Do Texto anterior:
de JOSÉ MANUEL
FERNANDES: “O que a Alemanha e a Suécia nos dizem sobre o “não é não”
in “COMENTÁRIOS
Fernando ce
Nem mais. O centro, direita
e a esquerda moderadas, acham que sabem o que o povo quer e não o ouvem. Até os
comentadores da imprensa escrita e TV, são quase todos de esquerda. O Expresso virou à esquerda com esta última
direcção, acabando por reduzir o número de leitores. Só assim percebo o
contacto telefónico insistente que me fazem para voltar a assinar o referido
semanário. Leitor assíduo durante dezenas de anos, deixei de o ler.
Como referiu JMF esses
defensores da pureza democrática deviam “começar por ter respeito pelos
eleitores e pelas suas inquietações. Quando em vez disso se prefere erguer
dedos acusatórios, o feitiço acaba por virar-se contra os feiticeiros (que são
muitos, infelizmente).”
Note-se que na Suécia hoje
é consensual o endurecimento da política migratória, introduzida pela direita
radical.
Jorge Espinha
A Alemanha tem mais de 80
milhões de habitantes. Se na Alemanha um milhão de entradas de chofre causaram
problemas sociais e nas capacidades de resposta dos serviços públicos, 1 milhão de entradas em Portugal é refresco?
Parece que é!
Filipe Batista
O novo jogo dos partidos de
esquerda é acelerar a substituição demográfica para obter os votos que está a
perder junto dos europeus nativos.
Se a substituição
demográfica não parar, podemos dizer adeus a Portugal. Mesmo que Portugal continue
a chamar-se Portugal, não será mais
Portugal.
Joao Cadete
Cheganos são uma criação do
PS, é bem verdade, mas é pior... Cheganos são agora mais xuxas que os xuxas...
é ver as suas propostas.
João Floriano >Jorge Espinha
Refresco de cicuta,
certamente.
Observador > Joao
Cadete
João Cadete, tem toda a
razão. Os cheganos estão, em muitas matérias, mais socialistas do que os
próprios socialistas. Não é à toa que lhe roubam eleitorado.
É a lógica populista:
agradar a todos, prometendo dinheiro a todos, e logo se vê quem paga.
O Chega viveu muito à
boleia da imigração, mas, quando olhamos para algumas propostas económicas,
encontramos coisas que até o PCP dificilmente defenderia, como equiparar a
pensão mínima ao salário mínimo e, ao mesmo tempo, baixar a idade da reforma.
Prometer é fácil. Fazer as
contas é que estraga o populismo.
Ana Luis da Silva
Já vem tarde a reflexão de
JMF.
O “não é não” deixou de ser
problema a partir do momento em que o CHEGA já ultrapassou o PSD nas intenções
de voto.
Se o CHEGA ganhar, ou
melhor, quando o CHEGA ganhar, qual vai ser mesmo a resposta do PSD a colaborar
com o partido mais votado? Se não o fizer, o CHEGA dará uma razia nos poleiros
dos sociais-democratas, se o fizer, será engolido por um partido que se comprometeu
a colocar o país à frente dos interesses partidários…
Em que ficamos, caros
laranjinhas?
Observador
As cercas sanitárias aos
partidos populistas de extrema-direita não parecem estar a resultar. E não há
nada como ter responsabilidades governativas para sofrer o desgaste da governação, é
assim em todo o lado. Falar é fácil, resolver é outra coisa.
A direita portuguesa fez
bem em não cair nessa lógica. O “não é não” de Montenegro nunca significou
uma cerca sanitária como algumas mentes mais limitadas podem pensar,
significava não haver Chega no Governo nem coligação governativa com o partido.
Outra coisa é negociar, votar em conjunto ou chegar a entendimentos
parlamentares quando existe convergência. Aliás, isso já aconteceu várias
vezes.
Relembro, que foi a própria
direita, contra a vontade da esquerda, que considerou, e bem, que o Chega tinha
todo o direito a estar representado nos órgãos da Assembleia da República.
Portanto, convém não
confundir, uma coisa é excluir o Chega do Governo, outra é fingir que os seus
deputados não existem. Quando forem úteis, negoceia-se. Quando não forem, cada
um segue o seu caminho. O resto é a democracia a funcionar.
Paulo Almeida
A Alemanha está num buraco.
A Afd ganhou também porque o país está desfigurado.
Mais de 20% de imigrantes
Mais de 8% da população
toda são muçulmanos.
Mas sobretudo, em 2015
cerca de 80% da população tinha Pais alemães. 10 anos depois já é cerca de 68%.
E como os muçulmanos têm
tipicamente muitos filhos e todos eles seguem a religião dos Pais (que
remédio), não é preciso nenhum génio matemático para perceber o que será a
Alemanha daqui a uns anos.
