Do TEXTO precedente: MATAR, MORRER
ANTÓNIO MOURA DOS SANTOS: Texto
MARIANA LIMA CUNHA: Texto
RICARDO REIS: Texto
Ricardo Reis
Israel terá usado armas de fósforo branco no Líbano,
avança The New York Times
As forças militares
israelitas usaram armas de fósforo branco em ataques contra o Líbano.
Esta é a conclusão de uma investigação do The New York Times, com base em
vídeos publicados em agências de notícias e nas redes sociais.
O material recolhido foi
analisado por especialistas militares, que concluíram que “os registos
visuais mostravam projécteis de artilharia a explodir no ar no Líbano, a
libertar fluxos de fósforo branco em chamas abaixo“. O jornal refere
que esta conclusão é “consistente com utilizações anteriores, por parte
de Israel, de granadas norte-americanas M825A1”, que contêm este químico.
Os ataques com este tipo de armas foram registados nas
cidades de Nabatieh, Tiro, Qlayaa, Khiam e Yohmor. Um dos episódios foi
registado na captura do Castelo de Beaufort, a 31 de maio, conforme foi emitido
pela Al Jazeera
Reuters
Vídeo da Reuters que
regista um ataque junto à fronteira com Israel, a 11 de maio
As Forças de Defesa de Israel (IDF) negaram o uso
deste tipo de arma, afirmando que “as principais granadas de fumo de ocultação
usadas não contêm fósforo branco“, e que as que o exército israelita tem são
usadas para “criar cortinas de fumo e não para visar alvos ou provocar
incêndios”.
Esta não é a primeira acusação feita contra Israel
sobre o uso de armas incendiárias, tendo sido registado o uso em 1982 e 2006,
no Líbano, e em 2009, em Gaza. Em 2024, a Human Rights Watch denunciou a sua
utilização em, pelo menos, 17 cidades do sul do Líbano, entre outubro de 2023 e
junho de 2024, com a organização independente White Phosphorus a dar conta de
248 ataques com fósforo branco entre outubro de 2023 e novembro de 2024.
As armas de fósforo branco não são totalmente ilegais,
mas violam o direito internacional se forem usadas contra civis. A sua exposição é muito perigosa e
pode provocar queimaduras, problemas oculares e respiratórios, e morte, segundo
a Organização Mundial de Saúde. Os seus vestígios podem infiltrar-se no subsolo
e na água durante muito tempo e colocar em causa a saúde pública, de acordo o
Centro de Conservação da Natureza da Universidade Americana do Líbano.
Ricardo Reis
Ataque de colonos
israelitas na Cisjordânia provoca nove feridos. IDF condena envolvimento de
soldado
Um ataque de colonos
israelitas contra palestinianos, em Huwara, na Cisjordânia, provocou nove
feridos, avança a agência de notícias palestiniana WAFA. O episódio também
contou com o envolvimento de um soldado das Forças de Defesa de Israel (IDF,
sigla inglesa).
Um grupo de colonos
“atacou o edifício municipal e várias casas, tendo destruído veículos, e
roubado bens e ovelhas”, segundo o Ministério palestiniano dos Negócios
Estrangeiros, citado pela WAFA, que alega que o ataque foi feito sob a protecção
das IDF.
O exército israelita
condenou o ataque, através do X, tendo anunciado uma investigação policial
sobre o episódio e a instauração de um processo disciplinar contra um soldado
que foi apanhado a agredir um palestiniano durante os confrontos, segundo
imagens divulgadas pela página de Instagram PalpostN.
“As acções mostradas nas
imagens são graves e inconsistentes com os valores das IDF”, condena o exército
israelita, que irá instaurar o processo disciplinar ao soldado quando for
identificado, sendo posteriormente “tomadas as medidas disciplinares e de
comando adequadas, de acordo com as conclusões apuradas“.
Agência Lusa
Ataques aéreos na Faixa de
Gaza matam mais sete pessoas
Ataques aéreos israelitas
na Faixa de Gaza, onde vigora um cessar-fogo, mataram este sábado mais sete
pessoas, confirmaram as equipas de resgate e fontes médicas.
Um ataque com um drone
no campo de refugiados de Jawzat, na Cidade de Gaza, matou hoje seis pessoas e
feriu outras 15, indicou a organização de primeiros socorros Defesa Civil. As
mortes foram também confirmadas pelo hospital Al-Shifa, na Cidade de Gaza.
Já na região sul,
Muhannad Othman Farwana, de 25 anos, foi morto num ataque contra uma tenda com
deslocados.
O hospital Nasser, em
Khan Younis, informou que o corpo do homem foi transferido para a unidade, onde
também foram tratados vários feridos.
Israel e o Hamas acusam-se mutuamente de violações ao
cessar-fogo, que entrou em vigor após dois anos de guerra, que foi desencadeada
por um ataque do Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023.
