quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Às aranhas

 

Afinal, será como sempre nos sentiremos.

O cúmulo da incerteza e o poder da rejeição

O que vai Seguro fazer politicamente com a sua própria surpresa face a este desfecho serve-nos o cúmulo da incerteza, ou, pelo menos, uma das maiores incerteza de que há memória entre nós

MARIA JOÃO AVILLEZ Jornalista, colunista do Observador

OBSERVADOR, 11 fev. 2026, 00:2341

1Vai ser muito interessante ver a composição da equipa que formará António José Seguro e que novos “intérpretes” da política entrarão no Palácio. A escolha de uma equipa política deste grau e deste nível de importância — sim o Presidente tem poder e poderespode de imediato sinalizar qualidade, experiência, critério (ou não); pode anunciar preferências e antecipar comportamentos; pode vir mais ou menos carregada de cores partidárias.

Saber escolher é um indicador precioso e de certa forma, até, a assinatura de quem escolhe. Ver-se-á. E claro, será interessante, na forma e na substância, observarmos a natureza das relações do Chefe de Estado com o país, o parlamento, os partidos. Ser um institucionalista ou repetir que “será o Presidente de todos os portugueses” deixa-nos onde já estamos. Ou mesmo onde já estávamos: do que me lembro, esta campanha eleitoral — estive em todas – foi a menos esclarecedora, interpeladora e anunciadora das que testemunhei.

Foram semanas pastosas de palavras e mortiças de política. Não houve segunda volta, houve um arremedo que quase se confundia com desinteresse, e depois houve água e tragédia. E o desinteresse passou a esquecimento.

Em resumo: qual é o pensamento de António José Seguro “doublé” de Presidente da República? Até aqui soubemos pouco. Cada coisa a seu tempo? Mas houve um “exploit”. Não a vitória certa, e não apenas meramente previsível, de António José Seguro. Houve o facto notável de, olhando para trás e conhecendo a história — a dele, a do PS, a dele “no” PS e depois o seu voluntário exílio político — Seguro ter sido capaz disto e em tão pouco tempo político!

É evidente que nunca seria Presidente da República sem a duplamente rendida generosidade do centro direita*: ninguém sabe hoje quanto vale verdadeiramente o PS e as extremas esquerdas estão pulverizadas, nunca seria por aí. Sucede que será Seguro a sentar-se no Palácio de Belém daqui a dias e não outro (e eram alguns).

O que ele vai fazer politicamente com a sua própria surpresa face a este desfecho e como irá capitalizá-lo serve-nos o cúmulo da incerteza, ou, pelo menos, uma das maiores – a maior? — incerteza de que há memória política entre nós. Achar-se-á que exagero porque justamente a personalidade do futuro Presidente parece vedar incertezas, prevenir surpresas, fugir de sustos e trapalhadas. Nunca fiando: a política é a maior fornecedora de surpresas que conheço.

Seja como for, a história desta eleição terá um dia absolutamente de ser contada e pode até — sugiro eu — começar a ser contada começando pelo PS.

2Segunda constatação: a rejeição nacional de André Ventura foi o mais forte factor político destas eleições. Poderosíssimo: não conseguiu espevitar a abstenção com que tanto contava; obteve pouquíssimas vitórias no mapa do país;  ampliou menos do que previa e necessitava o perímetro do Chega; o discurso de acusação a tudo e todos não teve o eco esperado: a “conversa de chacha”; o país como um “bar aberto” ou o “são todos iguais” são motes  que enjoam mais do que impressionam. E como se fosse pouco, a ida de Ventura aos cenários das cheias nem convenceu, nem comoveu: não votaram nele.

Se tudo foi igual, previsível, esperado, sobra-me uma dúvida: aconteceu porque ele quis assim, porque ainda é cedo, porque não sabe gerir-se politicamente? Porque não foi capaz? Muito provavelmente porque mesmo agitando-se na campanha, preferiu limitar-se a estes “serviços mínimos”…

O resultado, ao contrário do que parece, não foi famoso. Não foi, não. Voltei aliás a ver nele – e há tantas maneiras de “ver” – a sombra, o peso, a surpresa de alguma boa dose de desilusão.

Arriscando-me pois a grande discordância — e a que me afoguem nos números e percentagens agora obtidos pelo Chega — fui buscar duas simples linhas a um texto aqui mesmo escrito no dia 28 de Janeiro: “André Ventura talvez já tenha percebido que nem será eleito para Belém, nem liderará direita nenhuma no país a não ser a dele”.

Na altura estas palavras foram-me ditadas pela modesta performance de Ventura no seu último debate televisivo com Seguro. Mais do mesmo, num redutor, quase asfixiante, discurso de sentido único em direcção ao seu partido.

