sábado, 4 de abril de 2026

MITOS

 

GUERRA, BELLUM, WAR: Criados pelo “roseau pensant”. L’être le plus faible de la nature?!


Bloqueio do Estreito de Ormuz: 40 países, incluindo Portugal, ameaçam Irão com sanções coordenadas

Reino Unido presidiu a reunião internacional com Portugal entre os presentes. Tráfego no estreito caiu 93% desde março, afectando um quinto do petróleo mundial.

AGÊNCIA LUSA: Texto

OBSERVADOR, 02 abr. 2026, 21:39

ALI HAIDER/EPA

Mais de 40 países, incluindo Portugal, apelaram, esta quinta-feira, à “reabertura imediata e incondicional” do Estreito de Ormuz, ameaçando o Irão com novas sanções, segundo a ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, que presidiu a uma reunião internacional dedicada ao assunto.

O Irão está a tentar fazer refém a economia mundial no Estreito de Ormuz. Não pode levar a melhor. Para tal, os parceiros apelaram hoje à reabertura imediata e incondicional do Estreito e ao respeito pelos princípios fundamentais da liberdade de navegação e do direito do mar”, declarou Yvette Cooper num comunicado final do encontro.

Os países concordaram eexplorar medidas económicas e políticas coordenadas, tais como sanções, para pressionar o Irão caso o estreito permaneça fechado, acrescentou após a reunião, convocada pelo Reino Unido e que juntou mais de 40 países incluindo Portugal, representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

Os países também concordaram em “aumentar a pressão diplomática sobre o Irão. Este bloqueio é uma “ameaça directa à prosperidade mundial”, sublinhou a chefe da diplomacia britânica.

A quase total paralisia do tráfego no Estreito de Ormuz, por onde transita normalmente um quinto da produção mundial de petróleo, bem como de gás natural liquefeito e fertilizantes, está a ter um impacto económico mundial e provocou um forte aumento do preço dos produtos petrolíferos.

Na próxima semana, Londres vai organizar a uma reunião ao nível de “planeadores militares” a fim de examinar as opções para tornar o Estreito de Ormuz acessível e seguro à navegação após o fim das hostilidades.

Apenas alguns navios – essencialmente iranianos, dos Emirados Árabes Unidos, indianos, chineses e sauditas – continuam a transitar diariamente pelo estreito.

Desde o início de março, 225 navios de transporte de mercadorias passaram pelo estreito, segundo a empresa de análise marítima Kpler, o que representa uma queda de 93% relativamente à situação em tempo de paz.

O Irão, que controla a costa norte do Estreito de Ormuz, tem bloqueado este ponto crucial para o comércio global de energia em resposta à ofensiva de grande escala de Israel e dos Estados Unidos, lançada em 28 de fevereiro.

MÉDIO ORIENTE       MUNDO 

sexta-feira, 3 de abril de 2026

História russa


Para orgulho próprio … ruço.

Rússia sem ganhos territoriais na Ucrânia em março pela primeira vez desde 2023 — e lança recorde de drones

Em março, o exército russo não avançou na Ucrânia e chegou a perder 9 km². No mesmo mês, lançou um recorde de 6.462 drones desde o início da guerra, em 2022.

AGÊNCIA LUSA: Texto

OBSERVADOR, 02 abr. 2026, 21:23

MAXIM SHIPENKOV/EPA

O exército russo não registou quaisquer ganhos territoriais na Ucrânia em março, uma situação inédita desde setembro de 2023, segundo dados recolhidos pela organização não-governamental (ONG) Instituto para o Estudo da Guerra (ISW). De acordo com os dados da ONG sediada em Washington e analisados pela agência de notícias France-Presse (AFP), em alguns pontos as Forças Armadas russas recuaram perante as forças de Kiev.

