segunda-feira, 18 de maio de 2026

TEXTOS DE HENRIQUE SALLES DA FONSECA

 

In “PELO BEM COMUM” -   EX-A BEM DA NAÇÃO 

UNS TÍTULOS se vão – não se percebe a razão do facto – mas outros surgem, seguindo a mesma linha de orientação anterior, enquadrada em amor pátrio e sentido moral necessário numa sociedade hoje em dia impregnada de proselitismos vários tantas vezes refractários a razões mais de acordo com os princípios que sempre acompanharam os cidadãos que como tal se prezam - caso do Dr. Salles – um cidadão sem papas na língua ou sem borrões na sua escrita forte e precisa.

«DOS FALADOS E DOS CALADOS»

maio 15, 2026

«O proselitismo soviético foi uma particularidade meramente temporal do imperialismo russo e este acabou por se infiltrar no Ocidente como russofilia. Eis a 5ª coluna que metastisa as sociedades que se regem pelo humanismo de inspiração liberal.

Assim, a obrigatoriedade do serviço militar é o modo mais expedito para se enxamear as Forças Armadas (e de Segurança) com adeptos de modelo contrário ao ocidental. Também, pela mesma razão, há temas que não devem chegar aos telejornais.

Tratemos aqui dos falados e calemos aqui os demais dizendo que…»

 

«…O ÓCIO É O PAI DE TODOS OS VÍCIOS.»

Ou seja, nos estabelecimentos prisionais a terapia ocupacional deverá ser a regra e o sistema deverá ser organizado, tão hermeticamente quanto possível, como segue:

·       ALA ESCOLAR – para onde transitam os reclusos que já frequentem escola prisional, os analfabetos (mesmo que forçados a isso) e aqueles que possam ser de utilidade como ajudantes do corpo docente;

·       ALA HOSPITALAR – onde baixam os toxicodependentes e os doentes de outras patologias psíquicas e físicas sendo também ali colocados os reclusos que possam servir de apoio ao pessoal médico e de enfermagem;

·       ALA OFICINAL – onde, sob a orientação do IEFP, trabalham mestres e reclusos aprendizes (ou também já profissionais);

·       ALA FÍSICA – aqui entrarão todos os reclusos que não tenham cabimento nas outras alas sendo sujeitos à disciplina militar.

Notas complementares:

·       Os reclusos que não possam ser sujeitos aos exercícios de disciplina militar (i.e. por motivos de idade) deverão ser empregues em serviços de higiene, manutenção e cozinhas do estabelecimento prisional.

 

·       Os reclusos que demonstrem bom comportamento militar poderão ser aceites como voluntários para integrarem a Falange de Remissão para operações especiais ao abrigo do previsto na Convenção de Genebra (1 ano de Falange = a 2 anos de pena cumprida).

***

Para reduzir a actual sobrelotação da rede prisional, crê-se conveniente deportar os estrangeiros que estejam a cumprir pena (~ de 2500) e repatriar os portugueses que estejam presos no estrangeiro (~1200).

Outros “Falados” se seguirão…

Maio de 2026

HENRIQUE SALLES DA FONSECA

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ABRINDO A PORTA...

fevereiro 02, 2026

Ao estilo de Declaração de Princípios, esta é a casa do humanismo no sentido inequívoco do antropocentrismo em que o Estado serve o cidadão, por ultrapassagem do teocentrismo medieval e em oposição a todos os sistemas que obriguem a pessoa servir o Estado      … da Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU 1948) e contra tudo que a contrarie;      da sistemática busca da harmonização de interesses nem sempre concomitantes, por oposição a perturbadora luta de classes;      da liberdade de pensamento e respectiva expressão; . … pluripartidarismo que, abrindo alternativas de doutrina e estratégia, permite ao eleitorado (o verdadeiro «dono» do poder) a opção perene ou flutuante entre doutrinas e circunstâncias;      da definição doutrinária do bem-comum, na esperança vinculada de que propostas disruptivas da harmonia e da liberdade como conceitos unicitários chumbem nas urnas...

