quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Invejazinhas


De trazer por casa. O heroísmo, como sinónimo de lealdade. Hoje. Ontem era mais uma demonstração corpo a corpo, ou espada contra espada. Mas a lealdade perante o poder torna-se mais visível e apreciada, e certamente carinhosamente retribuída e vivida, como demonstra Trump, hoje. Cá na casa portuguesa o Amor domina, puro e fresco, segundo o exemplo de Gonzaga,  à sua Marília bela, que não resisto a reviver, graças a uma Internet providencial, impeditiva do nosso erguer da cadeira em busca do livro próprio para a escrita morosa.

Quem é Natalie Harp? Reacção acesa da Casa Branca a comentário de senador democrata coloca assessora de Trump sob escrutínio

Comentário de senador atirou assessora discreta para os holofotes e motivou insultos da Casa Branca ao democrata e aos jornalistas. Natalie Harp é considerada uma das pessoas "mais leais" a Trump.

MADALENA MOREIRA: Texto

OBSERVADOR, ,19 ago. 2026, 18:36

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Harp credita Trump por ter salvado a sua vida depois de ter sido diagnosticada com um cancro nos ossos

Ele não quer trabalhar. Ele quer construir o seu salão de baile e viajar com a Natalie no seu palácio voador presenteado pelo emir do Qatar”. A frase do senador democrata Jon Ossof, durante um comício da sua campanha de reeleição no passado domingo, poderia ter passado despercebida na longa lista de críticas e acusações deixadas pelos candidatos democratas a Donald Trump. Mas a menção a “Natalie” — um nome pouco conhecido na entourage do Presidente — valeu uma resposta acesa da Casa Branca.

Natalie é Natalie Harp, de 35 anos, uma das assistentes executivas do Presidente norte-americano. Apesar do cargo discreto que ocupa, Harp ter-se-á tornado um dos membros mais indispensáveis da equipa de Trump. A sua entrada no “mundo MAGA” fez-se em 2018, quando, depois de ter sido diagnosticada com um cancro nos ossos, criticou os cuidados de saúde do seu “estado controlado pelos democratas” — a Califórnia — e promoveu a recandidatura de Trump à Casa Branca por este representar o “Partido dos Cuidados de Saúde”. Em 2020, Harp tornou-se apresentadora no canal de direita conservadora One America News Network (OANN) e, em 2022, chegou à equipa de Trump.

Os primeiros relatos noticiosos sobre Harp descrevem-na como “uma impressora humana“, cujo trabalho é apresentar a Trump diariamente recortes de notícias elogiosas e, mais recentemente, colabora na redação das publicações de Donald Trump na Truth Social. Harp insiste em responder apenas perante Trump e também faz a ligação entre congressistas e dirigentes republicanos e a Casa Branca. O comentário de Ossof visa directamente o facto de Harp ter sido um dos poucos membros da administração que seguiu com o Presidente num avião militar depois da descoberta do alegado plano iraniano para matar Trump durante a sua deslocação à Turquia no mês passado.

A admiração por Trump — que credita por ter salvado a sua vida durante o diagnóstico de cancro — traduz-se em cartas que terá enviado ao Presidente, citadas pelo New York Times. “Eu quero que as coisas estejam bem entre nós. Eu sei que tenho estado distraída esta semana (esqueço-me de comer, até de dormir e só durmo umas horas de cada vez)”, lê-se na carta enviada ainda antes de Trump ter regressado à Casa Branca e que termina com: “Com todo o meu amor, Natalie“.

Mas todas estas informações sobre Natalie Harp não inundaram as redes sociais e a comunicação social imediatamente depois do comentário de Ossof. A primeira reacção surgiu na página do director de comunicação da Casa Branca, Steven Cheung.John Jackoff [trocadilho insultuoso com o nome do senador] deve ser o maior falhado e corno da política. Em vez de denegrir as pessoas trabalhadoras que servem o seu país, o Jon devia olhar bem para dentro da sua alma e perguntar-se por que razão é uma pessoa miserável que odeia este país”, criticou numa publicação.

