quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Zanga do tempo

 

Racionalidade do ser humano, no seu espírito de entreajuda. Mas o vento, lá fora, é aterrador, ouvido de casa, quanto mais sentido fora dela! Felizmente que os automóveis, hoje, são nossos bons companheiros, além de outros meios de transporte prestáveis, e, naturalmente o são os que os transportam. Lembro a minha infância na aldeia, as telhas das casas que se partiam, deixando entrar a água, os baldes e as panelas postos no chão da cozinha, por onde a água caía, a sala e os quartos mais eficientemente resguardados … Mas este uivar do vento assusta, e não seduz, embora traga recordações suaves de tempos vividos na aldeia...

Ainda a recuperar da Kristin, Alcácer do Sal assiste às maiores cheias de que há memória, que superam o que era "expectável"

Mais de 50 pessoas foram retiradas de casa na noite de quarta e botes da Marinha circulam em missões de patrulhamento. Nas ruas lembram-se fotos e relatos das cheias de 1963, antes das barragens.

MADALENA MOREIRA: Texto

OBSERVADOR, 05 fev. 2026, 02:22

Os relatos, as fotografias e a memória das cheias de 1963

A subida inesperada das águas que pode obrigar a realojar pessoas pela segunda vez

O levantamento porta a porta e as missões de patrulhamento noite fora

Na rotunda antes da ponte metálica na baixa de Alcácer do Sal estão estacionados três barcos. São botes de borracha disponibilizados pela Marinha para as autoridades circularem na parte baixa da localidade, completamente inundada, em missões de patrulhamento para retirar pessoas de casa nestas zonas. Ao final da noite desta quarta-feira, as autoridades retiraram pelo menos duas famílias, incluindo uma com duas crianças, cuja operação foi dificultada pela força do caudal do rio Sado.

Porém, ao todo, ao longo desta quarta-feira, foram retiradas mais de 50 pessoas, avançou António Grilo, vereador da proteção Civil da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, ao Observador. Muitas outras já tinham abandonado as casas no início da semana, depois dos alertas da autarquia nesse sentido. Mas o Sado não tomou conta desta localidade apenas na noite de quarta-feira. Primeiro, o rio transbordou com a tempestade Kristin, alagou o comércio e encheu as ruas. Ao Observador, na segunda-feira, os moradores diziam acreditar que “nada poderá ser pior”.

 A água tomou conta das ruas paralelas ao rio  AFP via Getty Images

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Os relatos, as fotografias e a memória das cheias de 1963

A subida inesperada das águas que pode obrigar a realojar pessoas pela segunda vez

O levantamento porta a porta e as missões de patrulhamento noite fora

 

Os relatos, as fotografias e a memória das cheias de 1963

A poucos metros de distância dos botes da Marinha, Anastácio e José Filipe discutem memórias das cheias. Anastácio nasceu e cresceu em Lisboa e mudou-se para Alcácer do Sal há 3o anos. Nesse período, nunca viu nada assim. José Filipe também nunca viu com os próprios olhos, mas garante que já aconteceu.Em 1963 não era nascido, mas vi as fotografias lá em casa”, relata o natural do concelho de Setúbal. Outros homens juntam-se à conversa e fazem contas à memória: lembram outros eventos de cheias, com destaque para umas a meio da década de 1980. Numa terra construída à beira do estuário da Sado, inundações e cheias não são um tema desconhecido.

No entanto, as cheias desta quarta-feira são, ainda assim, inéditas, pois são as primeiras grandes cheias do século XXI, depois de a zona baixa da cidade ter sido reconfigurada, argumentam. O vereador António Grilo destaca outra diferença. “Há relatos de nos anos 60 do século passado ter havido aqui uma cheia enorme, mas numa altura em que as barragens não eram controladas e teoricamente, nesta altura, devia haver um controlo diferente”, destaca.

Badina tinha 11 anos em 1963. Nova demais para se lembrar bem dessas cheias com clareza, mas crescida o suficiente para ter a certeza que a água chegou mais longe. Numa rua paralela ao rio, debruça-se à janela de casa. Ficou sem luz pouco antes das 22h desta quarta-feira — como o resto da rua, já tinha ficado brevemente sem electricidade por volta das 19h — e aproveita para ver a agitação pouco característica na rua onde mora há 47 anos.

