sábado, 23 de maio de 2026

MUNDO

 

Dos nossos tempos. E do nosso espanto sem resposta.

Reconstituição. O deslize na bomba de gasolina, o abandono dos filhos no meio do mato e o casal sorridente que levantou suspeitas

MARTIM ANDRADE: Texto

INÊS CORREIA: Ilustração

MARINE ROUSSEAU E MARC BALLABRIGA são suspeitos dos crimes de exposição ou abandono e violência doméstica em Portugal. Crianças estão com família de acolhimento.

OBSERVADOR, 22 mai. 2026, 23:36

Cerca de três horas terão passado até que alguém salvasse B., de cinco anos, e Z., de três, depois de serem deixados pela mãe e pelo padrasto à beira da estrada nacional 253. Foi junto a uma vedação, ao pé de um canal cheio de água e não muito longe de arrozais alagados, entre Alcácer do Sal e a Comporta, que Alexandre Quintas viu os irmãos, que correram “a chorar e a gritar” atrás do seu carro.

Às costas, levavam mochilas com o que os adultos lhes tinham deixado: duas mudas de roupa, bolachas, uma garrafa de água e duas peças de fruta. Os pequenos sacos não deixaram dúvidas ao padeiro de Monte Novo que lhes abriu a porta do carro: tinham sido abandonados.

Pouco depois, entre brincadeiras e já alimentados pela família Quintas, com gelados para os cativar, os menores relataram aos militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) aquilo em que Alexandre Quintas já acreditava. A mãe e o padrasto tinham-nos deixado, vendados, mandado procurar um brinquedo, e depois desapareceram. As autoridades ainda procuraram Marc Ballabriga e Marine Rousseau nas imediações, sem sucesso. O seu paradeiro foi desconhecido até se sentarem, um dia e meio depois, num café em Fátima, onde uma mulher desconfiou do casal e chamou a GNR.

Era o fim de uma fuga que começou em Colmar, França, sem qualquer aviso e que deixou surpreendidos tanto a família como o ex-companheiro de Marine e pai dos menores, que fizeram queixa junto das autoridades — até porque os menores estavam há dias sem ir à escola.

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Marine Rousseau e Marc Ballabriga foram presentes a um juiz no tribunal de Setúbal na tarde desta sexta-feira, por suspeitas de violência doméstica e de crimes de exposição ao abandono. O OBSERVADOR faz a reconstituição dos momentos desde que a família entrou em Portugal até ao momento em que o casal deu entrada no Tribunal de Setúbal.

A chegada a Portugal depois de atravessarem dois países

O casal francês parou para abastecer o carro numa bomba de gasolina em Miranda do Douro, onde utilizaram um cartão bancário para pagar, que permitiu o seu rastreamento

É dia 11 de maio e um Opel cinzento pára junto da bomba número 1 de um posto de abastecimento no IC5, em Miranda do Douro, a poucos quilómetros da fronteira espanhola. Uma mulher, que seguia sentada no lugar do passageiro, sai do carro para pedir ajuda ao funcionário a encher o tanque. Nas imagens captadas pelas câmaras de vigilância, também o condutor abandona o veículo com matrícula francesa. Lá dentro, é possível ver duas crianças a mexerem-se.

Para pagar o combustível, a mulher utilizou um cartão multibancoo que deu um sinal às autoridades francesas que já seguiam o sinal do seu telemóvel. Foi com esta transação que a polícia que procurava Marine percebeu que a mulher de 41 anos já se encontrava em território português e, passado pouco tempo, teria acesso às imagens que mostravam Marine, Marc, B. e Z. em Miranda do Douro.

Depois deste “deslize”, Marine não voltou a fazer um pagamento com cartão, pelo que o seu próximo destino não é conhecido. Durante oito dias, andaram por Portugal sem serem detectados.

O último almoço em família

B., Z., Marine e Marc almoçaram no snack bar Rustikus, no centro de Alcácer do Sal, no dia em que as duas crianças foram abandonadas Testemunhas não assinalaram comportamentos suspeitos

Estavam mais de 30ºC em Alcácer do Sal e o calor levou turistas e locais às esplanadas na margem do rio Sado, que não há muito tempo inundou toda a baixa de Alcácer. Marine e Marc não foram excepção. À hora de almoço de terça-feira, por volta das 12h, os dois adultos dirigiram-se, com as duas crianças, ao snack-bar Rustikus. Em declarações ao Correio da Manhã, uma funcionária do estabelecimento descreveu que B. e Z. comeram ambos “carapaus fritos e beberam leite achocolatado”.

De acordo com Teresa Pinto, as crianças “estiveram a jogar à bola” enquanto Marine e Marc permaneciam na mesa, e não recorda qualquer comportamento suspeito. Estiveram pelo menos duas horas no restaurante até voltarem a entrar no carro de matrícula francesa e prosseguirem a sua viagem.

O “senhor de óculos e barba” que escondeu as crianças

Uma testemunha que seguia na N253 relatou ter visto um homem "com óculos e barba" com duas crianças à margem do canal perto de Monte Novo do Sul — e um carro cinzento com matrícula francesa

O que aconteceu logo a seguir ao almoço permanece uma incógnita. Foi só pelas 16h que o carro de cor escura e matrícula francesa voltou a ser avistado, mas desta vez fora do centro de Alcácer do Sal. Também não foi numa via movimentada, aliás, foi por esse motivo que o Opel chamou a atenção de Luís Henrique, que se dirigia no sentido oposto, na N253, rumo à Comporta.

O casal francês parou junto ao canal que segue em paralelo à estrada nacional que liga a Comporta a Alcácer do Sal, como relatou a testemunha à CMTV. “Estava a passar por Monte Novo [do Sul] e vi um homem com duas crianças a passar rente ao canal”, descreveu Luís Henrique. Foram “quatro ou cinco segundos”, mas o homem que seguia de mota pela N253 diz ter visto o que mais tarde descobriu ser B. e Z., um em cada mão do “senhor de óculos e barba”.

Quando fez contacto visual com Marc, o padrasto terá “recolhido as crianças para as suas pernas”, o que fez Luís Henrique pensar “que se passava alguma coisa de errado”. Naquele curto período de tempo, também foi capaz de identificar a mãe, Marine, que estava sentada no Opel à margem daquele canal a beber água. A agora testemunha ia a caminho de casa, chegou ao destino, e resolveu voltar àquela localização. “Mas quando lá voltei, já não vi nada”, acrescentou.

Os gritos e lágrimas que alertaram Alexandre Quintas

Alexandre Quintas viu as duas crianças aos "gritos" e em "lágrimas" junto à vedação que separa o canal e o acesso a Monte Novo do Sul

Três horas passaram entre as duas crianças e os dois adultos serem vistos juntos na estrada, até à chegada de Alexandre Quintas, a caminho do trabalho na padaria da família. Três horas em que estiveram sozinhos.

Os dois menores franceses correram atrás do carro do padeiro junto à vedação que separa a estrada do canal. Gritaram e choravam. Após alguma hesitação, Alexandre decidiu parar o carro e abrir a porta do carro, onde também seguia o seu filho de quatro anos. “Quando vi a mochila que levavam, com uma muda de roupa, água, duas peças de fruta e umas bolachas percebi que tinham sido abandonados”, relatou ao OBSERVADOR.

Na sua casa foram alimentados, receberam gelados para quebrar o gelo e acabaram a brincar com os brinquedos preferidos do filho mais novo e a pintar desenhos. Acalmaram.

