quarta-feira, 20 de maio de 2026

Um pensamento


Que nos parece bem ponderado e justo, este de Helena Garrido, sobre a manipulação actual das políticas de Trump, numa América que sempre significou poderio apetecível e amigável, antes de Trump, pensamento que Trump vaidosamente amesquinhou…

A América, afinal, era um mito?

Durante décadas parte de nós olhou para os Estados Unidos como uma referência na regulação da vida política e económica. Terá sido uma ilusão?

HELENA GARRIDO Colunista

OBSERVADOR, 19 mai. 2026, 00:25

A 2 de Abril de 2025 o presidente dos Estados Unidos anunciou aquilo que designou como “Liberation Day”, com uma lista de tarifas sobre praticamente todos os países do mundo. Os mercados bolsistas afundaram, como seria de prever. A 9 de Abril, logo pela manhã, Trump escreve na sua rede Truth Social, em maiúsculas, que esta é uma altura óptima para comprar. E cerca de quatro horas depois anuncia a pausa nas tarifas, com excepção para a China, provocando valorizações bolsistas históricas. Com apostas prévias à comunicação de que o mercado iria subir, apesar de ter estado em queda nos últimos dias.

Este é um de muitos casos em que se suspeita do uso de informação privilegiada nas decisões de investimento bolsista e um dos que está mais documentado. Há cartas de senadores democratas a pedirem informações e uma investigação à entidade de supervisão dos mercados a Securities and Exchange Commission (SEC), sem sucesso.

A BBC fez recentemente um levantamento de vários casos, com os mais recentes a incidirem no mercado do petróleo, na sequência da guerra com o Irão. Um deles é de 9 de Março de 2026. Cerca de 47 minutos antes de se saber que Trump tinha dito, à CBS News, que a guerra com o Irão estava praticamente concluída, assiste-se a uma subida acentuada de apostas de que o preço do petróleo iria cair, como caiu.

Esta semana ficámos igualmente a saber que Donald Trump fez transações bolsistas de centenas de milhões de euros com algumas das maiores empresas norte-americanas, entre elas a Tesla, Nvidia, Apple, Meta ou Boeing. A notícia é dada pelo Financial Times na sequência da divulgação obrigatória desses dados. Boa parte dos presidentes dessas empresas acompanharam o presidente dos Estados Unidos na visita à China. O argumento oficial é que os investimentos do Presidente são realizados por uma empresa independente.

Juntemos a isso o avião que Donald Trump aceitou do Qatar ou ainda o que tentou fazer ao presidente da Reserva Federal Cerome Powell, com a ameaça de o processar, e temos um quadro que não reconhecemos como sendo a América à qual estávamos habituados. Para não falar, obviamente, de tudo aquilo a que temos assistido nas relações da administração Trump com a Europa. E que passou inclusivamente pela ameaça de anexação da Groenlândia.

O que causa a maior das perplexidades neste resumo de acontecimentos é que a América como a conhecíamos deixou de ser capaz de garantir que as regras se cumprem. Quem estudou por livros de economia de professores norte-americanos, e seguiu as últimas décadas da vida económica e financeira do outro lado do Atlântico, via um país em que as instituições políticas e económicas conseguiam garantir o respeito pelas regras concorrenciais de mercado, gerir com a regulação as falhas de mercado e eram implacáveis com quem violava as normas. A terra das oportunidades tinha regras.

É verdade que começaram a existir sinais de alguma diluição dessa ideia da América com a crise financeira de 2008. Mas, talvez ingenuamente, parecia que a própria América estava a encontrar um antídoto para salvar o capitalismo de si próprio através dos princípios ESG – Ambientais, Sociais e de Governação – aplicados à gestão. Por esta via tenta-se, ou tem-se tentado, que as empresas sejam menos extractivas e mais equitativas. Mas muitas empresas aproveitaram a desvalorização, que a administração Trump fez destes objectivos, para se afastarem deles, sem perceberem que precisam de ser salvas da sua ganância.

Todos estes casos só são possíveis pelo aparente colapso dos pesos e contra-pesos que tanto apreciávamos na Democracia na América. Nos exemplos concretos sobre os mercados bolsistas e do petróleo, a ausência de acção dos reguladores reflecte a fragilização da SEC e de várias outras instituições que são supostas avançar para investigações em casos de suspeitas de corrupção. O famoso DOGE (Department of Government Efficiency) dirigido por Elon Musk teve um importante papel nesta fragilização das instituições.

O que se está a passar desafia-nos a pensar no que se está a passar com a América. Porque nada pode acontecer numa democracia sem que o povo deixe que isso aconteça. E o povo, dos mais modestos às elites, está a permitir, nem que seja por omissão, que tudo isto aconteça. Vimos como foi fácil controlar, por exemplo, a academia, universidades de referência em todo o mundo. Diríamos certamente que estaria louco aquele que, num exercício de previsão, nos dissesse que alguns destes acontecimentos iriam ocorrer nos Estados Unidos sem nenhuma reacção. Mas é isso que está a acontecer.

A América como a conhecemos não foi uma ilusão. Mas o que se está a passar mostra bem como as instituições democráticas podem ser frágeis e como, quando elas deixam de funcionar, todos acabam amedrontados e a pensar mais no seu ganha-pão dos que nos seus valores. Há uma degradação moral generalizada, seja por acção ou omissão, e o desesperante é que não podemos ter a arrogância de culpar quem se protege. No fim de tudo estão os sinais, que a História já nos mostrou noutros casos, que apontam para um tempo de decadência.

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA      AMÉRICA      MUNDO

COMENTÁRIOS (de 66)

Luis Oliveira: Nenhum destes cronistas-jornalistas portugueses viveu na América, mas todos eles asseguram que sabem mais da América que os próprios americanos ! E mais: juram saber o que é melhor para os americanos.

José Tomás > JAP: Portugal já vai em mais de 880 anos e os nossos "valores morais, éticos e humanos" deram maiorias absolutas ao José Sócrates e ao António Costa.

GateKeeper: A ignorância voluntária é um mal menor.  As dicas purulentas e o maldizer substantivo são piores do que a ignorância. A inveja da velha é decrépita Europa perante uns USofA juvenis, com pouco mais do que 225 anos de História, é uma triste lenga-lenga feita de amarga e virulenta inveja.

victor guerra: O avião do Catar foi oferta, para substituição Air Force One, não é do Trump. Mais rigor e menos excitação esquerdista. Se não gosta, come menos.

João Floriano > JAP: Veja o estado em que está a Europa com nacionalidades tão antigas como  a nossa.

António Soares: Já a velha Europa é uma realidade a galope com pressa de se submeter ao islamismo!

Hugo Silva > JAP: Mais um comuna.... O Expresso e Público esperam por ti

José Paulo Castro: Ou seja, mais um manual de tácticas para derrotar Trump na secretaria, continuando sem entender a razão de as alternativas terem sido rejeitadas nas urnas, quer em primárias, quer em eleições nacionais. Pois eu acho que essa América que quer mandar nos bastidores, nos pequenos golpes institucionais e no condicionamento dos partidos, essa América é que é um mito. Você diz que era a das regras? Ok... veja de novo a realidade.

