O bem maior.
Culpar o país pelo falhanço do PS em
Almada? Não, obrigado
A
falta de água em Almada não é um exemplo do falhanço do país. O país fez
progressos visíveis no abastecimento de água potável. O que falhou em Almada
foi um poder municipal abaixo de medíocre
HELENA MATOS Colunista do Observador
OBSERVADOR, 12 jul. 2026, 00:25
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Maddie McCann vai nadar nos Jogos da Commonwealth.
É
ponto assente: quando o PS está no governo e falha, a culpa é do
mundo. Já quando o PS falha à escala local a culpa é do país. E assim,
nos últimos dias e perante o espectáculo AdisAbebiano de Almada sem água, lá surgiu
a explicação do falhanço do país no seu todo para explicar o falhanço
particular do PS em Almada. Ora o que falhou em Almada foi um poder
municipal abaixo de medíocre mas exímio no domínio da linguagem do bondadismo
progressista. (Não quero dizer que à direita sejam mais
competentes, simplesmente não podem falhar tanto e por tanto tempo porque,
felizmente para o país, não estão abençoados pelo diáfano manto do porreirismo
progressista de que beneficia a esquerda ex-caviar agora woke).
O que é o bondadismo progressista?
Veja-se a capa da última revista editada pelo município de Almada cuja
directora é Inês de Medeiros. Data de Abril deste ano e nela a presidente,
directora e entrevistada Inês de Medeiros declara numa espécie de megalomania
planetária “Almada é um foco de humanidade num mundo cada vez mais desumano”.
Por
essa altura, a direcção do município não ignorava que era responsável pela
baixíssima renovação da rede (uma das baixas, senão
a mais baixa do país); pelas perdas da rede que se contam
entre as mais altas do país; pelo laxismo em relação às
captações ilegais das piscinas e das explorações agroindustriais;
pela proliferação das habitações clandestinas; pela desatenção aos
problemas com os furos que ficam em Corroios e que motivaram uma querela em
tribunal com o Seixal. Mas acompanhando as declarações do
incrível executivo almadense de que esta publicação é um exemplo, o abastecimento de água não era de
modo algum uma preocupação ou sequer uma prioridade. Também não desconhecia o executivo
almadense que o número de habitantes aumentara ao longo dos anos; que desde há
mais de sessenta anos os portugueses procuram as praias da Caparica e que é no
Verão que os portugueses vão para a praia.
Na
página em que se detalham as prioridades orçamentais para este ano de 2026 (e
note-se que no município de Almada, tal como acontece nos restantes, dinheiro
não falta), constam a habitação, acessos às praias, uma loja do cidadão e até
um centro de recolha animal. Mas sobre água nada. Na longa entrevista
feita a Inês de
Medeiros não
há referências à água e o próprio vereador Luís Palma, que detém a presidência
do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados de Água e
Saneamento de Almada (SMAS), prefere falar da “ofensiva em curso de
destruição do Serviço Nacional de Saúde” em vez de informar sobre aquilo
que os SMAS iriam fazer para melhorar o seu serviço em Almada. Aliás as únicas referências a água e
aos SMAS nesta publicação encontram-se numa pequena notícia que dá conta da
contratação de mais 16 trabalhadores para esse serviço em Janeiro deste ano. A água é um assunto praticamente
omisso nestas comunicações, à excepção da revista de Outubro de 2022 onde Inês
de Medeiros, depois de citar uma daquelas platitudes de Guterres — “O valor da
água é profundo e complexo. Não há nenhum aspecto do desenvolvimento
sustentável que não dependa fundamentalmente dela” —, afirma
que Almada é
um “concelho assente sobre uma reserva quase inesgotável de água de grande
qualidade”. Seguem-se páginas e páginas com
explicações de um sistema perfeito com ilustrações de reservatórios, torneiras
de seccionamento, colectores e ramais, tudo inevitavelmente com muito azul.
Entretanto
no subsolo de Almada a água perdia-se numa rede que não se renovava e pontos de acesso não
contabilizados que proliferavam. Acreditando na propaganda, Almada vivia
no melhor dos mundos possíveis no que à rede de distribuição de água potável
dizia respeito. Estava-se em 2022. A realidade era bem diferente e
piorou desde então.
O
que está a acontecer neste Verão de 2026 é precisamente um choque entre a
realidade e a propaganda naquele município e também entre o argumentário da
esquerda e a realidade no país: como bem sabem aqueles que não
vivem em Almada, e que quando abrem a torneira vêem água correr, é mentira que Portugal não tenha sido
capaz de fazer o necessário neste assunto. Em 2026,
os portugueses têm, na sua esmagadora maioria, acesso a água de qualidade e em
quantidade. Não são assim tão longínquos os tempos em que nas casas portuguesas
existiam sempre uns garrafões de reserva para aqueles dias em que a água
faltava ou uns recipientes para a ir buscar ao chafariz mais próximo. Ou em que
beber água da torneira não era opção no Algarve. Existem obviamente falhas
pontuais provocadas por cheias, rupturas na rede, obras… mas são isso mesmo: pontuais.
