domingo, 6 de setembro de 2026

Mais um pesadelo

 

 Para estes tempos intranquilos.

Vivem em piscinas e lagos, são extremamente letais e já foram detectadas em Portugal. O que são as amebas, que fizeram duas vítimas nos EUA?

Quando inaladas, as amebas podem causar formas graves de meningite. Os casos são raros mas, na grande maioria dos casos, fatais. Em Portugal, há registo de um caso na região Norte em 2006.

TIAGO CAEIRO: TEXTO

OBSERVADOR,5 set. 2026, 15:11

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Fortes dores de cabeça, sem explicação aparente, levaram, no final de agosto, o jovem Moises Ponce Mendoza a um hospital em Burlington, na Carolina do Norte. Os médicos descansaram a família e rapidamente deram alta ao jovem. Horas depois, Moises estava de volta a uma unidade hospitalar com um quadro geral muito pior e sintomas mais graves. O diagnóstico? Uma infeção por naegleria fowleri, uma ameba rara e extremamente letal, conhecida como a “ameba que come cérebros”. Moises acabou por morrer esta segunda-feira, depois de ter ficado internado numa unidade de cuidados intensivos. É já o segundo caso fatal descrito pelas autoridades norte-americanas nos últimos dias. A 23 de agosto, uma criança de oito anos morreu depois de ter sido infectada pelo mesmo tipo de ameba, num lago do estado do Louisiana.

As amebas são seres vivos unicelularesmais pequenos que um grão de poeiraque vivem em ambientes aquáticos, como piscinas não tratadas, lagos de água doce e temperada ou fontes de água termal, explica ao Observador o médico infecciologista Jaime Nina. “A esmagadora maioria dos tipos de ameba não provoca doença”, esclarece o especialista. Contudo, alguns tipos de ameba, como a naegleria fowleri, provocam meningoencefalite amebiana, uma doença rara que destrói as células cerebrais e que é geralmente mortal. As amebas são inofensivas se ingeridas, mas podem ser fatais se entrarem pelas vias respiratórias, isto é, pelo nariz, uma vez que podem chegar ao cérebro.

Enquanto nos EUA são identificados menos de 10 casos todos os anos, na Europa os casos de meningoencefalite amebiana ou de encefalite amebiana são ainda mais raros. Em Portugal, foi identificado e diagnosticado apenas um caso mortal por encefalite amebiana, há exactamente 20 anos, que afetou uma criança de oito anos, infetada por outro tipo de ameba (a balamuthia mandrillaris), e que viria a morrer cinco semanas após o início dos sintomas, numa unidade hospitalar da região Norte.

Piscina para terapia das Termas de Chaves, 01 de junho de 2021. As Termas têm com novas terapêuticas para sobreviventes de covid-19 com sequelas. A maioria das termas do Norte reabriu este mês com selo ‘Clean and Safe’ e com terapêuticas especialmente direccionadas para doentes pós-covid-19 e ‘long covid-19’, ou seja, que apresentem sequelas da doença, como falta de memória, cansado, dificuldades respiratórias. JOSÉ COELHO/LUSA

Piscinas interiores, com água aquecida, são dos locais mais propícios à infecção por amebas

JOSÉ COELHO/LUSA

As amebas são mais frequentes em países em desenvolvimento e com sistemas de saneamento de águas deficientes, como os países africanos e do sudeste asiático, diz Jaime Nina. No ano passado, foram identificados mais de 200 casos de infecções por naegleria fowleri na Índia, o maior surto já registado em todo o mundo. Contudo, só nos países mais desenvolvidos — onde existe capacidade de diagnóstico laboratorial para detectar a origem da doença causada pela infecção — é que é contabilizado com rigor o número de casos de meningoencefalite ou encefalite causados por amebas, esclarece o professor jubilado do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) da Universidade Nova de Lisboa.

