terça-feira, 13 de outubro de 2026

Preocupações

 

Sobre o bem-estar do ser humano, nas questões do viver com ética. E com capital também… termos que não se excluem… Graças a Deus… (Pesem, embora, as excepções, nas questões da exclusão) … Mas a relatividade paira sempre, por cima dos bons propósitos… Felizmente que também dos maus…

setembro 14, 2026

Filho de pai luterano não militante e de mãe calvinista de fortes opções de fé, Max Weber (1864-1920), o pai da Sociologia, classificava-se a si próprio como «de ouvido desatinado para a religião», ou seja, era agnóstico militante. Contudo, a sua obra mais conhecida intitula-se, na tradução portuguesa, «A ética protestante e o espírito do capitalismo».

A tese principal nesta obra conclui pela relação directa entre a predestinação (da salvação das almas) e a acumulação de capital.

Explicando…

· Só se salvam as almas bafejadas pela Graça de Deus;

·Pergunta do simples mortal: «Como posso saber se estou incluído nos predestinados à salvação?»

·Resposta dos teólogos protestantes: «Não podes. Terás de agradar a Deus trabalhando em prol do bem-comum não esbanjando os lucros em ostentações e luxos, mas reinvestindo na expansão do negócio».

Q. e. d.

Afinal, a acumulação de capital é virtuosa e não pecaminosa como Marx acusava.

Setembro de 2026

HENRIQUE SALLES DA FONSECA

Comentários

Manuel Guedes-Vieira14 de setembro de 2026 às 17:53

Obrigado, Henrique por lembrares esse grande pensador que foi Max Weber, hoje tão injustamente esquecido

António Justo14 de setembro de 2026 às 18:13

Riqueza é sinal da graça divina e mérito

Anónimo15 de setembro de 2026 às 18:35

OBRIGADO-

Henrique Salles da Fonseca16 de setembro de 2026 às 14:18

Pois.

Mas nem Marx, nem Engels eram luteranos ou calvinistas.

E mesmo Hegel não mostrava grande entusiasmo pelo cristianismo protestante.

A este propósito, é interessante ler Isaiah Berlin e o seu "Os 5 grandes inimigos da liberdade".

Abraço

António Palhinha Machado

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ABRINDO A PORTA...

fevereiro 02, 2026

Ao estilo de Declaração de Princípios, esta é a casa do … humanismo no sentido inequívoco do antropocentrismo em que o Estado serve o cidadão, por ultrapassagem do teocentrismo medieval e em oposição a todos os sistemas que obriguem a pessoa servir o Estado   …   da Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU 1948) e contra tudo que a contrarie;      … da sistemática busca da harmonização de interesses nem sempre concomitantes, por oposição a perturbadora luta de classes;      … da liberdade de pensamento e respectiva expressão;      …do pluripartidarismo que, abrindo alternativas de doutrina e estratégia, permite ao eleitorado (o verdadeiro «dono» do poder) a opção perene ou flutuante entre doutrinas e circunstâncias;      … da definição doutrinária do bem-comum, na esperança vinculada de que propostas disruptivas da harmonia e da liberdade como conceitos unicitários chumbem nas urnas...

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DO BEM-COMUM

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O conceito de bem-comum tem tudo a ver com harmonia social, com solidariedade e com o Estado de Direito. Com respeito pelas minorias, o bem-comum assenta na vontade da maioria. O bem-comum é antónimo de luta de classes, de privilégios classistas e de revolução. Dá para crer que os movimentos disruptivos nascem e medram a partir da desconfiança sob a profusão de compadrios, mas também podem resultar da inveja. Contudo, seja qual for a causa e seja qual for a consequência, tudo isso é contrário ao bem-comum. O Ocidente tem que ser transparente e, portanto, defensor do seu homónimo, o bem-comum. Mas… … se o secretismo referendário é o garante da transparência eleitoral, já na gestão corrente da «coisa» pública a transparência é garantida pela difusão da informação assim impedindo ilegitimidades e compadrio. No cenário actual, o Ocidente é a Europa e pouco mais. O Ocidente, sede do bem-comum democrático, já é só quase a Europa. A ver se asseguramos pelas pontas…e nó...

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O que se passa

Sobre o que se passou…  Com a natural demagogia dos “pacifistas” de hoje, e como chamariz para as suas pessoas, de generosidade comprovada nas palavras … escritas, para inglês ver, e que admiram, talvez mais, as guerras de hoje, de uma pujança mais eficaz mas, sobretudo,  distanciada no ponto de partida, captada, sobretudo, por meio televisivo,  como espectáculo ilustrativo,  não condenável, esse…

Vamos a isso!

