O nosso mundo começa cá dentro da nossa porta, diz o cantor.
Mas temos de contar sempre com
os imprevistos causados pelas ambições alheias, nós próprios também já tendo
dado provas disso.
Mais de um mês depois, EUA voltam a atacar Irão que já
retaliou
Os Estados Unidos
atacaram o Irão, na ilha Larak, para impedir o lançamento de rockets que
pretendiam voltar a colocar minas no Estreito de Ormuz. O Irão já retaliou com
ataques a bases na Jordânia.
Agência Lusa
Texto
Observador
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31 ago. 2026, 00:39
epa13125319 Cargo vessels are seen at one end of the
Strait of Hormuz near the coast of Dibba Al Fujairah, United Arab Emirates, 21
July 2026. EPA/STRINGER
STRINGER/EPA
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da cama"
A última vez que os Estados
Unidos tinham atacado o Irão foi a 29 de julho. Um mês depois voltam a atacar.
Atingiram lançadores de ‘rockets’ que se preparavam para lançar minas no
Estreito de Ormuz, segundo foi noticiado.
Meios de comunicação
semioficiais iranianos noticiaram sons de explosões nas proximidades da ilha
iraniana de Larak, que se situa nas imediações do estratégico estreito, no
golfo Pérsico. As forças militares norte-americanas tinham indicado ter
concluído a desminação das rotas de navegação internacional no estreito.
O Irão já retaliou. A Guarda Revolucionária do
Irão fez saber que tinha lançado vários ataques a bases militares dos Estados
Unidos na Jordânia. E se fontes norte-americanas dizem que o ataque terá sido
interceptado, o corpo militar assegura que infligiu danos.
A televisão Al Jazeera
noticiou, citando um responsável norte-americano sob condição de anonimato, que
os Estados Unidos (EUA) atacaram dois lançadores de foguetes da Guarda
Revolucionária localizados em Larak. Forças do Corpo da Guarda Revolucionária
Islâmica foram observadas a preparar-se para lançar foguetes com minas navais
para o estreito, segundo o responsável norte-americano, que falou sob anonimato
para poder divulgar informações sobre estas movimentações militares de
contornos sensíveis.
“Posso confirmar que, hoje de manhã, as forças
norte-americanas atacaram dois lançadores iranianos na ilha de Larak. Foram
observadas forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica a prepararem-se
para lançar rockets com minas marítimas para o Estreito de Ormuz”, afirmou
o porta-voz do Comando Central dos EUA, o capitão Tim Hawkins, ao Axios. O
porta-voz adianta que as forças norte-americanas estão a “acompanhar de
perto a zona”, continuando “preparadas para proteger o livre trânsito do
comércio” através do estreito.
Segundo a agência noticiosa
espanhola EuropaPress, pelo menos duas pessoas morreram e outras duas ficaram
feridas neste ataque em Larak. A Guarda Revolucionária, numa declaração
divulgada pela televisão estatal iraniana, referiu, por sua vez, “o martírio e
ferimentos de vários combatentes e compatriotas”.
O Irão garantiu ainda que o
ataque irá “resultar na punição do agressor”. E foi mesmo assim que a
Guarda Revolucionária chamou ao ataque.
A guerra entre os Estados Unidos e o Irão completou na
sexta-feira seis meses. Este ataque acontece poucos dias depois de
Donald Trump ter anunciado que concentraria os esforços na pressão económica.
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