domingo, 4 de outubro de 2026

CONTINUAÇÃO

 

Do texto de Alberto Gonçalves

«O Ocidente que resistiu a bordo de um Boeing»

Em

«Tentativas»

COMENTÁRIOS:

Pedra Nussapato

Curiosamente (ou não) o Dr AG desconhece que estudos independentes não só corroboram os números do tal ministério da saúde como há alguns que indicam que esses números estão abaixo do real. Cá vai um exemplo fresquinho Violent and non-violent death tolls for the Gaza conflict: new primary evidence from a population-representative field survey

Michael Spagat et al. Lancet Glob Health. 2026 Apr.

Américo Silva > Alcides Longras

Bom dia, bem visto, Gaza perdeu 6% a 10% da população desde 7 de Outubro de 2023:

Gabinete Central de Estatísticas da Palestina PCBS, que opera a partir da Cisjordânia fora do controlo do Hamas;

Ministério da Saúde de Gaza verificado pela ONU;

Revista Científica  > The Lancet.

Paradigmas Há Muitos!

Como dizem antes aqui alguns, seria expectável dada a sua importância para o desenvolvimento do artigo que AG desse informação precisa sobre qual é o relatório recente do Hamas acerca de população/ mortes em Gaza e a que se refere ao início.

João Pimentel Ferreira

Pode facultar fontes fidedignas para o facto do Ministério da Saúde do Hamas ter dito que a população cresceu desde o início da guerra?

Alcides Longras > Américo Silva

O primeiro apenas tem projecções e não encontro nada a indicar aumentos reais ou nos números que o artigo indica.

De resto, nada em 2026.

Pode ser azelhice minha, mas gostava mesmo de ter acesso a esses dados.

Alcides Longras

Se alguém me puder dirigir para a fonte das estatísticas referidas no início do artigo, agradecia.

Não encontro nada mais recente que 2025, nem no departamento de estatística da Palestina, a suposta fonte oficial.

Parece-me pertinente ter esta informação bastante clara e partilhável.

José B Dias > Alfaiate Tuga

Ou como é que um piloto com alegados antecedentes de militância extremista é validado pela Mossad para estar nos comandos de aeronave com destino a Israel.

É um facto que vão surgindo muitas brechas na imagem de perfeição dos serviços de segurança israelitas.

Alfaiate Tuga

Caro AG, tem toda a razão, o que não ouvi ainda perguntar é como é que uma faca ou objecto similar chegou ao cockpit do avião. Parece que as medidas de segurança são só para os passageiros….

Não me interpretem mal, por mim o meliante que tentou despenhar o avião já não sairia vivo do interior do mesmo, tê-lo-ia ajudado a atingir os fins, mas só a ele claro.

Observador

O Alberto Gonçalves já merece uma condecoração do Governo de Israel. São tantas as crónicas em sua defesa que, pelo que me lembro, ainda não encontrei uma pequena crítica a Netanyahu ou aos seus ministros.

Uma cruz de David para o Alberto, já!

Faço esta declaração de interesses, a minha posição é tendencialmente favorável a Israel. Mas isso não me obriga a fazer de conta que Israel fez tudo bem, nem a ignorar a morte de demasiados inocentes. O Hamas é um grupo terrorista deplorável, que deve ser combatido, mas isso não torna irrepreensível tudo o que Israel faz.

Israel também cometeu os seus pecadilhos para não lhes chamar outra coisa. Reconhecê-los daria mais força aos argumentos em sua defesa. Mas enfim, o Alberto é que sabe. É muito maniqueísta, infelizmente, o nosso Alberto. Com Trump é exactamente a mesma coisa. 

O mundo deve ser muito mais fácil de explicar quando só tem duas cores.

Américo Silva > Américo Silva

Longe de mim querer convencer alguém disto ou daquilo, apenas dei elementos para, caso queiram, procurarem.

Observador > klaus muller

Repare que escreveu “uma certa admiração”, e não simplesmente “admiração”. Pode ter sido uma escolha inconsciente, mas não deixei de notar a nuance. 🙂

Quando digo que tenho “uma certa confiança” em alguém, estou a introduzir uma reserva, não é confiança plena.