O escrutínio intensificou-se depois da reacção da Casa Branca a questões da imprensa sobre o tema. Na segunda-feira, questionado na Sala Oval pela jornalista da CNN Kristen Holmes sobre as declarações de Ossocf, Donald Trump recusou responder, repetindo apenas: “Está calada“. Não é a primeira vez que Trump ataca uma das jornalistas destacadas na Casa Branca, mas fontes oficiais da presidência partiram imediatamente ao ataque. “Kristen Holmes é uma vergonha humilhante para a sua suposta profissão (…) Estes canalhas são o pior do pior”, “Um dia, os teus filhos vão ver esta pergunta nojenta e desumana. Eles vão ficar enojados e envergonhados por terem uma mãe tão insensível e vingativa”, pode ler-se em duas publicações de uma das contas oficiais da Casa Branca na rede social X.

À imprensa, os porta-vozes da Casa Branca caracterizaram Harp como “uma das mais leais e trabalhadoras assessoras na equipa do Presidente Trump”. “Ninguém quer saber do que esse falhado insignificante tem para dizer”, afirmou o porta-voz Davis Ingle, utilizando a expressão em inglês “nobody gives a shit“.

A reacção agressiva de Trump e da sua equipa é justificada por uma fonte próxima da administração ao The Telegraph com o facto de tanto o Presidente como a primeira-dama não gostarem de rumores sobre a sua vida privada. Outras fontes ouvidas pela CNN acusam Ossof de ter utilizado um nome desconhecido dos eleitores para fazer insinuações sobre o Presidente na entrada para a corrida das intercalares. E sublinham: Trump e Harp têm uma relação de “pai e filha”, marcada pela lealdade extrema da assessora ao Presidente.

 

Eis a história singela dos amores de Gonzaga, nada a ver com a de Trump, naturalmente, mas que agrada reviver, graças à nossa estrela igualmente singela:

Tomás António Gonzaga

                       LIRA I

Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,

Que viva de guardar alheio gado;

De tosco trato, d’expressões grosseiro,

Dos frios gelos, e dos sóis queimado.

Tenho próprio casal, e nele assisto;

Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;

Das brancas ovelhinhas tiro o leite,

E mais as finas lãs, de que me visto.

    Graças, Marília bela,

          Graças à minha Estrela!

 

Eu vi o meu semblante numa fonte,

Dos anos inda não está cortado:

Os pastores, que habitam este monte,

Com tal destreza toco a sanfoninha,

Que inveja até me tem o próprio Alceste:

Ao som dela concerto a voz celeste;

Nem canto letra, que não seja minha,

    Graças, Marília bela,

          Graças à minha Estrela!

 

Mas tendo tantos dotes da ventura,

Só apreço lhes dou, gentil Pastora,

Depois que teu afecto me segura,

Que queres do que tenho ser senhora.

É bom, minha Marília, é bom ser dono

De um rebanho, que cubra monte, e prado;

Porém, gentil Pastora, o teu agrado

Vale mais q’um rebanho, e mais q’um trono.

    Graças, Marília bela,

          Graças à minha Estrela!

 

Os teus olhos espalham luz divina,

A quem a luz do Sol em vão se atreve:

Papoula, ou rosa delicada, e fina,

Te cobre as faces, que são cor de neve.

Os teus cabelos são uns fios d’ouro;

Teu lindo corpo bálsamos vapora.

Ah! Não, não fez o Céu, gentil Pastora,

Para glória de Amor igual tesouro.

    Graças, Marília bela,

          Graças à minha Estrela!

 

Leve-me a sementeira muito embora

O rio sobre os campos levantado:

Acabe, acabe a peste matadora,

Sem deixar uma rês, o nédio gado.

Já destes bens, Marília, não preciso:

Nem me cega a paixão, que o mundo arrasta;

Para viver feliz, Marília, basta

Que os olhos movas, e me dês um riso.

    Graças, Marília bela,

          Graças à minha Estrela!

