terça-feira, 31 de março de 2026

«Choix de lecture»


Para o alargamento cultural imprescindível, em propostas de paralelo e actualização progressivos dos espaços e técnicas linguísticas, como elementos da História Humana evolutiva, as “flores de verde pinho”, todavia, descambando, por vezes, em flores de plástico ou de papel mortiços, mas também em rosas de breve encanto que seja, porque sempre renascido.

Fundação José Saramago questiona critério para retirada de autor das obras obrigatórias

A Fundação José Saramago pede um "e" em vez de um "ou" na proposta preliminar do Governo que permite que a obra de Saramago seja substituída pela de Mário de Carvalho no 12.º ano.

AGÊNCIA LUSA: Texto

OBSERVADOR, 30 mar. 2026, 15:50 6 

A Fundação José Saramago sublinhou esta segunda-feira que procura sempre agregar e não comparar, mas questionou qual o critério para retirar o carácter obrigatório à obra do Nobel português das aprendizagens essenciais do ensino secundário, segundo uma proposta ainda preliminar. A posição da Fundação José Saramago será sempre a de agregar e de não colocar em comparação ou oposição. Daí que deixemos à Comissão responsável por esta alteração na lista de livros de leitura obrigatória para o 12.º ano a sugestão de trocar a palavra ‘ou’ pela palavra ‘e’, juntando a José Saramago o escritor Mário de Carvalho, merecedor de toda a admiração e abrindo assim a porta a que outras e outros escritores participem também na formação das novas gerações de leitores”, pode ler-se num comunicado divulgado esta segunda-feira pela fundação presidida por Pilar del Río.

Ainda assim, a fundação questionou qual o critério que esteve na origem desta proposta de alteração e se “abrangerá outros autores que integram o cânone da Literatura Portuguesa, colocando-os como de leitura sugerida e não obrigatória”.

Em causa está a proposta de alteração das aprendizagens essenciais do 12.º ano, que até aqui tinham duas obras de José Saramago como opção dentro do romance (“Memorial do Convento ou “O Ano da Morte de Ricardo Reis”) e que passam a contar com um livro de Mário de Carvalho como alternativa (“Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde”).

No conto, a proposta prevê um texto de Maria Judite de Carvalho como obrigatório (“George”), incluindo vários outros autores na lista em contrato de leitura: Manuel da Fonseca, Mário de Carvalho (dois nomes que, com Maria Judite de Carvalho, já figuram nas actuais aprendizagens essenciais), José Rodrigues Miguéis, Teresa Veiga, David-Mourão Ferreira, Lídia Jorge, Irene Lisboa e Luísa Costa Gomes.

Também na poesia a proposta prevê actualizações: Miguel Torga, Herberto Helder, Manuel Alegre e Luiza Neto Jorge deixam de constar da lista de opções para passar a incluir Fiama Hasse Pais Brandão, José Régio, Mário Cesariny, Ruy Cinatti, Vitorino Nemésio, Carlos de Oliveira, Raul de Carvalho, Salette Tavares (poemas visuais), Ana Hatherly (poemas visuais) e Luís Filipe de Castro Mendes.

Jorge de Sena, Eugénio de Andrade, Alexandre O’Neill, António Ramos Rosa, Ruy Belo, Vasco Graça Moura, Nuno Júdice, Ana Luísa Amaral mantêm-se na lista de poetas contemporâneos a ler em modo de contrato de leitura.

Ainda na poesia, é proposto o alargamento do estudo da obra de Fernando Pessoa (mais poemas de ortónimo e de “Mensagem”) e o documento passa a integrar Cesário Verde, Mário de Sá-Carneiro e Teixeira de Pascoaes.

No comunicado esta segunda-feira divulgado, a Fundação José Saramago lembra o fecho do discurso de agradecimento do Nobel da Literatura, em 1998: “E agora quero também agradecer aos escritores portugueses e de língua portuguesa, aos do passado e aos de agora: é por eles que as nossas literaturas existem, eu sou apenas mais um que a eles se veio juntar”.

O Governo pôs uma versão preliminar revista das aprendizagens essenciais (AE) em consulta pública na sexta-feira, num processo que vai durar um mês e que pretende recolher contributos da comunidade educativa, especialistas e sociedade.

JOSÉ SARAMAGO       LITERATURA       CULTURA       EDUCAÇÃO

 

COMENTÁRIOS

Alberto Sérgio Sousa: Querem tornar este senhor numa espécie de Camões... Mas nem o Camões fez saneamentos políticos e de controlo de jornais...

Nuno Gomes da Silva: É remeter o Nobel de Lanzarote à sua pequena dimensão de cartilheiro comunista. Ele e a sua Pilar do Rio, há anos a mamarem a nossa conta e usurpando faz tempo a casa dos bicos. 

jose ferreira: Acabem com a fundação 

pertinaz: Estão a dar cabo do negócio à viúva… não vale…!!!

segunda-feira, 30 de março de 2026

Contenção nas emoções


A maneira mais elegante de reagir em público face ao espectáculo das más notícias. Mas é sempre frustrante tal comportamento sóbrio, quando se esperaria uma mais aparatosa demonstração na dor, segundo a descrição risonha de Miguel Tamen.

 

A placidez na tragédia

Nem todos reagem às maiores contrariedades reflectindo em público sobre a magnitude das suas desgraças.

MIGUEL TAMEN Colunista do Observador, Professor (e director do Programa em Teoria da Literatura) na Universidade de Lisboa

OBSERVADOR, 01 mar. 2026, 00:202

Há qualquer coisa que decepciona quando, na sequência de um fenómeno natural extremo, aqueles que foram afectados por ele não se comportam como esperávamos.   Aproximamo-nos normalmente dos afectados como quem entra numa sala de espectáculosEm muitos casos as nossas expectativas foram espevitadas por conversas combustíveis sobre cenários dantescos e rastos de destruição.  À entrada somos recompensados pelos baldes virados e pelas fendas na terraAnimados por estes sinais, concluímos antecipadamente que os afectados, como o público, irão uivar, acusar, ou desenvolver pensamentos filosóficos.

