O certo é que nem todos se
agradam dos programas oferecidos na televisão. Como, de resto, dos livros que escritores
escrevem, dos quadros que pintores pintam, ou mesmo das esculturas… Mas julgo
que a Televisão presta bons serviços, como todos os meios de comunicação, e ao
ser criticável, dá origem a comentários chistosos ou sérios, que ajudam à nossa
própria percepção, e assim admirarmos os que tão expressivamente comentam,
condenando os de fraco entendimento.
Son of a bitch: um sarau cultural
É escusado acrescentar que, como os idiotas que os frequentam e
consomem, os PLAY podem e devem prosseguir. A RTP é que não.
ALBERTO GONÇALVES Colunista do Observador
OBSERVADOR, 25 abr. 2026, 00:24
Pelos
vistos, e à semelhança do que acontece no “estrangeiro”, agora há uns prémios
anuais da música portuguesa. São, conforme o acrónimo sugere, os
PLAY. Também
para imitar “o que se faz lá fora”, os PLAY consagram-se mediante cerimónia, na
qual se distribuem pechisbeques por dezenas ou centenas de “vencedores” e todos
ficam muito orgulhosos.
Infelizmente a cópia caseira dos Emmy
americanos e
de outro embaraço qualquer que os ingleses têm de certeza não se
restringe à existência, não senhor. O plágio
vai à minúcia e inclui os momentos que uma parte substancial dos alegados
artistas aproveita para expelir “sentimentos”
acerca da “actualidade”. Antigamente, neste género de pândegas, a
sumidade recebia o pechisbeque, agradecia a duzentos familiares, amigos e
colegas e sumia de cena. Hoje, ou para aí desde 2017, é rara a sumidade, anónima que seja, que não ande convencida de
que possui coisas relevantíssimas a comunicar aos mortais. E os mortais, os
mortais e pacóvios que assistem a tais infortúnios, ouvem.
Aliás,
quer nos Óscares, quer nos PLAY, quer no Festival de Cinema de Carcassonne, o real
objectivo de cada “evento” é justamente o de apurar quem profere a maior
quantidade de barbaridades ao gosto do tempo. E provocar aquilo que os “media”, um pouco
desesperados, designam por “polémica”. Sem a “polémica”, ninguém notaria que
o “evento” se realizou. Com a “polémica”, quase ninguém nota que o “evento” se
realizou.
Eu notei os PLAY através de artigo no
Observador. Confesso
que ignorei a informação alusiva aos galardões convencionais, mesmo ao
prémio para a Melhor Co-Participação Vocal em Disco de Fusão Lusófona
Alternativa, e, saltitando pelo texto na diagonal, fui directamente às
interpretações em que os artistas dão tudo o que têm: o
discurso de protesto.
Na categoria Indignação, o
primeiro pechisbeque de relevo foi conquistado por Jorge Palma, que
após agradecer misteriosamente “aos
profissionais do SNS”, redobrou o tom
críptico para exigir uma “reforma eficaz” da cultura, “para que as nossas
forças não se gastem em vão” (?). A terminar, e já que vinha com um cravo na lapela, o sr. Palma
recordou Abril, o espírito de Abril, a liberdade de Abril, os valores de Abril,
Abril sempre, etc. De seguida, a cerimónia regressou a 2026.
O segundo pechisbeque indignado coube
ao vocalista dos Mão Morta, Adolfo Luxúria Canibal, que a despropósito desatou
numa cantilena sobre “a pulsão de morte que domina a miserável época em que
vivemos, com as suas manifestações de ódio e de intolerância”. Terminou
a pedir que se impeça “o alastrar da
peste dos fascismos, essa ratazana nojenta.” Sem dúvida. Eu próprio
odeio do fundo das entranhas essas larvas pustulentas que apenas sabem verter
ódio. E lembro os versos de apelo
à fraternidade que o
sr. Canibal assinou: “Ultrapassado o limite do
ultraje/Toda a violência/É legítima autodefesa/Também pelo meu relógio
são/Horas de matar”. Bonito e sublime, praticamente o Larkin de
“An Arundel Tomb” (“O que restará de nós é o amor.”)
