quinta-feira, 28 de maio de 2026

MUNDO DE HOJE

 

Do nosso espanto sombrio.

Eles estavam sempre aos gritos". Marine Rousseau mudou várias vezes de casa antes do abandono dos filhos em Portugal

Vizinha de Marine e do ex-marido recorda "gritos" e "discussões" constantes do casal antes da mudança para Colmar. Crianças vão voltar à cidade sob o cuidado das autoridades francesas.

27 mai. 2026, 20:23

MARTIM ANDRADE (em Troyes, França): TEXTO

Em Troyes, a semana começou quente e silenciosa. O feriado da segunda-feira de Pentecostes quando se registaram 32 °C nesta cidade francesa, em plena cúpula de calor, fechou as lojas da Rue Émile Zola, onde viveu Marine Rousseau. Durante quase uma década, foi lá que morou com os filhos e o então marido e pai de B. e Z., as duas crianças encontradas em Monte Novo do Sul. A mulher, agora em prisão preventiva em Portugal tal como o actual companheiro, não deixou recordações nos novos moradores e, até no sítio onde trabalhou até 2022, não passa de uma cara que apareceu nas notícias.

Só na terça-feira é que o Centre Médico-Psycho-Pédagogique (CMPP) da região de Aube reabriu as suas portas. Aqui, segundo o seu perfil de LinkedIn, Marine Rousseau acompanhou várias crianças e adolescentes dos quatro aos 20 anos e organizou “oficinas de relaxamento” para adolescentes entre os 16 e os 18. Realizou, também, várias sessões especiais destinadas a menores “com perturbações de representação espacial e perturbações práxicas”.

Este foi o seu local de trabalho durante quase oito anos, desde 2014 até 2022. Mas a sua longa passagem pelo centro de apoio psicológico, que nos dias de hoje até tem uma nova direcção, não é relembrada. O nome “Marine Rousseau”, que por si só não suscita reacção às funcionárias, só ganha sentido com a menção do caso. É a mulher que abandonou os filhos em Portugal.

Marine trabalhou no Centre Médico-Psycho-Pédagogique (CMPP) da região de Aube durante quase oito anos

MARTIM ANDRADE/OBSERVADOR

Marine, o marido e os três filhos viviam perto da Rue Emile Zola, uma das principais ruas comerciais da cidade de Troyes

MARTIM ANDRADE/OBSERVADOR

Porém, Troyes foi a cidade onde Marine passou mais tempo desde que saiu da Universidade de Sorbonne, onde se formou em psicomotricidade a cerca de um quilómetro da Catedral Notre Dame em Paris. Mal recebeu o diploma, começou a afastar-se gradualmente da capital francesa. Começou por Villejuif, ainda na Área Metropolitana de Paris, onde terá nascido o seu primeiro filho B., que é meio-irmão das duas crianças abandonadas.

A mulher viveu quatro anos na periferia da capital até se ter mudado durante dois anos para Provins. Seria a sua última paragem antes de Troyes, onde foi sempre discreta, e onde se começou a interessar por outra área de estudo.

Os “gritos” constantes e uma saída “abrupta”

Em 2018, quando ainda estava no CMPP de Troyes, Marine Rousseau passou a envolver-se em mais iniciativas sobre sexologia e, no ano seguinte e em paralelo com os jovens que ia recebendo no consultório, já dava também consultas na área da saúde sexual de forma autónoma.

Marine acabou por abandonar o Centre Médico-Psycho-Pédagogique e a cidade de Troyes para tornar-se sexóloga em regime full-time. Ela, o marido e os filhos decidiram comprar uma casa na aldeia de Saint Phal, a aproximadamente meia hora de carro de Troyes. Apesar de se situar já fora da “rolha” a que é comparada a forma da região histórica de Champagne, os tons bege e castanho dos edifícios mantêm-se e as planícies verdejantes acompanham toda a estrada.

Quase sempre vazio, o autocarro pára junto à imponente igreja gótica de Saint Phal, uma autêntica aldeia-dormitório. “As pessoas vão trabalhar para Troyes logo de manhã e só voltam à noite, para dormir”, relata uma funcionária da autarquia local. O sol queima e as sombras escasseiam. Em Saint Phal, não há um café, um restaurante, um supermercado ou até uma esquadra da polícia. É a hora de almoço e a aldeia está deserta.

Enquanto lá viveu e como os seus então vizinhos, Marine continuava a trabalhar em Troyes, onde os filhos estavam inscritos na creche e na escola. A sexóloga dava consultas online, mas também tinha um consultório na cidade. “Não estiveram cá muito tempo e nunca passaram aqui pela Câmara”, conta a funcionária da autarquia, que nunca se cruzou com Marine na aldeia.

O OBSERVADOR sabe que  Marine terá saído da casa número cinco da Rue des Cannes, em Saint Phal, com os filhos no verão de 2025. Passado quase um ano, na moradia exibe-se um cartaz a anunciar que foi vendida mas não há sinais dos novos inquilinos: o relvado frente à casa continua abandonado.

Os vizinhos não sabem quem comprou a casa, mas entre eles, há quem recorde uma passagem “instável” de Marine pela aldeia.Tentei falar várias vezes com ela, mas nunca me deu conversa”, conta uma vizinha ao Observador. E uma noite, o marido teve que “intervir numa discussão” entre a sexóloga e o pai dos dois filhos.