De forma geral, o exército russo tem abrandado desde o final de 2025, devido às contra-ofensivas no sudeste do país, com um avanço de 123 quilómetros quadrados (km²) em fevereiro, o que já constituía o menor avanço desde abril de 2024. Em toda a frente de batalha, em março, as forças ucranianas chegaram mesmo a recuperar nove km².

Este número exclui as operações de infiltração realizadas pelas forças russas para além da linha da frente, bem como os avanços reivindicados pelo lado russo, mas que não foram confirmados nem desmentidos pelo ISW, que trabalha com o Critical Threats Project (uma ramificação do American Enterprise Institute ou AEI), outro centro de reflexão norte-americano especializado no estudo de conflitos.

O ISW atribui este abrandamento do exército russo nos últimos meses às contra-ofensivas ucranianas, mas também à “proibição imposta à Rússia de utilizar os terminais Starlink na Ucrânia” e aos “esforços do Kremlin (presidência russa) para restringir o acesso ao Telegram”.

Esta aplicação de mensagens, muito popular na Rússia, inclusive na linha da frente, tem sido praticamente inutilizável nos últimos meses devido a bloqueios por parte das autoridades, enquanto Moscovo incentiva activamente os seus cidadãos a optar pela plataforma Max, que o Governo russo promove como uma “aplicação de mensagens nacional”.

Tal como em fevereiro, a Rússia perdeu terreno na parte sul da linha da frente, entre as regiões de Donetsk e Dnipropetrovsk.

Nesta zona, a Rússia tinha entrado pela primeira vez em junho de 2025 e ocupava mais de 400 km² no final de janeiro. Este domínio reduziu-se para 200 km² em fevereiro e, posteriormente, para 144 km² em março.

Por outro lado, a situação é desfavorável a Kiev mais a norte, na região de Donetsk, na direcção das duas grandes cidades regionais de Kramatorsk e Sloviansk. A leste de Sloviansk, as tropas russas avançaram cerca de 50 km² num mês.

Ao longo de todo o quarto ano de conflito, em 2025, o exército russo avançou mais do que nos 24 meses anteriores. No entanto, a dinâmica está a inverter-se: nos primeiros três meses de 2026, os ganhos territoriais russos são duas vezes menores do que em 2025, no mesmo período.

Quatro anos após o início da invasão russa da Ucrânia, Moscovo ocupa pouco mais de 19% do território, a maior parte conquistada durante as primeiras semanas do conflito.

Cerca de 7%, incluindo a Crimeia e zonas da bacia industrial do Donbass, já se encontravam sob controlo russo ou de separatistas pró-russos antes da invasão de fevereiro de 2022.

Ainda assim, a Rússia visou a Ucrânia em março com um número recorde de drones desde o início da guerra, em 2022, de acordo com uma análise de dados ucranianos realizada também hoje pela agência de notícias AFP..

As forças russas lançaram 6.462 drones, um número que inclui um ataque sem precedentes em 24 de março, com perto de 1.000 drones disparados em 24 horas, indicam os dados fornecidos diariamente pela Força Aérea ucraniana.

Em contrapartida, o número de mísseis lançados contra a Ucrânia em março diminuiu em relação a fevereiro, passando de 288 para 138, referiu a agência de notícias francesa.

As baixas civis não foram evitadas apesar de o exército ucraniano ter interceptado, em março, 90% dos drones e mísseis. No ataque de 24 de março, dos quase 1.000 drones lançados em 24 horas, 556 foram disparados durante o dia, causando oito mortos e dezenas de feridos.

Uma nova ofensiva de grande escala ocorreu na quarta-feira, com 700 drones lançados em 24 horas, mais de 360 durante o dia.

A ofensiva ocorreu um dia após a Rússia ter rejeitado uma proposta de trégua para a Páscoa formulada pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

GUERRA NA UCRÂNIA      UCRÂNIA      EUROPA      MUNDO

 

COMENTÁRIOS

Rússia sem ganhos territoriais na Ucrânia em março pela primeira vez desde 2023 — e lança recorde de drones

Liberal do Costume: Todos sabemos que as guerras perdidas se ganham quando o inimigo deixou de avançar! Slava Rossii!

