sábado, 28 de março de 2026

Sim!

 

Parece-me repulsiva tal abstenção, a mim que guardo no meu álbum uma foto do Armando, nosso criado durante alguns anos, na minha infância, e que me mandou uma foto da Índia, onde foi fazer a tropa, foto que os meus pais me enviaram para Coimbra. Só tenho pena de não ter também uma do nosso Salvador, o criado que tínhamos, quando “descolonizámos”, e que lia o Notícias sentado à mesa da cozinha… E também da Marta, que tomava conta dos meus dois últimos filhos pequenos! Disse-lhe um dia: “Marta! Porque estás hoje tão bem vestida?” Respondeu: “É para quando senhora diz que vamos embora numa festa levar!”, frase bem alegre, que marcou o meu respeito pelos vestidos das festas. Houve sempre amizade, na nossa casa, tanto no meu tempo de filha, como no de casada. Harmonia e desarmonia houve e há por todo o lado, é claro, escusamos de querer armar numa pseudo sabedoria falsa e fastidiosa, condenatória, até, de um passado histórico que foi bem digno de uns LUSÍADAS, afinal! Mas â glória de uns, sucede a inveja de outros, puro pretexto para a destruição das reputações.

Uma abstenção que nos envergonha

A abstenção do nosso país na votação nas Nações Unidas e a dificuldade em assumir que o seu único propósito é ir preparando os espíritos para o futuro pagamento de reparações é, a meu ver, vergonhosa.

JOÃO PEDRO MARQUES Historiador e romancista

OBSERVADOR. 27 mar. 2026, 00:2157

Afirmei há 15 dias, no Observador, que isto estava em preparação. Agora os factos vieram dar-me infelizmente razão e o que se cozinhava concretizou-se: no passado dia 25 de Março, por proposta do Gana, a Assembleia Geral da ONU deliberou que o tráfico transatlântico de escravos foi o mais grave crime contra a humanidade. Reparem que não foi um crime contra a humanidade — algo que já fora definido há 200 anos, ainda que noutra terminologia, e com que, ao que suponho, todos certamente concordamos — foi, segundo a ONU, o maior, o mais grave, de todos eles. Sim, leram bem, maior do que o Holocausto, por exemplo, ou do que dezenas de outros grandes e devastadores crimes que se cometeram no passado e que é histórica e moralmente impossível de hierarquizar entre si. Os nossos antepassados que no século XIX lutaram contra o tráfico transatlântico de escravos e lhe puseram fim classificaram-no como “crime contra as gentes” — era essa a designação da época —, mas nunca afirmaram que fosse o maior de todos eles pois não havendo (e continuando a não haver) escala que permita medir tais coisas isso seria um manifesto absurdo.

Foi esse passo absurdo que a ONU veio agora dar para fazer a boca doce aos  objectivos políticos dos países africanos e à sua visão dos acontecimentos da história universal. Que esta aberração tenha sido votada favoravelmente por 123 países, incluindo, claro está, o Gana e os países africanos que a propuseram e os das Caraíbas que andam há muito a prepará-la, e faróis dos direitos humanos e da não-violência como, por exemplo, o Irão, não deverá espantar-nos. Também não deve espantar-nos o discurso seguidista e esponjoso, que António Guterres fez na ocasião pois corresponde ao que de há muito nos habituou. Aliás, nunca tive dúvidas de que sendo a ONU aquilo que é, a proposta do Gana iria passar facilmente e teria em Guterres um apoiante e acólito. Mas tinha curiosidade em ver qual seria a posição europeia e tinha, confesso, a esperança de que fosse clara e francamente contrária às pretensões do Gana. O que me espanta e revolta é que só tenha havido três votos contra essa pretensão — os dos Estados Unidos, da Argentina e de Israel — e que tenham sido contadas 52 abstenções entre as quais as dos países da europeus, tanto os que tiveram um passado colonial em África, como o Reino Unido ou a França, como os que nada tiveram a ver com esse quadro, como sejam a Hungria ou a Albânia. O facto de todos esses países se terem abstido revela bem até que ponto o trabalho de sapa levado a cabo ao longo de décadas nas escolas e universidades, adubado pelo wokismo de tempos mais recentes, conseguiu plantar e fazer frutificar um sentimento de culpa das populações europeias brancas relativamente à história colonial de algumas delas.

