quinta-feira, 2 de julho de 2026

A força da Rússia

 

Inegável. Impecável.

Em directo/ Rússia lança grande ataque aéreo a Kiev e faz pelo menos 10 mortos e dezenas de feridos

Várias vagas de mísseis e drones bombardearam Kiev e outras cidades ucranianas, durante esta madrugada, horas depois de Zelensky avisar que a Rússia estava a preparar um grande ataque na Ucrânia.

EDGAR CAETANO: Texto

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Zelensky tinha avisado que a Rússia estava a preparar um grande ataque contra a Ucrânia

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Momentos-chave:

Há 1h: Rússia faz pelo menos 10 mortos e dezenas de feridos em grande ataque aéreo em Kiev e outras cidades ucranianas

Actualizações em directo

Há 11m Rádio Observador  Fronteiras fechadas: Putin prepara nova mobilização forçada?

Bruno Cardoso Reis vê o bloqueio ferroviário russo como sinal de nova mobilização forçada. O país enfrenta 35 mil baixas mensais e crise de combustível após ataques a refinarias. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.)

Há 1h 07:19 EDGAR CAETANO

Rússia faz pelo menos 10 mortos e dezenas de feridos em grande ataque aéreo em Kiev e outras cidades ucranianas

Volodymyr Zelensky tinha avisado e, esta madrugada, confirmou-se: a Rússia lançou um grande ataque aéreo com mísseis e drones que atingiu Kiev e outras cidades ucranianas. Há pelo menos 10 mortos civis e mais de 50 feridos, segundo a imprensa ucraniana.

Entre os feridos estão duas crianças, segundo a informação transmitida pela administração militar de Kiev e, também, pelo presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko.

O ataque russo destruiu vários edifícios residenciais, danificou um hotel no centro de Kiev e deixou edifícios de vários andares em chamas, segundo o relato feito pelo The Kyiv Independent. Às 7h da manhã, hora local, tinham sido registados danos e destruição em mais de 30 locais em todos os distritos de Kiev.

“O inimigo está mais uma vez a atacar zonas residenciais e a matar civis. Temos uma destruição muito grave e um número significativo de vítimas, incluindo crianças”, disse Tymur Tkachenko, responsável da administração militar de Kiev.

Tkachenko diz que Kiev e várias outras cidades sofreram ataques de drones vindos “de todas as direcções” e os mísseis balísticos utilizados neste ataque causaram “explosões incrivelmente ruidosas”.

O ataque confirmou o vaticínio feito pelo Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, durante uma conferência de imprensa de manhã, ao lado do primeiro-ministro irlandês. Zelensky disse ter informação de que a Rússia estava na iminência de lançar mais um grande ataque sincronizado contra a Ucrânia.

JNP

 

E a consciência intemerata dos valores nacionais em crise.

O MAL português

O MAL preparava meticulosamente os atentados, operações cuidadosamente planeadas desde 2018. Entretanto, nem um único cocktail Molotov numa qualquer manifestação lançou. Nada.

JAIME NOGUEIRA PINTO, colunista do observador

OBSERVADOR, 02 jul. 2026, 00:25

Em Portugal, a violência política à esquerda não se discute. Até porque não existe nem nunca existiu. Embora a extrema paranoia e a extrema agressividade possam estar bem distribuídas, a única violência que ressalta, que arrepia, que preocupa, que urge denunciar, noticiar e estancar é “a violência de extrema-direita”. Na prática ou nas intenções. A violência de extrema-direita não conhece casos isolados, é sempre fruto de uma grande conspiração e tem sempre a cumplicidade de toda a Direita – que, ao contrário da Esquerda, é intrinsecamente má, canalha e violenta; e, ainda que grunha, estranhamente sofisticada quando toca à prática do mal.

Não quero com isto dizer que o Movimento Armilar Lusitano (MAL) não exista, que não tenha extensas e criativas listas de vítimas a eliminar, que não pratique paint-ball ao fim-de-semana, que não tenha sinistros propósitos, nem que não deva ser investigado, travado e combatido. A paranoia anda por aí à solta e todos sabemos que o mal existe.

As origens do Mal

De qualquer forma, vou seguir o conselho de Marc Bloch em Apologie de l’Histoire, e recuar um pouco no tempo.

