quinta-feira, 19 de março de 2026

Humor político


Criticamos a cobardia demonstrada, mas estamos todos nela incluídos. E no caso luso, há muito que a revelamos. Nós todos, sem excepções de monta.

Europa: a avestruz a anos-luz do Estreito de Ormuz

Até ver, não haverá mais barcos naquela região além dos norte-americanos. A não ser que os boatos sobre a orientação sexual do novo aiatola levem à organização de uma flotilha pelos direitos LGBTQIA+.

TIAGO DORES Colunista do Observador

OBSERVADOR, 18 mar. 2026, 00:2331

Além do já normal andar à volta, o mundo anda também agitado. Digamos que o planeta está shaken, and stirred. O James Bond não ia gostar: mandava-o logo para trás. E eu também não sou grande fã deste bombardeamento ininterrupto de megabytes de informação sobre o que se passa em todos os cantos da Terra. É fácil sentirmo-nos assoberbados com tanto estímulo. Por isso, nesses momentos, é essencial parar um pouco. O método que eu adoptei para conseguir o máximo relax é, tomem nota, imaginar-me Mário Centeno.

Ah… Que maravilha… Fico imediatamente todo zen, só de visualizar aquela reforma de Centeno aos 59 anos, com o estatuto de Ronaldo das Finanças e o vencimento quase de Ronaldo Ronaldo. Ainda que o Ronaldo Ronaldo deva a seu prestígio ao facto de, em vários campeonatos, se ter fartado de facturar, ao passo que o Ronaldo das Finanças deve o seu prestígio ao facto de não pagar facturas: ali, no governo, a pulverizar recordes mundiais de cativações uns atrás dos outros. Que campeão!

A propósito de cativações – ou da falta delas – e de saudosos grandes líderes socialistas, José Sócrates já tem um novo muito em breve ex-advogado. Sim que, à hora a que lêem isto, o mais provável é José Sócrates já ter dispensado o seu então agora antigo novo porque já ex-advogado oficioso. Ou qualquer coisa deste género que, sinceramente, neste emaranhado de advogados de Sócrates perdi-me ainda mais depressa do que a ver A Origem, com o DiCaprio.

E já que falo de actores, aproveito para não mencionar os Óscares, uma vez que não tenho grande interesse em acompanhar assembleias do grupo parlamentar norte-americano do Bloco de Esquerda. Além de que o Conan O’Brien, pelo que sei, não foi nenhum Ricky Gervais nos Globo de Ouro de 2020. Falarei, isso sim, de uma grande actriz europeia: URSULA VON DER LEYEN.

Nas últimas semanas, tem estado extraordinária, a Ursula. Merecedora mesmo de um Óscar pelo seu desempenho no papel de uma senhora de meia idade amnésica, que depois de há escassos anos, enquanto ministra e potencial sucessora de Angela Merkel, ter apoiado efusivamente o fim da energia nuclear na Alemanha, andar agora, de forma igualmente convicta, a garantir que a Europa não vai a lado nenhuma sem energia nuclear. E sem Ursula von der Leyen para nos chamar a atenção para a incompetência de Ursula von der Leyen, naturalmente.

Põe os olhos nisto, Meryl Strip, que numa primeira e muito benevolente análise, poderia ser visto como um simples mudar de ideias. Mas que numa segunda e apenas benevolente análise talvez não seja um simples mudar de ideias, mas sim um não ter a mínima ideia sobre coisa nenhuma. Para numa terceira e acintosa análise, ser inevitável cogitar se este ir ao sabor do vento das renováveis, com as velas infladas pelos impostos dos europeus, não terá sido, afinal, uma epopeia repleta de tesouros para a Presidente da Comissão Europeia.

Velas infladas ou não, para onde os barcos europeus não navegarão, de certeza, é para o Golfo Pérsico. Donald Trump lançou o repto a vários países da Europa para juntarem as suas forças às dos EUA no controlo do Estreito de Ormuz e os líderes europeus, com a feminilidade tóxica que os caracteriza, optaram por não tomar partido no conflito que coloca, frente a frente, o maior aliado de história da Europa e um regime que, à primeira oportunidade, apreciaria imenso apagar a Europa da história. Compreende-se, é uma daqueles decisões difíceis, tipo “gostas mais do pai ou da mãe?”, quando o pai só não bate na mãe quando está demasiado ocupado a bater no filho.

Ou então estou a ser injusto e os líderes europeus só não responderam a Trump porque não escutaram o desafio do presidente norte-americano. Ou acham que é fácil ouvir alguma coisa quando se tem a cabeça enfiada na areia movediça das suicidas políticas imigratórias que trouxeram sabe-se lá quantos fundamentalistas islâmicos para o coração da Europa? Hã? Acham ou não? Mau, não me digam que têm a a cabeça enfiada na areia movediça das suicidas políticas imigratórias que trouxeram sabe-se lá quantos fundamentalistas islâmicos para o coração da Europa?