“O meu marido teve de ir lá às 21h, porque eles não paravam de gritar e de certeza que as crianças precisavam de dormir. Estavam sempre aos gritos”, recorda. Quando o pai das crianças saiu de casa, a vizinha relata que Marine “proibiu” várias vezes o ex-marido de ver os filhos. Foi Marine que ficou com a guarda total das duas crianças, B. e Z., após o divórcio. Ao pai só foram permitidas “visitas limitadas e supervisionadas”, decisão de que entretanto recorreu, de acordo com o procurador de Colmar.

Segundo o relato da vizinha de Marine, a sexóloga abandonou a moradia número cinco “abruptamente” em direção a Colmar e encarregou o pai do transporte dos seus pertences de Troyes até à cidade na região de Alsácia.

A casa onde Marine Rousseau, o marido e os três filhos viveram em Saint Phal

MARTIM ANDRADE/OBSERVADOR

Crianças abandonadas vão regressar a Colmar e ficar ao cuidado dos serviços de apoio social

Marine e os filhos chegaram a Colmar no verão de 2025 e, menos de um ano depois, a mulher e Marc Ballabriga começaram a viagem num Opel cinzento que culminaria na sua detenção em Portugal. Só depois é que a cara de Marine deixou de ser uma incógnita e passou a ser facilmente identificada como a da “mãe que abandonou os filhos” entre Alcácer do Sal e a Comporta. No dia 11 de maio, o pai de B. e Z. participou o desaparecimento das crianças e da ex-mulher às autoridades em Colmar, onde a ausência dos meninos também foi notada nas escolas que frequentavam.

As crianças foram abandonadas numa mata próxima da Nacional 253, salvas pelo padeiro Alexandre Quintas, e Marine Rousseau e Marc Ballabriga foram detidos pela GNR dois dias depois, em Fátima. Após duas noites no hospital, B. e Z. passaram a última semana ao cuidado de uma família de acolhimento, enquanto a mãe e o padrasto estão em prisão preventiva. Esta terça-feira, o juiz-presidente do Tribunal Judicial da Comarca de Setúbal confirmou que os dois menores iriam ser repatriados.

“Este regresso ao país da sua residência habitual vai ser articulado e executado entre as autoridades portuguesas e francesas competentes com vista a garantir o mínimo prejuízo para o superior interesse destas crianças, esgotando-se assim, com a sua execução, a intervenção das autoridades judiciárias portuguesas”, informou ANTÓNIO JOSÉ FIALHO num comunicado emitido esta terça-feira.

Foram as autoridades judiciárias francesas que tomaram a decisão de colocar B. e Z. aos cuidados dos serviços de apoio social de Colmar, enquanto “procedem à avaliação de familiares ou terceiros com vista a aferir as condições destes para acolher as crianças, considerando a situação da mãe e o regime de visitas supervisionado e controlado do pai”. Assim, mais de duas semanas após terem entrado em Portugal de carro através da fronteira com Espanha em Miranda do Douro, os menores irão regressar ao local onde viveram durante os últimos meses, sem a mãe.

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Formular opiniões críticas


É mais fácil, afinal, do que assumir o controlo da coisa pública. Certo é que Passos Coelho se recusou a “governar” neste novo mandato, como bem lhe pedimos, ansiosos de uma reviravolta necessária a um equilíbrio que nos parecia só ele parecia capaz de estabelecer, num país de brinquedo, mas recusou. Não, não lhe cabe intervir assim, em bla bla  bla pouco simpático para com o “corajoso” que o assumiu. Eu acredito em Montenegro, como pessoa honrada e eficaz. Assim o deixem governar.

O antigo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, durante a sua apresentação na Conferência +Ideias no Museu do Oriente, em Lisboa, 28 de fevereiro de 2026.

JOSE SENA GOULAO/LUSA

Ao lado de Ventura, Passos atacou "políticos postiços que ficam como prostitutos" e atingiu Montenegro

MARIANA LIMA CUNHA: Texto

Nos ataques mais violentos que já fez, Passos criticou políticos que não querem "desagradar a ninguém" e repetiu reparos ao Governo. Ventura ouviu na primeira fila e juntos criticaram Montenegro.

26 mai. 2026, 21:54

“Por la mañana café”, e à noite Passos Coelho e Bad Bunny

08:51     Passos e Ventura unidos por uma palavra que começa por “p”

08:36     Ronaldo lidera fortunas e as defesas de Abel Ferreira

08:35     Magnífica Humanidade. O nome da encíclica já diz quase tudo

08:35     Portugal continental com aviso amarelo devido ao calor

08:29     Jovem acusado de massacre no Brasil conhece decisão judicial

08:24     A17 cortada num sentido em Cantanhede devido a colisão

08:19     "Ameaça russa a Kiev é claramente um ato de desespero"

08:19     Mundial. Panini vai conseguir salvar coleção de cromos?

Não há tréguas para Luís Montenegro. A mais recente aparição de Pedro Passos Coelho trouxe também os ataques mais violentos que já fez em público, falando de políticos “postiços” que, numa tentativa de imitarem os populistas — acusação tantas vezes lançada ao actual primeiro-ministro –, acabam por ficar como “prostitutos sem carácter”. Mas não foram só as palavras de Passos, no palanque da apresentação de um livro, que revelaram uma postura particularmente ácida contra o Governo: quem o ouvia na primeira fila era André Ventura, e foi ao lado de Ventura que escolheu aparecer para criticar a falta de “ritmo” do Executivo.

