terça-feira, 10 de março de 2026

DO TIO RICARDO


TEXTO precedido de uma  foto de um “caracol” (bolo)

De parabéns à Canta

Ricardo Lacerda

18h 43

Para Berta

https://mail.google.com/mail/u/0/images/cleardot.gif

Este lento caracol
Ouvi eu em alta voz 
Cantando para todos nós 
Em dia de pouco sol 
Os parabéns a você 
Sem bem se saber porquê.
Tão aguda cantoria 
Deixou-me bem irritado.
Agarrei-o com mestria 
E trinquei-lhe um bom bocado.
Não se ficou o pobrezinho 
Dum salto fugiu da mesa,
E aí tive a certeza
Que não seria comidinho.
E gritou lá do seu canto 
Não me querer chatear
Pois só vinha parabenizar 
A Canta neste dia santo.
Apercebi-me eu, então,
Que nesta data divina 
Faz hoje quarenta anos 
Nascia a nossa Catarina.

Parabéns, Canta...

Acho que não poderei estar presente junto da tua Bimby mas, se guardares um bom bocado, passo por aí no próximo sábado... 


CANTA

 

Que hoje já faz quarenta

O tempo passa a correr

Ainda ontem chegáramos

Quando vieste a nascer

E foste vivendo a vida

Que para ti foi talhada

Com tristezas e alegrias

Como é costume, afinal,

A todo o ser.

Mas moça alegre que és

Mereces todas as bênçãos

E aqui estão estas minhas

Com o carinho de sempre

Para ti e o teu Nuninho

Para que sempre a vida

Vos traga muito agasalho

E amor.

E aqui coloco os versos

Que fez o tio Ricardo

Irmanando-te

Com a Ana, sua filha,

Que nascera

Dezoito ou dezanove

Dias antes…

Disparidade resultante

Da irregular formação

Do mês de fevereiro

Conforme for comum ou bissexto

O ano do seu próprio

Aniversário

- E do teu..

 

 

Aniversário da Catarina

Caixa de entrada


Ricardo Lacerda

13:24 (há 14 minutos)

para Berta

https://mail.google.com/mail/u/0/images/cleardot.gif

Eis chegada a vez à Catarina 

A miúda que não canta

Mas, uma vez que encanta,

Do nome lhe ficou Canta.

 

Como foi escrito lá pr'atrás,

E lá vem a Catarina 

Em seu jeito sem igual,

No seu modo de menina,

Igualar a sua prima 

Na idade, por sinal,

Entrar na era dos enta 

Pois completa já quarenta.

 

E como tal cantaremos 

Como a todos apraz,

A nós e às nossas mães,

A música dos parabéns

.

Não sendo de viva voz,

Só para não ficarmos sós,

Uma chamada lhe faremos, 

Neste grupo de Famelgas 

Para em coro lhe dizermos,

No grande coro de melgas,

O quanto lhe queremos nós...

 

Bzzzzzzzzzzz

 

Outros povos

 


idênticas indústrias no jogo político das suas chefias...

 

Mojtaba Khamenei. A escolha que preserva o regime e reforça o confronto com EUA e Israel: “O mundo vai sentir saudades da era do pai

 

A Assembleia de Peritos escolheu o filho de Khamenei para Líder Supremo. Um sinal da crescente militarização do regime, guiada pela Guarda Revolucionária, e de provável desafio a EUA e Israel.

09 mar. 2026, 21:4316

ÍNDICE

A falta de pergaminhos religiosos de Khamenei revela que regime abdicou da “pura teologia”

A força política de Mojtaba, “o poder por trás das vestes”

Como Khamenei se uniu à Guarda Revolucionária para esmagar protestos no passado

“Sentimentos crus e de vingança”? Guerra com Washington e Telavive deverá intensificar-se.

 

Os manifestantes gritavam “Mojtaba bemiri rahbari ro nabini”. Estávamos em 2009 e milhares de iranianos saíam à rua, para protestar contra a reeleição do Presidente Mahmoud Ahmadinejad, que consideravam fraudulenta. Entre as palavras de ordem, surgia o nome de “Mojtaba”, o filho do Líder Supremo Ali Khamenei, que estava envolvido na organização da repressão dos protestos. Por isso, os manifestantes pediam a sua morte, para que nunca chegasse à liderança.