Portugal foi um dos países que se absteve, quando, em minha opinião, deveria ter votado contra pelas razões que ando a defender há anos e que expliquei de forma mais específica no artigo no Observador já referido acima. A abstenção do nosso país na votação do dia 25 de Março e a sua dificuldade em (ou o seu receio de) assumir frontalmente que não faz qualquer sentido histórico ou filosófico classificar uma violência como sendo a maior de todas, e que o único propósito que isso tem é o de ir preparando os espíritos de governantes, governados e legisladores para o futuro pagamento de reparações, são a meu ver vergonhosas. Igualmente vergonhoso é que o governo não se tenha dado ao trabalho de explicar esta sua posição ao país. Nesta área, como, aliás, na área do ensino da História, o governo evita falar. Não quer comprometer-se nem dar nas vistas. Avança pela calada, cosido com as paredes para não se fazer notado, procura camuflar-se e dissolver-se no meio dos seus congéneres europeus. A interpretação mais benevolente é a de que não tem qualquer posição quanto a isto e que anda a reboque de Bruxelas numa espécie de “Maria vai com as outras”; a tese mais dura, mas  provavelmente mais próxima da verdade, é a de que, à semelhança de Marcelo Rebelo de Sousa, os nossos actuais governantes Luís Montenegro, Paulo Rangel e outros altos responsáveis pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros consideram que o tráfico negreiro praticado pelos europeus foi, efectivamente, o maior crime contra a humanidade alguma vez praticado e que isso merecerá castigo, pedidos de desculpa e uma gorda indemnização, estando dispostos a pagá-la.

É para mim claro que quando o nosso representante na ONU se abstém em vez de se opor frontalmente a algo que é absurdo e que visa, de forma explicita, obter reparações materiais pelo tráfico transatlântico de escravos e a escravidão — e, futuramente, pelo colonialismo — tem a perfeita noção, tal como o governo em Lisboa também a terá, de que esse voto equivale a um “nim” e que é meio caminho andado para vir a anuir, num próximo futuro, a pagamentos aos países africanos e caribenhos. Terão, também, provavelmente, a convicção de que é preciso esconder isso do país, pois é o que têm feito. Ora tudo isto é lamentável, tanto a acanhada, frouxa, encolhida, abstenção, como o facto de ela ter sido preparada e efectuada às escondidas dos portugueses. Por que razão se votou desse modo? Com que fundamentos lógicos e históricos? Com que objectivos diplomáticos e políticos? Com que razão, nexo e moral? Como eleitor que votou na AD e que tem apoiado a sua acção governativa sinto-me profundamente frustrado e desiludido com este posicionamento do governo português. Esta abstenção é uma vergonha para nós e não augura nada de bom.

