Afinal, será como
sempre nos sentiremos.
O cúmulo da incerteza e o poder da rejeição
O que vai Seguro fazer politicamente com a sua própria surpresa face
a este desfecho serve-nos o cúmulo da incerteza, ou, pelo menos, uma das
maiores incerteza de que há memória entre nós
Maria João Avillez Jornalista, colunista do Observador
OBSERVADOR, 11
fev. 2026, 00:2341
1Vai ser muito
interessante ver a composição da equipa que formará António José
Seguro e que novos “intérpretes” da política entrarão no
Palácio. A escolha de uma equipa política deste grau e deste nível de
importância — sim o Presidente tem poder
e poderes — pode de
imediato sinalizar qualidade, experiência, critério (ou não); pode anunciar
preferências e antecipar comportamentos; pode vir mais ou menos carregada de
cores partidárias.
Saber escolher é um indicador precioso e
de certa forma, até, a assinatura de quem escolhe. Ver-se-á. E claro, será interessante, na forma e na
substância, observarmos a natureza das relações do Chefe de Estado com o país,
o parlamento, os partidos. Ser um institucionalista ou repetir que “será o Presidente de todos os
portugueses” deixa-nos onde já estamos. Ou mesmo onde já estávamos: do
que me lembro, esta campanha eleitoral —
estive em todas – foi a menos esclarecedora, interpeladora e anunciadora das
que testemunhei.
Foram
semanas pastosas de palavras e mortiças de política. Não houve segunda volta,
houve um arremedo que quase se confundia com desinteresse, e depois houve água
e tragédia. E o desinteresse passou a esquecimento.
Em resumo: qual é o pensamento de António José Seguro “doublé”
de Presidente da República? Até aqui soubemos pouco. Cada coisa a seu
tempo? Mas houve um “exploit”. Não
a vitória certa, e não apenas meramente previsível, de António José Seguro.
Houve o facto notável de, olhando para trás e conhecendo a história — a dele, a
do PS, a dele “no” PS e depois o seu voluntário exílio político — Seguro ter
sido capaz disto e em tão pouco tempo político!
É
evidente que nunca seria Presidente da República sem a duplamente rendida
generosidade do centro direita*: ninguém sabe hoje quanto vale verdadeiramente
o PS e as extremas esquerdas estão pulverizadas, nunca seria por aí. Sucede
que será Seguro a sentar-se no Palácio de Belém
daqui a dias e não outro (e eram alguns).
O que ele vai fazer politicamente com a
sua própria surpresa face a este desfecho e como irá capitalizá-lo serve-nos o
cúmulo da incerteza, ou, pelo menos, uma das maiores – a maior? — incerteza
de que há memória política entre nós. Achar-se-á que exagero porque
justamente a personalidade do futuro Presidente parece vedar incertezas,
prevenir surpresas, fugir de sustos e trapalhadas. Nunca fiando: a política é a maior fornecedora de surpresas que
conheço.
Seja como for, a história desta eleição
terá um dia absolutamente de ser contada e pode até — sugiro eu — começar a ser
contada começando pelo PS.
2Segunda constatação: a rejeição nacional de André Ventura foi o
mais forte factor político destas eleições.
Poderosíssimo: não conseguiu espevitar a abstenção com que tanto contava;
obteve pouquíssimas vitórias no mapa do país; ampliou menos do que previa e necessitava o perímetro do Chega;
o discurso de acusação a tudo e todos não teve o eco esperado: a “conversa de
chacha”; o país como um “bar aberto” ou o
“são todos iguais” são motes que enjoam mais do que impressionam. E como
se fosse pouco, a ida de Ventura aos cenários das cheias nem convenceu, nem
comoveu: não votaram nele.
Se tudo foi igual, previsível,
esperado, sobra-me uma dúvida: aconteceu porque ele quis assim, porque ainda é
cedo, porque não sabe gerir-se politicamente? Porque
não foi capaz? Muito provavelmente porque mesmo agitando-se na campanha,
preferiu limitar-se a estes “serviços mínimos”…
O resultado, ao contrário do que parece,
não foi famoso. Não foi, não. Voltei aliás a ver nele – e há tantas maneiras de
“ver” – a sombra, o peso, a surpresa de alguma boa dose de desilusão.