José Paulo Castro > Ruço Cascais: Se você acha que um republicano não-MAGA tem hipóteses de substituir Trump, então não está a ver bem a coisa. E se acha que um democrata consegue chegar a presidente depois de alienar a matilha woke, também não está a ver bem a coisa. Ou seja, as suas esperanças estão colocadas em duas não-exequibilidades.

João Floriano: A quem não reparou ou passou despercebida, sugiro a leitura da crónica de Pedro Caetano de 17 de maio: «Lucrar em vez de delirar contra os EUA». É inegável que Trump vê tudo através da lente do «business» e isso não é bom. Uma potência que aspira a ser a maior do mundo, tem de ter uma perspectiva muito mais abrangente de valores e ética, sobretudo quando do outro lado estão os chineses.

Ruço Cascais: Até TU Helena Garrido confundes Trump com os Estados Unidos. Trump é o resultado de uma circunstância política, assim como o nosso José Seguro. Trump não representa o sentimento maioritário dos americanos muito menos as suas instituições. Trump é um velho jarreta com os pés para a cova que nesta recente visita à China evidenciou a imagem de um homem cansado, derrotado e envelhecido.  A imagem de Trump mexe com os americanos assim como mexeu com os portugueses a hiperatividade de Marcelo que já ninguém podia ver à frente. Ver um homem derrotado ao lado de Xi deixa os americanos desiludidos. Quem vier depois de Trump, quem substituir Trump - e isso é garantido - será uma pessoa diferente com ideias diferentes e que vai transmitir uma imagem diferente dos Estados Unidos na política interna e externa. Se for um democrata tem que deixar o wokismo na arrecadação para evitar que apareçam mais Trumps. Se for um republicano fora do movimento MAGA tem que reconstruir as relações com os democratas, reforçar a importância das instituições políticas e reconstruir as relações diplomáticas com os aliados históricos dos Estados Unidos.  Os Estados Unidos que já foram à Lua, que inventaram este novo mundo digital, que querem construir uma base lunar e que querem chegar a Marte, não acha que vão conseguir livrar-se de Trump e dos trumpistas?  Claro que vão. Se não for este ano, vai ser dentro de dois anos nas eleições para a presidência. Há tempo suficiente para aparecerem bons candidatos, quiçá um novo JFK.

m s: A América não era e não é um mito, independentemente de quem a governe, é mesmo real. E tanto assim é, que o mundo e todo um viveiro de cronistas e comentadores giram à sua volta como as abelhas em busca de mel.

Por8175: A ignorância e a incompetência desta sujeita são sintomas claros de TDS aguda! Devia tratar-se com umas visitas ao Serviços Nacional de Saúde. Tinham a vantagem de não lhe deixar tempo para escrever...

Francisco Almeida: Experimentei fazer um exercício simples: aplicar a Portugal os defeitos que Helena Garrido aponta aos EUA de Trump. Foi esclarecedor. Só senti alguma dificuldade em encontrar paralelos com informação privilegiada porque Portugal tem um mercado bolsista anémico. Mas logo me lembrei do "flop" do NAL na Ota, com elementos da família Soares a aí comprarem terrenos. Parece que se pode concluir que Trump, é mais hábil mas a equivalência ética é sólida.

victor guerra > Manuel Gonçalves: Nada como um "carneiro de ouro"

João Diogo: Uma crónica ao nível da cronista, um autêntico zero, a Europa sim é uma potência de bluffs sucessivos.

klaus muller > m s: ... e adorariam lá viver.

Paulo Salvador: um caso grave de TDS.

Ricardo: Corrupção aberta. O grande trunfo de Trump ao longo da vida foi este: não tem vergonha nenhuma. Desde a cripto moeda $TRUMP até à manipulação bolsista, não há limites, especialmente neste segundo mandato. Ele acha que os seus apoiantes não se incomodam e que ao Chefe permitem tudo. Até agora, parece ser o caso, mas a corda, tanto estica, que um dia…

Helena L: Retive esta frase: "Vimos como foi fácil controlar, por exemplo, a academia, universidades de referência em todo o mundo." Deve referir-se aos Democratas woke. Esta cronista tanto dá no cravo como na ferradura, mas mais no cravo.

Isabel Gomes: American dream é real.

terça-feira, 19 de maio de 2026

Generosidades

 

Da ordem do dia, com implícitas rejeições da mesma ordem.

A esquerda, o eco populismo e a habitual sopa de letras

Do “capitalismo fóssil” ao heteropatriarcado, das opressões LGBTIQA+ ao inevitável ódio a Israel, a amalgamação de temas e de bandeiras alimenta a Greta e a Climáximo e já contamina todas as esquerdas

JOSÉ MANUEL FERNANDES Publisher e colunista do Observador

OBSERVADOR, 18 mai. 2026, 00:25

O tempo passa, as gerações também, mas há doenças políticas que nunca conseguimos extirpar. Pelo contrário: num tempo de comunicação instantânea e fácil comunicação horizontal, a amalgamação é uma das receitas de sucesso dos mais diferentes populismos. Damos muita atenção ao que  é feito para as bandas do Chega (um dos mais recentes posts de Ventura no Facebook é um bom exemplo deste jogo de amalgamações e indignações: “Porque é que o Centeno e Manuel Pinho têm direito a reformas antecipadas e milionárias e a maioria dos portugueses tem de se matar a trabalhar quase até aos 70 anos?”), muito menos atenção ao que ouvimos vindos de outras bandas. Felizmente esta semana a Climáximo, com a sua habitual histrionia, veio não só recordar-nos os limites do absurdo, como confrontar-nos com aquele que é cada vez mais o discurso monotemático de boa parte das esquerdas.

Na religião apocalíptica praticada por estes devotos da Igreja Universal da Climatologia, como muito certeiramente em tempos lhe chamou Paulo Tunhas, é muito fácil explicar o mundo: “O capitalismo fóssil oferece-nos um futuro de escassez, desigualdade, militarização e colapso climático acelerado” escrevia-se esta semana a propósito da tempestade Kristin, que como se sabe só aconteceu porque vivemos “subordinados à sede de lucro vampírica das grandes empresas.”

