sábado, 11 de julho de 2026

Pessimismo

 


Sobre uma Europa que tanto deu ao Mundo. Sempre!

Trump tem toda a razão sobre a Europa

Desligada dos EUA, esta Europa enfraquecida e desorientada tornar-se-ia rapidamente terra para todas as piratarias políticas. Nunca a Europa, desde o pós-guerra, dependeu tanto da América.

RUI RAMOS Colunista do Observador

OBSERVADOR, 10 jul. 2026, 00:25

As mais lidas

1-EUA. Bebé dado como morto encontrado a respirar na morgue

2- Eleições palestinianas marcadas para 28 de novembro

3. Montenegro entregou arma oferecida por Erdogan à PSP

4- Sismos: 104 portugueses e lusodescendentes entre os mortos

5- Novas tensões no Irão preocupam governo português

6- Taiwan prepara-se para maior tufão desde 1995

Sempre que há uma reunião da NATO, agora é assim. Primeiro, temos as provocações de Trump. Depois, é a vez das oligarquias europeias se contorcerem em chiliques (os EUA abandonaram-nos) e furores (vamos separar-nos). Por fim, toda a gente se reconcilia novamente: os europeus fazem promessas, Trump distribui alguma simpatia. Nada disto parece de levar a sério. Mas é sério. Aliás, não há nada de mais sério neste momento.

Esqueçam por uns minutos as rudezas de Trump. Ele tem razão, como os oligarcas europeus acabam sempre por admitir. Em 1980, o Reino Unido investia 5% do PIB em defesa, e a França, 3,25%. Em 2023, o Reino Unido gastava 2,3% e a França 1,95%. Para Trump, é essa a questão. Mas é só um lado da questão. Porque o desleixo defensivo remete para um facto mais geral. O facto é este: os governos europeus dos últimos trinta anos falharam. Pretenderam prevenir o “capitalismo selvagem”, e criaram uma selva de burocracia e corrupção. Quiseram corrigir as desigualdades, e tornaram os Estados insustentáveis e sufocantes. Procuraram salvar o planeta, e impuseram ao continente a electricidade mais cara do mundo. Hoje, a Europa diverge dos EUA como não acontecia há mais de 50 anos, e está à margem das inovações tecnológicas. Não é Trump que trata mal os governantes europeus: foram eles próprios que tudo fizeram para deixarem de ser levados a sério. A Europa tem hoje uma classe política como as do Terceiro Mundo, detestada pelos cidadãos e desprezada pelos estrangeiros.

Muitos destes erros foram inspirados por um último delírio de grandeza: tratava-se de fazer da Europa, depois ter sido o centro de impérios mundiais, a capital da moralidade no planeta, uma espécie de Vaticano laico. OS OLIGARCAS EUROPEUS ASPIRARAM MESMO À LEGITIMIDADE INERENTE AO MONOPÓLIO DA VIRTUDE. FOI ASSIM QUE NEGARAM REALIDADES E NECESSIDADES. FOI ASSIM QUE ADICIONARAM PROBLEMAS. CONSENTIRAM NO CAOS MIGRATÓRIO PARA COMPENSAR A ESTAGNAÇÃO ECONÓMICA E DEMOGRÁFICA, DEPOIS PERFILHARAM O WOKISMO PARA CALAR OS DEBATES, E ACABARAM POR COMPROMETER A COESÃO NACIONAL DAS SUAS SOCIEDADES. A Europa arrisca-se agora a perder não apenas o futuro, mas o passado.

O mundo mudou. A Europa nunca mais será o que foi. Os erros de muitos anos demorarão a ser corrigidos. Vai ser uma transição difícil. Por isso, qualquer separação dos EUA seria um desastre. Nunca os europeus, desde o pós-guerra, dependeram tanto da América. A Europa precisa dos EUA para tudo. Precisa das suas plataformas da internet, precisa da sua Inteligência Artificial, precisa das suas armas, e precisa dos seus soldados. Precisa, acima de tudo, do que a aliança com os EUA significa e garante: o princípio de que o continente europeu é um espaço civilizacional definido pelo império da lei, o governo representativo, a liberdade de expressão, e a economia de mercado, e a certeza de que essa civilização tem força para se defender dos seus inimigos.

Bem sei, bem sei: basta o presidente ser republicano, para a esquerda americana clamar que os EUA se abismaram no “imperialismo” e noutras malvadezas. Foi assim sob Reagan e Bush. É assim sob Trump. E HÁ NA EUROPA QUEM GOSTE DE PARTILHAR ESTA DEMAGOGIA, PARA IMAGINAR DIVERGÊNCIAS E JUSTIFICAR DIVÓRCIOS. Esqueçam: os europeus não têm meios para se distrair com polémicas americanas. Tomara a Europa, sobrecarregada com a perseguição ao “discurso de ódio”, gozar da liberdade de expressão da América de Trump. Desligada dos EUA, esta Europa enfraquecida e desorientada tornar-se-ia terra para todas as experiências e piratarias políticas. Os europeus não se podem permitir nada, em relação aos EUA, a não ser o mais rigoroso bom senso.