Lenine começou logo por dar o devido crédito ao terror jacobino de 1793-1794, pioneiro do “genocídio de classe” em nome do povo, dos grandes princípios e das melhores intenções: a aristocracia teria de perder a cabeça bem como os aldeões da Vendeia, adeptos do “obscurantismo católico” e inimigos da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade.  Era a tábua rasa e a razia.  Grande fonte de inspiração para os bolcheviques, dizia Vladimir Ilyich.

De resto, os pais do marxismo, Marx e Engels, tinham sido claros na legitimação da violência e na justificação da revolução como “parteira da História.Isto quando ainda não havia fascismo nem nazismo, só capitalismo selvagem, burguesia e “reacção”.

Embora se possa identificar um proto-fascismo na França do final do século XIX, com Barrès, Maurras, Drummont e o general Boulanger, ou melhor, um nacionalismo popular, desencadeado por escândalos da oligarquia financeira, como o “affaire de Panama”, o verdadeiro fascismo, o italiano, só nasceu nos anos 20 do século XX. E é indissociável do socialismo e do comunismo. Os desmandos dos comunistas, instalados na Rússia a partir de Outubro de 1917, durante e depois da guerra civil, foram também decisivos para criar o anti-comunismo militante, reactivo e defensivo que esteve na base do sucesso do fascismo, do nazismo e de regimes iliberais autoritários nacional-conservadores, como o Estado Novo.

Não quero com isto dizer que os comunistas comessem criancinhas – mas as fomes que causaram, na Ucrânia dos anos trinta e na China maoista do Grande Salto em Frente, levaram a que alguns dos esfaimados, em desespero, comessem as crianças já mortas pela fome, muitas vezes os próprios filhos. Também, no tempo das grandes purgas, o Estado Socialista não hesitou em pegar nos “filhos dos inimigos do povo” para os corrigir, lhes mudar o nome e os alojar em lugares remotos da Rússia, longe do rasto dos familiares “desaparecidos” ou internados nos campos do Gulag. Depois dos 15 anos, eram condenados a trabalhos forçados. Há muita literatura sobre isto, mas vale a pena ler um ensaio de Elaine Mac Kinnon, The Forgotten Victims, Childhood and the Soviet Gulag – 1929-1953 (disponível online)

Isto para dizer que muitos dos excessos violentos à direita, que os houve – incluindo os do nazismo, cujo eugenismo identitário levaria a um sistema concentracionário muito semelhante ao soviético –, não podendo ser desculpados, não podem também ser desligados da radicalidade e da violência da ameaça à esquerda a que reagiam.

O mal português

Em Portugal a esquerda radical ou extrema também soube matar quando foi preciso, e com pontaria política ao inimigo principal: João Franco Castelo Branco, que tentou criar uma direita nacional moderna com as classes médias das cidades, foi neutralizado pelos carbonários Buíça e Costa, que mataram o rei Dom Carlos e o príncipe herdeiro Dom Luís Filipe, causando a queda de Franco e preparando o advento da Primeira República.

Essa primeira República, dominada pelo Dr. Afonso Costa, reprimiu à direita e à esquerda os seus inimigos, monárquicos, católicos e sindicalistas.

Como bom jacobino, Costa tratou bastante mal os católicos (embora  não se saiba ao certo se pronunciou a famosa frase sobre “acabar com o catolicismo em duas gerações”): logo no 5 de Outubro, o “povo republicano” assassinou dois padres; veio depois a Lei da Separação do Estado das Igrejas (20 de Abril, 1911), foram expulsas as ordens religiosas, muitas das quais desempenhavam funções assistenciais importantes, e os padres e religiosos foram proibidos de usar as vestes da sua condição em público.

Perante esta acção persecutória, o papa Pio X emitiu uma encíclica, Jamdudum in Lusitania, a denunciar “o ódio implacável para com a religião católica” da nova República portuguesa.

Padres assassinados, ordens religiosas expulsas, bispos exilados, jornais católicos assaltados, foi assim que a esquerda  e “democrática” tratou, em democracia, os católicos. E fez o mesmo aos monárquicos e, à sua esquerda, aos sindicalistas.

Em Dezembro de 1917, no ano em que as aparições de Fátima vieram renovar a fé do povo, Sidónio Pais tomou o poder, reatou as relações com a Santa Sé e parou as perseguições religiosas. Em Dezembro do ano seguinte, a Esquerda assassinou Sidónio, através de um doente mental a quem convenceram que estava a salvar o país de um tirano.