Paulo Simões: A Rússia está condenada à irrelevância. Com uma população a diminuir num território imenso, estão condenados a viver num deserto livre de humanos. Façam daquele país uma reserva de vida selvagem, seria uma boa solução.

Francisco Louro: A Rússia a caminho da miséria e o fim do putinismo aproxima-se. A elite dos imperialistas soviéticos está em maus lençóis. Perderam a Síria, Cuba, Venezuela e agora o Irão. Próximo amigo do peito, a Coreia do Norte! A política dos embargos comerciais tem consequências a longo prazo.

victor guerra: Então, é altura de a Europa gastar menos dos nossos impostos .Organizem-se!

João Paulo Nery > victor guerra Que ideia mais disparatada! Que grande sapiência!

 

 


Tempos que já lá vão


Em que escolhemos o CDS como partido mais próximo, amante da pátria, que na altura nos parecia inexistente…

 Há 50 anos, o dia mais histórico do CDS original

Além da aprovação da Constituição, houve, em 2/4/1976, na mesma sessão da Assembleia Constituinte, outro facto histórico: o voto contra do CDS e os fundamentos que brilhantemente enunciou.

JOSÉ RIBEIRO E CASTRO Advogado e cidadão

OBSERVADOR, 02 abr. 2026, 00:20

A democracia não é um cortejo obediente e uniforme, mas a possibilidade de discordar e o direito a não ser discriminado ou punido por isso. Os 16 deputados constituintes do CDS tiveram a coragem de o fazer, inaugurando, em liberdade, a democracia. Não venceram – nem era seu propósito alcançá-lo. Mas sabiam que, por convicção e imperativo de consciência, tinham de divergir – e fizeram-no. Segundo o Diário da Assembleia Constituinte, ouviu-se apenas uma voz, lançando: “Reaccionários!” Nada de mais.

O voto do CDS declarou os seus fundamentos, abrindo o caminho às revisões constitucionais subsequentes, sobretudo as de 1982 e 1989. A notável declaração de voto do deputado VÍTOR SÁ MACHADO é um grande monumento político da nossa história política democrática. Passo a citá-la, nas passagens mais significativas:

«O CDS exercita um dos direitos que vivem no próprio coração da democracia. Porque só em democracia é possível dizer não, só em democracia é possível assumir em liberdade a coerência, sustentar o pluralismo, recusar a unanimidade

A CONSTITUIÇÃO que elaborámos responde a muitos dos nobres ideais que a inspiraram à partida. Cumpre-o no reconhecimento do valor e da dignidade essencial da pessoa humana e dos direitos fundamentais em que esta se exprime; na reivindicação generosa e redentora dos direitos dos trabalhadores e dos grupos sociais mais desfavorecidos ou mais frágeis. Cumpre-o na afirmação de que o Estado se não encontra subordinado a um poder único e se estrutura ainda com respeito pelos princípios da participação e da descentralização. Cumpre-o, finalmente, quando repudia, de modo frontal, a formação autocrática do poder e as legitimações carismáticas; quando repudia, em suma, o carácter unidimensional, porque autocrático ou ditatorial, da sociedade política. O CDS orgulha-se de ter contribuído para que a Constituição da República integre e confira realidade normativa a estes princípios.

O nosso voto é, na essência do 25 de Abril, no reconhecimento efectivo da sua grandeza histórica, um voto revolucionário. O nosso voto exprime o inconformismo e a frustração pela oportunidade que na lei fundamental se perdeu de mais democracia e de mais autêntico pluralismo. Porque, bem mais do que é, a Constituição haveria de ser norma da identidade colectiva de todos os portugueses entre si e de todos eles no mesmo Estado e no mesmo futuro.

