Do texto precedente – “Israel, onde o Ocidente começa” - de JOÃO MARQUES ALMEIDA,
Em “Valores morais…”
COMENTÁRIOS (Conclusão):
Joao Moreno
Os
meus parabéns pela lucidez.
José Tomás > Lidia Ricardo
Quem, por um lado, aceita como bom o que dizem vozes
não identificadas num "documentário" com fins propagandísticos,
produzido por cineastas da extrema-esquerda israelita e financiado pela
esquerda woke europeia, e, por outro acha que há "muito por explicar em
torno" do ataque de 07.10 - que foi escrutinado pela imprensa livre e pela
oposição livre da sociedade israelita, padece de grave desonestidade
intelectual.
João Floriano > João Pimentel Ferreira
É o Irão que está a comandar os ataques a Israel. Não me consta que o Irão queira
falar de paz com Estado de Israel. Bem pelo contrário. Israel tem de defender o
seu território e os seus cidadãos. Ou o faz ou desaparece. Não tem alternativa.
Por aquilo que conheço de si através dos seus comentários, que leio sempre,
pode ficar sossegado que está longe de ser um idiota útil. Mas de certo modo
fomos levados a um extremo de termos de escolher trincheiras. E para mim a
culpa é da esquerda tanto a que ainda se apresenta como moderada e tolerante,
mas sobretudo devido aos extremismos e radicalismos.
Ana Rodrigues
É isso
mesmo!
Ana Rodrigues > graça Dias
Concordo
em pleno. Obrigada
Pedromi
Muito
bem... Obrigado pela sua coragem!
Carminda Damiao
Excelente
artigo.
Maria Cordes > Observador
Sr. Observador, não tenho a certeza que todas as
iniciativas pela Palestina não defendam o Hamas. Alguma vez viu ou viu algo
sobre as atrocidades do Hamas contra os palestinianos. Quem depois do 7 de
Outubro, na Palestina, discordou do ataque, foi torturado e enforcado às centenas, vimos
algumas poucas imagens do ocorrido. Alguma vez ouviu os camaradas das flotilhas
e os do lenço ao pescoço mencionar a barbaridade de arrumar arsenais e fazer
túneis em hospitais pediátricos e maternidades cheias de recém-nascidos, em
escolas e mesquitas. Sabe que o Hamas recebe biliões de petrodólares e que
as suas castas superiores vivem como nababos no Catar. Imagina-os a
partilhar aquelas ruas cheias de pó e detritos e aqueles prédios tristes e
horrorosos. Conhece o que aquelas pobres crianças, cujo destino mais ansiado
pelos pais é serem mártires, estudam e decoram naquelas escolas com métodos
pedagógicos de nível, o Corão, o ódio ao Ocidente e a Israel. Os biliões
alguma vez serviram para melhorar infra estruturas ou fazer estradas, espaços
verdes? Pode ter a certeza de que nesses seus amigos, que mencionou, nenhuma
mente reconhece Israel como um espaço civilizado, de onde surgem descobertas
boas para a humanidade e onde vivem árabes e cristãos como qq pessoa decente.
Quando Israel rebenta um túnel onde foram torturados prisioneiros, debaixo
de um hospital, qual seria outra escolha? O ódio a Israel está associado ao
ódio á nossa civilização, que querem ver substituída pela deles, segundo Maomé. Quando isso acontecer, os seus
amigos serão os primeiros a ser pendurados pelo pescoço. Eu irei, mas muito
depois. Tenha um bom dia.
António Alberto Barbosa Pinho
Muito
bem.
Manuel Magalhaes
A esquerda é o fim da credibilidade moral e
intelectual!!! É o cancro para qualquer sociedade!!!
Marco Gomes
Subscrevo
na íntegra!
Francisco Almeida
Muito bom e muito corajoso. Israel, aí onde o Ocidente
começa é uma esplêndida referência cultural.
Por analogia, lembrei as saudosas aulas do prof. Adriano Moreira - quando
se regressa do Médio Oriente, aí onde vires um campanário, começa a Europa.
João Floriano > graça Dias
Excelente graça! Só duvido se ainda haverá consciência
em muita gente que tem nas mãos a condução do nosso destino.
