terça-feira, 21 de abril de 2026

Países importantes


Do mundo, em negociatas governativas sobre a forma de se conduzirem para o conduzirem. E assim nos vamos conduzindo, talvez, que a obediência é virtude, diz-se, embora nem sempre se reconheça o motivo dela.

Em directoPaquistão recebe hoje mais uma ronda de negociações. JD Vance a caminho de Islamabad

As atenções centram-se em mais uma ronda de negociações em Islamabad. O vice-Presidente dos EUA estará a caminho do Paquistão, mas ainda não há confirmação da presença das autoridades iranianas.

CÁTIA ROCHA: Texto

O Paquistão volta a receber as negociações entre as delegações dos EUA e do Irão

SOHAIL SHAHZAD/EPA

Momentos-chave

Há 5mMNE da UE discutem hoje suspensão de acordo de associação com Israel

Há 9mCessar-fogo entre EUA e Irão prestes a expirar. Trump considera "altamente improvável" prolongamento se não houver acordo em Islamabad

Há 21mIslamabad prepara-se para receber mais uma ronda de negociações entre EUA e Irão

Actualizações em directo

Há 5m07:16 Agência Lusa 

MNE da UE discutem hoje suspensão de acordo de associação com Israel

Os ministros dos Negócios Estrangeiros (MNE) da União Europeia (UE) reúnem-se hoje no Luxemburgo para discutir a suspensão do acordo de associação com Israel e tentar desbloquear o 20.º pacote de sanções à Rússia.

A reunião começa às 10h15, no Luxemburgo, e terá quatro pontos de agenda: os actuais acontecimentos no Médio Oriente, com uma intervenção do primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, a guerra na Ucrânia, o Cáucaso do Sul e a situação no Sudão.

O Governo português estará representado na reunião pela secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Inês Domingos.

No que se refere ao Médio Oriente, um dos principais temas em discussão é a suspensão do acordo de associação entre a UE e Israel, que tem sido frequentemente contestado desde o início da guerra na Faixa de Gaza, mas que voltou à ordem do dia com a ofensiva israelita no Líbano, a extensão de colonatos na Cisjordânia e a aprovação, no parlamento israelita, da pena de morte para palestinianos condenados por ataques terroristas.

Há 9m07:12 Cátia Rocha

Cessar-fogo entre EUA e Irão prestes a expirar. Trump considera "altamente improvável" prolongamento se não houver acordo em Islamabad

A ronda negocial no Paquistão acontece numa altura em que há uma contagem decrescente para o fim do cessar-fogo entre os EUA e o Irão.

O cessar-fogo de duas semanas foi anunciado por Donald Trump, a 7 de abril, em Washington. Em teoria, deveria expirar à meia-noite na hora de Washington, já madrugada de quarta-feira em Lisboa.

Porém, Trump declarou à Bloomberg que considera que o cessar-fogo só expirará “na noite de quarta-feira, pela hora de Washington”. Mas afirmou que é “altamente improvável” que haja um prolongamento do cessar-fogo se não for atingido algum tipo de acordo em Islamabad.

Há 21m07:00 Cátia Rocha 

Islamabad prepara-se para receber mais uma ronda de negociações entre EUA e Irão

As autoridades paquistanesas estão em alerta para mais uma ronda de negociações entre os EUA e o Irão esta terça-feira.

Há um forte dispositivo de segurança na estrada que leva ao Hotel Serena, onde deverão decorrer as conversações, notam meios como a Al Jazeera e o Guardian. Foi neste local que decorreram as últimas negociações a 11 de abril, uma maratona negocial de 21 horas.

De acordo com o jornal Axios, JD Vance está a caminho do Paquistão hoje para esta ronda negocial. Porém, ainda não é certo de que as autoridades iranianas marquem presença em Islamabad. À Reuters, uma fonte iraniana avançou que Teerão está “a analisar positivamente” a participação na ronda negocial, depois de inicialmente se terem recusado a participar. Ainda assim, não terá sido tomada uma decisão final, diz a fonte.