Reponho-as hoje, porque apesar dos votos ganhos — mas há escadas que sobem e não levam a nenhum lado – persisto em considerar que há um limite para a sementeira de eleitorado: a cartilha é só uma, o discurso é de modelo exclusivo:  ataques sempre mal doseados e quase sempre caricaturais ao “sistema”; ao conluio de interesses; à corrupção. Doses vitamínicas de acrimónia, acusação, deturpação, demagogia. Horror visceral aos últimos 50 anos da vida do país, metidos na mesma gaveta: cinco décadas iguais em malfeitorias, abusos de poder, compadrios, jogos de interesses. O líder do Chega acha que desses anos não resta pedra sobre pedra, sem contabilizar que diante dele há um país que discorda e veta porque não se revê nem reconhece no Portugal que ele nos atira a cara a toda a hora. Eu pedirei desculpa se me enganar.

3Alguém devia ter aconselhado José Luís Carneiro a ser menos incauto. Mais valia que alguém lhe tivesse sussurrado ao ouvido aquela frase tão do agrado de António José Seguro — “qual é a pressa?” — quando o líder do PS se precipitou para as televisões reivindicando o seu quinhão na vitoria do candidato socialista. Uma quota-parte que ele quer muito eloquente, muito farta, muito vistosa. A seguir absolutamente.

4Não sei o que me pareceu mais confrangedor: se a reentrada no espaço público de Gouveia e Melo aproveitando – usando-a — uma tragédia nacional como meio e instrumento para voltar à cena, se a comoção com que a media o acolheu.

PS: Nem o telefonema do Presidente da República nem a hora me surpreenderam quando atendi o meu telemóvel: é-lhe costume fazer chamadas tardias, já me aconteceu recebê-las. Mas era um Marcelo irado e de fala acelerada quem me ligava, às zero e 40 minutos da manhã: o que eu tinha dito na SIC Notícias duas horas antes “nunca tinha existido”. Ah bom? Aí sim, estranhei, mas como se eu tinha lido o que contara e se o que contara me parecera tão verosímil?

O caso é que lera uma descrição – admito que apimentada mas apenas isso – de uma viagem de Falcon de Bruxelas para Estrasburgo na qual o Presidente dera “uma boleia” a António Costa que também para lá se dirigia na sua qualidade de Presidente do Conselho Europeu. Rezava a descrição que o Chefe de Estado, à saída do voo, tinha uma vez mais sublinhado a “cumplicidade entre ambos”Presidente da República e Presidente do Conselho Europeureferindo como tinham apreciado aquele reencontro, conversado muito e “não tendo até esquecido os ‘Luíses’, numa óbvia referência a Luís Montenegro e Luís Marques Mendes.

Pois bem, extraordinariamente nada disto acontecera. O que achara sim, verosímil – tratando-se da pública e publicitada cumplicidade entre estes dois personagens, no natural gosto que teriam naquele reencontro –, “tão felizes que tinham sido sem o saber”, na relação pouco fluida, nem sempre amistosa e as vezes tensa (a apreciação é da minha exclusiva responsabilidade) do Chefe de Estado com o seu primeiro ministro, tudo me pareceu não só possível, como natural.

Extraordinariamente não foi. O que me leva antes do mais e obviamente a pedir desculpa. Trata se apenas de uma simples vulgar viagem de avião onde para além dos dois passageiros citados “seguia também uma delegação governamental chefiada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros” e “onde nunca se falara de política”. Logo o que eu referira como tendo ocorrido, nunca “naquelas circunstâncias poderia ter tido lugar.” Para uma espectadora tão atenta como fui durante oito anos da relação entre Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa havia ali algum sentido de credulidade. Estava enganada. Volto a pedir desculpa ao Chefe do Estado, a António Costa e a quem me ouviu ontem na SIC Notícias. (nota acrescentada às 12h30)

* Não vá o diabo tecê-las, Seguro teve o óbvio bom senso de se apressar a lembrar que “a maioria presidencial que o elegera se esgotara naquela noite”. E a “área não socialista” que verdadeiramente fez dele Presidente da República? Dissolveu-se? Espera? Ambiciona?

ANTÓNIO JOSÉ SEGURO        PS        POLÍTICA        PRESIDENTE DA REPÚBLICA

 

COMENTÁRIOS:

Carlos Chaves: Cara Maria Joao Avillez, o que deveríamos estar a discutir não era a posteriori como esta linda notícia no Observador de hoje: “Da estabilidade política à eutanásia. O que pensa Seguro?” Que tal se tivéssemos discutido isto e muito mais, ANTES, onde andaram vocês os jornalistas? Apesar de achar no seu ponto 2 que Ventura foi liminarmente rejeitado, talvez não tenha sido bem assim! Agora deveríamos estar a discutir por exemplo o resultado eleitoral completamente díspar dos nossos concidadãos a viver no estrangeiro, onde este sonso socialista apoiado pela extrema-esquerda e pelos idiotas úteis que se diziam de direita, foi rejeitado (por exemplo na Suíça com uma importante comunidade Portuguesa onde Seguro obteve 28% contra 72% de Ventura)! Porque será que continuamos a votar na receita que nos leva à miséria, o socialismo, dentro de portas? Estão os nossos concidadãos a viver no estrangeiro (muitos obrigados a deixar este país socialista exactamente por causa do socialismo), assim tão errados, e nós aqui é que estamos certos? Deixo à consideração de cada um!                   Rosa Silvestre: Não é  um pouco tarde para questionar o pensamento político de António José Seguro? José Luís Carneiro chegou-se à frente? Não era expectável?!                 victor guerra: Esta é escassa e velha demais, para compreender o efeito do verdadeiro "fenómeno" da nossa política, que é o Chega. Prefere a nova União Nacional, que se criou à volta de Seguro. Enquanto este se manteve onze anos a plantar couves e a alugar quartos, Ventura passou de um a sessenta deputados. E não há conversa sobre política que não meta o Ventura. Habituem-se e guardem a naftalina!                   Tim do A: Seguro não vai fazer nada de útil.  Nem quer!        João Floriano: «Nunca fiando: a política é a maior fornecedora de surpresas que conheço .» Sábia constatação de quem já anda por cá há bastante tempo, já viu muito e continua com um pensamento crítico, mesmo que não concorde muitas vezes com Maria João Avillez. A eleição de Seguro é toda ela uma surpresa inesperada sobretudo porque ninguém podia prever a enorme coligação  contra natura (será mesmo, ou andamos todos ceguinhos?) que o haveria de levar  a Belém. O resultado obtido por Ventura não é de modo algum para menosprezar: 33% dos votos em urna foram para  ele apesar do rolo compressor a que os eleitores foram sujeitos, sobretudo muito desprezo e insultos. E sem dúvida que Ventura é o líder da direita porque nem Montenegro, nem Cotrim são de direita. E  de facto  «há escadas que sobem e não levam a nenhum lado». No caso de Seguro e do regresso do PS que agora começa novamente  a subir  a escada do poder às cavalitas de Seguro, podemos ter  a certeza que não vamos  a lugar algum, ou pelo menos aquele onde gostaríamos de ir. Vamos na direcção errada. Tempo cinzento e política ainda mais cinzenta e desconsolada. Estamos de acordo quanto à pressa de Carneiro. Também lhe deviam ter soprado ao ouvido que «Apressado come cru». Mas não nos podemos esquecer que o PS tem directas a 13 e 14 de março. Pelo menos será um fim-de-semana para matarmos as saudades de eleições. Parece que temos de fazer o desmame de tanta eleição como por vezes temos de fazer o desmame de algum fármaco. Carneiro quer apoteose. Daí a pressa que teve em saudar  a vitória de Seguro e em querer ficar associado  a ela. Tal como Maria João Avillez também achei muito significativa  a afirmação de Seguro de que a maioria presidencial que o elegeu se extinguiu na noite de 8 de fevereiro. Isso é o que Seguro pensa. Em política não há almoços de borla, tudo se paga. Também achei intrigante a afirmação que  "Não será por mim que a legislatura será interrompida". Mas Seguro não é o único player (termo na moda). Outros e outros acontecimentos podem levar  a que Seguro não tenha outra escapatória  a não ser convocar eleições antecipadas.  Seguro melão ou Seguro banana ele aí está para ser descascado e ver o que está por baixo.          José Tomás: Este artigo arrisca-se a envelhecer mal. Um terço dos eleitores mostrou-se capaz de votar em Ventura para Presidente da República (!). Imagine-se mais uma bancarrota (a somar às de 1977, 1983 e 2011): é assim tão delirante pensar que o Chega possa chegar a uma maioria absoluta (Costa teve uma com 41,38%, e mais 570 mil votos)? Eu seria mais prudente.                      Tim do A > António Duarte: Irá ser um obstáculo a reformas necessárias.                      Komorebi Hi: O cúmulo da incerteza já existia minha Srª, qual é agora a sua dúvida de facto? Não fez o seu trabalho como todos os outros jornalistas, melhor dizendo obedeceram aos donos dos media que os sustentam, basta ver quem foi a Davos, chocaram o ovo da serpente com todo o Centrão da esquerda, mataram o centro político com aliados comunistas, os Srs criaram uma falsa incerteza, a hipocrisia é aquilo que os sustenta, a vergonha não existe e é barreira para os vendilhões do templo.                 