Há três tipos de amebas com potencial para causar doença grave. Taxa de mortalidade é superior a 90%

Há cerca de 20 tipos de ameba que são considerados parasitas, introduzindo-se no organismo humano e causando mortes em todo o mundo. De entre estes, há três tipos que causam mais preocupação e com potencial para causar doença grave: a naegleria fowleri (que causou as duas mortes noticiadas nos últimos dias nos EUA), a acanthamoebae e a balamuthia mandrillaris.

A naegleria fowleri é a que mais doenças graves provoca. Entre 1962 e 2024, foram relatados 167 casos de meningoencefalite amebiana nos EUA. Os primeiros sintomas podem incluir dor de cabeça, febre, náuseas e vómitos, segundo o Centro de Prevenção e Controlo de Doenças (CDC). Numa segunda fase, os sintomas são caracterizados por confusão mental, falta de atenção às pessoas e ao ambiente, perda de equilíbrio e alucinações.Se a ameba conseguir atravessar as membranas, até chegar ao cérebro, multiplica-se e provoca uma meningiteque progride rapidamente, adianta o infecciologista Jaime Nina. Mesmo com tratamento, a maioria das pessoas morre entre 1 e 18 dias após o início dos sintomas.

“São mortais”, alerta o especialista. Das 167 pessoas que desenvolveram meningoencefalite amebiana nas últimas seis décadas nos EUA (de longe o país com maior número de casos identificados), apenas quatro sobreviveram, o que aponta para uma taxa de mortalidade superior a 97%. Em todo o mundo, entre 1962 e 2023, foram detetados 488 casos, segundo uma análise de 2025, publicada pelo Journal of Infection and Public Health. No caso da encefalite amebiana (outra doença muito similar, causada pela infecção por balamuthia mandrillaris), a taxa de mortalidade ronda os 90%, de acordo com o CDC.

Para além dos dois casos mortais conhecidos nos últimos dias nos EUA, em abril uma criança brasileira de nove anos morreu no estado da Rondónia, na Amazónia, com infecção por naegleria fowleri, segundo a Agência de Vigilância em Saúde do Estado. Na Europa, os casos são mais raros: em 2018, uma criança espanhola contraiu a infecção pelo mesmo tipo de ameba depois de frequentar uma piscina de água aquecida, mas sobreviveu. França regista apenas um caso, e fora do território continental: foi detectado, em 2008, numa criança de nove anos, residente na região de Guadalupe, no Caribe, que nadou numa piscina abastecida com água termal. O surto mais relevante no Velho Continente remonta já aos anos 60 do século XX, quando 16 jovens (com idades entre os oito e os 25 anos) morreram, entre 1962 e 1965, na então Checoslováquia com doença provocada por infecção por naegleria fowleri.

“Se a ameba conseguir atravessar as membranas até chegar ao cérebro, multiplica-se e provoca uma meningite" que progride rapidamente - Jaime Nina, médico infecciologista e professor jubilado do Instituto de Higiene e Medicina Tropical de Lisboa

Como o diagnóstico é difícil e muitas vezes nem sequer é feito, “na esmagadora maioria dos casos, ou não se faz tratamento ou o tratamento é feito tarde demais”,  o que aumenta a probabilidade de morte. “A mortalidade advém essencialmente do tratamento tardio”, sublinha Jaime Nina.

COMENTÁRIOS:

Será que também aparecem em tanques?

Lourenço de Almeida

Alerta!!! Mascaras, prisão-domiciliária! Morte aos que sobreviverem sem confinamento, esses egoístas homicidas, que andam à vontade por praias e campos desertos quando todos os outros estão fechados em casa!

Mário Costa > Lourenço de Almeida

Já estás com o cérebro infectado e ainda não percebeste...

Vou rezar por ti a São Belzebu, o santo padroeiro das cavalgaduras impotentes... 😁

sábado, 5 de setembro de 2026

Uma fonte

 

De enriquecimento e de prazer culturais, estes textos viageiros – nos espaços e nas mentes –  de A. G.,  - que oxalá se prolonguem nos tempos…

Do deserto ao deserto do TikTok: notas de viagem

Os puritanos anglófonos que primeiro se instalaram no que viria a ser os EUA desconfiavam do entretenimento, para não dizer que o condenavam com zelo. Desde então que a América tem recuperado o tempo.

