sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

 

Podemos desejar a continuação deste JORNAL independente,

 

A afirmação do OBSERVADOR: agora também com resultados operacionais positivos

Em 2025, o Observador alcançou, pela primeira vez, de acordo com as suas contas provisórias, resultados operacionais positivos, algo a destacar num sector estruturalmente tão desafiante.

ANTÓNIO CARRAPATOSO Empreendedor, Presidente do Conselho de Administração Executivo e fundador do OBSERVADOR

OBSERVADOR, 12 fev. 2026, 13:4448

 

O OBSERVADOR tornou-se, neste século XXI, numa das referências do jornalismo de informação em Portugal. Afirma-se e diferencia-se por ser nativo digital e, fundamentalmente, pela sua independência editorial, pela sua qualidade, inovação, profissionalismo e contemporaneidade, bem como pela sua orientação para os leitores e ouvintes e para o interesse público.

Tal como acontece em muitos dos países democráticos mais desenvolvidos, o Observador assume editorialmente, um ponto de vista, exercido com transparência e responsabilidade e como parte integrante, diferenciadora e central da sua identidade. Em vez de se ancorar numa neutralidade forçada ou dissimulada, o OBSERVADOR optou por uma transparência editorial que considera mais honesta e intelectualmente exigente.

Mesmo operando num mercado de reduzida dimensão, marcado por promiscuidades entre o poder político, económico, corporativo e mediático, por deficiências estruturais de regulação e pela existência de posições dominantes, o OBSERVADOR posicionou-se, em relativamente pouco tempo, entre os grupos de comunicação social com maior impacto e influência. Fê-lo sem dispor, até ao momento, de um canal de televisão, com base numa plataforma multimédia digital, com um orçamento anual que hoje é de cerca de 9 milhões de euros e com uma equipa total de apenas 160 colaboradores, ou seja, com recursos muito mais limitados face aos de outros grupos concorrentes.

A origem

A origem do OBSERVADOR remonta ao final de 2011, quando António Carrapatoso e Rui Ramos, na sequência de outras iniciativas de cidadania, começaram a ponderar a criação de um novo órgão de comunicação social em Portugal, de base digital e focado na informação. Neste contexto, tomaram conhecimento de que José Manuel Fernandes teria uma ideia semelhante e, conhecedores do seu percurso, promoveram com ele um encontro que revelou uma elevada sintonia quanto às linhas essenciais de um projeto a lançar.

Foi assim que surgiu o Observador, inicialmente com três promotores e fundadores, aos quais se juntou, alguns meses depois, um quarto fundador, Duarte Schmidt Lino. Após um período de maturação conceptual, definição do modelo operativo, contactos institucionais e escolha da equipa de arranque, os fundadores estabeleceram o modelo de governação, o perfil e a lista de potenciais investidores a desafiar, bem como o momento adequado para o lançamento do projeto.

O OBSERVADOR nasceu para o público em maio de 2014, no Bairro Alto, em Lisboa (estando hoje sedeado em Alvalade), com uma equipa de cerca de 40 colaboradores, em instalações que num passado já longínquo foram ocupadas pelo Diário Popular.

Factores-chave da afirmação do Observador

A forte afirmação do Observador em Portugal resulta de um conjunto de cinco principais fatores estruturais e estratégicos, que se reforçam mutuamente.

1. Um ponto de vista assumido, claro e transparente

Desde a sua fundação, o OBSERVADOR assumiu explicitamente um ponto de vista enquadrado em determinados princípios e valores, expressos no seu Estatuto Editorial (ver texto completo). Não perfilha qualquer programa político, mas sim um olhar próprio sobre o país e o mundo, debate que pretende promover de forma aberta, ultrapassando mitos, tabus e receios que têm prevalecido na nossa sociedade.

Esse ponto de vista assenta na valorização da liberdade, da iniciativa, da independência, da autonomia e da qualificação, educacional e cultural, dos cidadãos e das suas organizações; na promoção da participação activa da cidadania para o reforço da democracia; na defesa de uma sociedade aberta, flexível e plural, assente na igualdade de oportunidades; num Estado responsável e credível, focado nos seus atributos essenciais, eficiente, ao serviço dos cidadãos, libertando-os e não os explorando, e não capturado por interesses políticos ou corporativos, capaz de assegurar serviços públicos abrangentes de qualidade, não necessariamente por ele prestados; num modelo social solidário, sustentável e justo, nomeadamente entre gerações, com proteção dos mais desprotegidos e incapacitados, não desincentivando o trabalho nem facilitando fraudes e  aproveitamentos indevidos; em mercados abertos, concorrenciais, bem regulados e livres de abusos de posição dominante que não inibam a inovação e o surgimento de novos actores; na defesa da identidade e comunidade nacionais; e no compromisso com a sustentabilidade ambiental, numa convivência salutar com a natureza.

Este ponto de vista manifesta-se e é aplicado de forma diferente nas áreas de Opinião e de Informação, que se encontram claramente distintas e com responsáveis próprios. Na Opinião, a maioria dos colunistas regulares insere-se, no essencial, com pontuais excepções, dentro do ponto de vista do OBSERVADOR, sem prejuízo de uma grande variedade de olhares e posições, da responsabilidade de cada autor, decorrentes da abrangência do ponto de vista adoptado. O OBSERVADOR não pretende, na Opinião, ser como que uma pequena Assembleia da República, sendo que o conjunto do mercado assegura a pluralidade dos pontos de vista.