ANDRÉ FERNANDES: Por mais q custe… é verdade! Por alguma coisa a Europa não é tida nem achada pra nada. Bombos da festa! Mais nada…

HUGO SILVAMANUEL GONÇALVES: Só lhe digo isto, imagine a Europa actual e junte-lhe os EUA, governados pela Kamala.....

O resto que escreveu, pode meter nesse tal buraco.... onde o sol não brilha.

Ø     MIGUEL SEABRA: Os governantes europeus fazem tudo para ter boa imprensa. O problema é que já ninguém acredita na imprensa que não informa, impinge narrativas (aldrabices). E assim, alegremente, governantes e jornalistas vão ao fundo de mãos dadas. Os governantes são corridos pelo povo e os jornalistas vão para o desemprego.

AMÉRICO SILVA: Parabéns, o cronista diz tudo:

A Europa tem hoje uma classe política como as do Terceiro Mundo, detestada pelos cidadãos e desprezada pelos estrangeiros.

Possivelmente não há salvação, mas se houver creio seja fora da proteção dos USA, os europeus tèm que se fazer à vida.

GUSTAVO LOPES: Usando linguagem de canalha “custa bué ler estas cenas, que são, tipo, desagradáveis de ler, porque, tipo, são, tipo, verdades verdadeiras!!! E quem fizer, tipo, de conta que isto não está a acontecer, está, tipo a tapar o sol com , tipo, a peneira!!!”

Será que escrito assim os mais novos entendem o que os espera?

Manuel Ferreira21: Este artigo está muito moderado, os dirigentes europeus são piores que oligarcas, são criminosos e deviam ser todos julgados e condenados. Vou dar um exemplo: fomos obrigados a fechar as centrais elétricas a carvão do Pego e Sines, li por aqui e fui confirmar,  a China tem em funcionamento 1195 centrais elétricas a carvão e em 2025 entraram em funcionamento 50 ! Podem replicar estas aberrações para montes de atividades e vejam o que está a acontecer às industrias do automóvel. Reitero as palavras do saudoso Medina Carreira: "Portugal vai novamente bater na parede", desta vez pela mão da direita, digo eu.

ÁLVARO VENÂNCIO: Mais um lúcido, oportuno e excelente artigo de Rui Ramos, a quem agradeço.

Viva a LIBERDADE!

Viva USA!🇺🇸🇪🇺🇵🇹

N C: Europa tem hoje uma classe política como as do Terceiro Mundo, detestada pelos cidadãos e desprezada pelos estrangeiros.  21 h

Claramente, de acordo!

Em Portugal o PS Dois, em vez de aproveitar a maré da mudança, que o Povo eleitor pediu, continua as políticas do desnorte do PS 1. Enfim....

ALBINO MENDES:

Finalmente alguém, com voz, a dizer em público o que é evidente há vários anos.

Infelizmente, a Europa representa o fidalgo falido, e os americanos têm muita pena, pois perderam muitas vidas, sobretudo na 2 guerra mundial e gastaram imenso dinheiro a proteger-nos o bloco soviético. Quando o muro de Berlim caiu, a Europa começou a absorver e ficar contaminada com a ideologia vigente ex URSS.

Infelizmente, esta é a nossa miserável realidade.

JOÃO FLORIANO: «...........terra para todas as piratarias políticas.........»

Já não anda muito longe. Veja-se como estão  a tentar travar a Le Pen em França. Tão severos com a francesa mas tão gentis com o espanhol, afogado em corrupção. Sobre a cimeira da NATO, não tenho visto grandes comentários ao presente que Erdogan escolheu para os representantes ocidentais: um revólver com seis balas. Apesar de ser uma peça rara, não deixa de ser assustadora e levantar várias suposições sobre o significado que Erdogan dá ao presente. A Turquia tem coisas lindissimas que podiam ser oferecidas como recordação, tem arte sofisticada, tapeçaria magnífica, cerâmica lindissima, verdadeiros banquetes para os sentidos. E foi logo oferecer uma arma. Que mensagem transmite este presente?

DIOGO PACHECO DE AMORIM: Um retrato impiedoso. Exemplar lucidez.

MARIA TUBUCCI: Certo, certíssimo, Sr. RR. Os governantes europeus premeditadamente importaram o Terceiro Mundo para transformarem a Europa no Terceiro Mundo, para destruírem a Europa. Estes malignos europeus enchem a boca com os direitos humanos para todos os povos, excepto para o povo europeu, que não tem direito à segurança no seu próprio país. Por exemplo, um troglodita do 3º mundo pode violar, matar e roubar os nativos, que as leis atuais não permitem que seja expulso do país. Para além dos nossos criminosos, agora importamos criminosos que não podem ser deportados, que não podem perder a nacionalidade que adquiriram e que não respeitam, e que apenas lhes serve para colherem benefícios, para nos sugarem. Mais, tão criminoso é quem viola, mata e rouba, como quem os deixa fazer isso impunemente, que é o caso dos governantes europeus.

Nunca tantos foram lixados por tão poucos, é mais completa perversão da famosa frase de Winston Churchill...

“Não é Trump que trata mal os governantes europeus: foram eles próprios que tudo fizeram para deixarem de ser levados a sério. A Europa tem hoje uma classe política como as do Terceiro Mundo, detestada pelos cidadãos e desprezada pelos estrangeiros.”

Nem mais. Faço minhas as suas palavras  ...

