A estreiteza de valores culturais ajuda em parte a explicar a corrupção;
dupla pena.
Corrupção. Portugal cai 3 posições e mantém-se como um dos "piores
países da Europa Ocidental" no ranking da Transparência Internacional
Índice de Percepção de Corrupção 2025
da Transparência Internacional regista ligeira queda de Portugal. ONG detecta
"fragilidades nos mecanismos de
integridade pública" e "limitações"
na prevenção.
OBSERVADOR, 10
fev. 2026, 06:01 15
É apenas um ponto mas equivale a uma queda de três posições. Portugal
obteve 56 pontos no Índice de Percepção de Corrupção de 2025 da Transparência Internacional — menos um ponto
do que no ano anterior — mas cai do 43.º para o 46.º lugar em 182 países
avaliadas por aquela ONG internacional.
De acordo com o comunicado da
Transparência Internacional, Portugal mantém-se entre “os resultados
mais baixos da Europa Ocidental” e agrava uma trajectória de queda
iniciada em 2015 — ano em que conseguiu 64 pontos e estava posicionado no 28.º
lugar do ranking que é considerado internacionalmente como o estudo
de referência em termos de integridade do sector público.
“Em termos comparativos, Portugal apresenta igualmente uma pontuação
inferior à média europeia no que respeita à percepção da integridade no sector
público”, atesta a ONG com sede em Berlim. Países como a Bélgica, Áustria, Lituânia, Letónia, Chéquia e Eslovénia são
considerados mais transparentes do que Portugal. Sendo que a Espanha, a Itália, a Polónia ou a Grécia estão
atrás do nosso país.
Historicamente, os estados nórdicos, como a Dinamarca (que lidera este ranking em 2025), a Finlândia, a Noruega e a Suécia, costumam
estar entre os países europeus mais bem colocados, tendo pontuações que variam
entre os 89 e os 80 pontos. Isto é, estão perto da pontuação máxima (que é 100)
e são os países mais ‘limpos’ e transparentes no Índice de Percepção de Corrupção da Transparência Internacional.
Singapura
(com 84 pontos) e Nova
Zelândia (com 80 pontos) são os países que costumam rivalizar com os
estados europeus, sendo que os singapurianos ficaram em terceiro
lugar (atrás da Dinamarca e da Finlândia)
neste ranking de 2025 e os neozelandeses em quarto lugar.
No pólo contrário, os países mais perto da pontuação mínima (0),
considerados menos transparentes e mais corruptos, estão o Sudão do Sul e a Somália (ambos com 9 valores) e a Venezuela (10 valores) — os três países mais corruptos do mundo no
ranking de 2025.
Em termos de áreas geográficas, a Europa continua a “apresentar os
níveis mais elevados de integridade a nível mundial”, tendo uma
média de pontuação de 64 pontos — o que representa uma queda de dois pontos
face a 2024, com “13 países [europeus] a registarem quedas e apenas sete
a apresentarem melhorias”, lê-se no comunicado
da Transparência Internacional.
“Persistem fragilidades ao nível da responsabilização e da
independência institucional, com efeitos na confiança dos cidadãos nas
instituições democráticas” constata a ONG, acrescentando que a primeira directiva Anticorrupção da
União Europeia, que deveria harmonizar as diferentes legislações nacionais,
pecou por falta de ambição.
“No processo de transposição, os Estados-Membros deverão considerar a
directiva como uma base mínima para o reforço das respectivas políticas
anticorrupção”, aconselha a Transparência Internacional.
As razões para a queda de Portugal
O ranking da Transparência Internacional
recorre a dados de 13 fontes externas — que misturam dados do Banco Mundial e
do Fórum Económico Mundial sobre o sector público dos 182 países sob
escrutínio, com avaliações de empresas privadas de consultoria e gestão de
riscos, centros de investigação e outras entidades. De acordo com a ONG, as “pontuações reflectem a opinião de
especialistas e empresários.” A Transparência
Internacional reconhece que Portugal tem reforçado nos últimos anos os
instrumentos legais de combate à corrupção — nomeadamente no que diz respeito à
Estratégia Anticorrupção inaugurada pelos governos de António Costa e
continuada pelos governos de Luís Montenegro. Contudo, as “fragilidades
persistentes nos mecanismos de integridade pública e limitações na capacidade
de prevenir riscos de corrupção no exercício de funções públicas” fizeram com que a pontuação do nosso país
tivesse caído ligeiramente.
“A implementação das políticas anticorrupção e a fiscalização da acção pública continuam insuficientes, nomeadamente no que respeita à execução da estratégia anticorrupção e à afectação de recursos para uma monitorização eficaz e independente”, conclui a ONG. Corrupção Justiça
COMENTÁRIOS:
Hugo Silva: 3 482 481 portugueses, pactuam com isto... Paulo Cardoso: “…e
agrava uma trajetória de queda iniciada em 2015…” Começa com o Habilidoso I e
persiste com o Habilidoso II, que insiste em manter as políticas que os
eleitores repudiaram nas urnas. Admirável socialismo novo!!! Nuno
Filipe: PS +
PS dois… como diz o outro ”what else…” Manuel
Magalhães: Razão
tem o Ventura! Há quem lhe chame tudo e mais alguma coisa, mas tem toda a razão! José Carvalho: e agrava uma trajectória de queda
iniciada em 2015 — ano em que conseguiu 64 pontos e estava posicionado no 28.º
lugar do ranking De
Passos Coelho a Antõnio Costa sempre a descer (neste caso a subir em corrupção)
SOCIALISMO. Filipe
Costa:
Ainda não paramos de cair? Não há forma deste povinho se livrar dos
socialistas???????? victor
guerra:
Ficou "assegurada" a continuidade João Floriano > Luis
Freitas: Mas
na verdade o que o Luís realmente conseguiu foi dar força à corrupção.
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