Quando em vez disso as reacções aos factos extremos são plácidas ficamos um pouco desconcertadosMuitos dos afectados decerto partilharão o nosso amor pela arte, e comovem-se com as nossas comoções.  Mas a outros parece faltar o pathos; e parece sobrar-lhes também a paciênciaComo é possível que alguém se comporte de um modo tão inadequado para com a magnitude daquilo que lhe aconteceu?    Terão deixado por concluir a escolaridade obrigatória?  Ou pelo contrário saberão esses pacientes qualquer coisa que escapa aos nossos horizontes mais artísticos?

Não é provável que os plácidos se comportem com placidez nas tragédias porque saibam coisas mais profundas sobre a vida, que o público ignora: um paciente não aprende necessariamente coisas especiais por ser paciente.    É aliás frequente que quem assistiu a um facto extremo, e mesmo a um facto extremo que se passou consigo, não perceba logo, ou não venha a perceber nunca completamente, aquilo que se passou; e talvez a placidez não-filosófica dos plácidos se possa dever à sua ignorância.   Intriga não obstante que os plácidos sofram dessa ignorância de modo tão concentrado.  Será ela um castigo especial que recebem por não se conseguirem emocionar tanto como nós?

Não podemos excluir no entanto que a ignorância acerca de si próprio e daquilo que se está a passar no mundo esteja mais bem distribuída entre as partes, e que portanto afecte pelo menos em proporções iguais os afectados que não mostram interesse em estar à altura dos acontecimentos que lhes aconteceram e o público que censura a falta de emoções em certas vítimasPor essa ordem de razões é concebível que possa estar a escapar alguma coisa a quem no público lamenta que haja pacientes que reagem com placidez ao que lhes aconteceu, e não façam a justiça que se deve ao género trágico.

É por isso muito mais provável que sejam as nossas inclinações, e nomeadamente a nossa tendência para ver as ocorrências extremas como factos artísticos, que nos impedem de perceber certas coisas sobre as outras pessoas: que nem todos reagem às maiores contrariedades reflectindo em público sobre a magnitude das suas desgraças; que um balde virado ou uma fenda não é para todos um cenário ou uma ocasião para emoções; e sobretudo que os pacientes estão vivos, e que alguns sentem uma certa inclinação para continuar a viver.

ERRO EXTREMO               OBSERVADOR

COMENTÁRIOS:

Vítor Araújo: Um texto admirável. Uma bofetada na cara da nossa comunicação social ávida em hiperactividade por oferecer ao público motivos sórdidos de reacção emocional. O corolário ficou no entanto subentendido, onde a sabedoria foi propositadamente travestida de ignorância, num exercício de redução ao absurdo.            Américo Silva: O porquinho vivia na cerca e bolota não lhe faltou até ao dia da matança, se vivesse em liberdade morreria igualmente, talvez mais faminto; a grande diferença é que o dono não teria toucinho nem presunto.

 

domingo, 29 de março de 2026

As ideologias


Favorecem, aparentemente, quem as tem, atacando os rotineiros da tradição equilibrada, criando uma evolução “necessária”, mesmo que esta contenha crime, como parece ser o caso da permissividade à mudança do sexo pelos menores de dezoito anos – crime  que não é, naturalmente, assumido pela esquerda progressista, que se ri do bom senso, para ser intelectualmente bem cotada no mundo dos opositores às rotinas ideológicas obsoletas. Felizmente que existem ainda “alguns” seres impávidos e serenos – (ou antes pelo contrário) – JNPs, admiráveis de bom senso corajoso e desprezador dos novos mitos inconsistentes – se não mesmo criminosos. Que nunca se calem essas vozes esclarecidas dos  sábios tradicionalistas, nessa  questão do bom-senso, contrário às anomalias do “progressismo apenas porque sim”.

O incidente e o grave ataque

Já sabemos como é. Aparentemente a violência, o ódio e os “graves ataques” são um exclusivo da Direita; a Esquerda goza aqui de isenção perpétua.

JAIME NOGUEIRA PINTO Colunista do Observador

OBSERVADOR, 28 mar. 2026, 00:2242

O ataque

Ficámos a saber que, na Sexta-Feira, 20 de Março, em plena Assembleia da República, se deu “um grave ataque” aos direitos humanos, um “retrocesso civilizacional face à legislação em vigor”. E quem lançou este míssil ao coração do “consenso científico internacional” e dos “direitos humanos”? Quem aprovou semelhante alteração à legislação?  “Apenas o PSD, o CDS e o Chega”, contra todos os outros partidos e a boa opinião de quem sabe, esclareceu-nos uma profissional da informação.

Sim, o diploma em causa – contrariado pelo BE, PCP, PAN, Livre, PS e, sem surpresas para os menos distraídos, também pela Iniciativa Liberal foi aprovado “apenas” por três partidos.

E assim, mediante este “grave ataque” perpetrado por “três partidos apenas”, se gorou um “progresso civilizacional”, ou seja, se limitou a possibilidade de os menores de 18 anos mudarem de nome e de géneropara poderem fazê-lo, passam agora a ser necessárias duas bizarrias: um parecer médico e a autorização dos pais.

Que o “grave ataqueanticientífico, que o famigerado “retrocesso civilizacionalse possa traduzir, a curto e a longo prazo, num assinalável progresso humano, científico e civilizacional, é qualquer coisa de inconcebível para os arautos do “progresso”… mas não para as vítimas precoces dos seus trágicos delírios ideológicos, das suas promessas de redenção e de resolução de todos os problemas com fictícias mudanças de identidade, seguidas de terapias hormonais irreversíveis e de mutilações cirúrgicas.

O mais curioso e o mais grave em todas estas teorias de identidade de género é a negação da ciência em nome da ciência; a instigação, desde a mais tenra idade, da ilusão da “auto-determinação” contra um suposto “essencialismo biológico”, a depreciação da realidade biológica e a trágica facilitação da sua substituição “técnica” com a promessa do fim de todas as angústias, naturais ou patológicas.