A tradutora que ajudou os irmãos franceses a relatar o abandono à GNR

Alexandre Quintas levou as crianças para a sua padaria, onde lhes deu comida e brinquedos, enquanto aguardava pela chegada das autoridades

Poucos minutos após a chamada de Alexandre Quintas, um destacamento composto por cerca de seis agentes e três carros da GNR chegou ao pequeno aldeamento de Monte Novo do Sul (vivem seis a dez pessoas no local) para tomar conta da ocorrência. Na padaria Quintas e com a ajuda de uma médica francesa e amiga de um dos filhos do padeiro que serviu de tradutora, os militares da GNR interrogaram as duas crianças com o objectivo de entender o que se teria passado e para tentar confirmar as suspeitas de abandono.

Foi neste período de tempo que B. relatou terem sido vendados pelo padrasto e mandados procurar um brinquedo num “jogo” que terminou com a saída discreta dos adultos e as duas crianças a ficarem sozinhas num mato próximo daquela localidade.

Os irmãos também conseguiram identificar a mãe, quando lhes foi mostrada uma imagem de videovigilância em que esta surgia a abastecer o carro. “Maman, maman!“, disse B., o irmão mais velho.

B. e Z. ficaram internados durante duas noites

As duas crianças chegaram com um "bom estado de saúde" ao Hospital de Setúbal, onde ficaram duas noites a ser acompanhados na unidade de pediatria

Apesar de as crianças não terem qualquer ferimento visível quando foram encontradas por Alexandre Quintas, as autoridades decidiram que seria melhor B. e Z. serem vistos por profissionais de saúde. Assim, os bombeiros chegaram a Monte Novo do Sul por volta das 23h, como relataram testemunhas ao Observador, depois de terem sido accionados pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes às 22h06.

Feitos alguns exames no local, as duas crianças acabaram por ser transportadas para o Hospital de São Bernardo, em Setúbal, onde ficaram internadas no serviço de pediatria. Ao Observador, fonte oficial desta unidade local de saúde garante que B. e Z. apresentavam “um bom estado de saúde” e que permaneciam naquelas instalações apenas por uma questão de monitorização. Os dois menores franceses acabaram por ficar no hospital durante duas noites.

 

O casal sorridente que alertou a dona do café O Vasco

Marine e Marc estiveram cerca de cinco horas no café O Vasco perto de Fátima até terem sido denunciados à GNR por uma cliente desconfiada.

Um galão, uma chávena grande de café e bolos. Foi este o pedido feito por um casal de franceses pelas 9h no café O Vasco, em Fátima. Izabel Santos, proprietária do estabelecimento, contou à CNN Portugal que os dois chegaram “sorridentes” ao café e que lá ficaram várias horas. A mulher passou uma grande parte do tempo a escrever numa agenda, com deslocações frequentes até ao carro. Já o companheiro “estava com muita labuta no telemóvel”.

Estavam calmamente, tranquilamente, sorridentes um com o outro e a brincar com todos os clientes que chegavam”, contou a proprietária. Chegaram mesmo a ser interpelados por uma outra cliente que falava francês, que ficou curiosa com a situação e questionou o casal sobre o seu local de origem. “Eu moro no mundo”, respondeu o homem.

Outra mulher desconfiou do casal.A minha prima disse-me: ‘Será que são estes os franceses de que andam à procura?”, admitiu à CNN Portugal. Decidiu apontar a matrícula do Opel cinzento que estava estacionado perto da entrada e de onde a mulher francesa entrava e saía repetidamente, e contactou a GNR. A chamada e o alerta chegaram aos militares pelas 14h56 e, pelas 15h30, as autoridades identificaram os dois franceses como Marine Rousseau e Marc Ballabriga. A detenção ocorreu “sem resistência nenhuma”.

Família de acolhimento recebeu os dois irmãos

Nessa mesma tarde, os dois irmãos, B. e Z., depois de continuarem com um quadro clínico estável e sem qualquer problema de saúde após duas noites naquela unidade, receberam alta do Hospital de Setúbal.

No seguimento de uma decisão do TRIBUNAL DE FAMÍLIA E MENORES DE SANTIAGO DO CACÉM, a tutela das crianças francesas — que estavam a ser acompanhadas pelos serviços da Embaixada de Françafoi atribuída a uma família de acolhimento francesa, segundo a RTP. 48 horas depois de terem sido abandonados e após duas noites passadas numa unidade de internamento, B. e Z. dormiram numa casa em Portugal.

Pais das crianças passaram a noite na GNR de Fátima

O casal foi detido e os dois franceses passaram a noite no destacamento da GNR em Fátima

Após a identificação no café O Vasco, Marine Rousseau e Marc Ballabriga foram transportados até ao destacamento da GNR em Fátima.

 

A detenção, por suspeitas de violência doméstica e de exposição ao abandono, acabou formalizada pelas autoridades e o casal passou a noite de quinta-feira nas instalações. Aos militares, optaram por não prestar quaisquer esclarecimentos e, segundo o Jornal de Notícias, também não perguntaram pelo estado de saúde das crianças que tinham abandonado 48 horas antes.

“Temos de parecer doidinhos”

De Fátima, o casal foi transportado para o posto da GNR em Palmela, enquanto aguardavam audiência no Tribunal de Setúbal

No dia seguinte, militares da GNR de Setúbal encaminharam-se para Fátima para recolher Marine e Marc para os trazer de volta para a península a sul de Lisboa. Segundo o depoimento de um militar da GNR, foi nesta viagem que o casal foi ouvido a dizer: “Temos de parecer doidinhos.”

Pelas 12h50, os dois franceses chegaram ao destacamento de Palmela, onde o militar deixou o momento da conversa registado, com a audiência em tribunal marcada para “depois de almoço”. Mas a curta estadia do casal nestas instalações não foi pacífica. Ao que o Observador apurou, Marc terá estado “aos gritos” com os militares da GNR.

A canção de Marine e a declaração de Marc

Marc foi o primeiro a sair da carrinha da GNR após a chegada ao Tribunal de Setúbal. Algemado e agitado, o francês gritou duas vezes "Je vous aime" Marine saiu após o companheiro, a cantar tanto dentro como fora do transporte da GNR

O casal esteve diante um juiz para ficar a conhecer as medidas de coação

Numa carrinha da GNR e acompanhados por meia dúzia de militares, o casal francês chegou ao Tribunal de Setúbal poucos minutos após a hora prevista. Quando as portas foram abertas, ouviu-se Marine a cantar, momento que foi nitidamente captado pelas câmaras e microfones dos jornalistas que aguardavam a chegada do casal.

Marc foi o primeiro a sair, algemado, e a gritar “Je vous aime” (Eu amo-vos, em francês) em direcção às câmaras, apesar de não ser claro a quem se dirigia esta mensagem. Marine continuou a cantar, mesmo fora da carrinha e com as mãos abertas atrás das costas, enquanto atravessava a porta que liga a garagem aos corredores do tribunal, onde foram ouvidos por um juiz.

A mãe terá recusado prestar declarações e só o padrasto terá sido interrogado. Um interrogatório interrompido perto da meia noite e que continua este sábado, a partir das 10h00, para conhecerem então as medidas de coação. Até lá, a noite será passada nas celas da GNR de Palmela.

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CONTINUAÇÃO

 

Dos COMENTÁRIOS ao texto de JOÃO MARQUES DE ALMEIDA Colunista do Observador: “André Ventura: o grande provocador”

OBSERVADOR, 24 abr. 2025, 00:22 CONTINUAÇÃO

Dos COMENTÁRIOS ao texto de JOÃO MARQUES DE ALMEIDA Colunista do Observador: “André Ventura: o grande provocador”

OBSERVADOR, 24 abr. 2025, 00:22

COMENTÁRIOS (cont.)