A ocasião era a apresentação do novo livro do constitucionalista Carlos Blanco de Morais, “Constituição Fluida”, e representava uma oportunidade perfeita para Ventura aparecer ao lado do homem que tantas vezes apresenta como referência (chegou a ter uma foto de Passos no seu gabinete). Assim, mal chegou, Ventura mostrou-se satisfeito com o “ressurgimento” de Passos em eventos públicos e quis desafiá-lo, em declarações aos jornalistas, a falar “mais” e a dizer de sua justiça em temas em que pode estar alinhado com o Chega, da revisão constitucional à polémica no SIRESP.

E Passos não foi de meias palavras. Desde logo, e apesar de não ter querido falar aos jornalistas à chegada, um momento simbólico: permitiu que as televisões filmassem uma curta conversa com o líder do Chega, antes de se sentarem nos lugares reservados, lado a lado. Sobre os resultados do Governo, numa aparente referência às expectativas dos eleitores e depois de há meses vir criticando a falta de reformismo do Executivo, Passos respondeu: “Impacientes, parece-me que sim. Era bom que as coisas ganhassem um pouco mais de ritmo, porque a expectativa que as pessoas têm é essa quando fazem escolhas”.

E as pessoas esperam desta maioria também no Parlamento, que faça essas mudanças”, respondeu Ventura, consciente de que Passos já defendeu publicamente que o Governo deveria ter procurado um entendimento com a direita parlamentar, embora tenha depois atacado fortemente a proposta do Chega para baixar a idade da reforma. “Julgo que sim, pelo menos estão prometidas”, respondeu Passos sobre as tais “mudanças”, antes de se sentar ao lado de André Ventura e da deputada do Chega Cristina Rodrigues.

Durante a sua intervenção, uma vez que lhe cabia apresentar o livro, o antigo líder do PSD foi mais longe, deixando poucas dúvidas sobre o seu alvo. Depois de, nos últimos meses, ter criticado o Executivo por acreditar que se limita a gerir o dia a dia ou que não se atreve a fazer as reformas de que o país precisa — e sendo que há muito tem a convicção de que a estratégia do “não é não” ao Chega é errada –, Passos foi violento, agora com os políticos que “não querem desagradar a ninguém” e imitam os populistas (uma crítica que a oposição tantas vezes lança contra Montenegro, particularmente no que diz respeito a dossiês como a segurança ou a imigração).

“Quando, com medo do populismo, o político do mainstream lhe veste a casaca para evitar que o populismo chegue com o voto ao palácio, e resolve então ser mais populista do que o populista, achando ele – não sendo verdadeiramente populista – para evitar que o verdadeiro lá chegue, normalmente a História mostra que a coisa não funciona”, começou por avisar Passos, com Venturao tal político que Montenegro é acusado de imitar, para tentar estancar o crescimento do Chega — na primeira fila.

O que é autêntico e genuíno sempre se manifesta de forma muito mais eficaz do que o que é postiço. E então o postiço fica sem nada: fica sem integridade, fica como um prostituto sem carácter, sem reduto de pensamento, simplesmente vendido ao aplauso que o momento lhe possa fornecer”, atirou. “A mesma multidão que o aplaude o condena passado muito pouco tempo quando o futuro, que não é desejado, chega”.

Para Passos, a ideia de não desagradar a ninguém — uma “maldição” que tomou conta tanto do espaço político europeu como português — é uma coisa “virtualmente impossível”, pelo menos durante muito tempo. E um verdadeiro líder deve contrariá-la, fazendo algo que o “distinga dos outros”.

E disse mais: voltou à referência a eleições, depois de em fevereiro ter defendido que, se as oposições se tornarem forças de bloqueio, esse é “um ponto importante para [o Governo] se dirigir ao eleitorado e para pedir mais força para as concretizar”. Agora, como antes, não está a sugerir que deve haver eleições antecipadas, garantiu. Mas reforçou: “Até se podem perder as eleições, não é verdade? Mas às vezes há coisas mais importantes do que uma eleição. Claro que todas as eleições são importantes, porque a democracia vive grandemente dessa forma. E a forma da eleição é crítica para o funcionamento da democracia. Agora, o desfecho de uma eleição não é a coisa mais importante no mundo.”

Por isso, contra os políticos que acredita que se limitam a agarrar o poder e a gerir depois o dia a dia, focados na própria sobrevivência, disparou: “Há pessoas que não se importam de perder a defender aquilo em que acreditam. E o mundo vive disso. O mundo não vive daqueles que só querem ganhar com as ideias dos outros. (…) Às vezes é preciso contrariar a corrente e deixar as pessoas escolherem”. Em democracia, defendeu, os eleitores devem conhecer “verdadeiras alternativas” para decidirem em liberdade. “Só é possível escolher quando há coragem de apresentar as alternativas. Se estivermos todos à espera da mesma decisão, nenhum é digno do futuro que nascerá”.

(O presidente do Chega, André Ventura (D), cumprimenta o antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, durante o lançamento do livro "A Constituição Fluida", no auditório da Faculdade de Direito de Lisboa, 26 de maio de 2026. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA)

Passos criticou imigração “excessiva

Antes, numa intervenção que durou cerca de 50 minutos, Passos tinha começado por referir as reservas que teve na altura dos primeiros alargamentos da União Europeia, falando do clima de optimismo que já existia na altura — e lembrando que já na altura defendia que “não devemos apenas confiar que as coisas correrão, é preciso pensar sobre elas”. Ponte para uma primeira crítica ao estado da arte, ou da política, em Portugal: E, embora exista muito vício no nosso país de considerar velhos do Restelo, todos aqueles que olham para as coisas e não se encantam apenas com o que de bom pode acontecer, mas que se preocupam também com algumas consequências que podem ser menos desejadas”.