A acusação de “essencialismo biológico”, de “crença” no carácter binário (Homem/Mulher) do ser humano, está na base da transformação em “grave ataque aos direitos humanosde uma simples chamada à realidade e de um necessário alerta para os custos trágicos de uma experimentação imprudentemente legislada que urgia reverter. Porém, como em grande parte da nossa comunicação social e do nosso comentariado ainda vigora o Equality Act, votado pelo Congresso norte-americano na presidência Biden-Harris, que equipara o “essencialismo biológico” a uma forma de racismo, qualquer opinião contrária, ainda que científica e estatisticamente fundamentada, é prontamente transformada num “grave ataque aos direitos humanos”.

O incidente

O “incidente” deu-se no Sábado 21 de Março na “Marcha pela Vida”, uma iniciativa dos partidários da vida e, por isso, inimigos do aborto e da eutanásia, digo, dos direitos reprodutivos e terminais, enfim, do progresso.  No final da manifestação, em frente ao Parlamento, um elemento de um pequeno grupo que tinha permanecido por perto na hora da retirada, lançou um cocktail Molotov contra uma família de manifestantes, que incluía crianças e um bebé de colo. O engenho não se incendiou e o autor do arremesso foi neutralizado por manifestantes, já que a polícia não chegou em tempo útil. O autor do “incidente” não ficou detido por tentativa de homicídio; ficou apenas com o dever de se apresentar regularmente às autoridades e a proibição de voltar ao local do crime. A Agência Lusa descreveu assim o sucedido:

 “Lisboa, 21 mar 2026 – A Marcha pela Vida, realizada hoje à tarde no centro de Lisboa, terminou com um incidente, sem feridos, em que uma pessoa atirou um objecto incendiário para o meio dos participantes.”

Sublinhou-se depois que “a acção do homem detido, acusado de ter lançado um engenho explosivo,” não teve consequências, ainda que tenha gerado “um clima de perturbação”. A nota da PSP é clara na descrição dos factos:um homem de 39 anos de idade arremessou um engenho incendiário improvisado do tipo cocktail Molotov, contendo gasolina, que embateu no solo, mas não deflagrou. Em resultado da acção, algumas pessoas foram atingidas pelo líquido inflamável.

Os partidos políticos, incluindo os de extrema-esquerda, como o BE e o PCP, condenaram o acto; o nó do problema é a narrativa, a narrativa exculpatória da generalidade dos media; os seus dois pesos e duas medidas.

Duas narrativas, dois pesos, duas medidas

Uma manifestação de crentes e não crentes a favor da vida, uma manifestação pacífica, ordeira, tranquila, que conta já com milhares de participantes em Lisboa, é atacada por um homem, inserido num grupo, que não hesita em recorrer a “formas superiores de luta” para manifestar o ódio e a raiva que tem aos manifestantes, às suas ideias e ao que defendem e representam. O autor da tentativa de homicídio vai para casa, devendo apresentar-se periodicamente às autoridades; os seus cúmplices desaparecem e não parece haver muita preocupação em encontrá-los; ninguém se atreve a insinuar eventuais crenças ou pertenças a grupos da “pessoa”, sempre anónima e indefinida, que causou “o incidente”.   Ódio, violência, extremismo e intolerância são palavras excluídas da narrativa. Só um vago “atenção aos extremismos”, porque apesar de, aparentemente, não ser este o caso e de a manifestação até ter sido pacífica, é sabido que há “crentes” fundamentalistas e que há sempre um extremismo de direita à espreita.

Imaginemos agora que era de uma marcha em favor dos “direitos reprodutivos e terminais” que se tratava, e que um homem, inserido num grupo, atirava um cocktail de Molotov aos manifestantes

O que seriam as aberturas dos telejornais, os despachos da Lusa, o rosário dos comentadores sobre a violência da “extrema-direita”, o perigo do “fundamentalismo religioso” e do seu “discurso de ódio”? Era ver todo o tratamento anónimo, apolítico, isolado, incolor e inodoro dado à “pessoa” que causou “o incidente” na Marcha pela Vida, transformar-se em acusação, teoria da conspiração, conjectura à solta e verve adjectivada… E os eventuais grupos violentos a que o autor do, agora sim, “grave ataque torrorista”, pertenceria? E as forças políticas que, decerto, o teriam instigado e financiado?

Já sabemos como é. Aparentemente a violência, o ódio e os “graves ataques” são um exclusivo da Direita; a Esquerda goza aqui de isenção perpétua e pode contar com a carinhosa amnésia de quem nos informaE no entanto, foi às mãos da Esquerda que o Francisco José Teixeira morreu em 1975; e foram as FP-25 de Abril que, já nos anos 80, assassinaram 17 pessoas. E, claro, nos Estados Unidos e em França, houve os recentes “incidentes” com Charlie Kirk e Quentin Deranque… que, de resto, estavam a pedi-las, como cristãos e conservadores militantes que eram.

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA       POLÍTICA       IMPRENSA       MEDIA       SOCIEDADE

 COMENTÁRIOS (de 70):

