sexta-feira, 12 de junho de 2026

Tanta pressa!

 

Voltemos ao literário, para entendermos com uma amplitude menos dolo(ro)sa:

 

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

Muda-se o ser, muda-se a confiança;

Todo o mundo é composto de mudança,

Tomando sempre novas qualidades.

 

Continuamente vemos novidades,

Diferentes em tudo da esperança;

Do mal ficam as mágoas na lembrança,

E do bem, se algum houve, as saudades.

 

O tempo cobre o chão de verde manto,

Que já coberto foi de neve fria,

E enfim converte em choro o doce canto.

 

E, afora este mudar-se cada dia,

Outra mudança faz de mor espanto:

Que não se muda já como soía.

A inteligência fora do crânio e o regresso ao humano

O Fórum Económico Mundial indica que os empregadores esperam que 39% das competências nucleares dos trabalhadores mudem até 2030.

FERNANDO MOREIRA

OBSERVADOR, 10 jun. 2026, 00:12

Durante décadas, a sociedade confundiu competência com perícia técnica. Saber programar, calcular, operar máquinas, dominar procedimentos, escrever relatórios, interpretar normas: tudo isto formava o conjunto das hard skills. Quem sabia fazer, valia. Quem sabia medir, subia. Quem sabia executar, permanecia. Mas a história do trabalho nunca foi imóvel e a tecnologia deslocou o centro do valor humano.

A primeira grande mudança foi clara, os computadores passaram a substituir tarefas rotineiras, tanto cognitivas como manuais, e a complementar tarefas não rotineiras, como a resolução de problemas complexos e a comunicação. Essa leitura, já presente no trabalho, ajudou a explicar por que razão a simples capacidade de executar instruções deixou de bastar. O trabalhador deixou de valer apenas pelo que sabia repetir e começou a valer pelo que sabia interpretar, adaptar, relacionar e decidir.

Depois veio a era das soft skills. Durante algum tempo, o nome enganou-nos. Chamámos “suaves” a competências duríssimas: comunicar bem, cooperar, liderar, escutar, negociar, resolver conflitos, manter serenidade sob pressão. David Deming mostrou que, entre 1980 e 2012, os empregos que exigiam elevados níveis de interação social cresceram quase 12 pontos percentuais na força de trabalho norte-americana, enquanto empregos intensivos em matemática, mas menos sociais diminuíram 3,3 pontos percentuais.

Agora entramos numa terceira estação, a das heart skills. Não se trata de substituir as competências técnicas nem de romantizar a bondade como ornamento moral. Trata-se de reconhecer que, num mundo onde a inteligência artificial escreve, resume, calcula, traduz, programa e recomenda, o que se torna escasso é precisamente aquilo que não se deixa reduzir a cálculo, como a empatia, a generosidade, o cuidado, a simpatia, a presença, a escuta ativa e a responsabilidade emocional. A OCDE descreve as competências sociais e emocionais, como autocontrolo, resistência ao stress, cooperação, sociabilidade e curiosidade, como capacidades associadas ao bem-estar, ao desempenho académico e ao desempenho profissional. Mais ainda, a OCDE sublinha que, à medida que a IA ultrapassa os humanos em várias capacidades cognitivas, estas competências se tornam uma vantagem decisiva em tarefas que as máquinas não realizam plenamente.

A palavra “coração” pode parecer excessiva num relatório empresarial. Mas talvez seja apenas tardia. O Fórum Económico Mundial indica que os empregadores esperam que 39% das competências nucleares dos trabalhadores mudem até 2030

A consequência social é profunda. Na educação, as heart skills obrigam-nos a deixar de formar apenas quem resolve exercícios para formar intérpretes de mundo. Nas empresas, deslocam o critério de liderança, porque o bom gestor já não é apenas quem distribui tarefas, mas quem protege a confiança, lê o medo, reconhece a fadiga, cria sentido. Na política, tornam-se antídoto contra sociedades irritadas, aceleradas e incapazes de escutar. Na saúde, na justiça, na administração pública e no ensino, convertem-se em infraestrutura invisível da dignidade. Sem elas, teremos sistemas eficientes e pessoas esmagadas, máquinas rápidas e comunidades lentas, decisões automáticas e vidas mal compreendidas.

