segunda-feira, 13 de abril de 2026

Desvios dos poderes


Igualmente. E na sequência  da tal ignorância pretensiosa do tal pretenso “chefe”.

Ignorância e desordem global

Nada de fundamental melhorou por causa desta campanha militar ou da retórica agressiva, mas inconsequente de Trump.

BRUNO CARDOSO REIS Historiador e especialista em segurança internacional

OBSERVADOR, 11 abr. 2026, 00:23

Confirmou-se que o cenário mais provável e “mais racional para os EUA, e também para o Irão” é um cessar-fogo, mesmo frágil, que permitisse aos EUA e ao Irão declararem vitória e focarem-se em prioridades internas. Como já tinha previsto, o maior obstáculo seria o governo de Israel e a questão do estreito de Ormuz. Apesar de ser um cessar-fogo parcial e precário, Trump já declarou vitória total, como não podia deixar de ser. Isso significa também que, para já, o regime teocrático iraniano sobrevive. A ignorância afoita é infelizmente um fenómeno frequente e muito antigo, mas torna-se especialmente perigosa quando é apanágio dos poderosos.

Império da ignorância

Quem não sabe o que ignora, nem quer saber, sente-se livre para pregar e praticar muita asneira. Hoje, a ignorância é mais ousada, resultado da confusão entre o direito à liberdade de expressão e a falsa ideia de que todas as opiniões são igualmente válidas. Claro que todos têm o direito de dizer os disparates que quiserem; mas isso não os torna menos disparatados, nem vai abolir o direito dos outros de os denunciar e criticar. A ignorância afoita é hoje mais visível devido às redes sociais, mas o ignorante afoito sempre existiu. Raphael Bluteau, o estrangeiro “curioso” apaixonado pela nossa língua, escrevia com acerto, em 1727, na prefacção do suplemento do seu dicionário:

Notáveis privilégios são os da ignorância: o ignorante […] em apurar verdades não cansa o entendimento, nas academias não dá conta dos seus estudos […]. Sem frequentar as escolas, tem confiança para se insinuar nos congressos dos sábios. […] O mais besta de todos é o ignorante enfronhado em filosofias, que sonhou ter aprendido sem mestres e que, para saber, não há mister de livros.”

A descrição lembra-vos o líder de alguma grande potência actual? Não me darei ao trabalho de identificar quem melhor corresponde, hoje, a este retrato-robot. Se alguns leitores se irritarem com a identidade do suspeito ou, quiçá, se reconhecerem no retrato, poderão sempre aproveitar a caixa de comentários para exibir a sua falta de educação, de maneiras, de leituras e de entendimento – próprios do ignorante afoito.

O que fui procurar ao dicionário de Bluteau? Uma definição de império. Não a encontrei. Encontrei, sim, o verbete relativo a emperador. (Hoje escrevemos imperador, mas a ortografia tradicional – de que tanto se fala – não estava uniformizada, e a “tradição” ortográfica actual data apenas do início do século XX.) Império parecia um conceito ultrapassado na política global: o século XX foi um imenso cemitério de impérios. No entanto, com a demolição caótica e ignorante da ordem global vigente, o império arrisca-se a regressar, caso se consolide o retorno da guerra de conquista por grandes potências predatórias neoimperiais, a exemplo da Rússia na Ucrânia.

A ilegalidade da guerra de agressão 

É verdade que, até 1945 – antes da Carta das Nações Unidas – existiam menos restrições ao direito dos Estados de fazer guerra, apesar de uma tentativa falhada de o limitar em 1928. Mas a agressão gratuita nunca foi bem vista. Um exemplo famoso é o da acusação do senador Catão contra Júlio César pela conquista da Gália entre 58 a.C. e 50 a.C. Catão venceu o debate no Senado romano, embora isso não tenha bastado para travar a ascensão de César ao poder. Guerras de agressão externa e autoritarismo interno costumam andar de mãos dadas. O teste decisivo para perceber se um líder populista é ou não autoritário não é a sua derrota nas urnas, mas aquilo que faz a seguir. Poderemos testar isso com Órban, se perder este domingo, e veremos também como reagirá Trump às eleições intercalares de novembro deste ano. Em todo o caso, a ideia de que “não vale tudo na guerra” já era clara há mais de dois milénios.