 

Irás a divertir-te na floresta,

Sustentada, Marília, no meu braço;

Ali descansarei a quente sesta,

Dormindo um leve sono em teu regaço:

Enquanto a luta jogam os Pastores,

E emparelhados correm nas campinas,

Toucarei teus cabelos de boninas,

Nos troncos gravarei os teus louvores.

    Graças, Marília bela,

          Graças à minha Estrela!

 

Depois de nos ferir a mão da morte,

Ou seja neste monte, ou noutra serra,

Nossos corpos terão, terão a sorte

De consumir os dois a mesma terra.

Na campa, rodeada de ciprestes,

Lerão estas palavras os Pastores:

“Quem quiser ser feliz nos seus amores,

Siga os exemplos, que nos deram estes.”

    Graças, Marília bela,

          Graças à minha Estrela!

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Acontece

 

Os requintes universitários produzem, por vezes, requintes de autopromoção enviesada. Mas não são só os universitários, julgo.

Jason Arday e a crise da Universidade

A Universidade transformou-se num sistema no qual muitos processos de avaliação, e financiamento são capturados por grupos associados a agendas ideológicas radicais.

ANDRÉ AZEVEDO ALVES,  Professor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa

OBSERVADOR, 19 ago. 2026, 00:25

O trágico final de Jason Arday – com o jovem professor catedrático a ser encontrado morto em sua casa em Londres poucos dias depois de se ter demitido da sua posição em Cambridge – não deve impedir a reflexão séria sobre o caso. Aliás, parte do respeito que é devido a Jason Arday como pessoa inclui não lhe negar retrospectivamente a possibilidade de agência pela sua conduta passada, reduzindo-a a uma vítima totalmente manipulada por um ou outro lado do sistema. Com base no que foi revelado desde que o caso começou, parece impossível negar que Arday foi, até ser denunciado e alvo de escrutínio, um charlatão extraordinariamente persuasivo e bem sucedido. Além dos múltiplos fortes indícios de fraude no plano académico, Arday acumulou várias histórias que deveriam ter suscitado suspeitas muito antes: desde correr 30 maratonas em 35 dias até sucessivas alegações de perseguição pessoal não confirmadas (o insuspeito Guardian disponibiliza aqui um bom resumo dessas histórias).

Não é, claro, incompatível que Arday pudesse ter muitas qualidades pessoais – em especial no plano comunicacional e de relacionamento interpessoal – e, simultaneamente, ser um mentiroso patológico e um fantasista. São aliás características que muitas vezes convivem no mesmo perfil psicológico e a natureza humana, como convém nunca esquecer, é complexa e muitas vezes retorcida (ou não fosse o pecado original uma condição universal comum a todos nós). O que é mais notável no caso não é Jason Arday em si mesmo, mas como foi possível chegar onde chegou sem que a charlatanice fosse detectada antes. É essa a questão mais importante e sobre a qual importa reflectir.

Esta é uma questão que pode, naturalmente, ter vários ângulos possíveis de análise. Um primeiro, entre nós bem apontado e resumido por Mário Amorim Lopes, foca-se em especificidades nacionais que associa ao declínio moral do Reino Unido:

“Na verdade, o caso Arday é apenas o sintoma do longo e lento declínio moral do Reino Unido. A polícia foi uma dessas instituições severamente afectadas por esta crise moral. Quando um jornalista do Times Higher Education começou a investigar a fraude e enviou perguntas a Arday, a Metropolitan Police passou quatro meses a investigar o caso – não o de fraude académica, mas a investigação jornalística de Jack Grove. Encerrado o caso, a polícia ainda ligou ao jornalista a recomendar-lhe que não voltasse a incomodar o professor. A polícia britânica transformada em secretariado emocional.”

Tanto a perseguição institucional e até policial a quem tentou escrutinar Jason Arday como a inaceitável forma como a Universidade de Cambridge inicialmente defendeu cegamente Arday e só depois, sob crescente pressão externa, anunciou abrir uma investigação que acabou por desencadear a demissão de Arday podem certamente ser vistos como sintoma dos problemas do Reino Unido. Mas prefiro aqui focar-me numa outra dimensão de análise, centrada em problemas que estão longe de ser exclusivos do Reino Unido mas afectam (pelo menos) todo o contexto universitário ocidental.