Depois, analisando as mudanças que o mundo e a Europa atravessam desde então, o antigo líder do PSD referiu-se aos movimentos identitários que emergiram, o “empobrecimento relativo” da Europa e a “insatisfação larvar” que se sente agora no velho continente. Falou das “ansiedades e apreensões” do mundo actual, da evolução tecnológicaincluindo o nível de “substituição” em várias profissões que esta vai implicar — e de como esta leva a uma perda de autoridade no Estado, dos partidos e uma “inversão dos princípios de autoridade” na sociedade.

Além disso, existem as guerras “perturbadoras” em que a Europa se vê envolvida. E uma modernidade “fluida de dissolução social” e de valores, ligada, para Passos, aos problemas identitários e também da migração — outro tema de que já falou em público e que já levou o líder do Chega a considerar-se alinhado com o homem que liderava o PSD quando o próprio Ventura era ainda militante e candidato autárquico.

A migração, insistiu Passos, nos Estados Unidos e na Europa, é “excessiva, sentida como excessiva por quase todas as pessoas”, que ficam “assustadas”. E — numa concessão ao Governo de Montenegro — sentenciou: “Ainda bem que, por cá, as coisas, pelo menos, se travaram, vamos ver se se resolvem, acho que ainda estamos longe disso. Mas pelo menos [foram] travadas. Ao ritmo em que as coisas estavam a progredir, qualquer dia, estaríamos, com certeza, a falar não do povo português, nem da cultura portuguesa, nem de coisa nenhuma, estaríamos a falar de outra coisa qualquer. Isso acontece na história, aconteceu na história, mas nunca aconteceu pacificamente”.

Sobre este tema, Passos continuou: não lhe parece que fosse boa ideia “deixar correr as coisas como estavam a correr”; e, na Europa, esse “deslaçamento” já está a acontecer. “Não conseguimos viver sem os imigrantes, mas também não conseguimos viver com a quantidade de imigrantes que não se aculturam, que não se integram, que não estão disponíveis para se identificar com aquilo que nós podemos chamar de idealização do nosso destino comum, que é feita na base de uma História que nós trazemos connosco”, disse Passos, assegurando que até pela composição da sua família “seria o último a fazer considerações de natureza racista“.

Na mesma intervenção, teve ainda tempo de referir que o SNS está a “rebentar pelas costuras” e que a Segurança Social vai “engordando” mas a “factura” vai aparecer mais tarde — e que tudo isso tem também a ver com as entradas “descontroladas” de imigrantes em Portugal. E quis avisar que por cá chegou às universidades ou à opinião e “um pouco por todo o lado” uma auto-censura e uma sensação “irrespirável” de medo de se dizer o que se pensa.

Passos sobre imigração: "Ainda bem que, por cá, as coisas, pelo menos, se travaram, vamos ver se se resolvem, acho que ainda estamos longe disso. Mas pelo menos [foram] travadas. Ao ritmo em que as coisas estavam a progressar, qualquer dia, estaríamos, com certeza, a falar não do povo português, nem da cultura portuguesa, nem de coisa nenhuma, estaríamos a falar de outra coisa qualquer".

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Na apresentação de um livro sobre a Constituição, Passos usou a conversa com Ventura para contar ao público que este lhe tinha perguntado sobre se o texto incluía alguma coisa sobre uma possível mudança na Lei Fundamental. O Chega tem insistindo nisso e já entregou um projecto, mas o PSD só está disponível para iniciar o processo no próximo ano.

E Passos aproveitou para deixar a ideia e o desejo de que “esta liquefação de valores, de identidades, não venha progressivamente, de forma submissiva, a tornar inevitável a sua consagração em princípios constitucionais, direitos constitucionais novos, demasiado fluidos, que têm pouco de ver com a nossa cultura e com aquilo que somos. Nessa medida, vejo aqui uma proposta, portanto, preventiva. (…) Ela deve ter uma expressão política concreta. Quando nós achamos que alguma coisa está em risco, devemos fazer qualquer coisa para o prevenir”.

Antes de entrar, Ventura tinha desvalorizado as divergências entre ambos sobre a descida da idade da reforma — que Ventura coloca como condição para aprovar a reforma laboral do Governo, e da qual Passos discorda — e preferido falar das “proximidades” entre os dois. “Talvez seja uma boa oportunidade hoje de se falar da revisão constitucional. Hoje era um bom dia para dizer se concorda ou não”, atirou, referindo as propostas do Chega para alterar a Lei Fundamental de forma a mudar o modelo económico que ali se prevê, estabelecer claramente a hipótese da perda da nacionalidade ou permitir uma reforma da Justiça.

“Perante o projecto que apresentámos com estas coisas concretas penso que Passos concordaria, mas não vou vinculá-lo”, defendeu. Passos não lhe fez a vontade, uma vez que não quis quis falar em concreto da revisão constitucional, mas no fim da sua intervenção foi possível ouvir Ventura, apanhado pelas televisões, agradecer ao antigo líder do PSD: “Gostei muito de o ouvir!” Luís Montenegro dificilmente terá gostado tanto.

POLÍTICA        PEDRO PASSOS COELHO

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Sempre foi dito:

 

“Chacun governa-se”, e isto define os seres vivos.

Espanha já tem o seu José Sócrates. Ou será pior ainda?

Um antigo chefe de governo investigado por corrupção, onde é que já vimos isto? Zapatero lembra Sócrates, mas temos de ser honestos: em Espanha a degradação democrática é bem mais grave do que a nossa

JOSÉ MANUEL FERNANDES Publisher e colunista do Observador

OBSERVADOR, 25 mai. 2026, 00:25

1 JOSÉ LUIS RODRÍGUEZ ZAPATERO. Presidente do Governo de Espanha entre 2004 e 2011. Figura tutelar do actual presidente do Governo, PEDRO SÁNCHEZ. Acusado em casos de corrupção de branqueamento de capitais.