Na linha destes raciocínios, estes radicais passaram a semana a cortar ruas (no Areeiro, em Lisboa), a vandalizar a fachada de uma empresa, a roubarem supermercados ou a organizarem manifestações pindéricas (mas abusivas). Os objectivos vão variando conforme o cenário, mas o inimigo nunca muda, pois “vivemos na derradeira guerra da Humanidade” já que “assistimos à escalada das agressões imperialistas para poder extrair, controlar e produzir mais combustíveis fósseis, acelerando a humanidade em direcção ao colapso climático e social”, isto sem esquecera militarização das fronteiras europeias que fazem das pessoas migrantes alvos de ataque” e, claro, o país que encarna todos os males, Israel, a “bota na Ásia ocidental” do “chamado ‘mundo livre’”. Isto enquanto ora se falado imperialismo e de políticas bélicas, genocidas e fascistas”, ora se defende que “ninguém devia ter que pagar para comer enquanto os ricos lucram como nunca”…

COMENTÁRIOS:

Miguel Seabra; As pessoas que se levantam de manhã para trabalhar ou estudar, para sustentar a familia e tentar melhorar a sua vida e dos seus com esforço, não gostam desta canalh@. E gostam ainda menos quando percebem que parte do dinheiro que lhes é sacado nos impostos, serve para alimentar estes inúteis. E gostam ainda menos quando têm que levar com eles a toda a hora nas TVs, nos jornais ou no meio da rua a bloquear o trânsito. Mas há quem goste, nomeadamente a grande maioria dos media falidos, frustrados e/ou corruptos.

Manuel Lourenço: Portugal tem produzido uns sacerdotes para a Igreja Universal da Climatologia, o inevitável Sumo Sacerdote Guterres, cuja Bula é (usar o sotaque dele) “the world is boiling”, a Mortágua (uma delas) que foi missionária na flotilha, e a Mónica Moreira cuja área de missão é os pobres gays, mas sobretudo nesta fase as vítimas que nasceram com o corpo errado e que têm direito a ficar com o corpo certo. O próprio Observador, sobretudo entre os jovens jornalistas também pratica de forma diligente os ensinamentos dessa igreja, sendo que a Lusa que nos indica que cada mês que passou foi o mais quente de que há registo, lembra-nos que nos devemos arrepender e sermos como os estudantes da Antonio Arroio para irmos para o paraíso do clima perfeito.

Miguel Macedo: A direita tradicional e moderada como diz o cronista é socialista e muitas vezes woke! e até agora foram responsáveis pela decadência e miséria a que chegamos no mundo ocidental! Uma pena!

Ricardo Ribeiro: Excelente texto apesar de enésimo sobre o tema do actual fanatismo e extremismo esquerdoido. Mas, notei, que ficou uma questão por responder...o "porquê de Centeno e Manuel Pinho terem direito a reformas antecipadas e milionárias enquanto a maioria dos portugueses tem de se matar a trabalhar até quase aos 70?"...

Maria Tubucci: Muito bem observado, Sr. JMF. A esquerda sempre a trabalhar na propagação: do mal, da inveja e da ignorância. E cujas causas conduzem sempre às mesmas consequências: destruição da sociedade, destruição da economia e destruição dos seres humanos. Esta malignidade se for deixada crescer à rédea solta contaminará tudo à sua volta. É muito importante abrir os olhos a quem os tem fechados ou anda a dormir demais ou quiçá não quer enxergar o mundo que o rodeia…

Fernando ce: Faz-me lembrar o MRPP , e outras agremiações de  extrema esquerda após o 25 de abril , e o esquerdismo do MFA, nada representativos em termos eleitorais - e logo nas primeiras eleições democráticas, e com o PCP e MDP-CDE , e se viu serem minoritários na sociedade portuguesa. Contribuíram fortemente para o pedido de demissão de Adelino da Palma Carlos, quando constatou que era impossível na altura gerir este manicómio em autogestão chamado Portugal. Depois, foi o que se viu e se sabe. Era o tempo da música “uma gaivota voava, voava...” que desembocou mais tarde na do “Força, força camarada Vasco, nós seremos a muralha de aço…”.

Maria Nunes: É irónico que  a Climáximo tenha decidido roubar o Continente, cujos donos são tão amigos das esquerdas (Veja-se como subsidiam o jornal Público).

Ruço Cascais: Ao preço a que estão os alimentos, assaltar um supermercado é o mesmo que assaltar um banco. Os tipos da Climáximo assaltaram o supermercado sem reacção das autoridades. O grupo Sonae vai por sua conta procurar criminalizar a acção dos radicais do clima. Ou seja, os supermercados estão por sua conta no que respeita a serem assaltados. E se a climáximo nos entrar pela casa adentro?

A polícia deve garantir a segurança da sociedade. Certamente que a Sonae fez queixa na esquadra da polícia, mas a polícia nada fez no sentido de prender os meliantes e levá-los a tribunal no dia seguinte. Se por acaso os assaltantes tivessem fugido de carro e passado um risco contínuo ou um sinal vermelho, aí sim, estavam lixados.

A situação é perigosa porque revela impunidade para quem assaltar um supermercado, isto, se o supermercado não colocar a pessoa em tribunal. Todavia, o tempo que os tribunais levam a ajuizar, é muito provável que todos desistam a meio do processo.

Depois de roubarem o supermercado, as acções da Climáximo devem ter agora como objectivo assaltar lojas de roupa nos centros comerciais. Uma dúzia de climáximos podem facilmente despejar toda a roupa de uma loja da Massimo Dutti e sair sem que ninguém os trave. Os seguranças não podem fazer nada e polícia não tem nada a ver com o assunto.

Se os Climáximos se juntarem aos Okupas teremos uma revolução pior da que aquela que houve com as nacionalizações na altura do PREC.

Dentro de uns anos, os Climáximos e os Okupas serão a base do Conselho da Revolução na AR e estarão presentes nas comemorações do 25 de Abril de cravo ao peito.

José Manuel Pereira: Que saudade deixou o Professor Paulo Tunhas... a invocação do nome trouxe-me temas brilhantemente tratados por ele

Pedro Vouga: Tanto conteúdo de excelência num texto tão curto. O meu muito obrigado.

Jorge Tavares: A ideia de que o capitalismo é mau para o ambiente é falsa. A União Soviética rejeitou o capitalismo e era muito mais poluída que qualquer das democracias ocidentais. A capitalista Alemanha Federal era muito menos poluída que a comunista Alemanha Democrática. Se o capitalismo é mau para o ambiente, como é que os países mais capitalistas ocupam os primeiros lugares do Environmental Performance Index?

Alberico Lopes > Ruço Cascais: Espero que o fala barato do Luís Neves faça alguma coisita que se veja.  Vamos ter fé.

Eduardo Santos: Só uma pequena correcção.....não existe esquerda moderada.....pois, por definição, a esquerda sempre quer destruir tudo para construir o novo homem....vide os exemplos dados... o primeiro-ministro espanhole e o PS nada tem de moderados.....sempre "seguem" as ideias dos partidos "radicais" de esquerda com satisfação.....mas depois se dizem moderados....rsrsrsrs

André Correia: A propósito deste tema vale muito a pena ouvir a história pessoal da Lucy Biggers no Podcast Triggernometry. Uma ex activista climática radical que abriu os olhos a tempo...