JOSÉ B DIAS: A Europa não existe ... existem países na Europa que mais que de prestarem vassalagem ao Grande Irmão precisam de mudar as lideranças e o rumo e em casos até o próprio regime.

Retirados os entraves a iniciativa pode voltar a trazer progresso efectivo e riqueza. Como sempre o fez quando o ambiente regulador não foi asfixiante e o pensamento mágico não imperou.

E sem ser necessário ceder a Gronelândia e lutar nas guerras dos outros!

ANTÓNIO ROCHA > MANUEL GONÇALVES: Esqueceu se de falar no aquecimento global e a ia para.compor o discurso.

GRAÇA DIAS: Caro Rui  Ramos: Esta não é a Europa de Jean Monnet e de Robert Schuman. Os « Pais fundadores ». O declínio da Europa iniciou-se com estrondo com a chanceler -- Angela Merkel .Deverei recordar que a proteção extrema e contínua dos arquivos da ex-chanceler alemã Angela Merkel relacionados à Stasi levanta questões legítimas e preocupantes. Uma democracia que protege seus poderosos da verdade deixa de ser democracia e retorna à era da suspeita — exatamente a marca registrada da Stasi. Extraoficialmente, porém, a proteção extrema e contínua de seus arquivos relacionados à Stasi levanta questões legítimas e preocupantes. Em março de 2026, o Tribunal Administrativo de Berlim confirmou a recusa do Arquivo Federal em conceder acesso a quaisquer documentos referentes a ela, mesmo a pesquisadores. Essa decisão protege uma das líderes mais importantes da Europa moderna de um escrutínio histórico completo — décadas após a queda do Muro de Berlim.Ambos os mentores políticos de Merkel em 1989-1990 eram, portanto, colaboradores de longa data da Stasi... A ascensão de Merkel, de uma relativa obscuridade a membro do Bundestag em dezembro de 1990, e posteriormente a ministra no governo de Kohl, permanece uma das mais meteóricas e menos analisadas da história alemã.A Lei de Registros da Stasi ( Stasi-Unterlagen-Gesetz ) prioriza a proteção de dados pessoais em detrimento dos interesses de pesquisa...Ao proteger os arquivos de Merkel, as instituições alemãs enviam uma mensagem perigosa : certos passados são sensíveis demais para o público. Numa época de crescente desconfiança nas elites, isso gera suspeitas legítimas. Se “não há nada a esconder”, por que essa extraordinária fortaleza legal?

A segunda fase do declínio vertiginoso da UE regista-se com a chegada da enigmática e estranha personagem Ursula von der Leyen (ex  Ministra da Defesa de Angela Merkel ), e com ela a UE perde definitivamente as bases do projeto inicial e os valores a ele inerente. Uma Europa que caminha sem bússola rumo à sua irrelevância económica, política e social. O que temos hoje é um Diretório de tecnocratas muito empenhados em satisfazer os poderosos lobbies à volta deste grade Offshore, enquanto os cidadãos europeus são ignorados e confrontados todos os dias com os ditames que lhes chegam de um Diretório onde impera uma amálgama de leis, regras quase intransponíveis, que tem levado à falência de milhares de empresas, enquanto outras de deslocalizaram para a RPC.

Caro Rui Ramos obrigada pelo excelente artigo.

JOÃO DIOGO: Um artigo fabuloso , como é timbre deste cronista, uma Europa com estes governantes não pode aspirar a grande coisa.

MARIA NUNES DA SILVA

É mesmo verdade e os locutores das televisões deviam lê-lo com muito cuidado para ver se aprendiam alguma coisa.

Alcochete4@Portugal PARASEMPRE > MANUEL GONÇALVES: Ah Sr Manuel Gonçalves, em que Planeta vive você

ANA RITA: Engraçado. Eu farto-me de gabar Trump e os EUA, e tenho sempre a maioria dos comentadores daqui a discordar; mas agora vejo quase tudo a aplaudir RUI RAMOS. Mistérios da vida!

PAULO ALMEIDA: Grande texto, a mostrar uma realidade que poucos conseguem exprimir desta forma.

LOURENÇO DE ALMEIDA: Tudo o que diz é absolutamente verdade! Eu não percebo é porque é que os USA ainda nos aturam as manias!

TIM DO A: Exactamente, Rui Ramos.

JOÃO A: A Europa está transformada numa máquina de cobrar impostos e produzir legislação ridícula e contraproducente.

Trump faz algo que os europeus não fazem: pensa nos interesses do seu país e age nesse sentido.

DAVID PINHEIRO: Estamos num momento crítico, isso é totalmente verdade. Por isso escolhemos para a direcção da coisa alguém à altura.

ANTÓNIO VAMOLAVER COSTA!

Américo Silva  O Álvaro vai poupar 35 milhões encolhendo a nova sede do BdP, veremos.

A Rita adianta que serão necessários mais defuntos para a mortalidade da onda de calor ficar em linha com as previsões, parece que os dadores de pulmões continuam animados.

A  Ana vai por os cirurgiões a pagar, se calhar vão por meia prótese?.

O Fernando foi-se abaixo nos exames, o efeito viagra acabou. O Miguel arremete contra os inquilinos. Ámen

ANTÓNIO ALBERTO >  BARBOSA PINHO Certíssimo,  Sr. Professor.