 Vítor Araújo > Nuno Abreu, 24/04/2025: Mário Soares foi, muitas vezes e vários anos.                     Joaquim Rodrigues, 24/04/2025: Temos um “Estado Omnipotente”, de que as tribos partidárias se tentam servir a todo o custo, o qual está a destruir o País. As “Funções Actuais” de um Estado Moderno, na Área Económica, são as de assegurar condições de “justa, sã e leal concorrência” nos sectores em que as “Regras de Mercado” funcionam, garantir a igualdade de oportunidades a todos os cidadãos, garantir a livre iniciativa privada e ter uma função de “Regulação” dos mercados em defesa do “Interesse dos Cidadãos enquanto Consumidores” quando, “mas só quando”, esses mercados são, por natureza, “Monopolistas”. Em Portugal é ao contrário: o Estado Central é o instrumento de todas as negociatas, compadrios e corrupção. É bom não nos esquecermos que, se o ódio ao “mercado e à concorrência” era a “bíblia” do Cunhal, Salazar também tinha textos teóricos escritos contra o mercado e a concorrência. Na verdade, o “Sistema Político/ideológico” que nos rege, tem raízes nos 40 anos de Salazar/Cunhal, foi forjado no “Estado Novo”, na “Estatização” da economia, no proteccionismo económico, no “rentismo”, no condicionamento industrial, no Estado Fomentador, nos monopólios de Estado e na “Centralização” Política e Administrativa dos poderes de Estado, no Estado Central. O “sistema” que nos rege, preservou, até aos dias de hoje, o “estatismo e o centralismo”, dois dos atributos típicos dos “Estados Totalitários”, fascistas ou comunistas, que emergiram após a Primeira Guerra Mundial, atributos esses que se potenciam um ao outro. Ou seja: quanto mais “estatista” é um “sistema”, mais pernicioso é o “centralismo” e quanto mais “centralista” é o “sistema” mais pernicioso é o “estatismo”. Esse “Sistema”, que teve alguns méritos desenvolvimentistas quando pôs cobro aos desmandos da 1ª República, mas foi catastrófico ao perpetuar-se após a 2ªGuerra, em Portugal, fazendo-nos passar ao lado da “onda liberalizadora e descentralizadora”, que percorreu a Europa Ocidental, após a Segunda Guerra Mundial. Quando aconteceu o Golpe Militar do 25 de Abril, promovido pelos militares, para acabar com a guerra colonial, como o único partido organizado, nessa altura, era o PCP, o poder passou, directamente, do Salazarismo para o Cunhalismo, no PREC, quando o PCP tomou de assalto o Aparelho de Estado. Fez-se então (de forma atabalhoada) a descolonização, mas ficaram por concluir as tarefas de democratização e liberalização do “regime salazarista”, designadamente, a sua “desestatização” e “descentralização”. O Cunhal, no PREC, encarregou-se de “branquear e certificar” os atributos totalitários “estatistas e centralistas” do Estado Novo, porquanto, tendo como guião o Estado Soviético, via neles a oportunidade de tomada e perpetuação do poder pelo controlo do “Aparelho de Estado”.  No pós-PREC, a “nova oligarquia” em recomposição, dentro e fora dos aparelhos partidários, também eles centralizados à imagem do PCP e da União Nacional, passou a ver, nesses atributos, agora já devidamente “branqueados e certificados”, a oportunidade de controlo do Poder Político e Económico do País. Sá Carneiro e Lucas Pires foram das raras e honrosas excepções que lutaram pela democratização e liberalização do regime, afirmando, como suas Prioridades Políticas, a “Libertação da Sociedade Civil”, a “Livre Iniciativa Privada”, o “Mercado e a Concorrência”, a “Liberalização da Economia”, a “Descentralização Política do Estado” e o “Desmame da Oligarquia da mama do OE”, das “Negociatas de Estado” e das “Rendas Monopolistas outorgadas pelo Estado”.

Quando Sá Carneiro, (após ter enfrentado, derrotado e corrido com os traidores, emissários da “nova oligarquia”, no interior do partido), se preparava para desestatizar (liberalizar) e descentralizar(regionalizar), foi assassinado. Estatismo e Centralismo, mantiveram-se assim, até aos dias de hoje, como heranças intocáveis do Estado Novo e do PREC, e estão a condenar Portugal, com a ajuda dos Fundos Comunitários sim, ao lento, mas inexorável, definhamento, atraso e sub-desenvolvimento. Havendo um mundo de Mudanças e Reformas a fazer para que venhamos a ter uma verdadeira Democracia Liberal a funcionar em Portugal vem, estranhamente, o Sr. João Marques Almeida “pregar loas à provocação demagógica e populista” como forma de afrontar o “Sistema” instalado. Eu diria que essa é a última "esperteza" para perpetuar o "sistema". Qualquer Partido, qualquer verdadeiro Partido que queira fazer parte da instauração de uma verdadeira “Democracia Liberal”, é “sagrado” que tenha por base um "Sistema de Princípios, Valores e Fundamentos Doutrinários" que, em respeito pelo individuo, pela liberdade e pela democracia, constituam o elo de “confiabilidade” desse Partido "com" e "entre" os seus eleitores, seguidores e militantes e com todos os outros Partidos e Instituições Democráticas. Um Partido que se move por convicções, não pode basear a sua existência em meia dúzia de slogans que lhe permitem fazer o que, em cada momento, a “oportunidade” lhe pede ou dava jeito. E essa é a essência da democracia e da prática da democracia. E, sem isso, sem essa "confiabilidade" entre os cidadãos e os Partidos e entre os próprios Partidos, não existe democracia, a democracia não funciona. Sem "confiabilidade" dos eleitores nos Partidos é a participação democrática dos cidadãos na vida partidária e política que desaparece e é o alheamento cívico que aumentam. Sem "confiabilidade" entre os Partidos, substitui-se, o diálogo, a negociação, o compromisso, o acordo para a verdadeira mudança, pela esperteza saloia, a intriga, a rasteira, o golpe e a traição, para que tudo fique na mesma.                          GateKeeper  24/04/2025: Interessante. É sempre excelente aprendermos como raciocinam aquelas e aqueles que desdenham mas... Lá irão, "porque até gostariam de comprar". O Chega! continua a incomodar muita "gente acomodada e esquecida" do centrão. Ainda bem. So far, so good. É deixá-las / deixá-los destilar o seu ódio é a sua ordinarice, pois é sempre útil que se "descubram" e nos indiquem qual a sua gamela preferida. Quanto ao texto, o crooner desdenha, mas pouco, visto que "até quer comprar". Temos tempo.                         Paulo Silva > Pedra Nussapato 24/04/2025 Que tem com isso quem nunca se importou com a união poliamorosa da geringonça?...