Alberico Lopes > Miguel Macedo: Numa palavra: uns eunucos e capados

Américo Silva: As mulheres vivem oprimidas, como os negros, os obesos, os anões, os LGBT, os handicapados e os ciclistas: se acaso encontrares uma ciclista obesa, lésbica, anã, negra e handicapada, perante ela te deves sentir o mais culpado possível, e a ela dirigirás as tuas reparações e compensações,

Pedro D.: A Climáximo, um grupo de fedelhos controlado por graúdos (uma espécie de MRPP dos tempos modernos), actua na fronteira do crime organizado, razão pela qual deviam ser ilegalizados e os respectivos dirigentes colocados atrás das grades. Mas o outro grande problema destes grupos é contribuírem para exacerbar a radicalização do outro lado do espectro político, com isso acentuando a bipolarização que hoje fratura as sociedades modernas. E que é bem visível nos média, onde jornalismo se vê cada vez mais substituído por activismo! E onde verdadeiros panfletos de propaganda política e ideológica são vendidos aos leitores como artigos de opinião! É a terceira lei de Newton a funcionar, aplicada ao campo da política! E a pergunta que se impõe é: onde é que isto vai parar?

Tristão: As democracias ocidentais parecem caminhar  para uma lógica de maior polarização, mais emocional, mais identitária e menos moderada. Não sei se chegaremos ao ponto de ver, daqui a dez ou quinze anos, um sistema dominado por um Chega de um lado e uma esquerda mais radicalizada do outro, com partidos de centro reduzidos a forças médias - Poiares Maduro disse a semana passada que o PS ou o PSD podem desaparecer, ou ambos. Pela primeira isto vez já não parece uma hipótese absurda. Que mundo teremos com antagonistas completamente extremados? Não vai dar bom resultado…

Alberico Lopes Tristão: Aliás a tal esquerda unida já tem um capo: é o maçon agora P R e o prnteadonho de Baião mais o brilhante dias a tal sumidade que nos fará a todos felizes

Manuel Magalhaes: A esquerda radical ou extrema-esquerda já não sabe o que há de inventar, tudo lhe serve desde que haja protesto e o actual PS perdeu completamente o norte que em tempos remotos já teve e agora pela mão do inseguro Carneiro decidiu tentar ser um Pedro Nuno Santos que foi o “habilidoso” que quase destruiu o Partido, o que daí não vem mal ao mundo, antes pelo contrário…

Ruço Cascais > Alberico Lopes: Humm... não sei não. : Nesta sopa de letras onde cabe tudo e é indiferente a ordem das palavras, aquilo que está sempre presente são os ódios eternos das esquerdas radicais, seja qual for a vestimenta mais ou menos modernaça que apresentem. Por isso mesmo Paulo Tunhas, no indispensável texto que já referi – “Introdução ao ecopopulismo” – chamava a atenção para o discurso da icónica suma sacerdotisa da agremiação, a inevitável Greta Thunberg, que já na altura (2019) escrevia que a “crise climática” fora “criada e alimentada” pelos “sistemas de opressão coloniais, racistas e patriarcais”, pelo que “temos de os demolir todos”. Naturalmente que, nesta linha, o passo seguinte foram as flotilhas de Gaza, o que de resto faz jus à tradição do anticapitalismo radical.

(Foi recentemente publicado um livro importante sobre estas ligações, The Revolutionists, de Jason Burke, que reconstitui as ligações entre os radicais europeus que derivaram para o terrorismo na década de 1970 e os terroristas palestinianos de então, sendo que tanto nessa altura como agora havia muito pouca noção de como essa aliança era contraditória: hoje são os militantes LGBTIQA+ que desfilam ao lado de mulheres de burka, na época eram radicais alemãs que achavam apropriado ir para acampamentos palestinianos fazer topless…)

E se amalgamação é uma regra de todos os populismos, no ecopopulismo ela supera todos os limites, como é bem visível no caso de Zack Polanski e do seu Green Party no Reino Unido, como escreveu recentemente aqui no Observador Patrícia Fernandes, recordando a forma como ele apresenta o mundo, e cito-o: “seja na luta contra os magnatas dos combustíveis fósseis ou contra o ódio anti-LGBTIQA+, são os mesmos sistemas de violência e exploração que temos de combater.”

O raciocínio é pois sempre o mesmo: o mundo pode ser descrito como fruto de sistemas de opressão, e como já não faz sentido gritar, como Marx e Engels em 1848, “Proletários de todos os países, uni-vos!”, então gritemos “Oprimidos de todos os países, uni-vos!” Isto partindo do princípio de que tudo são sistemas de opressão, já não apenas o capitalismo (ou o seu estádio supremo, o imperialismo, para seguir a máxima de Lenine), mas também o heteropatriarcado, ou os sistemas coloniais, ou o homem branco, ou os combustíveis fósseis, isto naturalmente sem esquecer a encarnação suprema de todos os males, os Estados Unidos e, ainda mais do que o Estados Unidos, “o Estado genocida sionista chamado Israel”.

E não se pense que se trata de uma moda passageira ou de um mal marginal. Em Portugal os radicais da Climáximo podem ser apenas uma mão cheia de estudantes do Camões ou da António Arroio, mas no Reino Unido o Green Party emergiu como o mais recente fenómeno político, ganhando rapidamente peso eleitoral (sobretudo entre o eleitorado feminino mais jovem) e ameaçando engolir boa parte da base eleitoral dos trabalhistas. Mais: as roupagens “verdes”, ou “climáticas”, são apenas a novas roupagens de um radicalismo que, sobretudo depois da queda do Muro de Berlim, têm procurado desesperadamente novas causas e saltitado de tema em tema conforme as modas do momento. Já tivemos os antiglobalistas da década de 1990 e do Fórum de Porto Alegre, já tivemos o Occupy Wall Street”, já tivemos o #MeToo e o feminismo anticapitalista, já tivemos os excessos do wokismo, temos agora essa espécie de denominador comum que serve para tudo ao misturar “apocalipse climático” e causa palestiniana. Falta apenas saber o que virá a seguir.

 

Num tempo em que a direita tradicional e moderada está ameaçada pela subida eleitoral dos populismos identitários, esta amalgamação ecopopulista constitui porventura um desafio ainda maior para as esquerdas moderadas que, até por falta de outras causas, começam a deixar que o seu discurso também seja contaminado pelo mesmo tipo de radicalismos antiocidentais. Às vezes por puro oportunismo (onde o primeiro-ministro espanhol é campeão), outras por real convicção ou falta de outros horizontes, como é já notório em sectores do nosso Partido Socialista. Depois não se queixem.

Extrema Esquerda Política      Clima       Ambiente        Ciência Esquerda

segunda-feira, 18 de maio de 2026

TEXTOS DE HENRIQUE SALLES DA FONSECA

 

In “PELO BEM COMUM” -   EX-A BEM DA NAÇÃO 

UNS TÍTULOS se vão – não se percebe a razão do facto – mas outros surgem, seguindo a mesma linha de orientação anterior, enquadrada em amor pátrio e sentido moral necessário numa sociedade hoje em dia impregnada de proselitismos vários tantas vezes refractários a razões mais de acordo com os princípios que sempre acompanharam os cidadãos que como tal se prezam - caso do Dr. Salles – um cidadão sem papas na língua ou sem borrões na sua escrita forte e precisa.