ALBERTO GONÇALVES, Colunista do OBSERVADOR

OBSERVADOR, 5 set. 2026, 00:24

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Aeroportos

Na era primitiva da aviação comercial, leia-se até 2020, geralmente os aviões partiam e chegavam quando estava previsto partirem e chegarem, e os atrasos e cancelamentos constituíam surpresas desagradáveis. Felizmente tudo mudou, e hoje, pelo menos na América e sobretudo na Europa, a surpresa é levantar voo à hora inscrita no bilhete original, sem que dúzias de mensagens no telemóvel alertem para sucessivas derrapagens temporais. Assim, uma pessoa já vai para o aeroporto convencida de que o voo das 14.30 acontecerá, em correndo benzinho, pelas 16.15 ou 19.56, isto se acontecer de todo. Dado que a pessoa continua a fazer questão de aparecer com duas horas de antemão, não vá dar-se a bizarria de não haver atrasos, a vantagem é que nunca perdemos a viagem por nossa culpa. É quase garantido perdê-la, ou baralhá-la com gravidade, por culpa da falta de pessoal causada pelos precavidos despedimentos durante a Covid, ou pelas greves semi-permanentes, ou pelo excesso de tráfego, ou pelas condições meteorológicas, que agora se identificam como alterações climáticas. Mas não por nossa culpa, o que, se para o corpo é uma canseira, para a consciência é um descanso.

Nova Iorque

Não ia a Nova Iorque há dois anos, e só voltei por dois dias e pressões exteriores. O que a cidade ainda tinha de atraente no início do século, dos diners manhosos e abertos a horas impróprias à reposição de musicais clássicos a preços acessíveis, extinguiu-se aos poucos. Em 2026, à semelhança de 2024 e de 2022, tudo fecha mais cedo, as bilheteiras da Broadway ambicionam movimentar mais dinheiro que Wall Street, as livrarias são raras, a arquitectura contemporânea mutilou com sadismo o skyline da cidade, metade dos edifícios está tapada por andaimes (uma bonificação estética que resulta do elevado custo das obras que a burocracia exige), os taxistas desistiram em definitivo de falar inglês e de ter uma ideia do destino da “corrida”, e há um limite humanamente suportável para a quantidade de espaços assépticos que servem 18 variedades de latte macchiato, kefir e “refeições” com quinoa. Desta vez, a minha única curiosidade prendia-se com os efeitos da governação do mayor Mamdani, sujeito que divide as simpatias entre o jihadismo e o comunismo. Lamento informar que, do que constatei, os efeitos são nulos: os transportes gratuitos e os supermercados estatais, além de inúmeras alucinações adicionais, permanecem fechados na cabecinha dele. Fora da cabecinha, Nova Iorque faz o que sempre soube fazer: crescer e mudar, com uma dinâmica que frequentemente finta o controlo político e, actualmente, com desígnios que fintam o meu interesse. Tanto quanto pude resistir às tais pressões exteriores, fechei-me no hotel a ler. É possível que eu também tenha mudado.

Estrada 66

Um dos amigos que me acompanharam na viagem ficou espantadíssimo, e desconsoladíssimo, com o retrato da desolação que é a Route 66, de que percorremos uns 500 quilómetros pelo percurso original no Novo México e no Arizona. E eu espantei-me com o espanto do meu amigo, indivíduo culto e informado. Palpita-me que muitas pessoas como ele também imaginam que a famosa estrada é uma passarela de motéis, bombas de gasolina e excentricidades vintage, todas brilhantes e prósperas como em 1955. Não é. Na verdade, é um palimpsesto, os manuscritos em que se raspava o texto original para o cobrir com um novo, mas em que os vestígios do anterior continuavam a notar-se. Percorrer o que resta da 66 ou de caminhos similares é percorrer as camadas do período que lhe foi contemporâneo, da Depressão e do Dust Bowl ao optimismo do pós-II Guerra, e depois a “modernidade” dos anos Reagan, quando a descontinuaram oficialmente. Há cidades que se mantêm vivas (graças à própria exploração da mitologia da 66), há cidades- fantasma ou em vias disso, há centenas ou milhares de negócios abandonados e em ruínas, há vastos pedaços da estrada engolidos pela I-40 ou pela natureza. E há, nessa sinuosa e inegável tristeza, uma relevante lição de História.