Já na INFORMAÇÃO, seja no jornal ou na rádio, os jornalistas cobrem todos os temas relevantes que entendem cobrir, considerando em especial os que decorrem das preocupações do OBSERVADOR, e, em qualquer caso, procurando introduzir novas e enriquecedoras abordagens, perspetivas e questões. Interagem e escrutinam proactivamente todos os actores e poderes existentes, independentemente da sua orientação política, ideológica ou institucional e da função que desempenham; o mesmo sucede nas entrevistas, comentários e programas de debate político. O compromisso é com a verdade factual, o contraditório, o interesse público e os padrões profissionais do jornalismo de qualidade.

2. Visão, estratégia clara e gestão profissional

A visão do OBSERVADOR foi, desde o início, criar um órgão de comunicação social de referência em Portugal, com a diferenciação já referida. A estratégia passou por desenvolver, de forma gradual e integrada, uma plataforma multimédia: primeiro um jornal digital, depois uma rádio, áudio e podcasts, eventos, revistas e, progressivamente, vídeo, explorando sinergias e reforçando a presença junto do público.

Existe uma grande continuidade e consistência na visão e na estratégia do OBSERVADOR, e a gestão do projecto sempre assentou em princípios de profissionalismo, planeamento, controlo financeiro, transparência e envolvimento das equipas, criando uma base sólida para a sustentabilidade.

3. Um modelo de governação claro e responsável

O modelo de governação do OBSERVADOR foi definido pelos fundadores desde o início e separa propriedade, supervisão e gestão. Existe uma Assembleia Geral de acionistas, que elege um Conselho Geral e de Supervisão (onde estão representados os maiores acionistas e que dá parecer obrigatório sobre o orçamento e acompanha a execução da estratégia) e um Conselho de Administração Executivo, composto pelos quatro fundadores.

Este último é responsável pela estratégia, e pela gestão operacional e editorial do OBSERVADOR, designando todos os directores de topo, desde logo o director-geral.. Este modelo exige um elevado grau de responsabilidade e de ética por parte dos fundadores, que actuam como guardiães da independência, do ponto de vista, da visão e dos valores do projecto, da linha editorial prosseguida e da vontade de inovar.

4. Estrutura acionista estável e alinhada no essencial

A estrutura accionista do OBSERVADOR foi desenhada para ser robusta, para se identificar com a independência editorial do projecto e é composta por um accionista maioritário e um conjunto alargado de outros accionistas, num total de 21, 20 dos quais presentes desde o início do projecto (ver ficha técnica). Os accionistas distinguem-se pelo seu alinhamento com os valores do OBSERVADOR, forte sentido de responsabilidade social e compromisso com a verdade e a transparência.

A estabilidade dos accionistas e o seu contributo e apoio resiliente foram essenciais para o arranque e para a consolidação do projecto.

5. Organização, equipa e cultura

O OBSERVADOR nasceu como uma start-up e manteve uma cultura organizacional flexível, colaborativa, motivadora, desburocratizada, pouco hierárquica e sem “quintas”. Todas as áreas — editorial, comercial, tecnológica, financeira e administrativa — são importantes e estão alinhadas em torno dos seus objectivos comuns: construir um jornal e uma rádio de referência em termos de independência e jornalismo de qualidade. Em momentos de intensa actividade informativa, seja numa tragédia, numa crise ou simplesmente num acto político mais relevante, todos se mobilizam rapidamente e de forma voluntária.

O recrutamento da equipa sempre procurou equilibrar a experiência trazida com a atitude e o potencial dos candidatos, muitos deles no seu primeiro emprego, promovendo a formação contínua, a polivalência e dando oportunidades de crescimento. A qualidade demonstrada pela equipa tem sido determinante para a afirmação do OBSERVADOR.

Sustentabilidade económica e resultados

Ficou claro para os fundadores e foi acordado desde o início com os investidores e futuros accionistas que o projecto, para além da sua natureza ética e de responsabilidade social, deveria ambicionar alcançar a sua sustentabilidade económico-financeira. Só assim deixaria de ser necessário recorrer regularmente aos accionistas. Estes, por sua vez, sempre foram exigentes, encontrando eco na disciplina orçamental da gestão, sendo também criteriosos nos contributos de capital que foram prestando. No seu conjunto, os contributos prestados durante doze anos ascendem a cerca de 12,2 milhões de euros, acrescidos de 2,2 milhões em prestações suplementares, permitindo investimentos significativos na aquisição de frequências, e deter uma dívida bancária praticamente nula.

As receitas do OBSERVADOR assentam numa base diversificada e crescente de anunciantes e num crescimento consistente do número de assinantes, que hoje já são mais de 35 mil.

O OBSERVADOR tem registado nos últimos anos um crescimento das receitas perto dos 20% muito acima do mercado que se encontra quase estagnado.

Em Portugal, alcançar a sustentabilidade económico-financeira é um objectivo especialmente difícil para um órgão de comunicação social focado na informação (e de qualidade) e sem as receitas do entretenimento.

Em 2025, o OBSERVADOR alcançou, pela primeira vez, de acordo com as suas contas provisórias, resultados operacionais positivos, algo a destacar num sector estruturalmente tão desafiante.

