Do texto de Alberto Gonçalves
«O Ocidente que resistiu a
bordo de um Boeing»
Em
«Tentativas»
COMENTÁRIOS:
Pedra Nussapato
Curiosamente (ou não) o Dr AG
desconhece que estudos independentes não só corroboram os números do tal
ministério da saúde como há alguns que indicam que esses números estão abaixo
do real. Cá vai um exemplo fresquinho Violent and non-violent death tolls
for the Gaza conflict: new primary evidence from a population-representative
field survey
Michael Spagat et al. Lancet
Glob Health. 2026 Apr.
Américo Silva > Alcides
Longras
Bom dia, bem visto, Gaza
perdeu 6% a 10% da população desde 7 de Outubro de 2023:
Gabinete Central de
Estatísticas da Palestina PCBS, que opera a partir da Cisjordânia fora do
controlo do Hamas;
Ministério da Saúde de Gaza
verificado pela ONU;
Revista Científica > The Lancet.
Paradigmas Há Muitos!
Como dizem antes aqui alguns,
seria expectável dada a sua importância para o desenvolvimento do artigo que AG
desse informação precisa sobre qual é o relatório recente do Hamas acerca de
população/ mortes em Gaza e a que se refere ao início.
João Pimentel Ferreira
Pode facultar fontes
fidedignas para o facto do Ministério da Saúde do Hamas ter dito que a
população cresceu desde o início da guerra?
Alcides Longras > Américo
Silva
O primeiro apenas tem
projecções e não encontro nada a indicar aumentos reais ou nos números que o
artigo indica.
De resto, nada em 2026.
Pode ser azelhice minha, mas
gostava mesmo de ter acesso a esses dados.
Alcides Longras
Se alguém me puder dirigir
para a fonte das estatísticas referidas no início do artigo, agradecia.
Não encontro nada mais recente
que 2025, nem no departamento de estatística da Palestina, a suposta fonte
oficial.
Parece-me pertinente ter esta
informação bastante clara e partilhável.
José B Dias > Alfaiate
Tuga
Ou como é que um piloto com
alegados antecedentes de militância extremista é validado pela Mossad para
estar nos comandos de aeronave com destino a Israel.
É um facto que vão surgindo
muitas brechas na imagem de perfeição dos serviços de segurança israelitas.
Alfaiate Tuga
Caro AG, tem toda a razão, o
que não ouvi ainda perguntar é como é que uma faca ou objecto similar chegou ao
cockpit do avião. Parece que as medidas de segurança são só para os
passageiros….
Não me interpretem mal, por
mim o meliante que tentou despenhar o avião já não sairia vivo do interior do
mesmo, tê-lo-ia ajudado a atingir os fins, mas só a ele claro.
Observador
O Alberto Gonçalves já merece
uma condecoração do Governo de Israel. São tantas as crónicas em sua defesa
que, pelo que me lembro, ainda não encontrei uma pequena crítica a Netanyahu ou
aos seus ministros.
Uma cruz de David para o
Alberto, já!
Faço esta declaração de
interesses, a minha posição é tendencialmente favorável a Israel. Mas isso não
me obriga a fazer de conta que Israel fez tudo bem, nem a ignorar a morte de
demasiados inocentes. O Hamas é um grupo terrorista deplorável, que deve ser
combatido, mas isso não torna irrepreensível tudo o que Israel faz.
Israel também cometeu os seus
pecadilhos para não lhes chamar outra coisa. Reconhecê-los daria mais força
aos argumentos em sua defesa. Mas enfim, o Alberto é que sabe. É muito
maniqueísta, infelizmente, o nosso Alberto. Com Trump é exactamente a mesma
coisa.
O mundo deve ser muito mais
fácil de explicar quando só tem duas cores.
Américo Silva > Américo
Silva
Longe de mim querer convencer
alguém disto ou daquilo, apenas dei elementos para, caso queiram, procurarem.
Observador > klaus muller
Repare que escreveu “uma
certa admiração”, e não simplesmente “admiração”. Pode ter sido uma escolha
inconsciente, mas não deixei de notar a nuance. 🙂
Quando digo que tenho “uma
certa confiança” em alguém, estou a introduzir uma reserva, não é confiança
plena.
Isso não prova que tenha
dúvidas sobre Netanyahu, mas deixa espaço para elas. E é precisamente esse
espaço para reconhecer reservas e criticar o que merece crítica que me parece
faltar nas crónicas do Alberto Gonçalves.
