelo excelente lembrete.
Ana Luís da Silva: Muito
obrigada a João Marques de Almeida, por repor a verdade histórica. Mas contrariamente ao seu posicionamento
de “não criticar o voto de ninguém”, eu critico e sinto-me legitimada para o
fazer, por várias razões: -porque é uma cedência à hegemonia
ideológico-moralista da Esquerda e da Extrema-esquerda e portanto uma cobardia;
- porque os cidadãos eleitores não reclamaram sentirem-se confusos e precisarem
de orientação na decisão de voto, foi antes uma opção assente no pânico dos
“sistémicos” que iniciaram a onda de maria-vai-com-as-outras contra o candidato
que os desgosta e põe em causa o status
quo; - porque traíram o cidadão comum que estes anos todos pensou que
esta gente que milita nestes partidos não se conformava com o socialismo, aliás
que o combatia, e que lutava por um país melhor… mas não. Afinal ninguém quer
sair do caldo socialista onde já estão (estamos!) meio-cozidos! Nem a IL, que
na hora da verdade é mais do mesmo, pelos vistos! É meia bola e força em
direção ao abismo, porque acham que o outro candidato “não tem o perfil adequado”
(sic), quando o que esta atitude deplorável revela é cálculo político, uma
amostra da queda da natureza humana na mediocridade ou no medo de perder o
chão, em vez de se preocuparem com Portugal e os portugueses! P.S. Falo
agora para os cristãos: atentem nas leituras deste domingo e reflictam se, em
toda a História da Salvação, Deus alguma vez escolheu para liderar uma pessoa
pelo que a natureza humana considera ser “o perfil adequado”. Assim de
repente vêm-me logo dois à memória que não encaixam: David para rei, Pedro para
primeiro Papa. Ricardo
Ferreira: O TóZero é um líder frouxo e todos o sabem. SDC Cruz: Caro João Marques de Almeida, EXCEPCIONAL! Cupid
Stunt: Muito
bem. Obrigado por desmarcar mais uma narrativa da esquerda. O Tó Zero é um
fraco e cederá sempre a quem o pressionar, especialmente se vier da sua
famiGlia de esquerda Humilde
Servo: Até me
esquecia desse episódio lamentável do Portas a demitir-se "irrevogavelmente".
Foi uma traição patética ao país. Valeu o sentido de estado de Passos Coelho e
de Cavaco para o país não ir de vez para o beleléu. Sr Leão: O meu agradecimento ao autor do artigo por
nos ter refrescado a memória. E por representar um exemplo de jornalismo de
excelência. Maria Da
Veiga: Muito
bem, valham-nos pessoas como o João Marques de Almeida para refrescar as mentes turbadas e
acríticas de uma grande maioria do povo português. O povo acomodado, "ajudado"
por jornalistas e comentadeiros que proliferam nas TVs que dominam o dito
"sistema" como o seu colega Sousa Pinto, armado em intelectual, mas
intrinsecamente intelectualmente desonesto. Espero que o PS acabe por
desaparecer porque será um bem para o país e justiça para um povo! Paulo
Nunes: Têm
sido semanas de poluição informativa. Vem aí o diabo, e é o Seguro que nos
salvará. Não, de todo. Seguro será o coveiro deste governo de AD, o coveiro
definitivo do CDS, a armadilha do governo PSD, tentando absorver partidos
mansos como o Livre e levando na padiola o seu PS dos barões. Só para os
mais distraídos será surpresa... Maria
Alva: Excelente
e factual reposição da História recente. Obrigada. Carlos
Chaves: Obrigado,
caro João Marques de Almeida, por vir desmascarar os especialistas de serviço
em narrativas mentirosas! Pena os idiotas úteis que se diziam de “direita”
entrarem nesse jogo mentiroso! PSD e CDS merecem serem riscados do mapa, estão
cheios de gente traidora e mentirosa! Seguro é um cobarde político que
baixou as orelhas ao criminoso político Mário Soares! Mário Soares, Guterres,
Sócrates, Seguro e Costa, (eu não o distingo como faz o cronista), são uma
família socialista em quem os idiotas úteis da “direita” se preparam para
votar! Alberico
Lopes: Marques
de Almeida: dou-lhe os meus sinceros parabéns por ter posto os pontos nos iis.
Só quem não tenha vivido esses conturbados tempos pode ter alguma ilusão do que
é este cavalheiro, natural de Penamacor, que tem como sogro o maçon-mor das
Caldas da Rainha, proprietário de várias farmácias naquela zona . Mas que estou
mesmo muito surpreendido que alguns - mesmo que poucos - embora muito
louvinhados pela c.social do Largo do Rato - "não socialistas" como
se afirmam, votem neste coitado! Eu nunca seria capaz de engolir tal sapo! Xico
Nhoca: Seguro
vai ter que pagar a todos os socialistas que, não o querendo apoiar nestas
presidenciais, lhe vieram dar apoio mais tarde: assim que as sondagens
sugerirem uma maioria relativa para o PS, Seguro vai convocar eleições para
satisfazer a tradicional avidez para distribuir jobs entre os boys.
CONTINUA
Nenhum comentário:
Postar um comentário