sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Avisos à navegação…

 


Advertindo, torneando, estimulando, ironizando…  Sofrendo… (patrioticamente falando…)

Sem consequências de maior, decerto… Tudo se quer a seu tempo…  Afinal, muito já nós fizemos, por este mundo … E depois perdemos…  Faz parte da condição. Da compleição também…

 

TEXTOS do DR. HSF

novembro 05, 2026

 

I - TEATRO RÁPIDO

Personagens:

·       Presidente do País pobre (Sul)

·       Presidente do País rico (Norte)

Acto Único

Presidente do país pobre:

- Senhor Presidente, nós precisamos de uma linha de crédito para obtermos 3 navios cargueiros.

Presidente do país rico:

- Caro Presidente, vou despachar imediatamente a sua linha de crédito para a construção dos 3 navios nos nossos estaleiros.

Cai o pano

* * *

A linha de crédito foi aberta imediatamente a favor dos estaleiros navais do país rico. Com esse dinheiro os estaleiros construíram os navios e conforme o efeito multiplicador do investimento (o de Keynes) e uma poupança marginal de 20%, o PIB do país rico aumentou 5 vezes o montante da linha de crédito.

O país pobre recebeu os navios e ficou a dever o montante da linha de crédito mais os respectivos juros. Conclusão:

 O país rico foi beneficiado em 6 vezes o montante da linha de crédito.

Assim se vê como a cooperação Norte -Sul é benéfica mais para uns que para outros, ou seja, o Norte consegue mais benefícios sem necessariamente prejudicar o Sul. A teoria das vantagens comparativas tão ao gosto de Milton Friedman (1912-2006) nem sempre se aplica nem se quer é prejudicial para o Sul.

NOTA FINAL – Veja-se o caso do NRP D. João II encomendado à Roménia, das 3 fragatas encomendadas à Itália e dos carros blindados encomendados à Alemanha, tudo equipamentos que poderiam ser imaginados, projectados e construídos em Portugal.

Novembro de 2026

Henrique Salles da Fonseca

Comentários

Adriano Miranda Lima6 de novembro de 2026 às 00:09

Mais uma excelente lição de economia recorrendo a exemplos concretos e de fácil apreensão para o leitor leigo na matéria.

De entre os casos que mencionou que poderiam beneficiar o nosso PIB, pelo menos a construção naval se justificaria num país com a nossa costa, o nosso clima e a nossa história marítima. Bem mais do que em países europeus sem qualquer história, como o que construiu o nosso NRP D. João II, ou seja, a Roménia. Como é que desperdiçamos esse filão?

Um abraço, Sr. Doutor. ALIMA

APELO URGENTE

julho 20, 2026

CITANDO… ·        Das entrevistas de Salazar a António Ferro (1932/1933): ​ "O parlamentarismo é um sistema esgotado que divide os homens em vez de os unir. Sob a ilus ã o da liberdade parlamentar, cria-se a ditadura dos partidos e paralisa-se a ac çã o do Executivo, impedindo que se governe com efic á cia para o bem comum."       * * * O tom «lepeniano-melanchónico» que as televisões transmitem faz do nosso hemiciclo beneditino o patíbulo da serena razão em favor da ira permanente como se nas bancadas alheias pululassem os bandidos. * * * Senhores Deputados da Nação Portuguesa: Peço-vos que não dêem razão ao Doutor Salazar. Julho de 2026 Henrique Salles da Fonseca

SOMOS POUCOS

março 09, 2026

A área urbana de Londres tem cerca de 9,2 milhões de residentes; na região de Paris moram 11,2 milhões e Berlim alberga cerca de 6,4 milhões. Comparando com os nossos 10,75 milhões a nível nacional, resta a conclusão de que somos poucos. Mas, para além de sermos poucos em termos absolutos, somos ainda menos quando «contamos as espingardas» fiéis aos Valores da Europa Ocidental. Ou seja, no actual litígio contra o imperialismo russo, não podemos correr o risco de deixarmos que as nossas Forças Armadas e de Segurança sejam minadas por russófilos ou seus amigos. Eis a cautela que desaconselha a obrigatoriedade do Serviço Militar: nem todos merecem a honra de servir nas Forças Armadas. Não esbanjemos recursos com «tropa fandanga» cujo amadorismo só prejudica a eficácia dos profissionais. Centremo-nos em pequenas Unidades de grande operacionalidade e deixemos as maciças acções de «botas no terreno» para aliados mais populosos que nós. E assim me refiro às forças terrestres...

ABRINDO A PORTA...

fevereiro 02, 2026

Ao estilo de Declaração de Princípios, esta é a casa do  … humanismo no sentido inequívoco do antropocentrismo em que o Estado serve o cidadão, por ultrapassagem do teocentrismo medieval e em oposição a todos os sistemas que obriguem a pessoa servir o Estado      … da Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU 1948) e contra tudo que a contrarie;      … da sistemática busca da harmonização de interesses nem sempre concomitantes, por oposição a perturbadora luta de classes;      … da liberdade de pensamento e respectiva expressão;      …do pluripartidarismo que, abrindo alternativas de doutrina e estratégia, permite ao eleitorado (o verdadeiro «dono» do poder) a opção perene ou flutuante entre doutrinas e circunstâncias;      … da definição doutrinária do bem-comum, na esperança vinculada de que propostas disruptivas da harmonia e da liberdade …

para as forças terrestres não se aplica totalmente à Marinha nem a Força Aérea cujos profissionais são essenciais e cujas Unidades de patrulha e combate devem ser multiplicadas. Considerando o levantado cenário Internacional por que hora passamos e face à magnitude do esforço de vigilância e defesa que nos cabem, é óbvia a imperiosidade de enveredarmos por política de dissuasão.

Março de 2026

Henrique Salles da Fonseca (Continua)

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