MIGUEL MACEDO: Muito bem! Como sempre! Politicos europeus são realmente patéticos e perigosos! Destruiram a Europa! Pelo menos a ocidental!

GABRIEL MADEIRA > ANDRÉ FERNANDES: Bobos.

LOURENÇO DE ALMEIDA >  M A: É a atitude clássica dos estúpidos, cujas opções dependem de outros e não da sua própria análise! Os carneiros não sabem onde está a melhor erva: só sabem para onde vai o pastor, cuja escolha também não é uma decisão deles!

TIAGO MAYMONE > M A

Tal e qual. E não argumentam nada do conteúdo, se é que argumentam alguma coisa.

M A: Sintomático que todas as críticas à crónica sejam sobre questões laterais ou ataques ao carácter do cronista.

J NOGUEIRA: Aqui está a verdade limpinha limpinha...

Mai nada...

RUI MARTINHO: Muito bom. E a designação Vaticano laico em relação a UE tem muito de assertivo.

MARIA EDUARDA VAZ SERRA: Muito OBRIGADA, mais uma excelente análise!

Alcochete4@Portugal PARASEMPRE > HUGO SILVA: Caro Hugo, nesse cenário tão belo e colorido da EUROPA INCLUSIVA + KAMALA HARRIS estaríamos perto Fim do Mundo. Eu propunha o 1º Ministro do Luxemburgo para Governador dessa  Coligação Mundial e para "Ministros da Alegria"o Pedro Sanchez e o 1º Ministro de Bégica !!

RICARDO RIBEIRO > MANUEL GONÇALVES:

E qual é a realidade, é muito diferente da descrita?

Pergunto eu, um dos chegas que ainda não pôs like no texto...primeiro quero ver a sua  versão antes de o fazer...

PARADIGMAS HÁ MUITOS!

15 h Concordo com a intenção do pensamento do autor subadjacente ao artigo mas infelizmente acho que a Europa, com ou sem aliança com os EUA, se ingénuamente quer respeitar os direitos humanos, o primado da lei, a separação de poderes, etc não tem hipótese. Tudo isso vai ser aproveitado pelos seus inimigos para a dominar e depois não haverá retorno.

A larva está dentro da fruta e chama-se "wokismo", "bem pensantismo", esquerdismo e imigração do terceiro mundo e especialmente de muçulmanos trazendo islamismo. A combinação destes elementos ainda não tirou a cabeça totalmente para fora e já vemos sociedades europeias a implodir e quebrar-se, seja por influência interna ou externa.

Ou seja acho que a premissa do RR para a sobrevivência da Europa de que a "nossa civilização tem força para se defender dos seus inimigos" não se verifica. Simplesmente vai-se submeter a eles, primeiro espera qe eles sejam muito agradecidos, depois esperará que sejam clementes mas não serão, depois conformar-se-á com a sua desdita e finalmente desaparecerá.

L FARIA: A Europa é a imagem do aristocrata britânico decadente. Considera que basta estar presente para o mundo o considerar e respeitar. Mais grave do que isto é vermos a comunicação social e o nosso comentariado, que não dá uma para a caixa, a insultar Trump, imagine-se, de idiota. O último enxova-lho veio da Espanha. Foi tão lindo ve-los com o rabo entre as pernas a pedir batatinhas ao Trump. Não foi preciso muito. Além do enxovalho público a que foram sujeitos, imediatamente disseram que cumpriam as exigências todas. Só bastou Trump dizer que cancelava toda e qualquer relação comercial com a Espanha com efeitos imediatos. Sanchez, seu descooolhoado, as galinhas fazem peito, mas imagina tu, apanham no c.

LOURENÇO DE ALMEIDA > XAVIER GONÇALVES

Exponha sff. Eu também desconheço. Já me basta o Sócrates e a Leitão da TAP, que são pagos por mim. Mas tenho interesse em saber da corrupção da administração Trump também.

LIBERAL DO COSTUME:

O que haverá de mais banal do que um chagado a fazer propaganda do imperador Donaldo Trampa?

JOSÉ MIRANDA: Sem dúvida!

MANUEL MAGALHAES: Verdades duras e absolutamente reais…

JOSÉ PAULO CASTRO > ALBINO MENDES

Infiltrada pelos ex-apoiantes da ideologia. Foi isto que aconteceu aos media e aos partidos.

OSCAR GOMES: Costuma dizer-se: Os EUA criam, A China copia, a Europa regula...Certinho como dois mais dois serem quatro

Dizia um grande capitalista mexicano que a Europa pelo caminho que vai, o seu destino é ser o museu do mundo..

Cada vez estou mais convicto disso. Além do mais está infectada com o vírus socialista, pior que a COVID...

XAVIER GONÇALVES:

O autor ignorar a corrupção à vista de todos da administração Trump, é obra. Os meus parabéns.

NUNO WAHNON MARTINS: Como sempre excelente e lúcido!!