 

Circunstâncias


Mundiais fazem que o nosso coração se amachuque facilmente e os homens não se mostrarão tão insensíveis, pelo menos à morte de familiares mais próximos. Mas o caso que narra PATRÍCIA FERNANDES é de facto exemplar de aparente “rigidez”, na realidade bem atenta e eficiente que se admira, na reacção do jovem “salvador” de vidas, ao invés de responder apenas aos seus próprios medos instintivos. Mas homens da estirpe de Putin e outros de idêntica “coragem” mandatária, repousada, esta, no lombo dos obedientes por dever, julgo que não têm lágrimas. na aridez dos seus corpos imperiais. A menos que sejam as do regozijo próprio, incontinente, esse, e demonstrativo dos afectos pessoais.

 

Os homens também choram

Na verdade, precisamos que os homens não chorem facilmente e se comportem, antes, como o jovem português que foi apanhado pelo acidente de comboio em Adamuz no início do ano.

PATRÍCIA FERNANDES Professora na Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho

OBSERVADOR, 20 abr. 2026, 00:20

É claro que podemos viver sem ler o livro Má Terapia, de Abigail Shrier. Mas viveremos com menos ferramentas para reflectir sobre os nossos tempos e, sobretudo, para compreender o modo como as novas gerações parecem ter tantas dificuldades em lidar com o mundo e a realidade. É esse o contributo de Shrier, que já tinha escrito Irreversible Damage: The Transgender Craze Seducing Our Daughters (infelizmente ainda não traduzido entre nós) e se debruça agora sobre o processo de psicologização em curso nas sociedades ocidentais.

Encontramos por todo o lado evidências desse processo, mas ele é especialmente visível nas crianças, o grupo sempre mais vulnerável às ideias progressistas que são apresentadas como o segredo para salvar o mundo. Encontra-se tanto na substituição de uma linguagem moral por uma linguagem terapêutica (a criança não se portou mal, a criança está perturbada, com ansiedade ou em processo de sofrimento traumático) como na crescente obsessão com o que as crianças estão a sentir: estão felizes? tristes? desiludidas? irritadas? Tudo enquadrado na chamada “educação para as emoções” e o assustador “monstro das cores”.

O objectivo é sempre apresentado como bondoso: educadores, psicólogos e terapeutas querem garantir que a criança é feliz (mais sobre isto em breve) e uma educação centrada nas emoções e terapeutizada permitiria esse objetivo.

Infelizmente, e como tantas vezes acontece, a realidade é mais teimosa: os estudos são consistentes na indicação de que, apesar de todas as intervenções, os adolescentes apresentam hoje níveis de saúde mental menos satisfatórios do que as gerações anteriores, revelam níveis de egocentrismo e individualismo mais elevados e não se mostram capazes de usar as ferramentas mágicas que lhes são ensinadas para lidar com as dificuldades da vida.

As emoções são uma parte natural da biologia humana e quase sempre respostas adaptativas que fomos adquirindo no processo evolutivo. Mas isso não significa que nos devamos tornar reféns das emoções e ser constantemente estimulados a tentar perceber o que estamos a sentir e a adoptar uma atitude de aceitação submissa que se traduz, geralmente, em lágrimas incontroláveis.

As lágrimas são uma reacção natural do corpo e ajudam-nos a lidar com as emoções, mas não devem ser confundidas com uma forma de viver. Em particular, no que diz respeito aos rapazes.

Faz parte da litania actual afirmar vezes sem conta que “os homens também choram”, uma expressão tão mais incomodativa quando é apresentada como se fosse uma novidade. É claro que os homens também choram, e bastariam os textos homéricos para sabermos como os heróis são de lágrima fácil, como chama a atenção Frederico Lourenço.