Pedra Nussapato
O título da crónica devia ser "Israel, o sítio
onde pensávamos que começava o Ocidente". Como o cronista diz, o ataque
terrorista hediondo do Hamas matou cerca de 1200 pessoas, entre as quais
crianças, mulheres e idosos. Como é óbvio, Israel tinha toda a legitimidade
para se defender e responder, mas essa resposta, lá está, não deveria colidir
com o estatuto de representante do ocidente naquelas paragens. Um estudo de
campo muito recente indica que de 7 de outubro de 2023 a 5 de janeiro de 2025,
os ataques das IDF causaram cerca de 75000 mortes violentas, 56,2% das quais
mulheres, crianças ou idosos. Acrescem mais 8500 mortes não violentas (fome,
doenças, falta de cuidados médicos). É isto que esperávamos de um
representante dos ditos valores do ocidente? Não me parece. Para termos um
termo de comparação, os ataques vis e sem critério de Putin à Ucrânia
resultaram em cerca de 17000 mortes de civis em quase 5 anos de guerra, segundo
o OHCHR, o que já consideramos criminoso. Fonte dos números que indico acima:
Violent and non-violent death tolls for the Gaza conflict: new primary evidence
from a population-representative field survey
Michael Spagat et al. Lancet Glob Health. 2026 Apr.
Rui Lima > João Pimentel Ferreira
Sem dúvida Hitler e Estaline foram irmãos no ódio aos
judeus hoje é a esquerda quase no seu todo que assume esse papel , também veio
da Rússia essa enorme falsidade os “Protocolos dos Sábios de Sião”
João Pimentel Ferreira > Rui Lima
Há um longo historial antisemitisma na Esquerda, mas
diria que o motivo é acima de tudo Freudiano e psicanalítico: o motor
subconsciente e psicoevolutivo para a popularidade da Esquerda reside na
Inveja, e os judeus sempre foram uma minoria muito bem sucedida.
Repare no paradoxo que para Hitler a URSS era uma
criação de judeus intelectuais (Marx e Lenine, por exemplo), já para Estaline a
URSS seria a força que combateria o judeismo capitalista ocidental.
Jose Carmo > Lidia Ricardo
Sim, ódio aos judeus. Antissemitismo. É isso que a
move, embora necessite, a todo o custo, acreditar que não. O transtorno é
milenar e regressa em ciclos, sob pretextos que, em cada época se renovam. Ai,
na viela iluminada da sua consciência, onde não se consegue esconder de si
mesma, responda, para si mesma: por que razão, entre quase 200 estados do mundo
e inúmeros conflitos de magna dimensão, com centenas de milhares de mortos, o
sangue só lhe ferve se estiver Israel na equação? Trata-se de um país de areia,
do tamanho do Alentejo. Que há nele que a faz obcecar, investigar, ler,
pontificar? Não me responda a mim, responda a si mesma qual a razão pela qual
sabe todas a minudencias da política de Israel e, aposto, nem sequer sabe quem
manda no Iraque, na Jordânia, na Arábia, no Nepal, na Nigéria, etc. Enfim, não
tenho esperança que o faça, o ódio é antigo e ronrona aí, a um nível pré
-racional. Faça uma coisa, se tiver coragem moral: veja o documentário
produzido em Israel, com pessoas reais e identificadas, exactamente para
rebater o filme que cita. Veja e compare, se tiver coragem moral e honestidade
intelectual.
graça Dias > Antonio
Sennfelt
Excelente comentário. É assustador o que se está a
passar na Grã-Bretanha, tanto nas políticas como nos discursos de ódiooo contra
o povo judeu, e os seus Incendiários são o partido Trabalhista e os Verdes, com
uma submissão total ao islamismo. Como se isso por si só não fosse
suficientemente horribilis, receberam e atribuíram cidadania a dois líderes do
Hamas, que mudaram a sua residência de Istambul para Londres.
Miguel Macedo
Muito
bem!
João Diogo
Excelente
como sempre.
Joana Quintela
Bravo!
Uiros Ueramos
Muito
bem!
