sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Repondo dados

 

Importantes para uma consciencialização política relevante.

CONTIBNUAÇÃO do TEXTO ANTERIOR

 

CETERIS PARIBUS – 2»

novembro 02, 2026

Teve a globalização como objectivo principal dizer aos agentes económicos e financeiros que o mundo era de todos. Bom teria sido que, na teoria, tudo tivesse funcionado desse modo mas as coisas não correram de feição. A criação de uma nuvem quântica de actos económicos e financeiros em todo o planeta esbarrou logo de início com a existência de pólos magnéticos tais como os EUA, a Rússia, a China e a Europa.

Os grandes agentes económicos e financeiros tinham obtido a sua dimensão devido ao mercado doméstico de que cada um dispunha e com a globalização ganharam a legalidade para a destruição dos pequenos no resto do mundo.

Friedrich List (1789-1846) teve razão antes do tempo – anunciou que, em Acordos de Cooperação Económica entre Países com significativas diferenças de desenvolvimento, os «grandes» devorariam os «pequenos» - e, portanto, sentiu-se cilindrado pelos acontecimentos históricos que já faziam despertar a América como uma verdadeira potencialidade e uma Europa embrenhada em guerras intestinas.

Os pólos magnéticos que pretenderam introduzir a sua própria ordem no caos globalizante acabaram por germinar novas políticas proteccionistas. Veja-se o impasse do acordo entre a UE e o Mercosul para protecção dos agrários franceses.

Não é fácil nem sequer possível mexer apenas numa variável imaginando que a nuvem quântica se mantém imóvel. A História ainda tem muito para contar… venham bolas de cristal.

Novembro de 2026

Henrique Salles da Fonseca

Comentários

Adriano Miranda Lima, 2 de novembro de 2026 às 15:43:

Muito bem explicado, Dr. Salles da Fonseca, e felicito-o efusivamente por isso.

A globalização seria a expressão da boa-fé dos dominadores do planeta, auspiciando um mundo mais livre, mais próspero e mais igual, se a realidade nua e crua sobre sobre a natureza do homem não tardasse a revelar-se. Friedrich List (1789-1846) não terá necessitado de muito esforço para sustentar a sua premonição, e mais tarde outros, como Mário Soares, mesmo ainda na fase de arranque da globalização, não tardaram a duvidar dos seus créditos.

Imagine-se agora um mundo liderado por essas criaturas que actualmente carregam o horizonte das nossas vidas com nuvens negras. A globalização morreu de morte matada. Sr. Doutor, não é provável que alguma bola de cristal nos possa iluminar a esperança.

Responder

Anónimo, 2 de novembro de 2026 às 20:14

É precisamente o que descreve e o problema da malignidade do sistema é que os países sujeitos ainda têm de criar nas suas populações de que são ajudados pelas potências que fizeram dos governantes seus administradores. António da Cunha Duarte Justo

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