Teu amigo é. Talvez haja um certo
exibicionismo na reprodução noticiosa dos acontecimentos, mas… e se não
houvesse notícias deles? Cairia igualmente o Carmo e a Trindade…
Criticar tudo e todos é sintoma de que
damos pelo mundo… E o IPMA só não é importante, sobretudo para quem fica em
casa, a escutar e a ver à distância, embora receie pelos que têm que arrostar
com os deslizes do tempo…
Se o sibilar da ventania é aterrador
para quem dela está resguardado, como não será a ventania para os que a sofrem
na pele? Quanto mais as tempestades reais!
A grande questão do nosso “tempo”
O problema do IPMA não é a escassez de avisos: é o excesso. O IPMA
produz centenas e centenas de avisos por ano, dezenas e dezenas por mês, às
vezes uma data deles num único dia.
ALBERTO GONÇALVES , Colunista
do OBSERVADOR
OBSERVADOR, 07
fev. 2026, 00:0012
Tem-se discutido imenso o que se fez,
ou não se fez, após a tempestade Kristin. Discutiu-se menos o que se fez antes. No máximo, soltaram-se por aí uns queixumes acerca
da falta de informação preventiva. Os queixumes são pouco informados: no dia anterior à calamidade, com cerca
de 12 horas de avanço, o Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA) publicou
um comunicado a prever ventos de 160 km/h “ou mesmo de 180km/h”, nas
declarações de uma meteorologista do Instituto. A mesma senhora, Maria João Frada, referiu à RTP a possibilidade de
um “impacto catastrófico” e recomendou às pessoas “para se manterem em casa,
com as persianas bem fechadas, e protegerem estruturas”. Ou seja, embora
as zonas de alcance da tempestade permanecessem vagas (“algures entre Leiria e Braga”), a sua dimensão e consequências
plausíveis estavam bem definidas. Haveria uma grande diferença caso as pessoas
tivessem prestado atenção e agido em conformidade? Provavelmente, nem por isso.
Alguém prestou atenção? Não.
O problema do IPMA não é a escassez
de avisos: é o excesso. O
IPMA produz centenas e centenas de avisos por ano, dezenas e dezenas por mês,
às vezes uma data deles num único dia. No momento em que escrevo, o
distrito de Lisboa está sujeito a seis avisos, três amarelos e três laranjas.
O do Porto a cinco. O de Setúbal a sete. São
demasiados avisos, demasiados alertas, demasiados esforços para apavorar a
população, frequentemente com a ameaça de ventos triviais ou chuvas ordinárias,
de manhãs geladas no Inverno e tardes abafadas no Verão. Para cúmulo, cada aviso é
acompanhado dos indispensáveis “conselhos” da Protecção Civil, que do alto da
sua proficiência técnica informa os leigos de que devem usar roupa fresca em
Agosto e um agasalho em Janeiro.
A história de Pedro e do lobo
é excessivamente óbvia. Prefiro
comparar a análise dos fenómenos naturais aos péssimos filmes de terror:
a abundância de sustos, na vasta maioria não fundamentados, consegue a
proeza de não assustar vivalma. Contaram-me – fonte
seguríssima – que os presentes num café de Óbidos receberam em simultâneo a SMS
sobre a aproximação da “depressão Kristin”: seguiram-se
minutos de risinhos, de resto a reacção expectável em quem passa a vida a ser
inquietado com calamidades que raramente acontecem. E
é difícil culpar os galhofeiros quando não são eles a banalizar (agora diz-se
“normalizar”, mas eu não digo) as travessuras do clima.
Há uma explicação superficial,
simplória e essencialmente correcta para o desmesurado zelo das “autoridades”
meteorológicas. Acima de tudo, à semelhança dos
laboratórios que enfiam nas bulas improváveis e irrelevantes efeitos
secundários (“Há relatos
contraditórios de que o consumo moderado de paracetamol possa ter causado
ligeira morrinha a um contabilista da Lituânia em 1983”), as “autoridades” receiam falhar por
omissão. Vai daí, adoptam o pressuposto de que, se avisarem a população a
pretexto do que calha, incluindo de uma brisa incapaz de tombar um balde de
plástico, a população não pode acusar as “autoridades” de não terem avisado.