João Pimentel Ferreira >
Alcides Longras
Todo o argumentário do
brilhante e criativo escriba se baseia neste dado estatístico, que
aparentemente, não tem qualquer fundamento.
Dito isto, é ÓBVIO que Israel
não está a cometer genocídio. É mais uma prostituição semântica que outra
coisa. A minha avó também me dizia que a sua vida por vezes era um martírio, e
que eu saiba nunca foi lançada às feras num circo romano, pela sua devoção ao
Senhor.
graça Dias
Caríssimo Alberto Gonçalves
Um artigo de excelência
como sempre. Parabéns.
Caro AG, como diz: a quantidade de hospitais, clínicas e
estabelecimentos similares disseminados por m2 em Gaza, não se encontram nos
países da UE, considerados um exemplo em desenvolvimento e assistência na saúde
pública, mas... " sempre que Israel atinge um alvo ali, quase
invariavelmente calha ser um hospital ou
uma das muitas escolas, não obstante a não existência de um Ministério da
Educação" !...pois, são tudo construções
financiadas pela ONU e UE, mas não são mais do que depósitos de
armamento bélico com acessos a túneis infinitos, que nos lembram um " queijo suíço ", bem
dispendioso aos contribuintes de USA e da UE. Já quanto ao « líder
espiritual» e especialista em pântanos, não é um promotor da Paz, mas sim um
incendiário, que atiça as chamas e depois grita " fogo "fogo" !
com muito ódiiiooo contra os judeus, pelo que é o maior incitador do
antissemitismo — e o último que pode comentar sobre genocídio, atrocidades e
outras variedades nos seus discurso seletivos e escandalosamente descricionários.
Mas, há muitos espíritos frágeis,
ignorantes ou culturalmente doutrinados , que aderem e mergulham no pântano
ideológico que grassa na ONU, e nas instituições a esta associadas, como o TPI ! Que legitimidade moral reside na ONU,
no Tribunal Penal Internacional e nas leis de direitos humanos, profundamente
politizadas e moral e politicamente corruptas. Toda uma elite de
ideólogos, professores universitários, especialistas em Direitos Humanos,
Direito Internacional e todos especialistas em narrativas e slogans: “lobby sionista”, “genocídio”, “apartheid”,
“dupla lealdade”. São antissemitas que simplesmente adoptaram a linguagem da
esquerda socialista marxista.
Estas mentes, ao atribuir
culpas aos judeus, é um hábito tão antigo quanto a ignorância que os alimenta,
daí que, em pleno séc.XXI os judeus continuam a ser alvo de -- Ódio sem razão.
Culpa sem causa.
Sobre o voo Dubai-Telavive,
uma catástrofe evitada no ar mostra como o Estado judeu escolhe a vida enquanto
o Ocidente abraça uma cultura da morte. E é somente relembrar o discurso
inflamado da passada segunda-feira, do secretário de Relações Exteriores
britânico, Ed Miliband, fez contra Israel, acusando o país de limpeza étnica e
crimes de guerra, e prometendo puni-lo pelo crime de permitir que judeus se
"estabeleçam " em sua própria terra histórica desde há 3.000 anos.
Sem mais comentários.
O meu obrigada a AG por mais
este funesto, brilhante, actual e revelador texto.
klaus muller > Observador.
Obs., não vejo por que razão
AG tenha por obrigação criticar Netanyahu.
Eu, p ex, tenho uma certa
admiração por ele, pois não posso deixar de verificar que Netanyahu está a
fazer, em grande parte, o que os nossos dirigentes europeus deveriam fazer: não
dar tréguas ao terrorismo muçulmano na Europa.
Jose Nunes
Alberto Gonçalves, Helena
Matos, Miguel Morgado, são as 3 razões que ainda fazem valer a pena assinar
este pasquim que em tempos já foi um jornal!
klaus muller
Além de Gaza parecer só ter um
ministério (o da Saúda), também me faz confusão que, numa área tão pequena,
haja tantos hospitais. Segundo o Hamas, cada bomba lançada pelos israelitas
atinge sempre um hospital onde só há crianças inocentes.
Tenham dó ...