DO BEM-COMUM

fevereiro 04, 2026

  O conceito de bem-comum tem tudo a ver com harmonia social, com solidariedade e com o Estado de Direito. Com respeito pelas minorias, o bem-comum assenta na vontade da maioria. O bem-comum é antónimo de luta de classes, de privilégios classistas e de revolução. Dá para crer que os movimentos disruptivos nascem e medram a partir da desconfiança sob a profusão de compadrios, mas também podem resultar da inveja. Contudo, seja qual for a causa e seja qual for a consequência, tudo isso é contrário ao bem-comum. O Ocidente tem que ser transparente e, portanto, defensor do seu homónimo, o bem-comum. Mas… … se o secretismo referendário é o garante da transparência eleitoral, já na gestão corrente da «coisa» pública a transparência é garantida pela difusão da informação assim impedindo ilegitimidades e compadrio. No cenário actual, o Ocidente é a Europa e pouco mais. O Ocidente, sede do bem-comum democrático, já é só quase a Europa. A ver se asseguramos pelas pontas…e nó...

SOMOS POUCOS

março 09, 2026

    A área urbana de Londres tem cerca de 9,2 milhões de residentes; na região de Paris moram 11,2 milhões e Berlim alberga cerca de 6,4 milhões. Comparando com os nossos 10,75 milhões a nível nacional, resta a conclusão que somos poucos. Mas, para além de sermos poucos em termos absolutos, somos ainda menos quando «contamos as espingardas» fiéis aos Valores da Europa Ocidental. Ou seja, no actual litígio contra o imperialismo russo, não podemos correr o risco de deixarmos que as nossas Forças Armadas e de Segurança sejam minadas por russófilos ou seus amigos. Eis a cautela que desaconselha a obrigatoriedade do Serviço Militar: nem todos merecem a honra de servir nas Forças Armadas. Não esbanjemos recursos com «tropa fandanga» cujo amadorismo….*

*Como não percebi a sequência da frase, completo-a “amadoristicamente”, segundo parecer pessoal, que suponho da mesma linha de pensamento do autor daquela: “Cujo amadorismo poderá contribuir para o desrespeitar de noções imprescindíveis aos verdadeiros cidadãos”

domingo, 17 de maio de 2026

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Do texto anterior, de ALBERTO GONÇALVES:  em “O VÍRUS QUE ANDA POR AÍ” em “TALVEZ SEJA” - deste blogue.

COMENTÁRIOS:

António Marques: Para mais, os mais de 70000 mortos, incluindo muitos inocentes mortos a tiro quando estavam indefesos à procura de comida deveria ser suficiente para que um jornalista tivesse respeito e não deturpasse a realidade. Esclarecendo: também acho as flotilhas absurdas, mas há que ser intelectualmente honesto.                  

António Marques: Todos os artigos contra o autor entraram em moderação?…  Pelo artigo, não fico admirado. É Alberto Gonçalves. Tem o dom de pegar num tema e não o conseguir explorar para além de banalidades tendenciosas. Quando não é prejudicial, já é de louvar.                     

 Maria Paula Silva: Excelente! Era impossível não fazer a analogia, estavam mesmo a pedi-las! :) adorei o texto todo, mas há uma frase que me causou um prazer sorridente especial: "nas “flotilhas” os agentes patogénicos são os próprios hospedeiros. "Deliciosa.  O sub-título também.    Acabo de reparar que um conjunto de comentários que tinham votações máximas mas se exprimiam contra o autor, foram eliminados. É inadmissível. Há muitos tipos de pessoas que publicam informação, incluindo os jornalistas e os propagandistas. Os segundos, podem dizer o que quiserem. Os primeiros, estão obrigados profissionalmente e deontologicamente a cumprir regras. Ainda recentemente ouvi na rádio uma análise relativamente às vítimas do ataque do Hamas em 2025 e fiquei sensibilizado. Alberto Gonçalves foi exemplar na expressão, mas péssimo enquanto jornalista, porque omitiu a outra parte da informação. Fez um péssimo trabalho como profissional da informação. Como é típico seu. Li muitas edições do Diabo, um jornal de propaganda, mas honestamente assumido como tal. O Observador, está a ser uma desilusão. Apesar de ter excelentes profissionais, é cúmplice deste erro profissional. Se é um meio de propaganda tendenciosa, então, em nome da honestidade, deve assumir-se como tal.

