sexta-feira, 9 de outubro de 2026

“Bicho da Terra”

 

É o que parecemos, todos, para sempre, também segundo Os Lusíadas, I, estr. 106:  “No mar, tanta tormenta… Na terra, tanta guerra, tanto engano…”

Mas cá vamos andando, atamancando, acusando…

Viva o povo brasileiro?

O que se passa com o povo brasileiro? Deixou-se manipular pela desinformação, pelo populismo, pela demagogia, pelo extremismo, ou foi mesmo interferência externa?

JAIME NOGUEIRA PINTO,Colunista do Observador

OBSERVADOR, 08 out. 2026, 00:25

Foi Trump. Foi Netanyahu. Foi a grande internacional da extrema-direita. Só pode ter sido interferência externa.  De outra maneira não se explicam os resultados no Brasil.  O que se passa com essa outra metade, inesperadamente maioritária, do povo brasileiro, que parece já não ter como referência a imprensa de referência que tanto se esforçou para lhe indicar o caminho do bem? Deixou-se manipular, evidentemente. Cedeu à desinformação, ao populismo, à demagogia, ao extremismo alheio e “votou mal.”

Escrevi aqui, há duas semanas, sobre os casos de corrupção e abuso de poder no Supremo Tribunal Federal, mais próprios de uma pequena república cleptocrática das antigas do que de uma nação como o Brasil. E sublinhei o quase silêncio dos media portugueses sobre o grosso dessa corrupção, inequivocamente ligado aos partidários e amigos do Presidente incumbente. Aparentemente, para bem do povo e da democracia, achou-se melhor falar só do dinheiro que Flávio Bolsonaro, alinhado com o mal, pedira ao corruptor Vorcaro para o filme Dark Horse sobre o seu pai, Jair, e silenciar as avenças milionárias, as viagens em jactos, os hotéis de luxo, as garotas de programa, as mensagens e os favores trocados entre o grande corruptor e os seus amigos e clientes do Supremo Tribunal, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, alinhados com o bem. É que o povo, na sua simplicidade e ignorância, na sua bondade intrínseca, tinha de ser guiado, conduzido, endoutrinado por quem sabia o que era melhor para ele.

Porém no Domingo, 4 de Outubro, para profunda tristeza e incredulidade de muito pivot, comentador e entrevistado de rua escolhido ao acaso entre os apoiantes de Lula, houve uma fatia inesperadamente maioritária do povo brasileiro que se mostrou pouco dócil aos apelos dos seus melhores, surda aos papões e aos polígrafos agitados, indiferente até à possível reencarnação do próprio Hitler nos trópicos que se adivinha – ou mais atenta à realidade do que se esperava. Porque além de, ao contrário do proclamado pelas sondagens, Bolsonaro ter ficado à frente de Lula por 47/45, a direita e o centro-direita tiveram uma vitória esmagadora nas eleições para o Congresso e vitórias significativas nos governadores eleitos – culminando na eleição para governador do Paraná, à primeira volta, de Sérgio Moro, do Partido Liberal, protagonista do Lava Jacto que condenou Lula à cadeia e ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro.

Os números

Nas presidenciais, Flávio Bolsonaro teve mais 2 200 000 votos que Lula da Silva. No Senado, que renovava 2/3 dos seus 81 lugares, o Partido Liberal de Bolsonaro passou de 15 para 28 senadores, quase duplicando a sua representação. O Partido dos Trabalhadores tem 9. Os números, além de consolidarem a importância do “bolsonarismo” no legislativo, tornam possível o saneamento dos juízes (ou “ministros”) do Supremo Tribunal Federal que incorreram em “irregularidades”, já que muitos dos senadores eleitos na vaga direitista fizeram da promessa de impeachement dos juízes corruptos o seu cavalo de batalha. E se para a interdição dos juízes prevaricadores são precisos 54 senadores, são já pelo menos 49 os que a defendem.

A corrupção dos seus aliados na Corte Suprema saiu cara ao “incumbente” do Planalto que, à última hora, ainda tentou dissociar-se do “bando dos Quatro”, disparando para o ar banalidades moralistas, tais como “ninguém se pode tornar ministro do Supremo Tribunal Federal para enriquecer”, enquanto exaltava a luta de Moraes (o que mais enriquecera…) “em defesa da Democracia”.

Quando o povo “ameaça a Democracia”

Agora que se estipulou que a Direita desapareceu e só existe a Ultra-Direita, a Esquerda e os centristas que vêem o chão a fugir-lhes debaixo dos pés não conseguem resolver a equação que os acompanha desde os tempos em que os autoritarismos vigoravam nos países do Sul da Europa e na América Latina. Se para combater os autoritarismos e as ditaduras militares conservadoras todos – até os comunistas, estalinistas, maoistas, polpotistas ou trotskistas, partidários de Repúblicas Democráticas ou Socialistas mais opressivas e assassinas do que os regimes que combatiam – reivindicavam eleições livres, porque a democracia era boa, o povo era bom e a maioria era sagrada, o que fazer agora contra a “ultra-direita”, quando o povo, a maioria, escolhia “mal”, ou escolhia precisamente a “ultra-direita”?

A hipótese de, em épocas de descontentamento, decadência, crise e tensão, os cidadãos, os eleitores, que constituem o povo soberano, poderem usar o voto, a sua fracção de soberania, mais contra do que a favor, parece não se pôr. Sobretudo se é contra quem está no poder e o representa; contra quem proclama que o país “não é quintal de ninguém” enquanto faz do país o seu quintal privativo.

