Parece-me repulsiva tal abstenção, a mim
que guardo no meu álbum uma foto do Armando, nosso criado durante alguns anos,
na minha infância, e que me mandou uma foto da Índia, onde foi fazer a tropa, foto
que os meus pais me enviaram para Coimbra. Só tenho pena de não ter também uma
do nosso Salvador, o criado que tínhamos, quando “descolonizámos”, e que lia o
Notícias sentado à mesa da cozinha… E também da Marta, que tomava conta dos meus dois
últimos filhos pequenos! Disse-lhe um dia: “Marta! Porque estás hoje tão bem
vestida?” Respondeu: “É para quando senhora
diz que vamos embora numa festa levar!”, frase bem alegre, que marcou o meu
respeito pelos vestidos das festas. Houve sempre amizade, na nossa casa, tanto no meu tempo de
filha, como no de casada. Harmonia e desarmonia houve e há por todo o lado, é
claro, escusamos de querer armar numa pseudo sabedoria falsa e fastidiosa,
condenatória, até, de um passado histórico que foi bem digno de uns LUSÍADAS, afinal!
Mas â glória de uns, sucede a inveja de outros, puro pretexto para a destruição
das reputações.
Uma abstenção que nos envergonha
A abstenção do nosso país na votação
nas Nações Unidas e a dificuldade em assumir que o seu único propósito é ir
preparando os espíritos para o futuro pagamento de reparações é, a meu ver,
vergonhosa.
JOÃO PEDRO MARQUES Historiador e romancista
OBSERVADOR. 27 mar. 2026, 00:2157
Afirmei há 15 dias, no Observador, que isto estava em preparação.
Agora os factos vieram dar-me infelizmente razão e o que se cozinhava
concretizou-se: no passado dia 25 de Março, por proposta do Gana, a Assembleia
Geral da ONU deliberou que o
tráfico transatlântico de escravos foi o mais grave crime contra a humanidade.
Reparem que não foi um crime contra a humanidade — algo que já fora definido há
200 anos, ainda que noutra terminologia, e com que, ao que suponho, todos
certamente concordamos — foi, segundo a ONU, o maior, o mais grave, de todos
eles. Sim, leram bem, maior do que o Holocausto, por
exemplo, ou do que dezenas de outros grandes e devastadores crimes que se
cometeram no passado e que é histórica e moralmente impossível de hierarquizar
entre si. Os
nossos antepassados que no século XIX lutaram contra o tráfico transatlântico
de escravos e lhe puseram fim classificaram-no como “crime contra as gentes” —
era essa a designação da época —, mas nunca afirmaram que fosse o maior de
todos eles pois não havendo (e continuando a não haver) escala que permita
medir tais coisas isso seria um manifesto absurdo.
Foi esse passo absurdo que a ONU veio
agora dar para fazer a boca doce aos objectivos políticos dos países
africanos e à sua visão dos acontecimentos da história universal. Que esta aberração tenha sido votada
favoravelmente por 123 países, incluindo, claro está, o Gana e os países
africanos que a propuseram e os das Caraíbas que andam há muito a prepará-la, e
faróis dos direitos humanos e da não-violência como, por exemplo, o Irão, não
deverá espantar-nos. Também
não deve espantar-nos o discurso seguidista e esponjoso, que António Guterres
fez na ocasião pois corresponde ao que de há muito nos habituou. Aliás, nunca tive dúvidas de que sendo a
ONU aquilo que é, a proposta do Gana iria passar facilmente e teria em Guterres
um apoiante e acólito. Mas
tinha curiosidade em ver qual seria a posição europeia e tinha, confesso, a
esperança de que fosse clara e francamente contrária às pretensões do Gana.
O que me espanta e revolta é que só tenha havido três votos contra essa
pretensão — os dos Estados Unidos, da Argentina e de Israel — e que tenham sido
contadas 52 abstenções entre as quais as dos países da europeus, tanto os que
tiveram um passado colonial em África, como o Reino Unido ou a França, como os
que nada tiveram a ver com esse quadro, como sejam a Hungria ou a Albânia. O
facto de todos esses países se terem abstido revela bem até que ponto o
trabalho de sapa levado a cabo ao longo de décadas nas escolas e universidades,
adubado pelo wokismo de tempos mais recentes, conseguiu plantar e fazer
frutificar um sentimento de culpa das populações europeias brancas
relativamente à história colonial de algumas delas.