Santa Fé

Cinquenta quilómetros a noroeste de Santa Fé, fica Los Alamos, o lugarejo escolhido por Robert Oppenheimer para supervisionar a criação da bomba atómica e alterar o “paradigma existencial”. Três quilómetros a nordeste, a minutos da praça central e isolado no sopé das montanhas Sangue de Cristo, fica o Instituto Santa Fé, onde iluminados de formações sortidas pensam outras minudências. Foi no Instituto que Cormac McCarthy passou décadas, enquanto escritor residente, até morrer em 2023. Aliás, em entrevista tardia confessou que só se mudou de El Paso, Texas, por causa do Instituto: “Santa Fé é um bocadinho ‘artística’ para o meu gosto”. E o meu. A cidade é demasiado “artística” e tem demasiadas galerias e demasiados eleitores democratas, para cúmulo dos que fazem crepitar as últimas sílabas de cada frase (o superiormente irritante vocal fry). Apesar disso, aproveito para notar que o segundo povoado continuamente habitado dos EUA é um lugar bonito que se farta. E aproveito para recomendar as obras do maior romancista do último meio século, de “A Estrada” a, claro, “Meridiano de Sangue”. E aproveito ainda para sugerir a visita a Las Vegas, não essa Las Vegas e sim a cidadezinha do Novo México, ali perto, cenário de grande parte das cenas de “Este País Não é para Velhos”, o filme baseado no livro de McCarthy. Desculpem a referência um tanto a despropósito, mas entre os contemporâneos não conheço quem escreva como ele e quem me assombre e humilhe quanto ele. E duvido que alguém conheça.

Las Vegas

Os puritanos anglófonos que primeiro se instalaram no que viria a ser os EUA desconfiavam do entretenimento, para não dizer que o condenavam com zelo. Desde então que a América tem recuperado o tempo perdido. E nenhum lugar contribuiu e contribui tanto quanto Las Vegas. Não falo da Las Vegas kitsch e talvez parcialmente desfrutável da época de Sinatra, mas da actual. Uma banda pop inglesa dos anos 1980 chamou a um disco “Heaven or Las Vegas”, título que de certeza não previa na totalidade o inferno que aquilo é hoje. A “strip”, o pedaço da avenida principal onde se concentram os grandes hotéis, é um labirinto de túneis, viadutos e passagens internas que sem particular orientação levam de uns lugares para outros, numa (suponho que) inadvertida recuperação dos aglomerados urbanos da Anatólia durante o Neolítico, quando o conceito de rua ainda não fora inventado. Em Las Vegas, a rua é praticamente uma excrescência a extirpar sem demora. As fachadas são as dos hotéis, cada qual um simulacro grotesco. As lojas comerciais distribuem-se de modo caótico pelas artérias do labirinto: aposto que em Anatólia seria mais fácil encontrar um restaurante. Desgraçadamente, e ao invés da Anatólia antiga, em Las Vegas há música aos berros a sair de milhares de colunas que entram em competição pela demolição dos nossos tímpanos. Em qualquer sítio, levamos com dezenas de aberrações sonoras em simultâneo. Por toda a parte há ecrãs LED, médios ou descomunais, que anunciam “atracções” e marcas e eventos desportivos e gatafunhadas que nem sou capaz de destrinçar. É como se, a fim de punir os nossos pecados, nos prendessem dentro de uma versão à escala natural do TikTok ou lá como se chamam aqueles vídeos verticais com que as crianças de idade ou de QI ocupam a existência. E falta referir as indescritíveis figuras exibidas por incontáveis criaturas que rumam a Las Vegas repletas de excitação – e não se desiludem. Nunca haverá avanços na neurologia suficientes para explicar a complexidade do ser humano. Ou a simplicidade do ser humano. Ou o motivo pelo qual já estive em Las Vegas meia dúzia de vezes, mesmo que envergonhado me desculpe com a insistência de amigos neófitos naquilo ou com a localização privilegiada do aeroporto local no Sudoeste americano. E nem mencionei o calor: o inferno, de facto.