António Soares: O Alberto não diz, mas digo eu. Estamos muito mal com a caganeira mental que nos entra pela casa a dentro. Como é possível ainda existirem Marques Lopes, Danieis Oliveiras, Anjos e outros bloquistas a discorrerem trampa pela boca bem à nossa frente? Um caso de estudo!  Uma pobreza de país, digo eu.            

Graça Dias: Caro Alberto Gonçalves: Um artigo magnífico associado à histeria mediática em torno do hantavírus, com elenco variado, exótico e muita excitação entre jornalistas, analistas, infectologistas,  virologistas e as muitas divagações entre diagnósticos e recomendações - um espectáculo em style circense. As analogias   sobre as enfermidades nos cruzeiros & flotilhas, sendo deliciosas e hilariantes, não deixam, porém, de ser actuais e reveladoras, ora de aflições e ansiedade nos navios de cruzeiro, enquanto que nas flotilhas, a animação é extravagante, kafkiana e  maquiavélica, e sempre com o habitual ruído e cheiro nauseabundo, que os leva a delírios com febre alta e sons  estridentes ---  “Palestina livre”,  “genocídio” ,"os malefícios do “sionismo” e do rio atá ao mar !..

NOTA PESSOAL:

a)   A Operação Psicológica do Hantavírus: Não se deixe enganar novamente — É puro teatro para mentes fracas;

b) O mesmo golpe de sempre, mas com nova roupagem -- um nome novo.

Lá vamos nós de novo. As mesmas pessoas que nos trouxeram os lockdowns da COVID-19, as máscaras, os testes PCR e as injecções experimentais de terapia genética agora estão disseminando um novo medo : o HANTAVÍRUS. É evidente que isso é teatro programado, uma operação psicológica planejada para aterrorizar os mais fracos e fazê-los entregar a sua liberdade mais uma vez. Já passamos por isso antes, e qualquer um que cair nessa agora merece a vergonha que virá depois.

Manifesto o meu obrigado a AG pelo fascinante " Diário de Bordo".

Maria Emília Ranhada Santos: Extraordinário! Muito obrigada, caro Alberto Gonçalves! No meio de tanta diarreia mental na comunicação social, quando aparece algum jornalista equilibrado, sente-se um alívio quase instantâneo! Força, escreva sempre assim, e dê aos portugueses água desinquinada!

Carlos Fernandes: Maravilhoso, como (quase) sempre... Deixo só uma sugestão às autoridades israelitas, que deixem entrar alguns "activistas" com a sua imensa comida que levam para Gaza e que, posteriormente, os deixem conviver um pouco com os amigos do Hamas... Fica a sugestão!!!

João Floriano: E que tal uma flotilha que passe pelo Triângulo das Bermudas? Há dias de sorte!

José Paulo Castro: Não sei se é esse vírus ou apenas sintoma de outro, chamado anti-americanismo.

Miguel Sanches: Do melhor. Essa do "...estadista internacional" é refinada.

Obrigado, Alberto Gonçalves, por animar a malta...

André Fernandes: Grande Alberto! É sempre um prazer ler e ouvi-lo. Excelente.

Miguel Seabra: Na verdade há uma pandemia de especialistas e comentadores, está a alastrar de forma imparável. Quem disser o contrário é negacionista…ou comentador….

Vasco R: Fabuloso . E é de lembrar que até no Observador temos gentalha infectada pelo vírus antissemita.

Manuel Magalhaes: Que delícia de crónica em que eu apenas destacaria duas frases: “Em termos de potencial pandémico é, diria um “estadista” internacional, poucochinho” e “nas flotilhas as pessoas já entram infectadas, com um vírus único”. AG muitíssimo obrigado por mais esta lufada de ar fresco que tanta falta nos faz!!!

Miguel Macedo: Hilariante! Muito bem! Como sempre!

Alcides Longras > Tristão: Penso que ele simplesmente não é um autor com um propósito fixo, uma agenda política pré-estabelecida. Escreve (e bem) sobre aquilo que lhe parece mais relevante, mais digno de nota, mais sintomático dos nossos problemas, tenha ele o contexto político que tiver. Os temas que o vejo escolher, aqui e no Ideias Feitas são mais frequentemente da sociedade antes de serem da política. Porque são mais abrangentes que a política. Acho que é isso que um "cronista" deve fazer, mais do que pegar em bandeiras deste ou daquele partido.

A Sameiro: Ri, como não ria há muito tempo! se o ridículo matasse.......