Aquiles, o grande herói, violento, virulento, tantas vezes irado, chora copiosamente nas páginas da Ilíada. Na Odisseia, quando Ulisses nos é apresentado encontra-se lavado em lágrimas e, no Canto 10, “aquele em que temos mais choro”, os homens fartam-se de chorar e arrancar cabelos. Mas nenhum momento é tão emocionante como aquele em que Ulisses e Telémaco se descobrem, no Canto 16, pai e filho:

 

“Assim falando, sentou-se; e Telémaco abraçou o nobre pai, chorando e vertendo lágrimas.
E do coração de ambos surgiu o desejo de chorar. Gemeram alto, os seus gritos mais acutilantes que os de corvos-marinhos ou abutres de recurvas garras, a quem
os lavradores roubaram as crias antes de lhes crescerem as asas:
assim deploravelmente dos olhos se lhes derramavam as lágrimas.
(p. 466)

Que os homens também choram é, assim, uma evidência. Mas talvez se tenha perdido a razão pela qual os homens devem ser especialmente educados para controlar as suas emoções e evitar as lágrimas nos momentos difíceis. A cultura actual de obsessão com a igualdade faz-nos esquecer o que as sociedades anteriores sempre souberam: homens e mulheres não são iguais e, por essa razão, os homens têm responsabilidades especiais, como usar a sua maior força física para proteger, ajudar e defender os mais fracos.

Nos momentos difíceis, em que precisamos de coragem, frieza e objetividade, chorar não ajuda: as lágrimas toldam-nos a visão – não só literalmente, mas também metaforicamente na medida em que nos impedem de agir com frieza e tomar decisões difíceis. Nesses momentos, não queremos que os homens chorem, queremos que os homens ajam corretamente. Afinal, um herói é aquele que faz o que deve ser feito. E é por isso que devem ser educados para controlarem as suas emoções e não se deixarem levar por elas: para poderem pôr a sua maior força física à disposição dos outros.

A lengalenga de “os homens também choram” torna-se, neste sentido e ao contrário do que parece, mais prejudicial do que benéfica. Na verdade, precisamos que os homens não chorem facilmente e se comportem, antes, como o jovem português que foi apanhado pelo acidente de comboio em Adamuz no início do ano. Em entrevista à TVI, Santiago recorda o que pensou depois de recuperar a consciência:Tenho dez minutos de adrenalina e vou fazer o melhor que puder”. E querendo fazer o melhor, soltou a namorada que estava encurralada, partiu a janela do comboio e ajudou outro homem que estava sem forças a sair. Fez o que devia ser feito. Chorar naquele momento teria adiantado muito pouco.

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COMENTÁRIOS (de 21):

Luís Filipe Costa Piteira: Existirá uma tendência de efeminizar os homens, de forma a torná-los menos agressivos?          Mario: Obrigado, Patrícia, pela sua lucidez (e coragem)! É mesmo isso q. muito bem escreveu. O homem não pode ficar refém das suas emoções. Até pode chorar, mas faz o q. tem de fazer. E no fim, essa é a sua recompensa.             José B Dias: Excelente, como é uso. Obrigado à cronista.             antónio alberto barbosa pinho: Muito bem, Sra. Professora. 

 

 

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Boas maneiras

 

Geralmente faltam a quem se julga poderoso. Trump tem apresentado essa imagem exibicionista, mas o mundo conforma-se. Já Putin não precisa de se agitar tanto, sentado na sua cadeira – não necessariamente fofa – ele mostra-se avisadamente sorridente. Por astúcia, supõe-se. Nós, por cá, vamos lendo e comentando todas essas práticas. Para o BEM e para o MAL, tais práticas, ao que parece. Para que  “o mundo pule e avance”, sem desastres maiores, são necessários artifícios, mesmo de  comunicação.

O que aprender nos confrontos Papa-Trump e Ventura-Pacheco

Desejar o fim do regime de Teerão não implica desculpar os insultos de Trump. Tal como defender a democracia não leva a que se queira esconder os excessos da revolução. Os fins não justificam os meios.

JOSÉ MANUEL FERNANDES Publisher e colunista do Observador

OBSERVADOR, 20 abr. 2026, 00:25

1Quando Donald Trump acorda de madrugada para postar numa rede social que está preparado para destruir uma civilização milenar não posso apenas achar que é mais um dos habituais exageros retóricos do presidente dos Estados Unidos. E também não posso encolher os ombros ou satisfazer-me com um sorriso amarelo quando vejo a imagem em que ele se faz passar por Cristo descido à terra – nem preciso sequer de ser cristão para perceber que há limites que foram ultrapassados.