Arriscando-me pois a grande discordância
— e a que me afoguem nos números e percentagens agora obtidos pelo Chega — fui
buscar duas simples linhas a um texto aqui mesmo escrito no dia 28 de Janeiro:
“André Ventura talvez já tenha percebido
que nem será eleito para Belém, nem liderará direita nenhuma no país a não ser
a dele”.
Na altura estas palavras foram-me
ditadas pela modesta performance de Ventura no seu último debate televisivo com
Seguro. Mais do mesmo, num redutor, quase asfixiante, discurso de sentido único
em direcção ao seu partido.
Reponho-as hoje, porque apesar dos votos
ganhos — mas há escadas que sobem e
não levam a nenhum lado – persisto em considerar que há um limite para
a sementeira de eleitorado: a cartilha
é só uma, o discurso é de modelo exclusivo: ataques sempre mal doseados e
quase sempre caricaturais ao “sistema”; ao conluio de interesses; à corrupção. Doses vitamínicas de acrimónia, acusação,
deturpação, demagogia. Horror visceral aos últimos 50 anos da vida do país,
metidos na mesma gaveta: cinco décadas iguais em malfeitorias, abusos de poder,
compadrios, jogos de interesses. O líder do Chega acha que desses
anos não resta pedra sobre pedra, sem contabilizar que diante dele há um país
que discorda e veta porque não se revê nem reconhece no Portugal que ele nos
atira a cara a toda a hora. Eu pedirei desculpa se me enganar.
3Alguém devia ter aconselhado José Luís Carneiro a ser menos incauto. Mais valia que
alguém lhe tivesse sussurrado ao ouvido aquela frase tão do agrado de António
José Seguro — “qual é a pressa?”
— quando o líder do PS se precipitou para as televisões reivindicando o seu
quinhão na vitoria do candidato socialista. Uma quota-parte que ele quer muito
eloquente, muito farta, muito vistosa. A seguir absolutamente.
4Não
sei o que me pareceu mais confrangedor: se a reentrada no espaço público de
Gouveia e Melo aproveitando – usando-a — uma tragédia nacional como meio e
instrumento para voltar à cena, se a comoção com que a media o acolheu.
PS: Nem o telefonema do Presidente da
República nem a hora me surpreenderam quando atendi o meu telemóvel: é-lhe
costume fazer chamadas tardias, já me aconteceu recebê-las. Mas era um Marcelo irado e de fala acelerada
quem me ligava, às zero e 40 minutos da manhã: o que eu tinha dito na SIC
Notícias duas horas antes “nunca tinha existido”. Ah bom? Aí sim, estranhei,
mas como se eu tinha lido o que contara e se o que contara me parecera tão
verosímil?
O caso é que lera uma descrição – admito
que apimentada mas apenas isso – de uma viagem de Falcon de Bruxelas para
Estrasburgo na qual o Presidente dera “uma boleia” a António Costa que também
para lá se dirigia na sua qualidade de Presidente do Conselho Europeu. Rezava a
descrição que o Chefe de Estado, à saída do voo, tinha uma vez mais
sublinhado a “cumplicidade entre ambos” – Presidente da República e Presidente do Conselho Europeu – referindo como tinham apreciado aquele
reencontro, conversado muito e “não tendo até esquecido os ‘Luíses’, numa óbvia
referência a Luís Montenegro e Luís Marques Mendes.
Pois bem, extraordinariamente nada
disto acontecera. O que achara sim, verosímil – tratando-se da pública e
publicitada cumplicidade entre estes dois personagens, no natural gosto que
teriam naquele reencontro –, “tão felizes
que tinham sido sem o saber”, na relação pouco fluida, nem sempre amistosa
e as vezes tensa (a apreciação é da minha exclusiva responsabilidade) do
Chefe de Estado com o seu primeiro ministro, tudo me pareceu não só possível, como natural.