Sucede que, conforme se verificou na Kristin, a população ri-se dos
avisos e de seguida reclama da inexistência dos avisos. E a culpa é menos da população que do
frenesim apocalíptico das “autoridades”, repetido pelo eco das televisões
desesperadas ante a fuga de audiências.
Porém, a explicação “profunda” é
outra. O
IPMA e a Protecção Civil são entidades públicas, e por isso tendem a reproduzir
os procedimentos de um Estado que crescentemente trata os cidadãos como
crianças para se ilibar a si próprio. Não admira que adopte um estilo de
pedagogia assente no medo. Para não sairmos do tema da conversa, alguns
recordarão a época em que o quadro de
pessoal do falecido Instituto de Meteorologia dava a ideia, necessariamente
errada, de ser composto apenas pela sensata e credível figura de Anthímio de Azevedo. Durante
as décadas em que apresentou diariamente o “tempo”, aquele saudoso homem jamais
exibiu um esboço de histeria ou sequer um fugaz abalo na calma com que descrevia
as atribulações do anti-ciclone dos Açores. Nas
suas intervenções, os quadros eram rigorosos e sem cores evocativas do Juízo
Final. Não havia “rios atmosféricos” ou “comboios de tempestades”. As avarias
climatéricas não tinham nome nem indiciavam o fim do mundo. Os espectadores
eram adultos conscientes, ou o dr. Anthímio assim os imaginava. E o respeito
era recíproco.
Esse “tempo”, em dois dos sentidos da
palavra, morreu. A progressiva, e progressista, infantilização dos “súbditos”
no clima e no resto não deve à preocupação com eles. Ou deve: à preocupação em
manter os “súbditos” dependentes e submissos e permeáveis aos desvarios de uma
classe política tão dissimulada quanto incompetente. Além de mandar “mais”, o objectivo dos
actuais poderes é mandar “pior” – e sob o menor escrutínio possível. A
segurança de líderes fracos passa por eleitores abúlicos, pelo que suspeito que
o Estado não usa as sugestões de
pânico exactamente para nos aterrorizar: é para nos anestesiar.
E anestesiados andamos, à mercê de
ventos e tempestades, incêndios e epidemias, alarmes falsos e autênticos,
“planos” e “apoios”, corruptos e corruptelas do “bem comum”. Depois rimos sem
vontade até que o céu, ou prosaicamente o telhado, nos caia em cima. E por fim
estendemos a mão aos senhores que nos guiam, a ver o que cai. Sinais dos tempos.
COMENTÁRIOS:
António Lamas: Pois é Alberto, mas no tempo do Antimio não havia 8 canais de televisão
com 500 pés de microfone analfabetos a bolsar disparates como chamar praia-mar
à preia-mar, ou que o Tejo galgou as margens de Coruche ou que há avisos
laranja para os distritos de Viseu e Guarda. Não admira que os SMS da Protecção (?) Civil sejam considerados anedotas,
Alexandre
Barreira: Pois. Caro AG, Não havia necessidade de
tanta....."conversa". Bastava dizer que ISTE TÁ MESME TUDE
FEDIDE.....!
Jose Ferreira: Produção fordiana em Carnaxide. "Ocorrências" Há ocorrências, logo existo. Um tufão em vista, o 8 F.
Cupid Stunt: AMÉM!! Excelente, as usual. 👍🏻👏🏻👏🏻
José Paulo Castro: A grande sugestão do nosso tempo é a de que,
diminuindo as nossas emissões, conseguimos controlar o tempo. Isto é dito à descarada pelos políticos,
essencialmente os de esquerda. Suponho que o passo seguinte é colocar limites constitucionais ao
clima.