E no 19 de Outubro de 1921 foi outra vez a Esquerda – aí “a rua”, os guardas republicanos e os marinheiros descomandados – que assassinou os políticos republicanos que tinham colaborado com Sidónio, entre eles o próprio fundador da República, Machado Santos. Alfredo da Silva, símbolo do capitalismo industrial português, chegou a ser dado como morto, mas acabou por escapar à purga.

O 28 de Maio teve o apoio da grande maioria do povo, farto de um regime em que os governos – que duravam, em média quatro meses – faziam ou permitiam que se fizessem semelhantes brutalidades. Depois, contra a repressão autoritária do Estado Novo, houve também várias tentativas de assassinar Salazar.

Com a revolução de Abril e as “redes bombistas” atribuídas ao ELP e ao MDLP, morreram meia dúzia de pessoas, entre bombistas e vítimas das bombas. Mas terrorismo a sério, que materializasse a frio os fuzilamentos simulados de “fascistas” nas prisões do PREC, só, anos depois e já longe do calor revolucionário, o das Forças Populares 25 de Abril, que mataram mais de dezena e meia de pessoas, entre inimigos políticos, agentes de autoridade e até crianças. Porém, acabaram amnistiados – afinal, eram antifascistas e a intenção era boa –, e agora até tiveram direito a fita celebrativa.

Hoje, por essa Europa fora e na América, o que se vê são assassinatos praticados ou tentados pela Esquerda e distúrbios violentos dos Antifa. Sempre acontecimentos isolados e “inconsequentes”.

A banalidade do mal

Acontecimentos esses que empalidecem, deixando mesmo de existir, perante a lista de vítimas e as intenções de um grupo conspiratório de extrema-direita – os neo-nazis do Movimento Armilar Lusitano (MAL).

Desmantelado em 2025 (segundo as autoridades), o Movimento dedicava-se a recolher informações sobre políticos de todas as facções, dos professores Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa, às irmãs Mortágua, bem como personalidades das artes e do espectáculo, algumas já falecidas, como o cantor Marco Paulo, tendo já listado mais de centena e meia de alvos. Reunindo dados, traçando itinerários, vigiando, o MAL preparava morosa e meticulosamente os atentados.  Operações cuidadosamente planeadas desde 2018.  Entretanto, nem um único cocktail Molotov numa qualquer manifestação.  Nada. Um dos seus alvos colectivos seria o Parlamento, que o Movimento ocuparia, talvez para matar todos os deputados; um dos seus alvos individuais, o primeiro-ministro, para quem o MAL tinha já uma granada reservada.

Na posse de armas fabricadas por tecnologia 3D, os nazis armilares projectavam “golpes de Estado e tomadas de poder”.  Claramente não ambicionavam apenas perturbar a democracia em Portugal, mas também noutros países. De onde lhes viria o financiamento?

Os neo-nazis do Movimento Armilar Lusitano podem emitir e disseminar ódio e ser agentes do MAL, podem até planear matar e atentar, mas têm pelo menos uma vantagem: reunindo até à caricatura os requisitos necessários para constituírem a prova cabal de que toda a maldade, toda a violência, toda a canalhice e toda a ameaça nos chegam pela direita e só pela direita, prestam um inestimável serviço à pátria e à “democracia”.

EXTREMISMO       SOCIEDADE

COMENTÁRIOS

ANTÓNIO COSTA E SILVA: Por toda a Europa, o sistema parece estar a entrar em desespero. Perdido o monopólio da propaganda com a descentralização da informação na net, mobilizam-se as polícias e os tribunais como expediente de recurso para impedir a derrota, que sentem próxima e os assusta; não vá o povo lembrar-se de fazer justiça. Pelos casos do motorista de autocarro queimado vivo e do militante socialista que lançou um cocktail molotov sobre mulheres e crianças, que são os únicos atentados terroristas recentes em Portugal, sabemos que os racializados, os excluídos, os socialistas e outros activistas podem incendiar pessoas livremente, já que todos foram mandados em liberdade pelo tribunal e o socialista, também imediatamente libertado, apenas foi preso passado um mês porque a versão da comunicação social, de que "provocou um incidente", (sustentada por polícias, Ministério Público e pelo Tribunal), foi desmentida pela circulação da informação nas redes e canais alternativos e independentes. Estes perigosos terroristas fascistas, de muita conversa e nenhuma acção, vão acabar condenados exemplarmente para sustentar uma narrativa, como os outros fascistas do 1143, que continuam presos pela posse de duas pressões de ar, três canivetes e um saca-rolhas, ou o Mário Machado, que também está preso, condenado por muitas violações literárias.