Esqueçamos os princípios por um momento e perguntemos: a guerra sem regras e sem limites é eficaz? Não. Hitler conduziu uma guerra de conquista e extermínio – a mais brutal da História – entre 1938 e 1945. Resultado: resistência armada por toda a Europa ocupada e uma coligação global de 50 Estados contra o império nazi. O Terceiro Reich não chegou a durar 10 anos. A este propósito Trump exibiu recentemente a sua ignorância ao elogiar o ataque surpresa do Japão a Pearl Harbor e usá-lo como justificação para um ataque surpresa ao Irão – ignorando alegremente que o resultado final da Segunda Guerra Mundial foi a derrota total japonesa.

Mais: se a lei internacional não importa, com que argumentos podemos criticar os ataques ilegais do Irão aos países vizinhos ou à navegação civil no estreito de Ormuz? Os princípios básicos do direito internacional foram surgindo desde a Antiguidade porque é evidente que, sem regras mínimas, não existe a ordem e a segurança de que todos precisamos para viver, prosperar. Sem direito internacional, não há condições para manter as redes de comércio global. Todos estamos a ter uma pequena amostra do enorme custo que isso representaria. Nenhum Estado pode escoltar permanentemente todos os navios de que depende a sua economia: mais de 80% das mercadorias continuam a circular por via marítima, e mais de 90% dos dados da economia digital passam por cabos submarinos. O resultado seria um mundo mais conflituoso e mais pobre, com Estados cujos orçamentos seriam dominados pelos custos da defesa.

Donald Trump e Pete Hegseth não estudaram o suficiente para perceber que a guerra não é um mau filme de Hollywood. Hegseth começou por insistir em ser chamado Secretário da Guerra, porque Defesa não lhe parecia suficientemente másculo. Depois foi forçado a negar que a ofensiva contra o Irão constituísse uma guerra – seria ilegal sem aprovação do CongressoO mesmo Pete defendeu, num discurso que parece saído de um mau filme de acção, que “não haverá regras de empenhamento”, que “não se dará quartel” e “não se mostrará misericórdia”. Mais tarde, alguém lhe explicou que isso equivale a confessar um crime de guerra. Acabou por garantir que os EUA não visaram deliberadamente uma escola junto a um quartel iraniano, afirmando que os militares americanos não atacam civis. Ou seja, afinal existem regras de empenhamento, e são cruciais para preservar a reputação e a legitimidade dos EUA. Em suma, a maior potência militar do mundo é hoje liderada por ignorantes militantes e militantes ignorantes.

A vitória numa guerra é sempre política

Os EUA e Israel demonstraram superioridade tecnológica e táctica, atingindo cerca de 13 mil alvos no Irão. Eliminaram dezenas de líderes políticos e militares iranianos – inclusive o Guia Supremo Ali Khamenei e os principais chefes militares – e causaram milhares de baixas. Mesmo assim, o regime iraniano resistiu, continuou a combater e passou a reivindicar o controlo do estreito de Ormuz, ponto de estrangulamento vital da geoeconomia global. Já Teerão recorreu a tácticas irregularesdrones, minas, mísseis, grupos armados e outras formas de “nivelar poder”. Fez exatamente o que uma potência mais fraca deve fazer numa guerra assimétrica. Pequenas potências, como Portugal, deveriam aprender as lições da Ucrânia e do Irão e investir mais neste tipo de capacidades niveladoras.