Porém, o apogeu do serão
ficou a cargo do afamado cançonetista Toy, que ultrapassou pela esquerda baixa os
parceiros ao proferir estas palavras movidas a sobriedade: “Nunca digam que a cultura e a política
não se misturam, porque a cultura é a melhor arma contra alguns sistemas
políticos, como o assassino de crianças Netanyahu e o ‘son of a bitch’, filho
da p*** em português, Donald Trump”. Enquanto demonstrava que, além da
política, a cultura se mistura perfeitamente com uma sandes de couratos, a
Festa do “Avante!” e a iliteracia funcional, o sr. Toy arrecadou três prémios fundamentais de uma só vez:
o prémio Cliché para a mais apoplética intervenção anti-Trump; o prémio Anti-Sionismo para a mais escancarada
declaração anti-semita a fingir que não é uma declaração anti-semita; e o prémio Calado Como Um Rato (Mas Não Uma Ratazana Nojenta E Fascista),
pelo corajoso silêncio que dedicou ao Hamas, ao Hezbollah, à Rússia, ao
Irão, à China e, afinal, a todos os terrorismos e ditaduras do planeta. O público presente na sala, gente das artes e do
refinamento estético, aplaudiu o sr. Toy em êxtase.
A terminar, houve ainda espaço
para que actores lessem, cito o
Observador, “um texto a alertar para a propagação ‘online’ do
discurso de ódio contra as mulheres”, que
curiosamente não mencionou o Islão.
Resta esclarecer que os prémios PLAY
foram transmitidos pela RTP, que a RTP é uma estação televisiva que vive da
extorsão dos contribuintes, e que é capaz de haver contribuintes que não
apreciam ver os respectivos rendimentos delapidados em ajuntamentos
auto-congratulatórios, onde idiotas repetem toleimas que tomam por iluminações. É
escusado acrescentar que, como os idiotas que os frequentam e consomem, os PLAY
podem e devem prosseguir. A RTP é
que não.
COMENTÁRIOS:
Novo Assinante: Não sabia da existência deste programa pois
não sou grande consumidor de TV, mas tudo o que senhor Alberto Gonçalves
expressou que o cançonetista Toy terá dito sobre Nethanyau e Trump, e que
abaixo transcrevo, não é verdade? Onde está a mentira? Escreveu o senhor
Alberto Gonçalves:
"Nunca
digam que a cultura e a política não se misturam, porque a cultura é a melhor
arma contra alguns sistemas políticos, como o assassino de crianças Netanyahu e
o ‘son of a bitch’, filho da p*** em português, Donald Trump”."
Jose Marques: Os kamaradas Palma, RAP, Mãos-Mortas ou Mãos-de-Tesoura, os Toy da vida
airada - e todos os outros sócios e sócias da vagabundagem cultural - são os
verdadeiros megaclones, digo megafones, dos maiores
bandidos e assassinos cá do burgo que é o planeta Terra. E são tão burros, tão burros, que nem disso
eles têm consciência!
observador censurado: Provavelmente, o grupo RTP é o maior agente
de difusão de narrativas de "extrema esquerda" com o dinheiro dos
contribuintes. Na Antena 1, é quase impossível ouvir uma conversa que não seja
aproveitada para difundir narrativas de "extrema esquerda" e apelar à
luta contra o "populismo", a "extrema-direita", o
"discurso de ódio", Donald Trump (antes era Bolsonaro), etc. Tudo
efectuado com as "melhores" práticas jornalísticas: sem
contraditório. Quando é que os contribuintes vão acordar?
Ricardo Ribeiro: A única coisa que me indigna nisto tudo é ainda ter de contribuir com os
meus impostos para essa "palhaçada"...de resto, já não vejo circo há
muitos anos...