Receba um alerta sempre que Alberto Gonçalves publique um novo artigo.

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COMENTÁRIOS:

Alexandre Barreira

Pois!

Caro AG,

É isso.

 O Cowboy solitário....sem o "charro".

No....."canto-da-boca".......!

Francisco Almeida

Não sei se este desencanto com a América tem raízes subconscientes na política americana.

Luis Silva

É um palimpsesto com outras aventuras no Far West.

António Lamas

Alberto, o "nosso" Kerouac, que precisamente no dia 5 de Setembro de 1957 publicou o seu Pela Estrada Fora.

Na mouche, Alberto

Obrigado

Vitor Batista

Bem vindo de volta, Alberto.

A Estrada é de facto um livro fantástico, recomendo vivamente.

José Abel Oliveira > Vitor Batista

...a morte é um luxo em tempos como estes. Lê-se na A Estrada.

Ruço Cascais

Gostei muito de ouvir o Ideias Feitas desta semana sobre o Salvador Sobral. Estava na esperança de que a crónica fosse sobre esse tema, mas, Fonix, lá tive que levar com mais uma América das férias do Gonçalves.

Oh meu, há mais destinos turísticos. Essa obsessão começa a parecer doentia.

Então o tipo - o Sobral - quis fazer um boicote ao Spotify, mas como a coisa não resultou e precisava de guito, mandou o boicote para as urtigas e voltou para o Spotify. 😃

Não tardará muito para vermos a Sofia Aparício numa telenovela israelita.

Não sei se a administração do Spotify liga a estes ruídos, porque, se ligasse o Sobral não colocava lá mais nenhuma música.

Paradigmas Há Muitos! Ruço Cascais

A Sofix Aparícix outro dia numa entrevista a falar sobre a sua participação na flopilha e disse que tinha sido um "imperativo cívico e moral" (ou coisa assim lá da cartilha deles) mas que tinha tido custos pesados na sua vida profissional dado que tinha deixado de ser chamada para "novos projectos".

Ora isto surpreendeu-me por dois motivos, um é que eu imaginava que com a flopilha no CV e sendo os produtores e realizadores "culturais" todos fervorosos "Fri Palestaine from da  riva tu da si" que os convites iriam chover, mas talvez eles também estejam falidos ou desempregados.

A segunda surpresa é que eu desconhecia que a Sofix tivesse alguma actividade profissional minimamente regular.

Por isso ela aceitar trabalho em Israel penso que não, mas se as contas estiverem mesmo no vermelho é capaz de aceitar  algum "projecto" degradante, penso eu de que!

Entretanto vi que vai haver uma nova flopilha que até passa por Lisboa e por isso a Sofix pode ter de novo quem lhe dê comida e guarida (e palco) durante umas semanitas. Espero que os organizadores do Hamas não se esqueçam dela!

Voltando ao Salvadxr e ligando a este aspecto das coisas não serem o que parecem, isto é dessa onda ideológica não ser tão forte como os OCS querem mostrar, é ele dizer que um dos motivos porque voltou ao "capitalismo" bélico da Spotify (o dono investe em indústria de defesa) é que se sentiu isolado no combate tendo concluido que sózinho não conseguia enfrentar o "monstro".

Fiquei mesmo com pena do rapaz, queria ser lider mas os potenciais liderados acobardaram-se!

Mas também tem hipótese de ser agora o bardo da nova flopilha, ficas-lhes bem ter como participante de destaque um ex-vencedor da Eurovisão, quase tão famoso como a Greta! Ele já tinha feito uns abaixo assinados pela causa, por isso está perfeitamente alinhado!