Bom, o facto é que, pelo menos até ver, não haverá mais barcos naquela região do médio oriente além dos navios estado-unidenses. A não ser que os continuados ataques americanos e israelitas à liderança do Irão, associados aos boatos sobre a orientação sexual do novo aiatola, resultem na

organização, urgente, de uma  UNIÃO EUROPEIA     

EUROPA      MUNDO      ENERGIA      ECONOMIA      PRESIDENTE TRUMP  ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA      AMÉRICA      IMIGRAÇÃO      IRÃO      MÉDIO ORIENTE

COMENTÁRIOS:

Carlos F. Marques: Grande Tiago! Artigo Soberbo.                     Uiros Ueramos: Tenho vergonha de ser europeu.  O berço da civilização ocidental, está de rastos e ajoelhou-se perante a ameaça pírrica dos terroristas aiatolas. Perante um regime sanguinário, terrorista e inimigo declarado do Ocidente, a UE preferiu a cobardia, a neutralidade de fachada e os comunicados vazios. Nem sequer teve coragem para um gesto simbólico no Golfo, ao lado dos EUA. Isto não é prudência. É fraqueza. E, pior ainda, é impreparação total. A Europa fala como potência, mas age como um bloco desarmado, indeciso e aterrorizado perante os aiatolas. Perdeu-se mais uma oportunidade para estar do lado certo da História. E os americanos não esquecerão que, quando chegou a hora de defender os valores ocidentais, os europeus escolheram apoiar indirectamente os aiatolas. Em jeito de rodapé, os americanos e israelitas já destruiram 90% da capacidade do Irão de lançar mísseis...E estão a ganhar a guerra, por muito que a CS de esquerda tente esconder.                  João Floriano: Há muito, muito tempo, quase que apetece dizer numa galáxia distante, a Europa era a terra das gaivotas que livres voavam na defesa da democracia e do melhor que esta pode trazer ao mundo. Hoje as coisas mudaram e em vez de gaivotas, os políticos europeus são avestruzes que mergulham as cabeças na areia mas deixam ficar à vista o rabo cheio de plumas que pouca ou nenhuma serventia têm a não ser em espectáculos de travestis. E por falar em travestis e drag queens, eis aqui um exemplo de arte performativa  a que o Irão nunca terá acesso enquanto aiatollas e guardas da revolução  estiverem ocupados no massacre dos que ousam manifestar-se contra o regime. Está portanto explicado o motivo pelo qual a extrema esquerda ocidental e a nossa incluída nunca protestam contra o tratamento «carinhoso» dado aos homossexuais no Irão: não há e se não há não faz sentido falar-se nisso. Lógico! O Irão é certamente um caso de estudo porque em mais de 90 milhões de habitantes são todos hétero .  Desinformação pura insinuar que o novo aiatola que ainda não se mostrou pode segurar a chícara do chá com o dedinho mindinho bem esticado para fora. Mas pode dar-se o caso de ter sido ferido nalguma zona sensível e ser necessário esperar para ver como fica a voz. Outro rumor que por aí circula tem  a ver com a profunda desilusão de Trump causada pelos seus aliados. O presidente norte-americano partiu do pressuposto errado que se a Europa organizou  com facilidade uma flamboiante flotilha que no final do verão de 2025 partiu de Barcelona para leste rumo a Gaza, então seria fácil  fazer o mesmo com navios de guerra muito embora em vez de farinha Maizena com gorgulho e latas de salsichas fora do prazo de validade, a nova flotilha levasse todo o tipo de fogo de artifício para libertar o estreito. A Casa Branca pondera pedir ajuda a Mariana Mortágua para desbloquear o impasse do estreito de Ormuz. Ainda não foi possível aceder à ex dirigente do Bloco porque esta tem a cabeça firmemente enterrada na areia. Há quem duvide que algum dia a venha a desenterrar. Úrsula von der Leyen voltou o bico ao prego e fala agora sobre os benefícios do nuclear. Devia ter pensado melhor lá bem atrás no passado quando Merkel se entregou em termos de energia barata nos braços de Putin. Se Úrsula mudou de opinião, não me admira que Merkel também venha  a reconhecer que a sua política de «Kommt zu Mamma, meine liebe Kinder!» em relação  a sírios  e afins foi uma tragédia para a Europa.                       David Pinheiro: Artigo muito injusto para o Costa.  Nem uma menção... Ele fica triste.  