Da nossa História Nacional…
Que redundaram em arte
arquitectónica: um palacete
que costumava também visitar, em idas a Sintra, em tempos de retorno da África
que também criámos, para a perdermos, por via da civilidade abrilina. Velhos
tempos de encantamento paisagístico em passeatas de prazer… Obrigada ao Dr. Salles por no-lo trazer à lembrança, de
forma gracilmente romanceada, que tanta tragédia humana, afinal, ocultou, nas
próprias pessoas de uma realeza nem sempre de glória, mas sabendo preservá-la,
para a História…
HISTÓRIA DE UM REI A FINGIR
outubro 23, 2026,
Ou
A VINGANÇA DE AFONSO COSTA
Ferdinand von Saxe-Coburg und Gotha (Viena, 1816 – Lisboa, 1885) nasceu
Príncipe austríaco e morreu em Portugal com o título de Rei.
Segundo marido da nossa Rainha D. Maria II foi
escolhido por nele se adivinhar a fogosidade capaz de assegurar a sucessão
dinástica na Casa Real de Portugal. E o Príncipe-Rei não se fez rogado pois a Rainha engravidou até à exaustão:
morreu no seu décimo primeiro parto. Reconheçamos que, se ao Príncipe se lhe pedia
descendência, bem mereceu o título de Rei – mesmo que apenas honorífico.
E se a missão de
garantir a sucessão ao trono era assunto de Estado a tomar na mais alta
consideração, D. Fernando terá querido assegurar-se da sua permanente condição
operacional e não se cingiu aos horários de serviço pois ensaiou em horários
extra tomando como «partenaires» damas e moçoilas sobre quem os seus olhos
descessem.
A Rainha, nem sempre
disponível para a fogosidade do Rei, inventava pretextos para o afastar das
saias dela ou alheias e assim foi que, certa vez, o mandou supervisionar umas
manobras militares no Alentejo. Embarcados no Terreiro do Paço e
desembarcados em Cacilhas, instala-se o pânico no séquito real pois Sua
Majestade desaparecera. Havia a certeza de que o Rei não saltara borda
fora e até fora visto em terra a encaminhar-se para um canto por trás da
casa do Chefe local dos Correios no largo donde saía a rua de acesso a Almada
para se aliviar de alguma real precisão, mas, depois disso, estava
desaparecido. Esfumara-se.
E foram três dias de grande aflição sem se saber se se deveria informar a
Rainha da sua putativa viuvez e, daí, a eventual vacatura do lugar ao seu lado
no trono…
… e as buscas prosseguiram…
… até que ao terceiro dia foram
encontrar o Rei em casa do Chefe dos Correios de Cacilhas a dar «lições de piano» á filha do dito Chefe.
Pois…
* * *
Elise Frederika Hensler, suiça de nascimento, era actriz de
teatro e ficou conhecida como Condessa de Edla. Sim, claro, era
«próxima» do Rei e essa proximidade era de tal modo que teve direito a um «chalet» logo
ali nas faldas do Castelo da Pena onde a Rainha passava temporadas. Sua
Majestade, o Rei, parecia gostar de exercícios de ubiquidade.
Falecida Sua Majestade a
Rainha D. Maria II ao seu infausto décimo primeiro parto, fez D. Fernando o luto oficial e o da
conveniência social para casar com a Condessa.
Uma vez que D. Fernando mais
não era do que um «reprodutor
de Estado,
Rei a fingir, à
Rainha defunta sucedeu no trono o primogénito Pedro, o quinto desse nome no trono de
Portugal, que morreu sem que lhe fosse conhecida descendência
pelo que o fogosíssimo
D, Fernando viu o seu segundo filho varão, Luís, subir ao trono. E foi por escassos quatro anos que
não viu o neto Carlos sentado no lugar régio.
Compreende-se que D.
Fernando II, Rei (a fingir) tenha tido cabimento no Panteão Nacional, mas que a
Condessa
de Edla (falecida em 1920, já a República com 10 anos andados) esteja no
Panteão
dos Braganças, é que me parece uma vingança jacobina de Afonso Costa.
Henrique Salles da Fonseca
Comentários
Mensagens populares deste
blogue
ABRINDO A PORTA...
fevereiro 02, 2026
Ao estilo de Declaração
de Princípios, esta é a casa do … humanismo no sentido
inequívoco do antropocentrismo em que o Estado serve o cidadão, por
ultrapassagem do teocentrismo medieval e em oposição a todos os sistemas que
obriguem a pessoa servir o Estado …
da Declaração
Universal dos Direitos Humanos (ONU 1948) e contra tudo que a
contrarie; … da sistemática busca da harmonização de interesses
nem sempre concomitantes, por oposição a perturbadora luta de classes; … da liberdade de pensamento e respectiva
expressão; …do pluripartidarismo que, abrindo
alternativas de doutrina e estratégia, permite ao eleitorado (o verdadeiro
«dono» do poder) a opção perene ou flutuante entre doutrinas e circunstâncias; … da definição doutrinária do bem-comum,
na esperança vinculada de que propostas disruptivas da harmonia e da liberdade
como conceitos unicitário chumbem nas urnas...
SOMOS POUCOS
março 09, 2026
A área urbana de Londres tem cerca de 9,2
milhões de residentes; na região de Paris moram 11,2 milhões e Berlim alberga
cerca de 6,4 milhões. Comparando com os nossos 10,75 milhões a nível nacional,
resta a conclusão de que somos poucos. Mas, para além de sermos poucos em termos absolutos,
somos ainda menos quando «contamos as espingardas» fiéis aos Valores da Europa
Ocidental. Ou seja, no actual litígio contra o imperialismo russo, não podemos
correr o risco de deixarmos que as nossas Forças Armadas e de Segurança sejam
minadas por russófilos ou seus amigos. Eis a cautela que desaconselha a
obrigatoriedade do Serviço Militar: nem todos merecem a honra de servir nas
Forças Armadas. Não esbanjemos recursos com «tropa fandanga» cujo amadorismo só
prejudica a eficácia dos profissionais. Centremo-nos em pequenas Unidades de
grande operacionalidade e deixemos as maciças acções de «botas no terreno» para
aliados mais populosos que nós.
APELO URGENTE
julho 20, 2026
CITANDO… · Das entrevistas de Salazar a António
Ferro (1932/1933):
"O parlamentarismo
é um sistema esgotado que divide os homens
em vez de os unir. Sob a ilus ã o da liberdade parlamentar,
cria-se a ditadura dos partidos e paralisa-se a ac çã o do Executivo,
impedindo que se governe com efic á cia para o bem comum." * * * O tom «lepéniano-melanchónico» que as televisões transmitem faz do nosso hemiciclo
beneditino o patíbulo da serena razão em favor da ira permanente como se nas bancadas alheias
pululassem os bandidos. * * * Senhores Deputados da Nação
Portuguesa: Peço-vos que não dêem razão ao Doutor Salazar. Julho de
2026 Henrique Salles da Fonseca
Com tecnologia do Blogger
Imagens de temas por
Michael Elkan