Xico Nhoca
Outra: quantas vezes ouvimos,
durante esta guerra de Gaza, dizer que os israelitas tinham bombardeado o
último hospital que existia em Gaza? Se era o último como conseguiram, no dia
seguinte, bombardear outro que, bombardeado na semana seguinte, também era o
último para a seguir bombardear outro último 2 dias depois?
Eduardo Lourenço
Excelente crónica. Parabéns.
pertinaz
É sempre um prazer ler sobre
factos…
Francisco Almeida
Já uma vez comentei com o
número de então, cerca de 70 mil em Gaza. Comparando com a mortalidade em
Portugal, considerando a diferença das respectivas populações dando um valor
extra a Gaza, devido a ter uma pirâmide de vida normal (mais jovens do que
idosos) ao contrário de Portugal, chega-se a uma estimativa generosa do número
de mortos devido à guerra.
Acontece que a ONU tem
estimativas de baixas em combate, obtidas por estatística de inúmeros conflitos
e publicadas antes da guerra em Gaza. Como previsível essas mortes eram mais
altas em zonas urbanas do que em zonas rústicas e também mais altas com a concentração
das populações, condições que, ambas, são extremas em Gaza. Seriam, por essas
previsões, de esperar mais de 8 a 10 vezes. Lembro-me bem dos números mais
altos, obtidos por pelos EUA já não me lembro aonde, mas ultrapassados pelo
bombardeamento russo a Alepo.
Friamente as IDF, anunciando
previamente onde iam bombardear e com outras medidas mitigadoras de mortes,
deveria merecer respeito universal.
Xico Nhoca
O bloco de esquerda vai
organizar uma flotilha porque feriram o copiloto muçulmano.
Rui Lima
Um dia perto de si, sondagem IFOP, de novembro de 2025, sobre os
jovens muçulmanos em França 32% dos jovens inquiridos declararam proximidade
com Irmandade muçulmana, o
martírio pode ser um dos seus objectivos.
João Floriano
Não há argumentação por mais
lógica e racional, que se aguente perante o ódio ao Estado de Israel. Desta vez
as coisas correram a favor do Ocidente e o piloto omanense está agora em Abu
Dhabi, a aguardar julgamento e sentença. O terrorismo pode ser punido com a
morte.
Renato Pedro Milheiro > RibeiroAntónio
Marques
Não leia é o que eu faço ao
Público e a muitos do Expresso e as suas “publicações especulativas» e ativistas!
klaus muller > Observador
Quando digo "uma certa
admiração" apenas quero dizer que a admiração não é total, Obs..
Dou-lhe dois exemplos de um
país e dum indivíduo pelos quais eu tenho uma admiração total:
A Áustria, porque conseguiu
convencer todo o mundo que o Hitler era alemão e o Beethoven era austríaco.
E o nosso Costa, porque
consegue entrar atrás de nós numa porta giratória e sair à nossa frente, sem
que percebamos onde fomos aldrabados.
Maria Tubucci
Muito bem Sr. AG. Depois de
ler 55 comentários, não há ninguém que diga o óbvio, o politicamente incorreto.
O que é Gaza? É um local onde só há parideiras e inseminadores e que produz
ódio e/ou “veículos” propagadores de ódio. Actualmente estão a exportar este
ecossistema para a Europa, mas há um pormenor, os europeus nativos não são como
os judeus, se tiverem de “cortar” rente os inseminadores e parideiras, fazem-no
sem qualquer pudor. Não se estiquem muito, esta casa tem dono...
Vitor Prata
Excelente.
Paul C. Rosado
Muito bem! Como sempre, a
desmascarar os verdadeiros fascistas, sejam eles os terroristas islâmicos ou os
seus cúmplices na esquerda ocidental.
Manuel Ferreira21
Excelente artigo.
João Diogo > António
Marques
Tens uma boa hipótese, não
leias, como eu faço com a visão, público e afins.
Eduardo Mãos de Tesoura
Os meus Parabéns ao piloto indiano,
que, apesar de ferido, abriu a porta do cockpit, que permitiu a alguns
passageiros Israelitas dominar o co-piloto muçulmano do Omã que se preparava
para fazer despenhar o avião e massacrar toda a gente a bordo. No meu caso, não
voltarei a voar em companhias aéreas de países islâmicos.
Ana Maria Caldeira
Brilhante. Brilhante. Continue
por aqui
óptima análise. assino por
baixo.