«DOS FALADOS E DOS CALADOS»

maio 15, 2026

«O proselitismo soviético foi uma particularidade meramente temporal do imperialismo russo e este acabou por se infiltrar no Ocidente como russofilia. Eis a 5ª coluna que metastisa as sociedades que se regem pelo humanismo de inspiração liberal.

Assim, a obrigatoriedade do serviço militar é o modo mais expedito para se enxamear as Forças Armadas (e de Segurança) com adeptos de modelo contrário ao ocidental. Também, pela mesma razão, há temas que não devem chegar aos telejornais.

Tratemos aqui dos falados e calemos aqui os demais dizendo que…»

 

«…O ÓCIO É O PAI DE TODOS OS VÍCIOS.»

Ou seja, nos estabelecimentos prisionais a terapia ocupacional deverá ser a regra e o sistema deverá ser organizado, tão hermeticamente quanto possível, como segue:

·       ALA ESCOLAR – para onde transitam os reclusos que já frequentem escola prisional, os analfabetos (mesmo que forçados a isso) e aqueles que possam ser de utilidade como ajudantes do corpo docente;

·       ALA HOSPITALAR – onde baixam os toxicodependentes e os doentes de outras patologias psíquicas e físicas sendo também ali colocados os reclusos que possam servir de apoio ao pessoal médico e de enfermagem;

·       ALA OFICINAL – onde, sob a orientação do IEFP, trabalham mestres e reclusos aprendizes (ou também já profissionais);

·       ALA FÍSICA – aqui entrarão todos os reclusos que não tenham cabimento nas outras alas sendo sujeitos à disciplina militar.

Notas complementares:

·       Os reclusos que não possam ser sujeitos aos exercícios de disciplina militar (i.e. por motivos de idade) deverão ser empregues em serviços de higiene, manutenção e cozinhas do estabelecimento prisional.

 

·       Os reclusos que demonstrem bom comportamento militar poderão ser aceites como voluntários para integrarem a Falange de Remissão para operações especiais ao abrigo do previsto na Convenção de Genebra (1 ano de Falange = a 2 anos de pena cumprida).

***

Para reduzir a actual sobrelotação da rede prisional, crê-se conveniente deportar os estrangeiros que estejam a cumprir pena (~ de 2500) e repatriar os portugueses que estejam presos no estrangeiro (~1200).

Outros “Falados” se seguirão…

Maio de 2026

HENRIQUE SALLES DA FONSECA

COMENTÁRIOS

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ABRINDO A PORTA...

fevereiro 02, 2026

Ao estilo de Declaração de Princípios, esta é a casa do humanismo no sentido inequívoco do antropocentrismo em que o Estado serve o cidadão, por ultrapassagem do teocentrismo medieval e em oposição a todos os sistemas que obriguem a pessoa servir o Estado      … da Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU 1948) e contra tudo que a contrarie;      da sistemática busca da harmonização de interesses nem sempre concomitantes, por oposição a perturbadora luta de classes;      da liberdade de pensamento e respectiva expressão; . … pluripartidarismo que, abrindo alternativas de doutrina e estratégia, permite ao eleitorado (o verdadeiro «dono» do poder) a opção perene ou flutuante entre doutrinas e circunstâncias;      da definição doutrinária do bem-comum, na esperança vinculada de que propostas disruptivas da harmonia e da liberdade como conceitos unicitários chumbem nas urnas...

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    A área urbana de Londres tem cerca de 9,2 milhões de residentes; na região de Paris moram 11,2 milhões e Berlim alberga cerca de 6,4 milhões. Comparando com os nossos 10,75 milhões a nível nacional, resta a conclusão que somos poucos. Mas, para além de sermos poucos em termos absolutos, somos ainda menos quando «contamos as espingardas» fiéis aos Valores da Europa Ocidental. Ou seja, no actual litígio contra o imperialismo russo, não podemos correr o risco de deixarmos que as nossas Forças Armadas e de Segurança sejam minadas por russófilos ou seus amigos. Eis a cautela que desaconselha a obrigatoriedade do Serviço Militar: nem todos merecem a honra de servir nas Forças Armadas. Não esbanjemos recursos com «tropa fandanga» cujo amadorismo….*

*Como não percebi a sequência da frase, completo-a “amadoristicamente”, segundo parecer pessoal, que suponho da mesma linha de pensamento do autor daquela: “Cujo amadorismo poderá contribuir para o desrespeitar de noções imprescindíveis aos verdadeiros cidadãos”

domingo, 17 de maio de 2026

COMENTÁRIOS


Do texto anterior, de ALBERTO GONÇALVES:  em “O VÍRUS QUE ANDA POR AÍ” em “TALVEZ SEJA” - deste blogue.

COMENTÁRIOS:

António Marques: Para mais, os mais de 70000 mortos, incluindo muitos inocentes mortos a tiro quando estavam indefesos à procura de comida deveria ser suficiente para que um jornalista tivesse respeito e não deturpasse a realidade. Esclarecendo: também acho as flotilhas absurdas, mas há que ser intelectualmente honesto.                  

António Marques: Todos os artigos contra o autor entraram em moderação?…  Pelo artigo, não fico admirado. É Alberto Gonçalves. Tem o dom de pegar num tema e não o conseguir explorar para além de banalidades tendenciosas. Quando não é prejudicial, já é de louvar.                     

 Maria Paula Silva: Excelente! Era impossível não fazer a analogia, estavam mesmo a pedi-las! :) adorei o texto todo, mas há uma frase que me causou um prazer sorridente especial: "nas “flotilhas” os agentes patogénicos são os próprios hospedeiros. "Deliciosa.  O sub-título também.    Acabo de reparar que um conjunto de comentários que tinham votações máximas mas se exprimiam contra o autor, foram eliminados. É inadmissível. Há muitos tipos de pessoas que publicam informação, incluindo os jornalistas e os propagandistas. Os segundos, podem dizer o que quiserem. Os primeiros, estão obrigados profissionalmente e deontologicamente a cumprir regras. Ainda recentemente ouvi na rádio uma análise relativamente às vítimas do ataque do Hamas em 2025 e fiquei sensibilizado. Alberto Gonçalves foi exemplar na expressão, mas péssimo enquanto jornalista, porque omitiu a outra parte da informação. Fez um péssimo trabalho como profissional da informação. Como é típico seu. Li muitas edições do Diabo, um jornal de propaganda, mas honestamente assumido como tal. O Observador, está a ser uma desilusão. Apesar de ter excelentes profissionais, é cúmplice deste erro profissional. Se é um meio de propaganda tendenciosa, então, em nome da honestidade, deve assumir-se como tal.

António Soares: O Alberto não diz, mas digo eu. Estamos muito mal com a caganeira mental que nos entra pela casa a dentro. Como é possível ainda existirem Marques Lopes, Danieis Oliveiras, Anjos e outros bloquistas a discorrerem trampa pela boca bem à nossa frente? Um caso de estudo!  Uma pobreza de país, digo eu.            