Não tenho qualquer objecção em debater os temas das reparações e da escravatura com João Moreira da Silva ou qualquer outro. Recuso, porém, participar num debate que se estruture como espectáculo.possíveis amigos outros amigos

JOÃO PEDRO MARQUES, Historiador e romancista

OBSERVADOR, 12 out. 2026, 00:24

Como mostrei no meu anterior artigo, João Moreira da Silva mentiu quando me acusou de mentir a respeito das recentes declarações do Ministro dos Estrangeiros do Gana sobre a disponibilidade do governo da AD para o ajudar na questão das reparações. Mas também referi, nesse meu artigo, que não era a primeira vez que Moreira da Silva mentia a meu respeito e prometi que revelaria onde e como, num próximo texto. É o que passo agora a fazer.

Convém lembrar que João Moreira da Silva é um jovem esquerdista woke que já no passado critiquei porque ele se empenha em negar ao Portugal de outros tempos o direito a ser classificado como a primeira nação globalizadora. Critiquei-o, igualmente, porque, na ânsia de censurar os autores do enunciado de exames de História por não terem referido as violências cometidas pelos portugueses nos seus domínios ultramarinos, e de considerar esse esquecimento como tendo sido deliberado, se ter ele próprio esquecido de referir as incomensuravelmente maiores violências cometidas durante o estabelecimento do mundo islâmico e do Império Mongol, processos históricos que o próprio Moreira da Silva trouxe à baila.

Todavia, em vez de tentar responder a essas minhas críticas — concedo que teria sido difícil fazê-lo — João Moreira da Silva preferiu, como é timbre da sua seita política, difundir um venenoso boato sobre mim nas redes sociais. Segundo esse boato eu teria recentemente recusado participar num debate sobre reparações em que o próprio Moreira da Silva iria estar presente e teria supostamente alegado, como justificação da recusa, “não estar confortável com um público a assistir e intervir”. O jovem esquerdista woke insinuou, assim, que eu teria receio de debater com ele e perante uma audiência. Mas isso é falso, pois não foi essa a razão pela qual recusei o convite que me foi endereçado, no dia 10 de Junho, por Leonor Caldeira, uma “advogada de activistas”, como a própria se define, que adquiriu notoriedade por ter representado a família Coxi e ter vencido um processo contra André Ventura. A razão da recusa foi outra, como fica claro do que respondi logo no dia seguinte, por escrito, à própria Leonor Caldeira — dando conhecimento dessa resposta aos outros dois organizadores do referido debate, João Marecos e José Maria Pimentel — e que aqui transcrevo:

“Cara Leonor Caldeira, começo por lhe agradecer o simpático convite que me dirigiu. O tema (das reparações) é e continuará a ser de interesse público e o contraditor proposto, João Moreira da Silva, parece-me uma pessoa adequada pelas razões que expôs no seu email. A data também é adequada e, até, bem-vinda por ser relativamente próxima de um outro debate que irei ter sobre esse tema no dia 4 de Dezembro. O que não me parece indicado é o modelo do debate. Na modalidade proposta o que se avalia não é o mérito ou demérito das ideias, das teorias e interpretações de cada um, mas sim a capacidade de as publicitar e de persuadir uma audiência. Não se avalia o nível dos conhecimentos dos debatentes, mas o seu merecimento como propagandistas. É, salvo melhor opinião, um modelo próximo de (e ajustado a) um concurso de televisão ou a uma campanha eleitoral, com vencedor e vencido a serem determinados pela variação das sondagens pré e pós-debate, e não pela contraposição de argumentos com a sua dinâmica própria e que possa ser, até em virtude dessa dinâmica, realmente esclarecedora. Para lhe falar com toda a franqueza eu não sou um militante, não estou em campanha para converter pessoas e não me revejo nem me ajusto ao modelo proposto. Por isso não posso aceitar o seu convite. Com os melhores cumprimentos, João Pedro Marques”.