SDC Cruz: Mais uma interessante aula de história explanada num excelente artigo.  Obrigado, JNP e até para a semana.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

ESTAR NA BERLINDA

 

Um propósito sempre apetecido.

TUDO SOBRE TRUMP, NADA SOBRE O IRÃO

Como é possível dizer que um país enfraquecido militarmente, a enfrentar uma crise económica grave, com um regime detestado pela maioria da população, ganhou uma guerra? Por causa de Trump

JOÃO MARQUES DE ALMEIDA Colunista do Observador

OBSERVADOR, 01 jul. 2026, 00:25

As discussões e os debates sobre a guerra do Irão foram de uma pobreza assustadora. Não foi só em Portugal, também foi no Reino Unido e em França (dois países europeus cujos debates sigo com atenção). A grande maioria dos analistas e comentadores nunca esteve interessada em discutir a guerra no Irão, e sobretudo as consequências para o país. O principal objectivo era, simplesmente, atacar Trump. A grande competição foi quase sempre para ver quem atacava Trump com mais dureza ou usando mais piadas (que quase nunca tinham graça).

Trump cometeu enormes erros. A guerra foi mal planeada e mal executada. As forças armadas norte-americanas sabiam que o Irão iria tentar ocupar o Estreito de Ormuz (fazia parte dos planos de guerra americanos na região há décadas), mas nada foi feito para o controlar antes do Irão. Ninguém sabe se as forças armadas americanas teriam conseguido ou falhado porque não foi tentado. As negociações com os iranianos também foram de uma pobreza enorme. Há um mito que nos diz que Trump é um negociador hábil. Talvez seja de negócios de construção civil e hotelaria. De negociações diplomáticas, não é seguramente. Trump não tem paciência para ganhar guerras e vencer na diplomacia. É impulsivo, farta-se, distrai-se, e está sempre a mudar.

Esta colecção de erros ajudou a tendência de discutir a guerra no Irão olhando apenas para Trump e ignorando quase tudo o resto. Aqueles que tentaram ir além de Trump foram raras e honrosas excepções. Os erros de Trump, e a antipatia e mesmo o ódio que causa em muitos comentadores, contribuíram para a pobreza das análises. Há uma dialética evidente sobre a mediocridade da política de Trump e a mediocridade das análises sobre a guerra do Irão.

A afirmação de que o Irão ganhou a guerra constitui o erro mais colossal de todos. Só mesmo o desejo de assistir a uma derrota de Trump pode levar à conclusão de que um país que perdeu o seu líder máximo, e grande parte das lideranças políticas e militares, e igualmente uma parte substancial da sua capacidade militar, venceu a guerra. Ninguém sabe quais são as consequências da guerra para o futuro do Irão e do seu regime. Sabe-se que há divisões no regime e no país, que a autoridade do Estado funciona mal e que a economia está destruída, com inflação descontrolada, o aumento do desemprego e da pobreza. O futuro do Irão pode ir desde o fortalecimento do regime, a mudanças no interior do regime, ao fim do regime ou a uma guerra civil. Ninguém sabe. Nem os iranianos. Qualquer destes cenários terá consequências enormes para a região. Daqui a dois anos, deixaremos de falar sobre a política do Presidente Trump, mas as mudanças internas no Irão, as suas relações com os seus vizinhos e o conflito com Israel continuarão a dominar os debates sobre o Médio Oriente.