Manuel Santos: Excelente artigo. É necessário ter coragem de colocar o dedo na ferida. Obrigado.

Rosa Graça: Excelente.

Maria Tubucci: Muito bem observado, Sr. AG. Aliás, só temos de gozar com estes vírus ideológicos mentais, porque provavelmente nem sabem onde fica Gaza, nem sabem o que defendem. E aposto que se a flotilha de parvos se afundasse, eles nem nadar sabiam e, eventualmente, se fossem atacados por tubarões-brancos diriam que tinham sidos atacados pela extrema-direita, são dementes. Acho uma perda de tempo gastar tempo com maralha deste calibre, como diz o meu pai, lavar a cabeça de um burro é um desperdício de água, sabão e tempo... 

António Soares: Outra vez pertinente e excelente!

Carlos F. Marques: Excelente.

Manuel RB  > Américo Silva: O que eu acho que faz mesmo falta a uma sociedade decente é usar um pouco da energia que gastam nas buscas ao elevador da casa do primeiro-ministro e investigar de onde vem o dinheiro para comprar dezenas de barcos que vão abandonar dias depois lá pelo Médio Oriente. As origens serão as mesmas dos barcos humanitários que "salvavam" imigrantes no Mediterrânio. Mas esta moda já passou. Um wokismo típico, substituir as causas quando se esgotam no interesse da comunicação social. Pode crer que os valores dos barcos são muuuito altos. Talvez menos que os lucros com mais umas vacinas para outro vírus mediático. Falta em jornalismo o que sobra em activismo.

mais um: Estupenda esta crónica. Vale bem a assinatura!

Liberal do Costume: Sinto um perfume do Alberto Gonçalves clássico por aqui! Força, Alberto!

Alcides Longras > Tristão: Acho que a escolha de tema é de extrema pertinência para termos mais consciência da natureza humana, por trás de todos esses temas supostamente "mais relevantes".  Porque a sua memorização provocou o maior choque social, económico e mesmo intelectual dos últimos séculos, ainda só há meia dúzia de anos.

Maria Helena Oliveira: Era de os pôr em casa de quarentena como no covid.

Alfredo Freitas: Os passageiros das flotilhas têm ainda os olhos esgazeados e coçam- se muito.

klaus muller > Vasco R: Sim, convém não deixar passar em claro.

Maria Paula Silva > António Soares: desligue a televisão, não lhes dê tempo d'antena. No dia em que perderem audiência, de certeza que os mandam dar uma volta.

Do texto anterior, de ALBERTO GONÇALVES:  em “O VÍRUS QUE ANDA POR AÍ” em “TALVEZ SEJA” deste blogue.

COMENTÁRIOS:

António Marques: Para mais, os mais de 70000 mortos, incluindo muitos inocentes mortos a tiro quando estavam indefesos à procura de comida deveria ser suficiente para que um jornalista tivesse respeito e não deturpasse a realidade. Esclarecendo: também acho as flotilhas absurdas, mas há que ser intelectualmente honesto.                  

António Marques: Todos os artigos contra o autor entraram em moderação?…  Pelo artigo, não fico admirado. É Alberto Gonçalves. Tem o dom de pegar num tema e não o conseguir explorar para além de banalidades tendenciosas. Quando não é prejudicial, já é de louvar.                     

  Maria Paula Silva: Excelente! Era impossível não fazer a analogia, estavam mesmo a pedi-las! :) adorei o texto todo, mas há uma frase que me causou um prazer sorridente especial: "nas “flotilhas” os agentes patogénicos são os próprios hospedeiros."  Deliciosa.  O sub-título também.    Acabo de reparar que um conjunto de comentários que tinham votações máximas mas se exprimiam contra o autor, foram eliminados. É inadmissível. Há muitos tipos de pessoas que publicam informação, incluindo os jornalistas e os propagandistas. Os segundos, podem dizer o que quiserem. Os primeiros, estão obrigados profissionalmente e deontologicamente a cumprir regras. Ainda recentemente ouvi na rádio uma análise relativamente às vítimas do ataque do Hamas em 2025 e fiquei sensibilizado. Alberto Gonçalves foi exemplar na expressão, mas péssimo enquanto jornalista, porque omitiu a outra parte da informação. Fez um péssimo trabalho como profissional da informação. Como é típico seu. Li muitas edições do Diabo, um jornal de propaganda, mas honestamente assumido como tal. O Observador, está a ser uma desilusão. Apesar de ter excelentes profissionais, é cúmplice deste erro profissional. Se é um meio de propaganda tendenciosa, então, em nome da honestidade, deve assumir-se como tal.