Ainda não tinha acontecido em Espanha: nunca, antes, um chefe de Governo, mesmo que fora de funções há muito, fora acusado. Nunca, antes, as acusações haviam sido tão comprometedoras para um seu sucessor. Nunca, antes, em democracia, um político de um partido que se apresenta como defensor da democracia havia actuado tão descaradamente como procurador de ditaduras, no caso a venezuelana dos anos Nicolás Maduro, e também a chinesa.

O caso estalou esta semana e na verdade só deve ter surpreendido quem tem andado distraído relativamente ao que se passa na vizinha Espanha. Primeiro, porque Zapatero surgia cada vez mais como uma espécie de anjo da guarda de Pedro Sánchez, alguém que o amparava e protegia mesmo nas horas difíceis, alguém que se sentava ao lado dele nas campanhas eleitorais (como ainda recentemente sucedeu na campanha autonómica da Andaluzia), alguém que se sabia ter acesso privilegiado à Moncloa (a sede do governo espanhol) e influência determinante nas decisões aí tomadas. Nomeadamente naquela que mais o compromete hoje: a operação de resgate, no tempo da Covid, a uma companhia aérea venezuelana quase inexistente, mas muito influente.

O caso de imediato desencadeou as reacções habituais por parte do poder político socialista. Não, Zapatero não é suspeito de nada, Zapatero é apenas mais uma vítima de “lawfare”, a guerra dos juízes. Zapatero como Begoña Gómez, a esposa de Sánchez. Ou como o irmão do mesmo Sánchez. Ou ainda como alguns dos homens que lhe permitiram conquistar primeiro o PSOE e depois a chefia do Governo, como José Luis Ábalos ou Santos Cerdán.

2Vamos tomando conhecimento e vamos notando as coincidências. Zapatero foi primeiro-ministro mais ou menos no mesmo período que José Sócrates. Zapatero perdeu o seu lugar quando a crise financeira se abateu sobre Espanha e, tal como Sócrates, queixou-se até ao fim dos “mercados” e nunca assumiu qualquer responsabilidade pelos défices e pelas dívidas. Zapatero construiu uma relação privilegiada com a Venezuela bolivariana, tal como Sócrates. Por fim, Zapatero tirou (aparentemente) partido das suas relações e influência para enriquecer, tal como o nosso antigo primeiro-ministro, e também como Sócrates protesta a sua inocência e aponta o dedo ao sistema judicial.

É verdade que há diferençasos montantes que estarão em causa serão, para já, muito menores e o PSOE não criou (ainda) qualquer cerca sanitária, ao contrário do nosso PS –, mas as semelhanças são mais perturbadoras se pensarmos que, em Espanha, no que se refere a respeito pela lei e pela separação de poderes, a dupla Zapatero/ Sánchez pratica, sem pudor, o mesmo tipo de políticas e de abusos que conhecemos em Portugal no tempo de Sócrates.

Não por acaso Espanha tem caído na generalidade dos indicadores relativos à qualidade da sua democraciano indicador relativo ao respeito pelo Estado de Direito do Banco Mundial, por exemplo, caiu de 0.98 em 2018 (ano em que Sánchez chegou ao poder) para 0.82 em 2023, uma evolução inversa à portuguesa, como se pode verificar neste quadro: (…)

No indicador de “efectividade da governação”, a queda ainda é mais dramática: de 0.98 em 2018 para 0.82 em 2023.

Num outro indicador compósito, o do instituto independente Varieties of Democracy (V-Dem), o destaque vai para a degradação da independência do sistema judicial, onde a Espanha caiu de 3.57 em 2018 para 2.83 em 2024 (num máximo de 4). Há muitas razões para isso ter acontecido, a começar pela aprovação de uma amnistia aos crimes cometidos durante o referendo ilegal na Catalunha (uma exigência política dos separatistas que têm Sánchez prisioneiro da sua agenda), uma amnistia que foi condenada pelos serviços jurídicos da Comissão Europeia mas mesmo assim avançou.

Sánchez também procedeu a várias reformas na arquitectura do sistema de Justiça, todas dirigidas no sentido de diminuir a sua independência, ao mesmo tempo que nomeava para a chefia do Ministério Público primeiro uma ministra, saída directamente do Governo, Dolores Delgado, e depois Álvaro García Ortiz, que acabou investigado e condenado por instrumentalizar uma investigação à situação fiscal do companheiro de Isabel Ayuso, a presidente da região de Madrid e um dos rostos mais fortes da oposição. Isto ao mesmo tempo que se pretende, com uma proposta conhecida comolei Bolaños”, retirar aos juízes o poder de investigar para o entregar por completo a um Ministério Público muito menos independente.

O mesmo instituto V-Dem também tem registado uma degradação dos indicadores relativos à liberdade de imprensa e liberdade de expressão, sendo que nesta frente a total instrumentalização da RTVE, a televisão pública, até faria empalidecer a RTP de outros tempos. Ao mesmo tempo, o governo distribuiu de forma politicamente dirigida a publicidade que coloca nos meios de comunicação privados, beneficiando os que lhe são próximos e penalizando os que são críticos.