Feita a transcrição integral da minha resposta, fica evidente que não há nela qualquer referência a “não estar confortável com um público a assistir e intervir” nem qualquer objecção em debater com João Moreira da Silva, pelo contrário. Ou seja, o boato sobre mim que o dito Moreira da Silva pôs a correr nas redes sociais é uma mentira. Gostaria, também, de sublinhar o seguinte: desde 2017 que assumo uma posição pública frontalmente contrária ao pagamento de indemnizações ou reparações por factos relativos ao já distante passado colonial de Portugal. Já assumi essa oposição em livros e em mais de uma dúzia de artigos de opinião, um dos quais em debate directo com João Moreira da Silva. Para além disso já debati a questão face a face com diversos opositores, inclusive na RTP África, na SIC e na RTP2. Por norma tenho estado disponível para debater este assunto e em Novembro de 2025 surgiu o projecto de organizar um debate entre mim e um outro interveniente — eu sugeri, entre outros nomes, o de Marcelo Rebelo de Sousa, mas também o de João Moreira da Silva. Por razões que me transcendem esse debate, que deveria realizar-se em Cascais perante uma audiência de 200 pessoas, não foi por diante. Porém, ainda no corrente ano, no princípio de Dezembro, como referi acima, irei participar num outro debate sobre o mesmo assunto, debate que se realizará sob a égide da Academia IDL – Instituto Adelino Amaro da Costa, perante uma audiência e em que, se não houver alterações de última hora, terei como contraditor Ascenso Simões, o ex-deputado do PS.

Ou seja, e em suma, não tenho qualquer objecção em debater os temas das reparações e da escravatura com João Moreira da Silva ou qualquer outro interlocutor. Recuso, porém, participar num debate que se estruture como espectáculo, com duas equipas concorrentes, como num concurso televisivo, e que privilegie os dotes de advocacia e de capacidade de persuadir uma audiência circunscrita, como, em minha opinião, aconteceria no caso deste convite que me foi dirigido por Leonor Caldeira.  Esse tipo de debate poderá ser o terreno de eleição para a referida Leonor Caldeira, uma advogada de barra e de contencioso que gosta (ou gostava) da picardia, ou para o também advogado e coorganizador, João Marecos. Porém, eu não sou advogado, sou um historiador que dividiu a sua actividade profissional entre o ensino e a investigação. Acresce que a História não equivale a uma campanha eleitoral nem a uma sessão de tribunal, com jurados, vencedores e vencidos, nem se adequa a um julgamento.

Não obstante tudo isso ser para mim um ponto bem assente, e do qual não me afastarei, se João Moreira da Silva ou outra pessoa me quiser propor um debate de natureza e mecânica diferentes do que agora me foi proposto, organizado em moldes tradicionais, que seja moderado por alguém isento, equidistante e minimamente conhecedor da matéria, e que decorra em terreno neutro, num estúdio de um dos principais canais televisivos ou face a uma audiência equilibrada, isto é, bem dividida entre as duas posições em confronto, e se tudo isso puder ser previamente assegurado, então eu daqui lhes digo: vamos a isso!

Debate      Sociedade

COMENTÁRIOS (de 69)

Rui Medeiros

Muito bem Sr. Professor,

Estes ilustres queriam montar-lhe uma armadilha, por forma a tentar descredibilizar tudo o que tem dito e escrito sobre as indemnizações.

Eles engendraram um debate moderado por uma advogada wokista ou outra pessoa qualquer com essa mesma ideologia, bem como teriam uma plateia previamente seleccionada hostil ao seu pensamento... tudo planeado para criar o dito espectáculo de que fala... porque debater seriamente o assunto, não era certamente a intenção deles.

Aliás, as más intenções deles ficam bem demonstradas na mentira sobre a sua recusa de debater nessas condições, comprovado pela  carta aqui reproduzida.

Parabéns pela Sua atitude.

Rosa Ribeiro

Portugal também será indemnizado pelo Ensino, Cultura, Ciência, Saúde, Infraestruturas, Edificações que deixou nos novos países?

E os países amigos da libertação dos povos serão beneficiados pelos actos cometidos? E as viúvas, mães e irmãs que perderam os entes queridos na guerra colonial, também serão beneficiadas?

Por amor de Deus, deixem o Passado e pensem em melhorar o Presente e, especialmente, o Futuro.

graça Dias

Senhor Professor João Pedro Marques

Um artigo brilhante que desmascara João Moreira da Silva e o microcosmo da sua ideologia globista Woke, com uma proposta em style espectáculo, que nunca iria garantir o esclarecimento, mas antes, porém, e dados os interlocutores propostos, seria publicitar propaganda e persuadir uma audiência -- esse é o modus operandi das falaciosas narrativas das esquerdas globistas  Woke, com a inversão e a adulteração dos factos.