Extraordinariamente não foi. O que me
leva antes do mais e obviamente a pedir desculpa. Trata se apenas de uma simples vulgar viagem de avião onde para além
dos dois passageiros citados “seguia também uma delegação governamental
chefiada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros” e “onde nunca se falara de
política”. Logo o que eu referira como tendo ocorrido, nunca “naquelas circunstâncias poderia ter tido lugar.” Para uma
espectadora tão atenta como fui durante oito anos da relação entre Marcelo Rebelo
de Sousa e António Costa havia ali algum sentido de credulidade. Estava
enganada. Volto a pedir desculpa ao Chefe do Estado, a António Costa e a quem
me ouviu ontem na SIC Notícias. (nota acrescentada às 12h30)
* Não vá o diabo tecê-las, Seguro teve o
óbvio bom senso de se apressar a lembrar que “a maioria presidencial que o
elegera se esgotara naquela noite”. E a “área não socialista” que
verdadeiramente fez dele Presidente da República? Dissolveu-se? Espera?
Ambiciona?
ANTÓNIO JOSÉ
SEGURO PS POLÍTICA PRESIDENTE DA
REPÚBLICA
COMENTÁRIOS:
Carlos Chaves: Cara Maria Joao Avillez, o que deveríamos estar a
discutir não era a posteriori como esta linda notícia no Observador de hoje: “Da
estabilidade política à eutanásia. O que pensa Seguro?” Que tal se tivéssemos
discutido isto e muito mais, ANTES, onde andaram vocês os jornalistas? Apesar
de achar no seu ponto 2 que Ventura foi liminarmente rejeitado, talvez não
tenha sido bem assim! Agora deveríamos estar a discutir por exemplo o resultado
eleitoral completamente díspar dos nossos concidadãos a viver no estrangeiro,
onde este sonso socialista apoiado pela extrema-esquerda e pelos idiotas úteis
que se diziam de direita, foi rejeitado (por exemplo na Suíça com uma
importante comunidade Portuguesa onde Seguro obteve 28% contra 72% de Ventura)!
Porque será que continuamos a votar na receita que nos leva à miséria, o
socialismo, dentro de portas? Estão os nossos concidadãos a viver no
estrangeiro (muitos obrigados a deixar este país socialista exactamente por causa do socialismo),
assim tão errados, e nós aqui é que estamos certos? Deixo à consideração de
cada um! Rosa Silvestre: Não é um pouco tarde para questionar o
pensamento político de António José Seguro? José
Luís Carneiro chegou-se à frente? Não era expectável?! victor
guerra: Esta é escassa e velha demais, para compreender o efeito do verdadeiro
"fenómeno" da nossa política, que é o Chega. Prefere a nova União
Nacional, que se criou à volta de Seguro. Enquanto este se manteve onze anos a
plantar couves e a alugar quartos, Ventura passou de um a sessenta deputados. E
não há conversa sobre política que não meta o Ventura. Habituem-se e guardem a
naftalina! Tim
do A: Seguro não vai fazer nada de
útil. Nem quer! João
Floriano: «Nunca fiando: a política é a maior
fornecedora de surpresas que conheço .» Sábia constatação de quem já anda por cá há bastante
tempo, já viu muito e continua com um pensamento crítico, mesmo que não
concorde muitas vezes com Maria João Avillez. A eleição de Seguro é toda ela
uma surpresa inesperada sobretudo porque ninguém podia prever a enorme
coligação contra natura (será mesmo, ou andamos todos ceguinhos?) que o
haveria de levar a Belém. O resultado obtido por Ventura não é de modo
algum para menosprezar: 33% dos votos em urna foram para ele apesar do
rolo compressor a que os eleitores foram sujeitos, sobretudo muito desprezo e
insultos. E sem dúvida que Ventura é o líder da direita porque nem Montenegro,
nem Cotrim são de direita. E de facto «há escadas que sobem e não
levam a nenhum lado». No caso de Seguro e do regresso do PS que agora começa
novamente a subir a escada do poder às cavalitas de Seguro, podemos
ter a certeza que não vamos a lugar algum, ou pelo menos aquele
onde gostaríamos de ir. Vamos na direcção errada. Tempo cinzento e política
ainda mais cinzenta e desconsolada. Estamos de acordo quanto à pressa de
Carneiro. Também lhe deviam ter soprado ao ouvido que «Apressado come cru». Mas
não nos podemos esquecer que o PS tem directas a 13 e 14 de março. Pelo menos
será um fim-de-semana para matarmos as saudades de eleições. Parece que temos
de fazer o desmame de tanta eleição como por vezes temos de fazer o desmame de
algum fármaco. Carneiro quer apoteose. Daí a pressa que teve em saudar a
vitória de Seguro e em querer ficar associado a ela. Tal como Maria João
Avillez também achei muito significativa a afirmação de Seguro de que a
maioria presidencial que o elegeu se extinguiu na noite de 8 de fevereiro. Isso
é o que Seguro pensa. Em política não há almoços de borla, tudo se paga. Também
achei intrigante a afirmação que "Não será por mim que a legislatura
será interrompida". Mas Seguro não é o único player (termo na moda).