Manuel Martins: O enviesamento da comunicação social já é conhecido e não supreende.  Surpreendente é a forma como a justiça tratou o caso. Se o povo deixa de acreditar na justiça,  isso sim é perigoso para a democracia e sociedade...             Manuel Lourenço: O senhor muito educado e cordato presidente Seguro não tem nada a dizer sobre esta insegurança? Ou se calhar o assessor que veio dos quadros da Lusa disse-lhe que era só uma percepção sobre um incidente e o outro assessor que veio do Ministério Público disse-lhe que o problema é que o dispositivo era uma arma proibida e que se limitou a cair. Logo, volta para a soneca, Seguro, que no pasa nada.                   Maria Emília Santos: A corrupção a que os quase sucessivos governos do PS conduziram as plataformas do poder no nosso país, alcançaram desavergonhadamente os níveis máximos, por isso, agem sem consciência e sem ética profissional!  E fazem-no talvez porque querem ser muito obedientes a Bruxelas para receberem como recompensa, sabe-se lá o quê? Talvez um cargo importante na UE com um ordenado chorudo! É tudo uma questão de venda! Vendem-se os portugueses e importam-se outras gentes! Vende-se a consciência corrupta, que já não tem nada a esconder ou a temer! Vende-se o país, vende-se Cristo, vende-se a bandeira, e vende-se tudo, e quando dermos conta, temos de sair de casa porque já não é nossa! A pergunta que me vem é a seguinte: E eles? os vendilhões do templo? para onde irão, quando tudo estiver vendido? E chamam a isto governação!  Os bons chefes de família não vendem, compram para aumentarem os seus bens e deixarem alguma coisa aos seus filhos!                    Ana Luís da Silva: Impressiona-me sempre o compromisso de Jaime Nogueira Pinto com a verdade (e portanto com a humildade) e a forma brilhante como põe a sua inteligência extraordinária, aliada a uma sabedoria e um humor requintados, a construir textos muito bem fundamentados e claros, permitindo ao leitor acompanhar o seu raciocínio.  Muito grata ao autor. Bem-haja também o Observador. Enquanto aqui escrever Jaime Nogueira Pinto, assim como Rui Ramos, Alberto Gonçalves, Helena Matos, José Manuel Fernandes e Portocarrero de Almada, continuaremos cá em casa a assinar, ler e comentar o Observador.                 Maria Nunes: Obrigada por este excelente artigo JNP.  É uma vergonha como alguma CS se comporta. E depois, falam muito sobre como não havia liberdade de expressão no tempo da outra senhora. Abominável é também a decisão do juiz. A "pena" que aplicou ao energúmeno é ridícula                     Miguel Seabra:Terrorismo jornalistico é o que vemos todos os dias. Quem tem a missão de informar mente todos os dias, engana o povo. E o mais grave é a intenção de censurar os poucos que dizem a verdade. Mas o Povo não se deixa enganar e despreza todos os falsos moralistas, desde os estudios das televisões até Holywood, todos os sinalizadores de virtude começam a perceber que ninguém os ouve.                         Américo Silva: A comunicação social está na sua vigésima quinta hora, a hora ultrapassada em que não há nada a fazer, quando o peixe podre deita um fedor insuportável.                      Maria Cordes: Como é que uma sociedade pode ter uma mente saudável se , diariamente, é bombardeada por uma comunicação social distorcida, qual o resultado das aprendizagens de uma escola, em que programas e ideologias passaram a ser o mote, parece que acabam a 4* classe sem saber ler, a parte visível e o resto?, como é que uma nação suportou a alteração dos símbolos nacionais por bonecos, no consulado do Sr. Costa ?, como é que o juiz mandou aquele homem para casa e não houve uma averiguação com substância?, e , o impensável, como é que a zona centro está abandonada e por sua conta, apesar da propaganda do governo?.                       António Costa e Silva: Todos sabemos, pelo caso do motorista de autocarro queimado vivo, que os racializados, os excluídos e os comunistas podem incendiar pessoas livremente. O incompetente comunista aprendiz de assassino que segundo a comunicação social "provocou um incidente" fica em liberdade, enquanto quatro ou cinco perigosos fascistas que foram encontrados com duas pressões de ar, três canivetes e um saca-rolhas estão presos. É a informação e justiça democrática a que temos direito. Talvez um dia sofram incidentes.                       Manuel Lisboa: Correcta a denúncia da forma como o relato do atentado foi efectuado pela agência noticiosa portuguesa; depois desvalorizado pela maior parte dos restantes meios de informação portugueses. E o perpetrador não fica preventivamente detido            Jorge Tavares: Contemporizar com assassinos e assassínios. É isto o que diversos órgãos de comunicação social fizeram, agência Lusa incluída. Isto é legal? Isto não é crime? Quando um órgão de comunicação social age com profissionalismo, a escolha dos factos a noticiar e a maneira como são noticiados não permite saber qual é a ideologia do noticiador. Em Portugal, sabe-se imediatamente. É por isso que esses órgãos estão com dificuldades financeiras. Porque os portugueses se recusam a pagar por esse lixo. Depois, esses órgãos pedem subsídios do dinheiro dos impostos para "salvar a democracia". Serei só eu a achar que esses órgãos é que estão a envenenar a democracia?              Álvaro Venâncio: Mais um excelente artigo de Jaime Nogueira Pinto, que subscrevo na íntegra. A CS está controlada pelo Socialismo que é, geneticamente, incompatível com a Liberdade e a Democracia.  Ao que não escapa nem o próprio Observador. Obrigado.                      Rui Martinho: Sempre do lado certo e sempre atento e corajoso.                      Manuel Magalhaes: Como sempre bem, Jaime, estamos metidos num vespeiro patrocinado pela esquerda e nota que não digo estrema-esquerda, pois é a esquerda toda ela, secundada por uma comunicação social que é tudo menos isso pois são apenas e servilmente agentes ideológicos da esquerda, uma tristeza!!!                    Paulo J Silva 15 h: Sabemos que desde há muito temos muitas das universidades públicas, magistratura, comunicação social e vários organismos do Estado tomados por pessoas de esquerda. Com o tempo a moderação tem evoluído para o extremismo. Só o voto contínuo na direita, a par de manifestação populares, poderá ao longo dos próximos anos inverter este cancro na nossa sociedade. A atitude do PS nas negociações para vários cargos em orgãos da republica são um bom exemplo de como vai ser a luta para eliminar esta doença.                        Fernando ce: Subescrevo a 100%. E voto PSD desde 1976, para que não pensem que sou um perigoso “ fascista”. E por essas e por outras é que o Chega vai crescendo.                     Glorioso SLB > José B Dias: Ninguém obriga ninguém a matar. Mas há quem mate. Legalmente, em certas situações, ñ é punido.                Os homossexuais podem existir. Mas ñ casar. Dois homens ñ se podem casar, tal como três ou quatro tb ñ podem entre eles. O Estado deve orientar a sociedade para o desenvolvimento e para o futuro. Se todos fossemos homossexuais, o mundo acabava. Pq uma criança deve ser criada por um pai e por uma mãe, é q nasce de um pai e de uma mãe. Tudo o resto são invenções. Artificiais.                     Pedro Abreu: Se pensam que ganham alguma coisa com essa postura, estão redondamente enganados. Quanto mais protegem a extrema esquerda ou a esquerda, quanto mais endeusam o politicamente correto, mais pessoas votarão contra e rechaçarão esses ideias. Atenção que não comungo das ideias da marcha pela vida, sou o mais possível pró escolha da mulher e creio que foi um salto civilizacional ter havido a despenalização do aborto. Mas esta esquerdalha comuno-bloquista que se infiltrou no PS, que manda na Lusa (que já deixou de ser uma agência de noticias para se tornar num panfleto de extrema esquerda) e que pulula por tudo o que é jornal e órgão de comunicação social deve de uma vez por todas ser varrida sob pena da população deixar de lhes atribuir qualquer tipo de credibilidade e refugiar-se perigosamente nos tik toks desta vida, igualmente perigosos e enviesantes   Muito bom!!      ana rita: Tivemos Sr Leão Quanto tempo vamos ter ainda de aguentar a duplicidade, a hipocrisia, a falsidade, a ESTUPIDEZ de quem manda na CS e nos condena a engolir a aldrabice crónica da superioridade moral da esquerda em contraste com a maldade estrutural da direita ???                  m s: Vou repetir o comentário que fiz na crónica de Alberto Gonçalves dado tratar-se do mesmo tema. Conclui-se que quem tem que ser punido por doutrinação e discurso do ódio, são os média e a sua escola madrassa. Compete a uma entidade abstrata, que é a ERC, que diz que é reguladora independente, mostrar que regula e que é de facto independente e não dominada pela esquerda wok ou convenientemente ausente.                      Maria Nunes da Silva: um político democrático que ia acabar com esta ditadura de extrema-esquerda, contra um político socialista que apoia esta ditadura de extrema-esquerda. E 66% das pessoas optou pelo socialista que apoia esta ditadura de extrema-esquerda. É isto.                        Antonio Almeida: 👏                 Miguel Macedo: Muito bem!                          António Soares > Pedra Nussapato: Tenho a percepção que o verdadeiro problema está relacionado com gravilha "nucasco".                      Jose Costa: Tem de se ir limpando esta comunicacao social profundamente ativista. Como, nao sei vai levar tempo                    Eduardo Mendes: Obrigado                     Glorioso SL > BLuis Silva: Ñ certamente. Ñ foi assim q a Isabel Moreira conseguiu o q conseguiu. Na comunicação social, nas escolas, nas universidades, na rua, nas “igrejas” de várias confissões religiosas, ñ se vê a presença de um discurso de direita.                Manuel Gonçalves: Muito bem , JNP tem toda a razão neste seu artigo.                    Carlos Fernandes: É triste, mas o que diz é a mais pura das verdades....              Carlos Carvalho: Muito bem. Até o observador alinhou na mentira                       Sérgio Patriota: O nosso Patriota Mário Machado está detido por amar Portugal. É um preso político. Este que lançou o cocktail é um puro terrorista. O que lhe vai acontecer? O ministério público necessita de uma limpeza pois a maioria dos seus agentes é esquerdista anti-patriota.                          Tiago Maymone: Felizmente tenho visto vários artigos a pôr a nu a atenuação ou mesmo ocultação esquerdista deste acto de terrorismo, ainda que tenham de o fazer contra-corrente.  Por isso exprimo aqui outra preocupação: a de que esta onda ideológica anestesia e incapacita a investigação policial e a acção da justiça e, portanto, aumenta a insegurança de todos nós. Isto não é um risco, isto está a acontecer.                         GateKeeper: Top 05.               Maria Barreiro: Perfeito! Na mouche. Obrigada                        Albino Mendes: Acreditar que Portugal continua a ser uma democracia, é inocente ou perverso.                    Luis Silva > Glorioso SLB: O que é que chamas "fazer"? Passar à luta armada?                  José Costa-Deitado: Há violências que são “terrorismo”. E há violências que são “incidentes”. Depende de quem atira o cocktail Molotov — e de quem o recebe. Em Lisboa, c ntra famílias e crianças, foi apenas um “objecto incendiário”. Se fosse ao contrário, já tínhamos especiais televisivos, teorias sobre “ódio” e pedidos de ilegalização de partidos.nNão é a violência que muda. É a narrativa. E quando a narrativa absolve antes do julgamento, já não estamos apenas perante jornalismo enviesado — estamos perante um sistema que escolhe quem pode agredir e quem tem de aguentar.                       Paulo Borges: A Iniciativa Liberal que não se "ponha fina" que irá ter o mesmo destino do BE.