Desde o fim da Guerra Fria que o poder no Ocidente, no mundo euroamericano, tem sido exercido por aquilo a que podemos chamar “o centrão”, através de uma burocracia considerada “apolítica” e “tecnocrática”, mas que, por convicção ou cedência útil, se foi regendo pelos valores culturais e sociais de uma esquerda “esclarecida”, “progressista”, “hedonista”, “elitista” e “radical”. Esse conjunto de elites, todas globalistas, apostou na desindustrialização e na progressiva abolição das fronteiras, rumo a uma grande comunidade, a um grande mercado, abrangendo generosamente toda a humanidade, mas onde essas mesmas elites e as suas “razões práticas” se moviam com maior destreza e proveito. Com isto gerou-se no Ocidente um mundo de extremas desigualdades económicas, em que as classes trabalhadoras foram marginalizadas e as classes médias empobreceram.

Entretanto, nesse mesmo mundo euroamericano, o revisionismo da Escola de Frankfurt e os “marxismos imaginários” de que falava Raymond Aron, multiplicados até à alucinação, tornaram-se o catecismo dos pequenos e médios intelectuais das universidades e da comunicação social dos dois lados do Atlântico, largamente subsidiados por uma burguesia discreta, centrista, civilizada. E quando os eleitores, privados de outros instrumentos – a Academia, a Comunicação Social – reagem pelo voto, e reagem contra, então o povo deixa de ser sábio e soberano para passar a ser manipulado, a maioria deixa de ser sagrada para passar a ser fraudulenta ou pasto de “interferência externa” e a Democracia passa a estar “sob ameaça”.

O Brasil, o país mais importante da América do Sul, já esboçara uma reacção deste tipo com Jair Bolsonaro, vencido em 2022 por uma coligação da esquerda pêtista e parte substancial do Centrão. A gestão governamental de Lula, o apetite do seu filho, Lulinha, por “dinheiro vivo”, juntamente com os escândalos no Supremo Tribunal, levaram aos resultados de 4 de Outubro.

Mas o país está dividido e ainda há uma segunda volta.  Pode ser que, apesar de o “arrastão bolsonarista” da primeira volta já ter causado sérios “danos à Democracia” por via eleitoral, o povo ainda queira “salvar a Democracia”, votando Lula.  Só assim, devidamente alinhado com o bem, o bom povo, o dócil povo, poderá voltar a ser “sábio e soberano”.

Infelizmente para os que assim o desejam, tudo indica que não, que, no dia 25, o povo brasileiro ainda vá dar sinais de vida.

COMENTÁRIOS:

(Mais votados 22 Todos 58)

Ricardo Ribeiro

Das mais esclarecidas descrições dos tempos actuais com as respectivas explicações das causas e efeitos subjacentes. Há parágrafos neste texto verdadeiramente sublimes. E o resultado das políticas adoptadas, desde as Américas até ao velho Continente, estão à vista! Agora, queixem-se!...

Miguel Seabra

Muito bom! As TVs vão estar de luto novamente no dia 25 e no dia 25 de Abril de 2027 os sabujos locais não vão poder (mais uma vez) lamber os pés ao Lula na Assembleia da República.

João Floriano

A nossa CS é muito discreta no que diz respeito a Lula da Silva. Não me lembro de ter ouvido falar nas «aventuras» do Lulinha. Por aquilo de que me apercebo entre os brasileiros meus conhecidos há uma grande expectativa sobre o que o PT irá fazer porque é opinião comum entre quem vota Lula ou Bolsonaro, que o PT não vai largar o osso . Uma das minhas curiosidades se Bolsonaro ganhar (para já, os sinais apontam para tal acontecer), é observar como se vai comportar o Brasil nos BRICS e como os países associados antiamericanos irão  reagir a uma guinada  política no Brasil. Independentemente da política, Lula já enjoa os brasileiros. é o que acontece quando se serve constantemente Lula recheada de juízes corruptos, banqueiros trafulhas e toda a espécie de vigaristas. E ainda por cima Lula ressequida, que o panamá não consegue esconder.

Antonio C.

Excelente artigo. Curioso saber que a maioria dos “fugidos” para Portugal da democrática e próspera República Lulesca tenham votado no mesmo. Coincidências…,

Maria Nunes

Excelente artigo JNP.  Regra geral, a nossa comunicação social parece que tem medo de dizer as verdades sobre Lula.

Manuel Martins

Faz lembrar o discurso do candidato do PCP em Almada, depois de ter surpreendentemente ter perdido as eleições autárquicas, que não perdia desde o 25 Abril:" o povo tinha-se enganado e então iria sofrer por isso" ...

Ruço Cascais

Sociedades cada vez mais crispadas, ódios cada vez mais à flor da pele, violência gratuita cada vez mais frequente.

As esquerdas não estão preparadas para lidar com a democracia cada vez que perdem eleições. As direitas começaram a reagir às provocações das esquerdas.

As esquerdas já não representam o povo, representam esquemas corporativos para garantirem a manutenção do poder. As direitas conquistaram os povos porque resolvem os problemas das populações.

As esquerdas no poder não conseguiram resolver os problemas da habitação, do ensino, do sistema nacional de saúde, da redução da subsídio-dependência, do aumento de rendimento per capita.

Os povos começaram a perceber o engodo das esquerdas e a votar na direita que lhes oferece mais perspectivas para um futuro melhor para eles e para os filhos. As esquerdas não aceitam essa derrota, não se conformam com os resultados das suas políticas. Desesperadas com a derrota estão disponíveis para tudo, incluindo a tomado do poder pela força.

A possibilidade de um banho de sangue no Brasil é real, mas, também não é de desconsiderar esse banho de sangue em Espanha, nos Estados Unidos, França, quiçá em Portugal com uma vitória redundante do CH.