Paradigmas Há Muitos! > klaus muller
Como o Hamas não pode ter
quartéis às claras (ficava mal perante os dadores, seriam alvos legítimos)
fazem hospitais e usam-nos quanto baste para fins militares.
Assim os dadores se fecharem
um bocadinho os olhos podem ficar de consciência tranquila e quando Israel tem
de atacar o Hamas é sempre um drama mediático mundial porque atingiu um
hospital. E é Israel que tem depois de se justificar a dizer que um hospital
perde a "santidade" se for usado para outros fins, a detalhar que
fins eram esses. E naturalmente isso vem tarde e muitos dizem logo que é
propaganda - hasbara, outros exigem investigações e provas independentes, etc.
Para o Hamas isso de
descentralizar a sua estrutura militar com os "hospitais" é perfeito,
obviamente assumindo que o seu alvo, a opinião pública ocidental, media e
políticos, não lhes colocam as perguntas pertinentes e não lhes exigem a mesma
transparência que exigem a Israel.
Caso de guerra assimétrica
feita pelo Hamas mais padrão duplo nas exigências ocidentais a cada um dos
lados, como vem nos "livros".
Pedro Costa
Bravo, muito bem escrito
Vasco R
Gaza já nem devia existir e os
muçulmanos nem humanos são. Terroristas violentos que deviam ser abatidos e a
seita islâmica devia ser proibida no Ocidente. Valem menos que uma mosca .
Carminda Damiao
Muito bem.
Miguel Macedo
Brilhante! Como sempre!
Maria Soares
Muito bom!
Sr Leão
Como sempre!
Américo Silva > Alcides
Longras:
Pedro Correia
A estória do genocídio, mal
comparada, é como a estória da santa aliança, inventada pelo aprendiz de
P.Costa, para entreter asnos: Ambas as estórias relatam procedimentos
terrivelmente ineficazes.
Em relação ao incidente no
avião, sabemos todos perfeitamente, que foi o piloto a atirar-se para cima do
objecto cortante que a "vítima" tinha na mão, quando estava a cortar
uma maçã...
Uma vez mais, muito bom!
Carlos Fernandes
Como foi possível António
Guterres ter desvalorizado o 7 de outubro? Não compreendo.... Sei que a questão
israelita (e de Jerusalém) é complexa, mas deixem de apoiar os
fundamentalistas, é simples....
João Diogo
Excelente crónica, o guterres
da ONU , ainda vai pedir ao TPI para condenarem os passageiros israelitas do
voo.
Paradigmas Há Muitos! > Francisco
Almeida
Para o Egipto a mortalidade é
aprox. 5.6 por mil por ano o que para Gaza daria para 2.4 milhões em 2.5 anos, uns
13440 x 2.5 = 33 600.
A questão é que os agora 75
000 mortos do Hamas dizem eles que é por morte violenta, quer dizer não inclui
estes da morte natural. Mas é óbvio que interessa ao Hamas incluir pelo menos
uma parte no "genocídio" e dizer que não inclui, quem é que foi
verificar? E quem é que faz as perguntas pertinentes para se saber a realidade?
Ou seja, onde estão separados o números e nomes dos mortos naturais que serão
esses c de 33 000?
Quando olhei para isso via-se
que a ONU não tem dados próprios, a sua publicação informava expressamente
segundo os dados do Hamas. Mas muitos não "reparavam" nisso e diziam
que eram números da ONU e que confirmavam os do Hamas! Para se fazer propaganda
rasca qualquer coisa serve ...
Maria Paula Silva
Muito bom!
Manuel MM
Muito bem dito ...glória ao
Ocidente civilizado.
Lourenço de Almeida
Esperança de vida nos sítios
que foram oprimidos por Israel segundo a esquerda! Gaza e a Cisjordânia dão
mais esperança de vida aos árabes e muçulmanos do que o conjunto dos países
árabes e o conjunto dos países muçulmanos!
Europe: 81.5 years
Oceania: 79.2 years
North America: 77.8 years
South America: 76.7 years
West Bank: 74.7 years
Asia: 74.5 years
Gaza (Pre-2023): 74.0 years
(baseline pre-conflict average)Arab Countries (Arab World Average): 72.7 years
based on World Bank regional aggregate data.
Muslim-Majority Countries (OIC
Average): 68.5 years overall aggregate across Organisation of Islamic
Cooperation (OIC) member nations, incorporating a range from high-income Gulf
nations to lower-income developing member states.
Africa: 62.0 years