André Fernandes: Grande motivação para ler e dar audiência ao Observador é mesmo ler e ouvir
o Alberto! Não dá para discordar em nada…! Quanto ao azeite de Setúbal… só é de
lamentar termos q financiar esse antro de escumalha quer queiramos quer não.
Rtp era já privatizada… pra ontem!
Ana Luis da Silva: Proponho que a RTP seja sustentada segundo o
princípio utilizador-pagador. Estou certa de que estas parvoíces pacóvias e da
esquerda “cultural” desapareceriam num ápice. A malta que nasceu após o 25 de abril e não
levou com uma lavagem cerebral na escola pública sente o cheiro de propaganda a
milhas. Por isso, nem sequer liga a televisão a não ser para ver jogos de
futebol. Só
ficariam a assistir as carcaças saudosas do indefectível Cunhal, dos tempos do
PREC e das FP 25 de Abril.
Novo Assinante: Não sabia da existência deste programa pois não sou grande consumidor de
TV, mas tudo o que senhor Alberto Gonçalves expressou que o cançonetista Toy
terá dito sobre Nethanyau e Trump, e que abaixo transcrevo, não é verdade? Onde
está a mentira? Escreveu o senhor Alberto Gonçalves:
"Nunca digam que a cultura e a
política não se misturam, porque a cultura é a melhor arma contra alguns
sistemas políticos, como o assassino de crianças Netanyahu e o ‘son of a
bitch’, filho da p*** em português, Donald Trump”."
Jose Marques: Os kamaradas Palma, RAP, Mãos-Mortas ou
Mãos-de-Tesoura, os Toy da vida airada - e todos os outros sócios e sócias da
vagabundagem cultural - são os verdadeiros megaclones, digo megafones, dos maiores bandidos e
assassinos cá do burgo que é o planeta Terra. E são tão burros, tão burros, que nem disso
eles têm consciência!
observador censurado: Provavelmente, o grupo RTP é o maior agente de
difusão de narrativas de "extrema esquerda" com o dinheiro dos
contribuintes. Na
Antena 1, é quase impossível ouvir uma conversa que não seja aproveitada para
difundir narrativas de "extrema-esquerda" e apelar à luta contra o
"populismo", a "extrema-direita", o "discurso de
ódio", Donald Trump (antes era Bolsonaro), etc. Tudo efectuado com as "melhores"
práticas jornalísticas: sem contraditório. Quando é que os contribuintes vão acordar?
Ricardo Ribeiro: A
única coisa que me indigna nisto tudo é ainda ter de contribuir com os meus
impostos para essa "palhaçada"...de resto, já não vejo circo há
muitos anos...
André Fernandes: Grande motivação para ler e dar audiência ao
Observador é mesmo ler e ouvir o Alberto! Não dá para discordar em nada…! Quanto
ao azeite de Setúbal… só é de lamentar termos q financiar esse antro de
escumalha quer queiramos quer não. Rtp era já privatizada… pra ontem!
Ana Luis da Silva: Proponho que a RTP seja sustentada segundo o
princípio utilizador-pagador. Estou certa que estas parvoíces pacóvias e da esquerda
“cultural” desapareceriam num ápice. A malta que nasceu após o 25 de abril e não levou com uma lavagem cerebral
na escola pública sente o cheiro de propaganda a milhas. Por isso, nem sequer
liga a televisão a não ser para ver jogos de futebol. Só ficariam a assistir as carcaças saudosas do
indefetível Cunhal, dos tempos do PREC e das FP 25 de Abril. Estou certa que a programação televisiva
levaria uma volta de 180 graus e talvez se voltasse a valorizar a cultura que
nos dá identidade civilizacional e que nos orgulha, em vez de dar voz e palco
aos papagaios da extrema-esquerda, lacaios do “ódio do bem”.
Antonio Marques Mendes: Parecia surreal e burlesco Demonstração sem
espaço para duvidas porque Portugal está a passar pela pior fase de sempre no
seu panorama musical. E notem que o padrão já era muito baixo.