Isso não me impede de divergir radicalmente de todos os que, de forma aberta ou encoberta, fazem por estes dias figas para que o confronto com o Irão dos ayatollahs e dos radicais do Exército Revolucionário termine com uma derrota dos Estados Unidos e de Israel. Eu sei de que lado estou – e sei que o mundo ficará bem melhor no dia em que desaparecer a ameaça que representa o regime de Teerão com o seu fanatismo, com o seu programa nuclear, com a forma como promoveu, organizou, armou e financiou uma constelação de organização terroristas, com os seus métodos repressivos e sanguinários. E também sei que décadas de democracia mole e cobarde não levaram a lado nenhum, razão pela qual não tenho achaques quando se eliminam lideranças inteiras nem me ponho a carpir mágoas pelo “direito internacional” quando este só tem conseguido, infelizmente, atar de pés e mãos os que acham que não basta conviver com os tiranos e olhar para outro lado.

Vou até mais longe: ao contrário de todos os que passam dias e dias, semanas e semanas, a “explicar” como o método Trump só pode conduzir ao desastre, eu assumo que não sei o suficiente para prever o desenlace desta guerra. Tal como não me ponho a especular sobre quem está a vencer e quem está a perder: no fim veremos.

Mas tudo isto não me leva a “compreender”, muito menos a justificar, a forma como Trump vai sistematicamente despedaçando as regras mínimas de civilidade – e é exactamente isso que ele faz quando usa da forma que usa a palavra, sobretudo a palavra incontida dos posts madrugadores nas redes sociais. Eu desejar que os Estados Unidos vençam esta guerra não é suficiente para considerar aceitáveis erupções retóricas e alegóricas que podem até resultar em vantagens de curto prazo na campanha militar ou na mesa das negociações, mas que degradam o espaço público no longo prazo.

Como escreveu R. R. Reno, editor da influente First Things, “desde o início da guerra contra o Irão, a administração Trump tem-se entregue a uma retórica extrema e sanguinária. Os seus responsáveis imaginam que estão a intimidar os inimigos da América e a inspirar o povo americano. Estão enganados. A sua retórica de guerra, especialmente as declarações mais escandalosas sobre apagar civilizações inteiras da face da Terra, degrada o povo americano e embota as nossas consciências.” Não posso estar mais de acordo.

2O que está em causa é a velha questão de saber se os fins justificam os meios – sendo que aquilo que distingue uma sociedade civilizada de outra onde vale tudo é precisamente ter muito claro que os fins, por mais nobres que sejam, não autorizam o recurso a meios que não respeitem qualquer proporcionalidade ou civilidade. E é aqui que podemos estabelecer um paralelo entre o choque Trump-Papa e o nosso doméstico confronto Pacheco-Ventura.

Leão XIV, como outros papas antes dele, pronunciou-se pela Paz e contra a guerra, o que significa que condenou esta guerra em particular. No passado outros chefes da Igreja Católica, mesmo vistos como conservadores, caso de João Paulo II, fizeram o mesmo. Onde Leão XIV foi mais directo foi nas referências que fez a alguns dos posts incendiários de Trump, mas mesmo assim sem deixar de logo a seguir desmentir leituras mediáticas (e mais políticas) sobre o sentido de algumas das suas palavras.

Num plano diferente, a forma como durante os últimos 50 anos temos procurado em Portugal omitir, desculpar ou mesmo justificar os episódios violentos do pós-25 de Abril derivam da ideia de que a nobreza do objectivo final – instaurar uma democracia – teria justificado os excessos do processo revolucionário. Só assim se compreende que alguém como Pacheco Pereira, que não desconhecia o conteúdo do relatório das sevícias”, tenha achado que podia debater com André Ventura com “base em factos”, só que porventura omitindo os factos relatados nesse documento maldito.

Os dados estão lá, não há forma de os omitir, e quem duvide que leia o que escreveram nestas páginas Miguel Pinheiro e Rui Ramos. Foi por isso, e não por Ventura ser uma verdadeira picareta falante em debates, que ele acabou por sair por cima daquele confronto, pois trouxe ao conhecimento do grande público o que esse mesmo grande público desconhecia, isto é, alguns dos detalhes mais chocantes das violências cometidas em nome da revolução nos anos de 1974 e 1975.