Evolução dos resultados operacionais do OBSERVADOR desde a sua fundação

(......)

Conclusão

O OBSERVADOR nasceu da sociedade civil, não de interesses políticos ou empresariais, e não promove projectos ocultos. O alcance de resultados operacionais positivos em 2025 constitui um marco raro e muito relevante – e o desafio futuro será manter e reforçar essa sustentabilidade, mantendo e reforçando a qualidade e a relevância do jornalismo praticado.

Num mundo marcado pela proliferação de plataformas digitais, redes sociais e pelo desenvolvimento da inteligência artificial, o OBSERVADOR, que tem vindo a investir nas competências tecnológicas necessárias, acredita que o jornalismo independente, rigoroso, verdadeiro e com curadoria responsável será cada vez mais valorizado. O que essencialmente nos anima é o interesse público e a convicção de que o jornalismo que praticamos é indispensável para termos uma sociedade, e um país, mais informada, mais exigente e mais livre, ambicionando e trabalhando para um futuro melhor.

COMUNICAÇÃO SOCIAL     MEDIA     SOCIEDADE    OBSERVADOR


 

Um estratega eficiente


Trump. Até, também, também aliado nosso.

Venezuela: o pós-Maduro e o interesse português

A reconstrução está em marcha. Infraestruturas, energia, serviços básicos e indústria exigem investimento e capacidade técnica. Portugal deve posicionar as suas empresas na linha da frente.

RUI VILAR Candidato a Vice-Presidente do Sport Lisboa e Benfica na lista B de Martim Mayer; Sócio do Benfica; Deputado à AR na XV Legislatura

OBSERVADOR, 11 fev. 2026, 00:181

 

No dia 3 de janeiro acordamos surpreendidos por uma operação militar cirúrgica em Caracas. Bombardeamentos estratégicos antecederam o anúncio de Donald Trump sobre a captura de Nicolás Maduro, confirmado pouco depois, pela sempre necessária nestes momentos, imagem do ex-presidente a bordo de um helicóptero americano. Nas primeiras horas a população manteve-se em casa, receosa de uma guerra civil. Surgiram algumas pequenas manifestações pró-Maduro, mas tudo permaneceu em suspenso à espera da conferência de imprensa anunciada por Trump para a tarde. Nesse discurso, o Presidente americano classificou a operação como “extraordinária” e anunciou que os Estados-Unidos assumiriam temporariamente o controlo da Venezuela para garantir uma transição “justa, correcta e equilibrada”. Falou ainda da entrada de empresas petrolíferas norte-americanas para reconstruir o sector e deixou claro que um segundo ataque não estava excluído. Sobre Delcy Rodríguez, foi directo: a sua permanência garantiria continuidade institucional e evitaria um vazio de poder, e que, caso esta não seguisse o rumo esperado, pagaria um preço elevado. Trump falou num segundo ataque preparado. Por outro lado, María Corina Machado foi afastada por “falta de apoio interno”. A mensagem era clara, Delcy Rodríguez assumia-se como a testa-de-ferro de Trump na Venezuela. As medidas tomadas nos dias seguintes, desde os acordos petrolíferos, à libertação de presos políticos, como a reabertura da embaixada americana em Caracas, provaram que estava a cumprir rigorosamente o “caderno de encargos” escrito por Washington.

Nos dias seguintes, assistimos a uma profusão de notícias e de análises, onde muitos ficaram com a impressão de que o objectivo principal dos americanos seria simplesmente “roubar” o petróleo venezuelano. Importa sublinhar que a realidade é diferente, os Estados Unidos procuram comprá-lo, através das empresas petrolíferas, e controlar o processo, garantindo que os recursos energéticos do país entram num quadro de gestão e investimento alinhado com os seus interesses estratégicos. No fundo, os americanos vão controlar o dinheiro do petróleo, sendo que as primeiras receitas não vão para Caracas, mas sim para contas nos Estados Unidos. O dinheiro será libertado apenas para os fins aprovados (pagamento de dívida, importação de alimentos/medicamentos e custos operacionais e de segurança da operação). É isso o “vamos ficar com o petróleo” de Trump, que serviu para sinalizar aos mercados que a intervenção era fundamentalmente para ficar com a maior reserva de petróleo do Mundo.

Para o leitor ter uma ideia, nos tempos de Chávez, a Venezuela produzia mais de 3,5 milhões de barris por dia, comprados em grande parte pelos Estados Unidos. Com Maduro, a produção caiu para cerca de 1 milhão de barris, grande parte vendida à China. É aqui que reside o interesse principal da actual manobra americana. O objectivo não é apenas controlar e comprar a produção venezuelana, afastando Pequim, mas também permitir que o país invista na recuperação e modernização do seu sector petrolífero, com vista a voltar aos níveis de produção dos tempos de Chávez e, se possível, superá-los. Os EUA mantêm assim uma base de operações na América do Sul, a “custo zero” para o tesouro americano, afastando rivais – China, Rússia – e ganhando uma moeda de troca para negociar com países como a Turquia e a Índia. Não se trata propriamente de um roubo, mas de controlo através da compra. Esse dinheiro servirá também para melhorar as condições de vida, reconstruir infraestruturas e permitir ao Estado venezuelano começar a pagar dívidas a empresas estrangeiras, muitas delas europeias, muitas delas portuguesas

E Portugal?