maria santos, 24/04/2025: Pois é, este senhor está aborrecido com o despertar das classes médias e de mal com a direita conservadora organizada em partido político. Um cavalheiro diletante bem acomodado na vida, graças a Deus, mas a viver num País muito pobre e em decadência institucional graças à incompetência governativa de 50 anos do PS e PSD/"não é não". Com a excepção, que confirma a regra, de Cavaco Silva que nos trouxe a  competência e de Passos Coelho cujo governo nos tirou do horror do PS de Sócrates. Temos pena e temos tempo.                            António Cézanne, 24/04/2025: Os outros todos são burocratas políticos. São uns maçadores. Nada mais a acrescentar.                Miguel Almeida, 24/04/2025: "não consigo levar Ventura muito a sério. Muito menos o vejo como uma ameaça" Ainda me lembro dos europeus se rirem quando o Trump foi eleito pela primeira vez. Também não o viam como uma ameaça. O ser humano acha-se muito mais inteligente do que realmente é.  Tristão 24/04/2025: Percebo que tenha que ver os debates por dever de ofício, eu ainda tentei, mas cheguei rapidamente á conclusão que autoflagelação não é para mim… e muito menos o pós-debates, acho tudo deprimente demais. Para bolhas já me chega esta, a do Observador, mas tenho que comentar o que o JMA escreveu que de certa forma é uma apologia à política-espectáculo independentemente do seu conteúdo. Pois, é exactamente este tipo de política sem conteúdo, cheia de truques e barulhenta que nos toma a todos por acéfalos que eu não tolero mais… chega‼️               João Diogo 24/04/2025: Finalmente , um cronista , que não é chato nem insípido, excelente crónica.                       Paulo Silva  > Nuno Abreu 24/04/2025: Caro, Ventura é para todos os efeitos um católico, e para uma católico a morte do chefe máximo da Igreja é sempre um momento solene de consternação. O facto de ter reagido com respeito sem querer entrar em polémicas, não significa que tenha mudado de opinião acerca das críticas feitas ao papa. Dizer que se vive numa casa de 30 m2 quando são 70, e ter a hombridade de reconhecer o erro, revela que isso foi fruto de uma confusão ou de um engano. No entanto a ideia principal está lá: a casa que Ventura habita é pequena por comparação com as médias do nosso parque habitacional. Mais, se Ventura tivesse presentes conhecimentos da legislação urbanística saberia que um T1 nunca poderia ter 30 m2 de área bruta. Seria uma construção ilegal. Muitos não têm a noção das áreas dos espaços onde trabalham ou habitam porque não têm de medir os espaços. Quando muito medem as paredes da sala para saberem se lá cabem a cristaleira e o aparador. Ou medem a distância do sofá à parede para determinar a dimensão do ecrã da TV a comprar. Mas medir áreas, para quê?... Só se estiverem para ir ao mercado imobiliário... Ideia desses números têm os legítimos proprietários quando têm acesso à informação constante nos documentos oficiais: escritura, plantas e desenhos de projecto com cotas e áreas, registo da conservatória, caderneta predial, ficha técnica da habitação, certificado energético, etc. E mesmo assim muitos acabam por esquecer. Outra coisa é o vira-casaquismo do senhor PNS, por conveniência.                  Marco Rodrigues > Manuel Magalhaes 24/04/2025: Parabéns pela lucidez.                           Manuel Magalhães 24/04/2025: Pois é verdade, mas isso só não chega, faltam-lhe objectivos de futuro com alguma seriedade e racionalidade de direita, apenas populismo já cansa, vou deixar de votar em Ventura, coisa que fiz desde que ele apareceu, por ser uma esperança diferente, mas agora é preciso mais, muito mais!!!                Vitor Batista > Rui Pedro Matos 24/04/2025: Dia 18 veremos.                 JOSÉ MANUEL 24/04/2025: Debates? AVe destituiu as esganiçadas na estratégia de permanente ruído de fundo, em tons normalmente agudos, num permanente bombardeamento de reparos pseudo humorísticos salpicado por mentiras ou meias verdades que nenhum oponente, no momento, consegue rebater (como a dimensão da casa). Mas gostaria que AV respondesse em público a algumas questões:

Identifica-se mais com Trump ou com o Papa Francisco? Concorda com as tarifas de Trump à Europa? Concorda com a política de Trump relativamente à Ucrânia? Concorda com o aumento da despesa em defesa na Europa? Qual a proveniência do dinheiro que permite duplicar o orçamento da campanha relativamente ao ano anterior, enquanto os outros partidos o reduzem? O vice-presidente da AR proposto pelo chega é o 2º deputado com mais faltas na legislatura, com a justificação de atrasos no transito, apesar de ter carro e motorista da AR, que registou 602 h extra entre março e dezembro. Mantém a confiança nele? 

Diogo Pacheco de Amorim 24/04/2025 🙂🙂🙂                 maria santos > Alexandra Ferraz 24/04/2025: Bons dias. Síntese correcta e clarividente no tocante à premência das políticas públicas: segurança interna, imigração selectiva e justiça. Deus o queira, Alexandra, Deus o queira a médio prazo. Boa semana de  trabalho.                      António Cézanne >  Mario Figueiredo 24/04/2025: Respondo-lhe com o primeiro comentário a esta notícia que é da Alexandra Ferraz. Vá ler com calma, pare e pense, mas pense com o raciocínio lógico a funcionar e não com os monos de há 50 anos no poder atascados no cérebro. A acrescentar a esse primeiro comentário só resta mesmo dizer: também estou farto de monos, abanem isto de uma vez por todas para ver se deixamos de ter vergonha em pertencemos à classe dos 3 mais pobres da EU. E disto não saímos há 50 anos. Volto a dizer: também estou farto de monos! Pior do que sermos continuamente dos mais pobres da Europa é o quê? E não me venha com o fascismo, nazismo e outros ismos que já não colam, a não ser, lá está, nos monos que são sempre os mesmos há 50 anos a governar o país.                        Hugo Silva > Manuel Magalhaes, 24/04/2025: Diga um com objectivos de futuro? Objectivos baseados em previsões realistas, que rasguem o status quo vigente, que queiram reduzir o peso do Estado, do funcionalismo público, os gastos excessivos das empresas públicas... podia continuar. Todos iguais. Todos.                       Hugo Silva > pedro dragone 24/04/2025: Quanto é que você mede?                    Rui Pedro Matos 24/04/2025: Ehe Ehe Ehe. Interessante crónica! Mas o Chega terá a terceira posição, a medalha de bronze, na AR com menos deputados, mas mais firme e coesa, a bancada parlamentar!                 S N > Tristão 24/04/2025: "política" tipo ventura é boçal e totalmente inadmissível. humor e variedades às variedades, política à política!                                              Gabriel Madeira > Manuel Magalhaes 24/04/2025: ...e está visto que não é. No meu entender, vale pela identificação do problema e querer (ou pelo menos, ainda de fora, ter intenção de) resolver os imensos problemas da imigração desenfreada e sem controlo, que o fim da manifestação de interesse quis em parte resolver, mas irá ser parcial ou totalmente anulada pela Via Verde (que da minha parte leva Cartão Vermelho).                  Mario Figueiredo 24/04/2025: Um artigo do comentador JMA que descreve um líder partidário como mentiroso, demagógico e populista. Mas que de alguma forma é mais divertido, mais provocador, e menos maçador que os políticos que o combatem e os comentadores que lhe expõem as mentiras, demagogias e os populismos. Já não sei bem como classificar o pensamento de JMA, o comentador.

 

COMENTÁRIOS (cont.)