Menos de 20 anos depois, Mojtaba herdou mesmo o cargo do pai e lidera agora um Irão debaixo de fogo norte-americano e israelita. Com apenas 56 anos, é uma figura que pode revigorar o regime, mas não em direcção à modernidade. As suas parcas credenciais religiosasnão tem formalmente o título de aiatolanão travaram a sua ascensão. Uma das primeiras memórias de Mojtaba é a da polícia política do regime do Xá, a SAVAK, a deter o seu pai — e, apesar disso, nem o facto de a sucessão dinástica ser semelhante à do regime que os Khamenei derrubaram atrapalhou a sua nomeação.

 Mojtaba Khamenei foi escolhido como Líder Supremo do Irão, sucedendo ao pai                 Middle East Images/AFP via Getty

ÍNDICE

A falta de pergaminhos religiosos de Khamenei revela que regime abdicou da “pura teologia”

A força política de Mojtaba, “o poder por trás das vestes”

Como Khamenei se uniu à Guarda Revolucionária para esmagar protestos no passado

“Sentimentos crus e de vingança”? Guerra com Washington e Telavive deverá intensificar-se

Aquilo que sustenta a nomeação de Khamenei filho como Líder Supremo são antes as suas raízes profundas no sistema político e militar do regime. “Representa a continuidade e vai ser apoiado pelo ‘deep state’ iraniano”resumiu ao New York Times Sanam Vakil, directora do programa para o Médio Oriente do think tank Chatham House.

Mais do que isso, é a prova de que o regime é agora controlado com mão de ferro pela Guarda Revolucionária, de quem Mojtaba é muito próximo. “O sistema clerical mantém os ornamentos formais da autoridade, mas o poder decisivo está agora noutro lado”, resume ao Observador Ali Alfoneh, investigador especializado na crescente militarização do sistema que governa o Irão.

 “A Guarda Revolucionária emergiu como o árbitro final do regime.”

Uma transformação que augura um provável aumento da repressão interna e uma resistência feroz à ofensiva militar de Estados Unidos e Israel. “A eleição de Mojtaba Khamenei assegura a continuidade do âmago do regime, ao mesmo tempo que envia uma mensagem desafiadora a Israel e aos EUA”, acrescenta Alfoneh.

A falta de pergaminhos religiosos de Khamenei revela que regime abdicou da “pura teologia”

Formalmente, Mojtaba é um clérigo xiita que poderia um dia ocupar o cargo de Líder Supremo. Mas até a sua formação religiosa revela como a sua escolha é um sinal de radicalização do regime, dadas as suas posições.

Saber mais

Em 1999, o filho de Ali Khamenei começou os seus estudos no seminário de Qom Shia, um dos mais conservadores do país. Os seus orientadores foram religiosos particularmente extremistas, como o aiatola Mohammad Taqui Mesbah-Yazdi. Este defendia que o Irão tem o direito a obter “armas especiais” — leia-se armamento nuclear — e que “o Islão não é compatível com a democracia”. Em 2002, emitiu uma fátua onde pedia a morte dos jovens iranianos que promovessem comportamentos próximos da “imoralidade ocidental”.

“Ele era um taleb [estudante de teologia] muito diligente, lia muitos livros de teologia”, notou ao Figaro Amir Farshad Ebrahimi, antigo amigo de juventude de Mojtaba que acabou no exílio por ter desertado das milícias populares Basij. Acabou por atingir o nível académico mais alto do seminário e dar aulas. No entanto, até hoje não tem o título honorífico de aiatola, o mais alto do Xiismo e essencial para se ocupar o cargo de Líder Supremo — é apenas hojatoleslam, um título clerical intermédio.

 “A escolha da liderança no Irão nunca foi uma questão de pura teologia, constitucionalismo ou princípio. Reflecte antes os imperativos do regime: sinalizar continuidade aos lealistas, projectar desafio aos adversários estrangeiros e reflectir o equilíbrio de poder interno — neste caso, a força da Guarda Revolucionária.”