A comunidade portuguesa reagiu com a cautela exigida pelo momento. Da parte do Estado, a resposta foi positiva: o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Secretário de Estado das Comunidades asseguraram desde a primeira hora contactos permanentes e acompanhamento da segurança dos milhares de portugueses no país. Exemplo disso é que já existem presos políticos portugueses libertados. Esse trabalho continua a ser feito e merece reconhecimento. Mas a pergunta que se deve seguir é a seguinte: o que pode Portugal fazer mais? A resposta passa por explorar a oportunidade criada por esta nova fase. Até porque existem empresas portuguesas com dívidas avultadas por receber do Estado venezuelano. É essencial interceder junto das autoridades venezuelanas e dos interlocutores americanos para que parte das receitas do petróleo seja canalizada para o pagamento dessas verbas, injectando milhões de euros directamente na economia portuguesa.

Paralelamente, a reconstrução do país já está em marcha. Infraestruturas, energia, serviços básicos e indústria exigirão investimento e capacidade técnica. Portugal deve posicionar as suas empresas para estarem na linha da frente desse processo. Algumas já o estão a fazer, assinando acordos com os governos venezuelano e americano, com aprovação da OFAC, para participarem nesses projectos. A acrescentar, importa lembrar que existem contractos vigentes, mas que se encontram parados, que urgem ser restabelecidos.

Num contexto internacional cada vez mais instável, isto não é apenas uma questão de política externa ou de solidariedade com a comunidade emigrante. É também uma questão de interesse nacional. Saber proteger os nossos, mas também agir com pragmatismo quando surgem oportunidades. A Venezuela entrou numa nova fase. Cabe a Portugal decidir se a observa à distância ou se nela participa de forma activa e estratégica.

VENEZUELA       MUNDO       EMPRESAS       ECONOMIA

COMENTÁRIO:

Ricardo Ferreira: Gosto especialmente da descrição do autor do artigo "sócio do Benfica". Isto realmente tornou-se um café...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Às aranhas

 

Afinal, será como sempre nos sentiremos.

O cúmulo da incerteza e o poder da rejeição

O que vai Seguro fazer politicamente com a sua própria surpresa face a este desfecho serve-nos o cúmulo da incerteza, ou, pelo menos, uma das maiores incerteza de que há memória entre nós

MARIA JOÃO AVILLEZ Jornalista, colunista do Observador

OBSERVADOR, 11 fev. 2026, 00:2341

1Vai ser muito interessante ver a composição da equipa que formará António José Seguro e que novos “intérpretes” da política entrarão no Palácio. A escolha de uma equipa política deste grau e deste nível de importância — sim o Presidente tem poder e poderespode de imediato sinalizar qualidade, experiência, critério (ou não); pode anunciar preferências e antecipar comportamentos; pode vir mais ou menos carregada de cores partidárias.

Saber escolher é um indicador precioso e de certa forma, até, a assinatura de quem escolhe. Ver-se-á. E claro, será interessante, na forma e na substância, observarmos a natureza das relações do Chefe de Estado com o país, o parlamento, os partidos. Ser um institucionalista ou repetir que “será o Presidente de todos os portugueses” deixa-nos onde já estamos. Ou mesmo onde já estávamos: do que me lembro, esta campanha eleitoral — estive em todas – foi a menos esclarecedora, interpeladora e anunciadora das que testemunhei.

Foram semanas pastosas de palavras e mortiças de política. Não houve segunda volta, houve um arremedo que quase se confundia com desinteresse, e depois houve água e tragédia. E o desinteresse passou a esquecimento.

Em resumo: qual é o pensamento de António José Seguro “doublé” de Presidente da República? Até aqui soubemos pouco. Cada coisa a seu tempo? Mas houve um “exploit”. Não a vitória certa, e não apenas meramente previsível, de António José Seguro. Houve o facto notável de, olhando para trás e conhecendo a história — a dele, a do PS, a dele “no” PS e depois o seu voluntário exílio político — Seguro ter sido capaz disto e em tão pouco tempo político!

É evidente que nunca seria Presidente da República sem a duplamente rendida generosidade do centro direita*: ninguém sabe hoje quanto vale verdadeiramente o PS e as extremas esquerdas estão pulverizadas, nunca seria por aí. Sucede que será Seguro a sentar-se no Palácio de Belém daqui a dias e não outro (e eram alguns).

O que ele vai fazer politicamente com a sua própria surpresa face a este desfecho e como irá capitalizá-lo serve-nos o cúmulo da incerteza, ou, pelo menos, uma das maiores – a maior? — incerteza de que há memória política entre nós. Achar-se-á que exagero porque justamente a personalidade do futuro Presidente parece vedar incertezas, prevenir surpresas, fugir de sustos e trapalhadas. Nunca fiando: a política é a maior fornecedora de surpresas que conheço.

Seja como for, a história desta eleição terá um dia absolutamente de ser contada e pode até — sugiro eu — começar a ser contada começando pelo PS.