"Começámos a ter informação não favorável por volta das 7 da manhã, equacionávamos um cenário muito desfavorável mas não este cenário, [que] é efectivamente muito acima daquilo que seria expectável."

António Grilo, vereador da Protecção Civil de Alcácer do Sal

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Os relatos, as fotografias e a memória das cheias de 1963

A subida inesperada das águas que pode obrigar a realojar pessoas pela segunda vez

O levantamento porta a porta e as missões de patrulhamento noite fora

Um grupo de pessoas circula com uma carrinha de caixa aberta onde coloca arcas frigoríficas, que tentam salvar da água que não esperavam que subisse tanto. Outro grupo coloca lonas e sacos de areia na soleira das portas, num frenesim animado, apesar da chuva que não pára de cair. Do outro lado da rua, o lado mais próximo do rio, ouve-se uma pergunta dirigida a Badina: “Acha que chega aí, vizinha?”. Se chegar, as cheias desta quarta-feira tornam-se as maiores de que há registo entre os habitantes.

A subida inesperada das águas que pode obrigar a realojar pessoas pela segunda vez.

Na verdade, Beatriz, a voz que interpelou Badina, não é sua vizinha. A jovem de 21 anos está alojada num hotel na mesma rua com o marido, a cunhada e o sobrinho pequeno depois de a sua casa, do outro lado da Avenida dos Aviadores, ter ficado inundada. Mas a família já está no hotel há mais tempo. Saíram de casa há quase uma semana, depois de as autoridades terem deixado os primeiros apelos à evacuação das zonas baixas e têm regressado a casa regularmente para retirar alguns bens.

A última vez que foi a casa foi na quarta-feira, por volta das 14h. “A água estava pelos joelhos”, mas conseguiu salvar a maior parte dos bens e até o animal de estimação da família, relata ao OBSERVADOR. No mesmo hotel estão pelo menos outras duas famílias realojadas com quem tem falado. Uma delas não teve a mesma sorte e perdeu quase tudo nas cheias, tal como aconteceu com a maior parte dos estabelecimentos comerciais na zona. Em poucos dias, foram criadas angariações de fundos para ajudar estes negócios, os primeiros a sofrer com as cheias, partilha Beatriz, impressionada com a solidariedade.

Agora, teme que o rio a obrigue a mudar-se uma segunda vez. “Temos um guarda-chuva lá atrás que utilizamos como referência e dá para ver a água a subir”, explica. Caso as autoridades aconselhem os moradores a abandonar a rua, Beatriz irá para casa dos avós. António Grilo admite que essa é uma possibilidade. Para aqueles que não tiverem casas de familiares ou amigos onde ficar, a autarquia organizou o seu acolhimento no edifício da Santa Casa da Misericórdia de Alcácer do Sal, detalha.

 Há quase uma semana que a Avenida dos Aviadores está tomada pelo Sado RUI MINDERICO/LUSA

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Os relatos, as fotografias e a memória das cheias de 1963

A subida inesperada das águas que pode obrigar a realojar pessoas pela segunda vez

O levantamento porta a porta e as missões de patrulhamento noite fora

“Começámos a ter informação não favorável por volta das 7 da manhã, equacionávamos um cenário muito desfavorável mas não este cenário, [que] é efectivamente muito acima daquilo que seria expectável“, relata. Apesar de a noite desta quarta-feira ter sido de maré vazia, a água não recuou. Pelo contrário, a chuva foi de tal forma intensa que a água continuou a subir ao longo dessas horas.

O levantamento porta a porta e as missões de patrulhamento noite fora

A bordo do bote seguem alguns bombeiros, membros da protecção civil, da Marinha e funcionários dos serviços de acção social da Câmara Municipal. Seguem também três adultos e duas crianças, que contactaram as autoridades a pedir ajuda para sair de casa. Quase a chegar a “terra”, o barco fica preso na corrente. Várias pessoas que esperavam na margem entram na água, quase até à cintura, para ajuda os tripulantes na recta final do percurso.