ESCRAVATURA        SOCIEDADE        NAÇÕES UNIDAS        MUNDO 

COMENTÁRIOS

 José B Dias > João Floriano: Um dia ainda irá aperceber-se que o PSD não é Direita ... ela por lá chegou a estar quando nada mais existia após as "limpezas" do PREC mas cada vez menos por lá vai restando. Social democracia é socialismo pintado com cores mais vistosas ... não espanta,  pois,  o posicionamento a reboque de Bruxelas e sempre de costas vergadas e mão estendida!                  Jorge Espinha: Tendo em conta que os antepassados dos Ganeses, Nigerianos, Congoleses e Senegaleses se forraram com a venda de escravos , vão eles também pagar reparações ?                 João Floriano: João Pedro Marques tem razão quando  escreve que a votação dos países europeus e a de Portugal não augura nada de bom. Juntamente com a fraqueza do nosso governo liderado por Montenegro, com muitos simpatizantes do wokismo infiltrados como a Ministra da Cultura, no ensino e na CS, poderemos vir a sofrer as consequências de decisões tomadas sorrateiramente. Marcelo Rebelo de Sousa fez um grande trabalho para preparar o terreno, batendo continuadamente na tecla da culpa que  não temos. E colocam-se duas questões fundamentais: certamente que os países queixosos vão extorquir o máximo que lhes for possível. Somos pelintras, pobretanas, sempre  a contar tostões: donde virão os milhões para os pagamentos? E a quem se entregarão? Aos governos corruptos de África e das Caraíbas? Só nos faltava mais esta! Afinal para que nos serve uma ampla maioria de direita se depois quem manda é mesmo a esquerda woke?                       João Santos: Uma vergonha a posição portuguesa! Mas não é de estranhar quando temos um MNE wokista e  LGBT militante e praticante...                 Filipe F: Outra evidência da acelerada decadência da Europa.                     Paulo Silva: O que esperar de um governo num Estado de direito cuja lei fundamental aponta o abrir o caminho para uma sociedade socialista numa Europa que cede ao wokismo?… Remorsos do homem branco e complexos de culpa do Ocidente são a colheita de décadas de académicos engajados a semear a má-consciência em bem-pensantes cabeças...                 António Duarte. É triste e doloroso ir constatando dia após dia que Trump tem razão: a Europa caminha para a perdição e nesta terra que um dia foi o farol da civilização reinará em breve os mais abjectos valores, a começar pelo “esquerdismo islâmico” que pura e simplesmente nos aniquilará. Um bravo a Guterres, ao PS, à IL e ao PSD pela sua ignorância e falta de visão do futuro de que serão também carrascos!                   Lourenço de Almeida: Quem caçou e vendeu os escravos foram os antepassados dos actuais africanos. Quem os comprou e explorou foram os antepassados dos actuais caribenhos, brasileiros ou outros sul americanos. (Chile, Paraguay e Argentina excluídos) Quem fez tudo isso até há menos de 100 anos foi o mundo islâmico. Que falem entre eles.                        Tim do A: A Europa está perdida em decadência acelerada e a ONU,  um veiculo perverso do terceiro mundo comandado pelo eixo Rússia, China, Irão, Venezuela, Coreia do Norte, Cuba, já não devia existir.                     