Carlos Chaves: Volto a repetir para dar trabalho aos
censores..... É com directores como esse Miguel Pinheiro, que este Pasquim
chegou a este nível... Não esquecer que este MP é o mesmo que mantém uma
conversa semanal com o @n@rmal e @tras&d€ ment@l do Sérgio Sousa Pinto.
Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és! Excelente comentário este seu Maria
Paula. Desejo-lhe um bom sábado.
Pedro Athayde Cordeiro: Estamos demasiado habituados a ouvir "mau
tempo". É mau tempo para tudo. Quando chove é mau tempo. Quando há
vento é mau tempo. A chuva e o vento são normais e, às vezes, até
desejados. Os agricultores querem chuva no inverno. Querem chuva no Outono e
até na primavera. E se chover no verão também não se chateiam nada mesmo. Agora
ligar a tv e ouvir e ler constantemente "mau tempo" é
sensacionalismo, no mínimo. Estas semanas houve mesmo mau tempo. Isto não é
normal nem mesmo para os agricultores. Sugiro que deixem de usar o termo
"mau" para uma chuvinha. Quando ouço "mau tempo" penso
sempre que é bom. "Estou a regar" - costumo dizer. Guardem o
"mau tempo" para quando é mesmo mau, como estes dias. Lá porque todos
os anos há inundações em sete-rios não quer dizer "mau tempo". Mau
tempo é, a maior parte das vezes, mau planeamento urbano. Há cheias em
sete-rios e cai ouro líquido dos céus, dizemos nós agricultores.
Carlos Chaves: Os imperdíveis textos de Alberto Gonçalves, são
de leitura obrigatória mas neste basta apenas ele ter lembrado o sr. Anthímio
de Azevedo, para o tornar de leitura obrigatória! Obrigado Alberto.
MariaPaula Silva: E x c e l e n t e ! Talvez uma das suas
melhores crónicas. Ou talvez eu tenha
vindo, desiludida e irritada de ter lido a "estapafúrdia croniqueta"
do Miguel Pinheiro antes desta e, por isso, esta pareceu-me sublime. É mesmo isso, como é que de governos fracos se
pode esperar força e proactividade? As
pessoas competentes fogem da política, de há umas décadas a esta parte, e
portanto encontramos na política apenas aqueles que não sabem fazer mais nada.
Antigamente as cadeiras eram ocupadas por pessoas competentes em cada área.
Hoje, os "ilustres politecos" rodam por todas as cadeiras. Como é que se pode querer esperar mais de
um governo e de um PM que nunca souberam dar mais? Uma lesma será sempre
uma lesma, um arrogante piroso será sempre um arrogante piroso. Um pa-lerma sem
coluna vertebral que se auto proclamou herança de Sá Carneiro (que Deus o
perdoe), nem o conheceu, ele sabe lá quem era, quem foi Sá Carneiro..., que se
recusa a pôr as cartas na mesa sobre a sua querida Espirraviva, que sem
vergonha nenhuma e às claras apoia o partido mãe amantizado, enfim... uma lesma
será sempre uma lesma. Não se pode exigir mais. O que poderíamos e deveríamos
exigir é que esta corja que nos desgoverna desandasse daqui para fora de vez. Porque, como muito bem diz AG, este tipo de
gente caracteriza, em cadeia, toda a hierarquia institucional. Por isso,
o IPMA acha que é competente por enviar muitas sms. Mas todo esse comportamento
faz também parte das tácticas a que o big
big business das "alterações climáticas" obriga (AG
esqueceu-se desta).
