Certamente justificáveis, mas esperemos que não sirvam
para chamar a atenção dos predadores mundanais.
A
geopolítica dos Açores no 10 de junho
Os Açores ganham relevância em períodos de maior
conflitualidade entre grandes potências, sobretudo, se o Atlântico Norte for um
palco importante dessa disputa.
O 10 de junho, o Dia de Portugal, escolhido em homenagem a
Camões – para resolver a polarização entre o 1 de dezembro e o 5 de
outubro – infelizmente raramente honra o imortal na qualidade da retórica.
João Miguel Tavares
tem razão, que este é um mal geral na política portuguesa das últimas
décadas. Ainda menos, se possível, se destaca pela atenção à política externa,
excepto na ritual promoção da diáspora portuguesa (onde podíamos aprender
alguma coisa com a Irlanda em como apoiar e apoiar-se nessa rede global). Este
ano foi diferente, se não na retórica, pelo menos na evidente centralidade da
dimensão externa.
Os Açores
ganham relevância num mundo conflituoso
Os Açores ganham
relevância em períodos de maior conflitualidade entre grandes potências,
sobretudo, se o Atlântico Norte for um palco importante dessa disputa. E se é
verdade que a China continua pouco presente neste espaço, a Rússia está mais activa.
Sobretudo, o Atlântico e os Açores continuam a ser fundamentais para a defesa
avançada e a projecção global de poder dos EUA, como o caso recente do Irão
mais uma vez mostrou – como na crise de Berlim, em 1948-49, ou na guerra do Yom
Kippur, em 1973.
Neste cenário, os Açores
também se tornam num alvo potencial de grandes potências em conflito. O
primeiro grande exemplo disso surge no final do século XVI, quando a hegemonia
naval ibérica no Atlântico começa a ser seriamente contestada, com o notório ataque
de corsários ingleses à Horta, em 1589, parte da guerra naval irregular de
Londres contra os Habsburgo de Madrid. Na Primeira Guerra Mundial foi Ponta Delgada a ser alvo de
bombardeamento por submarinos alemães (bem como o Funchal, na Madeira). Aliados
ameaçados também podem ser um problema. Na Segunda Guerra Mundial, quer a Grã-Bretanha, quer os EUA
temiam um golpe de mão nazi sobre os Açores – como os alemães fizeram,
com sucesso, na Noruega ou em Creta. E planearam para essa eventualidade
uma ocupação militar das ilhas açorianas.
No caso britânico, a Operação Alacrity envolvia
as duas únicas divisões que saíram mais ou menos equipadas e operacionais da
queda de França. Churchill
sabia que perder a Batalha do Atlântico significava o colapso da economia e da
máquina de guerra britânica. No caso norte-americano, o Plano Cinzento – ordenado por Roosevelt, que visitara os
Açores na Primeira Guerra e conhecia a sua importância geoestratégica –
envolvia 28.000 soldados e fuzileiros. Em 27 de maio de 1941, Roosevelt chegou a ameaçar
publicamente, num discurso, com a ocupação. E os norte-americanos ocuparam, efectivamente,
nesses meses, a Gronelândia e a Islândia, territórios da Dinamarca,
invadida pelos nazis, embora tivessem garantido a cooperação voluntária das
autoridades locais. Uma combinação de factores evitou essa acção norte-americana:
pressão diplomática
britânica e até vaticana, brasileira; o reforço da presença militar portuguesa;
informações que mostravam que a ocupação nazi da Península, para não falar dos
Açores, era cada vez mais improvável, a partir da invasão da Rússia, no verão
de 1941; e, em 1943, a cedência do uso de bases aos Aliados.
Vale a pena notar que apesar dessas ameaças, os Açores
nunca foram ocupados por uma potência hostil. Mesmo na união
dinástica com Espanha, formalmente, o arquipélago continuou a fazer parte do
reino de Portugal. Na verdade, a Terceira só caiu três anos depois do continente, em 1583.