A inteligência artificial, porém, não tem vontade de potência. Tem objectivos definidos, explícitos ou implícitos, mas não tem desejo. Tem autonomia operacional, mas não tem fome de sentido. Por isso, quando delegamos demasiado na IA, o perigo não é apenas técnico. É existencial. A IA amplia este dilema. Um estudo da Microsoft Research com 319 trabalhadores do conhecimento recolheu 936 exemplos de uso de IA generativa e analisou o impacto percebido no pensamento crítico. Outro estudo, com 666 participantes, encontrou uma associação negativa entre uso frequente de ferramentas de IA e pensamento crítico, mediada pela transferência de esforço cognitivo para a máquina. A conclusão não é que a IA empobreça inevitavelmente a mente, é mais subtil. A IA empobrece quando se transforma em muleta permanente, mas enriquece quando funciona como espelho, cocriador, contraditório, etc.

Dizia-se que vivíamos um tempo de mudança. Agora talvez seja mais exacto dizer que atravessamos uma mudança de tempo. A diferença é enorme. Um tempo de mudança altera ferramentas, profissões e métodos. Uma mudança de tempo altera a forma como percebemos a realidade, a autoridade, a aprendizagem, o mérito, a autoria, a memória e até a identidade. A IA não é mais uma aplicação no telemóvel. É um novo clima. E, como todo o clima, não muda apenas aquilo que fazemos, muda aquilo que esperamos que seja normal e os sinais são visíveis. O relatório AI Index 2025, de Stanford, mostra que o desempenho da IA melhorou fortemente em vários referenciais exigentes, que a IA está cada vez mais presente na vida quotidiana e que 78% das organizações reportaram usar IA em 2024, contra 55% no ano anterior.

Mas a IA não veio apenas substituir, mas, sobretudo, pôr à prova a nossa capacidade de acrescentar. A melhor imagem talvez não seja a da máquina que ocupa o lugar do humano, mas a da inteligência que ganha uma extensão fora do crânio. Uma espécie de “externaligência”. A palavra “externaligência” torna-se necessária porque a expressão inteligência artificial já não descreve plenamente aquilo que está a acontecer. A IA não é apenas uma tecnologia exterior ao humano, é uma presença cognitiva que começa a participar no modo como pensamos, escrevemos, investigamos, decidimos, ensinamos e aprendemos. Contudo, já em 1998, Andy Clark e David Chalmers defenderam a tese da “mente estendida”, segundo a qual certos processos cognitivos não se encontram exclusivamente dentro da cabeça, podendo envolver objectos, dispositivos e elementos do ambiente. A ideia central era poderosa, o pensamento humano não termina necessariamente na fronteira da pele, pode prolongar-se num caderno, num computador, numa agenda, numa ferramenta que organiza a memória e orienta a acção. A inteligência artificial generativa altera, porém, a escala desse problema. Já não estamos apenas perante instrumentos passivos de registo ou consulta, mas estamos perante sistemas que respondem, sugerem, resumem, comparam, simulam estilos, produzem hipóteses e participam ativamente no processo de raciocínio. É neste salto, da ferramenta externa para o interlocutor cognitivo, que o conceito de “externaligência” ganha verdadeira necessidade.

Um estudo da NBER sobre 5.179 agentes de apoio ao cliente mostrou que o acesso a uma ferramenta de IA generativa aumentou a produtividade média em 14%, com ganhos de 34% para trabalhadores principiantes ou menos qualificados. O Anthropic Economic Index (https://www.anthropic.com/news/the-anthropic-economic-index), por sua vez, indica que o uso de IA se inclina mais para a ampliação em 57% das capacidades humanas do que para automação direta (43%). A pergunta decisiva, portanto, não é “quantos humanos a IA substituirá?”, mas “que humanos seremos quando trabalharmos com ela?”.

Nos próximos dois ou três anos, entre 2026 e 2029, é plausível que a sociedade se reorganize em torno de três fracturas. A primeira será entre quem usa IA para pensar melhor e quem a usa para deixar de pensar. A segunda será entre instituições que ensinam processos (perguntar, verificar, comparar, argumentar) e instituições que apenas avaliam produtos finais. A terceira será entre organizações que tratam a IA como corte de custos e organizações que a usam para libertar tempo humano para trabalho de maior valor como a relação, o cuidado, a criatividade, a decisão ética, o acompanhamento, a formação e a escuta activa.