Portugal foi um dos países
que se absteve, quando, em minha opinião, deveria ter votado contra pelas
razões que ando a defender há anos e que expliquei de forma mais específica no
artigo no Observador já referido acima. A
abstenção do nosso país na votação do dia 25 de Março e a sua dificuldade em
(ou o seu receio de) assumir frontalmente que não faz qualquer sentido
histórico ou filosófico classificar uma violência como sendo a maior de todas,
e que o único propósito que isso tem é o de ir preparando os espíritos de
governantes, governados e legisladores para o futuro pagamento de reparações,
são a meu ver vergonhosas. Igualmente
vergonhoso é que o governo não se tenha dado ao trabalho de explicar esta sua
posição ao país. Nesta área, como, aliás, na área do ensino da História, o
governo evita falar. Não
quer comprometer-se nem dar nas vistas. Avança pela calada, cosido com as
paredes para não se fazer notado, procura camuflar-se e dissolver-se no meio
dos seus congéneres europeus. A
interpretação mais benevolente é a de que não tem qualquer posição quanto a
isto e que anda a reboque de Bruxelas numa espécie de “Maria vai com as
outras”; a tese mais dura, mas provavelmente mais próxima da verdade, é a
de que, à semelhança de Marcelo Rebelo de Sousa, os nossos actuais governantes
Luís Montenegro, Paulo Rangel e outros altos responsáveis pelo Ministério dos
Negócios Estrangeiros consideram que o tráfico negreiro praticado pelos
europeus foi, efectivamente, o maior crime contra a humanidade alguma vez
praticado e que isso merecerá castigo, pedidos de desculpa e uma gorda
indemnização, estando dispostos a pagá-la.
É
para mim claro que quando o nosso representante na ONU se abstém em vez de se
opor frontalmente a algo que é absurdo e que visa, de forma explicita, obter
reparações materiais pelo tráfico transatlântico de escravos e a escravidão —
e, futuramente, pelo colonialismo — tem a perfeita noção, tal como o governo em
Lisboa também a terá, de que esse voto equivale a um “nim” e que é meio caminho
andado para vir a anuir, num próximo futuro, a pagamentos aos países africanos
e caribenhos. Terão, também, provavelmente, a
convicção de que é preciso esconder isso do país, pois é o que têm feito. Ora
tudo isto é lamentável, tanto a acanhada, frouxa, encolhida, abstenção, como o
facto de ela ter sido preparada e efectuada às escondidas dos portugueses. Por que razão se votou desse modo? Com que
fundamentos lógicos e históricos? Com que objectivos diplomáticos e políticos?
Com que razão, nexo e moral? Como eleitor que votou na AD e que tem apoiado a
sua acção governativa sinto-me profundamente frustrado e desiludido com este
posicionamento do governo português. Esta abstenção é uma vergonha para nós e não
augura nada de bom.
ESCRAVATURA SOCIEDADE NAÇÕES UNIDAS MUNDO
COMENTÁRIOS
José B Dias > João Floriano: Um dia ainda irá aperceber-se que o PSD não é
Direita ... ela por lá chegou a estar quando nada mais existia após as
"limpezas" do PREC mas cada vez menos por lá vai restando. Social
democracia é socialismo pintado com cores mais vistosas ... não espanta, pois, o
posicionamento a reboque de Bruxelas e sempre de costas vergadas e mão
estendida!
Jorge Espinha: Tendo
em conta que os antepassados dos Ganeses, Nigerianos, Congoleses e Senegaleses
se forraram com a venda de escravos , vão eles também pagar reparações ? João Floriano: João Pedro Marques tem razão quando
escreve que a votação dos países europeus e a de Portugal não augura nada de
bom. Juntamente com a fraqueza do nosso governo liderado por Montenegro, com
muitos simpatizantes do wokismo infiltrados como a Ministra da Cultura, no
ensino e na CS, poderemos vir a sofrer as consequências de decisões tomadas sorrateiramente.