O facto dos islamistas quando mandam mesmo proibirem ganzas, feminismos, música e excentricidades sexuais não conta para idiotas úteis da "luta" como o Salvadxr e a Sofix!

Américo Silva

Mas o cronista foi à américa, ou à amérdica?

Meio Vazio

Parece que desta vez a coisa não correu tão bem...

Paulo Nuno Pato Rosa e Silva Cardoso

 Gosto, da referência aos Cocteau Twins, e de tudo o resto.

CONTINUAÇÃO

 

Do texto precedente, de MANUEL NOBRE MONTEIRO): “TRUMP DEIXA GARANTIA:…”

Momentos-chave:

Há 6h

Ricardo Reis

Estão a ser contruídos oleodutos como alternativas ao Estreito de Ormuz, diz Trump

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que estão a ser construídos oledutos que atravessam a Síria como forma de oferecer uma alternativa ao comércio através do Estreito de Ormuz.

“Oleodutos estão sendo construídos neste momento. A estrada que atravessa a Síria está a ser construída; na verdade, já está aberta”, afirma na Sala Oval.

Trump refere também que o Estreito de Ormuz “já não é o que era” e avisa o Irão que a área pode acabar por “não ser mais necessária”.

Ricardo Reis

Trump garante que Putin não pretende atacar território da NATO

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Vladimir Putin não pretende atacar território da NATO e que os enviados especiais vão levar a Moscovo uma proposta de paz para terminar com a guerra.

“Eu falei com ele, conheço-o muito bem. Putin não procura atacar território da NATO”, afirmou na Sala Oval.

Há 6h

20:03

Ricardo Reis

Trump rejeita chamar "guerra" ao conflito com o Irão e admite voltar a atacar a Montanha Pickaxe

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou chamar “guerra” ao conflito com o Irão, afirmando que se trata de algo “intermitente”.

“Muita gente não chama guerra, eu chamo um conflito militar, porque são feijões para nós”, afirmou na Sala Oval, respondendo a uma pergunta sobre a recusa do vice-presidente norte-americano em apelidar o conflito de “guerra”.

Trump garantiu também que teve um “sucesso tremendo” ao impedir que o Irão desenvolvesse uma arma nuclear, mas admite voltar a atacar a Montanha Pickaxe “se houver alguma coisa a acontecer”. A área é um dos locais onde é desenvolvido o programa nuclear iraniano.

Há 6h

Ricardo Reis

Estados Unidos pretendem criar frente anti-Irão e expandir Acordos de Abraão após a guerra

A administração norte-americana pretende criar uma frente anti-Irão no Médio Oriente e expandir a normalização das relações entre os países da região com Israel após a guerra com Teerão, avançam quatro fontes à Axios.

O plano ainda está “numa fase inicial”, mas não será implementado até às eleições legislativas em Israel, a 27 de outubro, e até às intercalares norte-americanas, a 3 de novembro.

Além disso, as fontes referem que os Estados Unidos pretendem implementar o plano de desarmamento do Hamas e a criação de um acordo de segurança entre Israel e a Síria, além da retirada das tropas israelitas do Líbano e da Síria.

Ricardo Reis

Trump afirma que Estados Unidos não têm "nenhuma obrigação" de negociar com países que prejudiquem Washington

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos não têm “nenhuma obrigação” de negociar acordos comerciais com países que prejudiquem os interesses e agricultores norte-americanos.

“Se um país nos tratar mal, não temos absolutamente nenhuma obrigação de fazer qualquer tipo de comércio”, afirmou na Sala Oval.

Há 7h

Ricardo Reis

Ataques israelitas mataram oito palestinianos nas últimas 24 horas

Foram mortos oito palestinianos e feridos 31 nas últimas 24 horas, vítimas de ataques israelitas, avança o Ministério da Saúde de Gaza, citado pela Al Jazeera.

Desde o cessar-fogo negociado em outubro de 2025, morreram 1.334 e 4.429 ficaram feridas.

