Sempre sonhámos com isso, não sei se mantemos o jeito, há muito
descartado das nossas ambições de glória. Por isso, convém escrutinar as
convicções políticas dos jovens que hoje se apresentam para o serviço militar,
preocupação que, para quem o tem que fazer, para a ele escapar, se obrigue a
seguir mesmo o caminho do apoio ao poder russo. Não é essa a tese do Dr.
Salles, contudo, severo e patriota que sempre foi, cumprindo rigorosamente o
seu dever militar, nesses caminhos facilmente, depois, por nós abandonados, a
favor dos que o impuseram e ora os pretendem, ao seu jeito de simplicidade
astuta e convincente, não fossem eles os donos do mundo.
SOMOS POUCOS
A área urbana de Londres tem cerca de 9,2 milhões de
residentes; na região de Paris moram 11,2 milhões e Berlim alberga cerca de 6,4
milhões. Comparando com os nossos 10,75 milhões a nível nacional, resta a
conclusão que somos poucos.
Mas, para além de sermos poucos em termos absolutos, somos ainda
menos quando «contamos as espingardas» fiéis aos Valores da Europa Ocidental.
Ou seja, no actual litígio contra o imperialismo russo, não podemos correr o
risco de deixarmos que as nossas Forças Armadas e de Segurança sejam minadas
por russófilos ou seus amigos. Eis
a cautela que desaconselha a obrigatoriedade do Serviço Militar: nem
todos merecem a honra de servir nas Forças Armadas.
Não esbanjemos recursos com
«tropa fandanga» cujo amadorismo só prejudica a eficácia dos
profissionais. Centremo-nos em
pequenas Unidades de grande operacionalidade e deixemos as maciças acções de
«botas no terreno» para aliados mais populosos que nós. E assim me refiro às
forças terrestres. Contudo, …
… se considerarmos que o Território Nacional integra a ZEE (e não
apenas o Mar Territorial), então Portugal é 97,6% marítimo e 2,4% terrestre.
Ou seja, o que preconizo para as
forças terrestres não se aplica totalmente à Marinha nem à Força Aérea cujos
profissionais são essenciais e cujas Unidades de patrulha e combate devem ser
multiplicadas. Considerando o levantado cenário Internacional por
que ora passamos e face à magnitude do
esforço de vigilância e defesa que nos cabem, é óbvia a imperiosidade de
enveredarmos por política de dissuasão.
Março de 2026
HENRIQUE SALLES DA FONSECA
Henrique Salles da Fonseca10 de março de 2026 às 13:09
Boa Tarde Pois, e em vários dominios! E cada vez mais! Em qual
especificamente se refere? Um Abraço Rui Bravo Martins
M/
Caro Dr. Salles da Fonseca. Concordo plenamente, com uma ressalva. A ZEE não
pode ser capazmente defendida sem meios aéreos de vigilância e de ataque. Uma
nova arma, "drones", é imprescindível. Abraço António
Palhinha Machado
Henrique
Salles da Fonseca10 de março
de 2026 às 13:13 Não
podia estar mais de acordo contigo! Um abraço. Lúcia
Martins
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