É com armadilhas com este padrão apresentado ao Senhor Professor, que os esquerdistas Woke enganam os distraídos e os incautos, na sua senda de reescrever a História, que lastimavelmente, durante os consulados socialistas & geringonça, se propagou muita mentira através do ensino e da cultura.

Ao Senhor Professor JPM o meu agradecimento e parabéns, por não ter integrado esta marcha caluniosa da esquerda globista Woke, contra a História de Portugal e contra os portugueses.

Maria Nunes

Sr. Professor João Pedro Marques, fez muito bem em não se prestar a essa fantochada. O que JMS e a advogada querem é espectáculo. Obrigada pela sua defesa intransigente da nossa História.

António Soares

É por ter figuras do jaez de Moreira da Silva, Rangel, Pacheco Pereira e a menstruanda Balseiro, que o PSD caminha para a irrelevância.

Fernando > ce

Apoiado. Essa gente que se lhe opõe é “compagnon de route” dos contestatários actuais na França e Bélgica. Não representam o país. Esquecem-se de que, quando chegámos aos países que construímos (porque eles não existiam com a configuração que lhes demos) e colonizámos, com a excepção do ex-Estado da Índia, viviam num estado civilizacional perto do Neolítico.

João Floriano

Totalmente de acordo com o Dr. João Pedro Marques. O que estes wokes querem é notoriedade, é palco.

SDC Cruz

Admira-me que um ilustre Historiador e Professor perca o seu precioso tempo com os Moreiras da Silva desta vida. Estes personagens não merecem palco. São uma aberração da Portugalidade.  

(300) Orlando Eduardo von Dollinger Martins

Eu sei que a generalidade das pessoas que comentam aqui são cultas e pouco dadas à literalidade. Porém, relido o texto, não sei se o meu comentário saiu suficientemente irónico.

JPM, tem toda a minha solidariedade!

Mas que eu achava engraçado os “reparadores” pagarem do seu bolso, lá isso…

graça Dias (300) > Orlando Eduardo von Dollinger Martins

Caríssimo Orlando Eduardo von Dollinger Não está errado. O Sr. Ascensão Simões disse,  e  mais do que uma vez, que o Padrão dos Descobrimentos era para explodir. Se o passar do tempo me não esbateu os contornos e as cores da memória, julgo que fez uso de " explosão " , o que vai dar no mesmo,  ou seja, ao pensamento doentio destes impostores e incendiários, que pretendem apagar a nossa História e identidade.

Estes tolos de tanta ignorância, deveriam ler os livros do Sr. Professor João Pedro Marques e o livro CATACLISMO ATLÂNTICO editado pela Guerra e Paz há cerca de 2 meses, do prestigiado historiador David Eltis, especializado na história da escravidão nas Américas. No livro, Eltis apresenta uma análise profunda e inovadora sobre o tráfico transatlântico de escravos, desafiando interpretações tradicionais e expondo a complexidade deste fenómeno. Eltis discute as implicações demográficas, económicas e sociais, tanto para África quanto para as Américas, e oferece uma nova perspectiva sobre uma das transacções mais sombrias da história, realçando o respectivo contributo para a formação das sociedades modernas.

Uma obra fundamental para historiadores, investigadores e qualquer pessoa interessada em compreender as raízes profundas das desigualdades e dinâmicas contemporâneas.

Eltis examina, além da participação essencial dos Europeus, a participação dos vendedores africanos, seja dos guerreiros mercadores em larga escala, seja da multitude de pequenos vendedores de um ou dois escravos: só a rainha Ginga está associada à venda e ao embarque de 190 mil escravos em poucos anos.

☆ Nenhum debate sobre escravatura pode, agora, ser feito sem considerar este livro ☆

(300) Orlando Eduardo von Dollinger Martins

Caro João Pedro Marques,

Leio tudo o que escreve aqui e concordo quase sempre. Desta vez, não.

Este problema das reparações pode acabar rapidamente sem debates, tricas, comentários azedos e outras figuras.

O que é que o JPM tem contra as reparações? O JPM não quer pagar, eu também não nem admito que o Estado o faça em meu nome. Porém, acho legítimo que o Moreira da Silva e seus apaniguados o façam. Depois da política do “utilizador-pagador” teríamos a do “sofredor-pagador”.

Esta gente só teria de comunicar à autoridade tributária quanto estaria disposta a descontar mensalmente para aliviar a sua consciência.

Deste modo, cada um fica com a sua razão e talvez nos possamos dedicar a causas importantes.