José B Dias: Também fui buscar duas simples e incompletas linhas a um texto aqui hoje publicado ... Como é que Seguro conseguiu montar uma coligação eleitoral juntando Catarina Martins, Augusto Santos Silva, Cavaco Silva e Paulo Portas? Resposta: André Ventura.                Vitor Batista: Não tenho conhecimento de uma campanha tão suja, vil e ordinária orquestrada pela comunicação social e abortos do sistema como foi esta contra o político André Ventura . Mais de metade dos que votaram Seguro não sabem quem ele é, nem sabem quem é AV, mas votaram no Tózé porque lhes entraram pela casa adentro dizendo que vinha aí o fim do mundo e o anti-cristo se votassem Ventura, e tive a ousadia de perguntar a alguns o porquê de votarem assim, e a resposta foi que em todas as televisões e rádios diziam que era melhor votar Seguro, depois disso conclui que a ignorância pode de facto ser muito perigosa, mas os abutres do sistema, aqueles que comem tudo e não deixam nada, sabem de facto manobrar essas pessoas, porque a rede corrupta da CS é gigantesca, faz parte deste sistema podre e nauseabundo.                       m s: No Seguro, além do PS, votaram o PSD, o CDS, a IL, o PCP, o Livre, o Bloco de Esquerda, o PAN, o Almirante, os jornalistas (incluindo a autora), a igreja católica e outras igrejas, as comissões de mulheres e de homens e de outres, e  todas as comissões de festas e cantares de norte a sul do país e das ilhas. Seguro ganhou com 3 milhões e 400 mil votos. Ventura não teve nem partidos, nem igrejas, nem jornalistas, nem comissões de festas a apelar ao voto na sua candidatura. Ventura perdeu com 1 milhão e 700 mil votos, exactamente metade dos votos de Seguro e dos outros todos. Em dias de vento não devemos cuspir para o ar.                Carlos Chaves > Rosa Silvestre: Esta gente “fala para não estar calada”!                        Maria Emília Santos: Houve tempo suficiente para questões, agora é comer e calar! Ou pensam que a votação em massa dos partidos em Seguro foi por acaso? Não, todos sabemos muito bem que não! Por detrás desta eleição esteve e continua a estar o globalismo que compra consciências e manipula mentes!                 Francisco Almeida: Mais uma a declarar que André Ventura não é (nem será) o líder da direita. É um discurso que tem de ser desvendado. É evidente que Montenegro entrou em trajectória descendente e, mesmo que os barões do PSD o substituam, ao perceberem que vão perder as próximas legislativas, não há ninguém à vista, ninguém possível (a não ser o D. Sebastião Passos que continua desinteressado). Assim sendo, quando dizem que Ventura não será o líder da direita, estão de facto a dizer que não existe direita no cenário político. Que será sempre uma coligação de centro, esquerda e, se necessário, de extrema-esquerda a exercer o poder. Que pode ser replicada em S. Bento a coligação que colocou Seguro em Belém e talvez até Catarina Martins possa vir a ganhar uma subsecretaria de Estado.                   Carlos F. Marques:  Se a hipocrisia matasse esta senhora já não estava cá. Paradigmas Há Muitos!                    Mario Figueiredo: Tantas certezas ....                   Vitor Batista: Eu penso que quando um xuxalista é eleito seja para que cargo for ficamos esclarecidos.               Luis Pestana: A Senhora está redondamente enganada e perdeu a lucidez. A Senhora como Católica então não sabe que Pilatos e Herodes ficaram amigos e uniram-se para condenar Jesus? Foi o que aconteceu em Portugal. DIREITOS E ESQUERDALHOS , politiqueiros  e a casta terrorista da CS uniram-se para matar o Homem /(Ventura) que abala os interesses corruptos das elites do sistema Partidário.  Ninguém ganhou nestas Eleições.... Isto foi uma caça ao Homem...  “conversa de chacha?”, diz a Senhora.  Sabe minha Senhora, conversa de CHACHA têm  os Políticos que nunca saíram do dia 25 de Abril 1974... Os anos passaram e os VELHOS do poder mantêm-se no dia 25 de Abril 1974... continuam com a mesma verborreia  de sempre. DEMOCRATAS? Um País que mata quem atrapalha não vive em democracia... Quando não se aceita um pensamento diferente escapa-nos a liberdade... Se não há respeito pelo o adversário perde-se a dignidade e a autoridade....  Quantos partidos apareceram  à esquerda, 10, 20 40 anos depois do 25 de Abril que foram paridos por Ditaduras ideológicas e toda gente aceitou e consideram-se democratas... Aparece um à direita já não é democrata...  O Coro dos Virgens inocentes declaravam-se e gritavam: Vamos votar em SEGURO para defender a nossa Democracia... Palermas...  Há mais de 20 anos que vivemos em Ditadura camuflada de Democracia... O País de democracia, só tem o “vestido”, por dentro o corpo não toma banho há 52 anos....Neste País só Falam os Políticos os Comentadores pagos para dizerem o que os partidos pensam e a rede analfabeta  de miudagem jornalista que nem distinguem a mão esquerda da direita....  André Ventura não ganhou porque o Povo prefere vê-lo em 1º Ministro...  