Outros e outros acontecimentos podem levar a que Seguro não tenha outra
escapatória a não ser convocar eleições antecipadas. Seguro melão
ou Seguro banana ele aí está para ser descascado e ver o que está por baixo. José Tomás: Este artigo arrisca-se a
envelhecer mal. Um terço dos eleitores mostrou-se capaz de votar em Ventura
para Presidente da República (!). Imagine-se mais uma bancarrota (a somar às de
1977, 1983 e 2011): é assim tão delirante pensar que o Chega possa chegar a uma
maioria absoluta (Costa teve uma com 41,38%, e mais 570 mil votos)? Eu seria
mais prudente. Tim do A
> António Duarte: Irá ser um obstáculo a
reformas necessárias.
Komorebi Hi: O cúmulo da incerteza já existia minha Srª, qual é
agora a sua dúvida de facto? Não fez o seu trabalho como todos os outros jornalistas,
melhor dizendo obedeceram aos donos dos media que os sustentam, basta ver quem
foi a Davos, chocaram o ovo da serpente com todo o Centrão da esquerda, mataram
o centro político com aliados comunistas, os Srs criaram uma falsa incerteza, a
hipocrisia é aquilo que os sustenta, a vergonha não existe e é barreira para os
vendilhões do templo. José B
Dias: Também fui buscar duas simples e incompletas linhas a
um texto aqui hoje publicado ... Como é que
Seguro conseguiu montar uma coligação eleitoral juntando Catarina Martins,
Augusto Santos Silva, Cavaco Silva e Paulo Portas? Resposta: André Ventura. Vitor
Batista: Não tenho
conhecimento de uma campanha tão suja, vil e ordinária orquestrada pela
comunicação social e abortos do sistema como foi esta contra o político André
Ventura . Mais de metade dos que votaram Seguro não sabem quem ele é, nem sabem
quem é AV, mas votaram no Tózé porque lhes entraram pela casa adentro dizendo
que vinha aí o fim do mundo e o anti-cristo se votassem Ventura, e tive a
ousadia de perguntar a alguns o porquê de votarem assim, e a resposta foi que
em todas as televisões e rádios diziam que era melhor votar Seguro, depois
disso conclui que a ignorância pode de facto ser muito perigosa, mas os abutres
do sistema, aqueles que comem tudo e não deixam nada, sabem de facto manobrar
essas pessoas, porque a rede corrupta da CS é gigantesca, faz parte deste sistema
podre e nauseabundo.
m s: No
Seguro, além do PS, votaram o PSD, o CDS, a IL, o PCP, o Livre, o Bloco de
Esquerda, o PAN, o Almirante, os jornalistas (incluindo a autora), a igreja
católica e outras igrejas, as comissões de mulheres e de homens e de outres,
e todas as comissões de festas e cantares de norte a sul do país e das
ilhas. Seguro ganhou com 3 milhões e 400 mil votos. Ventura não teve nem
partidos, nem igrejas, nem jornalistas, nem comissões de festas a apelar ao
voto na sua candidatura. Ventura perdeu com 1 milhão e 700 mil votos, exactamente
metade dos votos de Seguro e dos outros todos. Em dias de vento não devemos
cuspir para o ar. Carlos
Chaves > Rosa Silvestre: Esta gente “fala para não estar calada”!
Maria
Emília Santos: Houve tempo
suficiente para questões, agora é comer e calar! Ou pensam que a votação em
massa dos partidos em Seguro foi por acaso? Não, todos sabemos muito bem que
não! Por detrás desta eleição esteve e continua a estar o globalismo que compra
consciências e manipula mentes!
