Do Dr. SALLES.
Já antigos, mas sempre actuais
e necessários… em tempo de desafios mundiais, causando instabilidade e receios,
para aprazimento dos mais poderosos, de atalaia sempre…
PENSANDO DEVAGAR – 6
outubro 06, 2026
Hoje pedi ajuda à
Inteligência Artificial para me conduzir numa digressão por vários
Departamentos europeus, nomeadamente o Eurostat.
Fiquei a saber que o Fundo Soberano da Rússia,
ao ritmo actual de desgaste, tem dois anos de sobrevivência. Aproveitei para
recordar a expressão «despesa pública estéril» aplicável aos
consumíveis militares, e estes últimos, num regime desumanista, muito
provavelmente também aplicáveis às despesas com pessoal.
Para esses regimes, a
vida humana vale tanto ou menos do que uma bala de canhão. Daqui resulta um
retrocesso a que, na terminologia keynesiana, poderemos chamar de efeito redutor do investimento.
E é esta a linha de fronteira que separa a
barbárie da centralidade humanistas; que separa o totalitarismo dogmático
do pluralismo partidário; que separa o goulag do bem-comum.
Citando apenas alguns
exemplos deste «arco humanista», na Alemanha o conjunto formado
pelos democrata-cristãos e pelos social-democratas; em França pelos republicanos
centristas; em Portugal, pelos socialistas democráticos, social-democratas,
democrata-cristãos e pelos liberais.
A Europa Ocidental deve
o seu evidente bem-estar social por vir sendo globalmente governada desde a II Guerra
Mundial por Partidos desta matriz. Tomamos o conforto como um direito, os direitos como inquestionáveis e os
deveres como algo de pontual. Governados tranquilos e governantes instalados, todos
amolecidos. Mas o inimigo já estava a espreita e o humanismo europeu está a ser
militarmente atacado na Ucrânia e eleitoralmente apertado pelo oportunismo de
direita e pelo dogmatismo da esquerda. Os Partidos do centro instalados a
décadas passaram a depender mais dos telejornais do que das respectivas
doutrinas.
O actual problema eleitoral europeu exige que
o humanismo nas suas diferentes vertentes parlamentares regresse com urgência
às respectivas formações doutrinárias de quadros, militantes e demais
eleitores.
Outubro de 2026
Henrique Salles da Fonseca
Comentários
Anónimo 6 de outubro de 2026 às 15:20
Afirmativo, meu Estimado Amigo!
Abraços
Anónimo 6 de outubro de 2026 às 15:28
Qualquer dia espero
conhecer qual a "grande diferença existencial" entre – democrata-cristãos, social-democratas,
socialistas democráticos, liberais e quejandos. Existem diferenças
"substantivas" ou são apenas vagas para acomodar os egos dos líderes?
Em certa medida a distração criada pela atitude de olhar aos "deveres como algo de pontual",
a que o Doutor Henrique Salles da Fonseca refere, está na base de "governantes tranquilos e governados
amolecidos.
António Fonseca
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