Graça Dias: Caro Alberto Gonçalves: Um artigo magnífico associado à histeria mediática em torno do hantavírus, com elenco variado, exótico e muita excitação entre jornalistas, analistas, infectologistas,  virologistas e as muitas divagações entre diagnósticos e recomendações - um espectáculo em style circense. As analogias   sobre as enfermidades nos cruzeiros & flotilhas, sendo deliciosas e hilariantes, não deixam, porém, de ser actuais e reveladoras, ora de aflições e ansiedade nos navios de cruzeiro, enquanto que nas flotilhas, a animação é extravagante, kafkiana e  maquiavélica, e sempre com o habitual ruído e cheiro nauseabundo, que os leva a delírios com febre alta e sons  estridentes ---  “Palestina livre”,  “genocídio” ,"os malefícios do “sionismo” e do rio atá ao mar !..

NOTA PESSOAL:

a)   A Operação Psicológica do Hantavírus: Não se deixe enganar novamente — É puro teatro para mentes fracas;

b) O mesmo golpe de sempre, mas com nova roupagem -- um nome novo.

Lá vamos nós de novo. As mesmas pessoas que nos trouxeram os lockdowns da COVID-19, as máscaras, os testes PCR e as injecções experimentais de terapia genética agora estão disseminando um novo medo : o HANTAVÍRUS. É evidente que isso é teatro programado, uma operação psicológica planejada para aterrorizar os mais fracos e fazê-los entregar a sua liberdade mais uma vez. Já passamos por isso antes, e qualquer um que cair nessa agora merece a vergonha que virá depois.

Manifesto o meu obrigado a AG pelo fascinante " Diário de Bordo".

Maria Emília Ranhada Santos: Extraordinário! Muito obrigada, caro Alberto Gonçalves! No meio de tanta diarreia mental na comunicação social, quando aparece algum jornalista equilibrado, sente-se um alívio quase instantâneo! Força, escreva sempre assim, e dê aos portugueses água desinquinada!

Carlos Fernandes: Maravilhoso, como (quase) sempre... Deixo só uma sugestão às autoridades israelitas, que deixem entrar alguns "activistas" com a sua imensa comida que levam para Gaza e que, posteriormente, os deixem conviver um pouco com os amigos do Hamas... Fica a sugestão!!!

João Floriano: E que tal uma flotilha que passe pelo Triângulo das Bermudas? Há dias de sorte!

José Paulo Castro: Não sei se é esse vírus ou apenas sintoma de outro, chamado anti-americanismo.

Miguel Sanches: Do melhor. Essa do "...estadista internacional" é refinada.

Obrigado, Alberto Gonçalves, por animar a malta...

André Fernandes: Grande Alberto! É sempre um prazer ler e ouvi-lo. Excelente.

Miguel Seabra: Na verdade há uma pandemia de especialistas e comentadores, está a alastrar de forma imparável. Quem disser o contrário é negacionista…ou comentador….

Vasco R: Fabuloso . E é de lembrar que até no Observador temos gentalha infectada pelo vírus antissemita.

Manuel Magalhaes: Que delícia de crónica em que eu apenas destacaria duas frases: “Em termos de potencial pandémico é, diria um “estadista” internacional, poucochinho” e “nas flotilhas as pessoas já entram infectadas, com um vírus único”. AG muitíssimo obrigado por mais esta lufada de ar fresco que tanta falta nos faz!!!

Miguel Macedo: Hilariante! Muito bem! Como sempre!

Alcides Longras > Tristão: Penso que ele simplesmente não é um autor com um propósito fixo, uma agenda política pré-estabelecida. Escreve (e bem) sobre aquilo que lhe parece mais relevante, mais digno de nota, mais sintomático dos nossos problemas, tenha ele o contexto político que tiver. Os temas que o vejo escolher, aqui e no Ideias Feitas são mais frequentemente da sociedade antes de serem da política. Porque são mais abrangentes que a política. Acho que é isso que um "cronista" deve fazer, mais do que pegar em bandeiras deste ou daquele partido.

A Sameiro: Ri, como não ria há muito tempo! se o ridículo matasse.......

Manuel Santos: Excelente artigo. É necessário ter coragem de colocar o dedo na ferida. Obrigado.

Rosa Graça: Excelente.

Maria Tubucci: Muito bem observado, Sr. AG. Aliás, só temos de gozar com estes vírus ideológicos mentais, porque provavelmente nem sabem onde fica Gaza, nem sabem o que defendem. E aposto que se a flotilha de parvos se afundasse, eles nem nadar sabiam e, eventualmente, se fossem atacados por tubarões-brancos diriam que tinham sidos atacados pela extrema-direita, são dementes. Acho uma perda de tempo gastar tempo com maralha deste calibre, como diz o meu pai, lavar a cabeça de um burro é um desperdício de água, sabão e tempo... 

António Soares: Outra vez pertinente e excelente!

Carlos F. Marques: Excelente.

Manuel RB  > Américo Silva: O que eu acho que faz mesmo falta a uma sociedade decente é usar um pouco da energia que gastam nas buscas ao elevador da casa do primeiro-ministro e investigar de onde vem o dinheiro para comprar dezenas de barcos que vão abandonar dias depois lá pelo Médio Oriente. As origens serão as mesmas dos barcos humanitários que "salvavam" imigrantes no Mediterrânio. Mas esta moda já passou. Um wokismo típico, substituir as causas quando se esgotam no interesse da comunicação social. Pode crer que os valores dos barcos são muuuito altos. Talvez menos que os lucros com mais umas vacinas para outro vírus mediático. Falta em jornalismo o que sobra em activismo.

mais um: Estupenda esta crónica. Vale bem a assinatura!

Liberal do Costume: Sinto um perfume do Alberto Gonçalves clássico por aqui! Força, Alberto!

Alcides Longras > Tristão: Acho que a escolha de tema é de extrema pertinência para termos mais consciência da natureza humana, por trás de todos esses temas supostamente "mais relevantes".  Porque a sua memorização provocou o maior choque social, económico e mesmo intelectual dos últimos séculos, ainda só há meia dúzia de anos.

Maria Helena Oliveira: Era de os pôr em casa de quarentena como no covid.

Alfredo Freitas: Os passageiros das flotilhas têm ainda os olhos esgazeados e coçam- se muito.

klaus muller > Vasco R: Sim, convém não deixar passar em claro.

Maria Paula Silva > António Soares: desligue a televisão, não lhes dê tempo d'antena. No dia em que perderem audiência, de certeza que os mandam dar uma volta.

Do texto anterior, de ALBERTO GONÇALVES:  em “O VÍRUS QUE ANDA POR AÍ” em “TALVEZ SEJA” deste blogue.

COMENTÁRIOS:

António Marques: Para mais, os mais de 70000 mortos, incluindo muitos inocentes mortos a tiro quando estavam indefesos à procura de comida deveria ser suficiente para que um jornalista tivesse respeito e não deturpasse a realidade. Esclarecendo: também acho as flotilhas absurdas, mas há que ser intelectualmente honesto.                  