O
que agora está a acontecer em Almada nada tem a ver com o Portugal de 2026 mas
sim com esse país de há algumas décadas, em que nem sequer fomos poupados à
discussão paleolítica sobre a “água de Almada” e “a água do Seixal” (como se o
aquífero tivesse muros a separá-las!) entre dois autarcas, Inês de Medeiros e
Paulo Silva, que nunca foram capazes de avançar para uma gestão integrada do
aquífero, quer entre eles, quer com os outros autarcas que dependem deste
aquífero para o abastecimento dos seus munícipes.
A falta de água em Almada não é um
exemplo do falhanço do país, como alguns socialistas nos querem fazer
acreditar. O país fez progressos visíveis no abastecimento de água potável. O
que falhou em Almada foi o pensamento mágico socialista.
ÁGUA NATUREZA AMBIENTE CIÊNCIA ALMADA PAÍS SOCIEDADE PS
POLÍTICA
COMENTÁRIOS
(de 179):
Maria Paula
Silva: Excelente! a última frase é linda: "O que falhou em
Almada foi o pensamento mágico socialista."
GABRIEL
MADEIRA > MARIAPAULA SILVA: Precisam de uns cogumelos dos bons, para o
pensamento mágico.
GRAÇA
DIAS: A socialista Inês Medeiros desde que assumiu a presidência de Almada
tem vivido entre a propaganda e o ilusionismo, e neste caso a Presidente
tropeçou na sua inoperância, incompetência e laxismo, mas o seu ADN leva-a à "criatividade linguística - o bondaísmo progressista "Almada é um foco de humanidade
num mundo cada vez mais desumano". Esta esquerda Woke é brilhante na corrupção
da linguagem e na corrupção do carácter.
MIGUEL SEABRA: A culpa é do Passos Coelho!
VITOR
BATISTA: Portugal já não é o país de 1975, mas Almada em muitos aspectos
ainda é! Esta actriz vai no seu terceiro mandato se não estou em erro, mas o
problema é mais antigo, vem do tempo dos camaradas comunas que implantaram o
socialismo em Almada, e o povo gostou tanto que os manteve no poder até chegar
a actriz. O socialismo é a personificação da miséria, Cuba que o diga, e os
Almadenses têm aquilo que merecem, porque sempre votaram nos amanhãs que
cantam, ora se é assim que gostam de ser governados, por que raio tenho eu de
contribuir com os meus impostos para financiar a mediocridade? Vão buscar água
ao Tejo, também tive de ir buscar muita água no tempo logo a seguir à outra
sra. Os meus impostos não devem servir para premiar medíocres.
ANA
RITA: Mas não se canse muito, porque os portugueses continuam a marrar
na velha máxima comunista: antes não ter água socialista a ter água capitalista.
JOSE
MIGUEL PEREIRA: Em vez dos amanhãs que cantam, os hojes que secam.
JOAQUIM
DUARTE: Mas não votaram Socialista? E nos anos anteriores não votaram
comunista? Agora queixam-se mas só têm o que merecem. Nas sondagens o PS está
subir depois não venham queixar-se. Esta Medeiros representa bem o PS. O
Carneiro é totalmente amnésico, ontem dizia sem se rir que se fosse ministro da
Educação se demitiria de imediato, esqueceu-se do descalabro da AIMA.
PERTINAZ: Mais uma bomba-relógio da dupla ordinária
Costa/Centeno…
MANUEL
JESUS: Os eleitores entregaram a Câmara de Almada ao PS e à CDU, quiçá
iludidos pelos amanhãs que cantam. Não é só o problema da água que está em
causa, mas sim uma total incapacidade para gerir o território em todos os
níveis. O voto deve ser racional, porque quando a cabeça não tem juízo o corpo
é que paga...
RUÇO
CASCAIS: Quando a realidade bate de frente nos socialistas, estes
normalmente metem água. Havia uma senhora, também artista, escritora, também
socialista, que participava num programa de comentário político na RTP3, que eu
até gostava de ver para alimentar o meu lado masoquista, e que nesse programa
de debate político, que já acabou, recusava-se a dizer o nome de André Ventura.
A ideia é simples, se não dissermos o nome de uma pessoa ou de um problema,
este deixa de existir. Está a acontecer este fenômeno com Mariana Mortágua.
Também acontece com Mário Soares de quem não se tem falado muito. Com a Inês Medeiros, perdão, De Medeiros,
freguesia de Medeiros em Vila Real, a realidade ganha contornos mais complexos
devido à carreira de actriz. Como sabemos, no cinema a realidade é construída a
pedido. O Concelho de Almada nunca teria um problema de falta de água no grande
ecrã ou numa plataforma de streaming. Só que a história saltou do grande ecrã
para a plateia e os tiros de pólvora seca que matavam actores em fingimento
transformaram-se em canos secos de onde não sai uma pinga de água revoltando
moradores a sério. Inês nunca falou da água na esperança de o problema
desaparecer. Mesmo quando ia almoçar a um restaurante nunca pedia água para não
acordar o problema. Até na medicação optou por supositórios para evitar a água.