sábado, 28 de março de 2026

Sim!

 

Parece-me repulsiva tal abstenção, a mim que guardo no meu álbum uma foto do Armando, nosso criado durante alguns anos, na minha infância, e que me mandou uma foto da Índia, onde foi fazer a tropa, foto que os meus pais me enviaram para Coimbra. Só tenho pena de não ter também uma do nosso Salvador, o criado que tínhamos, quando “descolonizámos”, e que lia o Notícias sentado à mesa da cozinha… E também da Marta, que tomava conta dos meus dois últimos filhos pequenos! Disse-lhe um dia: “Marta! Porque estás hoje tão bem vestida?” Respondeu: “É para quando senhora diz que vamos embora numa festa levar!”, frase bem alegre, que marcou o meu respeito pelos vestidos das festas. Houve sempre amizade, na nossa casa, tanto no meu tempo de filha, como no de casada. Harmonia e desarmonia houve e há por todo o lado, é claro, escusamos de querer armar numa pseudo sabedoria falsa e fastidiosa, condenatória, até, de um passado histórico que foi bem digno de uns LUSÍADAS, afinal! Mas â glória de uns, sucede a inveja de outros, puro pretexto para a destruição das reputações.

Uma abstenção que nos envergonha

A abstenção do nosso país na votação nas Nações Unidas e a dificuldade em assumir que o seu único propósito é ir preparando os espíritos para o futuro pagamento de reparações é, a meu ver, vergonhosa.