Alcochete4@Portugal ParaSempre

Caro Hugo, nesse cenário tão belo e colorido da EUROPA INCLUSIVA + KAMALA HARRIS estaríamos perto Fim do Mundo ou do Extase Liberal

Eu propunha o 1º Ministro do Luxemburgo para Governador dessa  Coligação Mundial e para "Ministros da Alegria"o Pedro Sanchez e o 1º Ministro de Bélgica !!

klaus muller_ DP

O problema é que é principalmente o pessoal de Esquerda que está sempre a dar a entender (e a dizê-lo abertamente) que se sente mal na Europa, mas nem lhes passa pela cabeça deixar esta Europa capitalista e mudarem-se para a Rússia, China, Cuba, etc..

6Responder

Jorge Tavares

16 h

Há uma coisa que RR não diz neste artigo mas que também importa dizer.

Trump está destruir muitas instituições e alianças. Os americanos vão pagar um preço muito alto por toda essa destruição. Trump está a fazer mais mal aos EUA do que à Europa; e está a fazer mais mal aos EUA do que os líderes europeus estão a fazer à Europa. A Europa vai sair a ganhar com isto; mais do que os EUA ou a Rússia.

ANTÓNIO COSTA E SILVA

19 h "Consentiram no caos migratório para compensar a estagnação económica e demográfica, depois perfilharam o wokismo para calar os debates, e acabaram por comprometer a coesão nacional das suas sociedades."

Rui Ramos é muito leve no juízo que faz; o caos migratório não foi consentido, foi desejado e deliberadamente construído e comprometer a coesão nacional das nações europeias é um objectivo declarado da UE, que não existirá nunca enquanto existirem nações europeias com coesão nacional, e portanto, com soberania.

JOSÉ PAULO CASTRO > RICARDO LACERDA DIAS

Tudo isso está certo:

- não o ajudaram mas nas reuniões dizem que apoiam os EUA e há amor profundo, só amor, nem sequer dinheiro.

- os EUA precisam de controlar a Gronelândia militarmente por ser uma vulnerabilidade de defesa (via aberta para os mísseis russos dirigidos ao continente norte-americano via Ártico e uma possível via navegável futura), e a Europa tornou a Gronelândia uma zona 'verde', sem cuidar da sua defesa, e que pode ser independente e que pode ser infiltrada politicamente a qualquer momento.

- e como vemos há 4 anos, Zelenski não tem as cartas que precisa para vencer definitivamente e a Rússia está longe de ganhar e com perdas internas que se começam a sentir. Se você quer um mundo a preto e branco, com realidades claras e definidas, é difícil... tem de admitir que está tudo em tons de cinzento. Trump fala de tudo e o seu contrário precisamente para sacudir essa indefinição. É uma estratégia propagandística: dizer sempre o que causa mais impacto e deixar os parceiros permanentemente em dúvida. Um reality show, neste caso com a realidade por base.

MANUEL GONÇALVES: Os trumpistas do Observador - Jaime Nogueira Pinto ( perdoa-se porque ainda é miguelista e foi o mais rápido a perceber que Trump não era boa rês) JOSÉ MANUEL FERNANDES, JOÃO MARQUES DE ALMEIDA e, o mais grave de todos, RUI RAMOS - já perceberam o buraco em que se meteram. Seguramente nos seus contactos familiares, pessoais , profissionais, já sentem o descrédito com que são olhados. A partir daí dedicam-se a escrever artigos completamente desfasados da realidade, para se confortarem com os likes dos chegas - triste sina, que só virá a agravar-se e a serem vistos globalmente com profunda comiseração.

ANA DESVIGNES > JORGE TAVARES: A Europa "vai sair a ganhar" ? A "ganhar" quê ? Explique lá isso melhor, por favor.

ROSA GRAÇA: Excelente.

LOURENÇO DE ALMEIDA > JOSE ALVES PIMENTA: Não sei porque é que tem essa esperança. Quem já acreditou nos amanhãs que cantam e derivadas a que chamam "socialismo democrático" no passado, já provou que não tem qualqualquer discernimento e que irá atrás do slogan que ouviu mais recentemente.

Jose Alves Pimenta: A crónica fica muito bem resumida com a seguinte frase:

"A Europa tem hoje uma classe política como as do Terceiro Mundo, detestada pelos cidadãos e desprezada pelos estrangeiros."

Trump (leia-se os USA ) e Putin querem destruir a Europa mas foram tão incompetentes que mostraram aos eleitores europeus uma realidade que estava a ser escondida.

Devagar e com a ajuda das dificuldades da economia, os eleitores deverão começar a pensar a sociedade de outra forma.

 

sexta-feira, 10 de julho de 2026

CONTINUAÇÃO

 


Do texto precedente “”Nos 250 anos da "Nova Roma"

De JAIME NOGUEIRA PINTO

O anti-federalista Jefferson chamava ao federalista Hamilton “o colosso dos federalistas”. O pensamento de Hamilton, realista em política internacional e nacional-conservador em valores políticos, ficaria expresso nos Federalist Papers e nos seus relatórios para o Congresso como Secretário do Tesouro de Washington, bem como nos panfletos assinados Pacificus, em defesa da política de neutralidade seguida pelo primeiro presidente na guerra entre a França e a Inglaterra.