O vaivém de barcos repetiu-se toda a noite, em missões de patrulhamento pelas ruas — mesmo que os barcos regressem sem mais pessoas a bordo do que quando partiram. “Estamos a tentar tirar pessoas, que nos solicitam que sejam retiradas das suas casas, uma vez que optaram por ficar inicialmente. Nós tínhamos aqui uma referência, porque fizemos um levantamento porta a porta com todos os nossos técnicos, avisámos as pessoas, solicitámos que, se pudessem, fossem para a casa de familiares”, elaborou.

Beatriz foi uma das pessoas que respondeu ao primeiro apelo feito pelas autoridades e saiu de casa ainda antes de a água lhe bater à porta. E elogia o trabalho que tem sido feito, do contacto directo com a população e da prevenção às actualizações frequentes e aos pontos de situação feitos nas redes sociais. Os elogios fazem eco pelas ruas da freguesia de Santiago, a freguesia “mais afectada” pelas cheias, segundo o presidente da junta, Duarte Dimas.

Nunca houve um executivo como este”, elogia Badina, que acrescenta que a presença constante das autoridades a reconforta e a acalma. Porém, mesmo esta presença e a solidariedade que despontou entre os salacianos, não é suficiente para resolver todos os problemas. Ao fundo da rua, a água impede o acesso às duas únicas farmácias da localidade. Para obter medicação, é preciso sair de Alcácer do Sal, entrar na autoestrada e ir a Grândola, uma viagem de cerca de 20 minutos para cada lado — os restantes acessos entre as duas localidades estão intransitáveis. O trajecto é mais desafiante para aqueles que precisam de medicações urgentes.

Além das farmácias, também as escolas do conselho não irão abrir portas até à próxima semana. Ainda assim, uma outra preocupação ocupa mais espaço aos políticos locais ouvidos pelo Observador: “As populações isoladas e envelhecidas” nas aldeias à volta de Alcácer do Sal. “Algumas localidades já estão isoladas e temos estado a fazer um acompanhamento telefónico com entidades que estão no local”, afirma ANTÓNIO GRILO.

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Eles lá sabem do que falam

 

… Ou lá falam do que sabem, que vem tudo a dar no mesmo. Nós é que não.

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Em directoZelensky diz que Putin apenas "tem medo de Trump". "Não tem medo dos europeus e quer humilhar a Europa"

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SÂMIA FIATES: Texto

Actualizado Há 8h

MARCIN OBARA/EPA

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Há 1hAcordo entre EUA e Rússia sobre corrida às armas nucleares expirou. "Já não estamos vinculados", diz Lavrov

Há 1hZelensky diz que Putin apenas "tem medo de Trump". "Não tem medo dos europeus e quer humilhar a Europa"

Há 1hZelensky adianta que morreram 55 mil soldados ucranianos "no campo de batalha".

Há 2hTrump sugere “abordagem mais delicada” para política anti-imigração dos EUA

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Há 6hPrograma de mísseis "fora de questão" na reunião entre EUA e Irão

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Há 6h"Substancial e produtivo" primeiro dia de negociações entre Rússia e Ucrânia em Abu Dhabi

Há 7hReunião trilateral em Abu Dhabi já terminou. Trabalhos recomeçam amanhã

Há 8hEmirados Árabes Unidos divulgam fotografia de encontro entre representantes russos, ucranianos e norte-americanos

Há 10hXi Jinping fala ao telefone com Donald Trump, avança agência estatal chinesa

Há 10hRússia diz que proposta para retirar urânio do Irão continua em cima da mesa

Há 10hVladimir Putin: "Nas relações russo-chinesas, é sempre primavera”

Há 13hReunião entre Rússia, Ucrânia e EUA começou

Há 16hAtaques israelitas matam seis palestinianos na Faixa de Gaza

Há 16hRepresentantes da Rússia, da Ucrânia e dos EUA reunidos em Abu Dhabi

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Entrada em destaque

15:30 Sâmia Fiates 

O que se passou até agora:

Representantes da Rússia, Ucrânia e Estados Unidos estão reunidos em Abu Dhabi numa nova ronda de negociações de paz. As conversações decorrem em meio a um contexto de tensões contínuas, com a Rússia expressando que manterá a ofensiva militar na Ucrânia até que Kiev aceite as suas condições.