José Roque: É verdade: Paulo Rangel mais uma vez envergonha Portugal. De Guterres não se espere mais.                victor guerra: Tem total razão,a ONU é uma organização de oportunistas, que querem que o presente os compense dos erros próprios passados. E têm para isso um  secretário-geral , o "picareta falante" do inútil. A História não conta e a Comunicação tem outros temas,que vendem mais                       Manuel Magalhaes: Guterres para além de ser uma nódoa é também uma vergonha para todos nós portugueses, agora o nosso governo que se absteve numa votação que na realidade é mais um ataque ao nosso passado demonstra bem o complexo de esquerda do PSD que tão mal tem servido o país!!!                   Miguel Siqueira: No dia em que um governo PS ou PSD pagar estas indeminizações é o dia em que o Chega começa a cantar vitória nas eleições que se seguirem.                        klaus muller > Paul C. Rosado: Talvez seja injusto dizer que "o ocidente efeminou-se", Paul. Tenho a certeza que, neste caso, Margaret Thatcher teria mandado votar contra. "Amaricou-se" é capaz de ser melhor.                  Paul C. Rosado: O ocidente efeminou-se. Em breve extinguir-se-á. E o mundo inteiro será um gigantesco pardieiro, tal como o são a maioria dos países que votaram a favor desta aberração.                    A. Barbosa: Lamentável a abstenção e a posição portuguesa. É resultado da falta de um posicionamento politico claro, da falta de rigor na análise histórica e da errada análise da politica actual. Posição com resultados perigosos. Triste, lamentável, uma vergonha.                         Rui Delvas: Pior que os 1200/1300 anos de escravatura muçulmanoa que, entre outros requintados aspectos, promovia e praticava a mutilação sexual?         Victor Goncalves: E interessante ver que para os Brasileiros , o esquerdismo militante ensinado nas Universidades, serve para constantemente acusar os Portugueses de colonialistas escravocratas. Esquecem-se que a Independência  do Brasil se deu em 1822 e a abolição da escravatura só foi oficial em 1888. Portanto, andaram 66 anos a beneficiar com o tráfico negreiro. Se a hipocrisia fizesse cair os dentes!!!!                Helena L: Não votarei num partido que seja favorável ao pagamento de "reparações". É mesmo um big no. E é bom que os partidos sejam claros em futuros programas eleitorais, em vez de, como diz o autor, se "coserem às paredes" a ver se ninguém nota                Victor Goncalves: Pois é, caro Professor! Pelos vistos não reparou que o PS2 é um partido de Esquerda. Ainda por cima votou neles. Por aquela personagem da Balseiro Lopes  está claro que o Wokismo passou a ser uma causa do  PSD. Caro, está à espera de que?Sou um seu admirador,  concordo com o que escreve, mas se quer mudar alguma coisa , não e com este PSD que faz parte do problema e não da solução, que vai conseguir.                    Sr Leão: Um absurdo e uma vergonha toda esta exigência das reparações, qual paródia de circo encenada pelos palhaços principais Gugu, Marcelo e mais uma cambada de inúteis que sempre viveram à nossa custa. E imaginem só que Portugal vai aceitar pagar tais reparações. Donde vai sair esse dinheiro senão dos bolsos de cada um de nós???            Antonio C.: Mais uma posição vergonhosa dos representantes nacionais na sede de um organismo a caminho da irrelevância. Para quem virou-casacas na questão de Gaza a troco de um lugarzinho de observador no Conselho de Segurança, isto não surpreende.                                  graça Dias: Senhor Professor João Pedro Marques  Magnífico artigo, que é um lembrete implacável detalhando os horrores de mentes perversas, que o Senhor Professor com o seu reconhecido saber e prestígio, nos informa e alerta consciências distraídas ou adormecidas, para tão obtusas e graves decisões tomadas na cada vez mais  descredibilizada -  ONU.