António Marques: Todos os artigos contra o autor entraram em moderação?…  Pelo artigo, não fico admirado. É Alberto Gonçalves. Tem o dom de pegar num tema e não o conseguir explorar para além de banalidades tendenciosas. Quando não é prejudicial, já é de louvar.                     

  Maria Paula Silva: Excelente! Era impossível não fazer a analogia, estavam mesmo a pedi-las! :) adorei o texto todo, mas há uma frase que me causou um prazer sorridente especial: "nas “flotilhas” os agentes patogénicos são os próprios hospedeiros."  Deliciosa.  O sub-título também.    Acabo de reparar que um conjunto de comentários que tinham votações máximas mas se exprimiam contra o autor, foram eliminados. É inadmissível. Há muitos tipos de pessoas que publicam informação, incluindo os jornalistas e os propagandistas. Os segundos, podem dizer o que quiserem. Os primeiros, estão obrigados profissionalmente e deontologicamente a cumprir regras. Ainda recentemente ouvi na rádio uma análise relativamente às vítimas do ataque do Hamas em 2025 e fiquei sensibilizado. Alberto Gonçalves foi exemplar na expressão, mas péssimo enquanto jornalista, porque omitiu a outra parte da informação. Fez um péssimo trabalho como profissional da informação. Como é típico seu. Li muitas edições do Diabo, um jornal de propaganda, mas honestamente assumido como tal. O Observador, está a ser uma desilusão. Apesar de ter excelentes profissionais, é cúmplice deste erro profissional. Se é um meio de propaganda tendenciosa, então, em nome da honestidade, deve assumir-se como tal.

António Soares: O Alberto não diz mas digo eu. Estamos muito mal com a caganeira mental que nos entra pela casa a dentro. Como é possível ainda existirem Marques Lopes, Danieis Oliveiras, Anjos e outros bloquistas a discorrerem trampa pela boca bem à nossa frente? Um caso de estudo!  Uma pobreza de país, digo eu.            

Graça Dias: Caro Alberto Gonçalves: Um artigo magnífico associado à histeria mediática em torno do hantavírus, com elenco variado, exótico e muita excitação entre jornalistas, analistas, infectologistas,  virologistas e as muitas divagações entre diagnósticos e recomendações - um espectáculo em style circense. As analogias   sobre as enfermidades nos cruzeiros & flotilhas, sendo deliciosas e hilariantes, não deixam, porém, de ser actuais e reveladoras, ora de aflições e ansiedade nos navios de cruzeiro, enquanto que nas flotilhas, a animação é extravagante, kafkiana e  maquiavélica, e sempre com o habitual ruído e cheiro nauseabundo, que os leva a delírios com febre alta e sons  estridentes ---  “Palestina livre”,  “genocídio” ,"os malefícios do “sionismo” e do rio atá ao mar !..

NOTA PESSOAL:

a)   A Operação Psicológica do Hantavírus:

Não se deixe enganar novamente — É puro teatro para mentes fracas;

b) O mesmo golpe de sempre, mas com nova roupagem -- um nome novo.

Lá vamos nós de novo. As mesmas pessoas que nos trouxeram os lockdowns da COVID-19, as máscaras, os testes PCR e as injeções experimentais de terapia genética agora estão disseminando um novo medo : o HANTAVÍRUS. É evidente que isso é teatro programado, uma operação psicológica planejada para aterrorizar os mais fracos e fazê-los entregar a sua liberdade mais uma vez. Já passamos por isso antes, e qualquer um que cair nessa agora merece a vergonha que virá depois.

Manifesto o meu obrigado a AG pelo fascinante " Diário de Bordo".

Maria Emília Ranhada Santos: Extraordinário! Muito obrigada, caro Alberto Gonçalves! No meio de tanta diarreia mental na comunicação social, quando aparece algum jornalista equilibrado, sente-se um alívio quase instantâneo! Força, escreva sempre assim, e dê aos portugueses água desinquinada!

Carlos Fernandes: Maravilhoso, como (quase) sempre... Deixo só uma sugestão às autoridades israelitas, que deixem entrar alguns "activistas" com a sua imensa comida que levam para Gaza e que, posteriormente, os deixem conviver um pouco com os amigos do Hamas... Fica a sugestão!!!

João Floriano: E que tal uma flotilha que passe pelo Triângulo das Bermudas? Há dias de sorte!

José Paulo Castro: Não sei se é esse vírus ou apenas sintoma de outro, chamado anti-americanismo.

Miguel Sanches: Do melhor. Essa do "...estadista internacional" é refinada.

Obrigado Alberto Gonçalves, por animar a malta...

André Fernandes: Grande Alberto! É sempre um prazer ler e ouvi-lo. Excelente

Miguel Seabra: Na verdade há uma pandemia de especialistas e comentadores, está a alastrar de forma imparável. Quem disser o contrário é negacionista…ou comentador….

Vasco R: Fabuloso . E é de lembrar que até no observador temos gentalha infectada pelo vírus antissemita.

Manuel Magalhaes: Que delícia de crónica em que eu apenas destacaria duas frases: “Em termos de potencial pandémico é, diria um “estadista” internacional, poucochinho” e “nas flotilhas as pessoas já entram infectadas, com um vírus único”. AG muitíssimo obrigado por mais esta lufada de ar fresco que tanta falta nos faz!!!

Miguel Macedo: Hilariante! Muito bem! Como sempre!

Alcides Longras > Tristão: Penso que ele simplesmente não é um autor com um propósito fixo, uma agenda política pré-estabelecida. Escreve (e bem) sobre aquilo que lhe parece mais relevante, mais digno de nota, mais sintomático dos nossos problemas, tenha ele o contexto político que tiver. Os temas que o vejo escolher, aqui e no Ideias Feitas são mais frequentemente da sociedade antes de serem da política. Porque são mais abrangentes que a política. Acho que é isso que um "cronista" deve fazer, mais do que pegar em bandeiras deste ou daquele partido.

A Sameiro: Ri, como não ria há muito tempo! se o ridículo matasse.......

Manuel Santos: Excelente artigo. É necessário ter coragem de colocar o dedo na ferida. Obrigado

Rosa Graça: Excelente.

Maria Tubucci: Muito bem observado Sr. AG. Aliás, só temos de gozar com estes vírus ideológicos mentais, porque provavelmente nem sabem onde fica Gaza, nem sabem o que defendem. E aposto que se a flotilha de parvos se afundasse, eles nem nadar sabiam e, eventualmente, se fossem atacados por tubarões-brancos diriam que tinham sidos atacados pela extrema-direita, são dementes. Acho uma perda de tempo gastar tempo com maralha deste calibre, como diz o meu pai, lavar a cabeça de um burro é um desperdício de água, sabão e tempo... 

António Soares: Outra vez pertinente e excelente!

Carlos F. Marques: Excelente.