2Segunda constatação: a rejeição nacional de André Ventura foi o mais forte factor político destas eleições. Poderosíssimo: não conseguiu espevitar a abstenção com que tanto contava; obteve pouquíssimas vitórias no mapa do país;  ampliou menos do que previa e necessitava o perímetro do Chega; o discurso de acusação a tudo e todos não teve o eco esperado: a “conversa de chacha”; o país como um “bar aberto” ou o “são todos iguais” são motes  que enjoam mais do que impressionam. E como se fosse pouco, a ida de Ventura aos cenários das cheias nem convenceu, nem comoveu: não votaram nele.

Se tudo foi igual, previsível, esperado, sobra-me uma dúvida: aconteceu porque ele quis assim, porque ainda é cedo, porque não sabe gerir-se politicamente? Porque não foi capaz? Muito provavelmente porque mesmo agitando-se na campanha, preferiu limitar-se a estes “serviços mínimos”…

O resultado, ao contrário do que parece, não foi famoso. Não foi, não. Voltei aliás a ver nele – e há tantas maneiras de “ver” – a sombra, o peso, a surpresa de alguma boa dose de desilusão.

Arriscando-me pois a grande discordância — e a que me afoguem nos números e percentagens agora obtidos pelo Chega — fui buscar duas simples linhas a um texto aqui mesmo escrito no dia 28 de Janeiro: “André Ventura talvez já tenha percebido que nem será eleito para Belém, nem liderará direita nenhuma no país a não ser a dele”.

Na altura estas palavras foram-me ditadas pela modesta performance de Ventura no seu último debate televisivo com Seguro. Mais do mesmo, num redutor, quase asfixiante, discurso de sentido único em direcção ao seu partido.

Reponho-as hoje, porque apesar dos votos ganhos — mas há escadas que sobem e não levam a nenhum lado – persisto em considerar que há um limite para a sementeira de eleitorado: a cartilha é só uma, o discurso é de modelo exclusivo:  ataques sempre mal doseados e quase sempre caricaturais ao “sistema”; ao conluio de interesses; à corrupção. Doses vitamínicas de acrimónia, acusação, deturpação, demagogia. Horror visceral aos últimos 50 anos da vida do país, metidos na mesma gaveta: cinco décadas iguais em malfeitorias, abusos de poder, compadrios, jogos de interesses. O líder do Chega acha que desses anos não resta pedra sobre pedra, sem contabilizar que diante dele há um país que discorda e veta porque não se revê nem reconhece no Portugal que ele nos atira a cara a toda a hora. Eu pedirei desculpa se me enganar.

3Alguém devia ter aconselhado José Luís Carneiro a ser menos incauto. Mais valia que alguém lhe tivesse sussurrado ao ouvido aquela frase tão do agrado de António José Seguro — “qual é a pressa?” — quando o líder do PS se precipitou para as televisões reivindicando o seu quinhão na vitoria do candidato socialista. Uma quota-parte que ele quer muito eloquente, muito farta, muito vistosa. A seguir absolutamente.

4Não sei o que me pareceu mais confrangedor: se a reentrada no espaço público de Gouveia e Melo aproveitando – usando-a — uma tragédia nacional como meio e instrumento para voltar à cena, se a comoção com que a media o acolheu.

PS: Nem o telefonema do Presidente da República nem a hora me surpreenderam quando atendi o meu telemóvel: é-lhe costume fazer chamadas tardias, já me aconteceu recebê-las. Mas era um Marcelo irado e de fala acelerada quem me ligava, às zero e 40 minutos da manhã: o que eu tinha dito na SIC Notícias duas horas antes “nunca tinha existido”. Ah bom? Aí sim, estranhei, mas como se eu tinha lido o que contara e se o que contara me parecera tão verosímil?

O caso é que lera uma descrição – admito que apimentada mas apenas isso – de uma viagem de Falcon de Bruxelas para Estrasburgo na qual o Presidente dera “uma boleia” a António Costa que também para lá se dirigia na sua qualidade de Presidente do Conselho Europeu. Rezava a descrição que o Chefe de Estado, à saída do voo, tinha uma vez mais sublinhado a “cumplicidade entre ambos”Presidente da República e Presidente do Conselho Europeureferindo como tinham apreciado aquele reencontro, conversado muito e “não tendo até esquecido os ‘Luíses’, numa óbvia referência a Luís Montenegro e Luís Marques Mendes.

Pois bem, extraordinariamente nada disto acontecera. O que achara sim, verosímil – tratando-se da pública e publicitada cumplicidade entre estes dois personagens, no natural gosto que teriam naquele reencontro –, “tão felizes que tinham sido sem o saber”, na relação pouco fluida, nem sempre amistosa e as vezes tensa (a apreciação é da minha exclusiva responsabilidade) do Chefe de Estado com o seu primeiro ministro, tudo me pareceu não só possível, como natural.

Extraordinariamente não foi. O que me leva antes do mais e obviamente a pedir desculpa. Trata se apenas de uma simples vulgar viagem de avião onde para além dos dois passageiros citados “seguia também uma delegação governamental chefiada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros” e “onde nunca se falara de política”. Logo o que eu referira como tendo ocorrido, nunca “naquelas circunstâncias poderia ter tido lugar.” Para uma espectadora tão atenta como fui durante oito anos da relação entre Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa havia ali algum sentido de credulidade. Estava enganada. Volto a pedir desculpa ao Chefe do Estado, a António Costa e a quem me ouviu ontem na SIC Notícias. (nota acrescentada às 12h30)

* Não vá o diabo tecê-las, Seguro teve o óbvio bom senso de se apressar a lembrar que “a maioria presidencial que o elegera se esgotara naquela noite”. E a “área não socialista” que verdadeiramente fez dele Presidente da República? Dissolveu-se? Espera? Ambiciona?