Por outras palavras, seria necessário que a Constituição não fosse, sobretudo, um instrumento de forças temporalmente maioritárias, mas que se traduzisse, isso sim, numa base flexível de sólidas e bem delimitadas fronteiras democráticas para o exercício pleno, criador, eficaz e progressivo da vontade popular. 

Vamos não ter medo das palavras, Senhor Presidente e Senhores Deputados. A nossa Constituição é paternalista. Será o paternalismo de uma geração conjuntural, aquela que justamente em Abril de 75 elegeu a Assembleia Constituinte. Por isso mesmo, será o paternalismo não genuinamente revolucionário de uma geração conjuntural sobre outras gerações conjunturais, de um eleitorado temporalmente marcado sobre outros eleitorados historicamente definidos. E a verdade é que o povo, ao ficar juridicamente prisioneiro de um dado momento da sua história, corre o risco de se ver parcialmente alienado da sua própria soberania sobre o futuro e sobre o futuro da sua própria história.

O nosso voto tem, assim, o valor de uma recusa ao conservadorismo do texto constitucional. A nossa proposta personalista de inspiração cristã foi uma e outra vez logicamente afastada pela maioria da Assembleia. A abertura criadora que o personalismo leva consigo, na sua dupla valorização da pessoa como ser individual e como ser comunitário, perdeu-se na aceitação socialista e transpersonalista dada à Constituição. A amarra socialista, ao pretender fechar as portas à contribuição personalista, não melhora a qualidade da nossa democracia

O nosso voto é um voto de liberdade, porque não quereríamos ver o Estado necessariamente hipotecado à criação maximalista das relações de produção socialistas, à apropriação dogmática pela colectividade dos meios de produção, dos solos e dos recursos naturais, à concepção antidemocrática de exercício do poder democrático apenas pelas classes trabalhadoras, ao convite contraditório em democracia de vinculação das Forças Armadas e do Governo a um projecto político restrito, a um ensino particular reduzido às precárias características de supletividade do ensino público, à impossibilidade de se legislar sobre o âmbito de um justamente inalienável direito à greve, à absurda mitificação do plano como instrumento privilegiado de progresso económico, à aparente recusa de promover o acesso dos trabalhadores à propriedade, às graves limitações acerca do direito de propriedade de pequenos e médios agricultores, à definição limitativa e não criadora do sector privado da economia a um papel remanescente e sobrante no quadro geral da actividade económica, à não aceitação positiva da família como fundamento natural da sociedade, às restrições inexplicáveis e desconfiadas à legítima autonomia político-administrativa dos Açores e da Madeira no quadro da unidade nacional e, enfim, ao não reconhecimento, na força histórica do seu puro significado, da ideia de Estado de Direito no articulado constitucional.

Mas se não quereríamos ver o Estado necessariamente amarrado a todos estes liames que consubstanciam, afinal, a visão específica do projecto socialista tradicional, menos nos encoraja a amarração que se pretendeu fazer do próprio povo ao texto constitucional. O povo está acima, e sempre, da Constituição. Não é a Constituição que está acima do povo.

Por isso, também, o nosso voto não poderia ser favorável ao conjunto do texto constitucional, mesmo que, como acontece, tenhamos aprovado, com verdadeira fé democrática, com autêntico empenhamento em favor da democracia política, social e económica, numerosos artigos do texto constitucional. 

De forma solene e inequívoca, queremos, todavia, afirmar, sem ambiguidades e com toda a força moral e política, que respeitaremos sempre a Constituição da República Portuguesa. Queremos afirmar que, apesar das nossas discordâncias políticas, seremos perfeitamente capazes de exercer o governo com esta Constituição, se a tal formos chamados pelo voto popular

O nosso voto de discordância deseja, outrossim, representar um acto de respeito e permitir uma afirmação de esperança. Respeito pela maioria que, afinal, definiu os mais importantes contornos da Constituição. Esperança de que Portugal e os portugueses não mais se afastarão da democracia, apesar de todas as dificuldades que tenham de defrontar. Esperança de que os portugueses saibam, com lucidez, na paz e na fraternidade, assumir o ideal cristão de uma sociedade humana aberta e justa. Sociedade que o CDS revê em oito séculos de história vivida e projecta na Europa unida que queremos ajudar a construir.  Tenho dito.»

