Importantes para uma consciencialização política relevante.
CONTIBNUAÇÃO do TEXTO ANTERIOR
CETERIS PARIBUS – 2»
novembro 02, 2026
Teve a globalização como objectivo principal dizer aos
agentes económicos e financeiros que o mundo era de todos. Bom teria sido que,
na teoria, tudo tivesse funcionado desse modo mas as coisas não correram de
feição. A criação de uma nuvem quântica de actos económicos e financeiros em
todo o planeta esbarrou logo de início com a existência de pólos magnéticos
tais como os EUA, a Rússia, a China e a Europa.
Os grandes agentes económicos e financeiros tinham
obtido a sua dimensão devido ao mercado doméstico de que cada um dispunha e com
a globalização ganharam a legalidade para a destruição dos pequenos no resto do
mundo.
Friedrich List (1789-1846) teve razão antes do tempo –
anunciou que, em Acordos de Cooperação Económica entre Países com
significativas diferenças de desenvolvimento, os «grandes» devorariam os
«pequenos» - e, portanto, sentiu-se cilindrado pelos acontecimentos históricos
que já faziam despertar a América como uma verdadeira potencialidade e uma
Europa embrenhada em guerras intestinas.
Os pólos magnéticos que pretenderam introduzir a sua
própria ordem no caos globalizante acabaram por germinar novas políticas
proteccionistas. Veja-se o impasse do acordo entre a UE e o Mercosul para
protecção dos agrários franceses.
Não é fácil nem sequer possível mexer apenas numa
variável imaginando que a nuvem quântica se mantém imóvel. A História ainda tem
muito para contar… venham bolas de cristal.
Novembro de 2026
Henrique Salles da Fonseca
Comentários
Adriano Miranda Lima, 2 de novembro de 2026 às 15:43:
Muito bem explicado, Dr. Salles da Fonseca, e
felicito-o efusivamente por isso.
A globalização seria a expressão da boa-fé dos
dominadores do planeta, auspiciando um mundo mais livre, mais próspero e mais
igual, se a realidade nua e crua sobre sobre a natureza do homem não tardasse a
revelar-se. Friedrich List (1789-1846) não terá necessitado de muito esforço
para sustentar a sua premonição, e mais tarde outros, como Mário Soares, mesmo
ainda na fase de arranque da globalização, não tardaram a duvidar dos seus
créditos.
Imagine-se agora um mundo liderado por essas criaturas
que actualmente carregam o horizonte das nossas vidas com nuvens negras. A
globalização morreu de morte matada. Sr. Doutor, não é provável que alguma bola
de cristal nos possa iluminar a esperança.
Responder
Anónimo, 2 de novembro de 2026 às 20:14
É precisamente o que descreve e o problema da
malignidade do sistema é que os países sujeitos ainda têm de criar nas suas
populações de que são ajudados pelas potências que fizeram dos governantes seus
administradores. António da Cunha Duarte Justo
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