Por muito que os processos de recrutamento, promoção, avaliação científica e escrutínio académico em geral tenham falhas e limitações (e têm certamente), é difícil acreditar que Jason Arday pudesse ter sido o mais jovem negro a atingir a posição de professor catedrático em Cambridge se o seu posicionamento e a sua própria narrativa pessoal não encaixassem perfeitamente nos enviesamentos dominantes nas ciências sociais e nas humanidades – nomeadamente o progressismo e o wokismo.

As ideias têm consequências e os enviesamentos sistemáticos – nomeadamente nos meios académicos e (supostamente) científicos – têm causas que remontam precisamente à predominância esmagadora de ideologias de esquerda (e frequentemente de extrema-esquerda) e da agenda woke no sistema universitário, com particular intensidade e gravidade nas ciências sociais e nas humanidades. A este respeito, e recorrendo uma vez mais a uma fonte insuspeita, vale a pena ler o (longo) ensaio “Why I Quit the Tenure Track: The insufferable hypocrisy of elite academia”, de Tyler Austin Harper. No texto, o autor – um jovem académico negro com impecáveis credenciais progressistas – descreve a sua gradual desilusão com a degradação de padrões académicos e científicos que as motivações de engenharia social provocaram na instituição de elite para a qual foi contratado, assim como a hipocrisia reinante (neste caso no Bates College, no Maine). O ensaio merece ser lido na íntegra mas a passagem na qual Harper descreve a sua experiência num júri de recrutamento é particularmente elucidativa:

“Even more upsetting, my experience on that committee changed how I viewed other newly hired minorities on campus. I sometimes found myself reflexively wondering whether Bates’s professors of color were up to the job, or whether they were underqualified fodder for the school’s social-engineering regime. I could not unlearn what I had discovered: that more than a few people at this elite little college seemed happy not just to move the goalposts for people like me, but to take them down entirely. (…) How many other Charlottes had already been hired at Bates? And how common was this kind of thing at other colleges around the country? It seemed highly unlikely that I had landed at the only school in America so hell-bent on getting minorities through the door that it would make a mockery of academic standards if need be.”

Não creio que os problemas em causa estejam fundamentalmente (ou sequer principalmente) relacionados com práticas de discriminação racial (dita) “positiva”. Antes, eles inserem-se numa estrutura de enviesamento ideológico sistemático, através do qual a Universidade e o sistema científico se tornam ilhas de radicalismo financiadas por uma sociedade que não reflectem mas que ambicionam desesperadamente revolucionar. É esse enviesamento sistemático que possibilita casos como o de Jason Arday, que pode ser extremo pelo exagero mas infelizmente não constitui um desvio face às práticas vigentes e dominantes, em especial nas ciências sociais e humanidades.

Longe de serem um exclusivo do Reino Unido ou dos EUA, estes enviesamentos prevalecem em boa parte das Universidades e dos sistemas científicos ocidentais, inquinando e distorcendo de forma sistemática grande parte dos processos de avaliação, selecção e promoção. O resultado final, como acontece de forma flagrante também em Portugal e na UE, é um sistema no qual muitos processos de avaliação, acreditação e financiamento são capturados por grupos associados a agendas ideológicas radicais, por vezes associados sectorialmente a interesses rentistas instalados.

Concursos de recrutamento e promoção, avaliações institucionais, concursos para projecto e bolsas, entre outros, todos são inquinados por esses enviesamentos sistemáticos gerando um sistema estruturalmente disfuncional e capturado e uma situação de difícil resolução, em especial nas ciências sociais e nas humanidades.