Francisco Almeida: Mais
uma a declarar que André Ventura não é (nem será) o líder da direita. É um
discurso que tem de ser desvendado. É evidente que Montenegro entrou em
trajectória descendente e, mesmo que os barões do PSD o substituam, ao
perceberem que vão perder as próximas legislativas, não há ninguém à vista,
ninguém possível (a não ser o D. Sebastião Passos que continua desinteressado). Assim sendo, quando dizem que Ventura não será o líder
da direita, estão de facto a dizer que não existe direita no cenário político.
Que será sempre uma coligação de centro, esquerda e, se necessário, de extrema-esquerda
a exercer o poder. Que pode ser replicada em S. Bento a coligação que colocou
Seguro em Belém e talvez até Catarina Martins possa vir a ganhar uma
subsecretaria de Estado.
Carlos F. Marques: Se
a hipocrisia matasse esta senhora já não estava cá. Paradigmas Há Muitos! Mario Figueiredo: Tantas certezas .... Vitor
Batista: Eu penso que
quando um xuxalista é eleito seja para que cargo for ficamos esclarecidos. Luis
Pestana: A Senhora
está redondamente enganada e perdeu a lucidez. A Senhora como Católica então não sabe que Pilatos e Herodes
ficaram amigos e uniram-se para condenar Jesus? Foi o que aconteceu em
Portugal. DIREITOS E ESQUERDALHOS , politiqueiros e a casta terrorista da
CS uniram-se para matar o Homem /(Ventura) que abala os interesses corruptos
das elites do sistema Partidário. Ninguém ganhou nestas Eleições.... Isto
foi uma caça ao Homem... “conversa de chacha?”, diz a Senhora. Sabe
minha Senhora, conversa de CHACHA têm os Políticos que nunca saíram do
dia 25 de Abril 1974... Os anos passaram e os VELHOS do poder mantêm-se no dia
25 de Abril 1974... continuam com a mesma verborreia de sempre.
DEMOCRATAS? Um País que mata quem atrapalha não vive em democracia... Quando
não se aceita um pensamento diferente escapa-nos a liberdade... Se não há respeito
pelo o adversário perde-se a dignidade e a autoridade.... Quantos
partidos apareceram à esquerda, 10, 20 40 anos depois do 25 de Abril que
foram paridos por Ditaduras
ideológicas e toda gente aceitou e consideram-se democratas... Aparece um à
direita já não é democrata... O Coro dos Virgens inocentes declaravam-se
e gritavam: Vamos votar em SEGURO para defender a nossa Democracia...
Palermas... Há mais de 20 anos que vivemos em Ditadura camuflada de
Democracia... O País de democracia, só tem o “vestido”, por dentro o corpo não
toma banho há 52 anos....Neste País só Falam os Políticos os Comentadores pagos
para dizerem o que os partidos pensam e a rede analfabeta de miudagem
jornalista que nem distinguem a mão esquerda da direita.... André Ventura
não ganhou porque o Povo prefere vê-lo em 1º Ministro... Para Presidente
temos um SONSO que esteve morto 10 anos e agora saiu da cova para
ressuscitar o Socialismo e levar o País ao Pântano de António Guterres, à
Troika ou Banca rota de Sócrates e ao poço da mentira do Costa...
Espere para ver...
Maria Gingeira: Vai ser interessante ver a
equipa que Seguro vai escolher? Interessante para quem, para a esquerda
socialista e comunista e demais clientela. Seguro não é Marcelo que renegou a
sua família política em Belém. Não tenhamos ilusões, os socialistas nunca
condescendem. Para o Governo duvido que tenha interesse, Seguro vai humilhar o
PSD. Todos os que vieram a público apoiá-lo vão arrepender-se.