HAMILTON REDIGIRA A MAIORIA DOS PAPERS – 51 DOS 85; OS OUTROS ERAM QUASE TODOS DE MADISON; ENQUANTO HAMILTON SE CENTRAVA NAS VANTAGENS DA UNIÃO E NA NECESSIDADE DE UM GOVERNO FORTE E FALAVA DO PODER EXECUTIVO E DO PODER JUDICIAL, MADISON OCUPAVA-SE DA SEPARAÇÃO DOS GOVERNOS ESTADUAIS E DO GOVERNO FEDERAL E DA COMPOSIÇÃO DA CÂMARA DOS REPRESENTANTES E DO SENADO.

Interessante na teoria da representação política de Hamilton é a chamada de atenção para a EXEMPLAR ISENÇÃO DOS COMERCIANTES OU INTERMEDIÁRIOS QUE, “POR TEREM POR FUNÇÃO COMPRAR BARATO E VENDER CARO”, NÃO PRIVILEGIAVAM INDÚSTRIA ALGUMA, SENDO, DESSE CURIOSO MODO, OS MAIS INDEPENDENTES DOS CIDADÃOS.

Além dessa original defesa da independência representativa dos “merchants”, HAMILTON DEFENDIA TAXAS PROTECTORAS PARA AS INDÚSTRIAS NACIONAIS E UM BANCO CENTRAL PODEROSO PARA DEFENDER A MOEDA NACIONAL. Comparando e balançando os poderes do Executivo e as prerrogativas do Legislativo, pronunciava-se a favor do Executivo, por razões de racionalidade e eficácia política e administrativa.

Ou seja, os checks and balances que estabeleciam na Constituição americana TRÊS PODERES – O LEGISLATIVO, O EXECUTIVO E O JUDICIAL, O PODER DE FAZER AS LEIS, DE AS EXECUTAR E DE AS INTERPRETAR –, SEPARAVAM TAMBÉM TENDENCIALMENTE O SEU EXERCÍCIO. Assim, O CONGRESSO, O SENADO E A CÂMARA DOS REPRESENTANTES FAZIAM AS LEIS; O GOVERNO FEDERAL, A ADMINISTRAÇÃO, PUNHA-AS EM PRÁTICA; E OS TRIBUNAIS, COM O SUPREMO TRIBUNAL DOS ESTADOS UNIDOS NO TOPO, OCUPAVAM-SE DA SUA INTERPRETAÇÃO E JULGAVAM OS CONFLITOS.

EXECUTIVO VERSUS LEGISLATIVO

A história constitucional dos Estados Unidos é muito rica, não só para ilustrar o concurso equilibrado destes poderes, mas também os seus conflitos e rupturas. Desde o “FIRST INAUGURAL ADDRESS” DE WASHINGTON, EM ABRIL DE 1789, ELOGIANDO “O TALENTO, A RECTIDÃO E O PATRIOTISMO” DOS TITULARES DOS OUTROS RAMOS DO GOVERNO, AO CONFLITO ENTRE O SENADO E O PRESIDENTE ANDREW JACKSON, EM MARÇO DE 1834, POR CAUSA DO BANCO CENTRAL, QUE LEVOU À APROVAÇÃO, NO SENADO, DE UMA MOÇÃO DE CENSURA AO PRESIDENTE, HÁ TODA UM HISTÓRICO DE PROBLEMAS E SOLUÇÕES.

HOUVE MAIS CONFLITOS SÉRIOS, SENDO O MAIS GRAVE A RUPTURA COM OS ESTADOS DO SUL E A GUERRA CIVIL. TAMBÉM, EM 1919, O SENADO REJEITOU O TRATADO DE VERSALHES E INVIABILIZOU, CONTRA A VONTADE DO PRESIDENTE WOODROW WILSON, A PARTICIPAÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS NA SOCIEDADE DAS NAÇÕES; E EM 1973, NIXON VETOU UMA DECISÃO DO SENADO, QUE RATIFICOU POR 2/3, CONTRA O PRESIDENTE, A DECISÃO TOMADA.

DIZ-NOS NUMA QUASE UNANIMIDADE QUEM NOS INFORMA QUE HOJE “O PIOR DOS CÉSARES” – O CALÍGULA, O NERO, O HELIOGÁBALO, OU, PIOR AINDA, O EXTRAVAGANTE TRIMALQUIÃO DADO ÀS ARTES DO ESPECTÁCULO –  QUE AGORA PRESIDE À IMPERIAL NOVA ROMA USA E ABUSA DOS SEUS PODERES, PASSANDO POR CIMA DO CONGRESSO E DOS TRIBUNAIS, VALENDO-SE DAS MAIORIAS QUE TEM NOS ÓRGÃOS LEGISLATIVO E JUDICIAL.

 

NA REALIDADE, FACTORES HISTÓRICOS – COMO O CRESCIMENTO DO PODER AMERICANO NO MUNDO, A PARTIR DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, E AS AMEAÇAS EXTERNAS DA UNIÃO SOVIÉTICA E DO MACROTERRORISMO INTERNACIONAL – EXPLICAM O CRESCIMENTO DO PAPEL DO EXECUTIVO. O OPOSTO DO QUE SE PASSAVA NOS FINAIS DO SÉCULO XIX, QUANDO O FUTURO PRESIDENTE WILSON OBSERVAVA, CRITICAMENTE, QUE O CONGRESSO TINHA USURPADO “TODOS OS PODERES SUBSTANCIAIS DO GOVERNO”, TOMANDO-OS “NAS PRÓPRIAS MÃOS”.