Ali Alfoneh, investigador do Irão

“Tal como aconteceu com o seu pai, as qualificações teológicas de Mojtaba Khamenei são questionáveis”, nota Alfoneh. No caso de Ali Khamenei, a situação foi resolvida com uma emenda constitucional: “E, depois disso, ele foi promovido a aiatola do dia para a noite. As credenciais religiosas de Mojtaba podem levar a um escrutínio semelhante.”

Alguns dos 88 membros da Assembleia dos Peritos, responsável pela nomeação do Líder Supremo, não terão gostado da ideia de nomear Mojtaba, seja pela falta de qualificações religiosas, seja por preferirem um moderado, como Alireza Arafi (que fez parte do conselho de transição) ou Hassan Khomeini (neto do aiatola Ruhollah Khomeini).

 A Assembleia de Peritos que escolheu Khamenei filho desvalorizou o facto de não ter o título de aiatola AFP via Getty Images

ÍNDICE

A falta de pergaminhos religiosos de Khamenei revela que regime abdicou da “pura teologia”

A força política de Mojtaba, “o poder por trás das vestes”

Como Khamenei se uniu à Guarda Revolucionária para esmagar protestos no passado

“Sentimentos crus e de vingança”? Guerra com Washington e Telavive deverá intensificar-se

Ao site ligado à oposição Iran International, duas fontes garantiram que pelo menos oito membros faltaram à sessão de quinta-feira, em protesto pelo que consideraram ser a “alta pressão” da Guarda Revolucionária para que a escolha recaísse sobre Khamenei. Já o Instituto para o Estudo da Guerra nota que um dos clérigos mais radicais da Assembleia, o aiatola Mohammad Mehdi Mir Bagheri, tentou pressionar os outros membros para que a votação fosse o mais rápida possível, de forma a impedir que se criasse uma dinâmica anti-Khamenei.

“Isto mostra que a escolha da liderança no Irão nunca foi uma questão de pura teologia, constitucionalismo ou princípio”, aponta Ali Alfoneh. “Reflecte antes os imperativos do regime: sinalizar continuidade aos lealistas, projectar desafio aos adversários estrangeiros e reflectir o equilíbrio de poder interno — neste caso, a força da Guarda Revolucionária.”

A força política de Mojtaba, “o poder por trás das vestes

As ligações de Mojtaba à Guarda Revolucionária são profundas e remontam à sua juventude, como veremos mais à frente, mas foram trabalhadas ao longo das últimas décadas através de um poder na sombra. Isto porque Khamenei filho se tornou o líder de facto do Beyt, o órgão que garante a ligação do Líder Supremo a todos os organismos do Estado e esferas da sociedade.

Manteve sempre uma presença discreta: existem muito poucas fotografias com o seu rosto e, conta o Economist, era conhecido por se deslocar para o seminário num velho Paykan, um antigo modelo de carro iraniano. Mas no Beyt alargou a sua influência: “Há muito pouca transparência na acção do Beyt e as suas ações são muitas vezes baseadas em jogos de poder e clientelismo”, notou à France 24 Jonathan Piron, historiador especialista no Irão.

No final dos anos 2000, os cabos diplomáticos relevados pela Wikileaks davam conta da influência de Mojtaba Khamenei dentro do regime: descrito como uma figura “capaz e forte”, era apelidado como sendo “o poder por trás das vestes [religiosas]”.

 No Beyt, gabinete de Ali Khamenei (na foto), Mojtaba consolidou a sua influência política IRANIAN LEADER'S OFFICE HANDOUT/EPA

(ÍNDICE

A falta de pergaminhos religiosos de Khamenei revela que regime abdicou da “pura teologia”

A força política de Mojtaba, “o poder por trás das vestes”

Como Khamenei se uniu à Guarda Revolucionária para esmagar protestos no passado. A

AAverdadeira posição em termos das facções políticas dentro do Irão é, contudo, uma incógnita, como nota o investigador Alfoneh: “A verdade é que não sabemos.” No entanto, o seu amigo de juventude Amir Farshad Ebrahimi garante que Khamenei filho “sempre foi um firme defensor da linha dura do regime”. Segundo Ebrahimi, Mojtaba juntou-se ao coro de críticos do aiatola Ali Montazeri, um reformista, declarando que “ele era pago pelo Ocidente” e que “deveria ser castigado com o afastamento da sua condição clerical”.

