sexta-feira, 1 de maio de 2026

Era uma vez


ALGUÉM que amava o seu PAÍS e por tal o desejava formado por um genérico populacional virtuosamente aplicado ao saber estruturante da condição de racionalidade em que o tal genérico tivera o condão de nascer. E daí as leituras desse ALGUÉM – entre as mais, de autores como ele, inconformados com a indignidade de uma condição populacional que atravessou séculos da sua História, desprotegida dessa vontade de saber, importunada sobretudo pelo desejo de sobreviver, buscando longe riquezas para o seu poder, inferiores estas, todavia, às que uma maior aplicação intelectual mais amplamente proporcionaria, juntamente com o poder, talvez. E esse ALGUÉM insiste nos seus exemplos de textos de orientação educacional, bem necessários a uma população que considere também indispensável esse preceito formativo, que governantes anteriores mal souberam apoiar, tirantes os Dinizes iniciais e outros seguintes, do mesmo consenso educacional, que naturalmente redundará na tal nobreza de pensamento de que trata, entre outras nobrezas, o seu nobre texto. Daí, o nosso sentimento de apreço e comunhão em tais anseios, que tornariam o nosso pequeno território mais racionalmente organizado. O nosso bem-haja sempre, ao autor dessas pesquisas tão argutamente buscadas.

 

 

PELO BEM-COMUM

Ex -"A bem da Nação"

«FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA»

abril 30, 2026

Ou

III Condes de Vil’Alva

 Ser nobre é questão de estatuto; ter nobreza é questão de condição. O estatuto herda-se; a condição conquista-se.

O nobre é o que consta dos Registos oficiais e históricos. Quanto à nobreza ela divide-se em do espírito e a das atitudes:

     A nobreza de espírito é a que consiste na busca do significado das coisas, dos lugares e dos factos, ou seja, resulta da busca do significado, do espaço e do tempo;

     A nobreza de atitudes varia conforme os ambientes da vida mas na maior generalidade, considera sentir-se igual entre os grandes e ser protector dos menores.

«Se queres ser nobre, merece-o.»    Friedrich Schiller (1759-1805)  * * *

Eis Maria Teresa e Vasco Maria Eugénio de Almeida, III Condes de Vil’Alva e refundadores dos estudos de nível superior a sul do Tejo português. Instituído (e perenemente financiado) o ISESE, foi lançada a semente que floresceu na Universidade. E do marasmo se fez dinâmica; da região de emigração para horizontes mais promissores se gerou força centrípeta de desenvolvimento endógeno. Tudo, porque o conhecimento é a base do desenvolvimento e a educação é a melhor arma contra a pobreza. «Se um pobre te pedir um peixe, ensina-o a pescar».

Contudo, é moroso o tempo que decorre entre a evidência da educação como motor do desenvolvimento e o convencimento dos carenciados em vencerem a inércia mental.

Por isto, passados 50 anos sobre iniciativa dos ora homenageados e de políticas incentivadoras de instrução pública, o NUTS centrado em Évora ainda apresenta conforme estimativa do INE para os anos 2025/6 uma taxa de analfabetismo de 2,98% em vez dos ambicionados 0%;  55% da população em idade activa possua o ensino obrigatório em vez dos 80% desejáveis; 30% dos maiores de 25 anos terem alguma formação pós-secundária em vez dos 50% que, por si só, constituem acelerador inter-geracional do progresso.

«Em Portugal não é o Ministério da Educação quem mais combate o analfabetismo, mas sim as agências funerárias» - Roberto Carneiro, Ministro da Educação nos Governos de Cavaco Silva.

***

Cumpre-nos continuar a obra iniciada pelos Conde de Vil’Alva pelo que, com vista a colmatar as lacunas acima identificadas e em complemento das já em vigor, parece útil adoptar as seguintes medidas de política:

·        Envolvimento do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) no combate ao analfabetismo pela formação de formadores, os Alfabetizadores (sobre cujas funções tratarei noutro texto);

·       Equiparação progressiva da formação profissional do IEFP ao ensino ministrado pelas vias profissionalizantes (antigas Escolas Técnicas);

·       Alargamento substantivo e geográfico das vias profissionalizantes equivalentes ao 12º ano;

·       Relançamento perene da Telescola;

·       Criação nos Institutos Politécnicos do ano Zero dando equivalência ao 12º ano e acesso aos cursos ministrados no mesmo Instituto;

·       Lançamento do ensino à distância nas Universidades Públicas como forma de entrada no mercado global e inerente medida da competitividade de cada Instituição.

Assim teremos ocasião de transformar o país da mão-de-obra medido pelo PIB numa Nação cérebro-de-obra medida em PNB.

 

Abril de 2026

Henrique Salles da Fonseca

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