Como lidar com esta gravíssima crise da Universidade é uma questão complexa e difícil. Se nada se fizer, a é a própria Universidade que arrisca a descredibilização total e, a prazo, a irrelevância. Por outro lado, programas de activismo de sinal contrário para tentar contrariar a hegemonia progressista dominante – como na Hungria de Orbán – levantam eles próprios preocupações e reservas. Numa perspectiva de reforma séria e consciente mas tentando evitar a ruptura, há iniciativas interessantes na Florida, como a Hamilton School for Classical and Civic Education da University of Florida (que contratou recentemente o português Nuno Palma) ou o Adam Smith Center for Economic Freedom da Florida International University (disclaimer: com o qual colaboro como investigador num projecto internacional em curso), mas é discutível que constituam uma abordagem suficientemente robusta face à gravidade e enraizamento dos enviesamentos que contaminam o sistema. O futuro da Universidade no contexto ocidental depende da capacidade que tenhamos para lidar com esta crise, em especial nas ciências sociais e nas humanidades. Possíveis caminhos a seguir serão tema para futuras reflexões.

UNIVERSIDADES       EDUCAÇÃO

COMENTÁRIOS (de 9)

Isabel Gomes: Nāo consigo perceber como é que as instituições britânicas que primavam pelo rigor, venderam a alma ao diabo, perdão wokismo.

Santos: Universidades, centros de investigação, associações de tudo (sem-abrigos, LGBTI+, da pobreza, disto e daquilo), que só promovem a sua agenda e querem financiamento público! Nas artes é tudo cultura de esquerda, etc. Mas nem mesmo o PS2 tem coragem de acabar com isto!

Eduardo Lourenço: Nós também cá temos os nossos Jason Arday. Na  classe política parecem cogumelos depois de um dia chuvoso.

 

CONCLUSÃO DO TEXTO ANTERIOR

 

«Estamos a censurar o sucesso de Montenegro?»

COMENTÁRIOS

Liberal do Costume É impressão minha, ou esta dama garrida nunca virava realmente o dente ao Poucochinho como o faz aqui a Montenegro?

A FJ: Primeiro, os jornalistas merecem ser questionados. Alguma vez havia este escrutínio se o governo fosse de esquerda? Sabemos todos que não. Segundo, queriam que o homem resolvesse em 2 anos problemas acumulados da governação socialista? Sabemos todos as consequências do acordo com o BE, estamos ainda a pagá-las. E até podemos ir mais para trás. Terceiro, acho muito bem que o governo, este ou qq outro, não determine a sua agenda pela pressão da comunicação social, mas sim pela sua leitura das prioridades. Por fim, alguém questiona que estejam efectivamente a ser feitas mudanças? Querem a prova? É só ver a indignação e a pressão que vai na comunicação social, precisamente. "Quando começas a ser atacado é porque estás no caminho certo". Eu nem sou fã do homem, mas aqui ele tem razão. Julgaremos no final, e não na espuma dos dias. Aliás, assim o mostram as tão faladas sondagens, todas dizem que os portugueses não querem eleições, seja quem for que ponham à frente. Até porque, o que seria a nossa alternativa? A não ser que alguém ainda acredite no pai natal, diria que estaríamos no regresso ao passado ou no domínio da banha da cobra. Não obrigado. Adiante.

Jorge Barbosa: Excelente artigo

Fernando ce: Concordo, e votei AD. E tem de fazer leis mais duras anti-imigração, pois não tarda temos 3 milhões de imigrantes indostânicos e sub-saharianos. E não vêm trabalhar na construção civil, dedicam-se a actividades de comércio , sendo certo que as mulheres não trabalham. Por este andar vai ser bonito, vai. A pressão sobre os serviços públicos é notória, com grávidas dos Palops a virem ter os filhos a Portugal. E ainda por cima dão “palpites” sobre trabalho do Governo no SNS. Nos transportes públicos metade são imigrantes. Idem em muitas escolas do ensino básico. E há dias no Continente do Colombo, uma mulher com a cara tapada com uma máscara, proibida em Portugal.