Na minha opinião, o mundo não está num dos seus melhores momentos. A nova sociedade digital com as suas redes sociais, informação em catapulta, fake news, influência e manipulação transforma cada cidadão num potencial activista e muitos deles em activistas radicais de cabeça perdida. Tudo pode acabar num grande banho de sangue.

Um mundo radicalmente dividido, em que metade tem um ódio de morte à outra metade.

Américo Silva

O Tribunal Constitucional da Roménia anulou o resultado da eleição presidencial por uma suposta interferência russa, Georgescu encontra-se actualmente detido.

João Diogo

Mais uma excelente crónica , por cá no burgo a C.Social , nem umas notas em rodapé, sobre a corrupção instalada no Supremo Tribunal da camarilha de Lula, como esse execrável Alexandre Moraes.

João Floriano > Ruço Cascais

«Um mundo radicalmente dividido, em que metade tem um ódio de morte à outra metade. »

Um frase redonda que descreve talvez o aspecto mais evidente das nossas sociedades ocidentais democráticas: o ódio de morte que se tem vindo  a tornar indisfarçável. Gente da minha geração nascida no pós guerra ( eu sou um boomer de 1952) tem vivido confortavelmente na ilusão de que as guerras civis ficaram lá bem no passado. Mas o banho de sangue de que o Ruço fala é cada vez mais uma possibilidade. Olho para França, e agora para a Bélgica para onde os protestos se estão a estender e não sei como os políticos vão acalmar as ruas. Tanto esquerda como direita mesmo os ditos tolerantes e moderados têm culpas no cartório. A esquerda porque trepou e caiu também na armadilha de pensar que seria sempre seguida pelos desfavorecidos que são em maior número. A direita porque deixou que a esquerda lhe pusesse  freio e culpas nas costas e não protestou. Mas mesmo agora que está  a pôr as mãos na massa, ainda há dentro da própria direita quem prefira aliar-se à esquerda. Já se sabe o que a esquerda pode fazer pelo bem-estar das populações e solução dos seus problemas: NADA! Um saco cheio de vento. Mas a direita ainda não pode apresentar provas conclusivas que consegue fazer melhor.

L Faria

Quando é que estes comentadorzinhos de neeerda das tvs portuguesas vão reconhecer que bolsonaro é um preso político ao melhor estilo soviético?

Garcia Moreno

Para a esquerda verdadeira democracia significa ditadura do proletariado.

Manuel Magalhaes

Esperemos é que os “impolutos” media (de lá e de cá) não continuem vigaristicamente como é seu hábito, a deturpar e a impingir mentira sobre mentira a fim de prejudicarem um muito necessário resultado para o dia 25 para que o Brasil volte ao seio dos países respeitáveis…

graça Dias

Senhor Professor Jaime Nogueira Pinto

Mais um valioso contributo de JNP para o debate político do momento. Numa prosa de muito brilho, submete com rigor e ironia a atmosfera política vigente no Brasil, no qual há dois  “maestros " -- as narrativas do incumbente e a doutrinação de uma CS, que tanto do lado de lá do Atlântico, como do lado de cá, entrou em desaire e descontrole !

Assisti num dos canais das nossas TVs, mas em determinada altura, já com resultados praticamente definitivos desta 1ª volta, um dos bonecos falantes ficou « out of control », e percebi que a boneca era de "barro vidrado" , com a etiqueta de « Mafaldinha dos anjinhos», e que se estilhaçou!...  de imediato tive que fechar a TV, para não ter que recorrer à pá e à vassoura a limpar o verniz que saltava fora do ecrã.

O meu obrigada a JNP  por esta "viagem" ao Brasil através de um texto de grande eloquência.

L Faria > Antonio C.

Acontece o mesmo que vemos com os mustafas. Procuram transformar os países que lhes dão de comer, na mesma meeerda de países de onde saíram. O socialismo estupidifica.

L Faria

A descrição perfeita de como os socialistas/comunistas se servem do povo. Voltem no tempo, não é preciso muito. Em todos os países dominados pelo comunismo, a elite que pastoreia o povo é estupidamente rica e poderosa e o povo na miséria. O mesmo estava a acontecer no Brasil do Ptt e do crápula lula da Silva. Enriquecimento extraordinário, fruto da corrupção ao mais alto nível, mas ao mesmo tempo a empobrecer o povo, dizendo que os defendem enquanto lhes sacam oboouco dinheiro que têm. Custa a acreditar como depois disto tudo, este filho de uma grande fruta ainda tem 45% dos votos. Veremos se a metade do país que ainda tem um cérebro funcional consegue reagir.

Glorioso SLB > Manuel Martins

Esse ñ é grande exemplo. É q sofreu e continua a sofrer.

Alberico Lopes

Excelente texto, ao nível dos que o autor nos vai oferecendo. Obrigado, professor!

Maria Cordes

O Brasil tornou-se mais compreensível com este texto, o que é muito gratificante. Adoro a ironia. Em Portugal há uma grande ignorância sobre a realidade, devido á manipulação da comunicação social, que não disfarça. O lado redutor é que, mesmo quem se interessa, somos poucos ( a lua cheia ou o pôr do sol, despertam muito mais atenções, que o vídeo da estudante francesa a desmontar a luta dos "estudantes") , tem dificuldade em construir uma consciência da realidade, mesmo que aproximada. É frustrante.

Thomas Zurc > Antonio C.

Ainda há dias questionei uns brasileiros porque, continuando a optar pelo Luladrão, não tinham ficado no Brasil, paraíso do PT....