Marcelo Rebelo de Sousa fez um grande trabalho para preparar o terreno, batendo
continuadamente na tecla da culpa que não temos. E colocam-se duas
questões fundamentais: certamente que os países queixosos vão extorquir o
máximo que lhes for possível. Somos pelintras, pobretanas, sempre a
contar tostões: donde virão os milhões para os pagamentos? E a quem se
entregarão? Aos governos corruptos de África e das Caraíbas? Só nos faltava
mais esta! Afinal para que nos serve uma ampla maioria de direita se depois
quem manda é mesmo a esquerda woke? João
Santos: Uma
vergonha a posição portuguesa! Mas não é de estranhar quando temos um MNE
wokista e LGBT militante e praticante... Filipe F: Outra evidência da acelerada decadência da
Europa. Paulo
Silva: O que
esperar de um governo num Estado de direito cuja lei fundamental aponta o abrir
o caminho para uma sociedade socialista numa Europa que cede ao wokismo?…
Remorsos do homem branco e complexos de culpa do Ocidente são a colheita de
décadas de académicos engajados a semear a má-consciência em bem-pensantes cabeças... António
Duarte. É
triste e doloroso ir constatando dia após dia que Trump tem razão: a Europa
caminha para a perdição e nesta terra que um dia foi o farol da civilização
reinará em breve os mais abjectos valores, a começar pelo “esquerdismo
islâmico” que pura e simplesmente nos aniquilará. Um bravo a Guterres, ao PS, à
IL e ao PSD pela sua ignorância e falta de visão do futuro de que serão também
carrascos! Lourenço
de Almeida: Quem
caçou e vendeu os escravos foram os antepassados dos actuais africanos. Quem os
comprou e explorou foram os antepassados dos actuais caribenhos, brasileiros ou
outros sul americanos. (Chile, Paraguay e Argentina excluídos) Quem fez tudo
isso até há menos de 100 anos foi o mundo islâmico. Que falem entre eles. Tim do A: A Europa está perdida em decadência acelerada e
a ONU, um veiculo perverso do terceiro mundo comandado pelo eixo Rússia,
China, Irão, Venezuela, Coreia do Norte, Cuba, já não devia existir. José
Roque: É
verdade: Paulo Rangel mais uma vez envergonha Portugal. De Guterres não se
espere mais. victor
guerra: Tem
total razão,a ONU é uma organização de oportunistas, que querem que o presente
os compense dos erros próprios passados. E têm para isso um secretário-geral , o "picareta
falante" do inútil. A História não conta e a Comunicação tem outros
temas,que vendem mais
Manuel Magalhaes: Guterres para além de ser uma nódoa é também
uma vergonha para todos nós portugueses, agora o nosso governo que se absteve
numa votação que na realidade é mais um ataque ao nosso passado demonstra bem o
complexo de esquerda do PSD que tão mal tem servido o país!!! Miguel Siqueira: No dia em que um governo PS ou PSD pagar estas
indeminizações é o dia em que o Chega começa a cantar vitória nas eleições que
se seguirem. klaus
muller > Paul C. Rosado: Talvez seja injusto dizer que "o ocidente
efeminou-se", Paul. Tenho
a certeza que, neste caso, Margaret Thatcher teria mandado votar contra. "Amaricou-se"
é capaz de ser melhor. Paul C.
Rosado: O
ocidente efeminou-se. Em breve extinguir-se-á. E o mundo inteiro será um
gigantesco pardieiro, tal como o são a maioria dos países que votaram a favor
desta aberração. A.
Barbosa: Lamentável a abstenção e a posição portuguesa.
É resultado da falta de um posicionamento politico claro, da falta de rigor na
análise histórica e da errada análise da politica actual. Posição com
resultados perigosos. Triste, lamentável, uma vergonha. Rui
Delvas: Pior
que os 1200/1300 anos de escravatura muçulmanoa que, entre outros requintados
aspectos, promovia e praticava a mutilação sexual? Victor Goncalves: E interessante ver que para os Brasileiros , o
esquerdismo militante ensinado nas Universidades, serve para constantemente
acusar os Portugueses de colonialistas escravocratas. Esquecem-se que a
Independência do Brasil se deu em 1822 e a abolição da escravatura só foi
oficial em 1888. Portanto, andaram 66 anos a beneficiar com o tráfico negreiro.