Miguel Siqueira: Tem toda a razão, Luís Montenegro. A comunicação social, Observador incluído, só sabe ir buscar o negativo, o que corre menos bem ou mal. São raras as notícias positivas. Acresce que o país está como está não por culpa de Montenegro, mas por culpa de 30 anos de socialismo, começado com Guterres (para não falar dos anos de Mário Soares). Montenegro está no poder há pouco tempo. Deixem-no trabalhar, está a fazer muito com a maioria relativa que tem.

Jorge Tavares: Eu também tenho uns casos de ovelhas de que falar. Estou longe de ser o único a apontar as ovelhas fiscais que se seguem ao presente parágrafo. Basta percorrer os artigos de opinião no Observador das últimas semanas e encontram vários. Os impostos continuam em máximos históricos. Os governos do atual PM não estão a fazer nada para os reduzir, ou à despesa estatal que pressiona para que sejam cada vez mais altos (uma possível excepção são algumas medidas do ministro Fernando Alexandre). O IRS continua a ter um número inconcebível de escalões - nove! Um IRS assim não é só contra o desenvolvimento económico. É contra o mérito. Constitui uma autêntica política de baixos salários. Empurra a juventude mais habilitada para a emigração. O IRC continua a ser progressivo, contra toda a racionalidade económica (começou com António Costa). A generalidade dos economistas concorda que a progressividade aplicada a empresas não faz sentido. Quanto mais bem-sucedida é uma empresa, mais castigada ela é pelo seu sucesso. A criação de mais e melhores empregos - um dos principais factores no aumento da prosperidade - é assim penalizada. Mais uma medida contra o desenvolvimento económico e contra o mérito. O "adicional ao IMI" da Mariana Mortágua continua em vigor, com tudo o que de simbólico tem da hostilidade à propriedade privada. Tinha sido instaurado para as "grandes fortunas". Hoje já abrange mais de 100 mil famílias. Mais uma medida de progressividade em mais um imposto que devia ser proporcional, mas flat. Esta fiscalidade e hostilidade são um dos factores que explicam a actual crise da habitação. Há vários outros factores, mas este governo só está a lidar com uma minoria  - que tanto quanto eu saiba,  não inclui os licenciamentos urbanos e a falta de trabalhadores.

O imposto sobre capitais (e.g., sobre os juros de contas a prazo) continua a ser de 28% - outra brutalidade fiscal que não muda desde 1 de janeiro de 2013. É sabido que as poupanças contribuem de maneira decisiva sobre a capitalização de uma economia. Este nível de tributação penaliza-a.

Em Portugal, muito impostos são progressivos, quando apenas o IRS o devia ser e com moderação (3 ou 4 escalões).  Quase só faltava tornarem o imposto sobre capitais progressivo também.

Fernando ce > A FJ: E mais de metade dos comentadores,  na TV, são de esquerda. E até os jornalistas que moderam os debates que  deviam ser isentos, tomam o partido da esquerda.  Um debate a dois temos dois contra um, sendo este último da área da AD.

Maria Emília Ranhada Santos: Tudo verdade! Excelente artigo!  É isso mesmo, Montenegro é um servo de quem quer destruir Portugal, a NOM. Montenegro cumpre à risca os objectivos demoníacos da agenda 2030 e depois faz estas declarações bizarras, também elas inscritas na mesma agenda! Aconselho vivamente a leitura deste perverso documento que nos estão a impingir como uma coisa muito boa, quando na realidade ela só serve a satanás

AdOB > Liberal do Costume: Para quem acusa/critica PPC da queda do BES está muito exigente com as críticas dos outros! Porque não critica LM como critica PPC?

José B Dias: Basta ver as reacções dos incondicionais da cor política para ter a confirmação de que a cronista conseguiu pôr o dedo na ferida ...