As garrafinhas de água foram proibidas nas reuniões na câmara. Medeiros fez
tudo o que os procedimentos socialistas recomendam para lidar com este tipo de
problema, mas, mesmo assim o problema não desapareceu, desapareceu sim, mas foi
a água. A Inês do comentário na RTP3 que se negava a dizer o nome de André
Ventura acabou por chocar com a realidade do CHEGA. A Inês da Câmara que
evitava o problema da água, acabou por levar com um grande balde de água fria
que a acordou para a realidade fora das câmaras.
NOTA: a Noruega perdeu, mas, na minha
opinião, foi roubada naquele golo limpo. Se em vez do Halland a empurrar o
central para se livrar dele tivesse sido o Bernardo Silva nunca teria sido
falta. O homem é grande e quando empurra os defesas caem. Também o empurram a
ele, só que ele não cai. Além disso o árbitro não viu nada, senão tinha logo
chamado a atenção. Foi o VAR que mandou repetir o canto. Nunca tal se viu. Ou
era falta ou era golo.
JOSÉ
GÓIS CHILÃO: Só em Portugal é possível um partido com o currículo do PS —
bancarrota em 1977, 1983 e 2011, e agora um município sem água há semanas —
apresentar-se novamente como solução. Se isto não é resiliência política, é
amnésia colectiva.
JOSÉ
PAULO CASTRO: Como qualquer comunista sabe, a falta de água em Almada
deve-se ao bloqueio americano a Cuba. A autora estava à espera que a culpa
fosse de quem ?
PEDRO CORREIA: Que esperar do xuxialismo, a pior coisa
que abril pariu?!
MARIA
EMÍLIA RANHADA SANTOS: Meu Deus! Que falta de caridade para com a
governante! Ela que tem feito tudo para que os almadenses vivam em paz, sem que
nada lhes falte, vem agora estes ignorantes acusá-la de incompetência! Deixem a
Inês governar! Não se metam onde não são chamados! Não percebem como ela
tem sido tão inclusiva? Todos os que querem vêm acoitar-se cá, armam uma tenda,
fazem uma ligação, e já têm água, luz, e tudo o resto! Mesmo que deixem os
moradores sem elas. Estradas arranjadas? isso não interessa para a inclusão! Segurança? Primeiro está a inclusão! Será que
de tão inclusiva que é ainda vai ganhar o quarto mandato? Almada passou de
comunista para socialista! Não acham que mudou muito? Agora, com tão
extraordinária governação, alguma vez os almadenses pensam em mudar? Viva o
socialismo!
MIGUEL
SIQUEIRA: Excelente texto. A habitual incompetência socialista,
sempre acompanhada por frases bonitas, neste caso exponenciada por terem eleito
uma actriz para gerir uma cidade. Nas próximas eleições o PS vai ganhar
novamente. Têm o que merecem.
RUI
LIMA: Aqui está um exemplo da
população a mais, Portugal estava dimensionado para 10 milhões das estruturas a
sua administração do ensino a saúde …este aumento é uma desgraça que nunca terá
fim, serão os portugueses a ter de ir embora.
CARLOS
JERÓNIMO: Muitos anos de cinema, levaram-na a confundir a realidade com um
filme…
FILIPE
PAES DE VASCONCELLOS: A debacle almadense é a prova provada que o socialismo
é mesmo assim, não tem estratégia, porque isso dá trabalho, mas têm táctica. A
táctica da “madame” que vive, vivem todos, de trabalho político é nunca assumir
o erro, porque isso seria os incapazes assumirem-se como tal. Quanto à
comunicação social continua como sempre a portar-se vergonhosamente, andando
com a “madame” ao colo, dando-lhe uma semana de recobro. Uma grande miséria
estes “isentos” e “imparciais” jornalistas de pacotilha.
MANUEL
RODRIGUES: Caros camaradas: Colocam repetidamente na Vossa Autarquia uma
burguesa do mais fino quilate, socialista de aviário e agora queixam-se ? Que ingratidão
suprema? Olhem para Cuba. Ainda se julgam com direito à distribuição
pública de água? Não exageremos... Avante
Kamaradas, e o sol brilhará para todos nós!!!
PEDRO
ABREU: Não votaram nela? Vão abastecer-se de água aos festivais de teatro
inclusivos. Almada é um espelho do terceiro mundo, com a proliferação de
bairros ilegais que mais parece que estamos em favelas de África. É o conselho
da grande Lisboa onde mais proliferam barracas. Isto é o espelho da matriz woke
bloquista da qual o PS foi tomado desde o fatídico dia em que um indiano tomou
conta do partido e que ainda hoje perdura. É destes inúteis "tolerantes
inclusivos" bandalhos que o PS está cheio. Não se queixem e aguentem,
podem sempre ir ao festival "Sol da Caparica" em versão desidratada.
(CONTINUA)