Durante esses anos provou o seu valor como rectaguarda estratégica, permitindo ao pretendente D. António,
Prior do Crato, continuar a contestar a coroa portuguesa. Desde que Portugal deixou de ser uma
potência naval dominante no Atlântico, com dificuldades para garantir, por si
só, a segurança do arquipélago, ou seja, desde que recuperou a sua
independência em meados do século XVII, tem apostado numa aliança sólida com a
potência naval dominante no Atlântico. O problema é que hoje em dia a ameaça
potencial à soberania portuguesa nos Açores parece vir, sobretudo, precisamente
da maior potência do Atlântico, do nosso aliado mais poderoso, os EUA.
As ameaças absurdas
de Trump relativamente à região autónoma dinamarquesa da Gronelândia
(tão absurdas e injustificáveis que mesmo políticos europeus da mesma linha
ideológica e com boas relações com o presidente dos EUA, como Meloni, Le Pen, ou a AfD as
criticaram) são o pano de fundo evidente da opção do Presidente Seguro por organizar o seu primeiro 10 de
junho nos Açores, em Angra, na Terceira, a ilha onde está a base portuguesa das
Lajes. Embora, por razões diplomáticas compreensíveis, isso
não tenha sido publicamente declarado.
O que
fazer?
Desse ponto de vista o meu
amigo MIGUEL MONJARDINO disse as palavras justas – unidos somos mais
fortes, nos Açores, em Portugal, na Europa. Precisamos de palavras claras –
por exemplo, sobre
as Lajes sempre terem sido uma base portuguesa cujo uso é cedido em certas
condições – mas
precisamos ainda mais de acções e investimentos claros. O
Presidente Seguro fez bem em usar esta ocasião para reafirmar no seu discurso a importância de Portugal investir na
sua soberania nos Açores e mostrar o seu interesse nos portugueses açorianos.
É certo que cabe ao
governo, e não ao presidente, definir a política externa, a política de defesa,
a política interna. Ainda assim teria gostado de ver mais da
magistratura de influência presidencial do que uma referência vaga à
importância das Forças Armadas.
Seria uma boa ideia procurar proactivamente uma
presença militar frequente, ou até permanente, dos nossos parceiros europeus,
nas ilhas, como foi o caso da França nas Flores, entre 1964-1994.
É, sobretudo,
fundamental reforçar a presença militar portuguesa nos Açores, como a Dinamarca
tem feito na Gronelândia, e como Portugal fez durante a Segunda Guerra Mundial.
Embora hoje seja
mais uma questão de milhares de drones do que de milhares de soldados (que não
temos). É fundamental investir num rearmamento que aposte numa segurança marítima
virada para a nossa realidade de país arquipelágico e a realidade da guerra no
século XXI. Como temos visto na Ucrânia e no Irão os drones pesam mais do que
as fragatas como niveladores de poder e fatores de dissuasão e defesa.
Como bem sublinhou Miguel Monjardino uma grande potência pode muito, mas
não pode tudo. A história é um cemitério de grandes potências que confundiram
ter muito poder com ser omnipotentes.
No momento actual, a tecnologia militar parece
favorecer um certo nivelamento de poder. Embora convenha ser
prudente, a evolução tecnológica é tão rápida que deixar de inovar em defesa é
um risco maior do que nunca, e uma área em que a Europa em geral e Portugal têm
enormes deficiências. Em tudo isto o papel fundamental caberá ao governo, mas o Presidente
pode e deve promover a visibilidade destes temas. E, antes que os
trumpistas do costume se alarmem, noto que nada disto pode ser visto como
hostilidade para com os EUA (a não ser, claro, que a actual
administração venha a mostrar intenções hostis sobre os Açores como as que
manifestou relativamente à Gronelândia). Pelo contrário, tendo em conta a insistência acertada
de Trump em que os aliados europeus devem fazer mais pela sua defesa,
Washington só poderá elogiar Portugal e outros países europeus que estejam
militarmente mais presentes no Atlântico.
AÇORES PAÍS SOCIEDADE GEOPOLÍTICA MUNDO
COMENTÃRIOS
(de 18)
Paulo Silva: Após a abrilada, sempre que
dos states paira uma ameaça sobre as ilhas atlânticas, real ou imaginária,
Lisboa entra em sobressalto… É agora com Trump, foi assim na altura da
descolonização ‘exemplar’ e das autonomias. Podíamos perder todas as colónias
em África para a órbita de russos e chineses, inclusive o arquipélago de Cabo
Verde, só não podíamos perder para os capitalistas americanos... Temo que se em 74 os states se chamassem União
das Repúblicas Socialistas Soviéticas da América, (URSSA), os açorianos há
muito que seriam o 51 Estado com o aval da comuna de Lisboa...