Isso não prova que tenha dúvidas sobre Netanyahu, mas deixa espaço para elas. E é precisamente esse espaço para reconhecer reservas e criticar o que merece crítica que me parece faltar nas crónicas do Alberto Gonçalves.

João Pimentel Ferreira > Alcides Longras

Todo o argumentário do brilhante e criativo escriba se baseia neste dado estatístico, que aparentemente, não tem qualquer fundamento.

Dito isto, é ÓBVIO que Israel não está a cometer genocídio. É mais uma prostituição semântica que outra coisa. A minha avó também me dizia que a sua vida por vezes era um martírio, e que eu saiba nunca foi lançada às feras num circo romano, pela sua devoção ao Senhor.

graça Dias

Caríssimo Alberto Gonçalves

Um artigo de excelência como sempre. Parabéns.

Caro AG, como diz:  a quantidade de hospitais, clínicas e estabelecimentos similares disseminados por m2 em Gaza, não se encontram nos países da UE, considerados um exemplo em desenvolvimento e assistência na saúde pública, mas... " sempre que Israel atinge um alvo ali, quase invariavelmente calha  ser um hospital ou uma das muitas escolas, não obstante a não existência de um Ministério da Educação" !...pois, são tudo construções  financiadas pela ONU e UE, mas não são mais do que depósitos de armamento bélico com acessos a túneis infinitos, que nos lembram  um " queijo suíço ", bem dispendioso aos contribuintes de USA e da UE. Já quanto ao « líder espiritual» e especialista em pântanos, não é um promotor da Paz, mas sim um incendiário, que atiça as chamas e depois grita " fogo "fogo" ! com muito ódiiiooo contra os judeus, pelo que é o maior incitador do antissemitismo — e o último que pode comentar sobre genocídio, atrocidades e outras variedades nos seus discurso seletivos e escandalosamente descricionários. Mas, há muitos espíritos  frágeis, ignorantes ou culturalmente doutrinados , que aderem e mergulham no pântano ideológico que grassa na ONU, e nas instituições a  esta associadas, como o TPI !  Que legitimidade moral reside na ONU, no Tribunal Penal Internacional e nas leis de direitos humanos, profundamente politizadas e moral e politicamente corruptas. Toda uma elite de ideólogos, professores universitários, especialistas em Direitos Humanos, Direito Internacional e todos especialistas em narrativas e slogans:  “lobby sionista”, “genocídio”, “apartheid”, “dupla lealdade”. São antissemitas que simplesmente adoptaram a linguagem da esquerda socialista marxista.

Estas mentes, ao atribuir culpas aos judeus, é um hábito tão antigo quanto a ignorância que os alimenta, daí que, em pleno séc.XXI os judeus continuam a ser alvo de -- Ódio sem razão. Culpa sem causa.

Sobre o voo Dubai-Telavive, uma catástrofe evitada no ar mostra como o Estado judeu escolhe a vida enquanto o Ocidente abraça uma cultura da morte. E é somente relembrar o discurso inflamado da passada segunda-feira, do secretário de Relações Exteriores britânico, Ed Miliband, fez contra Israel, acusando o país de limpeza étnica e crimes de guerra, e prometendo puni-lo pelo crime de permitir que judeus se "estabeleçam " em sua própria terra histórica desde há 3.000 anos. Sem mais comentários.

O meu obrigada a AG por mais este funesto, brilhante, actual e revelador texto.

klaus muller  > Observador.

Obs., não vejo por que razão AG tenha por obrigação criticar Netanyahu.

Eu, p ex, tenho uma certa admiração por ele, pois não posso deixar de verificar que Netanyahu está a fazer, em grande parte, o que os nossos dirigentes europeus deveriam fazer: não dar tréguas ao terrorismo muçulmano na Europa.

Jose Nunes

Alberto Gonçalves, Helena Matos, Miguel Morgado, são as 3 razões que ainda fazem valer a pena assinar este pasquim que em tempos já foi um jornal!

klaus muller

Além de Gaza parecer só ter um ministério (o da Saúda), também me faz confusão que, numa área tão pequena, haja tantos hospitais. Segundo o Hamas, cada bomba lançada pelos israelitas atinge sempre um hospital onde só há crianças inocentes.

Tenham dó ...