António Soares: O Alberto não diz mas digo eu. Estamos muito mal com a caganeira mental que nos entra pela casa a dentro. Como é possível ainda existirem Marques Lopes, Danieis Oliveiras, Anjos e outros bloquistas a discorrerem trampa pela boca bem à nossa frente? Um caso de estudo!  Uma pobreza de país, digo eu.            

Graça Dias: Caro Alberto Gonçalves: Um artigo magnífico associado à histeria mediática em torno do hantavírus, com elenco variado, exótico e muita excitação entre jornalistas, analistas, infectologistas,  virologistas e as muitas divagações entre diagnósticos e recomendações - um espectáculo em style circense. As analogias   sobre as enfermidades nos cruzeiros & flotilhas, sendo deliciosas e hilariantes, não deixam, porém, de ser actuais e reveladoras, ora de aflições e ansiedade nos navios de cruzeiro, enquanto que nas flotilhas, a animação é extravagante, kafkiana e  maquiavélica, e sempre com o habitual ruído e cheiro nauseabundo, que os leva a delírios com febre alta e sons  estridentes ---  “Palestina livre”,  “genocídio” ,"os malefícios do “sionismo” e do rio atá ao mar !..

NOTA PESSOAL:

a)   A Operação Psicológica do Hantavírus:

Não se deixe enganar novamente — É puro teatro para mentes fracas;

b) O mesmo golpe de sempre, mas com nova roupagem -- um nome novo.

Lá vamos nós de novo. As mesmas pessoas que nos trouxeram os lockdowns da COVID-19, as máscaras, os testes PCR e as injeções experimentais de terapia genética agora estão disseminando um novo medo : o HANTAVÍRUS. É evidente que isso é teatro programado, uma operação psicológica planejada para aterrorizar os mais fracos e fazê-los entregar a sua liberdade mais uma vez. Já passamos por isso antes, e qualquer um que cair nessa agora merece a vergonha que virá depois.

Manifesto o meu obrigado a AG pelo fascinante " Diário de Bordo".

Maria Emília Ranhada Santos: Extraordinário! Muito obrigada, caro Alberto Gonçalves! No meio de tanta diarreia mental na comunicação social, quando aparece algum jornalista equilibrado, sente-se um alívio quase instantâneo! Força, escreva sempre assim, e dê aos portugueses água desinquinada!

Carlos Fernandes: Maravilhoso, como (quase) sempre... Deixo só uma sugestão às autoridades israelitas, que deixem entrar alguns "activistas" com a sua imensa comida que levam para Gaza e que, posteriormente, os deixem conviver um pouco com os amigos do Hamas... Fica a sugestão!!!

João Floriano: E que tal uma flotilha que passe pelo Triângulo das Bermudas? Há dias de sorte!

José Paulo Castro: Não sei se é esse vírus ou apenas sintoma de outro, chamado anti-americanismo.

Miguel Sanches: Do melhor. Essa do "...estadista internacional" é refinada.

Obrigado Alberto Gonçalves, por animar a malta...

André Fernandes: Grande Alberto! É sempre um prazer ler e ouvi-lo. Excelente

Miguel Seabra: Na verdade há uma pandemia de especialistas e comentadores, está a alastrar de forma imparável. Quem disser o contrário é negacionista…ou comentador….

Vasco R: Fabuloso . E é de lembrar que até no observador temos gentalha infectada pelo vírus antissemita.

Manuel Magalhaes: Que delícia de crónica em que eu apenas destacaria duas frases: “Em termos de potencial pandémico é, diria um “estadista” internacional, poucochinho” e “nas flotilhas as pessoas já entram infectadas, com um vírus único”. AG muitíssimo obrigado por mais esta lufada de ar fresco que tanta falta nos faz!!!

Miguel Macedo: Hilariante! Muito bem! Como sempre!