Para Presidente temos um SONSO que esteve morto 10 anos e agora saiu da cova  para ressuscitar o Socialismo e levar o País ao Pântano de António Guterres, à Troika ou Banca rota de Sócrates  e ao poço da mentira do Costa...  Espere para ver...                 Maria Gingeira: Vai ser interessante ver a equipa que Seguro vai escolher? Interessante para quem, para a esquerda socialista e comunista e demais clientela. Seguro não é Marcelo que renegou a sua família política em Belém. Não tenhamos ilusões, os socialistas nunca condescendem. Para o Governo duvido que tenha interesse, Seguro vai humilhar o PSD. Todos os que vieram a público apoiá-lo vão arrepender-se.                   maria santos: A direita conservadora do Chega marcou e prossegue na consolidação do seu território. Uma certeza desde 18/28/Maio do ano passado.                     Carlos F. Marques > josé cortes: Insultar a inteligência dos outros também é uma forma de deselegância...           Carlos F. Marques: Subscrevo.                  graça Dias > Komorebi Hi: Caríssimo!  Há quem aprecie ver-se no espelho 24 h/ dia, ou seja,  a imagem da sua "falência ética e moral ".     Paradigmas Há Muitos!: MJA pretendendo mostrar ao povoléu que sabe mais do que ele ao falar da importância de quem AJS irá escolher para a Casa Civil da PR. Mas para além da bolha político-mediática do "Sabes quem está para ir ...? Não, esse não, definitivamente porque ..." que importância tem isso na realidade? Alguém sabe quem lá esteve com o MRS e o que fez cada um deles nomeadamente levando o MRS a adoptar posições contra o seu "feeling pessoal"? Este jornal alguma vez falou sobre isso, se é um tema que merece tanto destaque para a MJA?                    Manuel Magalhaes > Tim do A: E com a direita a aplaudir, este país não se entende de modo nenhum…                    Manuel Filipe Correia de Araújo: "José Luís Carneiro, Secretário-Geral do PS, conta com António José Seguro, Presidente da República, para 'Pressionar'  Luís Montenegro a 'Negociar' com o Partido Socialista".....!!!!!   O TóZé Seguro passará a ser um Serventuário do Partido Socialista, como é o Desejo já Proclamado pelo Zé Carneiro, Secretário-Geral do PS.....!!!!!???? Da Fama de Apparatchik Chuchalista o Seguro não se Livra, basta ver o Currículo Político no Partido Socialista do Futuro Presidente da República Portuguesa.....!!!!!!                   Vitor Batista > Mario Figueiredo: Se você o diz eu concluo que não passa de wishful thinking.                     Alex Carvalho > Tim do A: A começar logo no pacote laboral                   Maria Diniz: Deram-nos a escolher entre um bêbado conhecido e um alcoólico anónimo. A CS insistiu que escolhêssemos o AA sem que ninguém se incomodasse muito em saber ao que ele vinha - tirando a gloriosa tarefa de "defender a Constituição". Ninguém na CS se indignou que houvesse apenas 1 debate. Ninguém quis explorar muito a sua associação ao PS de José Sócrates. Ninguém se incomodou em perguntar qual a sua avaliação da governação de António Costa. Enfim, votem agora, perguntem depois. Podem perguntar, mas não podem queixar-se. Já é tarde demais. "...esta campanha eleitoral — estive em todas – foi a menos esclarecedora, interpeladora e anunciadora das que testemunhei..." Concordo. Com uma CS destas, porque havemos de temer que a extrema-direita destrua a nossa Democracia?!!                        maria santos > Maria Gingeira: Boas noites. Diz-nos que "Seguro vai humilhar o PSD".  Claro que vai. Está escrito nas estrelas, porque um melancólico não luta contra as circunstâncias, navega-as e segue a sua vidinha. E as circunstâncias são os apelos públicos do Carneiro a Seguro para apoiar os anseios do PS, o que o Seguro vai fazer à pala da moderação e do consenso parlamentar, blá, blá, blá. Se assim for, são as leis da Física, o efeito boomerang, "amandaram-no" e levam de volta com o "não é não" no occipital.  Boa semana.                   Manuel Filipe Correia de Araújo: "José Luís Carneiro, Secretário-Geral do PS, conta com António José Seguro, Presidente da República, para 'Pressionar'  Luís Montenegro a 'Negociar' com o Partido Socialista".....!!!!! Agora em 2026, na Segunda Volta das Eleições para Presidente da República verificou-se uma Estranha 'Coligação Seguras-te!' ou 'Coalizão Segura!', composta por Comunistas, Bloquistas, Animalistas, Marxistas, Leninistas, Estalinistas, Trotskistas, Libertários, Socialistas Radicais e Outros que Tais, com "Idiotas Úteis" da AD e "Idiotas Inúteis" da Iniciativa Liberal.......Todos, Todos, Todos......Juntinhos que Votaram no TóZé Seguro, vulgo "Poucachinho", como foi Crismado pelo seu Camarada e 'Amigo?' António Costa, actual Presidente do Conselho Europeu.....!!!!!!  E esta hein.....!!!!!!                    Vitor Batista > graça Dias: Inegável.               António Duarte > Tim do A: Nem pode, diria eu.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Hoje é quarta-feira