Se a miséria e expectativa de uma vida melhor os fizeram vir para aqui, porque não votavam na mudança ???

Glorioso SLB > Henrique Mota

Caro amigo eu voto no CDS. Em Almada no PSD. O PC era mau, mas a Inês ainda é pior.

Cristina Torres

Sem dúvida, que  "no Domingo, 4 de Outubro, para profunda tristeza e incredulidade de muito pivot, comentador". Pois assisti incrédula no canal NOW o comentador Germano Almeida a tentar endoutrinar a escritora Margarida Rebelo Pinto, que num esforço justificava a inevitável vitória Bolsonaro.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

CONTINUAÇÃO

 

Do texto precedente – “Israel, onde o Ocidente começa” -   de JOÃO MARQUES ALMEIDA,

Em “Valores morais…”

COMENTÁRIOS (Conclusão):

Joao Moreno

Os meus parabéns pela lucidez.

José Tomás > Lidia Ricardo

Quem, por um lado, aceita como bom o que dizem vozes não identificadas num "documentário" com fins propagandísticos, produzido por cineastas da extrema-esquerda israelita e financiado pela esquerda woke europeia, e, por outro acha que há "muito por explicar em torno" do ataque de 07.10 - que foi escrutinado pela imprensa livre e pela oposição livre da sociedade israelita, padece de grave desonestidade intelectual.

João Floriano > João Pimentel Ferreira

É o Irão que está a comandar os ataques  a Israel. Não me consta que o Irão queira falar de paz com Estado de Israel. Bem pelo contrário. Israel tem de defender o seu território e os seus cidadãos. Ou o faz ou desaparece. Não tem alternativa. Por aquilo que conheço de si através dos seus comentários, que leio sempre, pode ficar sossegado que está longe de ser um idiota útil. Mas de certo modo fomos levados a um extremo de termos de escolher trincheiras. E para mim a culpa é da esquerda tanto a que ainda se apresenta como moderada e tolerante, mas sobretudo devido aos extremismos e radicalismos.

Ana Rodrigues

É isso mesmo!

Ana Rodrigues > graça Dias

Concordo em pleno. Obrigada

Pedromi

Muito bem... Obrigado pela sua coragem!

Carminda Damiao

Excelente artigo.

Maria Cordes > Observador

Sr. Observador, não tenho a certeza que todas as iniciativas pela Palestina não defendam o Hamas. Alguma vez viu ou viu algo sobre as atrocidades do Hamas contra os palestinianos. Quem depois do 7 de Outubro, na Palestina, discordou do ataque,  foi torturado e enforcado às centenas, vimos algumas poucas imagens do ocorrido. Alguma vez ouviu os camaradas das flotilhas e os do lenço ao pescoço mencionar a barbaridade de arrumar arsenais e fazer túneis em hospitais pediátricos e maternidades cheias de recém-nascidos, em escolas e mesquitas. Sabe que o Hamas recebe biliões de petrodólares e que as suas castas superiores vivem como nababos no Catar. Imagina-os a partilhar aquelas ruas cheias de pó e detritos e aqueles prédios tristes e horrorosos. Conhece o que aquelas pobres crianças, cujo destino mais ansiado pelos pais é serem mártires, estudam e decoram naquelas escolas com métodos pedagógicos de nível, o Corão, o ódio ao Ocidente e a Israel. Os biliões alguma vez serviram para melhorar infra estruturas ou fazer estradas, espaços verdes? Pode ter a certeza de que nesses seus amigos, que mencionou, nenhuma mente reconhece Israel como um espaço civilizado, de onde surgem descobertas boas para a humanidade e onde vivem árabes e cristãos como qq pessoa decente. Quando Israel rebenta um túnel onde foram torturados prisioneiros, debaixo de um hospital, qual seria outra escolha? O ódio a Israel está associado ao ódio á nossa civilização, que querem ver substituída pela deles, segundo Maomé. Quando isso acontecer, os seus amigos serão os primeiros a ser pendurados pelo pescoço. Eu irei, mas muito depois. Tenha um bom dia.

António Alberto Barbosa Pinho

Muito bem.

Manuel Magalhaes

A esquerda é o fim da credibilidade moral e intelectual!!! É o cancro para qualquer sociedade!!!

Marco Gomes

Subscrevo na íntegra!

Francisco Almeida

Muito bom e muito corajoso. Israel, aí onde o Ocidente começa é uma esplêndida referência cultural.

Por analogia, lembrei  as saudosas aulas do prof. Adriano Moreira - quando se regressa do Médio Oriente, aí onde vires um campanário, começa a Europa.

João Floriano > graça Dias

Excelente graça! Só duvido se ainda haverá consciência em muita gente que tem nas mãos a condução do nosso destino.

Pedra Nussapato

O título da crónica devia ser "Israel, o sítio onde pensávamos que começava o Ocidente". Como o cronista diz, o ataque terrorista hediondo do Hamas matou cerca de 1200 pessoas, entre as quais crianças, mulheres e idosos. Como é óbvio, Israel tinha toda a legitimidade para se defender e responder, mas essa resposta, lá está, não deveria colidir com o estatuto de representante do ocidente naquelas paragens. Um estudo de campo muito recente indica que de 7 de outubro de 2023 a 5 de janeiro de 2025, os ataques das IDF causaram cerca de 75000 mortes violentas, 56,2% das quais mulheres, crianças ou idosos. Acrescem mais 8500 mortes não violentas (fome, doenças, falta de cuidados médicos). É isto que esperávamos de um representante dos ditos valores do ocidente? Não me parece. Para termos um termo de comparação, os ataques vis e sem critério de Putin à Ucrânia resultaram em cerca de 17000 mortes de civis em quase 5 anos de guerra, segundo o OHCHR, o que já consideramos criminoso. Fonte dos números que indico acima: Violent and non-violent death tolls for the Gaza conflict: new primary evidence from a population-representative field survey

Michael Spagat et al. Lancet Glob Health. 2026 Apr.