 Vítor Araújo > Nuno Abreu, 24/04/2025: Mário Soares foi, muitas vezes e vários anos.                     Joaquim Rodrigues, 24/04/2025: Temos um “Estado Omnipotente”, de que as tribos partidárias se tentam servir a todo o custo, o qual está a destruir o País. As “Funções Actuais” de um Estado Moderno, na Área Económica, são as de assegurar condições de “justa, sã e leal concorrência” nos sectores em que as “Regras de Mercado” funcionam, garantir a igualdade de oportunidades a todos os cidadãos, garantir a livre iniciativa privada e ter uma função de “Regulação” dos mercados em defesa do “Interesse dos Cidadãos enquanto Consumidores” quando, “mas só quando”, esses mercados são, por natureza, “Monopolistas”. Em Portugal é ao contrário: o Estado Central é o instrumento de todas as negociatas, compadrios e corrupção. É bom não nos esquecermos que, se o ódio ao “mercado e à concorrência” era a “bíblia” do Cunhal, Salazar também tinha textos teóricos escritos contra o mercado e a concorrência. Na verdade, o “Sistema Político/ideológico” que nos rege, tem raízes nos 40 anos de Salazar/Cunhal, foi forjado no “Estado Novo”, na “Estatização” da economia, no proteccionismo económico, no “rentismo”, no condicionamento industrial, no Estado Fomentador, nos monopólios de Estado e na “Centralização” Política e Administrativa dos poderes de Estado, no Estado Central. O “sistema” que nos rege, preservou, até aos dias de hoje, o “estatismo e o centralismo”, dois dos atributos típicos dos “Estados Totalitários”, fascistas ou comunistas, que emergiram após a Primeira Guerra Mundial, atributos esses que se potenciam um ao outro. Ou seja: quanto mais “estatista” é um “sistema”, mais pernicioso é o “centralismo” e quanto mais “centralista” é o “sistema” mais pernicioso é o “estatismo”. Esse “Sistema”, que teve alguns méritos desenvolvimentistas quando pôs cobro aos desmandos da 1ª República, mas foi catastrófico ao perpetuar-se após a 2ªGuerra, em Portugal, fazendo-nos passar ao lado da “onda liberalizadora e descentralizadora”, que percorreu a Europa Ocidental, após a Segunda Guerra Mundial. Quando aconteceu o Golpe Militar do 25 de Abril, promovido pelos militares, para acabar com a guerra colonial, como o único partido organizado, nessa altura, era o PCP, o poder passou, directamente, do Salazarismo para o Cunhalismo, no PREC, quando o PCP tomou de assalto o Aparelho de Estado. Fez-se então (de forma atabalhoada) a descolonização, mas ficaram por concluir as tarefas de democratização e liberalização do “regime salazarista”, designadamente, a sua “desestatização” e “descentralização”. O Cunhal, no PREC, encarregou-se de “branquear e certificar” os atributos totalitários “estatistas e centralistas” do Estado Novo, porquanto, tendo como guião o Estado Soviético, via neles a oportunidade de tomada e perpetuação do poder pelo controlo do “Aparelho de Estado”.  No pós-PREC, a “nova oligarquia” em recomposição, dentro e fora dos aparelhos partidários, também eles centralizados à imagem do PCP e da União Nacional, passou a ver, nesses atributos, agora já devidamente “branqueados e certificados”, a oportunidade de controlo do Poder Político e Económico do País. Sá Carneiro e Lucas Pires foram das raras e honrosas excepções que lutaram pela democratização e liberalização do regime, afirmando, como suas Prioridades Políticas, a “Libertação da Sociedade Civil”, a “Livre Iniciativa Privada”, o “Mercado e a Concorrência”, a “Liberalização da Economia”, a “Descentralização Política do Estado” e o “Desmame da Oligarquia da mama do OE”, das “Negociatas de Estado” e das “Rendas Monopolistas outorgadas pelo Estado”.

Quando Sá Carneiro, (após ter enfrentado, derrotado e corrido com os traidores, emissários da “nova oligarquia”, no interior do partido), se preparava para desestatizar (liberalizar) e descentralizar(regionalizar), foi assassinado. Estatismo e Centralismo, mantiveram-se assim, até aos dias de hoje, como heranças intocáveis do Estado Novo e do PREC, e estão a condenar Portugal, com a ajuda dos Fundos Comunitários sim, ao lento, mas inexorável, definhamento, atraso e sub-desenvolvimento. Havendo um mundo de Mudanças e Reformas a fazer para que venhamos a ter uma verdadeira Democracia Liberal a funcionar em Portugal vem, estranhamente, o Sr. João Marques Almeida “pregar loas à provocação demagógica e populista” como forma de afrontar o “Sistema” instalado. Eu diria que essa é a última "esperteza" para perpetuar o "sistema". Qualquer Partido, qualquer verdadeiro Partido que queira fazer parte da instauração de uma verdadeira “Democracia Liberal”, é “sagrado” que tenha por base um "Sistema de Princípios, Valores e Fundamentos Doutrinários" que, em respeito pelo individuo, pela liberdade e pela democracia, constituam o elo de “confiabilidade” desse Partido "com" e "entre" os seus eleitores, seguidores e militantes e com todos os outros Partidos e Instituições Democráticas. Um Partido que se move por convicções, não pode basear a sua existência em meia dúzia de slogans que lhe permitem fazer o que, em cada momento, a “oportunidade” lhe pede ou dava jeito. E essa é a essência da democracia e da prática da democracia. E, sem isso, sem essa "confiabilidade" entre os cidadãos e os Partidos e entre os próprios Partidos, não existe democracia, a democracia não funciona. Sem "confiabilidade" dos eleitores nos Partidos é a participação democrática dos cidadãos na vida partidária e política que desaparece e é o alheamento cívico que aumentam. Sem "confiabilidade" entre os Partidos, substitui-se, o diálogo, a negociação, o compromisso, o acordo para a verdadeira mudança, pela esperteza saloia, a intriga, a rasteira, o golpe e a traição, para que tudo fique na mesma.                          GateKeeper  24/04/2025: Interessante. É sempre excelente aprendermos como raciocinam aquelas e aqueles que desdenham mas... Lá irão, "porque até gostariam de comprar". O Chega! continua a incomodar muita "gente acomodada e esquecida" do centrão. Ainda bem. So far, so good. É deixá-las / deixá-los destilar o seu ódio é a sua ordinarice, pois é sempre útil que se "descubram" e nos indiquem qual a sua gamela preferida. Quanto ao texto, o crooner desdenha, mas pouco, visto que "até quer comprar". Temos tempo.                         Paulo Silva > Pedra Nussapato 24/04/2025 Que tem com isso quem nunca se importou com a união poliamorosa da geringonça?...