Observador
Queria realçar um ponto que há muito me faz alguma
confusão. Evidentemente que haverá pessoas na Europa que apoiam o Hamas. Mas
eu, confesso desde já, que não conheço nenhuma. O que vejo habitualmente são
pessoas de esquerda a defender os palestinianos, ou a dizer que os defendem. E
defender os palestinianos não é defender o Hamas. Esta distinção tem de ser
feita, por uma questão de honestidade. João Marques fê-lo, mas en passant.
Há uma tendência, em certos sectores da direita, para
meter tudo no mesmo saco, aqui no Observador é mesmo regra. Quem denuncia o
sofrimento dos palestinianos é logo apresentado como defensor do Hamas.
Haverá pessoas da extrema-esquerda que apoiam o Hamas? Acredito que sim, desde
logo pelo seu anti-semitismo. Mas, em Portugal, não conheço ninguém do Bloco de
Esquerda, do Partido Comunista ou do Livre que tenha declarado esse apoio. Se
alguém conhece, que diga quem e o que disse. Podemos criticar posições, ambiguidades
ou silêncios, mas isso é diferente de atribuir um apoio que tem de ser
demonstrado.
E não vale vir falar da Mariana Mortágua. Vamos ser
sérios. A participação de Mariana Mortágua na flotilha não demonstra que seja
defensora do Hamas. Defender os palestinianos e dar visibilidade à causa, não
equivale a apoiar quem os governa. Aliás, alguém acredita que Mortágua, sendo
lésbica e defendendo os direitos dos homossexuais, se identifica com o projecto
de uma organização de fanáticos religiosos que condena a homossexualidade e
pretende impor a sua interpretação da charia? São posições profundamente
incompatíveis. Seria o mesmo que um judeu apoiar Hitler. Não sou defensor de
Mortágua e sempre fui crítico da extrema-esquerda. Mas isso não me obriga a
aceitar qualquer acusação contra ela. Podemos criticar as suas posições e a sua
participação na flotilha. Agora, apresentá-la como apoiante do Hamas exige
provas. Sem elas, é uma acusação gratuita, baseada numa associação que não
demonstra coisa nenhuma. Há que ser sérios, mesmo quando falamos de quem
discordamos.
Fernando ce
Concordo.
graça Dias >Lídia Ricardo
Quem é que não conhece, quem não leu Hannah Arendt,
Hobbes, Maquiavel, Kant,
Marx, Trotsky, Mussolini, Milan Kundera, Emmanuel Todd, Klaus Mann
ou Roger Scruton !...depreendo que a sua consciência estará anestesiada,
pelo que, não tem o discernimento e a capacidade analítica exigida, ao ser
confrontada com um documentário de propaganda, e daí os seus comentários
falaciosos.
Maria Barreiro
Isto
mesmo. Obrigada!
João Floriano > João Pimentel Ferreira
O antissemitismo a que hoje assistimos (há quem use
antissionismo, mas não muda nada),
cresce proporcionalmente à ligação da extrema-esquerda com o islamismo.
Lidia Ricardo
O propósito de Bibi, da gente escabrosa da extrema-direita,
ultra-reaccionária, racista e colonialista que o apoia, está bem
patente na atuação do comando de um exército sem princípios éticos de qualquer
espécie de que o documentário NAZA é bom exemplo. Fica-se atónito e
estarrecido pela forma fria, totalmente psicopata como os participantes militares descrevem, displicentemente, acções de
matanças de crianças inocentes, bombardeamentos nocturnos para matar mais
"nazas", os festejos pela matança de famílias inteiras inocentes com o
pretexto de matar um militar de terceira linha do Hamas, que às vezes nem
estava no local, matança de inocentes por cruzaram uma linha invisível de que
não sabem a existência. É demasiado mau. É uma decadência humana, uma descida
aos infernos. E não me venham falar dos crimes de 7 de Outubro, que parece
terem servido o propósito secreto de Bibi. Há muito por explicar em torno deste crime
hediondo do Hamas. O dito Ocidente que
clama das acções criminosas dos russos contra civis tem um silêncio cúmplice
com o que se passa em Gaza e Cisjordânia. Chega!
Alexandre Arriaga e Cunha
Excelente
análise, é exactamente como escreve!
A
esquerda não quer ver o óbvio e essa é a característica dos verdadeiros cegos.
Por
alguma razão têm vindo a decair nas intenções de voto em vários países; oxalá
assim continuem…