Na vida pública, as heart skills poderão tornar-se condição de sobrevivência democrática. Numa sociedade inundada de conteúdos sintéticos, vozes artificiais e certezas fabricadas, a empatia será mais do que uma virtude privada, será uma tecnologia moral de coesão. A generosidade não significará ingenuidade, mas significará capacidade de admitir complexidade. A simpatia não será superficialidade, será a arte de não transformar discordância em desprezo. A escuta não será passividade, mas será resistência contra a brutalidade da reacção instantânea.

O futuro próximo, contudo, não está garantido. A IA pode ampliar desigualdades, concentrar poder, acelerar precariedades e tornar invisível quem já era pouco ouvido. Mas também pode democratizar acesso, apoiar aprendizagem personalizada, ajudar profissionais menos experientes, reduzir tarefas mecânicas e abrir tempo para aquilo que nos torna mais humanos. A diferença não estará apenas nos modelos, mas nos valores que colocarmos à volta deles.

As hard skills continuam necessárias. Sem técnica, a intenção tropeça. As soft skills continuam fundamentais. Sem colaboração, a inteligência dispersa-se.

A IA não tem vontade de potência. Nós temos. E talvez a grande tarefa dos próximos anos seja não usar a inteligência artificial para diminuir a nossa vontade, mas para a educar. Não para fugir ao esforço, mas para o tornar mais fecundo. Não para substituir o coração pela máquina, mas para impedir que a máquina nos convença de que o coração era dispensável.

GUERRA

 


Em todos os tempos, uma constante dos povos. e cada vez mais dilatada nos espaços.

Não perguntem quem perdeu se a guerra no Irão acabar mal

Deixemo-nos de ilusões. Se a guerra acabar mal, não é porque tenha sido um delírio de Trump, ou porque os generais americanos e israelitas a não tivessem planeado como deviam.

 RUI RAMOS, Colunista do Observador

12 jun. 2026, 00:25

A guerra contra a ditadura iraniana pode não acabar bem. Não acabar bem significa a tirania dos Khamenei sobreviver, e os EUA enredarem-se outra vez no xadrez das negociações e sanções, onde os ayatollahs os têm toureado nas últimas décadas. Mas se a guerra acabar mal, há duas conclusões erradas que, por mais consoladoras que sejam, convém evitar.

A primeira é esta: a guerra acabou mal por ser uma guerra desnecessária. Errado. As guerras são sempre uma opção tremenda e arriscada. Se os EUA recorreram às armas, foi porque os outros meios falharam. Em 1979, a teocracia iraniana declarou-se inimiga do Ocidente e do que o Ocidente representava. Fundou e financiou organizações terroristas, tentou desenvolver armas nucleares, adquiriu mísseis capazes de atingir a Europa. Durante anos, americanos e europeus usaram negociações e sanções para dissuadir os teocratas de Teerão. Sem resultado. Da parte dos EUA, a operação militar foi um último recurso. Se a guerra acabar mal, não quer dizer que não devesse ter sido tentada.

A segunda é esta: a guerra acabou mal porque Trump não tinha um plano ou o seu plano era mau. Errado outra vez. Os EUA têm os meios militares para vencer um conflito armado, incluindo generais aptos para os usar da maneira mais eficiente. O problema não está nas armas, ou nos planos. Está em sistemas políticos e em economias que não parecem suportar uma campanha militar prolongada: governos que temem perder eleições, e economias minadas pelo endividamento, por impostos altos e pela inflação, e por isso impedidas de qualquer esforço mais espartano. Bastou aos mullahs fecharem Ormuz. Se a guerra acabar mal, não correrá melhor da próxima vez.

Dizer que a guerra foi apenas um capricho de Trump ou que um eventual insucesso se deveu somente à sua má planificação é muito confortável. Permite que acreditemos novamente que as valsas diplomáticas são a melhor solução para conter a ditadura iraniana, embora nunca tenham funcionado antes, ou que, sem Trump, venceremos da próxima vez, apesar de não se constatar, no Ocidente, qualquer movimento para ultrapassar as debilidades que agora espartilharam a sua força militar.