maria santos, 24/04/2025: Pois é, este senhor está aborrecido com o despertar das classes médias e de mal com a direita conservadora organizada em partido político. Um cavalheiro diletante bem acomodado na vida, graças a Deus, mas a viver num País muito pobre e em decadência institucional graças à incompetência governativa de 50 anos do PS e PSD/"não é não". Com a excepção, que confirma a regra, de Cavaco Silva que nos trouxe a  competência e de Passos Coelho cujo governo nos tirou do horror do PS de Sócrates. Temos pena e temos tempo.                            António Cézanne, 24/04/2025: Os outros todos são burocratas políticos. São uns maçadores. Nada mais a acrescentar.                Miguel Almeida, 24/04/2025: "não consigo levar Ventura muito a sério. Muito menos o vejo como uma ameaça" Ainda me lembro dos europeus se rirem quando o Trump foi eleito pela primeira vez. Também não o viam como uma ameaça. O ser humano acha-se muito mais inteligente do que realmente é.  Tristão 24/04/2025: Percebo que tenha que ver os debates por dever de ofício, eu ainda tentei, mas cheguei rapidamente á conclusão que autoflagelação não é para mim… e muito menos o pós-debates, acho tudo deprimente demais. Para bolhas já me chega esta, a do Observador, mas tenho que comentar o que o JMA escreveu que de certa forma é uma apologia à política-espectáculo independentemente do seu conteúdo. Pois, é exactamente este tipo de política sem conteúdo, cheia de truques e barulhenta que nos toma a todos por acéfalos que eu não tolero mais… chega‼️               João Diogo 24/04/2025: Finalmente , um cronista , que não é chato nem insípido, excelente crónica.                       Paulo Silva  > Nuno Abreu 24/04/2025: Caro, Ventura é para todos os efeitos um católico, e para uma católico a morte do chefe máximo da Igreja é sempre um momento solene de consternação. O facto de ter reagido com respeito sem querer entrar em polémicas, não significa que tenha mudado de opinião acerca das críticas feitas ao papa. Dizer que se vive numa casa de 30 m2 quando são 70, e ter a hombridade de reconhecer o erro, revela que isso foi fruto de uma confusão ou de um engano. No entanto a ideia principal está lá: a casa que Ventura habita é pequena por comparação com as médias do nosso parque habitacional. Mais, se Ventura tivesse presentes conhecimentos da legislação urbanística saberia que um T1 nunca poderia ter 30 m2 de área bruta. Seria uma construção ilegal. Muitos não têm a noção das áreas dos espaços onde trabalham ou habitam porque não têm de medir os espaços. Quando muito medem as paredes da sala para saberem se lá cabem a cristaleira e o aparador. Ou medem a distância do sofá à parede para determinar a dimensão do ecrã da TV a comprar. Mas medir áreas, para quê?... Só se estiverem para ir ao mercado imobiliário... Ideia desses números têm os legítimos proprietários quando têm acesso à informação constante nos documentos oficiais: escritura, plantas e desenhos de projecto com cotas e áreas, registo da conservatória, caderneta predial, ficha técnica da habitação, certificado energético, etc. E mesmo assim muitos acabam por esquecer. Outra coisa é o vira-casaquismo do senhor PNS, por conveniência.                  Marco Rodrigues > Manuel Magalhaes 24/04/2025: Parabéns pela lucidez.                           Manuel Magalhães 24/04/2025: Pois é verdade, mas isso só não chega, faltam-lhe objectivos de futuro com alguma seriedade e racionalidade de direita, apenas populismo já cansa, vou deixar de votar em Ventura, coisa que fiz desde que ele apareceu, por ser uma esperança diferente, mas agora é preciso mais, muito mais!!!                Vitor Batista > Rui Pedro Matos 24/04/2025: Dia 18 veremos.                 JOSÉ MANUEL 24/04/2025: Debates? AVe destituiu as esganiçadas na estratégia de permanente ruído de fundo, em tons normalmente agudos, num permanente bombardeamento de reparos pseudo humorísticos salpicado por mentiras ou meias verdades que nenhum oponente, no momento, consegue rebater (como a dimensão da casa). Mas gostaria que AV respondesse em público a algumas questões:

Identifica-se mais com Trump ou com o Papa Francisco? Concorda com as tarifas de Trump à Europa? Concorda com a política de Trump relativamente à Ucrânia? Concorda com o aumento da despesa em defesa na Europa? Qual a proveniência do dinheiro que permite duplicar o orçamento da campanha relativamente ao ano anterior, enquanto os outros partidos o reduzem? O vice-presidente da AR proposto pelo chega é o 2º deputado com mais faltas na legislatura, com a justificação de atrasos no transito, apesar de ter carro e motorista da AR, que registou 602 h extra entre março e dezembro. Mantém a confiança nele? 

Diogo Pacheco de Amorim 24/04/2025 🙂🙂🙂                 maria santos > Alexandra Ferraz 24/04/2025: Bons dias. Síntese correcta e clarividente no tocante à premência das políticas públicas: segurança interna, imigração selectiva e justiça. Deus o queira, Alexandra, Deus o queira a médio prazo. Boa semana de  trabalho.                      António Cézanne >  Mario Figueiredo 24/04/2025: Respondo-lhe com o primeiro comentário a esta notícia que é da Alexandra Ferraz. Vá ler com calma, pare e pense, mas pense com o raciocínio lógico a funcionar e não com os monos de há 50 anos no poder atascados no cérebro. A acrescentar a esse primeiro comentário só resta mesmo dizer: também estou farto de monos, abanem isto de uma vez por todas para ver se deixamos de ter vergonha em pertencemos à classe dos 3 mais pobres da EU. E disto não saímos há 50 anos. Volto a dizer: também estou farto de monos! Pior do que sermos continuamente dos mais pobres da Europa é o quê? E não me venha com o fascismo, nazismo e outros ismos que já não colam, a não ser, lá está, nos monos que são sempre os mesmos há 50 anos a governar o país.                        Hugo Silva > Manuel Magalhaes, 24/04/2025: Diga um com objectivos de futuro? Objectivos baseados em previsões realistas, que rasguem o status quo vigente, que queiram reduzir o peso do Estado, do funcionalismo público, os gastos excessivos das empresas públicas... podia continuar. Todos iguais. Todos.                       Hugo Silva > pedro dragone 24/04/2025: Quanto é que você mede?                    Rui Pedro Matos 24/04/2025: Ehe Ehe Ehe. Interessante crónica! Mas o Chega terá a terceira posição, a medalha de bronze, na AR com menos deputados, mas mais firme e coesa, a bancada parlamentar!                 S N > Tristão 24/04/2025: "política" tipo ventura é boçal e totalmente inadmissível. humor e variedades às variedades, política à política!                                              Gabriel Madeira > Manuel Magalhaes 24/04/2025: ...e está visto que não é. No meu entender, vale pela identificação do problema e querer (ou pelo menos, ainda de fora, ter intenção de) resolver os imensos problemas da imigração desenfreada e sem controlo, que o fim da manifestação de interesse quis em parte resolver, mas irá ser parcial ou totalmente anulada pela Via Verde (que da minha parte leva Cartão Vermelho).                  Mario Figueiredo 24/04/2025: Um artigo do comentador JMA que descreve um líder partidário como mentiroso, demagógico e populista. Mas que de alguma forma é mais divertido, mais provocador, e menos maçador que os políticos que o combatem e os comentadores que lhe expõem as mentiras, demagogias e os populismos. Já não sei bem como classificar o pensamento de JMA, o comentador.

ANDRÉ VENTURA

 

Um alvo divertido, porque da nossa diversão. Talvez um político sem grande consistência, segundo opiniões diversas. Tudo neste nosso universo luso sabe a brinquedo, demagogia, perversão, manipulação… nada de muito tranquilizante. Fora os casos de seriedade inatacável que JAIME NOGUEIRA PINTO tão bem exemplifica. Mas o gosto pela estocada verbal está-nos na alma. Na escrita também.

André Ventura: o grande provocador

Ao contrário da quase totalidade dos comentadores, não consigo levar Ventura muito a sério. Muito menos o vejo como uma ameaça, a não ser ao poder dos partidos que existem há muito tempo.

JOÃO MARQUES DE ALMEIDA Colunista do Observador

OBSERVADOR, 24 abr. 2025, 00:22

Cada vez que vejo um debate do André Ventura, tiro sempre conclusões opostas. Vejo o lado demagógico, populista e com a mentira fácil. Mas isso já não me surpreende nada. É assim que Ventura faz política. Seria mesmo difícil para o líder de um novo partido, que quer entrar no sistema sabendo que deve lutar com os que já lá estão, fazer política de um modo diferente.