Xico Nhoca

Outra: quantas vezes ouvimos, durante esta guerra de Gaza, dizer que os israelitas tinham bombardeado o último hospital que existia em Gaza? Se era o último como conseguiram, no dia seguinte, bombardear outro que, bombardeado na semana seguinte, também era o último para a seguir bombardear outro último 2 dias depois?

Eduardo Lourenço

Excelente crónica.  Parabéns.

pertinaz

É sempre um prazer ler sobre factos…

Francisco Almeida

Já uma vez comentei com o número de então, cerca de 70 mil em Gaza. Comparando com a mortalidade em Portugal, considerando a diferença das respectivas populações dando um valor extra a Gaza, devido a ter uma pirâmide de vida normal (mais jovens do que idosos) ao contrário de Portugal, chega-se a uma estimativa generosa do número de mortos devido à guerra.

Acontece que a ONU tem estimativas de baixas em combate, obtidas por estatística de inúmeros conflitos e publicadas antes da guerra em Gaza. Como previsível essas mortes eram mais altas em zonas urbanas do que em zonas rústicas e também mais altas com a concentração das populações, condições que, ambas, são extremas em Gaza. Seriam, por essas previsões, de esperar mais de 8 a 10 vezes. Lembro-me bem dos números mais altos, obtidos por pelos EUA já não me lembro aonde, mas ultrapassados pelo bombardeamento russo a Alepo.

Friamente as IDF, anunciando previamente onde iam bombardear e com outras medidas mitigadoras de mortes, deveria merecer respeito universal.

Xico Nhoca

O bloco de esquerda vai organizar uma flotilha porque feriram o copiloto muçulmano.

Rui Lima

Um dia perto de si,  sondagem IFOP, de novembro de 2025, sobre os jovens muçulmanos em França 32% dos jovens inquiridos declararam proximidade com Irmandade muçulmana,  o martírio pode ser um dos seus objectivos.

João Floriano

Não há argumentação por mais lógica e racional, que se aguente perante o ódio ao Estado de Israel. Desta vez as coisas correram a favor do Ocidente e o piloto omanense está agora em Abu Dhabi, a aguardar julgamento e sentença. O terrorismo pode ser punido com a morte.

Renato Pedro Milheiro > RibeiroAntónio Marques

Não leia é o que eu faço ao Público e a muitos do Expresso e as suas “publicações especulativas» e ativistas!

klaus muller > Observador

Quando digo "uma certa admiração" apenas quero dizer que a admiração não é total, Obs..

Dou-lhe dois exemplos de um país e dum indivíduo pelos quais eu tenho uma admiração total:

A Áustria, porque conseguiu convencer todo o mundo que o Hitler era alemão e o Beethoven era austríaco.

E o nosso Costa, porque consegue entrar atrás de nós numa porta giratória e sair à nossa frente, sem que percebamos onde fomos aldrabados.

Maria Tubucci

Muito bem Sr. AG. Depois de ler 55 comentários, não há ninguém que diga o óbvio, o politicamente incorreto. O que é Gaza? É um local onde só há parideiras e inseminadores e que produz ódio e/ou “veículos” propagadores de ódio. Actualmente estão a exportar este ecossistema para a Europa, mas há um pormenor, os europeus nativos não são como os judeus, se tiverem de “cortar” rente os inseminadores e parideiras, fazem-no sem qualquer pudor. Não se estiquem muito, esta casa tem dono...

Vitor Prata

Excelente.

Paul C. Rosado

Muito bem! Como sempre, a desmascarar os verdadeiros fascistas, sejam eles os terroristas islâmicos ou os seus cúmplices na esquerda ocidental.

Manuel Ferreira21

Excelente artigo.

João Diogo > António Marques

Tens uma boa hipótese, não leias, como eu faço com a visão, público e afins.

Eduardo Mãos de Tesoura

Os meus Parabéns ao piloto indiano, que, apesar de ferido, abriu a porta do cockpit, que permitiu a alguns passageiros Israelitas dominar o co-piloto muçulmano do Omã que se preparava para fazer despenhar o avião e massacrar toda a gente a bordo. No meu caso, não voltarei a voar em companhias aéreas de países islâmicos.

Ana Maria Caldeira

Brilhante. Brilhante. Continue por aqui

óptima análise. assino por baixo.