Nenhum dos objectivos políticos declarados no início do conflito pelos EUA foi atingido. Por muito que Trump finja o contrário, não mudou o regime teocrático iraniano, que afirma não desistir do programa nuclear nem do apoio a grupos armados do “eixo da resistência”, como o Hizbullah. Continua a dispor de mísseis e drones suficientes para ameaçar a região e, sobretudo, a navegação segura no estreito de Ormuz – por onde, ironicamente, só tem passado petróleo iraniano, ao dobro do preço anterior e livre de sanções. Tudo isto poderá mudar com as negociações ou com a continuação do conflito, mas, por enquanto, nada de fundamental melhorou por causa desta campanha militar ou da retórica agressiva, mas inconsequente de Trump.

Quem ganha?

Este comportamento errático apenas reforça a percepção de que os EUA de Trump não são fiáveis – e de que ser seu aliado é, neste momento, um factor de risco. Ganhou sobretudo a Rússia, que vende petróleo ao dobro do preço, e a China, grande produtora de painéis solares e turbinas eólicas. Não tenhamos ilusões: ambas são grandes potências predatórias, mas, comparados com Trump, Putin e Xi parecem líderes um pouco mais previsíveis. Veremos como as potências do Golfo reagem a esta crise existencial. Se o regime iraniano sobreviver e se radicalizar – um cenário possível – é plausível que os vizinhos procurem garantias de segurança junto da China. Pequim poderá retirar daqui um incentivo para acelerar o seu programa de modernização militar e aumentar a pressão naval sobre Taiwan, aproveitando-se da distração ignorante e caótica do líder norte-americano e do enfraquecimento da lei internacional nos mares.

Não tenho certezas sobre a viabilidade deste cessar-fogo. Um dos problemas dos ignorantes afoitos é serem imprevisíveis. Não é por algo ser comprovadamente uma asneira, ou contrário aos seus próprios interesses, que deixam de cair nela. Tenho apenas uma certeza: seria um precedente desastroso permitir que o Irão continuasse a controlar e cobrar portagens num dos pontos de estrangulamento vitais da geoeconomia global. Isso seria uma enorme vitória estratégica para o regime de Teerão. Esperemos que, pelo menos isso, Trump perceba – e não se sinta tentado a alinhar no esquema em troca de alguma comissão.

IRÃO      MÉDIO ORIENTE      MUNDO      GEOPOLÍTICA      PRESIDENTE TRUMP      ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA      AMÉRICA

 

 

domingo, 12 de abril de 2026

Progressos


Satisfações próprias de quem sobe nos espaços reais, valorizando esta nossa Terra cheia de marcas de valor daqui transponíveis. Outrora foi a questão dos Descobrimentos, que levaram séculos de conquista, com direito a distribuição e troca de valores terráqueos. Agora, nos espaços, será um ver se te avias cada vez mais admirável do destaque humano. O que virá a seguir? Ousadia, coragem, saber, estão na origem destes saltos fabulosos do tal “homo sapiens” que, a par da harmonia, apresenta tanta fragilidade na vida … “que o vento levou”. Sem sabermos para onde, todavia…

 

"O maior anúncio grátis da história": da Nutella ao iPhone, foram várias as marcas que voaram até à Lua. NASA garante que não há patrocínios

Da Nutella a flutuar ao iPhone para tirar fotografias da Terra, os astronautas da Artemis II escolheram a dedo os produtos levados a bordo. Em Terra, há quem levante rumores de colocação de produto.

CAROLINA SOBRAL: TEXTO

OBSERVADOR, 10 abr. 2026, 12:43

Um frasco de Nutella a flutuar pela nave espacial da missão Artemis II captou os olhares mais curiosos para aquilo que poderia ser uma acção de marketing a caminho da Lua. Para além da empresa italiana, pelo menos mais sete marcas surgiram nas imagens dos astronautas na Orion, mas a NASA defende que “não há qualquer tipo de patrocínio de marcas”.