 

Veremos o que se vai passar. Por essas terras tem havido muita chuva, com as respectivas inundações Mas a noite está tranquila, por ora. Comentadores riem...


Meteorologia

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14.ª tempestade, a mais precoce com a letra N. Nils arrasta rio atmosférico de 7 mil km e massa de ar húmido: chuva e vento até sexta

Um sistema frontal da tempestade vai trazer muita chuva e vento até sexta. Depois, podem chegar os primeiros dias com sol desde o início do ano. E, no final da próxima semana, talvez, haja primavera.

A chuva intensa será mais forte no norte e centro e sentir-se-á menos a sul. Ao longo de três dias FILOMENA MARTINS: TEXTO

OBSERVADOR, 10 fev. 2026, 22:39 5 

Aí está uma nova tempestade. Vai ser a Nils — nomeada pela Météo-France (Serviço Meteorológico Francês, porque vai atingir sobretudo território francês) — a arrastar para cima de Portugal o enorme rio atmosférico, carregado de vapor de água, que está a atravessar o Atlântico desde as Caraíbas ao longo de 7 mil km, e também uma massa de ar quente e húmido, que manterá as temperaturas amenas. Atingirá o continente esta terça à noite, manter-se-á ao longo dos dias de quarta e quinta e ainda se fará sentir na sexta-feira, 13. Trará outra vez chuva intensa, constante e persistente durante horas. E também, de novo, vento forte, com rajadas até 100 km/h. Além da agitação marítima, que tem sido constante, com ondas que podem chegar aos 11 metros.

Portugal não sofrerá directamente o impacto da Nils, mas sim de um sistema frontal que lhe está associado — a Nils levará os seus efeitos para França, onde pode chegar com os efeitos que a Kristin causou em Portugal. Será esse sistema frontal a arrastar quer o rio atmosférico, quer a massa de ar quente e húmida para cima da Península Ibérica. A chuva intensa será mais forte no norte e centro e sentir-se-á menos a sul. Ao longo de três dias.

O vento também voltará a soprar forte, com rajadas até 75 km/h, podendo atingir os 100 km/h nas terras altas, particularmente nas regiões a norte do rio Mondego. A agitação marítima continuará igualmente a ser forte na costa ocidental, prevendo-se ondas de noroeste com 4 a 6 metros, podendo atingir 11 metros de altura máxima a norte do Cabo Mondego, segundo o comunicado do IPMA.

O IPMA já emitiu avisos laranja e amarelos para chuva, vento e agitação marítima que duram até sexta-feira, 13. Para esta quarta-feira, estão sob alerta laranja para chuva intensa, entre as 6h00 e as 18h00, nove distritos: Santarém, Leiria, Coimbra, Viseu, Aveiro, Porto, Braga, Vila Real e Viana do Castelo. À excepção de Faro, Beja e Évora, os restantes distritos têm aviso amarelo para chuva, das 9h00 às 18h00.

Para vento, há alertas amarelos, das 12h00 às 21h00, para Castelo Branco, Guarda, Vila Real, Viseu, Braga, Viana do Castelo e Porto.

Para agitação marítima, há alertas laranja a partir das 15h00 desta quarta-feira e até às 15h00 de quinta em Coimbra, Aveiro, Porto, Braga e Viana do Castelo. O resto da costa está sob aviso amarelo.

Os alertas voltam para o final da tarde de quinta e madrugada de sexta-feira, 13, agora para o sul. Lisboa, Santarém, Portalegre, Setúbal e Évora terão de estar preparados para a precipitação forte entre as 18h00 de quinta-feira e as 6h00 da manhã sexta.

A 10 de fevereiro vamos já na letra N na nomeação de tempestades pelos sistemas do IPMA, AEMET (Espanha) e Météo-France (França), sendo que a Nils é a 14ª tempestade desta temporada, que começou em outubro. É o ano em que mais cedo se chega à letra N. Tal como foi o ano em que mais cedo se chegou ao M, com a Marta, a 5 de fevereiro. O M mais precoce até agora tinha sido o da Myriam, a 3 de março de 2020.

De outubro a dezembro houve seis tempestades, uma delas, a primeira, foi uma DANA, a Alice, que mal atingiu Portugal. Seguiram-se o Benjamim, a Claudia, a Davide, a Emilia e a Francis (também pouco nos chegou, começou no Mediterrâneo e provocou danos consideráveis em Itália). Mas desde janeiro somamos já, em menos de mês e meio, oito tempestades de grande impacto: a Goretti (6 janeiro), a Harry (16 janeiro), a Ingrid (20 janeiro), a Joseph (25 janeiro), a Kristin (27 janeiro), a Leonardo (2 fevereiro), a Marta (5 fevereiro) e, agora, a Nils (10 fevereiro).