Paradigmas Há Muitos!  > klaus muller

Como o Hamas não pode ter quartéis às claras (ficava mal perante os dadores, seriam alvos legítimos) fazem hospitais e usam-nos quanto baste para fins militares.

Assim os dadores se fecharem um bocadinho os olhos podem ficar de consciência tranquila e quando Israel tem de atacar o Hamas é sempre um drama mediático mundial porque atingiu um hospital. E é Israel que tem depois de se justificar a dizer que um hospital perde a "santidade" se for usado para outros fins, a detalhar que fins eram esses. E naturalmente isso vem tarde e muitos dizem logo que é propaganda - hasbara, outros exigem investigações e provas independentes, etc.

Para o Hamas isso de descentralizar a sua estrutura militar com os "hospitais" é perfeito, obviamente assumindo que o seu alvo, a opinião pública ocidental, media e políticos, não lhes colocam as perguntas pertinentes e não lhes exigem a mesma transparência que exigem a Israel.

Caso de guerra assimétrica feita pelo Hamas mais padrão duplo nas exigências ocidentais a cada um dos lados, como vem nos "livros".

Pedro Costa

Bravo, muito bem escrito

Vasco R

Gaza já nem devia existir e os muçulmanos nem humanos são. Terroristas violentos que deviam ser abatidos e a seita islâmica devia ser proibida no Ocidente. Valem menos que uma mosca .

Carminda Damiao

Muito bem.

Miguel Macedo

Brilhante! Como sempre!

Maria Soares

Muito bom!

Sr Leão

Como sempre!

Américo Silva > Alcides Longras:

Pedro Correia

A estória do genocídio, mal comparada, é como a estória da santa aliança, inventada pelo aprendiz de P.Costa, para entreter asnos: Ambas as estórias relatam procedimentos terrivelmente ineficazes.

Em relação ao incidente no avião, sabemos todos perfeitamente, que foi o piloto a atirar-se para cima do objecto cortante que a "vítima" tinha na mão, quando estava a cortar uma maçã...

Uma vez mais, muito bom!

Carlos Fernandes

Como foi possível António Guterres ter desvalorizado o 7 de outubro? Não compreendo.... Sei que a questão israelita (e de Jerusalém) é complexa, mas deixem de apoiar os fundamentalistas, é simples....

João Diogo

Excelente crónica, o guterres da ONU , ainda vai pedir ao TPI para condenarem os passageiros israelitas do voo.

Paradigmas Há Muitos! > Francisco Almeida

Para o Egipto a mortalidade é aprox. 5.6 por mil por ano o que para Gaza daria para 2.4 milhões em 2.5 anos, uns 13440 x 2.5 = 33 600.

A questão é que os agora 75 000 mortos do Hamas dizem eles que é por morte violenta, quer dizer não inclui estes da morte natural. Mas é óbvio que interessa ao Hamas incluir pelo menos uma parte no "genocídio" e dizer que não inclui, quem é que foi verificar? E quem é que faz as perguntas pertinentes para se saber a realidade? Ou seja, onde estão separados o números e nomes dos mortos naturais que serão esses c de 33 000?

Quando olhei para isso via-se que a ONU não tem dados próprios, a sua publicação informava expressamente segundo os dados do Hamas. Mas muitos não "reparavam" nisso e diziam que eram números da ONU e que confirmavam os do Hamas! Para se fazer propaganda rasca qualquer coisa serve ...

Maria Paula Silva

Muito bom!

Manuel MM

Muito bem dito ...glória ao Ocidente civilizado.

Lourenço de Almeida

Esperança de vida nos sítios que foram oprimidos por Israel segundo a esquerda! Gaza e a Cisjordânia dão mais esperança de vida aos árabes e muçulmanos do que o conjunto dos países árabes e o conjunto dos países muçulmanos!

Europe: 81.5 years

Oceania: 79.2 years

North America: 77.8 years

South America: 76.7 years

West Bank: 74.7 years

Asia: 74.5 years

Gaza (Pre-2023): 74.0 years (baseline pre-conflict average)Arab Countries (Arab World Average): 72.7 years based on World Bank regional aggregate data.

Muslim-Majority Countries (OIC Average): 68.5 years overall aggregate across Organisation of Islamic Cooperation (OIC) member nations, incorporating a range from high-income Gulf nations to lower-income developing member states.

Africa: 62.0 years

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