Mas, por outro lado, acho graça ao líder do Chega. Aprecio o sentido de humor que revela nos debates, tem uma imagem simpática, mais fair play do que a maioria dos seus opositores, tem talento, e é inteligente. Mas aquilo de  que mais gosto nele é que ele provoca e sabe provocar. Gosto de provocadores. Além disso, ao contrário da quase totalidade dos comentadores, não consigo levar Ventura muito a sério. Muito menos o vejo como uma ameaça, a não ser ao poder dos partidos que existem há muito tempo. Como eleitor tradicional da AD, não gosto, mas isso não me faz deixar de apreciar Ventura.

O que mais me impressiona são os comentários de todos aqueles que dão notas aos participantes dos debates eleitorais. Apesar da década que passou em Belém, o grande legado de Marcelo Rebelo de Sousa à política portuguesa são as notas. Muitos comentadores adoram dar notas, nota-se bem o gosto de declarar os vencedores e os derrotados. Desconfio que têm um desejo secreto de um dia fazerem parte de um júri num tribunal (como nas séries americanas), ou num concurso de miss Portugal, ou no festival da canção.

É ainda extraordinário como discordam em quase tudo, menos em relação a André Ventura. Obviamente, o líder do Chega perde sempre os debates. Mais, antes da maioria dos comentadores começar a falar sobre a prestação de Ventura, já sabemos o que vão dizer. Ventura consegue uma coisa notável: transforma todos os comentadores numa espécie de virgens ofendidas, como se acabasse com a virtude, e coubesse assim aos comentadores repor a virtude atacada. Não vou dizer nomes, mas ver algumas pessoas, que todos nós conhecemos, portarem-se como virgens ofendidas, tem imensa graça, e é impossível levar a sério.

Ventura, naturalmente, quer chocar e provocar. E tem um sucesso absoluto. Os comentadores ficam chocados e sentem-se provocados. Cada vez que declaram mais uma derrota para Ventura, estão na realidade a dar-lhe a vitória. Se os comentadores, que para Ventura fazem parte do sistema, lhe dessem vitórias, ele ficaria muito desiludido. Dariam cabo da sua estratégia política.

A maioria dos comentadores leva-se tão a sério, têm-se em tão alta conta que nem reparam que Ventura é um provocador nato. Gosto da provocação na política, do atrevimento. Consigo discordar de muito do que Ventura defende e mesmo assim gostar de o ver debater, e considerar que é muito bom em debates.

Sempre discordei de Mário Soares, nunca votei nele nem no partido que liderou, mas sempre lhe achei imensa graça. Lembro-me do debate nas presidenciais entre Mário Soares e Freitas do Amaral. Apoiava o segundo, mas no fim do debate pensei, o Soares é um provocador, e o Freitas é um chato que se leva muito a sério. Gostava do lado provocador de Soares.

Aconteceu-me o mesmo com Santana Lopes. Era uma delícia vê-lo debater, o atrevimento, a graça e o humor. Nunca ninguém fez discursos como ele nos famosos Congressos do PSD.

A política precisa de provocação. É como o sal na comida. Ventura está muitas vezes errado, devia ser menos ofensivo e muito menos grosseiro (o seu ponto mais fraco), mas é um provocador e um atrevido. Os outros todos são burocratas políticos. São uns maçadores.

LEGISLATIVAS 2025       ELEIÇÕES LEGISLATIVAS       POLÍTICA       ANDRÉ VENTURA       PARTIDO CHEGA

COMENTÁRIOS (de 91):