Porque é que isso aconteceu, porque é que se acreditou que era possível continuar a ignorar o que está escrito nesse relatório maldito?

No caso de muitos dos que agora intervieram no debate público, e de todos aqueles que procuraram que ele nunca acontecesse, ou dos órgãos de informação que se apressaram a chamar mentiroso a Ventura, talvez porque acreditam que se justifica omitir a realidade para proteger o valor mais elevado da democracia. Esses serão os bem-intencionados, mas que cometem o erro de distorcer a verdade para proteger aqueles que acreditavam, e ainda acreditam hoje, que os fins justificam os meios. Basta ler o que Cunhal defendia nesse tempo – designadamente o que defendeu na famosa entrevista a Oriana Fallaci – e perceber que a violência sempre fez parte da natureza dos revolucionários, fossem eles jacobinos franceses, bolcheviques russos ou comunistas portugueses. Prisões mesmo que arbitrárias, mortes mesmo que injustas, violências mesmo que excessivas, tudo se justificava em nome do fim maior que era a revolução. É por isso que omitir os excessos de 1974/75, ou desculpá-los, ou minimizá-los por comparação com o que fazia o regime anterior, é desarmar as nossas defesas perante excessos semelhantes que um dia possam reaparecer.

Da mesma forma que não devo encolher os ombros perante as diatribes retóricas de Trump, ou justificá-los porque desejo a derrota dos ayatollahs, também não posso manter enterrado o “relatório das sevícias” ou justificar os excessos desse período invocando candidamente o calor do ambiente revolucionário.

Sejam quais forem as circunstâncias, não podemos achar que tudo tem uma justificação desde que seja feitos pelos “nossos”. E sejam quais forem as circunstâncias temos de ter claro que na política, na revolução ou mesmo na guerra, se os limites podem nem sempre ser os mesmos, há uma bússola moral que deve estar sempre presente – sendo que moral não é sinónimo de moralista.

POLÉMICA      POLÍTICA      DEMOCRACIA      SOCIEDADE      PRESIDENTE TRUMP      ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA      AMÉRICA      MUNDO      DONALD TRUMP      MÉDIO ORIENTE      PAPA LEÃO XIV      IGREJA CATÓLICA      RELIGIÃO      DEBATE      IRÃO

 

COMENTÁRIOS (de 7)

Maria Tubucci: Só há um pormenor que o Sr. Jornalista JMF está a esquecer. Nas “erupções retóricas e metafóricas”, D. Trump não está a falar para mim ou para si, está a falar para alguém que só compreende  esta linguagem. Para falar com sanguinários tem de usar uma linguagem que eles entendam, está a falar para aniquiladores de civilizações milenares, quando o Islão entra, qualquer civilização milenar vai à vida, os persas que o digam Vai ter de ir ler Oriana Fallaci outra vez, mas com outros olhos, A raiva e o orgulho, pág. 84/85:

O desaparecimento da nossa liberdade e da nossa civilização. O aniquilamento do nosso modo de viver e de morrer. Do nosso modo de orar e de não orar, de estudar e de não estudar, de beber e de não beber, de vestir ou de não vestir. Não compreendeis ou não quereis compreender que, se ficarmos inertes, se não nos defendermos, se não combatermos, a Jihad vencerá. E destruirá o mundo que bem ou mal conseguimos construir, transformar, melhorar e tornar um pouco melhor e um pouco mais inteligente, isto é, menos beato ou até não beato. Destruirá a nossa cultura, a nossa arte, a nossa ciência, a nossa moral, os nossos valores, os nossos prazeres.” Sim, para derrotar aniquiladores de civilizações, os meios justificam os fins...                       António Araujo: Vivi o PREC nos meus 20 anos. Li e ouvi falar dos muitos casos que sucederam. Quando ao longo destes 50 anos falava deles, não tinha mais nada a fundamentar, senão o "disse que disse". Finalmente, e graças a PP ter desafiado AV, divulgou-se o documento que esteve tantos anos no segredo dos deuses. Fico grato a PP pelo desafio e a AV pela divulgação do documento. Todos os que como eu viveram esse período sentir-se-ão mais aliviados. Afinal, infelizmente foi verdade.