DESDE AÍ, OS TEMPOS DE HEGEMONIA DO EXECUTIVO E DO LEGISLATIVO, OSCILARAM: WILSON E F. D. ROOSEVELT, DEMOCRATAS, RECUPERARAM PODER PARA O EXECUTIVO; NOS ANOS 1970, APROVEITANDO O CASO WATERGATE, O CONGRESSO QUIS RECUPERAR OS PODERES DA DECLARAÇÃO DA PAZ E DA GUERRA; MAS QUER CLINTON, QUER OBAMA, QUER GEORGE W. BUSH INICIARAM OPERAÇÕES MILITARES NOS BALCÃS E NO MÉDIO ORIENTE SEM ACORDO PRÉVIO DO CONGRESSO. O MESMO FEZ TRUMP NO BEM-SUCEDIDO RAPTO DO CASAL MADURO E NO MENOS BEM-SUCEDIDO CONFLITO COM O IRÃO.

Com mais ou menos razão pode dizer-se que o próprio tipo de operações da “guerra moderna” implica surpresa para o sucesso e não se compadece com os rituais clássicos da proposição, discussão e aprovação do Legislativo; e que o recurso às “executive orders” também foi maciço na Administração F. D. Roosevelt, entre 1933 e o fim da Segunda Guerra Mundial.

DE IGUAL FORMA, O ACTUAL SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA, O MAIS CONSERVADOR DO ÚLTIMO SÉCULO, TEM MOSTRADO NÃO SER O INSTRUMENTO MANIPULÁVEL POR TRUMP QUE NOS DIZEM QUE É: NA TERÇA-FEIRA, 30 DE JUNHO, POR SEIS VOTOS CONTRA TRÊS, O SUPREMO DECIDIU CONTRA A “EXECUTIVE ORDER” DA ADMINISTRAÇÃO QUE RETIRAVA A CONCESSÃO AUTOMÁTICA DE NACIONALIDADE AMERICANA AOS FILHOS DE PAIS ILEGAIS E INDOCUMENTADOS NASCIDOS NOS ESTADOS UNIDOS. NA DECISÃO, O PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA, JOHN GLOVER ROBERTS, CITOU O ADITAMENTO 14º À CONSTITUIÇÃO, QUE REZA ASSIM: “TODAS AS PESSOAS NASCIDAS OU NATURALIZADAS NOS ESTADOS UNIDOS, E SUJEITAS À SUA JURISDIÇÃO, SÃO CIDADÃOS DOS ESTADOS UNIDOS E DO ESTADO ONDE RESIDEM”. O ADITAMENTO É DE 1868, NO IMEDIATO PÓS-GUERRA CIVIL, E DESTINAVA-SE A GARANTIR A NACIONALIDADE A TODOS OS AMERICANOS, PENSANDO, SOBRETUDO, NOS FILHOS DOS ESCRAVOS RECÉM-LIBERTADOS.

TRÊS JUÍZES CONSERVADORES VOTARAM COM OS SEUS COLEGAS LIBERAIS PARA INVIABILIZAR ESTA “EXECUTIVE ORDER”, SEM MEDO OU OBEDIÊNCIA CEGA AO “TIRANO” – QUE, DE RESTO, ESTAVA DE TAL FORMA EMPENHADO NA APROVAÇÃO DO DIPLOMA QUE QUIS ASSISTIR ÀS DELIBERAÇÕES, SEM QUE, COM ISSO, TENHA AMEDRONTADO OS JUÍZES.

LAMENTO, POR ISSO, INFORMAR AS MEDIÁTICAS CASSANDRAS QUE, 250 ANOS VOLVIDOS, O CONGRESSO E O SUPREMO, BEM COMO A DIVISÃO DE PODERES, CONTINUAM DE SAÚDE NOS ESTADOS UNIDOS DO “PIOR DOS CÉSARES”.

Sem desgaste

 


E sem imaginação, talvez.

Afinal, o passado – político -está sempre presente nas novas políticas

Nos 250 anos da "Nova Roma"

Lamento informar as mediáticas Cassandras que, 250 anos volvidos, o Congresso e o Supremo, bem como a divisão de poderes, continuam de saúde nos Estados Unidos do “pior dos césares

JAIME NOGUEIRA PINTO, Colunista do Observador

OBSERVADOR, 09 jul. 2026, 00:25

As mais lidas

1Delcy pede a Carlos III a libertação de ouro venezuelano

2 Turquia avisa UE: limitar investimentos em Defesa prejudica

3 Via Verde cobra portagens por quilómetros nos Países Baixos.

4 OMI condena ataques no Estreito de Ormuz

5 NATO prevê que Portugal atinja 2,1% do PIB em Defesa

6 Venezuela. 102 portugueses e lusodescendentes mortos

Os Founding Fathers da América são aquele núcleo duro que, à volta de George Washington, pensou e animou a independência e a guerra da independência contra “o rei Jorge”, dando origem a um original processo revolucionário que se concluiu na Constituição de 1787. É aí que, pela primeira vez nos tempos modernos, se legitima e concebe uma representação e delegação de governo de uma comunidade de cidadãos pela comunidade dos cidadãos.

