sexta-feira, 17 de julho de 2026

Coisas que por cá

se passam.

PS e AD empatam com com 29% das intenções de voto e Chega desce com 21%. Eleições antecipadas são descartadas pela maioria.

PS continua à frente na sondagem da Intercampus, mas empata com a AD no inquérito da Católica. Chega regista queda em ambas.

Madalena Moreira: Texto

Larissa Faria: Texto

16 jul. 2026, 21:22

3 min

Partidos à direita continuam a ter maioria, apesar da liderança dos socialistas

DIOGO VENTURA/ OBSERVADOR

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O PS e a coligação PSD/CDS-PP (AD) estão empatados nas intenções de voto dos portugueses: 29% escolheriam um dos partidos.

 É o que revela a sondagem da Universidade Católica para o Público, RTP e Antena 1 divulgada na noite de quinta-feira.

Com mais seis pontos do que em dezembro, o PS equipara-se à AD, que se manteve com o mesmo resultado anterior. O Chega, no entanto, desceu três pontos, fixando-se em 21%. IL e Livre estão em empate técnico, com 6%, enquanto a CDU (coligação pré-eleitoral entre PCP e PEV) e o Bloco de Esquerda (BE) mantêm os 3% e 2% analisados na sondagem anterior, realizada em dezembro. O PAN não pontuou o mínimo necessário para integrar o Parlamento, enquanto no caso do Juntos Pelo Povo, o “voto muito concentrado na Madeira” poderia assegurar a presença na Assembleia. A percentagem de indecisos subiu cinco pontos, com 18% a admitir não saber em quem votar.

Apesar da subida do PS, 48% dos inquiridos consideram que este e qualquer outro partido da oposição não actuariam melhor no Governo do que o executivo de Luís Montenegro, que tencionam que permaneça até ao fim do mandato. Um empate também ocorreu entre José Luís Carneiro e Montenegro, que receberam uma nota dez em vinte dos entrevistados. O inquérito do Cesop – Universidade Católica Portuguesa teve a participação de 996 pessoas entre os dias 6 e 10 de julho, com uma margem de erro de 3,1%.

Na sondagem da Intercampus para o Correio da Manhã, Negócios e NOW, publicada também na quinta-feira, o PS mantém a liderança nas intenções de voto dos portugueses, mas a coligação PSD/CDS-PP (AD) está a recuperar terreno e aproxima-se dos socialistas.

Se as eleições legislativas se realizassem este mês de julho, 23,3% dos portugueses votariam no partido liderado por José Luís Carneiro, uma descida de um ponto percentual em relação aos números relativos ao mês de junho. No sentido inverso, 20% dos portugueses votariam na coligação de Governo, um aumento de 0,5 pontos percentuais.

Esta ligeira subida permite à força liderada por Luís Montenegro regressar ao segundo lugar das intenções de voto, que, no mês passado, era ocupado pelo Chega. Ainda assim, os dois mantêm-se em empate técnico. O partido de André Ventura reúne agora 19,4% das intenções de voto, continuando a liderar o voto dos mais jovens e a ter os seus resultados mais fracos na faixa dos maiores de 55 anos.

O primeiro lugar fora do pódio continua a ser ocupado pela Iniciativa Liberal, seguida de perto pelo Livre (menos de um ponto percentual entre os 7,6% da IL e os 6,8% do Livre). Entre os restantes partidos com assento parlamentar, a CDU reúne 4,1% das intenções de voto, o PAN, 2,5% e o Bloco de Esquerda, 1,8%. A sondagem da Intercampus resulta de inquéritos a 604 pessoas realizados entre os dias 9 e 14 de julho, com uma margem de erro de 4,0%.

Notícia actualizada às 8h38 de 17/07/2026 a incluir a sondagem da Universidade Católica.


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