A declaração de voto do CDS, em 2 de Abril de 1976, é um texto que se lê sempre com proveito e, para mim e outros como eu, com orgulho e também emoção.

Antes dela, já Diogo Freitas do Amaral, na declaração política do CDS, registara os traços do agitado período político do país – o PREC – que coincidiu com o trabalho da Constituinte. Cito a parte que tem mais a ver com a votação deste dia:

«O CDS vem sendo, desde 11 de Março, um partido de oposição. Fomos, de entre os muitos partidos que em Portugal discordaram dos sucessivos governos provisórios, o único que teve a coragem e deu o exemplo de se considerar da oposição: coragem, porque entre 11 de Março e 25 de Novembro não foi fácil para nós arrostar com a fúria devastadora de quem não via em nós adversários, mas inimigos; e exemplo, porque era necessário iniciar os portugueses na aprendizagem da democracia, e esta não existe onde não houver oposição

Desempenhando a função de partido da oposição, o CDS foi durante este ano não apenas o testemunho vivo de que em Portugal se caminhava para a democracia, mas também, de algum modo, a encarnação do espírito democrático que presidiu ao 25 de Abril.

As próximas eleições vão constituir, assim o esperamos, um marco fundamental na história política do nosso país. Todos os partidos democráticos têm razões para estar de parabéns por terem conseguido que elas se fizessem e se fizessem agora. Com todos os partidos democráticos – e em especial com aqueles que aqui ajudaram a defender a Assembleia Constituinte e com ela a democracia nascente – o CDS partilha a satisfação, o entusiasmo e a alegria do novo período eleitoral que se avizinha

É bem verdade, sobretudo para quem pôde viver esses tempos e partilhar estes momentos, que o dia 2 de Abril de 1976 não seria o mesmo sem o voto contra do CDS: o voto que testou a democracia, o voto que provou a democracia, o voto que apontou a estrada do futuro da democracia.

Em 25 de Abril de 1976, nas primeiras eleições legislativas, o CDS – que obtivera 7,5% um ano antes, nas eleições constituintes – alcançou uma votação nacional de 16,0% e elegeu 42 deputados para a Assembleia da República.

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COMENTÁRIOS (de 12)

Francisco Almeida: Acho que ninguém isento nega a coragem e os valores demonstrados no passado pelo CDS. Houve um sobressalto quando se aliou ao PS mas entre a possível apetência pelo poder e o serviço público para evitar uma bancarrota iminente, mereceu, quanto a mim bem, o benefício da dúvida. Mas a trajectória foi sempre inclinada e apenas teve alguns momentos enquanto eram vivos e actuantes os quadros, que superavam em qualidade os de todos os outros partidos. A ideologia, não mudou, diz-se, mas mesmo ignorando o percurso do Chicão como "fait-divers" quando vi Cecília Meireles, a melhor deputada da legislatura, apoiar pública e voluntariamente A.J. Seguro, foi o mesmo que presenciar um evento da Servilusa. 

Tim do A: Quando o CDS se portava bem. Hoje é o  Chega  o único partido que quer mudar a constituição. E o CDS um partido confortavelmente integrado no centrão esquerdoide.

Manuel Martins: É interessante perceber como um discurso com 50 anos pode ser tão lúcido, e como, apesar do contexto,  se conseguia ver no texto da constituição as suas várias incoerências e enviesamentos, a maioria ainda se mantém. Se o texto é o que é,  e se acrescentarmos as "interpretações criativas e ideológicas", temos muito da explicação do nosso atraso...