Tim do A: Cuidado! Diz bem. Os Açores
nunca foram ocupados por uma potência. Porque será? Olhe que os açorianos estão
desejosos de serem americanos. Salazar sábio, sabia muito bem que para manter
os Açores em Portugal tinha de ceder as Lajes aos EUA. Sem cobrar nada! E éramos um império. E Salazar nem gostava dos
americanos. Agora que somos apenas um protectorado da UE, sem soberania,
vendidos por um prato de lentilhas que a UE nos paga anualmente e que mesmo
assim estamos cada vez mais pobres por causa da corrupção, só faltava que os
abrileiros se armassem agora em soberanos dos Açores e causassem dificuldades
aos EUA. É que aos abrileiros só falta perderem os Açores e a Madeira.
Carlos
Carvalho: Não consegue fugir do Trump. Só Obama fez o mesmo, isso
já não interessa nada…limitações dum historiador…
Os portugueses vão sonhar. Aliás, o nosso problema não
é a falta de sonhos: é nunca acordar.
ALBERTO GONÇALVES Colunista do Observador
OBSERVADOR, 13 jun. 2026, 00:24
Primeira
parte: política
Vejo muita gente preocupada com a circunstância de o Mundial
se realizar sobretudo nos EUA. Trata-se de um receio pertinente. É
sabido que na América actual as autoridades fascistas começam por deter e
deportar metade dos visitantes logo no aeroporto. Depois perseguem a outra
metade pelas ruas, na maioria das vezes a tiro. E se por acaso no processo
sobrar um turista incauto, os agentes do ICE são meninos para segui-lo até o
restaurante, sentarem-se na mesa ao lado e passarem a refeição a comer com a
boca aberta só para suscitar irritação. Não são as condições ideais para a realização da prova-rainha
do desporto-rei. Principalmente numa altura em que a FIFA nos habituara
a designar anfitriões com provas dadas de hospitalidade e decência democrática.
Houve a África do Sul do sr. Zuma em 2010. Houve o Brasil da dona Dilma
em 2014. Houve a Rússia do sr. Putin em 2018. E houve o Qatar dos senhores que
mandam no Qatar em 2022. Descer destes regimes exemplares para a
autocracia do sr. Trump é um risco escusado e um sinal de que, contra todas as
expectativas, as altas instâncias do futebol afinal não são absolutamente
impolutas. O que é uma surpresa e um desgosto.
Intervalo capilar
Apesar da natural apreensão
sobre as condições políticas, o fundamental é concentrarmo-nos durante 39
dias no que conta: os penteados dos jogadores. Parece impossível, mas
na pré-história do futebol os futebolistas possuíam um aspecto similar ao dos
restantes mortais. Depois vieram as guedelhas dos anos 1970, as permanentes dos
anos 1980 e o estilo mopa/esfregão celebrizado por Figo nos anos 1990. E
hoje os jogadores voltaram a ter um aspecto similar ao dos restantes mortais:
os mortais que habitam as favelas de Recife, os “barrios” de Ciudad
Juarez e as escolas secundárias de Portugal em peso. Embora as tatuagens, a bijuteria e o
vestuário sejam importantes, o penteado é determinante. O dito consiste
em rapar o cabelo oito centímetros acima da orelha, de maneira a que não
se insinue sequer o vestígio de uma patilha. À frente, procede-se
a uma risca desenhada a betume ou, preferencialmente, uns caracóis pendurados
na testa. Atrás, é aconselhável aparar os pelos da nuca em forma
de triângulo, a fim de completar o visual de quem teve alta hospitalar após
severa lobotomia. Lavrar traços alegóricos no meio dos folículos
é facultativo, enquanto o bigodinho e um arremedo de barbicha na ponta do
queixo são acrescento de categoria. Para os autênticos estetas, a
cereja no topo do bolo é a tinta amarela no topo da cabeça, adereço que torna o
Brasil a selecção com mais loiros em actividade e consagra a expressão “escrete canarinho”.