Na recente eleição, as
pessoas saíram em força de casa para dizer basta a este rumo. Podem ser pobres
nesse Estado, mas sabem se calhar melhor que os ricos da Baviera avaliar a
sociedade e para onde vai.
E sabem o que querem.
Sabem que não têm opção de mudar de casa ou país facilmente. Lutam por uma
identidade.
E se cá não fazemos o
mesmo, vamos dar ao mesmo local.
Paulo Simões > Filipe Paes de Vasconcellos
Mas qual extremismo???!!!
Denunciar e querer parar a colonização da Europa por exemplo é extremismo? Ou
será apenas bom senso? A verdade incómoda é que a realidade se tem encarregado
de provar que os partidos "extremistas" têm tido razão desde o inicio
e que os moderados não passam de umas baratas tontas.
João Floriano:
Costuma-se dizer que vemos
as nossas costas pelas costas dos vizinhos. Já repararam como as nossas costas
são território praticamente desconhecido no mapa do nosso corpo, território
esse que apenas vislumbramos ao espelho ou numa foto? A política portuguesa devia prestar muita
atenção ao que acontece à nossa volta. e sobretudo tirar conclusões. Fala-se
sempre na radicalização de uma parte do espectro partidário, neste caso a
direita, não a mansinha, a fofinha, a
frufru que tão querida é pela esquerda, porque não traz qualquer problema. É
uma flor de plástico que compõe um ramo de flores. Ajuda a manter a ilusão de
que a esquerda é democrática, quando geralmente só o é na medida em que não
conte com oposição. Mas e a radicalização da esquerda e até do centro? Nunca se
fala nela? A terceira lei de Newton ou Princípio da Ação e Reação diz o
seguinte:
A toda a força de ação
corresponde sempre uma força de reacção de igual intensidade, mesma direcção e
sentido oposto.
Terá havido posição mais
radical nos últimos tempos do que o NÃO É NÃO de Montenegro? Então qual a admiração com o que estamos a
observar na vida partidária portuguesa?
madalena colaço
Comentadores, jornalistas,
especialistas, políticos... parece não quererem entender e saber as verdadeiras
causas de partidos como a AfD terem a votação que tiveram. SOBERANIA, é o que
estes partidos prometem à população, em que a Constituição de cada país está
acima da dita constituição europeia. Numa Europa, que caminha a passos
largos para uma Europa Federada, sem que o povo tenha sido chamado a
pronunciar-se, em que tudo é imposto de Bruxelas, desde as leis sobre a
imigração às regras desastrosas que impuseram aos agricultores, (curiosamente
foi na Alemanha e não em França que os agricultores se revoltaram primeiro com
a legislação europeia que os está a estrangular), à senhora Van der
Leyen que aceita sem discutir as tarifas que o Trump lhe impõe, e é esta mesma
senhora que decide quais os canais de televisão que pode mandar fechar, como a
RT, para já não falar das mensagens com a Pfizer que se recusa a mostrar e que
pôs o orçamento europeu com dívidas, é toda esta arrogância que vem de
Bruxelas que os eleitores já não suportam.
Agora, a comissária, juntamente com Macron, querem retirar a
soberania que cada país ainda tem nas suas forças armadas para o comando da
Europa. É este dirigismo da política europeia que está a revoltar quem
tradicionalmente votava nos países do centro. Lembro que em 2013, quando
surgiu a AfD, achei o partido extremamente corajoso porque a sua máxima era
saírem do euro para voltarem a ter a soberania monetária. Coragem, porque
nesses idos anos de 2013, era a Alemanha que tirava uma enorme vantagem de
estar no Euro. A depreciação desta moeda por causa da crise da dívida de muitos
países do euro, beneficiou a Alemanha nas suas exportações. Com um euro muito
barato beneficiava das exportações mas para o partido, o importante, era
regressar à sua Soberania monetária.
Vitor Batista > Joao Cadete
Criações do ps foram
bancarrotas e tachos para os membros do politburo xuxalista, de resto nunca
fizeram m*rda nenhuma de jeito.
Maria Gomes
Em Portugal o caso do não é
não particularmente incompreensível. Estávamos a ser governados por um PS
cada vez mais próximo de partidos de matriz soviética ou marxista com uma
influência desproporcionada em áreas estruturais, como a saúde, a educação, a
ferrovia, transportes e educação e cujos resultados estão à vista. Todas estas
áreas estão num estado calamitoso. Veja-se os resultados do Pisa.
Além disso, estamos reféns
de uma administração pública desgovernada e que nos trata como um incómodo do
qual se precisa de livrar.
A preocupação devia ser pôr
termo a isto tudo independentemente de o Chega também não ser solução.
Infelizmente temos a CS que
temos, os mensageiros da geringonça.
Quando apareceu, a IL
parecia estar bem consciente do papel que podia desempenhar denunciando o
estado do país. A CS fez um silêncio ruidoso à volta deste partido. Os ganhos
que a IL teve conseguiu nas eleições onde teve oportunidade de ser ouvida.