Durante as discussões em Abu Dhabi, as forças russas continuam os ataques na Ucrânia, com o Kremlin a reafirmar que as operações militares permanecerão até serem cumpridas as suas condições específicas, como a retirada das forças ucranianas de Donbass. Este posicionamento surge em paralelo com os esforços trilaterais para alcançar uma solução diplomática duradoura para o conflito.

Os Estados Unidos decidiram aceitar um pedido iraniano para alterar os termos de um próximo encontro bilateral. A reunião será realizada em Mascate, Omã, e centrar-se-á exclusivamente no programa nuclear iraniano, deixando de fora temas como a influência regional do Irão e o seu programa de mísseis. Esta decisão reflecte um esforço concentrado para abordar directamente a questão nuclear, afastando outros tópicos potencialmente divisivos.

A proposta da Rússia para receber o urânio enriquecido do Irão continua em aberto, com Moscovo afirmando que a decisão final pertence ao governo iraniano. Esta iniciativa surge como parte de propostas para aliviar preocupações internacionais sobre o programa nuclear iraniano e insere-se num esforço mais amplo de negociações e acordos para promover estabilidade na região.

Há 1h22:36 Agência Lusa 

Governo saúda libertação de lusodescendente Jaime Reis Macedo

O governo saudou hoje a libertação do luso-venezuelano Jaime Reis Macedo, detido desde julho de 2025 pelas autoridades da República Bolivariana.

“Portugal mantém firme o compromisso diplomático pela liberdade de todos os presos políticos e pelos direitos humanos”, refere nota publicada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) nas redes sociais, em que manifesta “solidariedade” a Jaime Reis e família.

Na Venezuela existem pelo menos 711 presos políticos, incluindo 65 estrangeiros, segundo a ONG Foro Penal, especializada na defesa de presos políticos.

Sob pressão dos Estados Unidos, após a detenção do Presidente Nicolás Maduro, o governo venezuelano prometeu em 08 de janeiro libertar os presos políticos, mas tais libertações têm ocorrido apenas esporadicamente.

O governo venezuelano anunciou em 26 de janeiro que tinham sido libertados mais de 800 presos políticos, sem nunca os referir como tal, alegando que as libertações começaram “antes de dezembro”, embora a captura de Maduro tenha ocorrido em 3 de janeiro.

Há 1h22:28 José Carlos Duarte 

Acordo entre EUA e Rússia sobre corrida às armas nucleares expirou. "Já não estamos vinculados", diz Lavrov

O acordo New START, assinado em 2010 entre os Estados Unidos da América (EUA) e a Rússia para conter a corrida às armas nucleares ofensivas, expirou esta quarta-feira.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, liderado por Sergey Lavrov, emitiu uma nota a assegurar que, nas “circunstâncias actuais”, o lado russo “assume que ambas as partes não estão vinculadas ao NEW Start por quaisquer obrigações ou declarações simétricas”.

Ainda assim, o governante russo garantiu que o país vai agir “responsavelmente e de forma equilibrada”, desenhando as suas políticas “no campo das armas estratégicas ofensivas na base da análise da política militar norte-americana e a situação global na esfera estratégica”.

A Rússia permanece, contudo, “disposta para tomar medidas militares e técnicas para responder a ameaças potenciais adicionais à segurança nacional”.

“Ao mesmo tempo, o nosso país permanece aberto a procurar formas políticas e diplomáticas para estabilizar a situação estratégica na base de soluções que mutuamente sejam benéficas”, lê-se no comunicado.

Há 1h22:26 Manuel Carvalho 

IDF cercam vila na Cisjordânia

As IDF estão neste momento a cercar a vila de Beit Ur al-Tahta, na Cisjordânia, em busca dos suspeitos de um ataque com pedras no local, afirmam as próprias forças militares israelitas, citadas pelo The Times of Israel.