Se a hipocrisia fizesse cair os dentes!!!! Helena L: Não votarei num partido que seja favorável ao
pagamento de "reparações". É mesmo um big no. E é bom que os partidos
sejam claros em futuros programas eleitorais, em vez de, como diz o autor, se
"coserem às paredes" a ver se ninguém nota Victor
Goncalves: Pois é,
caro Professor! Pelos vistos não reparou que o PS2 é um partido de Esquerda. Ainda
por cima votou neles. Por aquela personagem da Balseiro Lopes está claro
que o Wokismo passou a ser uma causa do PSD. Caro, está à espera de
que?Sou um seu admirador, concordo com o que escreve, mas se quer mudar
alguma coisa , não e com este PSD que faz parte do problema e não da solução,
que vai conseguir. Sr Leão: Um absurdo e uma vergonha toda esta exigência das reparações, qual paródia
de circo encenada pelos palhaços principais Gugu, Marcelo e mais uma cambada de
inúteis que sempre viveram à nossa custa. E imaginem só que Portugal vai aceitar pagar tais reparações. Donde vai
sair esse dinheiro senão dos bolsos de cada um de nós??? Antonio C.: Mais uma posição vergonhosa dos representantes
nacionais na sede de um organismo a caminho da irrelevância. Para quem
virou-casacas na questão de Gaza a troco de um lugarzinho de observador no
Conselho de Segurança, isto não surpreende. graça Dias: Senhor Professor João Pedro Marques Magnífico artigo, que é um lembrete implacável detalhando os horrores de
mentes perversas, que o Senhor Professor com o seu reconhecido saber e
prestígio, nos informa e alerta consciências distraídas ou adormecidas, para
tão obtusas e graves decisões tomadas na cada vez
mais descredibilizada - ONU.
" A ONU deliberou
que o tráfico transatlântico de escravos foi o mais grave
crime contra a humanidade. "
Tal afirmação é repulsiva e revela a imoralidade, a corrupção do pensamento
e os dogmas inauditos e perversos da própria ONU, dos 123 países que
votaram favoravelmente « o
Gana e os países africanos, os das caraíbas e até o Irão !...» neste "Teatro
maligno", com palco numa "organização decrépita".
ps.
a) Portugal ao abster-se, manifestou não só a sua ignorância sobre a
História, a sua subjugação e cumplicidade com as visões das esquerdas marxistas
e radicais .
b) Sem dúvidas, este 1º Ministro Luís Montenegro,
o seu Ministro dos Negócios Estrangeiros doutorado nos corredores de
Bruxelas e a sua Ministra da Cultura, são símbolos do preconceito ideológico e
da decadência a mergulhar no "obscurantismo ", da cultura Woke.
c) Portugal ao abster-se, em nada se
diferencia dos 123 países que votaram tão hedionda proposta. Uma decisão
humilhante!.. como portuguesa sinto um grande desconforto e...
NOTA :
"Foram os árabes muçulmanos que começaram o tráfico de escravos em
larga escala" , muito antes dos ocidentais terem chegado ao
continente Africano. os árabes-muçulmanos estão na origem da calamidade
que foi o tráfico e a escravatura, que praticaram do século VII ao século XX ,
com a cumplicidade dos próprios africanos. Manifesto o meu obrigada ao Senhor
Professor JPM por tão importante relato sobre o que se poderá considerar
- na ONU "o Rei vai nu ". Carlos
Grosso: Se os
homens podem mudar o aspecto exterior e passam a ser mulheres, se as mulheres
podem passar a ser homens, talvez eu possa receber uma indemnização se pintar a
cara com uma pomada acastanhada, pois posso a assumir-me como um desprivilegiado.