Rui Lima > João Pimentel Ferreira

Sem dúvida Hitler e Estaline foram irmãos no ódio aos judeus hoje é a esquerda quase no seu todo que assume esse papel , também veio da Rússia essa enorme falsidade os “Protocolos dos Sábios de Sião”

João Pimentel Ferreira > Rui Lima

Há um longo historial antisemitisma na Esquerda, mas diria que o motivo é acima de tudo Freudiano e psicanalítico: o motor subconsciente e psicoevolutivo para a popularidade da Esquerda reside na Inveja, e os judeus sempre foram uma minoria muito bem sucedida.

Repare no paradoxo que para Hitler a URSS era uma criação de judeus intelectuais (Marx e Lenine, por exemplo), já para Estaline a URSS seria a força que combateria o judeismo capitalista ocidental.

Jose Carmo > Lidia Ricardo

Sim, ódio aos judeus. Antissemitismo. É isso que a move, embora necessite, a todo o custo, acreditar que não. O transtorno é milenar e regressa em ciclos, sob pretextos que, em cada época se renovam. Ai, na viela iluminada da sua consciência, onde não se consegue esconder de si mesma, responda, para si mesma: por que razão, entre quase 200 estados do mundo e inúmeros conflitos de magna dimensão, com centenas de milhares de mortos, o sangue só lhe ferve se estiver Israel na equação? Trata-se de um país de areia, do tamanho do Alentejo. Que há nele que a faz obcecar, investigar, ler, pontificar? Não me responda a mim, responda a si mesma qual a razão pela qual sabe todas a minudencias da política de Israel e, aposto, nem sequer sabe quem manda no Iraque, na Jordânia, na Arábia, no Nepal, na Nigéria, etc. Enfim, não tenho esperança que o faça, o ódio é antigo e ronrona aí, a um nível pré -racional. Faça uma coisa, se tiver coragem moral: veja o documentário produzido em Israel, com pessoas reais e identificadas, exactamente para rebater o filme que cita. Veja e compare, se tiver coragem moral e honestidade intelectual.

graça Dias > Antonio Sennfelt

Excelente comentário. É assustador o que se está a passar na Grã-Bretanha, tanto nas políticas como nos discursos de ódiooo contra o povo judeu, e os seus Incendiários são o partido Trabalhista e os Verdes, com uma submissão total ao islamismo. Como se isso por si só não fosse suficientemente horribilis, receberam e atribuíram cidadania a dois líderes do Hamas, que mudaram a sua residência de Istambul para Londres.

Miguel Macedo

Muito bem!

João Diogo

Excelente como sempre.

Joana Quintela

Bravo!

Uiros Ueramos

Muito bem!

Observador

Queria realçar um ponto que há muito me faz alguma confusão. Evidentemente que haverá pessoas na Europa que apoiam o Hamas. Mas eu, confesso desde já, que não conheço nenhuma. O que vejo habitualmente são pessoas de esquerda a defender os palestinianos, ou a dizer que os defendem. E defender os palestinianos não é defender o Hamas. Esta distinção tem de ser feita, por uma questão de honestidade. João Marques fê-lo, mas en passant.

Há uma tendência, em certos sectores da direita, para meter tudo no mesmo saco, aqui no Observador é mesmo regra. Quem denuncia o sofrimento dos palestinianos é logo apresentado como defensor do Hamas. Haverá pessoas da extrema-esquerda que apoiam o Hamas? Acredito que sim, desde logo pelo seu anti-semitismo. Mas, em Portugal, não conheço ninguém do Bloco de Esquerda, do Partido Comunista ou do Livre que tenha declarado esse apoio. Se alguém conhece, que diga quem e o que disse. Podemos criticar posições, ambiguidades ou silêncios, mas isso é diferente de atribuir um apoio que tem de ser demonstrado.

E não vale vir falar da Mariana Mortágua. Vamos ser sérios. A participação de Mariana Mortágua na flotilha não demonstra que seja defensora do Hamas. Defender os palestinianos e dar visibilidade à causa, não equivale a apoiar quem os governa. Aliás, alguém acredita que Mortágua, sendo lésbica e defendendo os direitos dos homossexuais, se identifica com o projecto de uma organização de fanáticos religiosos que condena a homossexualidade e pretende impor a sua interpretação da charia? São posições profundamente incompatíveis. Seria o mesmo que um judeu apoiar Hitler. Não sou defensor de Mortágua e sempre fui crítico da extrema-esquerda. Mas isso não me obriga a aceitar qualquer acusação contra ela. Podemos criticar as suas posições e a sua participação na flotilha. Agora, apresentá-la como apoiante do Hamas exige provas. Sem elas, é uma acusação gratuita, baseada numa associação que não demonstra coisa nenhuma. Há que ser sérios, mesmo quando falamos de quem discordamos.

Fernando ce

Concordo.

graça Dias >Lídia Ricardo

Quem é que não conhece, quem não leu Hannah Arendt, Hobbes,   Maquiavel,   Kant,   Marx,  Trotsky,   Mussolini, Milan Kundera,   Emmanuel Todd,   Klaus Mann   ou Roger Scruton !...depreendo que a sua consciência estará anestesiada, pelo que, não tem o discernimento e a capacidade analítica exigida, ao ser confrontada com um documentário de propaganda, e daí os seus comentários falaciosos.