Segunda parte: inclusão
Óbvia é a ironia de um país
com profundas lacunas democráticas acolher o Mundial mais democrático de
sempre. Antigamente, a tradição mandava que após apuramento prévio apenas
uma ou duas dúzias das melhores selecções se apurassem para a fase final. Felizmente
a tradição faleceu. Agora há um apuramento prévio em que, como no
ensino inclusivo, quase nenhuma equipa reprova. Por mim, estou
ansioso por ver os 104 (cento e quatro) desafios, mas mentiria se não
confessasse particular expectativa face aos jogos Alemanha vs. Curaçau, Áustria vs. Jordânia, Uzbequistão vs.
Colômbia, Iraque vs. Noruega e Papua-Nova Guiné vs. Turquemenistão. E
quero ver com atenção redobrada o desempenho das selecções de Tuvalu, do Panamá
e da Eritreia, nações cujos torneios internos não tenho acompanhado regular e
devidamente. Em contrapartida, lamento a desqualificação precoce e injusta da
Ilha da Páscoa.
Prolongamento: táctica
Nos maus tempos, o futebol
permitia a distinção de futebolistas com talento para aquilo. Acima de
tudo, Pelé, Cruyff,
Zico, Beckenbauer ou Maradona jogavam muito bem, ou o que os
leigos achavam que era jogar muito bem. Porém, como nos esclarecem 682
comentadores e especialistas na modalidade, o objectivo da modalidade não
é entreter o pagode com jogadas “bonitas”. O objectivo é vencer as
partidas através da aplicação de tácticas complexas e que o leigo tende a
confundir com uma correria desenfreada e sem tino. Fintar o adversário é
rigorosamente proibido. Jogar “bem”, idem. No futebol “moderno” e
cientificamente entediante, graças a Deus, a única finalidade é fazer com que
11 sujeitos dotados de excelente preparação física e criatividade reduzida
enfiem colectivamente a bola na baliza e, após esperarem 15 minutos de modo a
que as “novas tecnologias” (o registo de imagens, divulgado pelos Lumière em
1895) confirmem o golo, com que o golo se festeje com pantomimas ensaiadas e o
ar misteriosamente furioso do seu autor. Sem falha, sob pena de
despedimento, o relatador de serviço vai proclamar com os gritos de um
possesso: “É isto a
magia do futebol!” Mas a essa hora o espectador, leigo e bruto, já
adormeceu no sofá.
Penáltis: patriotismo
E a selecção portuguesa? Está bem lançada. O presidente
Seguro visitou-a e esgotou os clichés disponíveis: “O país acredita em vós.
Façam-nos sonhar e tragam para Portugal a taça que nos falta. Vamos
todos torcer por vocês. Acredito que, com o vosso entusiasmo, força, fibra,
talento e trabalho, isso é possível. (…) Num torneio desta dimensão,
também se passa por muitas dificuldades e muitas exigências, mas é aí que se
mostra a fibra e a alma de ser português. Nessa altura, estarão milhões de
pessoas em todos os cantos do mundo a torcer por vós e a dar-vos o máximo apoio.”
O primeiro-ministro manteve os clichés e reforçou o delírio: “Assumimos, sem
rodeios, que somos candidatos a poder ganhar o Campeonato do Mundo. Temos
muitos desportistas que são os melhores do mundo. Este é um alento à nossa
capacidade enquanto país, de podermos pensar que, em todas as áreas de actividade, com
espírito de equipa, superação e vitória, conseguimos fazer coisas que os outros
ainda não fizeram.” Somos, portanto, espectaculares. Temos força, fibra,
talento, trabalho, mais fibra, alma, espírito de equipa, superação e vitória. Com
tudo isto é um enigma que entremos no Mundial com um pib per capita inferior
ao de 54 países sem dúvida com menos fibra e alma e etc. E é garantido que
sairemos do Mundial na mesma. Entre ambos os momentos, o bom povo debaterá as
competências de “Rónaldo” e louvará os méritos da “transição ofensiva” e
protestará as arbitragens e pendurará bandeirinhas e insultará os presunçosos
que teimam em recordar que o futebol era só um divertimento e hoje aborrece um
santo. Em suma, os portugueses vão sonhar. Aliás, o nosso problema não é a
falta de sonhos: é nunca acordar.
