quarta-feira, 11 de março de 2026

Poucos mas bons


Sempre sonhámos com isso, não sei se mantemos o jeito, há muito descartado das nossas ambições de glória. Por isso, convém escrutinar as convicções políticas dos jovens que hoje se apresentam para o serviço militar, preocupação que, para quem o tem que fazer, para a ele escapar, se obrigue a seguir mesmo o caminho do apoio ao poder russo. Não é essa a tese do Dr. Salles, contudo, severo e patriota que sempre foi, cumprindo rigorosamente o seu dever militar, nesses caminhos facilmente, depois, por nós abandonados, a favor dos que o impuseram e ora os pretendem, ao seu jeito de simplicidade astuta e convincente, não fossem eles os donos do mundo.

SOMOS POUCOS

Março 09, 2026

 A área urbana de Londres tem cerca de 9,2 milhões de residentes; na região de Paris moram 11,2 milhões e Berlim alberga cerca de 6,4 milhões. Comparando com os nossos 10,75 milhões a nível nacional, resta a conclusão que somos poucos.

Mas, para além de sermos poucos em termos absolutos, somos ainda menos quando «contamos as espingardas» fiéis aos Valores da Europa Ocidental. Ou seja, no actual litígio contra o imperialismo russo, não podemos correr o risco de deixarmos que as nossas Forças Armadas e de Segurança sejam minadas por russófilos ou seus amigos. Eis a cautela que desaconselha a obrigatoriedade do Serviço Militar: nem todos merecem a honra de servir nas Forças Armadas.

Não esbanjemos recursos com «tropa fandanga» cujo amadorismo só prejudica a eficácia dos profissionais. Centremo-nos em pequenas Unidades de grande operacionalidade e deixemos as maciças acções de «botas no terreno» para aliados mais populosos que nós. E assim me refiro às forças terrestres. Contudo,

… se considerarmos que o Território Nacional integra a ZEE (e não apenas o Mar Territorial), então Portugal é 97,6% marítimo e 2,4% terrestre. Ou seja, o que preconizo para as forças terrestres não se aplica totalmente à Marinha nem à Força Aérea cujos profissionais são essenciais e cujas Unidades de patrulha e combate devem ser multiplicadas. Considerando o levantado cenário Internacional por que ora passamos e face à magnitude do esforço de vigilância e defesa que nos cabem, é óbvia a imperiosidade de enveredarmos por política de dissuasão.

Março de 2026

HENRIQUE SALLES DA FONSECA

 

 

COMENTÁRIOS

Henrique Salles da Fonseca10 de março de 2026 às 13:09

 

Boa Tarde Pois, e em vários dominios! E cada vez mais! Em qual especificamente se refere? Um Abraço Rui Bravo Martins

 

M/ Caro Dr. Salles da Fonseca. Concordo plenamente, com uma ressalva. A ZEE não pode ser capazmente defendida sem meios aéreos de vigilância e de ataque. Uma nova arma, "drones", é imprescindível. Abraço António Palhinha Machado

 

Henrique Salles da Fonseca10 de março de 2026 às 13:13 Não podia estar mais de acordo contigo! Um abraço. Lúcia Martins

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