Maria Barreiro

Isto mesmo. Obrigada!

João Floriano > João Pimentel Ferreira

O antissemitismo a que hoje assistimos (há quem use antissionismo, mas não muda nada),   cresce proporcionalmente à ligação da extrema-esquerda com o islamismo.

Lidia Ricardo

O propósito de Bibi, da gente escabrosa da extrema-direita, ultra-reaccionária, racista e colonialista que o apoia, está   bem patente na atuação do comando de um   exército sem princípios éticos de qualquer espécie de que o documentário   NAZA é bom exemplo. Fica-se atónito e estarrecido pela forma fria, totalmente psicopata como os   participantes militares  descrevem, displicentemente, acções de matanças de crianças inocentes, bombardeamentos nocturnos para matar mais "nazas", os festejos  pela  matança de famílias inteiras inocentes com o pretexto de matar um militar de terceira linha do Hamas, que às vezes nem estava no local, matança de inocentes por cruzaram uma linha invisível de que não sabem a existência. É demasiado mau. É uma decadência humana, uma descida aos infernos. E não me venham falar dos crimes de   7 de Outubro, que  parece  terem servido o propósito secreto de Bibi.  Há muito por explicar em torno deste crime hediondo  do Hamas. O dito Ocidente que clama das acções criminosas dos russos contra civis tem um silêncio cúmplice com o que se passa em Gaza e Cisjordânia. Chega!

Alexandre Arriaga e Cunha

Excelente análise, é exactamente como escreve!

A esquerda não quer ver o óbvio e essa é a característica dos verdadeiros cegos.

Por alguma razão têm vindo a decair nas intenções de voto em vários países; oxalá assim continuem…

Valores morais…

 

De hoje-em-dia, tantas vezes ditados por amável facciosismo político da chamada esquerda avançada, naturalmente – e orgulhosamente - contrária aos valores morais ditados pela designada direita atrasada. Ou antiquada, se quisermos ser mais comedidos nas falas.

Israel, onde o Ocidente começa

Muitos, na Europa, um dia deveriam perceber as consequências da vulgarização dos termos “fascista” ou “genocídio.”  É, simultaneamente, a vulgarização do mal e a incapacidade de ver o mal absoluto.

JOÃO MARQUES ALMEIDA, Colunista do Observador

OBSERVADOR, 07 out. 2026, 00:24

Faz hoje, 7 de Outubro, três anos que Israel sofreu o ataque terrorista mais trágico da sua história. Para os israelitas, foi mais dramático do que o 11 de Setembro para os norte-americanos. Em termos relativos, um ataque nos EUA com a mesma dimensão, 1200 mortos em Israel, significaria o assassinato de cerca de 40 mil americanos.

Mas o ataque não foi apenas trágico, foi bárbaro. Os militantes do Hamas mataram sem qualquer critério, apenas pelo prazer de matar israelitas. Assassinaram bebés, crianças e velhos. Violaram mulheres, muitas vezes por vários homens, para depois as matarem. Atacaram um festival de música (Festival Nova), e quem viu as imagens, percebe que poderia ser em Vilar de Mouros (ou até numa festa do Avante), e assassinaram indiscriminadamente centenas de jovens.

Além de trágico e de bárbaro, os ataques de 7 de Outubro revelaram uma cultura de celebração da violência e da morte no Hamas. Há relatos de militantes do Hamas a fazerem videochamadas para as suas famílias a relatarem e a filmarem a chacina. E as famílias dos militantes do Hamas, mães, pais e irmãos, a orgulharem-se dos seus filhos e a pedirem  “matem mais, matem o máximo possível.”

Para muitos na Europa que culpam a política de “direita” do governo de Israel, os ataques mostram que para o Hamas não há diferença entre direita e esquerda. Muitos dos participantes no festival de música eram jovens de esquerda, de grupos pró-clima e LGBT (sim, esses movimentos existem em Israel, ao contrário de Gaza). Os militantes do Hamas atacaram kibutzes, maioritariamente socialistas, onde mataram militantes de esquerda que faziam campanhas pela paz entre os palestinianos e os israelitas, que defendiam a solução dos dois Estados. Ainda se admiram por que razão a esquerda está a acabar em Israel?

Muitos que condenaram a resposta militar israelita em Gaza não defendem o Hamas. Mas muitos outros na Europa e nos Estados Unidos estão ao lado do Hamas. Basta assistir às imagens de manifestações em Londres, Paris, Madrid, Nova Iorque, Berlim, com dezenas de bandeiras do Hamas entre os manifestantes. Podemos, e devemos, recordar as flotilhas para Gaza, com o Hamas a fazer parte da organização. Não nos podemos esquecer das alianças que as extremas esquerdas em França, no Reino Unido, nos Estados Unidos, na Alemanha, em Espanha, em Portugal fazem com o Hamas. Ou o modo como as Nações Unidas foram conquistadas pelos aliados do Hamas, aliança que se estendeu ao território de Gaza.

Essas alianças são imperdoáveis. Nenhum excesso do uso da força militar pelas forças israelitas em Gaza justifica o apoio ao Hamas. Aliás, a população de Gaza é a primeira e a maior vítima do Hamas. Aceito que muitos critiquem o comportamento de Israel em Gaza. Também entendo muitas críticas feitas ao governo de Netanyahu, mas a defesa do Hamas é absolutamente inaceitável para quem defende os valores da democracia e princípios de civilização elementares. Só o ódio aos valores ocidentais justifica a aliança com o Hamas. Com a importação das “intifadas urbanas” que juntam grupos radicais islâmicos e a extrema-esquerda, como se assiste em França, mais tarde ou mais cedo os europeus vão perceber que a luta de Israel é a luta da Europa contra os novos movimentos totalitários.