PS: Cada tiro, cada melro. O artigo não só é divertido como é totalmente certeiro. E não vale a pena criticar a Úrsula, já que o nosso contributo para a causa, o Vamoláver, é muuuuito pior                    Komorebi Hi: A Europa e a UE está dividida, mas o Centrão mantém no poder von der Leyen de cada vez que é votada uma moção para que seja investigada, por corrupção ou para que seja substituída. A lógica do centrão da UE, onde se pode incluir para pior o UK de Starmer, hoje um Estado embrião do Islão, é a lógica dos deputados eleitos pelos centrões da Europa como Portugal, Espanha ou França, vivem dos votos dos acomodados, subsidiados e reformados, em Portugal o número desses queridos votantes desta democracia supostamente representativa não anda longe dos 2, 5 milhões número onde se podem incluir grande parte do funcionalismo público parasita do sistema da III República.  Portanto esqueçam reformas na UE, no sistema do Euro, do BCE ou em Portugal. Se Sócrates se candidatasse pelo PS, ou Costa voltasse para se candidatar pelo PS ganhariam as eleições de novo, ou arrisco a dizer que Passos não teria maioria absoluta se fosse candidato a PM pelo PSD.                     Pedro Correia: A falta de coragem da Europa é vergonhosa, mas também sinal de uma fraqueza e incapacidade militar. Andou mais de 50 anos a fazer peito à conta da cobertura dos americanos na NATO. Mas também, convenhamos, que Trump não está a agir correctamente. Julgo que está a pagar, e bem, pelo que tem feito à Ucrânia. Também se pode dizer que tem sido vergonhosa a sua actuação em relação à falta de apoio à Ucrânia, se bem que, lá está, a Europa estava a contar que fossem os americanos, lá do outro lado do oceano e sem qualquer proximidade, a resolver um problema na Europa.                        Luís Rodrigues: Artigo excepcional. Descreve com muito humor a lamentável actualidade. Apontamentos notáveis: o estatuto de Ronaldo das finanças a acompanhar vencimentos de Ronaldo Ronaldo; o Ronaldo que factura vs aquele que não paga facturas; a mudança de ideias das tontas e dos tontos do net zero em contraponto com o facto de não terem a mínima ideia de nada; a introdução da ideia de feminilidade tóxica aplicada à Europa                  Fernando ce: Delicioso. O texto, claro.                        Alexandre Barreira: Pois. Caro Tiago, É verdade  É verdade que a Europa. Está a......"Levar no Estreito". E parece que até......gosta.....!                         Manuel Magalhaes: A Europa é uma avestruz estúpida, tanto tem querido defender a ideia de Ocidente, para além de se ter deixado infiltrar por milhões de muçulmanos que pretendem sobretudo acabar com o tal Ocidente e de o Irão ser sem dúvida o principal patrocinador, resolvemos ter uma birra contra Trump, quando lhe podíamos dar uma bofetada de “luva branca” para lhe fazer ver que os aliados são precisos e lhe demonstrar a sua incrível atitude em relação à Ucrânia e o seu namoro ao nefasto Putin…                       Antonio Castanheira: 👍🏻           José Paulo Castro: Feminilidade tóxica ! É isso. Que grande conceito para explicar esta doença generalizada que assola os políticos europeus.                   Américo Silva: Ao que parece vamos mandar para Ormuz o NRP Mondego, comandado pelo almirante Iglo.            MariaPaula Silva: Muito bom, TD como sempre, o  melhor Gato! adorei a "feminilidade tóxica" dos líderes europeus e quanto à von der Leyen é esperta que nem um alho. Não sei onde ele põe o $$$  mas gostava de saber quanto é q ela meteu ao bolso com as eólicas, com as vacinas e agora com o armamento. Uma sabichona das antigas, consegue ser pior que a sra. Merkel! Quanto ao excesso de imigração islâmica na Europa, e visto que os sinais eram visíveis há muiiiito tempo, continuo sempre com a mesma dúvida: porque deixaram os dirigentes europeus chegar a situação a este ponto? são todos  bu rri nhos  ou   há mesmo alguma razão soturna por detrás disto tudo?                        L Faria: Ora aqui está uma crónica cheia de humor a chamar de pussys todos os europeus que apreciam aguentar uns ataquezitos terroristas a espaços, que maaatam umas dezenas de inocentes civis, só para não pagarem uns cêntimos a mais por litro de combustível e não passarem frio no inverno. Entretanto os ucranianos e o povo iraniano que se fooodam. Afinal de contas o Irão não constitui uma ameaça e os russos têm uma vodka de estalar.                       Miguel Macedo: Muito bem! Como sempre!                        Paula Barbosa: Está de arrasar! Mandem os barquinhos a remos do lago do Campo Grande. Se ainda existem….                          David Pinheiro > Américo Silva: Mas ca grande argumento!!! Parabéns! Vamos já parar a guerra.  

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