Deixemo-nos de ilusões. Se a guerra acabar mal, não é porque tenha sido um delírio de Trump, ou porque os generais americanos e israelitas a não tivessem planeado como deviam. Será por duas razões muito menos convenientes: porque a teocracia iraniana, fanática e sanguinária, é resiliente, e porque o Ocidente, dividido e endividado, não tem força para a derrubar. E isso justificará alguma inquietação, na medida em que a ditadura iraniana não é um problema local do Médio Oriente. O Irão, com 12% do petróleo mundial, quase 100 milhões de habitantes, e aliados com a Rússia e a China, dispõe do que é necessário para ser um problema global. Mais: o Irão dos Khamenei não é um Estado normal, susceptível de compromisso e moderação. É um projecto apocalíptico, que se alimenta de vertigem e ousadia. Funciona, desde 1979, como o principal foco do islamismo político, uma ideologia que subverteu o Médio Oriente, e que agora apela às comunidades muçulmanas que o caos migratório deixou instalarem-se na Europa. Derrotar a teocracia iraniana é a maneira de desacreditar o radicalismo político associado ao Islão, e prevenir que os muçulmanos na Europa se convertam em massa de manobra dos movimentos inspirados pela revolução islâmica iraniana.

É preciso que esta guerra não acabe mal. Mas se acabar, não perguntem quem perdeu. Não será Trump:  seremos nós todos. Porque se esta guerra acabar mal, isso apenas significará que a guerra continua.

IRÃO       MÉDIO ORIENTE      MUNDO      ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA       AMÉRICA       EUROPA          ISRAEL      ISLÃO      RELIGIÃO      SOCIEDADE TERRORISMO          MIGRAÇÕES

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Como sempre

 

Uma MARIA JOÃO AVILLEZ atenta ao mundo, com o sentido de ponderação harmoniosa e sem esgares nem pedantismos.

Hoje é só disto que se trata

Surpreendentíssimo é ter sido Leão XIV o primeiro “grande” a entrar em cena com o argumento da IA: sozinho, diante da plateia do mundo. Entre a esperança e o perigo, a vantagem e a desvantagem.

MARIA JOÃO AVILLEZ Jornalista, colunista do Observador

OBSERVADOR, 10 jun. 2026, 00:25

1Um dos factos que sem sombra de dúvida mais impacto tiveram para além dos círculos e circuitos religiosos; que maior interesse global suscitaram e maior capacidade interpelativa obtiveram em qualquer ponto cardeal deste vasto mundo, foi a primeira encíclica de Leão XIV, “Magnifica Humanitas”. Título inspiradíssimo (tudo o que precisamos de voltar a ouvir dizer, para voltar a acreditar).

As reacções ao texto papal, brotando instantaneamente, lembraram algumas coisas que se achavam arrumadas na memóriaa antiguidade, a presença, a sabedoria da Igreja e confirmaram outras: a permanente atenção, a vitalidade, a aguda observação do mundo que leva já dois mil anos de prática, a oferta do caminho, a escolha do bom combate.

2Há muito que não me lembro de um feito – e efeito – planetário tão marcante: o Chefe da Igreja remando sozinho contra as marés dos tempos e ventos, mas oh! com que serenidade. E oh! com que firmeza nessa serenidade, face a um mundo atónito com o feito. E reagindo entre o amparo de que necessita e o medo que o verbo do Santo Padre interrompa ou rompa os lucrativos interesses da corrida da Inteligência Artificial.

3Um dos pontos porém mais inesperados e até surpreendentíssimo é ter sido Leão XIV o primeiro “grande” a entrar decididamente em cena com o argumento da IA: sozinho, no centro do palco, diante da plateia do mundo. Com vigorosa lucidez e um imenso equilíbrio entre a esperança e o perigo, a vantagem e a desvantagem. Sim estava sozinho porque antes não o estivera: muitos tinham sido chamados por ele a dizer, transmitir, reflectir em voz alta.

E se seria grande a orquestra e muitos os músicos, houve um só maestro, Leão XIV. Saúde-se o maestro.

4Claro que houve também desde há um bom ar de anos muita gente boa e séria debruçada sobre isto. Investigando e descobrindo, ao mais alto nível da ciência; avisando sobre a bondade e a maldade deste instrumento tão capaz de luz como da negritude. Onde porém quero chegar é que não foram resoluções públicas de cientistas de excelência; nem documentos de chefes políticos ou “pappers” de grandes meios económicos, quem primeiro ergueu a voz a nível global.

Foi o Papa.

5Por isso sim, pode falar-se da coragem de Leão XIV. Deve-se. A coragem de um “Chefe” que escolheu intervir e desceu ao terreno. Depois olhou-nos de frente e propôs uma profundíssima reflexão contra a corrente de critérios hoje quase absolutos – o lucro, o interesse, a eficiência (e a sua mistificação) – deixando em troca uma simples pergunta: em que humanidade nos queremos tornar? Ou vamos consentir que nos tornem?