3Neste cenário não surpreende que Espanha também esteja a cair nos indicadores relativos a corrupção – nos índices do V-Dem registaram-se aumentos de 178%, 540% e 80% respectivamente no que se refere a corrupção política, corrupção governamental e clientelismo. Já no indicador de percepção da corrupção da Transparência Internacional, a Espanha de Sánchez teve o seu pior resultado de sempre em 2025, ano em que o país caiu para 49º lugar (Portugal ficou em 46º lugar, o que também não é brilhante, mas é melhor).

A captura das instituições é outro traço da governação Sánchez, sendo que a associação Hay Derecho, que monitoriza as nomeações para 40 entidades públicas para detectar o amiguismo e a politização, considera que neste momento é “especialmente preocupante a vinculação política dos dirigentes públicos”, a qual “se tem agravado nos últimos anos.” Um bom exemplo disso mesmo – e um novo paralelo com Portugalfoi a nomeação de José LuisEscrivá para o Banco de Espanha, alguém que também saiu directamente do governo para esse cargo. Aí chegado, um dos seus primeiros relatórios foi sobre a reforma do sistema de pensões que o próprio tinha promovido.

Compreende-se assim que num recente Eurobarómetro 61% dos espanhóis tivessem dito ter uma avaliação negativa da independência do seu sistema de Justiça, colocando o país na cauda da Europa.

4Mas se tudo isto se passa ao nível das instituições, e se nelas os sinais de captura só não serão ainda mais graves por a maioria das regiões autónomas – que dispõem de bastante poder – não serem hoje governadas pelo PSOE (a sua mais recente derrota histórica aconteceu precisamente no seu antigo feudo da Andaluzia), é porventura no domínio da política que os anos Sánchez se têm revelado mais negativos, até por o actual presidente do Governo ter seguido as pisadas do seu inspirador Zapatero, ao procurar instrumentalizar as velhas divisões políticas de Espanha para impedir a oposição de direita de regressar ao poder.

A situação é de resto completamente anormal. Sánchez governa em coligação com a extrema-esquerda (as derivações locais do nosso PCP e do nosso Bloco) e dependente no Parlamento do apoio dos partidos independentistas, os quais lhe têm arrancado cedências que põem em causa a unidade espanhola, as regras constitucionais e a indispensável solidariedade entre as regiões mais ricas e as regiões mais pobres.

Mais: é uma solução que aposta na polarização política (que aumentou 36% desde que o PSOE chegou ao poder em 2018) como receita de sobrevivência. Isto porque se trata de uma coligação de contrários que no fundo só se aguenta pelo receio que os diferentes partidos (extremistas e separatistas) têm do regresso ao poder do Partido Popular, porventura apoiado pelo Vox. É ainda uma coligação só possível por o sistema eleitoral espanhol permitir que partidos com poucos votos mas votos muito concentrados – como é o caso dos partidos independentistas – tenham uma representação desproporcional e, assim, um poder também desproporcional de chantagem sobre governos minoritários, como o de Sánchez. Mesmo assim Espanha sobrevive sem orçamentos aprovados há vários anos, com uma governação por duodécimos e por decreto, com um Parlamento esvaziado das suas principais funções.

Pior, porventura: recentemente Sánchez aprovou a regularização de centenas de milhares de imigrantes ilegais, uma decisão que, além de dar ainda mais força ao partido anti-imigração, o Vox, abre a porta a alterações do corpo eleitoral que porventura lhe sejam favoráveis. Não surpreende por isso que Irene Montero, dirigente do extremista Podemos, tenha saudado a decisão assumindo a defesa sem escrúpulos da teoria da grande substituição: “Ojalá teoría del reemplazo. Ojalá podamos barrer de fachas y de racistas este país con gente migrante, con gente trabajadora. Claro que yo quiero que haya reemplazo: reemplazo de fachas, reemplazo de racistas, reemplazo de vividores”.

5Face a este quadro surgem cada vez mais vozes a alertar para a degradação da qualidade da democracia espanhola, sendo que nalguns relatórios já se refere abertamente o risco de deixarmos de ter ao nosso lado uma democracia completa e passarmos a ter um regime em vias de se tornar uma autocracia. Até porque a multiplicação dos casos de corrupção, a que se acrescenta agora o caso Zapatero, é indissociável da existência de uma percepção de absoluta impunidadese não existisse essa sensação seria possível, por exemplo, que o antigo chefe do Governo implicasse na sua trama não apenas a sua mulher mas também as suas duas filhas?

Por isso não havia que ficar surpreendido com aquilo de que fomos tomando conhecimento ao longo desta última semana – a única surpresa, se é que ela existe, é de estarmos a assistir a toda esta degradação das instituições democráticas enquanto na Europa se olha para o lado e em Portugal quase nem se fala do assunto. Ou melhor, também nesta frente não há que ficar surpreendido, pois há muito que sabemos que as indignações que excitam a nossa gente são os abusos da direita, nunca os abusos da esquerda

Espanha ainda não é a Hungria, ou mesmo a Polónia, mas as almas que tanto se inquietaram com as derivas autoritárias nesses dois países estão agora de olhos vendados e bocas fechadas, até porque Sánchez não é apenas socialista, é também o único socialista que neste momento dirige um dos grandes países europeus. E se a parcialidade dos nossos comentadores não se estranha, a forma como a União Europeia trata de ignorar o que se passa mais do que incomoda. Imagine-se, por exemplo, que tinha sido Portugal a usar fundos do PRR para pagar pensões, como Espanha fez e como entre nós só o Chega sugeriu algo de semelhante, e veríamos como de Bruxelas chegariam imediatamente ameaças de sanções e penalidades.