ANTÓNIO JOSÉ SEGURO        PS        POLÍTICA        PRESIDENTE DA REPÚBLICA

 

COMENTÁRIOS:

Carlos Chaves: Cara Maria Joao Avillez, o que deveríamos estar a discutir não era a posteriori como esta linda notícia no Observador de hoje: “Da estabilidade política à eutanásia. O que pensa Seguro?” Que tal se tivéssemos discutido isto e muito mais, ANTES, onde andaram vocês os jornalistas? Apesar de achar no seu ponto 2 que Ventura foi liminarmente rejeitado, talvez não tenha sido bem assim! Agora deveríamos estar a discutir por exemplo o resultado eleitoral completamente díspar dos nossos concidadãos a viver no estrangeiro, onde este sonso socialista apoiado pela extrema-esquerda e pelos idiotas úteis que se diziam de direita, foi rejeitado (por exemplo na Suíça com uma importante comunidade Portuguesa onde Seguro obteve 28% contra 72% de Ventura)! Porque será que continuamos a votar na receita que nos leva à miséria, o socialismo, dentro de portas? Estão os nossos concidadãos a viver no estrangeiro (muitos obrigados a deixar este país socialista exactamente por causa do socialismo), assim tão errados, e nós aqui é que estamos certos? Deixo à consideração de cada um!                   Rosa Silvestre: Não é  um pouco tarde para questionar o pensamento político de António José Seguro? José Luís Carneiro chegou-se à frente? Não era expectável?!                 victor guerra: Esta é escassa e velha demais, para compreender o efeito do verdadeiro "fenómeno" da nossa política, que é o Chega. Prefere a nova União Nacional, que se criou à volta de Seguro. Enquanto este se manteve onze anos a plantar couves e a alugar quartos, Ventura passou de um a sessenta deputados. E não há conversa sobre política que não meta o Ventura. Habituem-se e guardem a naftalina!                   Tim do A: Seguro não vai fazer nada de útil.  Nem quer!        João Floriano: «Nunca fiando: a política é a maior fornecedora de surpresas que conheço .» Sábia constatação de quem já anda por cá há bastante tempo, já viu muito e continua com um pensamento crítico, mesmo que não concorde muitas vezes com Maria João Avillez. A eleição de Seguro é toda ela uma surpresa inesperada sobretudo porque ninguém podia prever a enorme coligação  contra natura (será mesmo, ou andamos todos ceguinhos?) que o haveria de levar  a Belém. O resultado obtido por Ventura não é de modo algum para menosprezar: 33% dos votos em urna foram para  ele apesar do rolo compressor a que os eleitores foram sujeitos, sobretudo muito desprezo e insultos. E sem dúvida que Ventura é o líder da direita porque nem Montenegro, nem Cotrim são de direita. E  de facto  «há escadas que sobem e não levam a nenhum lado». No caso de Seguro e do regresso do PS que agora começa novamente  a subir  a escada do poder às cavalitas de Seguro, podemos ter  a certeza que não vamos  a lugar algum, ou pelo menos aquele onde gostaríamos de ir. Vamos na direcção errada. Tempo cinzento e política ainda mais cinzenta e desconsolada. Estamos de acordo quanto à pressa de Carneiro. Também lhe deviam ter soprado ao ouvido que «Apressado come cru». Mas não nos podemos esquecer que o PS tem directas a 13 e 14 de março. Pelo menos será um fim-de-semana para matarmos as saudades de eleições. Parece que temos de fazer o desmame de tanta eleição como por vezes temos de fazer o desmame de algum fármaco. Carneiro quer apoteose. Daí a pressa que teve em saudar  a vitória de Seguro e em querer ficar associado  a ela. Tal como Maria João Avillez também achei muito significativa  a afirmação de Seguro de que a maioria presidencial que o elegeu se extinguiu na noite de 8 de fevereiro. Isso é o que Seguro pensa. Em política não há almoços de borla, tudo se paga. Também achei intrigante a afirmação que  "Não será por mim que a legislatura será interrompida". Mas Seguro não é o único player (termo na moda). Outros e outros acontecimentos podem levar  a que Seguro não tenha outra escapatória  a não ser convocar eleições antecipadas.  Seguro melão ou Seguro banana ele aí está para ser descascado e ver o que está por baixo.          José Tomás: Este artigo arrisca-se a envelhecer mal. Um terço dos eleitores mostrou-se capaz de votar em Ventura para Presidente da República (!). Imagine-se mais uma bancarrota (a somar às de 1977, 1983 e 2011): é assim tão delirante pensar que o Chega possa chegar a uma maioria absoluta (Costa teve uma com 41,38%, e mais 570 mil votos)? Eu seria mais prudente.                      Tim do A > António Duarte: Irá ser um obstáculo a reformas necessárias.                      Komorebi Hi: O cúmulo da incerteza já existia minha Srª, qual é agora a sua dúvida de facto? Não fez o seu trabalho como todos os outros jornalistas, melhor dizendo obedeceram aos donos dos media que os sustentam, basta ver quem foi a Davos, chocaram o ovo da serpente com todo o Centrão da esquerda, mataram o centro político com aliados comunistas, os Srs criaram uma falsa incerteza, a hipocrisia é aquilo que os sustenta, a vergonha não existe e é barreira para os vendilhões do templo.                 