Há 7h

Ricardo Reis

Reportados ataques em alvos norte-americanos na Jordânia

Foram reportados ataques em alvos norte-americanos no norte da Jordânia, avançam “fontes árabes”, citadas pela agência de notícias iraniana Fars.

Os ataques não foram reivindicados por nenhuma entidade.

Há 8h

18:02

Ricardo Reis

Zelensky confirma visita de Witkoff e Kushner a Kiev no domingo

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou que os enviados especiais de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, vão visitar Kiev no domingo para negociações de paz.

“Discutimos hoje que Steve Witkoff e Jared Kushner vão visitar Moscovo e, no domingo, Kiev. Estamo-nos a preparar para esta visita”, afirmou, no seu discurso diário.

Zelensky garantiu também que não vão ser lançados ataques contra a Rússia durante a visita dos enviados especiais a Moscovo, e pede reciprocidade.

“Não haverá ataques aéreos de nossa parte, e a Rússia deve retribuir, garantindo silêncio e sem ataques aéreos durante o tempo necessário para realizar estas negociações e resolver as questões logísticas relacionadas a essa visita norte-americana”, acrescentou.

Há 8h

Agência Lusa

Hamas pede oposição a intenção israelita de retirar população de Gaza

O movimento islamita palestiniano Hamas exortou hoje os países árabes e muçulmanos a oporem-se às recentes declarações de ministros israelitas apelando para se esvaziar a Faixa de Gaza da sua população transferindo-a para o estrangeiro.

Tais declarações reflectem “os planos extremamente perigosos” de Israel para o território palestiniano devastado pela guerra, afirmou o porta-voz do movimento islamita, Hazem Qassem, num comunicado.

Por esse motivo, apelou aos “países árabes e aos países muçulmanos para agirem de forma determinada e unida para enfrentar esses planos e tomar medidas eficazes para os fazer fracassar”.

Na quinta-feira, o ministro da Segurança Nacional israelita, Itamar Ben-Gvir, apresentou uma proposta, poucas semanas antes das eleições legislativas no país, para expulsar os cerca de dois milhões de habitantes da Faixa de Gaza nos próximos sete anos.

Na quarta-feira, o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, já tinha lançado esta ideia, afirmando que “não há uma verdadeira solução para Gaza sem essa migração” da sua população para o estrangeiro.

Há 8h

Ricardo Reis

NATO prepara bloqueio de Kaliningrado, afirma chefe das secretas russas

O director dos Serviços de Informações Estrangeiros russos, Sergei Naryshkin, afirmou que a NATO está a simular um bloqueio da região russa de Kaliningrado, no Báltico, mas garante que o país está preparado para se defender.

“Os grupos das Forças Armadas Russas na região de Kaliningrado, nas regiões fronteiriças do noroeste e oeste da Rússia, e a Frota do Báltico têm todas as condições para prevenir qualquer agressão e derrotar qualquer agressor, independentemente de onde venha”, garantiu, citado pela agência de notícias russa Vesti.

 

Kaliningrado é um enclave russo que se localiza no Báltico, entre a Lituânia e a Polónia, que tem sido um foco de tensão desde a invasão em larga escala da Ucrânia, em 2022.

Em 2024, a Rússia acusou o Ocidente de “dificultarem ao máximo” as ligações entre o país e o enclave, por fazer com que os bens e mercadorias fossem transportados, maioritariamente, por via marítima, e com restrições ao transporte via terrestre.

No mesmo ano, a Lituânia fortificou a sua fronteira com Kaliningrado como medida de prevenção contra um possível ataque russo.

Há 8h

Ricardo Reis

Sobe para 15 o número de feridos do ataque russo contra a sede das secretas ucranianas. Declarado alerta aéreo em Kiev por ameaça de drones

O número de feridos do ataque russo contra a sede dos Serviços de Segurança da Ucrânia subiu para 15, avança a Administração Militar da Cidade de Kiev, no Telegram.

De acordo com a mesma autoridade, foi declarado alerta aéreo em Kiev devido à ameaça de drones.