Alcides Longras > Tristão: Penso que ele simplesmente não é um autor com um propósito fixo, uma agenda política pré-estabelecida. Escreve (e bem) sobre aquilo que lhe parece mais relevante, mais digno de nota, mais sintomático dos nossos problemas, tenha ele o contexto político que tiver. Os temas que o vejo escolher, aqui e no Ideias Feitas são mais frequentemente da sociedade antes de serem da política. Porque são mais abrangentes que a política. Acho que é isso que um "cronista" deve fazer, mais do que pegar em bandeiras deste ou daquele partido.

A Sameiro: Ri, como não ria há muito tempo! se o ridículo matasse.......

Manuel Santos: Excelente artigo. É necessário ter coragem de colocar o dedo na ferida. Obrigado

Rosa Graça: Excelente.

Maria Tubucci: Muito bem observado Sr. AG. Aliás, só temos de gozar com estes vírus ideológicos mentais, porque provavelmente nem sabem onde fica Gaza, nem sabem o que defendem. E aposto que se a flotilha de parvos se afundasse, eles nem nadar sabiam e, eventualmente, se fossem atacados por tubarões-brancos diriam que tinham sidos atacados pela extrema-direita, são dementes. Acho uma perda de tempo gastar tempo com maralha deste calibre, como diz o meu pai, lavar a cabeça de um burro é um desperdício de água, sabão e tempo... 

António Soares: Outra vez pertinente e excelente!

Carlos F. Marques: Excelente.

Manuel RB  > Américo Silva: O que eu acho que faz mesmo falta a uma sociedade decente é usar um pouco da energia que gastam nas buscas ao elevador da casa do primeiro-ministro e investigar de onde vem o dinheiro para comprar dezenas de barcos que vão abandonar dias depois lá pelo médio oriente. As origens serão as mesmas dos barcos humanitários que "salvavam" imigrantes no Mediterrânio. Mas esta moda já passou. Um wokismo típico, substituir as causas quando se esgotam no interesse da comunicação social. Pode crer que os valores dos barcos são muuuito altos. Talvez menos que os lucros com mais umas vacinas para outro vírus mediático. Falta em jornalismo o que sobra em activismo.

mais um: Estupenda esta crónica. Vale bem a assinatura!

Liberal do Costume: Sinto um perfume do Alberto Gonçalves clássico por aqui! Força, Alberto!

Alcides Longras > Tristão: Acho que a escolha de tema é de extrema pertinência para termos mais consciência da natureza humana, por trás de todos esses temas supostamente "mais relevantes".  Porque a sua memorização provocou o maior choque social, económico e mesmo intelectual dos últimos séculos, ainda só há meia dúzia de anos.

Maria Helena Oliveira: Era de os pôr em casa de quarentena como no covid

Alfredo Freitas: Os passageiros das flotilhas têm ainda os olhos esgazeados e coçam- se muito.

klaus muller > Vasco R: Sim, convém não deixar passar em claro.

Maria Paula Silva > António Soares: desligue a televisão, não lhes dê tempo d'antena. No dia em que perderem audiência, de certeza que os mandam dar uma volta.

Talvez seja

 

Pretensão a um relevo social mediático, nestes tempos de imodéstia atrevida, segundo AG, que não deixa escapar as especificidades dos que bem se prezam, esquecidos – e todos o somos – das vacuidades existenciais…

O vírus que anda por aí

Nos cruzeiros tradicionais, as pessoas tendem a contrair vírus sortidos depois de iniciada a jornada; nas “flotilhas” as pessoas já entram infectadas, com um vírus único.

ALBERTO GONÇALVES  Colunista do Observador

OBSERVADOR, 16 mai. 2026, 00:24

A febre do momento são os cruzeiros. Rectifico: as febres do momento são nos cruzeiros. Mal se acabara de evacuar nas Canárias os passageiros do navio em que irrompeu um surto do subitamente popular hantavírus e logo os “media” arranjaram dois casos colectivos de norovírus, um nas Caraíbas e outro a meio caminho entre a Irlanda do Norte e a França. Antigamente, eram os barcos que iam à descoberta de terras vastas e povos desconhecidos. Hoje são os “telejornais” que se esgadanham para descobrir microorganismos nos barcos, o que pelo menos tem a vantagem de evitar futuras acusações de colonialismo, além de que é pouco provável que os germes venham a exigir reparações.