O episódio da Nutella no espaço rapidamente viralizou nas redes sociais, com utilizadores a descrevê-lo como o maior anúncio grátis da história. A própria Ferrero apenas soube que o seu produto estava a cerca de 400 mil quilómetros de distância da Terra quando viu o vídeo do frasco a flutuar ao lado da especialista espacial Christina Koch. Ao The Wall Street Journal a empresa garante que não pagou à NASA pela publicidade e que, para além de não ter conhecimento que aquela mistura de chocolate e avelã estava a bordo da Orion, não sabe qual dos astronautas a levou consigo.Eu não poderia ter filmado melhor, mesmo que tentasse, afirmou Chad Stubbs, director de marketing da Ferrero na América do Norte, referindo-se ao ângulo no qual o frasco voou, mostrando de forma clara o rótulo — e levantando dúvidas se o vídeo seria, de facto, real.

De acordo com o mesmo jornal, a NASA tem um política rigorosa contra a promoção ou o apoio a produtos comerciais, levando a que os próprios astronautas não possam mencionar marcas, nem ser pagos pelo seu nome ou imagem enquanto estiverem ao serviço da agência espacial. Ao Futurism, a NASA rejeitou as acusações de que estava a fazer “colocação de produto”, com a porta-voz da agência, Bethany Stevens, a afirmar que “a NASA não selecciona as refeições da tripulação nem os alimentos em associação com parcerias de marcas”. Isto não foi uma colocação de produto, acrescentou.

Apesar de não poderem mencionar marcas, o comandante Reid Wiseman deixou escapar durante uma conferência de imprensa ainda antes da missão que iria levar consigo um iPhone para tirar fotografias da Terra através das janelas da nave. “Acho que não posso dizer isto como funcionário público”, reconheceu rapidamente, corrigindo: “Temos dispositivos informáticos pequenos e altamente potentes que vamos levar connosco, com câmaras fantásticas.”

A verdade é que o iPhone 17 prateado já tem sido vistos nas imagens transmitidas desde Orion, juntamente com as câmaras da Nikon e da GoPro. “A Nikon vai além da Terra. Ao último minuto, uma Nikon Z9 conseguiu embarcar na missão Artemis II da NASA e está agora a ser testada no espaço profundo. Isto é que é impulsionar a próxima geração de fotografia lunar”, escreveu a marca numa publicação no Facebook.

Entre as marcas a bordo estão ainda os relógios Omega Speedmaster X-33 utilizados pelos astronautas, pacotes de M&M’s, rotulados como “chocolates com cobertura de doce”, e frascos da marca norte-americana de manteiga de amendoim Jif.

 Miguel Feraso Cabral

Também a marca da actriz norte-americana Jessica Alba teve um momento de publicidade na Artemis II. Desde a nave espacial, a astronauta Christina Koch pediu ajuda ao Controlo da Missão para encontrar entre os produtos a bordo algo específico: um creme de mãos da Honest. Isto pode requerer alguma investigação”, afirmou, acrescentando: “Estou à procura de um produto de higiene específico: um creme da Honest”. No Instagram, a actriz partilhou um vídeo a reagir ao pedido da astronauta, descrevendo o episódio como “inacreditável”. “Está no espaço! O quê? Isto é inacreditável. Isto é um momento que eu nunca pensei que aconteceria na minha vida real”, afirmou Jessica Alba.

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Bem-estar


Pretende-se, no final da vida. Parece justa, a pretensão. Mas não tenho a certeza disso, num mundo de fraco equilíbrio, onde os exibicionismos prevalecem.

O "Ageing in Place" como resposta global à melhoria do bem-estar

O "Ageing in Place" um tema que deveria passar a estar na ordem do dia, permitindo que o mesmo seja bem planeado e bem trabalhado, e com tempo

OBSERVADOR, 16 nov. 2024, 00:00

Ageing in place (“envelhecimento em casa”) deveria passar a estar na ordem do dia e ser tema de debate obrigatório em Portugal, no sentido de que, quem pretender permanecer em casa no período do seu envelhecimento, possa perceber que o seu conforto e bem-estar saem melhorados.