Este ataque terá afectado uma mulher israelita que sofreu ferimentos ligeiros quando o seu carro foi atingido pelas pedras e que foi, entretanto reencaminhada para um hospital em Jerusalém, avança a mesma fonte.

Há 1h22:16 José Carlos Duarte 

Zelensky diz que Putin apenas "tem medo de Trump". "Não tem medo dos europeus e quer humilhar a Europa"

Na mesma entrevista, o Presidente da Ucrânia constatou que o homólogo russo, Vladimir Putin, apenas tem medo do líder norte-americano, Donald Trump.

Volodymyr Zelensky realçou também que Vladimir Putin “não tem medo dos europeus” e acusou o Presidente russo de querer “humilhar a Europa”.

“O Presidente americano quer acabar com esta guerra através de um acordo. Nós apoiamos essas propostas, mas não pode haver acordo na questão da nossa própria soberania”, frisou.

Há 1h22:13 José Carlos Duarte 

Zelensky adianta que morreram 55 mil soldados ucranianos "no campo de batalha"-

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, adiantou hoje, numa entrevista ao canal de televisão France 2, que morreram 55 mil soldados ucranianos desde o início da guerra.

“Na Ucrânia, oficialmente, no campo de batalha, o número de militares mortos — sejam soldados treinados ou pessoas recrutadas — é de 55.000”, afirmou o líder da Ucrânia, realçando que o país também tem conhecimento de um “grande número de desaparecidos”.

Há 2h21:20 Agência Lusa 

Trump sugere “abordagem mais delicada” para política anti-imigração dos EUA

O Presidente norte-americano sugeriu hoje a possibilidade de uma “abordagem mais delicada” para aplicar a sua política anti-imigração nos Estados Unidos, num excerto de uma entrevista divulgado pela estação televisiva NBC.

“Descobri que talvez uma abordagem mais delicada possa ser útil. Mas é preciso ser firme na mesma”, declarou Donald Trump, respondendo a uma pergunta sobre que lições tinha retirado de Minneapolis, cidade do norte do país para onde os agentes do Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE) foram destacados em força e onde dois deles abateram a tiro, em janeiro, dois manifestantes, dois cidadãos norte-americanos, Renée Good e Alex Pretti.

CONTINUA

 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Lembro-me bem

 


De que o apreciei bastante, naqueles tempos..

Morreu José Luís Nogueira de Brito, histórico do CDS

O antigo líder parlamentar e dirigente do CDS morreu aos 88 anos.

DULCE NETO: Texto

OBSERVADOR, 4/2/26

Morreu, aos 88 anos, JOSÉ LUÍS NOGUEIRA DE BRITO, político histórico do CDS, avança o partido na sua página do Facebook.  “É com grande pesar que o CDS comunica a morte” do “militante, dirigente, deputado e antigo líder parlamentar”, lê-se na nota esta quarta-feira publicada.

“José Luís Nogueira de Brito é uma das grandes referências do CDS, da democracia portuguesa e de Portugal”, continua o comunicado.  “Licenciado em Direito”, o político “foi deputado à Assembleia da República por Braga, presidente da Comissão de Saúde, Segurança Social e Família e presidente do grupo parlamentar do CDS”, refere o partido. Nogueira de Brito ocupou ainda os lugares de “vice-presidente da Comissão Política e presidente do Conselho Nacional do CDS”.

O partido enaltece o percurso de Nogueira de Brito, sublinhando que foi “um dos mais brilhantes e notáveis tribunos do CDS na Assembleia da República” e um “exemplo de decência, integridade, humanismo e elevação”.

CDS-PP       POLÍTICA

 

COMENTÁRIOS:

Faz falta.

antonyo antonyo: Um senhor . Com um notável sentido de humor .

Cupid Stunt: Paz á sua alma.

Carlos Chaves: Sinceros pêsames à família e aos amigos, a democracia Portuguesa perdeu um grande vulto, do CDS, que infelizmente morreu com ele!    

Novo Assinante: Um verdadeiro social-democrata e centrista que abominava a extrema-direita fascista hoje comandada pelo fascista André Ventura, como constatava quem o ouvia na TSF no "Flasback", depois "Quadratura do Círculo". ´Que reste em paz.