O lado negativo de tudo isto é a indisfarçável desilusão dos “telejornais”, que começaram excitadíssimos e convencidos de que chegara o digno sucessor do Diamond Princess, repleto de uma peste similar à Covid, e afinal a coisa não excedeu os três mortos e oito a onze sujeitos contaminados. Em termos de potencial pandémico é, diria um estadista internacional, poucochinho. E o entusiasmo com que de seguida os “media” se voltaram para os episódios de norovírus evaporou-se no momento em que constataram que a designação corrente dos efeitos do norovírus é gastroenterite (há designações ainda mais correntes, mas a benefício do bom gosto evitarei transcrevê-las). Ora, ao que sei por erudição e não por experiência, a gastroenterite faz praticamente parte do pacote básico de cruzeiro que se preze, um “extra” que as respectivas companhias oferecem graciosamente a par dos espaços limitados, o ar em circuito fechado e as refeições partilhadas. Ou seja, estas historietas padecem de uma trivialidade confrangedora.

Felizmente, nem tudo são más notícias ou, para ser exacto, nem tudo são não-notícias. Se os “media” fazem questão de informar acerca de pandemias em alto mar, podem aproveitar o lanço e dedicar redobrada atenção a um drama autêntico que ocorre a bordo de um cruzeiro peculiar. Falo, naturalmente, da “flotilha” que finge rumar ao Médio Oriente de modo a libertar (risos prolongados) Gaza. Não é essa: é outra. De facto, é para aí a vigésima “flotilha” a fingir que vai libertar Gaza. E claro que a banalização, somada à ausência da “nossa” Mariana Mortágua, explica o diminuto investimento das televisões portuguesas na empreitada. Porém, se a ideia é “cobrir” barcaças cheias de gente doente, os noticiários têm ali um maná.

É também preciso reconhecer que há diferenças. Nos cruzeiros tradicionais, os turistas pagam a viagem, em regime de pensão completa com maleitas incluídas e álcool à parte; nas “flotilhas” para Gaza, os turistas viajam de borla, bebem de borla e alguns são pagos para espalhar propaganda do Hamas. Nos cruzeiros tradicionais, a regra é uma só embarcação; nas “flotilhas” seguem dezenas, que se vão dispersando à medida que atracam em portos festivos e, após noitada valente, passageiros e tripulação esquecem-se onde estacionaram aquilo. Nos cruzeiros tradicionais, as pessoas tendem a contrair vírus sortidos depois de iniciada a jornada; nas “flotilhas” as pessoas já entram infectadas, com um vírus único.

E as diferenças não terminam aqui. Nos cruzeiros tradicionais, os sintomas das enfermidades vão das perturbações digestivas a, nas situações graves e raras, edemas pulmonares e arritmias; nas “flotilhas”, a doença é mental e manifesta-se através da formação de grupinhos estridentes que repetem de maneira convulsa slogans alusivos à “Palestina livre”, ao “genocídio” e aos malefícios do “sionismo”. Nos cruzeiros tradicionais, os eventuais acamados recebem cuidados médicos; nas “flotilhas”, os destrambelhados são invariavelmente interceptados pelas autoridades israelitas e usam o breve período de detenção para inventar torturas que nunca sofreram.

E há mais. Nos cruzeiros tradicionais, a esmagadora maioria dos infortúnios desaparece em poucos dias; nas “flotilhas”, não há esperança para os pacientes – nem paciência. Em suma, nos cruzeiros tradicionais corre-se o risco de contrair um agente patogénico; nas “flotilhas” os agentes patogénicos são os próprios hospedeiros. Os hospedeiros, o capitão, o cozinheiro, o responsável pela gestão da canábis, o moço que toca batuques, os restantes “activistas”, etc.

Mas a grande diferença é a impossibilidade de conter a propagação. O vírus do “palestinianismo”, ou do anti-semitismo se preferirem o nome técnico, não se circunscreve a barquinhos ou qualquer meio de transporte. Anda por aí à solta, nas manifestações de rua, nos estúdios de televisão e nas redacções dos jornais, no parlamento, nas universidades e nas escolas, nas sedes de partidos extremistas e às vezes no discurso de estadistas, no remanso dos lares. É antigo como o tempo, traiçoeiro como as sombras. É um parasita imune à medicação e à decência. E as suas maiores vítimas não são os que o apanham: somos todos nós.