Alexandra Ferraz 24/04/2025: Ora nem mais!!! Eu também sou por aqueles que movem as águas paradas, onde não há vida saudável e Ventura bate todos.  Eu voto Chega exactamente por isso!!! O sistema tem de levar um valente abanão porque está podre e minado por corrupção e compadrios. Tem 50 anos e já deu o que tinha a dar. Venha uma nova República. Está na hora. E nem sequer me importa que tenha um grande programa eleitoral. A mim basta-me que trate da segurança,  da imigração descontrolada, da justiça.  O resto os privados fazem.                           Ana Luis da Silva, 24/04/2025: O articulista diverte-se com as intervenções de André Ventura. É em resumo o conteúdo espremido de tantas linhas de texto.  Mas não deixa de estar no seu pedestal de certezas: em sua opinião André Ventura mente e é grosseiro. Nem deixa de tentar passar a ideia de que o CHEGA não é ameaça à sua anquilosada AD que tem sido (lamento dizê-lo pois tenho mesmo pena que assim seja) um flop na governação, e uma aldrabice pegada através da propaganda falsa do seu líder, o qual  lançou o “não é não” anti-democrático, arrogante e superlativamente grosseiro.                   Jose Nunes, 24/04/2025: Dá-me um gozo brutal ver os comentadeiros com os pêlos todos encarquilhados e cheio de comichão quando o Ventura no meio de uma resposta a um assunto qualquer manda uma tirada lateral qualquer que deixa os opositores desconcertados e a gaguejar. Assim do tipo de gajo que está ã espera de levar um batente no nariz e ele espeta-lhe com um toque nas costelas flutuantes! Adoro ver o Ventura a irritar os outros!                           manuel  menezes, 24/04/2025: Identifico-me em muito com JMA e também não concordo a 100% com o principal  líder  da coligação. O "não é não" retira espaço de manobra para um possível e necessário governo de maioria parlamentar. Os partidos de esquerda estão felizes com esta disparatada estratégia.  Hoje à noite no frente a frente Montenegro /Ventura, talvez seja a derradeira oportunidade do ainda Presidente do PSD.                     Henrique Mota, 24/04/2025: Sou ateu, republicano e não socialista. Voto IL. Mas subscrevo o que o articulista diz sobre os debates. Ventura, tendo em atenção o objectivo, ganha normalmente. Mas os comentadores por um qualquer complexo do “politicamente correcto” dão-lhe más classificações por não concordarem com o conteúdo programático. Deviam concentrar-se mais na forma. Pouco profissionais ou intelectualmente desonestos.                 Vitor Batista 24/04/2025: Dá-me um gozo terrível esta crónica e os comentários que se seguem, mas confesso que não assisto a debates porque não tenho pachorra para assistir a ignorantes a debitarem chavões "menopáusicos". Por tudo isto e um par de botas votarei Chega, não que concorde com muitas coisas, mas porque sim, porque os farsantes psd/ps fartaram-se de vilipendiar o meu voto no passado.                      Paulo Silva, 24/04/2025: No debate com a Marxiana Mortágua achei delicioso o momento em que depois de insistir na questão dos okupas sem obter uma resposta satisfatória da interlocutora, (sempre a fugir com o rabo à seringa), Ventura leva as mãos à cabeça e diz: “Ó Mariana Mortágua! Ai, meu Deus! Hoje vai para os 1%…” Quanto ao resto subscrevo em termos gerais o comentário da Alexandra Ferraz.                           unknown unknown 24/04/2025: A virtude do Ventura é tornar evidente que existe uma máquina partidária no centro da vida nacional que é defendida pela comunicação social e espera sempre vir a manter os privilégios!                                 Maria Eduarda Vaz Serra 24/04/2025: Por acaso eu gostava de ver esclarecidas algumas das mentiras do Montenegro: é que para além de ainda não ter dito a verdade ainda anda a tentar fazer de todos nós parvos. Mentir em política todos o fazem agora achar-se mais inteligente do que todos é de uma arrogância inacreditável!!!  E disso nunca poderão acusar André Ventura!                                       Paulo Silva > Nuno Abreu 24/04/2025: Lá está. Para uns não passa de um provocador atrevido, para outros é uma pedrada no charco das águas paradas deste regime socialista. 50 anos “a abrir o caminho para uma sociedade socialista”, quando países saídos de trás da Cortina de Ferro já vão à nossa frente, com Portugal cada vez mais na cauda da Europa. 50 anos de patrulha ideológica a todos quantos se atrevam a contestar os dogmas e as agendas da esquerda vilipendiando-os de ‘reaccionários’, ‘fascistas’, ‘racistas’, ‘xenófobos’, etc, etc. No passado calhava aos partidos ditos de direita tradicional, PPD e CDS, agora é a vez de Ventura e do Chega! Ontem como hoje, 50 anos nisto e muitos ainda não conseguiram desvendar o segredo. O Marcelo Caetano podia fazer parte do regime defunto, mas foi bem premonitório: «Restam-nos o Sol, o Turismo, a pobreza crónica e as divisas da emigração, mas só enquanto durarem. As matérias-primas vamos agora adquiri-las às potências que delas se apossaram, ao preço que os lautos vendedores houverem por bem fixar.» Só não previu a imigração em massa que nos está a afogar... Quantos anos mais?...                                Maria Eduarda Vaz Serra > Ana Luís da Silva 24/04/2025: Muito bem. A arrogância de Montenegro é inacreditável, e prejudicou o país. O seu não é não revelou-se o maior desastre da história portuguesa dos últimos anos. Tornou o país ingovernável e não respeitou a vontade do povo: não queremos mais socialismo! Só que infelizmente havia um pormenor que escapou: é que Montenegro é da ala esquerda do PSD, maçom  e como ele próprio disse: “o nosso parceiro primordial é o PS”!                        Luís CR Cabral, 24/04/2025: Concordo. Ventura é uma pedrada no charco.                       Luis Figueiredo, 24/04/2025: Excelente crónica do JMA. Só não concordo quando diz que tudo ou quase tudo o que diz Ventura é errado. É ver a questão da imigração descontrolada, por exemplo, que foi uma das suas bandeiras de há muito tempo para cá. E esteve correcto. O ponto é que ele só funciona fora do circuito do poder. Se entrasse no poder uns meses apenas, grande parte da sua votação desapareceria. Ficaria um partido igual aos outros. Por isso, o "não é não " está a fazer-lhe um enorme jeito...                        Hugo Silva > Mario Figueiredo, 24/04/2025: É apontar aqui um político que não minta, que não seja demagogo e que não provoque... Só estou a pedir um, não vai ser difícil.                  Glorioso SLB, 24/04/2025: É isso mesmo. Sem tirar nem pôr. E 1 milhão e 600 mil pessoas tb concordam.               Francisco Almeida, 24/04/2025: São uns maçadores. Subscrevo com vénia.                    Rui Carvalho, 24/04/2025: Um texto inteligente... espero que os pseudo comentadores isentos aqui no Observador leiam e aprendam... Carrega Ventura. afinal nem todos os comentadores do sistema estão "vendidos", parabéns                           Carlos Chaves, 24/04/2025: “Muito menos o vejo como uma ameaça, (…)” Caro João Marques de Almeida, olhe que não, olhe não… é mesmo uma “ameaça”! A provocação gratuita, a mentira a má educação e já agora um programa de meter inveja aos socialistas, nunca nos levou a bom lugar! Aliás, como bem mencionou o exemplo de comparação com o criminoso político, Mário Soares! Lourenço de Almeida, 24/04/2025: Boa análise e bom ponto de vista. O Soares tinha a parte desagradável de ser um cagão com complexo de superioridade como qualquer esquerdista, ainda por cima da sub-espécie "caviar" e a agravante de ser obcecado pela França. Mas quando se distraía, tinha chalaça.                      Jorge Carvalho 25/04/2025: EU e toda a minha família votamos Chega                      Paulo Orlando 24/04/2025; O que é realmente engraçado é que o colunista agitou, tal Ventura, muitos dos que não resistiram a demonstrar o seu ódio visceral ao Chega. Esta superioridade intelectual dos que do alto dos seus púlpitos rotulam a ralé de grosseira e indigna de qualquer participação nos desígnios sociais. Pois é, meus caros, nem todos somos qualificados e geniais, os deploráveis também são filhos de Deus e numa democracia, os seus votos valem tanto como os das elites.                   madalena colaço 24/04/2025: Sim, Ventura consegue chocar e provocar. Com Mortágua não parou de questionar se ela concordava com a ocupação de casas como a sua irmã Joana tinha escrito e sugerido. Mariana não respondeu. Com Raimundo, foi a isenção do pagamento de IMI nas vastas propriedades que o PCP detém, Raimundo não respondeu e Rui Tavares foi questionado vezes sem conta sobre se queria ou não a NATO e este não respondeu. Ventura parece um político corajoso ao interpelar assim os seus opositores, mas Ventura não é tão corajoso assim, vejamos: Marine Le Pen, amiga de Ventura que veio muitas vezes a Portugal convidada pelo Chega. Quando a justiça francesa a impede de concorrer às presidenciais em 2027, por desvio de fundos como gostam de dizer, Ventura, logo interrogado sobre o assunto descartou logo a amiga Le Pen dizendo que ela não deveria concorrer. O desvio de fundos, desvio para o partido poder funcionar, e não em benefício próprio, e que outros partidos com pouca representação parlamentar faziam o mesmo, o partido do actual 1º ministro e o partido de Melanchon, e que se deve ao sistema que não permite uma representação parlamentar em proporção dos votos. Mais, o argumento da juíza tem por base o risco de reincidência. Marine já não está no grupo parlamentar europeu há muito, logo este argumento não colhe, e é descaradamente a justiça a interferir na política. Que faz Ventura perante todos estes dados, descarta logo a amiga, o que  não me parece corajoso.

Depois veio Trump. Assistiu à sua tomada de posse e agora, com toda a Europa contra Trump, excepção para Órban e Meloni, Ventura não responde aos seus opositores quando estes o questionam e o ligam a Trump. Meloni sim é destemida, tomara Ventura ter a coragem desta senhora.                  João Floriano, 24/04/2025: Gosta de provocadores? e de ser provocado também gosta? Sei perfeitamente os motivos que o levaram a escrever este texto, e a necessidade que sentiu de se justificar. Mas olhe meu caro que ser incluído naquele grupo e sobretudo quando dele faz parte Jaime Nogueira Pinto, é uma honra de que se devia orgulhar, e não sentir-se obrigado a justificar-se quase a desculpar-se. Ventura tem sentido de humor, imagem simpática, fair play, tem talento, é inteligente, nada tem de cinzento, mas......não á para ser levado a sério, não assusta ninguém, a não ser o PS e o PSD e já agora a extrem-esquerda, ou seja assusta todos menos o senhor. A si diverte-o apenas. Tem sorte, porque a mim neste momento não consigo pensar em ninguém que me divirta. Mas para o seu divertimento ser ainda mais completo, recomendo-lhe uma ida ao circo, ou melhor: olhe para o partido onde nos faz questão de dizer que irá votar para retirar qualquer dúvida que ainda persista em alguém que só chegou agora e pense que com tantas qualidades e ainda por cima com uma tão grande capacidade de divertimento, o senhor irá votar em Ventura. Nada disso: o senhor tradicionalmente vota AD, ou seja é um animal (no bom sentido de hábitos). Vota por hábito, por tradição, porque pensar dá trabalho. Vota mesmo que se levante a dúvida de o seu voto ir parar ao saco do PS, já que Montenegro tem umas ideias muito sui generis sobre formação de governos.  E vai ver um número enorme de equilibristas, ilusionistas, contorcionistas, e não esquecer os palhaços ricos e pobres e sobretudo muitos, muitos ursos. Alguns. Vá por mim porque tem o divertimento assegurado.                   

(CONTINUA)