JOÃO PEDRO MARQUES Historiador e romancista

OBSERVADOR. 27 mar. 2026, 00:2157

Afirmei há 15 dias, no Observador, que isto estava em preparação. Agora os factos vieram dar-me infelizmente razão e o que se cozinhava concretizou-se: no passado dia 25 de Março, por proposta do Gana, a Assembleia Geral da ONU deliberou que o tráfico transatlântico de escravos foi o mais grave crime contra a humanidade. Reparem que não foi um crime contra a humanidade — algo que já fora definido há 200 anos, ainda que noutra terminologia, e com que, ao que suponho, todos certamente concordamos — foi, segundo a ONU, o maior, o mais grave, de todos eles. Sim, leram bem, maior do que o Holocausto, por exemplo, ou do que dezenas de outros grandes e devastadores crimes que se cometeram no passado e que é histórica e moralmente impossível de hierarquizar entre si. Os nossos antepassados que no século XIX lutaram contra o tráfico transatlântico de escravos e lhe puseram fim classificaram-no como “crime contra as gentes” — era essa a designação da época —, mas nunca afirmaram que fosse o maior de todos eles pois não havendo (e continuando a não haver) escala que permita medir tais coisas isso seria um manifesto absurdo.

Foi esse passo absurdo que a ONU veio agora dar para fazer a boca doce aos  objectivos políticos dos países africanos e à sua visão dos acontecimentos da história universal. Que esta aberração tenha sido votada favoravelmente por 123 países, incluindo, claro está, o Gana e os países africanos que a propuseram e os das Caraíbas que andam há muito a prepará-la, e faróis dos direitos humanos e da não-violência como, por exemplo, o Irão, não deverá espantar-nos. Também não deve espantar-nos o discurso seguidista e esponjoso, que António Guterres fez na ocasião pois corresponde ao que de há muito nos habituou. Aliás, nunca tive dúvidas de que sendo a ONU aquilo que é, a proposta do Gana iria passar facilmente e teria em Guterres um apoiante e acólito. Mas tinha curiosidade em ver qual seria a posição europeia e tinha, confesso, a esperança de que fosse clara e francamente contrária às pretensões do Gana. O que me espanta e revolta é que só tenha havido três votos contra essa pretensão — os dos Estados Unidos, da Argentina e de Israel — e que tenham sido contadas 52 abstenções entre as quais as dos países da europeus, tanto os que tiveram um passado colonial em África, como o Reino Unido ou a França, como os que nada tiveram a ver com esse quadro, como sejam a Hungria ou a Albânia. O facto de todos esses países se terem abstido revela bem até que ponto o trabalho de sapa levado a cabo ao longo de décadas nas escolas e universidades, adubado pelo wokismo de tempos mais recentes, conseguiu plantar e fazer frutificar um sentimento de culpa das populações europeias brancas relativamente à história colonial de algumas delas.

Portugal foi um dos países que se absteve, quando, em minha opinião, deveria ter votado contra pelas razões que ando a defender há anos e que expliquei de forma mais específica no artigo no Observador já referido acima. A abstenção do nosso país na votação do dia 25 de Março e a sua dificuldade em (ou o seu receio de) assumir frontalmente que não faz qualquer sentido histórico ou filosófico classificar uma violência como sendo a maior de todas, e que o único propósito que isso tem é o de ir preparando os espíritos de governantes, governados e legisladores para o futuro pagamento de reparações, são a meu ver vergonhosas. Igualmente vergonhoso é que o governo não se tenha dado ao trabalho de explicar esta sua posição ao país. Nesta área, como, aliás, na área do ensino da História, o governo evita falar. Não quer comprometer-se nem dar nas vistas. Avança pela calada, cosido com as paredes para não se fazer notado, procura camuflar-se e dissolver-se no meio dos seus congéneres europeus. A interpretação mais benevolente é a de que não tem qualquer posição quanto a isto e que anda a reboque de Bruxelas numa espécie de “Maria vai com as outras”; a tese mais dura, mas  provavelmente mais próxima da verdade, é a de que, à semelhança de Marcelo Rebelo de Sousa, os nossos actuais governantes Luís Montenegro, Paulo Rangel e outros altos responsáveis pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros consideram que o tráfico negreiro praticado pelos europeus foi, efectivamente, o maior crime contra a humanidade alguma vez praticado e que isso merecerá castigo, pedidos de desculpa e uma gorda indemnização, estando dispostos a pagá-la.

É para mim claro que quando o nosso representante na ONU se abstém em vez de se opor frontalmente a algo que é absurdo e que visa, de forma explicita, obter reparações materiais pelo tráfico transatlântico de escravos e a escravidão — e, futuramente, pelo colonialismo — tem a perfeita noção, tal como o governo em Lisboa também a terá, de que esse voto equivale a um “nim” e que é meio caminho andado para vir a anuir, num próximo futuro, a pagamentos aos países africanos e caribenhos. Terão, também, provavelmente, a convicção de que é preciso esconder isso do país, pois é o que têm feito. Ora tudo isto é lamentável, tanto a acanhada, frouxa, encolhida, abstenção, como o facto de ela ter sido preparada e efectuada às escondidas dos portugueses. Por que razão se votou desse modo? Com que fundamentos lógicos e históricos? Com que objectivos diplomáticos e políticos? Com que razão, nexo e moral? Como eleitor que votou na AD e que tem apoiado a sua acção governativa sinto-me profundamente frustrado e desiludido com este posicionamento do governo português. Esta abstenção é uma vergonha para nós e não augura nada de bom.