Mas, na Europa, os ataques a Israel foram mais longe e chegaram às forças moderadas. Muitos chamaram aos ataques israelitas em Gaza um “genocídio.” É um erro. Mas, pior, é uma forma de retirar legitimidade ao Estado de Israel, precisamente o que o Hamas pretende. Poderia desenvolver o modo como o Hamas organiza a defesa de Gaza, expondo hospitais, escolas e populações civis aos ataques israelitas, mas esse não é o ponto mais relevante para negar a acusação de genocídio. Embora valha a pena referir uma diferença fundamental. O Hamas nada faz para proteger a população civil de Gaza, pelo contrário, os túneis são apenas para as milícias militares. Os governos de Israel fazem tudo para defender os civis israelitas.

A definição de genocídio significa o uso da força militar de um modo sistemático para acabar com um grupo nacional, étnico ou religioso. Israel nunca fez isso contra os palestinianos. Cerca de 20% da população de Israel é palestiniana. Nenhum foi morto pelas forças de Israel. Pelo contrário, a população palestiniana de Israel tem aumentado. Em 2015, eram cerca de dois milhões. Em 2024, já depois do início da guerra em Gaza, chegaram a mais de dois milhões e meio. A afirmação de que Israel estaria a cometer “genocídio” em Gaza seria mais ou menos o mesmo que a Alemanha de Hitler, enquanto cometia o Holocausto, permitir o crescimento da população judaica na Alemanha. Esta comparação serve para se perceber o absurdo do uso do termo “genocídio.”

Muitos na Europa, sobretudo entre as esquerdas, um dia deveriam perceber as consequências da vulgarização dos termos “fascista” ou “genocídio.” É, simultaneamente, a vulgarização do mal e a incapacidade de ver o mal absoluto. Mais grave, é o fim da credibilidade intelectual e da honestidade moral.

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COMENTÁRIOS (de 93)

Jorge Barbosa

Excelente artigo, racional, factual e contundente.

A realidade é que todos aqueles que directa ou indirectamente apoiam a Palestina do Hamas, são na realidade coniventes com os mais bárbaros genocidas, por muito que o escondam mentirosa e cobardemente atrás de um socialismo pseudo humanitário; e designadamente refiro-me concretamente à escabrosa canalha do BE, a todos os "Mortáguas" apoiantes das flotilhas

graça Dias

Caríssimo João Marques de Almeida

Um fascinante e oportuno artigo sobre " a vulgarização do mal e a incapacidade de ver o mal absoluto.", que nos confronta com as memórias perturbadoras do dia 7 de Outubro contra 1.200 judeus inocentes e indefesos, que foram alvo da barbárie dos terroriiistaaas do Hamas e que se fizeram filmar, para que ficasse registada a violência sexual sádica desencadeada por eles, contra homens, mulheres e até crianças. Não se tratava de história ou território, mas de puro ódio e maldade.  Os padrões de tortura sistemática, abuso sexual, assassinatos em massa e outros crimes de guerra tão depravados e bárbaros, que a mente ocidental civilizada simplesmente não consegue concebê-los. A Irmandade Muçulmana o Hamas, o Irão são os inimigos que o Ocidente enfrenta hoje, tanto internos quanto externos. Eles são movidos por uma sede demoníaca  pelo caos, um ódio pela ordem civilizacional, pela beleza, pela verdade e pela liberdade das sociedades ocidentais. Como é possível, países como a Grã-Bretanha,  França,  Espanha e  outros, se terem  submetido  a  uma ideologia  de   fanatismo    religioso   e   ideológico   islâmico    da   era medieval ( séc XIV ) !... Quanto às Nações Unidas lideradas por MR. Guterres dos pântanos,  condena Israel por se defender de terroriiistaaass como o Hamas, o Hezbollah, o Irão e dos terroriiistaaas palestinianos da Cisjordânia da Fatah. São mais as condenações contra Israel do que contra a Coreia do Norte,  o Irão,  a Síria e  a  China  juntas. Isto porque Israel sobrevive e é culpado por isso.

 a) Israel nunca teve a paz como opção. Apenas restrições e condenações.

b) Nenhuma outra nação na Terra foi ou é obrigada a justificar seu direito de existir da maneira como Israel é.

c) A China ocupa o Tibete, construiu campos de concentração para muçulmanos e colhe órgãos de prisioneiros.

d)  A Turquia ocupa o norte de Chipre.

 e ) O Paquistão foi criado por meio da partição e do deslocamento em massa de pessoas.

 f ) O Catar financia movimentos islamistas em toda a região.

A ONU do Mr. Guterres não gasta seu tempo a exigir que essas nações justifiquem sua existência ou desmantelam das suas fronteiras.

Mas Israel, uma democracia, onde árabes têm assento no parlamento, onde os muçulmanos têm mais direitos do que em qualquer outro país de maioria muçulmana, onde o Estado de Direito se aplica igualmente, é considerada um Estado  ilegítimo, de  apartheid  e colonial, sem  direito de se defender.

No que concerne à EUROPA : "Uma grande civilização não é conquistada por forças externas até que se destrua internamente", e poderá acontecer com a (UE) no século XXI. As ilusões   pós-modernas   de   um multiculturalismo benigno e justo são uma utopia.

Manifesto o meu obrigada a JMA pelo brilhante testemunho que deveria despertar consciência de tantos: dos Macrons, dos Guterres, dos Sánchez, dos Montenegros e tantos outros.