FUTEBOL DESPORTO PAÍS SOCIEDADE SONHOS
SONO BELEZA E BEM ESTAR LIFESTYLE POBREZA
COMENTÁRIOS De 21)
SDC Cruz: Caro Alberto Gonçalves, excelente o seu comediar! Só faltou acrescentar na frase
"Acima de tudo, Pelé, Cruyff, Zico, Beckenbauer ou Maradona...", o
Eusébio. Obrigado e até para a semana.
MIGUEL SANCHES: Eu comparo algumas crónicas do Alberto Gonçalves aos irmãos
Marx, no que toca a fazer-nos rir à farta. Delicioso.
Jorge Espinha; Concordo com isso das 48 equipas e
desconfio que não fique por aqui…E não sei se vou ver muitos jogos , a FIFA
portou-se como de costume de maneira miserável. Não tão miserável como no Qatar
com a dança encima da campas de 6000 cadáveres mas miserável mesmo assim. Não
há limite no esmiframento de todo o cêntimo do bolso do adepto. Mas há bom
remédio para si e para mim , não ver ! E Portugal não é assim tão excepcional ,
a Alemanha é louca por futebol e não é por isso que não é desenvolvida. Os
nossos problemas são outros
Tim do A: É por isto que os portugueses são
pobres. É que só pensam em futebol e são mais exigentes com as equipas de
futebol do que com os governos e governantes. E os governantes sabem disso e
estimulam isso. A comunicação social também. Faz um papel péssimo e tem
responsabilidade. É um Portugal adormecido que só pensa no futebol enquanto os
políticos roubam os portugueses à tripa forra. Veja-se agora o caso das obras megalómanas
que todos vamos pagar: aeroporto, ferrovia, pontes. Tudo isso podia ser
financiado pela UE com a bitola europeia, mas Montenegro e o ministro Pinto
Luz, vão fazer com que sejam os portugueses a pagar com impostos tremendos o
erro da bitola ibérica que a UE não paga. Tudo isso só para enriquecer a
maçonaria, os bancos, as construtoras do
regime e eliminar a concorrência prejudicando os utilizadores desses serviços.
Tudo a continuação do PS de Costa e do ex ministro Pedro Nuno Santos. Todos
vendidos a quem lhes paga mais e a quem lhes dará os tachos no futuro. Acordai Portugal de uma vez por
todas! Sair de casa dos pais tornou-se um luxo. No tempo de Salazar todos
conseguiam fazer vida. O centrão corrupto tira o dinheiro aos portugueses e
serve os políticos em vez de servir o pais. Foi para isso que eles fizeram o 25
de Abril que comemoram todos os anos com muita propaganda e desgraçados cravos
vermelhos ao peito às custas do povo. Os
abrileiros comem tudo e não deixam nada. Ficam todos ricos com o poder.
Servem-se em vez de servir. Volta Salazar!
Novo Assinante: Exmo. senhor colunista Alberto
Gonçalves, Dirijo-lhe este comentário sem prejuízo do respeito que me merece.
Diz-me o Windows Office que V.Exa escreveu oitocentas e nove palavras, que
resultaram num conjunto de vacuidades sem qualquer sentido. Como é possível, em
pleno século 21, que um mero opinador de um jornal, o senhor Alberto Gonçalves
neste caso, que nem jornalista é, consiga escrever meia dúzia de vacuidades e
assim pagar as despesas ao fim do mês? Como é possível que os leitores do nosso
jornal Observador e principalmente os contribuintes portugueses, que passam por
enormes dificuldades económicas como todos sabemos na sequência destas guerras
insanas e ilegais desencadeadas pelo novo Hitler e pe dó fi lo Donald Trump e
que já nem dinheiro têm para pagar os bens alimentares de que precisam e se
estejam a endividar e a recorrer ao Banco Alimentar Contra a Fome para não
morrerem à fome, estejam a financiar o pagamento da avença mensal do senhor
Alberto Gonçalves? Qual é o retorno desse investimento para todos nós? Ler
estes conjuntos de vacuidades que o senhor Alberto Gonçalves por aqui deixa? Tenha muita paciência, senhor Alberto
Gonçalves. Este seu "trabalho" tem um nome: parasitagem do dinheiro
dos contribuintes. Ponto!