O João Adrião publicou há dias uma lista das tempestades desde 1600 e troca
o passo. Vou ver se a coloco aqui. Tal como uma notícia do jornal "O
Século" sobre um ciclone que assolou Lisboa em 16 fev. 1941. Nada
disto é novo, as alterações climáticas sempre existiram, pois no planeta nada é
estático. Mas bom, big business à
parte, quem é que enfrenta, evita, diminui uma tempestade desta natureza com
ventos de 200km/h? A mãe natureza é quem manda e ninguém a
controla. Os grandes homens podem então revelar-se no após
desgraça. Vamos ver o que o sr. Montenegro, perdão MonteRosa, será capaz de
fazer. Eu leio as sms e todos os avisos e sinto-me impotente perante
eles. Obrigada pela excelente crónica, AG.
MariaPaula
Silva MariaPaula Silva: aqui
fica a lista do João Adrião (sim, porque não sou
como a Rita Matias, indico sempre as fontes):
DIAS DE TEMPESTADE: A depressão Kristin devastou nos últimos dias
sobretudo a região de Leiria. As ocorrências passam as 12 mil. 5 mortes directas
e algumas em consequências indirectas. Um milhão de pessoas sem electricidade.
Ventos que podem ter superado os 200 km/h. Não obstante tratar-se de um
fenómeno raro, está longe de ser inédito. Fica uma lista que reúne alguns dos
episódios tempestuosos que nos têm atingido ao longo da história:
1600 (xx/12); 1639 (xx/12);
1724 (19/11);
1732 (15/10): fortes ventos, volumosos prejuízos;
1665 (13/01): “(...) ventando, por espaço de 24 h, com tal fúria a
espaços, se duram mais tempo e com maior continuação, nenhuma cousa ficara em
pé. O estrago nos olivais e em todo o género de árvores foi enormíssimo (...)
umas arrancadas de todo, outras quebradas” (Coimbra);
1739 (6/12): “O temporal de 3 a 6 de Dezembro de 1739 em Portugal –
reconstituição a partir de fontes documentais descritivas” – poema: “Cada vez
mais os ventos desabridos/ Universaes ruinas vaõ causando/ De huma para outra
parte compellidos/ Edificios, e cazas devastando”
1842 “Furacão de Espanha”;
1870 (17/04): “levantou-se um tufão no Tejo. Atravessando todo o
estuário as formidáveis ventanias destruíram embarcadouros, molhes, paliçadas
de protecção e embarcações, tanto na barra como no porto de Lisboa, e as
aldeias piscatórias da margem sul até à Caparica”;
1895 (10/03): “o barógrafo registou 722mm (962hPa) de pressão,
acompanhada de um temporal, que também atingiu extraordinária violência, mas
que não se compara com este (1941)”;
1910 (10/01): “Portugal devastado pelas águas 2 (Ilustração Portuguesa)
– inundações em Lisboa e Porto, derrocada de habitações, descarrilamento de um
comboio (Póvoa de S Iria);
1929 (07/10): “Um violento ciclone devastou Sines, Santiago do Cacém e
região próxima, havendo prejuízos muito importantes” (O Século) – desmantelou
casas, arrancou muros e árvores, semeou a morte e deixou dezenas de feridos;
1931 (26/10): “O temporal” (O Século) – abatimento de terreno na Linha
do norte, Furacão no Algarve, inundações em muitos locais;
1937 (xx/01): violento temporal atinge o país;
1941 (15/02): “o dia do ciclone” – mais de 100 mortes;
1947 (02/12): naufrágio de 4 traineiras na Fig. Foz com a perda de 151
vidas humanas;
1953 Furacão “Dolly”;
1954 (13/11): “Vento ciclónico” (O Século Ilustrado) – chuvas e vento
fortes fizeram ruir casas e voar milhares de telhados, além de derrubar enormes
árvores;
1959 (14/03): “Mau tempo sobre o país” (O Século Ilustrado) – no Porto