Repare-se ainda que enquanto a também notável encíclica Rerum Novarum do Papa Leão XIII pode ter surgido ao mundo com algum “atraso” face ao adiantado estado de gravidade das coisas – políticas, económicas, sociais – de então, a “Magnifica Humanitastalvez venha a tempo do discernimento para o qual fomos convidados (crentes e não crentes, obviamente).

6Ou seja, o Chefe da Igreja foi à raiz e à natureza do que pela primeríssima vez está em causa na história da humanidade: a sua substituição pura e simples e com pressa por máquinas com mais pressa.

Foi do Vaticano que veio a indispensabilidade de saber o que queremos fazer de nós. Foi dessa Igreja de que muitos haviam desistido por achá-la irreversivelmente manchada pela indizível tragédia dos abusos; ou que outros apelidavam de fragilizada, envelhecida, irrelevante: sem visão, viço, jovens, plateias, futuro. Mas foi de “lá” que brotou a “Magnifica Humanitas” que pôs o mundo em sentido.

7Eis o que causa espanto mas o espanto também pode produzir a graça.

COMENTÁRIOS:

Fernando ce: Com o devido respeito, os temas começam a ser enjoativos. Precisa-se de disrupção, “pedrada no charco” , num país dominado pelos amiguismos, e pelas corporações e instituições “ discretas”...Há que falar por quem não tem assistência na saúde, habitação condigna, uma escola dominada pelos interesses dos  professores, uma Universidade cada vez mais fechada sobre si própria, pela falta de defesa dos mais fracos, e até dos “simples” consumidores. E também, nas redes de imigração ilegal que beneficiam tanta gente mas prejudicam a maioria, bem como dogmas socialistas que nos impedem de crescer. Olhe, tome como exemplo a Helena Matos. PS: já agora não vi o Papa a condenar de forma veemente em Angola a corrupção do poder do Estado e a miséria do povo. E que me lembre nem se pronunciou sobre a morte do bispo de Quelimane. É mais fácil atacar o Trump…                    graça Dias > Tim do A: Este Papa então, é  um activista político. Quanto eu gostaria de ouvir com palavras de conforto e esperança para o povo iraniano, perseguido, massacrado, torturado e assassinado por um regime teocrático de tiranos, que este Papa nunca condenou. Quanto eu gostaria que este Papa fizesse uma qualquer referência sobre o genocídio  em curso na Nigéria, perpetrado pelos islâmicos contra as comunidades católicas!... nem uma palavra. Como foi possível a eleição de um ativista para a cadeira de S. Pedro, que silencia crimes hediondos contra os católicos, sem se ignorar o que se está a passar em França com os ataques bárbaros a igrejas, basílicas e mosteiros de culto católico, em que rebentam os vitrais, decapitam as imagens da Virgem Maria, partem em pedaços a Cruz de Cristo, etc...                          Tim do Agraça Dias: Já  o papa anterior era um activista político de esquerda. A Igreja católica rendeu-se à extrema esquerda.                          Tim do A > Fernando ce: Os papas ultimamente não têm sido muito diferentes de um jornalista da CNN...                            Ruço Cascais > graça Dias: Este Papa é como a Maria João Avilez; conservadora de direita, mas, com uma grande admiração por Mário Soares e os socialistas de um modo geral dos anos 80/90 Mas não é apenas a autora da crónica que sofre de esquizofrenia política, o nosso social-democrata Pacheco Pereira eleva esse estatuto a níveis psiquiátricos. Os Papas, obrigatoriamente, não podem fazer como os Sikhs e andarem de espada à cinta a cortarem cabeças nas ruas de Belfast (misturei tudo, porque é tudo a mesmíssima coisa). O posicionamento de qualquer Papa tem que promover a paz acima de tudo e seguir a máxima cristã; levas um estalo no lado direito da cara e respondes dando a outra face. Mesmo assim, este papa-americano parece-me ligeiramente mais corajoso do que o falecido Papa Francisco, e, desconfio, que se alguém lhe bater ele é capaz de mandar a habitual resposta cristã para as urtigas e responder na mesma moeda.                 graça Dias > Fernando ce: Excelente comentário, que subscrevo na integra.                    graça Dias > Ruço Cascais: Caríssimo Ruço Cascais:Só posso concordar com as suas observações. Estou crente que este Papa em vez  de ocupar a cadeira de S. Pedro, deveria ter aguardado pela saída do < líder espiritual> da ONU  -- AG, e candidatar-se ao palco principal do activismo político.