Manuel RB  > Américo Silva: O que eu acho que faz mesmo falta a uma sociedade decente é usar um pouco da energia que gastam nas buscas ao elevador da casa do primeiro-ministro e investigar de onde vem o dinheiro para comprar dezenas de barcos que vão abandonar dias depois lá pelo médio oriente. As origens serão as mesmas dos barcos humanitários que "salvavam" imigrantes no Mediterrânio. Mas esta moda já passou. Um wokismo típico, substituir as causas quando se esgotam no interesse da comunicação social. Pode crer que os valores dos barcos são muuuito altos. Talvez menos que os lucros com mais umas vacinas para outro vírus mediático. Falta em jornalismo o que sobra em activismo.

mais um: Estupenda esta crónica. Vale bem a assinatura!

Liberal do Costume: Sinto um perfume do Alberto Gonçalves clássico por aqui! Força, Alberto!

Alcides Longras > Tristão: Acho que a escolha de tema é de extrema pertinência para termos mais consciência da natureza humana, por trás de todos esses temas supostamente "mais relevantes".  Porque a sua memorização provocou o maior choque social, económico e mesmo intelectual dos últimos séculos, ainda só há meia dúzia de anos.

Maria Helena Oliveira: Era de os pôr em casa de quarentena como no covid

Alfredo Freitas: Os passageiros das flotilhas têm ainda os olhos esgazeados e coçam- se muito.

klaus muller > Vasco R: Sim, convém não deixar passar em claro.

Maria Paula Silva > António Soares: desligue a televisão, não lhes dê tempo d'antena. No dia em que perderem audiência, de certeza que os mandam dar uma volta.

Talvez seja

 

Pretensão a um relevo social mediático, nestes tempos de imodéstia atrevida, segundo AG, que não deixa escapar as especificidades dos que bem se prezam, esquecidos – e todos o somos – das vacuidades existenciais…

O vírus que anda por aí

Nos cruzeiros tradicionais, as pessoas tendem a contrair vírus sortidos depois de iniciada a jornada; nas “flotilhas” as pessoas já entram infectadas, com um vírus único.

ALBERTO GONÇALVES  Colunista do Observador

OBSERVADOR, 16 mai. 2026, 00:24

A febre do momento são os cruzeiros. Rectifico: as febres do momento são nos cruzeiros. Mal se acabara de evacuar nas Canárias os passageiros do navio em que irrompeu um surto do subitamente popular hantavírus e logo os “media” arranjaram dois casos colectivos de norovírus, um nas Caraíbas e outro a meio caminho entre a Irlanda do Norte e a França. Antigamente, eram os barcos que iam à descoberta de terras vastas e povos desconhecidos. Hoje são os “telejornais” que se esgadanham para descobrir microorganismos nos barcos, o que pelo menos tem a vantagem de evitar futuras acusações de colonialismo, além de que é pouco provável que os germes venham a exigir reparações.

O lado negativo de tudo isto é a indisfarçável desilusão dos “telejornais”, que começaram excitadíssimos e convencidos de que chegara o digno sucessor do Diamond Princess, repleto de uma peste similar à Covid, e afinal a coisa não excedeu os três mortos e oito a onze sujeitos contaminados. Em termos de potencial pandémico é, diria um estadista internacional, poucochinho. E o entusiasmo com que de seguida os “media” se voltaram para os episódios de norovírus evaporou-se no momento em que constataram que a designação corrente dos efeitos do norovírus é gastroenterite (há designações ainda mais correntes, mas a benefício do bom gosto evitarei transcrevê-las). Ora, ao que sei por erudição e não por experiência, a gastroenterite faz praticamente parte do pacote básico de cruzeiro que se preze, um “extra” que as respectivas companhias oferecem graciosamente a par dos espaços limitados, o ar em circuito fechado e as refeições partilhadas. Ou seja, estas historietas padecem de uma trivialidade confrangedora.

Felizmente, nem tudo são más notícias ou, para ser exacto, nem tudo são não-notícias. Se os “media” fazem questão de informar acerca de pandemias em alto mar, podem aproveitar o lanço e dedicar redobrada atenção a um drama autêntico que ocorre a bordo de um cruzeiro peculiar. Falo, naturalmente, da “flotilha” que finge rumar ao Médio Oriente de modo a libertar (risos prolongados) Gaza. Não é essa: é outra. De facto, é para aí a vigésima “flotilha” a fingir que vai libertar Gaza. E claro que a banalização, somada à ausência da “nossa” Mariana Mortágua, explica o diminuto investimento das televisões portuguesas na empreitada. Porém, se a ideia é “cobrir” barcaças cheias de gente doente, os noticiários têm ali um maná.

É também preciso reconhecer que há diferenças. Nos cruzeiros tradicionais, os turistas pagam a viagem, em regime de pensão completa com maleitas incluídas e álcool à parte; nas “flotilhas” para Gaza, os turistas viajam de borla, bebem de borla e alguns são pagos para espalhar propaganda do Hamas. Nos cruzeiros tradicionais, a regra é uma só embarcação; nas “flotilhas” seguem dezenas, que se vão dispersando à medida que atracam em portos festivos e, após noitada valente, passageiros e tripulação esquecem-se onde estacionaram aquilo. Nos cruzeiros tradicionais, as pessoas tendem a contrair vírus sortidos depois de iniciada a jornada; nas “flotilhas” as pessoas já entram infectadas, com um vírus único.

E as diferenças não terminam aqui. Nos cruzeiros tradicionais, os sintomas das enfermidades vão das perturbações digestivas a, nas situações graves e raras, edemas pulmonares e arritmias; nas “flotilhas”, a doença é mental e manifesta-se através da formação de grupinhos estridentes que repetem de maneira convulsa slogans alusivos à “Palestina livre”, ao “genocídio” e aos malefícios do “sionismo”. Nos cruzeiros tradicionais, os eventuais acamados recebem cuidados médicos; nas “flotilhas”, os destrambelhados são invariavelmente interceptados pelas autoridades israelitas e usam o breve período de detenção para inventar torturas que nunca sofreram.

E há mais. Nos cruzeiros tradicionais, a esmagadora maioria dos infortúnios desaparece em poucos dias; nas “flotilhas”, não há esperança para os pacientes – nem paciência. Em suma, nos cruzeiros tradicionais corre-se o risco de contrair um agente patogénico; nas “flotilhas” os agentes patogénicos são os próprios hospedeiros. Os hospedeiros, o capitão, o cozinheiro, o responsável pela gestão da canábis, o moço que toca batuques, os restantes “activistas”, etc.

Mas a grande diferença é a impossibilidade de conter a propagação. O vírus do “palestinianismo”, ou do anti-semitismo se preferirem o nome técnico, não se circunscreve a barquinhos ou qualquer meio de transporte. Anda por aí à solta, nas manifestações de rua, nos estúdios de televisão e nas redacções dos jornais, no parlamento, nas universidades e nas escolas, nas sedes de partidos extremistas e às vezes no discurso de estadistas, no remanso dos lares. É antigo como o tempo, traiçoeiro como as sombras. É um parasita imune à medicação e à decência. E as suas maiores vítimas não são os que o apanham: somos todos nós.