maria santos: A direita conservadora do Chega marcou e prossegue na consolidação do seu
território. Uma certeza desde 18/28/Maio
do ano passado. Carlos
F. Marques > josé cortes: Insultar
a inteligência dos outros também é uma forma de deselegância... Carlos F. Marques: Subscrevo. graça
Dias > Komorebi Hi: Caríssimo! Há quem aprecie ver-se no espelho 24
h/ dia, ou seja, a imagem da sua "falência ética e moral ". Paradigmas Há Muitos!: MJA pretendendo mostrar ao povoléu que sabe mais do
que ele ao falar da importância de quem AJS irá escolher para a Casa Civil da
PR. Mas para além da bolha político-mediática do "Sabes quem está para ir
...? Não, esse não, definitivamente porque ..." que importância tem isso
na realidade? Alguém sabe quem lá esteve com o MRS e o que fez cada um deles
nomeadamente levando o MRS a adoptar posições contra o seu "feeling
pessoal"? Este jornal alguma vez falou sobre isso, se é um tema que merece
tanto destaque para a MJA?
Manuel
Magalhaes > Tim do A: E
com a direita a aplaudir, este país não se entende de modo nenhum… Manuel
Filipe Correia de Araújo: "José
Luís Carneiro, Secretário-Geral do PS, conta com António José Seguro,
Presidente da República, para 'Pressionar' Luís Montenegro a 'Negociar'
com o Partido Socialista".....!!!!! O TóZé Seguro passará a
ser um Serventuário do Partido Socialista, como é o Desejo já Proclamado pelo
Zé Carneiro, Secretário-Geral do PS.....!!!!!???? Da Fama de Apparatchik
Chuchalista o Seguro não se Livra, basta ver o Currículo Político no Partido
Socialista do Futuro Presidente da República Portuguesa.....!!!!!! Vitor
Batista > Mario
Figueiredo: Se você o
diz eu concluo que não passa de wishful thinking. Alex
Carvalho > Tim do A: A
começar logo no pacote laboral
Maria Diniz: Deram-nos
a escolher entre um bêbado conhecido e um alcoólico anónimo. A CS insistiu que
escolhêssemos o AA sem que ninguém se incomodasse muito em saber ao que ele
vinha - tirando a gloriosa tarefa de "defender a Constituição".
Ninguém na CS se indignou que houvesse apenas 1 debate. Ninguém quis explorar
muito a sua associação ao PS de José Sócrates. Ninguém se incomodou em
perguntar qual a sua avaliação da governação de António Costa. Enfim, votem
agora, perguntem depois. Podem perguntar, mas não podem queixar-se. Já é tarde
demais. "...esta campanha eleitoral — estive em todas – foi a menos
esclarecedora, interpeladora e anunciadora das que testemunhei..." Concordo.
Com uma CS destas, porque havemos de temer que a extrema-direita destrua a
nossa Democracia?!!
maria santos > Maria Gingeira: Boas noites. Diz-nos que
"Seguro vai humilhar o PSD".
Claro que vai. Está escrito nas estrelas, porque um melancólico não luta contra
as circunstâncias, navega-as e segue a sua vidinha. E as circunstâncias são os
apelos públicos do Carneiro a Seguro para apoiar os anseios do PS, o que o
Seguro vai fazer à pala da moderação e do consenso parlamentar, blá, blá, blá. Se
assim for, são as leis da Física, o efeito boomerang,
"amandaram-no" e levam de volta com o "não
é não" no occipital. Boa semana. Manuel
Filipe Correia de Araújo: "José Luís Carneiro, Secretário-Geral do PS, conta com António José
Seguro, Presidente da República, para 'Pressionar' Luís Montenegro a
'Negociar' com o Partido Socialista".....!!!!! Agora em 2026, na Segunda
Volta das Eleições para Presidente da República verificou-se uma Estranha
'Coligação Seguras-te!' ou 'Coalizão Segura!', composta por Comunistas,
Bloquistas, Animalistas, Marxistas, Leninistas, Estalinistas, Trotskistas,
Libertários, Socialistas Radicais e Outros que Tais, com "Idiotas
Úteis" da AD e "Idiotas Inúteis" da Iniciativa
Liberal.......Todos, Todos, Todos......Juntinhos que Votaram no TóZé Seguro,
vulgo "Poucachinho", como foi Crismado pelo seu Camarada e 'Amigo?'
António Costa, actual Presidente do Conselho Europeu.....!!!!!! E esta
hein.....!!!!!! Vitor
Batista > graça Dias: Inegável. António Duarte > Tim do A: Nem pode, diria eu.
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