Como é possível ver, neste comboio de tempestades, a maior distância foi de seis dias entre a passagem de duas (e houve frentes entre elas) e a menor de apenas dois dias (entre a Joseph e a devastadora Kristin, que nasceu de um núcleo da própria Joseph). O que levou à situação actual: barragens cheias, caudais de rios a transbordar, inundações, abatimentos, derrocadas e deslizamentos de terras.

Entre a madrugada desta quarta-feira e sexta, 13, em apenas três dias, este longo rio atmosférico associado à massa de ar quente e húmida (ambos vão entrar na zona fria da atmosfera e “cair” em forma de chuva), podem resultar em 50 a 100 mm de precipitação, e até atingir 100 a 200 mm nas zonas de maior altitude do centro e norte. Os distritos onde se esperam os valores de precipitação mais altos são os que ficam no litoral, acima de Lisboa: Leiria, Coimbra Aveiro, Porto, Braga e Viana do Castelo.

Chegamos assim a sábado, 14, dia dos namorados. As boas notícias é a de que as temperaturas (ainda) serão amenas (máximas que podem chegar aos 15ºC/16º e mínimas entre os 9ºC/10ºC até lá), a chuva terá passado apenas apenas a aguaceiros fracos e o sol até vai aparecer. Será assim, pelo menos, até terça-feira de Carnaval, dia 17. Dias sem chuva, pela primeira vez desde o início do ano. Mas já com mais frio, porque ar árctico entrará pelo norte e vai impor, pelo menos, geadas, talvez até neve, ainda é incerto. Mas, seguramente, uma queda das temperaturas em 3/4 graus. E ainda não será tempo para a chuva se ir de vez: pode voltar a chover de forma mais intensa outra vez na quarta-feira de cinzas e haver um ou outro episódio mais forte de precipitação mais a norte.

Há, no entanto, um novo padrão atmosférico em formação: a partir deste fim-de-semana, o Anticiclone dos Açores parece ter acabado as férias nas Canárias, de onde parece também voltar mais forte depois deste longo descanso, para se instalar no seu local habitual, mais a norte. E isso  vai desfazer os bloqueios actuais, que têm permitido manter esta autoestrada de tempestades em direcção à Península Ibérica e também o caminho aberto para os rios atmosféricos. E trará um tempo menos extremo.

Isto porque o o fluxo polar também subirá mais para norte, tudo se encaixará e voltará a uma certa normalidade. Um final de fevereiro já a anunciar Primavera? Ainda é impossível fazer previsões finas a tão longo prazo, mas já é possível dizer com alguma certeza que parecem vir aí melhores dias.

METEOROLOGIA        CIÊNCIA

 

COMENTÁRIOS:

Maria da Luz Bueno: Mas quando é que o S. Pedro fecha as torneiras???

Paulo Valente: Filomena, para quê tantos ‘inserts’ a dizer a mesma coisas mas em diferentes línguas?

Paulo Machado: O mundo vai acabar. Temos que ter medo de tudo.

José Miguel Pereira > Paulo Machado: Valentão.

Pertinaz: Já chegou?

 

Nós, cá

 

Vamos vivendo e envelhecendo, suponho que de igual forma em que dantes vivíamos, cada um segundo o seu parecer, resultado da sua própria educação, sendo esta imprescindível para que se vão executando as opções da vida, com o entusiasmo ou a apatia inerentes a cada um. É certo que não sei bem o que seja a tal inteligência artificial que assim bate à porta dos nossos egoísmos, mas desejo que essa tal não transforme os homens em seres apáticos e puramente narcísicos que considerem poeticamente – puerilmente, se tomado à letra (com perdão para o grande poeta João de Deus, que o escreveu – que

A vida é o dia de hoje

A vida é ai que mal soa

A vida é sombra que foge

A vida é nuvem que voa

A vida é sonho tão leve

Que se desfaz como a neve

E como o fumo se esvai

A vida dura um momento

Mais leve que o pensamento

A vida é folha que cai.

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A vida o vento a levou…

Dentro das diferenças que especificam os humanos, o certo  é que muito de comum os guia, e a procriação e a necessidade de sobrevivência os moverá sempre – com maior ou menor ambição  ou entusiasmo. Julgo que o homem não vai querer destituir-se da sua própria inteligência para se instalar comodamente nessa tal “inteligência artificial”, assustadora no que significa de dispensadora da inteligência natural? Não julgo possível tal morte à vida.

Um mundo novo que nos bate à porta

A forma como se fala, com excitação, da inteligência artificial acrescenta às grades do silêncio que nos apertam um mundo onde a produtividade se tornará ainda maior, com menos custos e menos pessoas.