ESCRAVATURA        SOCIEDADE        NAÇÕES UNIDAS        MUNDO 

COMENTÁRIOS

 José B Dias > João Floriano: Um dia ainda irá aperceber-se que o PSD não é Direita ... ela por lá chegou a estar quando nada mais existia após as "limpezas" do PREC mas cada vez menos por lá vai restando. Social democracia é socialismo pintado com cores mais vistosas ... não espanta,  pois,  o posicionamento a reboque de Bruxelas e sempre de costas vergadas e mão estendida!                  Jorge Espinha: Tendo em conta que os antepassados dos Ganeses, Nigerianos, Congoleses e Senegaleses se forraram com a venda de escravos , vão eles também pagar reparações ?                 João Floriano: João Pedro Marques tem razão quando  escreve que a votação dos países europeus e a de Portugal não augura nada de bom. Juntamente com a fraqueza do nosso governo liderado por Montenegro, com muitos simpatizantes do wokismo infiltrados como a Ministra da Cultura, no ensino e na CS, poderemos vir a sofrer as consequências de decisões tomadas sorrateiramente. Marcelo Rebelo de Sousa fez um grande trabalho para preparar o terreno, batendo continuadamente na tecla da culpa que  não temos. E colocam-se duas questões fundamentais: certamente que os países queixosos vão extorquir o máximo que lhes for possível. Somos pelintras, pobretanas, sempre  a contar tostões: donde virão os milhões para os pagamentos? E a quem se entregarão? Aos governos corruptos de África e das Caraíbas? Só nos faltava mais esta! Afinal para que nos serve uma ampla maioria de direita se depois quem manda é mesmo a esquerda woke?                       João Santos: Uma vergonha a posição portuguesa! Mas não é de estranhar quando temos um MNE wokista e  LGBT militante e praticante...                 Filipe F: Outra evidência da acelerada decadência da Europa.                     Paulo Silva: O que esperar de um governo num Estado de direito cuja lei fundamental aponta o abrir o caminho para uma sociedade socialista numa Europa que cede ao wokismo?… Remorsos do homem branco e complexos de culpa do Ocidente são a colheita de décadas de académicos engajados a semear a má-consciência em bem-pensantes cabeças...                 António Duarte. É triste e doloroso ir constatando dia após dia que Trump tem razão: a Europa caminha para a perdição e nesta terra que um dia foi o farol da civilização reinará em breve os mais abjectos valores, a começar pelo “esquerdismo islâmico” que pura e simplesmente nos aniquilará. Um bravo a Guterres, ao PS, à IL e ao PSD pela sua ignorância e falta de visão do futuro de que serão também carrascos!                   Lourenço de Almeida: Quem caçou e vendeu os escravos foram os antepassados dos actuais africanos. Quem os comprou e explorou foram os antepassados dos actuais caribenhos, brasileiros ou outros sul americanos. (Chile, Paraguay e Argentina excluídos) Quem fez tudo isso até há menos de 100 anos foi o mundo islâmico. Que falem entre eles.                        Tim do A: A Europa está perdida em decadência acelerada e a ONU,  um veiculo perverso do terceiro mundo comandado pelo eixo Rússia, China, Irão, Venezuela, Coreia do Norte, Cuba, já não devia existir.                     José Roque: É verdade: Paulo Rangel mais uma vez envergonha Portugal. De Guterres não se espere mais.                victor guerra: Tem total razão,a ONU é uma organização de oportunistas, que querem que o presente os compense dos erros próprios passados. E têm para isso um  secretário-geral , o "picareta falante" do inútil. A História não conta e a Comunicação tem outros temas,que vendem mais                       Manuel Magalhaes: Guterres para além de ser uma nódoa é também uma vergonha para todos nós portugueses, agora o nosso governo que se absteve numa votação que na realidade é mais um ataque ao nosso passado demonstra bem o complexo de esquerda do PSD que tão mal tem servido o país!!!                   Miguel Siqueira: No dia em que um governo PS ou PSD pagar estas indeminizações é o dia em que o Chega começa a cantar vitória nas eleições que se seguirem.                        klaus muller > Paul C. Rosado: Talvez seja injusto dizer que "o ocidente efeminou-se", Paul. Tenho a certeza que, neste caso, Margaret Thatcher teria mandado votar contra. "Amaricou-se" é capaz de ser melhor.                  Paul C. Rosado: O ocidente efeminou-se. Em breve extinguir-se-á. E o mundo inteiro será um gigantesco pardieiro, tal como o são a maioria dos países que votaram a favor desta aberração.                    A. Barbosa: Lamentável a abstenção e a posição portuguesa. É resultado da falta de um posicionamento politico claro, da falta de rigor na análise histórica e da errada análise da politica actual. Posição com resultados perigosos. Triste, lamentável, uma vergonha.                         Rui Delvas: Pior que os 1200/1300 anos de escravatura muçulmanoa que, entre outros requintados aspectos, promovia e praticava a mutilação sexual?         Victor Goncalves: E interessante ver que para os Brasileiros , o esquerdismo militante ensinado nas Universidades, serve para constantemente acusar os Portugueses de colonialistas escravocratas. Esquecem-se que a Independência  do Brasil se deu em 1822 e a abolição da escravatura só foi oficial em 1888. Portanto, andaram 66 anos a beneficiar com o tráfico negreiro. Se a hipocrisia fizesse cair os dentes!!!!                Helena L: Não votarei num partido que seja favorável ao pagamento de "reparações". É mesmo um big no. E é bom que os partidos sejam claros em futuros programas eleitorais, em vez de, como diz o autor, se "coserem às paredes" a ver se ninguém nota                Victor Goncalves: Pois é, caro Professor! Pelos vistos não reparou que o PS2 é um partido de Esquerda. Ainda por cima votou neles. Por aquela personagem da Balseiro Lopes  está claro que o Wokismo passou a ser uma causa do  PSD. Caro, está à espera de que?Sou um seu admirador,  concordo com o que escreve, mas se quer mudar alguma coisa , não e com este PSD que faz parte do problema e não da solução, que vai conseguir.                    Sr Leão: Um absurdo e uma vergonha toda esta exigência das reparações, qual paródia de circo encenada pelos palhaços principais Gugu, Marcelo e mais uma cambada de inúteis que sempre viveram à nossa custa. E imaginem só que Portugal vai aceitar pagar tais reparações. Donde vai sair esse dinheiro senão dos bolsos de cada um de nós???            Antonio C.: Mais uma posição vergonhosa dos representantes nacionais na sede de um organismo a caminho da irrelevância. Para quem virou-casacas na questão de Gaza a troco de um lugarzinho de observador no Conselho de Segurança, isto não surpreende.                                  graça Dias: Senhor Professor João Pedro Marques  Magnífico artigo, que é um lembrete implacável detalhando os horrores de mentes perversas, que o Senhor Professor com o seu reconhecido saber e prestígio, nos informa e alerta consciências distraídas ou adormecidas, para tão obtusas e graves decisões tomadas na cada vez mais  descredibilizada -  ONU.