Jose Carmo > Lidia Ricardo

Adolfo Hitler tinha a cineasta Leni Riefenstahl para lavar cérebros com filmes de propaganda. O método resulta, como o seu comentário demonstra. Btw, todo esse filme se baseia em "fontes anónimas" com alegações escolhidas a dedo.

graça Dias > Lidia Ricardo

O ódio aos judeus é tão antigo quanto a ignorância que o alimenta, o que justifica este seu comentário.

Jose Marques > Lidia Ricardo

Com a devida vénia, mas V. Alteza tá lélé da cuca - virou "NAZADA" pelos realizadores protocomunistas do dito documentário

João Floriano

Excelente. Quem ontem à tarde teve tempo como eu para ver televisão, assistiu ao caos que varreu e poderá continuar a varrer as avenidas das grandes cidades francesas. Assistiu também aos depoimentos de vários idiotas úteis (também por cá existem em largas quantidades) que insistem em nos convencer que aquela barbárie é por causa de melhores condições de ensino. E vai daí destroem-se escolas e equipamentos. Sei que a crónica tem a ver com Israel, mas está tudo ligado e os mesmos que gritam pela Palestina com os lenços axadrezados ao pescoço e desfilam na Europa com bandeiras do Hamas são os mesmos que apoiaram os massacres de 7 de outubro. A merxxxxxxda  que temos de suportar em nome da democracia!

Rui Lima

A esquerda do Sul da Europa detesta judeus e odeia Israel.

Ouço de amigos dessa área política, e algumas coisas fazem-me sentir mal é racismo puro contra um povo. A linguagem usada contra Israel e os judeus faz-me pensar no discurso da Alemanha dos anos 30 , não devia ser muito diferente do que hoje ouvimos em certos sectores da esquerda.

Maria Nunes

Excelente e oportuno artigo de JMA. Hoje é o dia para lembrar todos os que morreram em Israel de uma forma bárbara. DEP.

roberto doria

A paz em que vivemos custou 60 milhões de mortos, arrasamos a Alemanha e o Japão para eliminar a ameaça. Ponham-se no lugar de Israel constantemente ameaçado.

Será que no nosso Parlamento haverá quem assinale a data e haverá quem se retire, ou seja contra? Pelo menos seria uma boa maneira de separar o trigo do joio.

Paulo Silva

A aversão ou o ódio aos judeus, cuja forma mais avançada depois do anti-judaísmo (de cariz religioso), da judeofobia (de cariz económico) e do anti-semitismo (de cariz racial) toma o nome de anti-sionismo (de cariz político), está vivo e de boa saúde entre as esquerdas, das mais ortodoxas às mais ditas progressistas, mas a ironia é que a maioria dos judeus que constituíram as primeiras vagas de regresso à Eretz Yisrael e fundaram o moderno Estado Judaico de Israel eram socialistas (bund, bilu, kibutz, etc). O ódio ao judeu israelita traz apenso outro ódio de fundo, o anti-americanismo primário.

Maria Tubucci

Nem mais, Sr. JMA. As elites esquerdalhas europeias são tão tapadas, que ainda não conseguiram enxergar que rotularem de fascista, racista ou outros mimos, alguém que elas não gostam, não tem qualquer significado. Aliás, isso só as caracteriza a elas próprias, de hipócritas e dementes, arrasando assim a qualquer credibilidade e honestidade moral, que alguma vez pudessem ter. E digo mais, a insensibilidade aos termos é tal, que se lhe aparecerem verdadeiros fascistas e racistas pela frente, são incapazes de os identificar. Presentemente, os israelitas estão a mostrar aos europeus como se deve proceder perante bárbaros que apenas conhecem a linguagem da guerra, que é fazer guerra até os eliminar. Pois quem não consegue viver numa sociedade civilizada, não merece fazer parte dela, o único caminho para segurança dessa sociedade é remover a barbaridade ...

Df > Rui  Lima

No sul da Europa e não só. Também na vergonhosa Irlanda, na ultra-decadente Berlim, etc.

Carlos Fernandes

Acho incrível como pode haver gente que não subscreva o que é dito neste artigo...

Rosa Graça

Excelente.

Maria Melo

Felicito João Marques de Almeida pela sua clarividência. Excelente análise!

Jose Rodrigues

As esquerdas estão contra Israel? então temos que apoiar Israel, OBVIAMENTE!

Lourenço de Almeida

Os palestinianos em geral não são vítimas do Hamas. São cúmplices e mandantes! Pode ser que haja civis em Gaza, mas para gente que acha aceitável que o seu venerado profeta tenha consumado o casamento com uma "mulher" de 9 anos, é essa a idade em que os habitantes de Gaza passam de crianças endocrinadas para odiar judeus para passarem a ser militantes terroristas! As mães que em vez de chorarem os filhos mortos, aplaudem as suas mortes e orgulham-se dos judeus que eles conseguiram matar, são terroristas, tal como os filhos! Não há 1,4 milhões de fascistas a votar no Chega. Mas há perto de 2 milhões de terroristas em Gaza!

Antonio Sennfelt

Excelente e oportuno artigo! Mas na data do 3º aniversário da chacina do 7 de Outubro parece-me que convirá assinalar que o actual raz-de-maré anti-israelita é ainda mais grave e preocupante do que o descrito no presente texto! Com efeito, o bacilo do anti-semitismo -  depois de uma sua longa e aparente dormência - parece ter despertado com uma acrescida virulência - espalhando o seu pestífero hálito até por entre países e instituições a que o peso

da sua História deveria ter já imunizado contra tal flagelo. E mais não digo, para não escandalizar ninguém!

(CONTINUA)