E desde sempre
aprazíveis: a BÍBLIA, de consulta ocasional, todavia, parecendo-me ser o livro
mais extraordinário de todos os tempos.
P.
GONÇALO PORTOCARRERO DE ALMADA, COLUNISTA
DO OBSERVASDOR
OBSERVADOR,
11/4/26
Prós e
contras da ressurreição de Jesus de Nazaré
A dificuldade em reconhecer Cristo ressuscitado é a
melhor prova da sua verdade histórica e sobrenatural originalidade.
11 abr. 2026,
00:21
2º – Os soldados que faziam guarda ao sepulcro, e que foram as mais
próximas testemunhas da alegada ressurreição, declararam na altura que “os seus discípulos vieram de noite e,
enquanto estávamos a dormir, roubaram-no” (Mt 28, 13).
3º – São as mulheres as primeiras discípulas de Jesus que constatam
a ausência do seu corpo, que não explicam pela sua ressurreição, pois supõem
que o cadáver foi roubado: “Levaram
o Senhor do sepulcro e não sabemos onde o puseram” (Jo 20, 2).
4º – Também Maria Madalena interpreta desse modo o facto de o túmulo
se encontrar vazio: “levaram o
meu Senhor e não sei onde o puseram” (Jo 20, 13) e, quando
finalmente vê Jesus, não o reconhece, “julgando que era o hortelão” (Jo 20, 15).
5º – Nesse dia, dois
discípulos regressam a Emaús e aparece-lhes Jesus de Nazaré (Mc 16,
12-13), que lhes fala demoradamente da
sua paixão e morte (Lc 24, 13-27), mas,
apesar de estarem com ele e a falarem dele, não o identificam.
6º – Ao final daquele primeiro
dia, dito da sua ressurreição, Jesus também apareceu a dez dos seus apóstolos,
que estavam “ainda sem
querer acreditar e estupefactos” (Lc 24, 41). Mas, se
estavam sem “querer acreditar”,
não acreditavam.
7º – Tomé estava ausente e não
só se negou a acreditar na ressurreição como, para nela crer, exigiu tocar com
as suas mãos nas chagas de Jesus (Jo 20, 24-25).
8º – Nem sequer na terceira
aparição de Jesus ressuscitado aos seus apóstolos é por eles reconhecido de
imediato, apesar de o verem e ouvirem (Jo 21, 1-14).
9º – São Paulo disse ter visto
Jesus no caminho de Damasco (At 9, 1-19), mas ainda o não conhecia e, por isso, também não podia certificar a
sua verdadeira identidade.
10º – Os Evangelhos referem
quatro ressurreições: a da filha de Jairo (Mc 5, 21-43), a do filho da viúva de
Naim (Lc 7, 11-17), a de Lázaro (Jo 11, 1-46) e a de Jesus de Nazaré.
Nas três primeiras, ninguém duvidou de que o ressuscitado era a pessoa que
antes tinha morrido, mas nenhum amigo de Jesus o reconheceu depois de
ressuscitar!
Que dizer a estes argumentos, que
parecem negar a realidade histórica da ressurreição de Jesus Cristo? Pois bem,
pode-se responder como segue, respectivamente:
1º – Não há, de facto, nenhuma testemunha da ressurreição e, por
isso, não se sabe o momento em que a mesma ocorreu, mas há mais de 500
testemunhas do ressuscitado! (1Cr 15, 6). Ninguém
assistiu à criação, mas não restam dúvidas quanto à sua verdade, atestada
pela existência do mundo, afirmada pela Bíblia e explicada pela teoria do Big
Bang.
2º – A desculpa dada pelos soldados, de que o corpo de Jesus
tinha sido roubado enquanto dormiam, é inverosímil: “Astúcia miserável! Apresentas testemunhas
adormecidas?! Verdadeiramente estás a dormir tu mesmo, ao imaginar semelhante
explicação” (S. Agostinho, Enarrationes in Psalmos, 63,
15). O facto de não terem sido punidos, por adormecerem enquanto
estavam de guarda, com a pena de morte (At 12, 19), prova o contrário do que
afirmam: só puderam espalhar o boato que os incriminava porque foram pagos
pelos que garantiram a sua impunidade (Mt 28, 11-15).
3º – As mulheres reagiram
racional e naturalmente ao facto de o corpo de Jesus não se encontrar onde
tinha sido sepultado, o que prova que, não obstante Jesus ter várias vezes
profetizado a sua ressurreição (Mt 16, 21, etc.), só nela creriam quando a
mesma fosse uma evidência racionalmente inquestionável.
4º – Maria Madalena não reconhece Jesus imediatamente, mas
identifica-o quando ele a chama, respondendo de forma imediata, mas respeitosa
e formal, não como se fossem amantes, que não eram, mas com a deferência devida
ao seu Mestre (Jo 20, 11-18).
5º – Os discípulos de Emaús só
reconhecem Jesus ao fim do dia, mas fazem-no com tanta certeza que, de
imediato, regressam a Jerusalém, para darem aos apóstolos essa boa nova, o que
não teriam feito se neles persistisse alguma dúvida (Lc 24, 32-35).