Uma análise mais alargada do que aconteceu na região desde os ataques do Hamas a Israel, em Outubro de 2023, mostra mesmo que o Irão está muito mais fraco. A estratégia revolucionária do Irão tem sido durante décadas construir um cerco a Israel através de movimentos radicais apoiados e financiados por Teerão. O que se passa cerca de três anos depois? O Hamas está muito enfraquecido. O Hezbollah perdeu força, grande parte da sua liderança, e está isolado no Líbano. Na Síria, houve uma mudança de regime e de principal aliado passou a adversário do Irão. Depois de um acordo com a Arábia Saudita, assinado em 2021 (com mediação da China), e de uma aproximação com os vizinhos árabes do Golfo, estes olham agora para o Irão como a maior ameaça à sua segurança. Mais, os países do Golfo estão a pedir, uns em público (como os Emirados e o Bahrein), outros em privado, como a Arábia Saudita, a Israel para os ajudar a defenderem-se contra o Irão.

Mesmo no caso do Estreito de Ormuz, o futuro é complicado para o Irão. Se os iranianos insistirem em controlar o Estreito, serão os países da região, os europeus e as potências asiáticas a oporem-se. Os Estados Unidos não compram petróleo, nem gás, nem fertilizantes no Golfo. São sobretudo os países asiáticos que necessitam dos recursos naturais dos países do Golfo. No futuro, a culpa dos problemas na circulação no Estreito de Ormuz será dos iranianos e não de Trump.

Como é possível dizer que um país enfraquecido militarmente, a enfrentar uma crise económica grave, com um regime detestado pela maioria da população, isolado na região e depois de perder os seus principais aliados ganhou uma guerra? A resposta é muito simples. Por causa de Trump.

IRÃO      MÉDIO ORIENTE      MUNDO      DONALDO TRUMP      ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA      AMÉRICA

COMENTÁRIOS (de 20)

Isabel Gomes: É possível porque é obviamente mentira. Os canais de informação são na realidade canais de propaganda anti Trump.

Fernando ce: Pela primeira vez alguém diz que o o”rei vai nu”. A alegria com que jornalistas e comentadores diziam e dizem todos os dia que Trump e os EUA perderam a guerra é inacreditável. Como é possível defenderem o regime do Irão - uma ditadura teocrática, medieval, que ameaça a existência de Israel e é um perigo regional. Os EUA ainda representam a democracia de tipo ocidental que felizmente o governo português apoiou. Veja-se como o Supremo Tribunal de Justiça ainda ontem deu a conhecer decisões contra o Presidente, apesar de ter uma maioria republicana. Haja decência senhores comentadores e jornalistas.

José Paulo Castro » José Paulo Castro: Claro que a maior ironia é que esses estão objectivamente a ajudar o outro pólo da globalização, o autocrático, como a China e a sua aliança com o Irão.

Ana Rita Tudo isto porque a Europa virou à esquerda, o seu antiamericanismo primário está ao rubro. Sinto vergonha de viver nesta Europa parolinha e invejosa.

Alcides Longras > Manuel Gonçalves Qual é a parte do artigo em que se sublinha os factos como tudo o que o Irão perdeu e como tem o seu futuro comprometido que você chama de trumpismo? É que Trump é passageiro mas a crise no Irão já existia antes dele e vai continuar a existir bem depois.  Ou isso também é trumpismo?

ANA CRISTINA: A hipocrisia é tão grande que nem conseguem imaginar qual a hipótese se Trump não tivesse sido o eleito. Kamala, tão ao jeito destes comentadores europeus wok, teria dado a machadada final na Civilização Ocidental. A Europa estaria num buraco de onde dificilmente já sairia. Trump tem a vantagem de ser inconveniente de não ter filtros. Talvez ainda tenhamos acordado a tempo!

JOSÉ PAULO CASTRO: Se Trump, de alguma forma, ganhar as lutas em que se empenha, isso representa um rude golpe na globalização. Todos os que apostaram nesse modelo de sociedade global estão obrigados a fazer de Trump o seu foco.

MANUEL GONÇALVES: Os trumpistas do Observador insistem na sua defesa, contra todas as evidências do seu carácter errático, incompetente e de verdadeiro estrabismo corrupto. Como já perceberam que é insustentável defendê-lo directamente, agora fazem essa defesa de forma criativa e enviesada. Enfim, há muitas vias para enterrar a cabeça na areia, inclusive mandar para moderação um comentário que não gostam…

Tim do A: Acho que foi mais por causa sa Europa que se colocou do lado do Irão ou, pelo menos, não apoiou os EUA e Israel. Puseram-se do lado contrário ou do lado errado, isolando os EUA e Israel, em vez de aproveitarem a oportunidade única para resolver o problema. Assim é difícil!