ALGUÉM que amava o seu PAÍS e por tal o desejava formado por um
genérico populacional virtuosamente aplicado ao saber estruturante da condição
de racionalidade em que o tal genérico tivera o condão de nascer. E daí as leituras
desse ALGUÉM – entre as mais, de autores como ele, inconformados com a
indignidade de uma condição populacional que atravessou séculos da sua
História, desprotegida dessa vontade de saber, importunada sobretudo pelo
desejo de sobreviver, buscando longe riquezas para o seu poder, inferiores
estas, todavia, às que uma maior aplicação intelectual mais amplamente
proporcionaria, juntamente com o poder, talvez. E esse ALGUÉM insiste nos seus
exemplos de textos de orientação educacional, bem necessários a uma população
que considere também indispensável esse preceito formativo, que governantes
anteriores mal souberam apoiar, tirantes os Dinizes iniciais e outros seguintes,
do mesmo consenso educacional, que naturalmente redundará na tal nobreza de
pensamento de que trata, entre outras nobrezas, o seu nobre texto. Daí, o nosso
sentimento de apreço e comunhão em tais anseios, que tornariam o nosso pequeno
território mais racionalmente organizado. O nosso bem-haja sempre, ao autor
dessas pesquisas tão argutamente buscadas.
PELO
BEM-COMUM
Ex
-"A bem da Nação"
Ou
III
Condes de Vil’Alva
Ser nobre é questão de
estatuto; ter nobreza é questão de condição. O estatuto herda-se; a condição
conquista-se.
O nobre é o que consta dos
Registos oficiais e históricos. Quanto à nobreza ela divide-se em do espírito e a das atitudes:
A nobreza de espírito é a que consiste na busca do
significado das coisas, dos lugares e dos factos, ou seja, resulta da busca do
significado, do espaço e do tempo;
A nobreza de
atitudes varia conforme os
ambientes da vida mas na maior generalidade, considera sentir-se igual entre os
grandes e ser protector dos menores.
«Se queres ser nobre, merece-o.» Friedrich Schiller (1759-1805) * * *
Eis
Maria Teresa e Vasco Maria Eugénio de Almeida, III
Condes de Vil’Alva e refundadores dos estudos de nível superior a sul do Tejo
português. Instituído (e perenemente
financiado) o ISESE, foi lançada a semente que floresceu na Universidade. E do marasmo se fez dinâmica; da região
de emigração para horizontes mais promissores se gerou força centrípeta de
desenvolvimento endógeno. Tudo, porque o conhecimento é a base do
desenvolvimento e a educação é a melhor arma contra a pobreza. «Se um pobre te
pedir um peixe, ensina-o a pescar».
Contudo, é moroso o tempo que
decorre entre a evidência da educação como motor do desenvolvimento
e o convencimento dos carenciados
em vencerem a inércia mental.
Por isto, passados 50 anos sobre
iniciativa dos ora homenageados e de políticas incentivadoras de instrução
pública, o NUTS centrado em Évora ainda apresenta conforme estimativa do INE
para os anos 2025/6 uma taxa de analfabetismo de 2,98% em vez dos ambicionados
0%; 55% da população em idade activa
possua o ensino obrigatório em vez dos 80% desejáveis; 30% dos maiores de 25
anos terem alguma formação pós-secundária em vez dos 50% que, por si só,
constituem acelerador inter-geracional do progresso.
«Em Portugal não é o Ministério
da Educação quem mais combate o analfabetismo, mas sim as agências funerárias»
- Roberto Carneiro, Ministro da Educação nos Governos de Cavaco Silva.
***
Cumpre-nos continuar a obra
iniciada pelos Conde de Vil’Alva pelo que, com vista a colmatar as lacunas
acima identificadas e em complemento das já em vigor, parece útil adoptar as
seguintes medidas de política:
· Envolvimento
do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) no combate ao
analfabetismo pela formação de formadores, os Alfabetizadores (sobre cujas
funções tratarei noutro texto);
· Equiparação
progressiva da formação profissional do IEFP ao ensino ministrado pelas vias
profissionalizantes (antigas Escolas Técnicas);
· Alargamento
substantivo e geográfico das vias profissionalizantes equivalentes ao 12º ano;
· Relançamento
perene da Telescola;
· Criação
nos Institutos Politécnicos do ano Zero dando equivalência ao 12º ano e acesso
aos cursos ministrados no mesmo Instituto;
· Lançamento
do ensino à distância nas Universidades Públicas como forma de entrada no
mercado global e inerente medida da competitividade de cada Instituição.
Assim teremos ocasião de transformar
o país da mão-de-obra medido pelo PIB numa Nação cérebro-de-obra medida em PNB.
Abril de 2026
Henrique Salles da Fonseca
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