6º – A resistência dos
apóstolos em aceitar a realidade da ressurreição prova que, por serem “homens
sem letras e do povo” (At 4, 13), só a evidência os podia convencer: “não
podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (At 4, 20).
7º – A incredulidade de Tomé
manifesta o seu espírito empírico, ou científico: só acredita no que vê (Jo 20,
26-29). Não crê em boatos, ou rumores: acredita na ressurreição de Jesus quando
a mesma é, para ele, uma inegável evidência (1Jo 1, 1-4).
8º – A aparição de Cristo ressuscitado, por ocasião da
pesca milagrosa, era já a segunda para Tomé, a terceira para os outros
apóstolos, e a quarta para Pedro, que tinha tido mais uma aparição, só para
ele, no dia da ressurreição (Lc 24, 34). Já todos estavam em condições de o reconhecer, até porque, embora
embarcados, estavam tão perto que puderam dialogar com ele (Jo 21, 4-6). Mas,
mais uma vez, só se rendem à realidade da ressurreição quando a mesma se lhes
impõe como uma inegável evidência, confirmada pelo carácter milagroso da pesca
realizada (Jo 21, 6-7): “nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: ‘Quem
és tu?’, sabendo que era o Senhor” (Jo 21, 12).
9º – É verdade que só Saulo
testemunhou a aparição de Jesus ressuscitado na estrada de Damasco e que, como
o viu então pela primeira vez, não podia estar certo da sua identidade. No
entanto, se havia alguém interessado em não ter uma tal experiência era, precisamente,
o futuro São Paulo, pois
essa constatação o obrigou a uma mudança de vida tão radical que, pouco depois,
muitos judeus o queriam matar (At 9, 20-25).
10º – Não houve dificuldade em reconhecer a filha de Jairo,
o filho da viúva de Naim e Lázaro, depois de ressuscitados, mas essa diferença
em relação à ressurreição de Jesus de Nazaré é o que melhor prova a sua verdade
histórica e radical originalidade sobrenatural. Enquanto aquelas três criaturas regressaram à vida que antes tinham,
para depois voltarem a morrer, Jesus Cristo, ao ressuscitar no seu corpo
glorioso, inaugurou uma nova vida, que transcende a existência anterior na
experiência da comunhão de amor que Deus é.
JESUS
CRISTO CATOLICISMO CRISTIANISMO RELIGIÃO SOCIEDADE
COMENTÁRIOS (de 24)
Coronavirus corona > Ruço Cascais: Ruço, Jesus Cristo não voltou à biologia como
Lázaro ou a filha de Jairo (esses voltaram à vida mortal e depois voltaram a
morrer novamente). Jesus Cristo ressuscitou para sempre num corpo glorificado.
Não interessa se morremos desfeitos, queimados, enterrados ou comidas por
animais. Iremos ressuscitar num corpo glorificado e não num corpo biológico. A
ressurreição cristã não é a reanimação de um cadáver, mas a glorificação da
pessoa, recebendo um corpo incorruptível. Um modo de existir completamente
novo. Quanto
aos deuses, trata-se de mitologia. Jesus Cristo é uma pessoa histórica e a
ressurreição um acontecimento real dentro do espaço e do tempo.
Maria Emília Santos: Só é possível entender a Ressurreição
com a luz do Espírito Santo, que foi o que aconteceu aos Apóstolos! Eles viram Jesus, comeram com Ele, falaram,
viram tantos e tantos milagres grandes, mas mesmo assim, estavam cheios de medo
dos judeus e dos romanos que O tinham pregado na Cruz! Estavam fechados no Cenáculo, rezando,
juntamente com a Mãe do Condenado, de portas bem trancadas, quando apareceram
uma espécie de línguas de fogo que ia poisando uma sobre a cabeça de cada um
deles e os ia encorajando! Aí
eles não resistiram mais! Destrancaram
as portas e cheios de coragem, foram ao encontro de todos, também dos
poderosos, anunciar-lhes que Jesus, a quem tinham mandado matar estava vivo e
no meio deles! O que
falta hoje na sociedade humana é o Espírito Santo, com os Seus dons para avivar
a Fé verdadeira dos cristãos e nos livrar de todos os medos! O Aviso que Nossa Senhora prometeu em
Medjugorje e Garabandal e noutras aparições, será isso mesmo! Uma
iluminação das consciências para que cada um opte por Deus ou o inferno. O
problema é que cada um cairá para onde está inclinado! Por isso, convém que procuremos inclinar-nos
para o lado bom, que é o de Deus! A perseguição aos cristãos está a ser tão feroz como nunca foi! No tempo de Jesus e dos imperadores romanos,
não havia os muçulmanos radicais desejosos de cumprirem as patranhas que Maomé
escreveu no livro sagrado deles. Hoje, estes radicais, convencidos de que são tanto mais fiéis ao seu
deus quantos mais cristãos matarem, são usados pelas organizações mundiais -
que deviam servir para defender os povos, todos os povos, mas fazem exactamente
o contrário -, como instrumentos de eliminação dos cristãos! São introduzidos nos países, com todas as
liberdade e prioridades, para dominarem o mundo com a Sharia.
Clamemos pelo Espírito Santo, para que venha depressa e faça de novo um
Pentecostes Universal!