Certo é que, nota o mesmo amigo, Mojtaba rapidamente assumiu o papel de “embaixador” do pai. “Quando lhe queríamos enviar uma mensagem ou quando ele queria falar connosco, tínhamos de falar através do Mojtaba.”

Como Khamenei se uniu à Guarda Revolucionária para esmagar protestos no passado

O que a escolha de Mojtaba Khamenei para o cargo de Líder Supremo revela é sobretudo a sua proximidade da Guarda Revolucionária.

Uma relação que vem de longe. Quando tinha 17 anos, como contam os académicos Saeid Golkar e Kasra Aarabi num artigo publicado no Atlantic Council, Mojtaba juntou-se à Guarda Revolucionária para combater na Guerra Irão-Iraque, onde fez parte da 27.ª Divisão Mohammad Rasulullah e do Batalhão Habib. O primeiro fora criado por Ahmad Montevaselian, fundador do Hezbollah; o segundo era comandado por Esmail Kowsari, atualmente deputado, cujo toque de espera da sua linha telefónica, de acordo com o Wall Street Journal, é um cântico que diz “América, morte ao teu engano, o sangue da tua juventude pinga da tua garra”.

 “Mojtaba Khamenei passou algumas semanas na frente em 1986 e pode ter forjado algumas amizades com membros da Guarda Revolucionária”, diz ao Observador Ali Alfoneh. “Mas o único contacto conhecido é Hossein Taeb, que mais tarde serviu como director dos serviços de informações da Guarda Revolucionária.”

Uma relação que floresceu em 2009. Quando milhares de iranianos saíram às ruas contra a reeleição de Ahmadinejad, Khamenei filho e Taeb combinaram forças para esmagar os protestos. A informação é sustentada num relatório das próprias secretas da Guarda Revolucionária que vazou, nota o Atlantic Council, e em dados citados pelo grupo United Against Nuclear Iran, que garantem que Mojtaba mantinha reuniões no Beyt com figuras destacadas do órgão militarizado, “fazendo micromanagement de como a Guarda deveria esmagar os iranianos nas ruas”.

 

 Mojtaba Khamenei organizou a repressão dos protestos da Revolução Verde de 2009

Middle East Images/AFP via Getty

Índice

A força política de Mojtaba, “o poder por trás das vestes”

Como Khamenei se uniu à Guarda Revolucionária para esmagar protestos no passado

“Sentimentos crus e de vingança”? Guerra com Washington e Telavive deverá intensificar-se

O vice-ministro da Administração Interna, Mostafa Takzadeh, foi preso depois de classificar o resultado das eleições como “um golpe eleitoral”. Mais tarde, declarou que a sua prisão foi resultado “de um desejo direto de Mojtaba Khamenei”.

Estas ligações indiciam que, com Khamenei filho no poder, o mais certo é acentuar-se ainda mais a militarização do regime. Uma tendência que se reforçou com Ali Khamenei e pode agora ter continuidade. “A morte de Khamenei libertou-os”, sentenciou ao Economist um empresário iraniano no exílio, sobre os membros da Guarda e das milícias populares como a Basij. “Estão mais militantes, nacionalistas e empoderados.”

“Sentimentos crus e de vingança”? Guerra com Washington e Telavive deverá intensificar-se

Não é por isso de admirar que, quando a nomeação de Mojtaba Khamenei como Líder Supremo foi anunciada, a Guarda Revolucionária tenha sido dos primeiros organismos a reagir positivamente, descrevendo o momento como “uma nova alvorada” para a Revolução.

“[Khamenei filho] pode estar a ser guiado por sentimentos crus e de vingança, que reforça a ideologia de confronto existencial da República Islâmica com a América e Israel.”