desmoronou-se a Muralha Fernandina, inundações em Lisboa e noutras regiões;
1967 Furacão “Chloe”
1968 (13/12): “Temporal” (Vida Mundial) – temporal no Algarve com ventos
a atingir 120 km/h; cargueiro holandês arrastado para a praia (Fig. Foz);
1969 (21/03): “Chuvas, Mau tempo, Cheias” (Vida Mundial) – várias
pessoas desalojadas (Abrantes), inundações no Porto, vento de 115 km/h,
prejuízos agrícolas (todo o país);
1970 (17/01): “A tempestade veio do mar” (O Século Ilustrado) – ameaçada
a zona balnear da Caparica, outras zonas afetadas: Póvoa de Varzim, Quarteira;
1970 (23/05): “Vento ciclónico – Destruição em vastas áreas do país” (O
Século Ilustrado) – vários mortos, casas e fábricas sem telhados, chaminés
afetadas, muitas árvores caídas;
1978 (11/12): ventos de 120km/h, em Leça da Palmeira o mar invadiu a
marginal, Pedras Rubras acabou o mês de Dezembro com 559mm;
1981
Furacão “Irene”;
1981 (31/12): “Do Minho ao Algarve, chuvadas de grande intensidade e
rajadas de vento ciclónico – que chegaram a atingir 120 quilómetros horários –
causaram prejuízos de valor ainda incalculado e perturbaram a normalidade de
todas as actividades […] as comunicações ferroviárias estão interrompidas em
vários locais do País […] Há centenas de árvores e postes telefónicos e
condutores de energia derrubados pela ventania, quase todos os portos do País
estão fechados à navegação” (Diário de Notícias);
1987
Furacão “Arlene”;
1989 (08/12): “Algarve é zona de calamidade pública” (Expresso) – 5 mortes
e avultados prejuízos na agricultura e habitações;
1991
Furacão “Bob”;
1992
Furacão “Francis”;
1997 (05/11): ciclogénese explosiva, ventos de 123km/h (Sagres), chuva
forte (111mm/24h em Beja), 11 mortes e 40 feridos;
1998
Furacão “Jeane”;
2000 (08/12): “E quase tudo o vento levou” (Expresso) – fortes chuvas e
ventanias, 4 mortes (Arcos de Valdevez), 273 desalojados (todo o país);2000
(30/12): “Chuva atinge máximo da década”/“Automóveis soterrados” (Expresso) –
forte nevão na S.Estrela, aluimento de terras corta a linha da Beira Alta e
soterrou 30 carros (Coimbra);
2003 (31/10): “Temporal causa morte e um desaparecido” (Correio da Manhã) –
mau tempo causa uma morte (Aveiro), um desaparecido e um ferido, e morreram 7
vacas;
2005
Furacão “Vince”;
2006
Furacão “Gordon”;
2013
(19/01): Depressão Gong – ciclogénese explosiva varreu Portugal com ventos na
ordem dos 130 km/h;
2017 Furacão “Ophelia” – associado aos incêndios de 15/Outubro que
provocaram meia centena de mortes;
2018 (23/09): Furacão “Leslie” vento de 176 km/h (Fig. Foz); dezenas de
feridos e desalojados, milhares sem electricidade, prejuízos materiais de mais
de 120 milhões €;
2020 (18/09): Furacão “Alpha” – primeiro landfall confirmado na PI. Ventos
fortes, chuva intensa, fortes rajadas, centenas de ocorrências, mais de 20
milhões em prejuízos;
2025 (20/03): “autêntico terror” – mais de 8000 ocorrências, rajadas de
vento que chegaram aos 169 km/h (Cabo da Roca).
José Paulo Castro > MariaPaula Silva: São as oscilações climáticas.
Eles é que insistem em chamar-lhes alterações.
Nuno Abreu: Hoje não desgostei do artigo do Aberto
Gonçalves. Falou do tempo e sugeriu moderação. A moderação que muitas vezes não tem quando
escreve sobre os políticos de que não gosta. Boa meditação. E boa votação!
José Paulo CastroNuno Abreu: Quer que ele fique calmo com autênticos
desastres?