Entretanto mudou de estratégia, já é tolerada pela CS, mas deixou de ser
credível.
Por muito paradoxal que
seja, devemos ao Chega ter travado parte da irracionalidade com que éramos
governados.
José Paulo Castro
Ainda não entendi porque a
cerca se chama sanitária...
Não será o caso porque
apenas se aplica a políticos? Principalmente aos que a definiram?
Os eleitores parecem imunes
ou indiferentes.
João Floriano > Ruço Cascais
Adorei, adorei, adorei esta
versão contemporânea da Branca de Neve e dos sete anões, embora não tenha
percebido onde estão os anões porque o Dengoso já há bastante tempo que
cresceu. Estes contos dos irmãos Grimm só aparentemente são para crianças. No
fundo são para adultos. Repare só na falta de vergonhice do conto do Capuchinho
Vermelho. Começa logo por ser um capuchinho vermelho, uma cor que diz muita
coisa. Depois a CPCJ é muito descuidada com a situação da Capuchinho que é
mandada sem supervisão parental levar a bucha à avó. O lobo é um pedó…fi…lo sem
recuperação que só pensa em comer a Capuchinho. Depois ainda explora a avó, o
que é um caso de maus tratos a idosos. Então agora que sabe que a velha vai ter
um reforço de pensão anda doido. Entretanto os lenhadores apanham o lobo em
flagrante e dão-lhe um enxerto dos valentes. A sorte do lobo é que a senhora do
PAN mete um recurso por ser um lobo ibérico e ele safa-se com termo de
identidade e residência. E aí o temos de novo, a perseguir a Capuchinho e a
sacar o cartão da avozinha para satisfazer o vício.
Ruço Cascais
Não é Não, uma história
dramática.
Tudo começou com a Branca
de Neve e os seus sete anões. Um deles, o Dengoso, tinha a líbido muito
desenvolvida, e sempre que apanhava a Branca sozinha de joelhos a lavar o chão
tentava a sua sorte. Branca de Neve que não gostava de homens baixos, muito
menos de anões, travava com autoridade as investidas de Dengoso e dizia-lhe
repetidamente com austeridade: NÃO É NÃO!
Dengoso andava desesperado
e triste. Um dia enquanto se aliviava na floresta, ouviu os planos da Bruxa Má
e do Príncipe Encantado para endrominarem a Branca e a seduzirem.
Dengoso limpou-se
rapidamente a umas folhas secas e correu a grande velocidade para a Branca de
Neve, e ainda ofegante disse-lhe: - ouvi agora o Príncipe Encantado e a Bruxa
da mãe a conspirar sobre ti. - O que é que eles disseram? Perguntou a Branca
cheia de curiosidade e com as hormonas aos saltos. Dengoso sabendo que Branca
era muito alcoviteira e não resistia a um segredo, aproveitou a situação e
respondeu: - conto-te tudo, mas só se baixares as calcinhas. Branca
respondeu-lhe mais uma vez: - NÃO É NÃO.
Branca (Montenegro)
tramou-se. O Príncipe Encantado (Carneiro) e a Bruxa Má (Brilhante Dias)
envenenaram Branca com uma maçã podre (Luís Neves) e Dengoso (Ventura) deixou
de tentar seduzir Branca e passou a chamar-lhe nomes feios e continuou a
aliviar-se sozinho na floresta.
O NÃO É NÃO faz o caminho. 🤪
Tim do A > Fernando ce
O "Expresso foi sempre
um jornal de esquerda, mas agora a roçar a extrema- esquerda, como o Público.
Ricardo Ribeiro > Jose Miguel Pereira
Você sabia quem seriam os
ministros do governo da AD/Montenegro? Talvez o das finanças...
Zé Pagador
Os partidos que defendem as
cercas sanitárias ainda não viram que as cercas o que fazer e limitar os
próprio que as defendem. O não é não é um exemplo disto. PS2 podia ter acabado
com o CH armou em parvo agora vai ser o CH que vai absorver o PS2 e o que sobrar
vai se juntar ao PS.
Filipe Paes de Vasconcellos
Tem toda a razão no que
escreve neste seu excelente artigo.
No entanto, entendo que as
“cercas sanitárias” são, ao contrário do que muitas vezes se pensa, provocadas
pelos próprios que, devido ao extremismo e até fanatismo das suas ideias e
propostas levam a que esses partidos
sejam excluídos pelo “sistema “ em benefício próprio.
Tim do A > Filipe Batista
Isso mesmo.
Ricardo Ribeiro > João Cadete:
Ui, a criação de um fundo
soberano para intervenção em empresas "estratégicas", a taxação de
lucros extraordinários das petrolíferas e a dádiva de um bónus anual aos
pensionistas entre outros exemplos, é ser socialista?...talvez!