Chegados a uma determinada idade, as pessoas deparam-se com a necessidade de escolha daquela que julgam ser a melhor solução para o seu bem-estar: Ou permanecem em casa e têm soluções que permitem viver mais confortáveis; ou mudam-se para uma residência sénior, onde os cuidados são permanentes; ou ainda, como acontece amiúde, são acolhidos pelos filhos, amigos ou familiares, que os ajudam na fase mais avançada da vida.

Dentro destas alternativas, muitas pessoas optam por escolher envelhecer em sua casa, tentando manter a sua independência o maior tempo possível. A sensação de segurança, de controlo contínuo da sua vida, e a ligação que têm à memória afectiva de toda uma vida, leva a que as pessoas optem, em grande parte das vezes, por ficar em sua casa até ao fim dos seus dias. Mas isso deve ser feito de uma forma ponderada, e desde que com garantia de conforto, qualidade e bem-estar, situação essas apenas proporcionadas se dispuserem de acesso a adequados serviços ao domicílio (sejam estatais ou privados).

Neste sentido, o Ageing in Place, termo técnico que engloba esta temática, é muito pouco discutido ou debatido em Portugal, dando-se muito maior atenção e relevância a outras soluções institucionais (como é o caso das residências seniores).

Se analisarmos este tema noutras geografias, ele aparece muito mais debatido e valorizado, sobretudo em países anglo-saxónicos, como o Canadá ou os EUA, o Reino Unido ou a Irlanda, países esses onde existem apoios efetivos e iniciativas concretas que transformam esta alternativa de viver os últimos anos de vida em casa numa solução muito válida para grande parte das famílias.

Em boa verdade, este é um tema que deveria sair rapidamente para a agenda pública e privada em Portugal, por diversas razões, entre as quais destaco três.

A primeira, é sobretudo demográfica, pois não é difícil encontrarmos previsões relativas ao envelhecimento em Portugal e a sua posição nas próximas décadas. Assim, segundo o INE, a população com mais de 65 anos terá um peso cada vez mais significativo, devendo atingir 37% da população em 2080, quando hoje representa cerca de 22% (2,2 milhões de pessoas), pelo que certamente aparecerão cada vez mais pessoas a decidir envelhecer em casa.

A segunda, é a resposta estatal a esta evolução, não se vislumbrando por agora medidas concretas e vigorosas, projetadas a diversos anos, para o seu combate e resposta a esse cenário. Sabemos apenas que a população mais idosa irá atingir em Portugal, dentro de algum tempo, um número superior a 3 milhões de pessoas, e que as respostas que devem ser dadas, quer a nível hospitalar, quer ao nível de apoio domiciliário, quer ainda ao nível de residências seniores, não estão ainda hoje claras e orientadas para essa população projetada. Assim, numa perspectiva de longo prazo, podemos facilmente confirmar que o número de camas disponíveis e projectadas em hospitais e em residências afiguram-se claramente insuficientes para fazer face à tendência de crescimento desta população mais idosa.

Por fim, mas não menos importante, a razão financeira. Com a constante redução do valor das reformas face ao último salário, perspetivada para os próximos anos, a que se junta a baixa capacidade de poupança da população portuguesa, as famílias poderão chegar ao seu período de reforma com rendimentos bastante mais baixos, não lhes permitindo continuar a ter uma vida capaz e condigna. Desta forma, se nada fizermos com antecedência, iremos ter, em poucos anos, uma população idosa muito mais empobrecida, com níveis de rendimento muito baixos, conduzindo tudo isso a um problema social agravado. Assim sendo, problemas como a falta de integração comunitária, o isolamento social, e até a solidão, agravar-se-ão e tornarão a sociedade ainda mais frágil.

Em suma, devemos considerar o Ageing in Place um tema que deveria passar a estar na ordem do dia, permitindo que o mesmo seja bem planeado e bem trabalhado, e com tempo, obrigando a repensar as condições de habitabilidade, os impactos sociais e as condições financeiras da população mais idosa.

TERCEIRA IDADE      SOCIEDADE      QUALIDADE DE VIDA