quarta-feira, 7 de outubro de 2026

TEXTOS DE SUPORTE


Do Dr. SALLES.

Já antigos, mas sempre actuais e necessários… em tempo de desafios mundiais, causando instabilidade e receios, para aprazimento dos mais poderosos, de atalaia sempre…

PENSANDO DEVAGAR – 6

outubro 06, 2026

Hoje pedi ajuda à Inteligência Artificial para me conduzir numa digressão por vários Departamentos europeus, nomeadamente o Eurostat.

Fiquei a saber que o Fundo Soberano da Rússia, ao ritmo actual de desgaste, tem dois anos de sobrevivência. Aproveitei para recordar a expressão «despesa pública estéril» aplicável aos consumíveis militares, e estes últimos, num regime desumanista, muito provavelmente também aplicáveis às despesas com pessoal.

Para esses regimes, a vida humana vale tanto ou menos do que uma bala de canhão. Daqui resulta um retrocesso a que, na terminologia keynesiana, poderemos chamar de efeito redutor do investimento.

E é esta a linha de fronteira que separa a barbárie da centralidade humanistas; que separa o totalitarismo dogmático do pluralismo partidário; que separa o goulag do bem-comum.

Citando apenas alguns exemplos deste «arco humanista», na Alemanha o conjunto formado pelos democrata-cristãos e pelos social-democratas; em França pelos republicanos centristas; em Portugal, pelos socialistas democráticos, social-democratas, democrata-cristãos e pelos liberais.

A Europa Ocidental deve o seu evidente bem-estar social por vir sendo globalmente governada desde a II Guerra Mundial por Partidos desta matriz. Tomamos o conforto como um direito, os direitos como inquestionáveis e os deveres como algo de pontual. Governados tranquilos e governantes instalados, todos amolecidos. Mas o inimigo já estava a espreita e o humanismo europeu está a ser militarmente atacado na Ucrânia e eleitoralmente apertado pelo oportunismo de direita e pelo dogmatismo da esquerda. Os Partidos do centro instalados a décadas passaram a depender mais dos telejornais do que das respectivas doutrinas.

 O actual problema eleitoral europeu exige que o humanismo nas suas diferentes vertentes parlamentares regresse com urgência às respectivas formações doutrinárias de quadros, militantes e demais eleitores.

Outubro de 2026

Henrique Salles da Fonseca

Comentários

Anónimo 6 de outubro de 2026 às 15:20

Afirmativo, meu Estimado Amigo!

Abraços

Anónimo 6 de outubro de 2026 às 15:28

Qualquer dia espero conhecer qual a "grande diferença existencial" entre – democrata-cristãos, social-democratas, socialistas democráticos, liberais e quejandos. Existem diferenças "substantivas" ou são apenas vagas para acomodar os egos dos líderes? Em certa medida a distração criada pela atitude de olhar aos "deveres como algo de pontual", a que o Doutor Henrique Salles da Fonseca refere, está na base de "governantes tranquilos e governados amolecidos.

António Fonseca

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