E digo que mais do que incomoda porque a dualidade de critérios da eurocracia e dos principais dirigentes da União Europeia é mais uma pedra no caixão da ideia de que as regras são mesmo iguais para todos. Não são, porque se fossem há muito que se discutiria em Bruxelas até que ponto o sr. Sánchez é uma versão meridional e mais polida do sr. Orban. Mas ninguém fala disso, e quem esperar que um dia isso venha a acontecer bem pode esperar sentado.

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COMENTÁRIOS (de 69)

Carlos Carvalho: Soberbo. Infelizmente o “jornalismo” português só tem o olho esquerdo.                             Álvaro Venâncio: O Socialismo não falha: falha sempre.                         António Lamas: Até constitui uma empresa de sondagens só para dar sondagens favoráveis. E sem esquecer o controle da RTVE com jornalistas encabeçados pela Silvia Intxurrondo que todos os dias tem 3 horas de defesa do governo e da esquerdas.  Por cá é quase o silêncio total sobre o que lá se passa.                          Tristão: Aqui, raramente vemos destaque dado às polémicas e contradições do governo espanhol, mas em compensação, servem-nos Espanha como um modelo e uma referência moral e política para uma certa esquerda cada vez mais órfã e sem rumo. A indigência já chegou a isto                         Maria Tejo: Os Socialistas, com ou sem as esquerdas encostadas, são altamente eficazes em alguns aspectos-chave: propaganda, nepotismo, criação de pântanos, utilização do poder do Estado para o vale-tudo. Sendo uma constante de actuação bem conhecida e identificada nem por isso deixa de ser arrepiante.                       João Diogo: Lá como cá , os socialistas são uma praga pior do que a do Egipto.                   Alberico Lopes: Um artigo brilhante e muito pormenorizado dos escândalos que estão a levar a Espanha para um buraco de que dificilmente se voltará a levantar. O que me admira é ainda haver por lá (como por cá!!!), tanta gente a votar nesta autêntica mafia! Espero bem que o juiz Calama, que tem a seu cargo este caso do Zapatero, e o juiz Peinado, que está a tratar do Sanchez, da sua mulher e do seu irmão pelos crimes de corrupção e desvio de dinheiros, bem como do seu próprio sogro, acusado de lenocídio, vejam os seus processos levados até ao fim, e malhem com os costados na prisão, depois de devolverem ao Estado todos os euros com que enriqueceram. No caso de Zapatero o que mais me choca é o ter-se servido das próprias filhas para roubar mais uns cerca de 700 mil euros. Fez-me lembrar o nosso "querido" Armando Vara" que também usou a filha para conta aberta na Suiça. Lembram-se? Tudo bons socialistas, pois então!                 Rui Lima: O interessante vai ser saber quanto tempo ele vai conseguir fugir a prisão?                Português de bem: em Espanha a degradação democrática é bem mais grave do que a nossa - E Bruxelas apoia cegamente esse déspota, adoram-no. O nosso PR vai imediatamente lamber as botas aos espanhóis mal é eleito. A esquerda venera-o, claro: legaliza quase 1 milhão de imigrantes ilegais (como nós), fala mal dos israelitas, quer o totalitarismo na UE, fala mal de Trump. O herói de Bruxelas!                    Maria Eduarda Vaz Serra: Não esquecer que Carneiro acha que Sanchez é uma boa fonte de inspiração…                   J P: Excelente análise. É extraordinário de facto como o socialismo padece dos mesmos males em todos os países onde ascende ao poder, mas é sempre levado ao colo pelos media. No nosso país este facto chega a níveis estratosféricos, a forma como a esquerda tomou conta de praticamente toda a Comunicação Social deve ser caso de estudo. As notícias sobre o país vizinho, quando existem, parecem vir todas da RTVE e do El País...E haver "cronistas" com o desplante de apelidarem o Sanchéz do novo Churchill é realmente o pináculo da falta de vergonha. Mas há sondagens que dizem que o PS vai à frente com 10 pontos de diferença...depois admiram-se de os jovens inteligentes quererem fugir e só cá ficarem os "activistas", essa profissão adulada pelos media.                       António Costa e Silva: Sabe-se há muito tempo que estes sistemas democráticos, sustentados por partidos que não passam de associações de malfeitores e de escolas do crime, são profundamente corruptos. Com a perda do controle da informação e propaganda, começa a ser difícil esconder a realidade.                     Mario jorge correia guimaraes  > mario guimaraes: A relação entre o Costa e Sanchez é muito próxima. Costa é na UE o que é, penso que devido a Sanchez.                       Maria Gomes: Não se preocupe, vai acabar tudo bem. Tal como aqui, após um breve interregno o PSOE voltará ao poder com a ajuda da CS, bem instalada nestes partidos e portanto avessa a mudanças, invocando a necessidade de respeitar e manter um dos pilares da democracia espanhola                             Alberico Lopes > Tristão: E o pior é que ninguém critica a comunicação social, nem a querida Lusa!                            João Floriano: Comparado com esta rede imensa de corrupção à volta de Sánchez,  Sócrates é um menino de coro que foi apanhado a meter  a mão na caixa das esmolas.                       João Das Regras: Como sempre o problema era o Orban e os dirigentes polacos que não gostavam de imigrantes e por isso eram fascistas, aqui o nosso Pedrito é amigo do Costa e do Carneiro e por isso tudo está bem.                         