A  ONU deliberou  que o tráfico transatlântico  de escravos  foi o  mais grave crime contra a humanidade. "

Tal afirmação é repulsiva e revela a imoralidade, a corrupção do pensamento e os dogmas inauditos e perversos da própria ONU,  dos  123 países que votaram favoravelmente « o Gana e os países africanos, os das caraíbas e até o Irão !...» neste "Teatro maligno", com palco numa "organização decrépita".  

 ps.

a) Portugal ao abster-se, manifestou não só a sua ignorância sobre a História, a sua subjugação e cumplicidade com as visões das esquerdas marxistas e radicais .

b) Sem dúvidas, este 1º Ministro Luís Montenegro, o seu Ministro dos Negócios Estrangeiros doutorado nos corredores de Bruxelas e a sua Ministra da Cultura, são símbolos do preconceito ideológico e da decadência a mergulhar no "obscurantismo ", da cultura Woke.

c)  Portugal ao abster-se, em nada se diferencia dos 123 países que votaram tão hedionda proposta. Uma decisão humilhante!.. como portuguesa sinto um grande desconforto e...

NOTA :

"Foram os árabes muçulmanos que começaram o tráfico de escravos em larga escala" , muito antes dos ocidentais terem chegado ao continente Africano. os árabes-muçulmanos estão na origem da calamidade que foi o tráfico e a escravatura, que praticaram do século VII ao século XX , com a cumplicidade dos próprios africanos. Manifesto o meu obrigada ao Senhor Professor JPM por tão importante relato sobre o que se poderá considerar  - na ONU  "o Rei vai nu ".                      Carlos Grosso: Se os homens podem mudar o aspecto exterior e passam a ser mulheres, se as mulheres podem passar a ser homens, talvez eu possa receber uma indemnização se pintar a cara com uma pomada acastanhada, pois posso a assumir-me como um desprivilegiado. É apenas uma pergunta retórica. Nunca me atreveria a solicitar nem a aceitar uma indemnização pelo sofrimento de antepassados. Alguém pode garantir que não teve antepassados abusados,  vilipendiados, vítimas de crimes hediondos? Não creio.                      João Alves: A escravatura é um fenómeno antropológico que remonta às origens da humanidade. Toda a trama da Ilíada, epopeia clássica da antiguidade grega, é desencadeada pelo conflito entre Agamemnon e Aquiles por ambos quererem que a ESCRAVA Criseida integre os seus espólios.                       Pedro Abreu: Assino por baixo.                 Rosa Graça: Excelente.                  João FlorianoJosé B Dias: Bom dia José Já me apercebi há bastante tempo que o actual  PSD de direita pouco ou nada tem, apesar de gente de direita estar ligada ao partido. A social-democracia funcionou bem enquanto houve prosperidade. Veja-se o caso da social-democracia dos países do norte da Europa.            Jose Alves Pimenta: Lamentável a posição de Portugal. O António Guterres é dos políticos que mais prejudicam qualquer sociedade. De todos os Secretários Gerais da ONU, custa-me muito ter chegado à conclusão que foi o pior dos piores. Como é que ainda não se aperceberam que estão a  alimentar os baby step do fortalecimento da Extrema-Direita. Quanto ao João Pedro Marques, espero que continue vigilante sobre esta onda Woke que nos quer aniquilar como povo milenar.                    Rui Martinho: Que vergonha. Portugal a não ter coragem de assumir o seu passado histórico e nossos representantes, governantes, dirigentes frouxos e com tanta história para por eles ser explicada e ficando numa posição que envergonha os nossos antepassados.             klaus muller:  Gostava de saber se o Brasil tinha votado a favor. Não me admirava nada pois o Lula Ladrão Vai Para A Prisão, tendo aprendido com o nosso Costa , é o típico "cara de pau": dizer que sim, sabendo de antemão que não vai cumprir.                    pedro santos: Desconhecia completamente e estou perplexo...  Ai chega, chega... E depois admirem-se.                  Paulo Silva > Rui Delvas: Tirou-me as palavras... Os arabo-muçulmanos também vão ter de pagar reparações aos africanos?...                   Paulo Coelho: Irra!!!!!!!!!!! Parem de fazer revisionismo!!! Parem de ver as coisas de há centenas de anos à luz da mentalidade de agora!!! Em relação a este tema, os santinhos dos Ganeses (que nem sequer existiam na altura), não eram os mesmos que obtinham escravos no interior e levavam para a costa para venderam aos "malandros" dos brancos?                     José Paulo CastroJoão Proença: Classe é coisa de esquerda. Luta de classes, classe trabalhadora, etc. Eu acho melhor o conceito de indivíduo, grupo e contínuo social                 José Paulo Castro > klaus muller: Certo. Nada de confundir mulheres trans, nem os seus alter egos, com mulheres biológicas da definição anterior.      Miguel Macedo: Muito bem! Como sempre! E obviamente que este governo fraco e medroso é uma vergonha nacional!                      Alberico Lopes: Caro Senhor Professor e Historiador: não percebo a sua frustração e irritação! Então o senhor queria que o sr. Guterres, que tanto tem apoiado o Hamas e o Irão e o Rasputin, não fizesse todos os esforços para que a moção sobre o tráfico de escravos  fosse apoiada e, no nosso caso, para que não fosse rejeitada?! Parece-me que o senhor não conhece como funciona este rato de sacristia, que todos os dias vai comungar nas missas do frade Milícias, onde se encontra com o outro sacristão chamado marcelo?                     Vítor Prata: O governo deste psdois é frouxo, como mais uma vez se viu! Tristeza. Querem as maiorias eleitorais apenas para estar no poleiro sem que os cidadaos e o pais evoluam com políticas serias.                       Lúcio Monteiro: Portugal não tem que negar o seu passado histórico, nomeadamente o seu envolvimento com a escravatura. Os que propuseram e votaram a favor da vergonhosa votação na ONU cometeram um clamoroso erro de anacronismo histórico. Uma coisa é condenar a escravatura, como eu condeno e julgo que todas as pessoas minimamente razoáveis fazem, e outra coisa bem diferente é “dar um salto no tempo” - o que se afigura uma impossibilidade - para tentar “condenar” e exigir reparações financeiras absolutamente absurdas e oportunistas. O que se passou na ONU, a propósito desta votação, devia envergonhar a própria instituição.          Rui Delvas: Pior que os 430 anos em que os egípcios escravizaram os hebreus?

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