A  ONU deliberou  que o tráfico transatlântico  de escravos  foi o  mais grave crime contra a humanidade. "

Tal afirmação é repulsiva e revela a imoralidade, a corrupção do pensamento e os dogmas inauditos e perversos da própria ONU,  dos  123 países que votaram favoravelmente « o Gana e os países africanos, os das caraíbas e até o Irão !...» neste "Teatro maligno", com palco numa "organização decrépita".  

 ps.

a) Portugal ao abster-se, manifestou não só a sua ignorância sobre a História, a sua subjugação e cumplicidade com as visões das esquerdas marxistas e radicais .

b) Sem dúvidas, este 1º Ministro Luís Montenegro, o seu Ministro dos Negócios Estrangeiros doutorado nos corredores de Bruxelas e a sua Ministra da Cultura, são símbolos do preconceito ideológico e da decadência a mergulhar no "obscurantismo ", da cultura Woke.

c)  Portugal ao abster-se, em nada se diferencia dos 123 países que votaram tão hedionda proposta. Uma decisão humilhante!.. como portuguesa sinto um grande desconforto e...

NOTA :

"Foram os árabes muçulmanos que começaram o tráfico de escravos em larga escala" , muito antes dos ocidentais terem chegado ao continente Africano. os árabes-muçulmanos estão na origem da calamidade que foi o tráfico e a escravatura, que praticaram do século VII ao século XX , com a cumplicidade dos próprios africanos. Manifesto o meu obrigada ao Senhor Professor JPM por tão importante relato sobre o que se poderá considerar  - na ONU  "o Rei vai nu ".                      Carlos Grosso: Se os homens podem mudar o aspecto exterior e passam a ser mulheres, se as mulheres podem passar a ser homens, talvez eu possa receber uma indemnização se pintar a cara com uma pomada acastanhada, pois posso a assumir-me como um desprivilegiado. É apenas uma pergunta retórica. Nunca me atreveria a solicitar nem a aceitar uma indemnização pelo sofrimento de antepassados. Alguém pode garantir que não teve antepassados abusados,  vilipendiados, vítimas de crimes hediondos? Não creio.                      João Alves: A escravatura é um fenómeno antropológico que remonta às origens da humanidade. Toda a trama da Ilíada, epopeia clássica da antiguidade grega, é desencadeada pelo conflito entre Agamemnon e Aquiles por ambos quererem que a ESCRAVA Criseida integre os seus espólios.                       Pedro Abreu: Assino por baixo.                 Rosa Graça: Excelente.                  João FlorianoJosé B Dias: Bom dia José Já me apercebi há bastante tempo que o actual  PSD de direita pouco ou nada tem, apesar de gente de direita estar ligada ao partido. A social-democracia funcionou bem enquanto houve prosperidade. Veja-se o caso da social-democracia dos países do norte da Europa.            Jose Alves Pimenta: Lamentável a posição de Portugal. O António Guterres é dos políticos que mais prejudicam qualquer sociedade. De todos os Secretários Gerais da ONU, custa-me muito ter chegado à conclusão que foi o pior dos piores. Como é que ainda não se aperceberam que estão a  alimentar os baby step do fortalecimento da Extrema-Direita. Quanto ao João Pedro Marques, espero que continue vigilante sobre esta onda Woke que nos quer aniquilar como povo milenar.                    Rui Martinho: Que vergonha. Portugal a não ter coragem de assumir o seu passado histórico e nossos representantes, governantes, dirigentes frouxos e com tanta história para por eles ser explicada e ficando numa posição que envergonha os nossos antepassados.             klaus muller:  Gostava de saber se o Brasil tinha votado a favor. Não me admirava nada pois o Lula Ladrão Vai Para A Prisão, tendo aprendido com o nosso Costa , é o típico "cara de pau": dizer que sim, sabendo de antemão que não vai cumprir.                    pedro santos: Desconhecia completamente e estou perplexo...  Ai chega, chega... E depois admirem-se.                  Paulo Silva > Rui Delvas: Tirou-me as palavras... Os arabo-muçulmanos também vão ter de pagar reparações aos africanos?...                   Paulo Coelho: Irra!!!!!!!!!!! Parem de fazer revisionismo!!! Parem de ver as coisas de há centenas de anos à luz da mentalidade de agora!!! Em relação a este tema, os santinhos dos Ganeses (que nem sequer existiam na altura), não eram os mesmos que obtinham escravos no interior e levavam para a costa para venderam aos "malandros" dos brancos?                     José Paulo CastroJoão Proença: Classe é coisa de esquerda. Luta de classes, classe trabalhadora, etc. Eu acho melhor o conceito de indivíduo, grupo e contínuo social                 José Paulo Castro > klaus muller: Certo. Nada de confundir mulheres trans, nem os seus alter egos, com mulheres biológicas da definição anterior.      Miguel Macedo: Muito bem! Como sempre! E obviamente que este governo fraco e medroso é uma vergonha nacional!                      Alberico Lopes: Caro Senhor Professor e Historiador: não percebo a sua frustração e irritação! Então o senhor queria que o sr. Guterres, que tanto tem apoiado o Hamas e o Irão e o Rasputin, não fizesse todos os esforços para que a moção sobre o tráfico de escravos  fosse apoiada e, no nosso caso, para que não fosse rejeitada?! Parece-me que o senhor não conhece como funciona este rato de sacristia, que todos os dias vai comungar nas missas do frade Milícias, onde se encontra com o outro sacristão chamado marcelo?                     Vítor Prata: O governo deste psdois é frouxo, como mais uma vez se viu! Tristeza. Querem as maiorias eleitorais apenas para estar no poleiro sem que os cidadaos e o pais evoluam com políticas serias.                       Lúcio Monteiro: Portugal não tem que negar o seu passado histórico, nomeadamente o seu envolvimento com a escravatura. Os que propuseram e votaram a favor da vergonhosa votação na ONU cometeram um clamoroso erro de anacronismo histórico. Uma coisa é condenar a escravatura, como eu condeno e julgo que todas as pessoas minimamente razoáveis fazem, e outra coisa bem diferente é “dar um salto no tempo” - o que se afigura uma impossibilidade - para tentar “condenar” e exigir reparações financeiras absolutamente absurdas e oportunistas. O que se passou na ONU, a propósito desta votação, devia envergonhar a própria instituição.          Rui Delvas: Pior que os 430 anos em que os egípcios escravizaram os hebreus?