É apenas uma pergunta retórica. Nunca me atreveria a solicitar nem a aceitar
uma indemnização pelo sofrimento de antepassados. Alguém pode garantir que não
teve antepassados abusados, vilipendiados, vítimas de crimes hediondos? Não
creio. João Alves: A escravatura é um fenómeno antropológico que
remonta às origens da humanidade. Toda a trama da Ilíada, epopeia clássica da
antiguidade grega, é desencadeada pelo conflito entre Agamemnon e Aquiles por
ambos quererem que a ESCRAVA Criseida integre os seus espólios. Pedro Abreu: Assino por baixo. Rosa
Graça: Excelente. João
FlorianoJosé B Dias: Bom dia José Já me apercebi há bastante tempo
que o actual PSD de direita pouco ou
nada tem, apesar de gente de direita estar ligada ao partido. A social-democracia
funcionou bem enquanto houve prosperidade. Veja-se o caso da social-democracia
dos países do norte da Europa.
Jose Alves Pimenta: Lamentável a posição de Portugal. O António Guterres é dos políticos que
mais prejudicam qualquer sociedade. De todos os Secretários Gerais da ONU,
custa-me muito ter chegado à conclusão que foi o pior dos piores. Como é que
ainda não se aperceberam que estão a alimentar os baby step do
fortalecimento da Extrema-Direita. Quanto ao João Pedro Marques, espero que
continue vigilante sobre esta onda Woke que nos quer aniquilar como povo
milenar. Rui Martinho: Que vergonha. Portugal a não ter coragem de
assumir o seu passado histórico e nossos representantes, governantes,
dirigentes frouxos e com tanta história para por eles ser explicada e ficando numa
posição que envergonha os nossos antepassados. klaus muller:
Gostava
de saber se o Brasil tinha votado a favor. Não me admirava nada pois o Lula
Ladrão Vai Para A Prisão, tendo aprendido com o nosso Costa , é o típico
"cara de pau": dizer que sim, sabendo de antemão que não vai cumprir. pedro
santos: Desconhecia
completamente e estou perplexo... Ai chega, chega... E depois admirem-se. Paulo Silva > Rui Delvas: Tirou-me as palavras... Os arabo-muçulmanos
também vão ter de pagar reparações aos africanos?... Paulo
Coelho: Irra!!!!!!!!!!!
Parem de fazer revisionismo!!! Parem
de ver as coisas de há centenas de anos à luz da mentalidade de agora!!! Em
relação a este tema, os santinhos dos Ganeses (que nem sequer existiam na
altura), não eram os mesmos que obtinham escravos no interior e levavam para a
costa para venderam aos "malandros" dos brancos? José
Paulo CastroJoão Proença: Classe é coisa de esquerda. Luta de classes,
classe trabalhadora, etc. Eu acho melhor o conceito de indivíduo, grupo e
contínuo social José Paulo Castro > klaus muller: Certo. Nada de confundir mulheres trans, nem os
seus alter egos, com mulheres biológicas da definição anterior. Miguel Macedo: Muito bem! Como sempre! E obviamente que este
governo fraco e medroso é uma vergonha nacional! Alberico Lopes: Caro Senhor Professor e Historiador: não
percebo a sua frustração e irritação! Então o senhor queria que o sr. Guterres,
que tanto tem apoiado o Hamas e o Irão e o Rasputin, não fizesse todos os
esforços para que a moção sobre o tráfico de escravos fosse apoiada e, no
nosso caso, para que não fosse rejeitada?! Parece-me que o senhor não conhece
como funciona este rato de sacristia, que todos os dias vai comungar nas missas
do frade Milícias, onde se encontra com o outro sacristão chamado marcelo? Vítor Prata: O governo deste psdois é frouxo, como mais uma
vez se viu! Tristeza. Querem as maiorias eleitorais apenas para estar no
poleiro sem que os cidadaos e o pais evoluam com políticas serias. Lúcio
Monteiro: Portugal
não tem que negar o seu passado histórico, nomeadamente o seu envolvimento com
a escravatura. Os que propuseram e votaram a favor da vergonhosa votação na ONU
cometeram um clamoroso erro de anacronismo histórico. Uma coisa é condenar a
escravatura, como eu condeno e julgo que todas as pessoas minimamente razoáveis
fazem, e outra coisa bem diferente é “dar um salto no tempo” - o que se afigura
uma impossibilidade - para tentar “condenar” e exigir reparações financeiras
absolutamente absurdas e oportunistas. O que se passou na ONU, a propósito
desta votação, devia envergonhar a própria instituição. Rui
Delvas: Pior
que os 430 anos em que os egípcios escravizaram os hebreus?
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