Segundo dados do Ministério
da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, pelo menos, 951 palestinianos foram
mortos desde o início do conflito.
Ricardo Reis
Cinco mortos em ataque
israelita contra acampamento em Gaza onde ocorria um casamento
Um ataque israelita contra
uma acampamento onde ocorria um casamento em Gaza provocou cinco mortos e 15
feridos, avança a Al Jazeera.
O local foi atacado por
dois mísseis que “explodiram dentro da tenda” e cujos estilhaços atingiram uma
escola, “que servia de centro de acolhimento e estava repleta de famílias
deslocadas”.
Os feridos foram transferidos
para o hospital de campanha de Gaza e o de Al-Shifa, de acordo com a Al
Jazeera.
Ricardo Reis
Ataque a barco de pesca de
bandeira turca mata uma pessoa e fere outras quatro
O barco de pesca de
bandeira turca “Duru 67” foi atacado esta sexta-feira no Mar Negro, junto à
Crimeia, tendo provocado um morto e quatro feridos, de acordo com a Guarda
Costeira da Turquia.
A embarcação acabou por se
afundar após o ataque, não sendo ainda conhecida a origem.
AGÊNCIA LUSA
Irão denuncia pressão
política em relatório da agência nuclear da ONU
O Irão qualificou hoje como
uma “ferramenta de
pressão política” um relatório em que a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA)
manifesta preocupação com a falta de acesso às instalações nucleares
iranianas.
Teerão estava envolvido em discussões com Washington
sobre o seu programa nuclear quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão
em 28 de fevereiro, tal como aconteceu em junho de 2025, durante a guerra de 12
dias.
Durante os dois
conflitos, as instalações nucleares iranianas foram bombardeadas por diversas
vezes
“Se a AIEA quer contribuir
para uma solução diplomática, deve evitar transformar um relatório técnico numa
ferramenta de pressão política”, declarou o vice-ministro dos Negócios
Estrangeiros, Kazem
Gharibabadi, citado pela agência France-Presse (AFP).
Num relatório confidencial a
que a AFP teve acesso na quinta-feira, a AIEA afirma que a falta de
acesso a instalações nucleares no Irão constitui um “motivo de preocupação em
matéria de proliferação”.
“Embora a agência
reconheça que os ataques militares contra as instalações e locais nucleares
iranianos criaram uma situação sem precedentes, é crucial que se possam
realizar actividades de verificação no Irão sem demora”, disse a AIEA.
A agência especializada da ONU com sede em Viena nunca
condenou os ataques israelo-americanos contra as instalações nucleares
iranianas.
ALEXANDRA MACHADO
Irão vê nas acções dos
EUA uma violação ao cessar fogo
O ministro dos Negócios
Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, acusa os Estados Unidos de clara violação do
cessar-fogo.
Segundo a Sky News, o ministro
declarou, em comunicado, que “as repetidas violações do cessar fogo pelos
EUA mais uma vez provam que o país não apenas mostra a falta de vontade de
reduzir as tensões e voltar ao caminho da estabilidade como também expõem a
segurança na região a um risco sério”.
E avisa que estas acções dos EUA terão consequências,
e o país de Donald Trump será responsável pelo possível escalar do conflito.
ALEXANDRA MACHADO
Kuwait diz que ataque do
Irão é violação "flagrante à soberania" do país
O ministro dos Negócios
Estrangeiros do Kuwait condenou os ataques do Irão à base aérea norte-americana
instalada no país.
Para o governante, o ataque
foi “uma violação flagrante à soberania do Kuwait” e às leis internacionais.
“Estas agressões não são justificáveis nem aceitáveis em qualquer
circunstância”, acrescentou, citado pela Sky News.
MARIANA LIMA CUNHA
Presidente libanês
condena "violação flagrante" israelita que matou soldados
O Presidente libanês, Joseph
Aoun, veio reagir ao ataque israelita que matou dois soldados e um comandante
do seu país, classificando-o como uma “violação flagrante da soberania
libanesa”.
“Condeno fortemente o ataque
israelita que teve como alvo uma patrulha do exército libanês”, disse, citado
pela Sky News. E acusou Israel de violar “normas e leis internacionais”, assim
como a “estabilidade e segurança” do Líbano.
MARIANA LIMA CUNHA
Israel "analisa" ataque em que matou
três elementos do exército libanês
O exército israelita diz que
está a “analisar” um ataque no Líbano que matou dois soldados e um
comandante libanês.
“O veículo estava a viajar
numa zona de combate activa que tinha de ser evacuada”, justificaram as forças
israelitas, num comunicado citado pelo Haaretz.
Israel acrescenta que tinha indicações de que o
Hezbollah se preparava para disparar contra soldados israelitas naquela zona,
frisando que “opera contra a organização terrorista do Hezbollah e não contra o
exército libanês”.