Oscar gomes: A Dra Helena Garrido tem que mudar os óculos. Além de ter uma grande miopia da visão politica e social,  vê tudo em tons cor-de-ROSA além de "misturar alhos com bugalhos". Os casos que enumera e que são reais  e  acontecem porque o dinheiro que deveria ser investido na viatura em falta vai ser para cobrir os 160 milhões que a aliança CH-PS fez desaparecer dos cofres do Estado ao abolir as portagens e abolir o princípio do utilizador-pagador,  i. é, pagamos todos os que só alguns usam além. Esta aliança é patente em muitas outras coligações CG-PS que apostam nos gastos orçamentais que fazem com que as contas do Governo sejam alteradas e desviadas para gastos populistas para capitalizarem votos. Relativamente aos roubos e outras situações sem justiça ou justiça tardia e sem consequências e situações análogas a culpa é de TODA   a AR. Não vê ou não quer ver que o que se passou na Educação foi um incidente funcional do ME boicotado por toda a esquerda na Educação incluindo muitos professores. Bastava ver na TV o deleite do Sr Filinto Lima, director de agrupamentos escolares ao falar dos problemas da correcção dos exames. Não vê ou não quer ver que o Estado chinês já ganhou e continua a ganhar milhões que vão enriquecer os chineses e os cidadãos chineses, mas rejeita que o Estado português faça o mesmo (??!!) e que o investimento na REN EDP e outras são um óptimo investimento e uma segurança para o país tal como por ex a CGD ?  Relativamente à produtividade gostaria que a cronista nos explicasse como é que o Estado pode interferir na produtividade de empresas privadas...

David Pinheiro: Bons números na economia? O nosso maior parceiro económico cresce muito mais que nós. E nem conseguimos acompanhá-lo, apesar de sermos mais pobres. Nem sequer conseguimos aproximar-nos da média da UE, apesar de sermos pobres e como tal nos ser mais fácil crescer. Já nem falo nos fundos europeus, que sistematicamente falham em cumprir o seu objectivo da convergência.  E a pouca convergência que conseguimos é mais por culpa da Alemanha que está em pré-falência do que pelo nosso próprio mérito.  Nem conseguimos a convergência com um bloco que está em pré- morte.

Observador . “Um país em colapso” Esta gente saberá o que é um país em colapso? Isto parece terminologia chegana. Perdeu-se a noção do ridículo e do verdadeiro significado das palavras. É tudo hipérboles.  Os dois exemplos que deu então são do mais ridículo e populista que tenho ouvido recentemente. Será que a Helena está a sucumbir ao cheganismo? Julgo que não, mas que parece, parece.

AdOB > Rosa Ribeiro:  Espera-se de um PM que não tenha estados de alma, não ande a fazer choradinhos na TV e a pedir aos jornalistas para fazer propaganda grátis. Tem mulher, filhos e amigos. O colinho é aí.

DP: Eu não sei se LM tem ou não razão nas críticas que faz à CS, possivelmente até nem terá; mas há uma coisa que sei, que todos sabem e temos a certeza: sempre que algum político faz uma crítica à CS é mais que garantida uma reacção corporativa ao estilo "ai, ai, estão a atacar aqueles que têm por missão escrutinar o poder político, não pode ser!", esquecendo que em democracia NINGUÉM, absolutamente ninguém, está acima da crítica; e que ninguém, absolutamente ninguém é intocável! Mas a malta da CS parece, "por algum dom divino", sentir-se intocável e acima de qualquer juízo feito por terceiros!! Julgam-se assim uma espécie de "vacas sagradas" das democracias!! Ora em democracia não é assim: em democracia TODOS  sem excepção estão sujeitos a crítica, incluindo a CS. E se existe sector que merece duras críticas é precisamente a CS que há vários anos a esta parte parece dedicar-se mais ao espectáculo e ao drama para estimular audiências e o clikbait* (que é o que os patrões lhes mandam fazer) do que à missão de informar e esclarecer de forma ISENTA, que é para isso que estão licenciados e lhes foram atribuídas as respectivas carteiras profissionais! *tudo isto e fazer o chamado jornalismo de trincheira como forma de propaganda das convicções políticas e ideológicas pessoais de jornalistas e cronistas, muitas vezes recorrendo aos métodos mais baixos de desinformação, como se vai vendo por ai com alguma gente em variadíssimos meios de CS da nossa praça!

Paulo Botica: de facto, os dois primeiros casos, só agora surgem, antes não era assim. É esta imparcialidade que se critica.