CARLOS F. MARQUES : Novo AssinanteCom tantas dores, só
podes ser jornaleiro do OBS.
JOSÉ PAULO CASTROCARLOS F. MARQUES: Dos despedidos ?
CARLOS F. MARQUES: Muito Bom.
TRISTÃO: Lá vem a crítica ao futebol e ao Mundial por
parte do intelectual de serviço. É um clássico que nunca falha. Será que as pessoas não podem, de vez em
quando, entreter-se com algo mais leve? Terão de viver permanentemente
preocupadas com todos os dramas do mundo, sem espaço para o lazer, para o
convívio ou para a simples diversão? O texto do Alberto tem, como
habitualmente, algumas tiradas engraçadas. Mas, no essencial, cumpre o seu
propósito: mais um texto anti-futebol, anti-Mundial e, já agora, anti-euforia
colectiva. Parece que os portugueses só terão autorização para se divertir
quando forem o país mais rico do mundo… Até lá, resta-lhes trabalhar,
preocupar-se e sentir culpa por gostarem de futebol. Felizmente, a maioria das
pessoas percebe que uma coisa não impede a outra. É perfeitamente possível
interessarmo-nos pelos problemas do país e do mundo e ao mesmo tempo, desfrutar
de um Mundial de futebol. É isso que vou tentar fazer…sem sentimento de culpa. 😅
ANA RITA: Caro Alberto, os portugueses não querem mesmo acordar,
o terem eleito Seguro é mais uma prova disso. É deixá-los sonhar.
FERNANDO CE: Infelizmente , uma grande conclusão.
RUÇO CASCAIS
Muito bom.
Quais serão as frases feitas que vão sair do armário
se voltarmos para casa precocemente?
Eu digo:
Jornalistas: o selecionador não soube aproveitar o
enorme talento dos jogadores portugueses.
Povo: com Ronaldo a titular jogámos com menos um.
Enquanto Ronaldo e Jorge Mendes mandarem na federação não ganhamos nada!
Presidente da República: não nos deram a oportunidade
de mostrarmos ao mundo o enorme talento português. Vamos continuar a acreditar
e a lutar pela excelência da alma portuguesa para que numa próxima oportunidade
possamos finalmente nos revelarmos como os melhores do mundo. Não obstante,
pelo grande feito de representarem com enorme orgulho o povo português, todos
sem exceção, serão homenageados com a grande medalha da Ordem do Infante.
PEDRA NUSSAPATO: Este artigo de AG inaugura
oficialmente a silly season 😒...
ANTONIO MARQUES MENDES: Cáustico e certeiro. Se vivesse na
era dos Romanos, criticava os leões, os gladiadores, o povo, ou Caligula?
SDC CRUZ: Caro Alberto Gonçalves, excelente o
seu comediar! Só faltou acrescentar na frase "Acima de tudo, Pelé, Cruyff, Zico,
Beckenbauer ou Maradona...", o Eusébio. Obrigado e até para a semana.
JOSÉ B DIAS: Subscrevo sem hesitar!
ALEXANDRE BARREIRA: Pois. Caro AG. Bela jogada. Mas só pelo facto de podermos ver.
o CR7
a......"comer-o-relvado". Vai valer a pena......!
ANTÓNIO LAMAS: Que maravilha logo para abrir o fim de
semana. Obrigado Alberto. Só
uma correção : Não são 682 comentadores são 683. Esqueceu-se do
professor Marcelo
MIGUEL SANCHES:Eu comparo algumas crónicas do
Alberto Gonçalves aos irmãos Marx, no que toca a fazer-nos rir à farta.
Delicioso.
AMÉRICO SILVA: Chegou o tempo, as ovelhinhas estão
festivamente preparadas para a tosquia, de onde regressarão com a satisfação
própria de videntes e miraculados, disponíveis para contar aos incautos a sua
maravilhosa experiência.
ALCIDES LONGRAS: 3 Será que o Alberto tem alguma coisa contra a
"futebolite"? Como bom português, não pode!