José B Dias: Também fui buscar duas simples e incompletas linhas a um texto aqui hoje publicado ... Como é que Seguro conseguiu montar uma coligação eleitoral juntando Catarina Martins, Augusto Santos Silva, Cavaco Silva e Paulo Portas? Resposta: André Ventura.                Vitor Batista: Não tenho conhecimento de uma campanha tão suja, vil e ordinária orquestrada pela comunicação social e abortos do sistema como foi esta contra o político André Ventura . Mais de metade dos que votaram Seguro não sabem quem ele é, nem sabem quem é AV, mas votaram no Tózé porque lhes entraram pela casa adentro dizendo que vinha aí o fim do mundo e o anti-cristo se votassem Ventura, e tive a ousadia de perguntar a alguns o porquê de votarem assim, e a resposta foi que em todas as televisões e rádios diziam que era melhor votar Seguro, depois disso conclui que a ignorância pode de facto ser muito perigosa, mas os abutres do sistema, aqueles que comem tudo e não deixam nada, sabem de facto manobrar essas pessoas, porque a rede corrupta da CS é gigantesca, faz parte deste sistema podre e nauseabundo.                       m s: No Seguro, além do PS, votaram o PSD, o CDS, a IL, o PCP, o Livre, o Bloco de Esquerda, o PAN, o Almirante, os jornalistas (incluindo a autora), a igreja católica e outras igrejas, as comissões de mulheres e de homens e de outres, e  todas as comissões de festas e cantares de norte a sul do país e das ilhas. Seguro ganhou com 3 milhões e 400 mil votos. Ventura não teve nem partidos, nem igrejas, nem jornalistas, nem comissões de festas a apelar ao voto na sua candidatura. Ventura perdeu com 1 milhão e 700 mil votos, exactamente metade dos votos de Seguro e dos outros todos. Em dias de vento não devemos cuspir para o ar.                Carlos Chaves > Rosa Silvestre: Esta gente “fala para não estar calada”!                        Maria Emília Santos: Houve tempo suficiente para questões, agora é comer e calar! Ou pensam que a votação em massa dos partidos em Seguro foi por acaso? Não, todos sabemos muito bem que não! Por detrás desta eleição esteve e continua a estar o globalismo que compra consciências e manipula mentes!                 Francisco Almeida: Mais uma a declarar que André Ventura não é (nem será) o líder da direita. É um discurso que tem de ser desvendado. É evidente que Montenegro entrou em trajectória descendente e, mesmo que os barões do PSD o substituam, ao perceberem que vão perder as próximas legislativas, não há ninguém à vista, ninguém possível (a não ser o D. Sebastião Passos que continua desinteressado). Assim sendo, quando dizem que Ventura não será o líder da direita, estão de facto a dizer que não existe direita no cenário político. Que será sempre uma coligação de centro, esquerda e, se necessário, de extrema-esquerda a exercer o poder. Que pode ser replicada em S. Bento a coligação que colocou Seguro em Belém e talvez até Catarina Martins possa vir a ganhar uma subsecretaria de Estado.                   Carlos F. Marques:  Se a hipocrisia matasse esta senhora já não estava cá. Paradigmas Há Muitos!                    Mario Figueiredo: Tantas certezas ....                   Vitor Batista: Eu penso que quando um xuxalista é eleito seja para que cargo for ficamos esclarecidos.               Luis Pestana: A Senhora está redondamente enganada e perdeu a lucidez. A Senhora como Católica então não sabe que Pilatos e Herodes ficaram amigos e uniram-se para condenar Jesus? Foi o que aconteceu em Portugal. DIREITOS E ESQUERDALHOS , politiqueiros  e a casta terrorista da CS uniram-se para matar o Homem /(Ventura) que abala os interesses corruptos das elites do sistema Partidário.  Ninguém ganhou nestas Eleições.... Isto foi uma caça ao Homem...  “conversa de chacha?”, diz a Senhora.  Sabe minha Senhora, conversa de CHACHA têm  os Políticos que nunca saíram do dia 25 de Abril 1974... Os anos passaram e os VELHOS do poder mantêm-se no dia 25 de Abril 1974... continuam com a mesma verborreia  de sempre. DEMOCRATAS? Um País que mata quem atrapalha não vive em democracia... Quando não se aceita um pensamento diferente escapa-nos a liberdade... Se não há respeito pelo o adversário perde-se a dignidade e a autoridade....  Quantos partidos apareceram  à esquerda, 10, 20 40 anos depois do 25 de Abril que foram paridos por Ditaduras ideológicas e toda gente aceitou e consideram-se democratas... Aparece um à direita já não é democrata...  O Coro dos Virgens inocentes declaravam-se e gritavam: Vamos votar em SEGURO para defender a nossa Democracia... Palermas...  Há mais de 20 anos que vivemos em Ditadura camuflada de Democracia... O País de democracia, só tem o “vestido”, por dentro o corpo não toma banho há 52 anos....Neste País só Falam os Políticos os Comentadores pagos para dizerem o que os partidos pensam e a rede analfabeta  de miudagem jornalista que nem distinguem a mão esquerda da direita....  