Manuel Magalhaes: O socialismo actual é exactamente o descrito neste artigo, Sócrates tentou tudo isto e muito conseguiu e António Costa também não fugirá muito do guião, só foram apanhados no seu gabinete 73.000 euros que eram os que lá estavam na altura, mas não sabemos quantos mais por lá terão passado??? e é com esta gente que a comunicação social anda ao colo… uma autêntica vergonha!!!                 Maria Melo: A degradação democrática e a corrupção são, realmente, assustadoras. É bastante preocupante o que acontece em Espanha, mas o caso Sócrates é uma vergonha para a Democracia e a Justiça, em Portugal. Não esquecer a ligação de Sócrates a Lula… ( que é um verdadeiro democrata…)               Vitor Batista: Investiguem Costa como deve ser, e irão descobrir que Sanchez e Sócrates são uns meninos ao lado dele. Não sejam piegas, investiguem esse individuo.                 Alberico Lopes > António Costa e Silva: Sr. Costa e Silva: acha mesmo que há "perda de controle da informação e propaganda"? Não deve estar a ver o panorama que em Portugal se passa! Tente aguentar um dia só a ver jornais, jornaleiros, comentaristas, comentadeiras e outros istas e tais, e veja bem como está enganado! Eu, há muito que anulei as subscrições de jornais que pagava. Mantenho só o Observador, embora por vezes seja tentado a Dessubscrever, mas, para ter oportunidade de ler artigos como o do Sr. José Manuel Fernandes, Miguel Morgado e Helena Matos, tenho-me mantido fiel. Até quando não sei. Já de Espanha, subscrevo o El Espanhol e o El Mundo. No entanto, se  quiser  ficar a saber como se defende os Sanchez, os Zapateros, os Sócrates, os Costas  e outros como eles, tanto de lá como de cá, veja as notícias do El Pais, do Expresso e da Lusa. Para não falar da TVE ou da Lusa e RTP, SicN, TVI e, agora, até o CM!                  manuel menezes: Magnífico artigo, bem documentado e muito esclarecedor. Quando a corrupção se instala nos mais altos cargos, o país está podre e a esperança acaba. Ainda vamos pagar uma indemnização ao Sócrates.                   graça Dias: Magnífica crónica, que é um lembrete implacável sobre o PSOE de Zapatero e dr Sánchez, que entre a nossa CS -- jornalistas e comentadores, sem esquecer o nosso José Luís Carneiro & uma larga percentagem dos seus camaradas, tanto exaltam em adjectivos e referências, que não são mais do que " lixo nauseabundo ". Um comentor da CNN PORTUGAL, de nome Miguel Baumgartner, sugeriu o nome de Sánchez para ser a " voz da UE para as conversações com Moscovo/ Vladimir Putin sobre a guerra Rússia/ Ucrânia. Mais, tem feito elogios rasgados ao corrupto Sánchez e, que está muito bem colocado para eventualmente ser o futuro presidente do BCE. Esta gentinha da nossa CS, é mesmo pequena.  Caro JMF o meu obrigada pelo brilhante texto, que para além de ser informativo, é igualmente didáctico.                      Maria Carvalho > Maria Eduarda Vaz Serra:  É sempre bom lembrar para os mais distraídos! 👏👏👏                 António Alberto Barbosa Pinho: A receita exposta - esquerda radical e extremista + socialismo dos interesses - dá sempre nisto.                  Miguel Macedo: Claro que o cronista arranjou maneira de comparar o criminoso sanchez com a Hungria e Polónia! Enviesado ! Uma pena!                       Alberico Lopes > Nuno Lomba: No lombo precisavas tu dumas arrochadas!                     joao lemos: mais um ano de Sanchez e o socialismo irá de férias longas.              Carlos Quartel: Incomodou muita gente, fez reviver muito ódio, com os mortos da guerra civil.  Mesmo sem corrupção já seria uma figura sinistra, depois de uma transição difícil ,  presa  pelos cabelos. com Fiiipe Gonzalez, Fraga e mesmo com o  ex-torcinário comunista de que agora me escapa o nome. Não hesitou a remexer na ferida, que em Espanha é grande e dolorosa, arriscando uma nova confrontação. Um pulha sem vergonha, que verei na prisão com prazer.                     Daniel N: O nível de degradação das "democracias" europeias a descer sem parar. O nível de indiferença dos "políticos" europeus quanto à transparência, ética, a subir sem parar. As ditaduras não se vestiam de cordeiros e os actuais também já não precisam de o esconder. O controlo das instituições é garante q.b.                      Ana Maria Caldeira: Brilhante análise como sempre                      Comoreis Hi: O Sr José Fernandes no subtítulo da pergunta tem a resposta, então por que razão faz a pergunta?  Zapatero é um agente da RPC como muitos outros na UE com ligações a narco-estados como a Venezuela, Cuba ou Brasil e claro a quem aproveita a RPC.                 José Barbosa: Eu devo ter imaginado o nosso José Luís Carneiro a elogiar o Pedro Sanchez tomando-o como exemplo de um político progressista. Devo ter sonhado…só pode….                        graça Dias: Independentemente da geografia, os regimes socialistas são sempre perniciosos. ps. Todo e qualquer regime socialista os cidadãos devem condenar e excluir da sociedade.                  S N: Assunto demasiado grave para ser intencional e inteiramente obscurecido em Portugal e noutros países. Péssimo sinal do que realmente se passa, não apenas por cá, doa a quem doer e independentemente da intensidade das maleitas                          Antonio Sennfelt: Espanha está sempre à nossa frente! Não tem apenas um Sócrates, tem muitíssimos!                   Alexandre Barreira: Pois. O Sócrates não chega aos "calcanhares".....do Zapatero......!                     Alberico Lopes > mario jorge correia guimaraes mario guimaraes: Estão bem um para o outro!!!