Sr Leão

Não conheço esse Moreira Silva nem preciso de conhecer para dar ao prof. JPM todo o meu crédito.

Alcochete4@ > Portugal Para Sempre

Quem é esse João Moreira Silva?!

(300) Orlando Eduardo von Dollinger Martins

Reli o texto e saltou-me agora à vista que o professor João Pedro Marques vai debater com o Ascenso Simões.

Estou disponível para reconhecer o erro, mas creio que esse senhor do PS disse, há uns tempos, que o Padrão dos Descobrimentos era para demolir!

Se não disse...as minhas desculpas, mas seria capaz de jurar que sim.

Se alguém tiver uma memória mais fresca e esclarecida que confirme, por favor.

A ser verdade, o nosso caro professor não vai ter mãos a medir com a quantidade de chalupas com que vai ter de dirimir argumentos.

graça Dias(300)  > Orlando Eduardo von Dollinger Martins

Caríssimo Orlando Eduardo von Dollinger

O seu comentário não só foi ironia inteligente, como muito bem enquadrado no contexto.

 A sugestão talvez tivesse causado algum mau estar aos proponentes da sessão espectáculo. Boa semana.

Manuel Magalhaes

Esse Moreira da Silva se é wok é sem dúvida um idiota!!!

João Floriano  > Rui Medeiros

Subscrevo o comentário do Rui Medeiros.

Manuel Lisboa

Muito bem João Pedro Marques!

Miguel Macedo

Muito bem! Como sempre!

Joao Lemos

Esta malta não quer debater nada.

Por um lado, não tem cultura para debate e por outro são especializados em gritarias.

João Marques > António Soares

João Moreira da Silva não está ligado ao PSD. É o seu pai, Jorge Moreira da Silva, que o está.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Pasmo

 

Com o “pasto” de que se alimenta tal “pastor”.

Os dias de tensão em que Trump ameaçou cortar armas à Ucrânia e sugeriu substituir Zelensky

Fim de semana foi de ataques, sobretudo dos EUA contra a Ucrânia (para agrado do governo russo). Trump anunciou acordo entre Ucrânia e Rússia que Zelensky disse desconhecer.

Mariana Lima Cunha:  Texto

OBSERVADOR, 12 out. 2026, 00:01

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O fim de semana que passou expôs uma tensão cada vez mais evidente, e crescente, entre os Presidentes dos Estados Unidos e da Ucrânia, Donald Trump e Volodymyr Zelensky. Com críticas duras de parte a parte, Trump chegou a “sugerir” que os ucranianos devem eleger um novo Presidente — recebendo por isso elogios da Rússia — e acabou a ameaçar cortar o acesso da Ucrânia a armas, para que o país não possa atacar refinarias russas.

O clima de tensão acentuou-se a partir do momento em que os Estados Unidos anunciaram que chegaram a acordo com a Rússia para que esta forneça “imediatamente” 300 mil toneladas de diesel aos EUA e aos mercados internacionais, para tentar reduzir o preço dos combustíveis — numa altura em que falta um mês para as eleições intercalares para o Congresso norte-americano.

Ora, logo após essa notícia, Zelensky expressou frustração com Trump, considerando que o Presidente dos Estados Unidos ofereceu uma espécie de “presente de aniversário” a Vladimir Putin — que fez anos esta semana — e que o acordo é uma notícia “terrível”, “injusta e desonesta”.

Trump não demorou a retaliar: este sábado, disparou contra Zelensky, sugerindo que Zelensky não tem feito o suficiente para pôr fim à guerra com a Rússia. “Sugiro que a Ucrânia encontre um novo líder que consiga fazer um acordo. Acho que é tempo de a Ucrânia encontrar outro Presidente”, atirou.

Depois, criticou a Ucrânia precisamente pelo efeito que os ataques do país contra refinarias russas estarão a ter no preço dos combustíveis: “Nós dissemos: podem fazer o que quiserem com a Rússia mas não atinjam as refinarias, porque isso é um problema mundial. E Zelensky quer arranjar problemas ao mundo. E o que ele fez foi atacar o combustível diesel. É melhor parar de uma vez”, concluiu.

O próprio Presidente ucraniano respondeu, assumindo em entrevista à ABC que se a Rússia der uma trégua de 60 dias organizará mesmo eleições presidenciais — o que tem rejeitado fazer em tempo de guerra. E, enquanto o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Andrii Sybiha, o defendia nas redes sociais — “tem o apoio dos ucranianos, e eles têm o direito a decidir; declarações do estrangeiro só confirmam que está a fazer o seu trabalho” — a Rússia vinha celebrar o ataque de Trump.