André Ventura não ganhou porque o Povo prefere vê-lo em 1º Ministro...  Para Presidente temos um SONSO que esteve morto 10 anos e agora saiu da cova  para ressuscitar o Socialismo e levar o País ao Pântano de António Guterres, à Troika ou Banca rota de Sócrates  e ao poço da mentira do Costa...  Espere para ver...                 Maria Gingeira: Vai ser interessante ver a equipa que Seguro vai escolher? Interessante para quem, para a esquerda socialista e comunista e demais clientela. Seguro não é Marcelo que renegou a sua família política em Belém. Não tenhamos ilusões, os socialistas nunca condescendem. Para o Governo duvido que tenha interesse, Seguro vai humilhar o PSD. Todos os que vieram a público apoiá-lo vão arrepender-se.                   maria santos: A direita conservadora do Chega marcou e prossegue na consolidação do seu território. Uma certeza desde 18/28/Maio do ano passado.                     Carlos F. Marques > josé cortes: Insultar a inteligência dos outros também é uma forma de deselegância...           Carlos F. Marques: Subscrevo.                  graça Dias > Komorebi Hi: Caríssimo!  Há quem aprecie ver-se no espelho 24 h/ dia, ou seja,  a imagem da sua "falência ética e moral ".     Paradigmas Há Muitos!: MJA pretendendo mostrar ao povoléu que sabe mais do que ele ao falar da importância de quem AJS irá escolher para a Casa Civil da PR. Mas para além da bolha político-mediática do "Sabes quem está para ir ...? Não, esse não, definitivamente porque ..." que importância tem isso na realidade? Alguém sabe quem lá esteve com o MRS e o que fez cada um deles nomeadamente levando o MRS a adoptar posições contra o seu "feeling pessoal"? Este jornal alguma vez falou sobre isso, se é um tema que merece tanto destaque para a MJA?                    Manuel Magalhaes > Tim do A: E com a direita a aplaudir, este país não se entende de modo nenhum…                    Manuel Filipe Correia de Araújo: "José Luís Carneiro, Secretário-Geral do PS, conta com António José Seguro, Presidente da República, para 'Pressionar'  Luís Montenegro a 'Negociar' com o Partido Socialista".....!!!!!   O TóZé Seguro passará a ser um Serventuário do Partido Socialista, como é o Desejo já Proclamado pelo Zé Carneiro, Secretário-Geral do PS.....!!!!!???? Da Fama de Apparatchik Chuchalista o Seguro não se Livra, basta ver o Currículo Político no Partido Socialista do Futuro Presidente da República Portuguesa.....!!!!!!                   Vitor Batista > Mario Figueiredo: Se você o diz eu concluo que não passa de wishful thinking.                     Alex Carvalho > Tim do A: A começar logo no pacote laboral                   Maria Diniz: Deram-nos a escolher entre um bêbado conhecido e um alcoólico anónimo. A CS insistiu que escolhêssemos o AA sem que ninguém se incomodasse muito em saber ao que ele vinha - tirando a gloriosa tarefa de "defender a Constituição". Ninguém na CS se indignou que houvesse apenas 1 debate. Ninguém quis explorar muito a sua associação ao PS de José Sócrates. Ninguém se incomodou em perguntar qual a sua avaliação da governação de António Costa. Enfim, votem agora, perguntem depois. Podem perguntar, mas não podem queixar-se. Já é tarde demais. "...esta campanha eleitoral — estive em todas – foi a menos esclarecedora, interpeladora e anunciadora das que testemunhei..." Concordo. Com uma CS destas, porque havemos de temer que a extrema-direita destrua a nossa Democracia?!!                        maria santos > Maria Gingeira: Boas noites. Diz-nos que "Seguro vai humilhar o PSD".  Claro que vai. Está escrito nas estrelas, porque um melancólico não luta contra as circunstâncias, navega-as e segue a sua vidinha. E as circunstâncias são os apelos públicos do Carneiro a Seguro para apoiar os anseios do PS, o que o Seguro vai fazer à pala da moderação e do consenso parlamentar, blá, blá, blá. Se assim for, são as leis da Física, o efeito boomerang, "amandaram-no" e levam de volta com o "não é não" no occipital.  Boa semana.                   Manuel Filipe Correia de Araújo: "José Luís Carneiro, Secretário-Geral do PS, conta com António José Seguro, Presidente da República, para 'Pressionar'  Luís Montenegro a 'Negociar' com o Partido Socialista".....!!!!! Agora em 2026, na Segunda Volta das Eleições para Presidente da República verificou-se uma Estranha 'Coligação Seguras-te!' ou 'Coalizão Segura!', composta por Comunistas, Bloquistas, Animalistas, Marxistas, Leninistas, Estalinistas, Trotskistas, Libertários, Socialistas Radicais e Outros que Tais, com "Idiotas Úteis" da AD e "Idiotas Inúteis" da Iniciativa Liberal.......Todos, Todos, Todos......Juntinhos que Votaram no TóZé Seguro, vulgo "Poucachinho", como foi Crismado pelo seu Camarada e 'Amigo?' António Costa, actual Presidente do Conselho Europeu.....!!!!!!  E esta hein.....!!!!!!                    Vitor Batista > graça Dias: Inegável.               António Duarte > Tim do A: Nem pode, diria eu.