EDUARDO SÁ, Psicólogo

OBSERVADOR, 08 fev. 2026, 17:252

Não, não são os adolescentes que são agitados e hiperactivos e que têm saltos de humor que, por vezes, fazem com que pareçam bipolares. Que são ora irritáveis ora impulsivos. Ou desatentos, alheios em relação a quase tudo o que se passa fora do seu pequeno mundo ou tolhidos entre défices de atenção e dificuldades de concentração. Centrados neles próprios ou, mesmo, egoístas e narcísicos. Que procrastinam ou que parecem ter dentro de si uma imensa falta de compromisso. Que se centram nos resultados mesmo que muito pouco neles represente aprendizagem ou sabedoria. Essas características que, amiúde, lhes atribuímos caracterizam-nos a nós! Que vivemos entre a necessidade de cumprir objectivos e de aumentarmos — mais e mais e mais — a produtividade, como se mais lucro fosse maior crescimento, mais autonomia e melhor qualidade de vida. Sem tempo para termos com ela uma relação de entusiasmo ou uma paz deliciosa como se cada dia fosse um fim de semana. Hipotecando relações, sonhos e esperança. Renunciando à vida em função dos objectivos que nos pespegam à frente para que outros ganhem sempre mais com os nossos sacrifícios. E criando todos os obstáculos e mais alguns para que nunca nos perguntemos até que ponto a nossa vida se faz em direcção à prosperidade. Ou se mais trabalho nos trará mais liberdade.

A forma como se estrutura o trabalho e se organiza a economia contribui para uma ordem social e para uma ideia de progresso que nos transformam em mercadorias e nos fazem mal. Por mais que pareça um slogan, ter e ser podem desequilibrar-se, mutuamente. Quanto mais entrarmos, de forma febril, na volúpia dos aumentos de produtividade que nos impõem, mais engolidos somos por uma engrenagem que enaltece o silêncio, o esforço e o cansaço. E mais a nossa mente se deixa industrializar, como se perdesse autonomia e singularidade e se tornasse numa pequena peça duma engrenagem que, obviamente, serve para que a sua utilidade para pensar pareça supérflua. Mais o conforto parece aconchegar-se na distracção. Mais se elogia o controlo e a calma, como se as pessoas fossem tanto mais fortes quanto mais indiferentes se tornassem. Ou como se aquilo a que, perversamente, se chama saúde mental fosse uma forma de domesticar — para, depois, se recusar — o que se sente e tudo o mais que se imagina, como se o futuro saudável da mente humana fosse o vazio.

Acresce que a forma como, hoje, se fala, com excitação, da inteligência artificial acrescenta às grades do silêncio que nos apertam um mundo onde a produtividade se tornará ainda maior, com menos custos e menos pessoas, e onde a necessidade de pensar vai sendo substituída por recursos digitais que, supostamente, pensam por nós (enquanto vamos ficando, aos bocadinhos, mais estúpidos). E que parecem eleger como desperdícios o conflito e o contraditório que trazem luz ao nosso pensamento.

Às vezes, parece que fomos todos educados para o medo. E para sermos pequeninos. Submissos e obedientes. Mais competentes para repetir do que para interpelar, perguntar ou duvidar. Dantes, porque os pais e a escola supunham que o medo seria amigo da educação. Agora, quando os pais acham que os seus filhos podem ser quase tudo, porque o medo de não estarem à altura dos seus sonhos, o reconhecimento de não serem tão bons como todos imaginam, ou a forma como crescem num mundo que não lhes permite a autonomia antes dos 30, enquanto os deixa cercados de crisesdemográfica, económica, da segurança social, do ambiente e dos valores humanos e controlados por algoritmos e pela corrupção da boa educação, acaba por fazer o resto. Esquecendo-se quem nos quer pequeninos que a insubmissão humana faz com que o mundo pule, se reinvente e avance.

O desafio (enorme!) que temos em mãos será, não perdendo nada do bom que conquistámos, inventar um mundo muito mais amigo das pessoas. É pouco — é, mesmo, muito pouco — que a intervenção cívica que a ordem social em que vivemos nos solicita mais centrada no consumo e no mercado do que nos recursos humanos ou na transformação e na mudança, como se tanta gente que tem os mesmos comportamentos da mesma maneira não pudesse estar democraticamente equivocadase resuma à forma como pagamos o Estado e lhe damos o nosso voto, enquanto a nossa voz se cala. Como podem as pessoas, vivendo no medo, ser atentas e empáticas? Como pode a prosperidade existir à margem dos valores da humanidade? Como se pode viver desafogado numa vertigem, permanente, de burnout? Como podem as pessoas estar cada vez mais perto da solidão e, ao mesmo tempo, ser mais felizes, fazendo da consciência com que pensam vistas largas? Por mais que não pareça, quanto mais nos apertam mais nos libertam. Sendo assim, talvez estejamos mais perto dum mundo novo que nos bate à porta.

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