Estes Pais Fundadores da América eram, na sua maioria, leitores e admiradores dos clássicos, entendendo aqui por clássicos os autores, gregos e sobretudo romanos, que escreveram sobre História, Filosofia e Política e reflectiram sobre o homem na sua relação com a polis e com a civitas. Os Founding Fathers conheceram-nos, leram-nos e admiraram-nos, e até se aplicaram na imitação de algumas personagens históricas ou míticas por eles encarnadas, contadas ou criadas.

Nem todos tinham o privilégio de ter uma educação superior. George Washington, por exemplo, nunca frequentou a universidade; o pai morreu tinha ele onze anos e a sua formação ficou muito a dever-se ao seu meio-irmão Lawrence, unido por casamento aos Fairfax. Os Fairfax tinham raízes aristocráticas escocesas, por ligação a Carlos I, Stuart, e possuíam grandes propriedades em Westmoreland, na Virginia. Lawrence estudou em Inglaterra e quando voltou aos Estados Unidos conheceu o meio-irmão George, catorze anos mais novo, a quem protegeu e tutelou como um pai.

Em 1743, quando Lawrence casou com Anne Fairfax, os Washington ficaram ligados aos “senhores da terra”; e o jovem George, primeiro como administrador dos domínios dos Fairfax, depois na carreira militar, foi crescendo nesse mundo.

Os “cadernos exemplares” de George Washington

George leu e copiou um manual de formação cívica e social intitulado Rules of Civilty and Decent Behaviour in Company and Conversation. Era um manual escrito por jesuítas franceses nos finais do século XVI e traduzido para Inglês, em meados do século XVII, por um tal Francis Hawkins.

Não tendo a cultura clássica dos colégios e da educação formal, George não deixou de ir fazendo dos heróis romanos os seus modelos.  Ao contrário dos seus sucessores John Adams (que era um estudioso dos clássicos e um admirador do republicanismo de Cícero), Thomas Jefferson ou James Madison, o chefe militar e primeiro presidente norte-americano não sabia Latim nem Grego. Porém, tentava acompanhar de perto romanos como Catão, o Jovem, que resistira a Júlio César, ou Quinto Fábio Máximo que, na guerra contra Cartago, optara pela táctica do desgaste para cansar Aníbal, evitando o confronto directo. E, acima de todos, olhava como exemplo Cincinato, o ditador e salvador de Roma do século VI A.C., que renunciara ao poder e se retirara para o campo, dedicando-se à agricultura.

Mas entre os Founding Fathers e os representantes dos treze Estados também havia grandes divisões, dentro de um princípio comum de independência da coroa britânica. O embate mais importante deu-se entre federalistas e anti-federalistas no Verão de 1787, em Filadélfia.

Federalistas e anti-federalistas

O que estava em cima da mesa eram os Articles of Confederation and Perpetual Union, aprovados pelo Segundo Congresso Continental em 15 de Novembro de 1777. Parte dos delegados, entre eles Alexander Hamilton, James Madison e John Jay, queria ir mais longe: mais do que uma Confederação, queria uma Federação, uma União de Estados. Opunham-se-lhe os anti-federalistas, também ilustres – THOMAS JEFFERSON, GEORGE MASON, JAMES MONROE. GANHARAM OS FEDERALISTAS. Curiosamente, no debate, os autores dos escritos apologéticos de um e de outro lado – DOS FEDERALIST PAPERS E DOS ANTI-FEDERALIST PAPERS – usaram pseudónimos romanos. Os federalistas optaram por PUBLIUS VALERIUS PUBLICOLA E OS ANTI-FEDERALISTAS POR CATÃO E BRUTO.

ARGUMENTANDO CONTRA A DIVISÃO E PELA UNIÃO DOS TREZE ESTADOS, OS FEDERALISTAS RECORRERAM À DIVISÃO DAS CIDADES GREGAS, QUE LEVARA À SUBJUGAÇÃO DA GRÉCIA, PRIMEIRO PELOS MACEDÓNIOS E DEPOIS PELOS ROMANOS. AO CONTRÁRIO, OS ANTI-FEDERALISTAS ILUSTRARAM OS SEUS ARGUMENTOS COM OS TIRANOS QUE A EXTENSÃO DO TERRITÓRIO DE ROMA, ENGROSSADO PELAS CONQUISTAS, CRIARA E ALIMENTARA, AMEDRONTANDO OS ADVERSÁRIOS COM “OS PIORES DOS CÉSARES” – CALÍGULA, NERO E HELIOGÁBALO.

OS FEDERALISTAS QUERIAM A UNIDADE E A UNIÃO DAS 13 COLÓNIAS NUMA NAÇÃO. HAMILTON, DEPOIS DE REFERIR A “INEQUÍVOCA EXPERIÊNCIA DA INEFICÁCIA DO EXISTENTE GOVERNO FEDERAL”, LEMBRAVA AO POVO DO ESTADO DE NOVA IORQUE, CHAMADO A “DELIBERAR SOBRE UMA NOVA CONSTITUIÇÃO PARA OS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA”, QUE O QUE ESTAVA EM JOGO ERA “O DESTINO DE UM IMPÉRIO” QUE ERA, “EM MUITOS ASPECTOS, O MAIS INTERESSANTE DO MUNDO.”

CONTINUA