O enviado russo para a cooperação económica com os EUA, Kirill Dmitriev, escreveu na rede social X que Trump se junta assim aos “muitos que acreditam que a Ucrânia precisa de uma liderança realmente focada na paz, e não do belicismo de Zelensky”. “Icónico e histórico”.

O cessar-fogo que foi “novidade” para Zelensky e a nova ameaça dos EUA

Já este domingo, novo capítulo: primeiro, o Presidente dos EUA anunciou na sua rede social, na Truth Social, que haveria um cessar-fogo “com efeitos imediatos” sobre infraestruturas energéticas entre Rússia e Ucrânia. “Efeitos imediatos. Há um cessar-fogo na energia na guerra entre Rússia e Ucrânia. Ambas as partes concordaram. Não o cessem!”.

Aparentemente, nem todas as partes estavam sequer a par disto, uma vez que de seguida Zelensky declarou à Axios: “É uma novidade para mim, mas se os russos aceitarem um cessar-fogo energético, a Ucrânia também aceitará”.

Passariam poucas horas até que Zelensky e Emmanuel Macron denunciassem ataques russos, desmentindo assim que exista uma disponibilidade do lado de Putin para um acordo. “Os russos atingiram uma central eléctrica em Kiev […], mais tarde houve ataques contra infraestruturas energéticas na região de Kharkiv. E tudo isto aconteceu depois de o Presidente dos Estados Unidos ter feito a sua declaração sobre um cessar-fogo energético”, afirmou Zelensky numa mensagem publicada no Facebook.

O Presidente ucraniano veio ainda prometer que os ataques às refinarias russas cessarão se a Rússia parar com as investidas contra as infraestruturas de energia ucranianas.

“A verdadeira causa da guerra na Europa é a Rússia e só a Rússia. É possível parar os ataques a infraestruturas de energia hoje mesmo, mas Putin não o quer fazer. A Ucrânia está disponível para parar os ataques às refinarias russas se a Rússia parar os ataques às nossas infraestruturas de energia”, disse Zelensky, assegurando: “Qualquer passo tem de ser recíproco e com garantias reais”.

E Macron colocou-se ao lado de Zelensky: França “apoia integralmente o apelo para uma trégua energética genuína, à qual a Ucrânia está disposta”, afirmou o Presidente francês na rede social X. Depois, acrescentou: “Neste momento, a Rússia continua a rejeitá-lo, intensificando os seus ataques contra as infraestruturas ucranianas nas últimas horas”. Na Comissão Europeia, Ursula von der Leyen reafirmou o apoio à Ucrânia e acrescentou que esta semana a União Europeia vai dar novo financiamento para drones e mísseis à Ucrânia.

 

Já na noite deste domingo, mais um passo na escalada de tensão da parte dos Estados Unidos em relação à Ucrânia: o Financial Times veio noticiar que Donald Trump estará a ameaçar bloquear o fornecimento de armas à Ucrânia por causa dos ataques que o país fez a refinarias russas, defendendo que o país de Zelensky — que ainda não reagiu à notícia publicamente — não deve atacar a Rússia. Durante o fim de semana, foi criticado por senadores norte-americanos, que apelam a que mude o rumo da relação com a Rússia.

Guerra na Ucrânia         Ucrânia         Europa         Mundo

COMENTÁRIOS

Ana Cristina:

Trump a comportar-se como no seu sonho de ser autocrata.

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O desespero russo contagiou o Trump… 😂😂😂

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Javardo ao serviço do Kremlin!

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Aguentar mais dois anos e dois meses….  Mas,  entretanto, o mundo em geral, não apenas os Estadudinenses, devem tentar perceber o que se passa, para que o mundo de um modo um pouco geral, esteja cada vez mais a dar espaço a este género de políticos .

Neste momento o Presidente dos EUA entregaria de bom grado a Europa à Rússia, se ficasse com o continente americano, Gronelândia e algumas zonas do Médio Oriente. Nem hesitaria duas vezes com a troca

Eduardo Mãos de Tesoura

Percebem agora a natureza deste monstro Donald Trump? É ele que merece ser fuzilado, junto com a sua família de mafiosos. Ou pelo menos ser encarcerado até ao fim dos seus miseráveis dias.

D. Garcia

Ou seja , segundo Trump, Putin, se quiser, tem as portas abertas para tomar o Alasca.