Paul C. Rosado: Aquilo a que assisti, durante uns breves
minutos, foi o costume: Uma série de inúteis, que só conseguem viver do
dinheiro dos contribuintes em concertos pagos pelas câmaras municipais, a
fazerem propaganda ao sistema socialista que os engorda. E é melhor nem falarmos dos desordenados
sexuais e mentais e as suas figurinhas tristes... Obviamente que a RTP é para privatizar.
Maria Tubucci: Muito bem Observado Sr. AG, hoje apanhou-me
desprevenida! Não fazia a mínima ideia do que eram os PLAY, tive de me ir
informar. Na minha casa há muito que a TV só faz parte da decoração da sala,
provavelmente já oxidou os circuitos, só “vejo” TV quando vou para a casa dos
meus pais. Pelo que pode constatar, os PLAY são uma fogueira de vaidades, um
poço de virtudes, da virtuosa hipocrisia e demência intelectual do
politicamente correcto. E pior, já vão na 8ª edição, cada uma a 2 milhões, já
foram queimados 16 milhões do nosso dinheiro.
Hoje é o dia da gaivota! Uma gaivota voava, voava, asas de vento, coração
de mar. Como ela, somos livres, somos livres de voar... Os espécimes decadentes
que se babam e arrastam e se premeiam mutuamente nos PLAY, são livres de o
fazer, contudo que o façam com seu o dinheiro, não metam as unhas no meu, pois
não estou disposta a pagar as baboseiras de pedantes armados aos cucos a
pensarem que são gaivotas...
José Paulo Castro: Há a Guarda Revolucionária, sustentada pelo petróleo do Irão, e há a
'guarda' da revolução, que dá sempre a mesma volta para o mesmo pote de onde
sai o mel dos contribuintes. É uma revolução, de facto, embora não por minuto. É um mistério a razão por que a segunda não critica a primeira. Haverá mel
extra pago com o mesmo petróleo ?
Ruço Cascais: Receber um premio artístico sem dizer uma coisa
de esquerda é o mesmo que ir ao Maine e não comer uma sandes de lagosta. A
ideia parte de uma premissa simples mas ligeiramente errada na minha opinião,
que consiste em acreditar que todo o público que promove a cultura é de
esquerda. Pensar que os telespectadores que assistem à sátira do RAP na
SIC votam do PS para a esquerda, assim como os desgraçados que vão assistir a
um espectáculo do Toy são todos associados da UGT e só comem carne halal é um
erro. Na realidade a coisa não anda muito longe, tendo em conta que nos prémios
aos melhores cantores de ópera não há referências às causas de esquerda porque
a ópera é uma coisa muito conservadora e de gente rica. Frank Sinatra também
nunca disse uma coisa de esquerda quando recebia os seus prêmios de carreira. Portanto, a coisa não é assim tão literal. O
público de direita também, que gosta de
cultura e algum público de esquerda também gosta de ópera, música clássica e da
Maria Vieira. Em
Portugal o risco de dizer uma coisa de direita pode ser um suicídio. Que o diga
a já mencionada Maria Vieira e o Quim Barreiros que teve a lata de actuar num
evento do CH. Mas,
se o Quim Barreiros diz que o bacalhau quer alho e os críticos que vão para o
c... e acaba por passar entre os pingos da chuva na perseguição política, já a
pobre Vieira só lhe resta ser eleita pelo CH para um cargo político, merecia.
Também pode optar por ser cantora de opera.
Entretanto o CH chegou aos órgãos de opinião da RTP e a coisa promete. De
um lado o Nicolau Santos a querer promover a ideologia de gênero em desenhos
animados do outro o Pedro Pinto a querer correr com as Carmo's Afonso da
estação. Vai dar faísca. Ainda bem, está na altura de pôr um travão na
ideologia comunista que grassa pela RTP.
Nota: ando com água na boca por uma sandes de lagosta desde que o Sr.
Alberto as mencionou na semana passada. Ainda vou ter que ir aos Estados
Unidos, não para ver o Trump, mas para comer o raio da sandes de lagosta.
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