quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Reputação

 

A estreiteza de valores culturais ajuda em parte a explicar a corrupção; dupla pena.

 

Corrupção. Portugal cai 3 posições e mantém-se como um dos "piores países da Europa Ocidental" no ranking da Transparência Internacional

Índice de Percepção de Corrupção 2025 da Transparência Internacional regista ligeira queda de Portugal. ONG detecta "fragilidades nos mecanismos de integridade pública" e "limitações" na prevenção.

LUÍS ROSA: Texto

OBSERVADOR, 10 fev. 2026, 06:01 15 

É apenas um ponto mas equivale a uma queda de três posições. Portugal obteve 56 pontos no Índice de Percepção de Corrupção de 2025 da Transparência Internacional — menos um ponto do que no ano anterior — mas cai do 43.º para o 46.º lugar em 182 países avaliadas por aquela ONG internacional.

De acordo com o comunicado da Transparência Internacional, Portugal mantém-se entre “os resultados mais baixos da Europa Ocidental” e agrava uma trajectória de queda iniciada em 2015 — ano em que conseguiu 64 pontos e estava posicionado no 28.º lugar do ranking que é considerado internacionalmente como o estudo de referência em termos de integridade do sector público.

Em termos comparativos, Portugal apresenta igualmente uma pontuação inferior à média europeia no que respeita à percepção da integridade no sector público”, atesta a ONG com sede em Berlim. Países como a Bélgica, Áustria, Lituânia, Letónia, Chéquia e Eslovénia são considerados mais transparentes do que Portugal. Sendo que a Espanha, a Itália, a Polónia ou a Grécia estão atrás do nosso país.

Historicamente, os estados nórdicos, como a Dinamarca (que lidera este ranking em 2025), a Finlândia, a Noruega e a Suécia, costumam estar entre os países europeus mais bem colocados, tendo pontuações que variam entre os 89 e os 80 pontos. Isto é, estão perto da pontuação máxima (que é 100) e são os países mais ‘limpos’ e transparentes no Índice de Percepção de Corrupção da Transparência Internacional.

Singapura (com 84 pontos) e Nova Zelândia (com 80 pontos) são os países que costumam rivalizar com os estados europeus, sendo que os singapurianos ficaram em terceiro lugar (atrás da Dinamarca e da Finlândia) neste ranking de 2025 e os neozelandeses em quarto lugar.

No pólo contrário, os países mais perto da pontuação mínima (0), considerados menos transparentes e mais corruptos, estão o Sudão do Sul e a Somália (ambos com 9 valores) e a Venezuela (10 valores) — os três países mais corruptos do mundo no ranking de 2025.

Em termos de áreas geográficas, a Europa continua a “apresentar os níveis mais elevados de integridade a nível mundial”, tendo uma média de pontuação de 64 pontos — o que representa uma queda de dois pontos face a 2024, com “13 países [europeus] a registarem quedas e apenas sete a apresentarem melhorias”, lê-se no comunicado da Transparência Internacional.

 “Persistem fragilidades ao nível da responsabilização e da independência institucional, com efeitos na confiança dos cidadãos nas instituições democráticas” constata a ONG, acrescentando que a primeira directiva Anticorrupção da União Europeia, que deveria harmonizar as diferentes legislações nacionais, pecou por falta de ambição.

“No processo de transposição, os Estados-Membros deverão considerar a directiva como uma base mínima para o reforço das respectivas políticas anticorrupção”, aconselha a Transparência Internacional.

As razões para a queda de Portugal

O ranking da Transparência Internacional recorre a dados de 13 fontes externas — que misturam dados do Banco Mundial e do Fórum Económico Mundial sobre o sector público dos 182 países sob escrutínio, com avaliações de empresas privadas de consultoria e gestão de riscos, centros de investigação e outras entidades. De acordo com a ONG, as “pontuações reflectem a opinião de especialistas e empresários.” A Transparência Internacional reconhece que Portugal tem reforçado nos últimos anos os instrumentos legais de combate à corrupção — nomeadamente no que diz respeito à Estratégia Anticorrupção inaugurada pelos governos de António Costa e continuada pelos governos de Luís Montenegro. Contudo, as “fragilidades persistentes nos mecanismos de integridade pública e limitações na capacidade de prevenir riscos de corrupção no exercício de funções públicas” fizeram com que a pontuação do nosso país tivesse caído ligeiramente.

A implementação das políticas anticorrupção e a fiscalização da acção pública continuam insuficientes, nomeadamente no que respeita à execução da estratégia anticorrupção e à afectação de recursos para uma monitorização eficaz e independente”, conclui a ONG. Corrupção Justiça   

COMENTÁRIOS:

 Hugo Silva: 3 482 481 portugueses, pactuam com isto...         Paulo Cardoso:  “…e agrava uma trajetória de queda iniciada em 2015…” Começa com o Habilidoso I e persiste com o Habilidoso II, que insiste em manter as políticas que os eleitores repudiaram nas urnas. Admirável socialismo novo!!!                   Nuno Filipe: PS + PS dois… como diz o outro ”what else…”                    Manuel Magalhães: Razão tem o Ventura! Há quem lhe chame tudo e mais alguma coisa, mas tem toda a razão!              José Carvalho:agrava uma trajectória de queda iniciada em 2015 — ano em que conseguiu 64 pontos e estava posicionado no 28.º lugar do ranking De Passos Coelho a Antõnio Costa sempre a descer (neste caso a subir em corrupção) SOCIALISMO.                   Filipe Costa: Ainda não paramos de cair? Não há forma deste povinho se livrar dos socialistas????????          victor guerra: Ficou "assegurada" a continuidade                 João Floriano  > Luis Freitas: Mas na verdade o que o Luís realmente conseguiu foi dar força à corrupção. 

 

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