Advertindo, torneando, estimulando, ironizando… Sofrendo… (patrioticamente falando…)
Sem consequências de maior, decerto… Tudo se quer a seu
tempo… Afinal, muito já nós fizemos, por
este mundo … E depois perdemos… Faz
parte da condição. Da compleição também…
TEXTOS do DR. HSF
novembro
05, 2026
I - TEATRO
RÁPIDO
Personagens:
· Presidente do País pobre (Sul)
· Presidente do País rico (Norte)
Acto
Único
Presidente
do país pobre:
- Senhor Presidente, nós precisamos de uma linha de
crédito para obtermos 3 navios cargueiros.
Presidente
do país rico:
- Caro Presidente, vou despachar imediatamente a sua
linha de crédito para a construção dos 3 navios nos nossos estaleiros.
Cai o
pano
* * *
A linha de crédito foi aberta imediatamente a favor
dos estaleiros navais do país rico. Com esse dinheiro os estaleiros construíram os
navios e conforme o efeito multiplicador do investimento (o de Keynes) e uma
poupança marginal de 20%, o PIB do país rico aumentou 5 vezes o montante da
linha de crédito.
O país pobre recebeu os navios e ficou a dever o montante da
linha de crédito mais os respectivos juros. Conclusão:
O país rico foi
beneficiado em 6 vezes o montante da linha de crédito.
Assim se vê como a cooperação Norte -Sul é benéfica
mais para uns que para outros, ou seja, o Norte consegue mais benefícios sem
necessariamente prejudicar o Sul. A teoria das vantagens comparativas tão ao gosto
de Milton Friedman (1912-2006) nem sempre se aplica nem se quer é prejudicial
para o Sul.
NOTA FINAL – Veja-se o caso do NRP D. João II
encomendado à Roménia, das 3 fragatas encomendadas à Itália e dos carros
blindados encomendados à Alemanha, tudo equipamentos que poderiam ser
imaginados, projectados e construídos em Portugal.
Novembro
de 2026
Henrique
Salles da Fonseca
Comentários
Adriano
Miranda Lima6 de novembro de 2026 às 00:09
Mais uma excelente lição de economia recorrendo a
exemplos concretos e de fácil apreensão para o leitor leigo na matéria.
De entre os casos que mencionou que poderiam
beneficiar o nosso PIB, pelo menos a construção naval se justificaria num
país com a nossa costa, o nosso clima e a nossa história marítima. Bem mais
do que em países europeus sem qualquer história, como o que construiu o nosso
NRP D. João II, ou seja, a Roménia. Como é que desperdiçamos esse filão?
Um abraço, Sr. Doutor. ALIMA
APELO
URGENTE
julho
20, 2026
CITANDO… · Das
entrevistas de Salazar a António Ferro (1932/1933): "O parlamentarismo é um sistema esgotado que divide os
homens em vez de os unir. Sob a ilus ã o da liberdade parlamentar, cria-se
a ditadura dos partidos e paralisa-se a ac çã o do Executivo, impedindo que se
governe com efic á cia para o bem comum." * * * O tom «lepeniano-melanchónico» que as televisões transmitem faz do nosso hemiciclo
beneditino o patíbulo da serena razão em favor da ira permanente como se
nas bancadas alheias pululassem os bandidos. * * * Senhores Deputados da Nação
Portuguesa: Peço-vos que não dêem razão ao Doutor Salazar. Julho de 2026
Henrique Salles da Fonseca
SOMOS POUCOS
março 09, 2026
A área urbana de Londres tem cerca de 9,2 milhões de
residentes; na região de Paris moram 11,2 milhões e Berlim alberga cerca de 6,4
milhões. Comparando com os nossos 10,75
milhões a nível nacional, resta a conclusão de que somos poucos. Mas, para além de sermos poucos em
termos absolutos, somos ainda menos quando «contamos as espingardas»
fiéis aos Valores da Europa Ocidental. Ou seja, no actual litígio
contra o imperialismo russo, não podemos correr o risco de
deixarmos que as nossas Forças Armadas e de Segurança sejam minadas por
russófilos ou seus amigos. Eis a cautela que desaconselha a obrigatoriedade do
Serviço Militar: nem todos merecem a honra de servir nas Forças Armadas. Não esbanjemos recursos com «tropa
fandanga» cujo amadorismo só prejudica a eficácia dos profissionais. Centremo-nos em pequenas Unidades de
grande operacionalidade e deixemos as maciças acções de «botas no terreno» para
aliados mais populosos que nós. E assim me refiro às forças terrestres...
ABRINDO A PORTA...
fevereiro 02, 2026
Ao estilo de Declaração de Princípios, esta é a casa do … humanismo no sentido inequívoco do antropocentrismo em que o Estado serve o cidadão, por
ultrapassagem do teocentrismo medieval e em oposição a todos os sistemas que obriguem a
pessoa servir o Estado … da Declaração Universal dos Direitos
Humanos (ONU 1948) e contra tudo que a contrarie;
… da sistemática
busca da harmonização de interesses nem sempre concomitantes, por oposição a
perturbadora luta de classes; … da liberdade de pensamento e
respectiva expressão; …do pluripartidarismo que, abrindo alternativas de doutrina e
estratégia, permite ao eleitorado (o verdadeiro «dono» do poder) a opção perene
ou flutuante entre doutrinas e circunstâncias;
… da definição
doutrinária do bem-comum, na esperança vinculada de que propostas disruptivas
da harmonia e da liberdade …
para as forças terrestres não se aplica totalmente à
Marinha nem a Força Aérea cujos profissionais são essenciais e cujas Unidades
de patrulha e combate devem ser multiplicadas. Considerando o levantado cenário
Internacional por que hora passamos e face à magnitude do esforço de vigilância
e defesa que nos cabem, é óbvia a imperiosidade de enveredarmos por política de
dissuasão.
Março de 2026
Henrique Salles da Fonseca (Continua)
Nenhum comentário:
Postar um comentário