Patrick Clawson e Farzin Nadimi, do Washington Institute

ÍNDICE

A falta de pergaminhos religiosos de Khamenei revela que regime abdicou da “pura teologia”

A força política de Mojtaba, “o poder por trás das vestes”

Como Khamenei se uniu à Guarda Revolucionária para esmagar protestos no passado

“Sentimentos crus e de vingança”? Guerra com Washington e Telavive deverá intensificar-se

Mas o mais certo é que, com Khamenei filho na liderança, o regime endureça ainda mais e se foque na continuação da guerra com os Estados Unidos e Israel. Afinal, os ataques destes países mataram não apenas o pai de Mojtaba, como também a sua mãe e a mulher, com alguns relatos a falarem na morte de um dos seus filhos e outros na sua irmã e cunhado. “Ele pode estar a ser guiado por sentimentos crus e de vingança, que reforça a ideologia de confronto existencial da República Islâmica com a América e Israel”, notam os analistas Patrick Clawson e Farzin Nadimi num artigo publicado pelo Washington Institute.

A estratégia do Irão, acredita Alfoneh, será agora a de focar os seus ataques nas infraestruturas de energia: “‘Tentem derrubar o regime de Teerão e lidem com uma crise económica global’”, resume o analista. Ao mesmo tempo, o mais certo será um endurecimento ainda maior do aparelho repressivo interno, sobre os iranianos que ousem questionar a escolha na continuidade de Mojtaba. “O mundo vai sentir saudades da era do pai”, desabafou à Reuters um responsável próximo do regime.

Dias antes da escolha de Mojtaba, o Presidente Donald Trump descreveu-o como um “peso-pluma” e disse taxativamente: “O filho de Khamenei é inaceitável para mim.” Foi exactamente isso que o regime lhe entregou.

MÉDIO ORIENTE       MUNDO       IRÃO       ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA        AMÉRICA       ISRAEL

COMENTÁRIOS:

MIGUEL SEABRA: Assembleia de peritos é muito bom! Deve ser como o Observador com todos a dar notas mas neste caso para escolher o maior tarado. 

ANTÓNIO CÉZANNE: A Assembleia de Peritos escolheu o filho de Khamenei para Líder Supremo Será preciso dizer mais alguma coisa sobre o Irão para provar de facto que é um país que tem uma democracia de fazer inveja a todo o planeta?

De facto é um país em que toda a população tem o seu direito de voto, em que não existe nenhuma ditadura. Tudo isso é invenção do ocidente.

PS: a propósito daquela dos "3 Salazares" de Ventura, penso que não chegavam 3, tinham que ser mais. Isto porque teria que haver coragem a sério para obrigar mesmo, repito, obrigar mesmo todos os que apoiam aquele tipo de regimes ditatoriais a viver lá pelo menos 3 meses. Nem que para isso o país lhes pagasse as viagens.

Quem vive cá e apoia o Irão - 3 meses no Irão.

Quem vive cá e apoia a Rússia - 3 meses na Rússia.

Quem vive cá e apoia a China - 3 meses na China.

Quem vive cá e apoia a Coreia do Norte - 3 meses na Coreia do Norte.

Bastavam esses 4 países nem era preciso incluir Cuba, Venezuela, etc.

Viagem paga de ida e volta sem problemas.

Quem gosta e apoia ditaduras, nada como os obrigar a viver no meio delas durante uns tempos.

Quando digo obrigar, é obrigar mesmo, nem que chorassem e implorassem.
Não apoiam ditaduras? Então?

Uiros Ueramos: Pensamento um pouco fora da caixa: talvez os velhos aiatolás não sejam tão ingénuos como parecem. Ao escolherem o filho de Khamenei para suceder ao pai, podem estar a resolver vários problemas de uma só vez. Colocam no topo alguém identificado com a ala mais dura, satisfazem momentaneamente a Guarda Revolucionária e preservam a aparência de continuidade do regime. Num momento em que Israel e os EUA demonstram cada vez menos paciência estratégica, colocar no cargo máximo uma figura associada à escalada pode ser também uma forma muito conveniente de transferir o risco. Quando sair do bunker, "leva logo com um míssil", e o regime perde o herdeiro, mas ganha uma oportunidade política inesperada. Nessa altura, antes de a poeira assentar, os mesmos aiatolás poderão apresentar-se como os adultos na sala, promover uma sucessão “mais prudente” e abrir discretamente a porta a negociações para salvar o essencial: o regime… e os seus próprios pescoços. Se isto fosse um jogo de xadrez, seria uma jogada clássica: sacrificar uma peça visível para preservar o rei verdadeiro.