terça-feira, 2 de novembro de 2021

Comentário bem esclarecedor


Do esclarecido texto de Helena Ramos. É de José Ramos, talvez algum seu familiar - ou talvez não - bem oportuno, para todos nós.

José Ramos: Helena Matos enumera uma série de actos criminosos que eu, tal como com certeza a maioria dos cidadãos, desconhecia de todo. E eles vão dos crimes crapulosos, das facadas e dos roubos até ao escândalo do Hospital de Dona Estefânia e ao "camarada" das FP25 a avaliar candidatos a juízes. Mas o mais grave, o pior destes crimes, é o silêncio, a cumplicidade, a venalidade e a covardia dos media que teimam em apresentar Portugal como "o melhor país do mundo". É ignóbil, simplesmente ignóbil.          

A geringonça que já existia antes de 2015 e que não se vai desfazer

Não é verdade que a aliança entre o PS e a extrema-esquerda tenha começado em 2015. Muito antes já imperava uma frente de esquerda que definia as causas e a agenda. Essa frente vai escapar a esta crise

HELENA MATOS, Colunista do Observador

OBSERVADOR, 31 out 2021

Os nomes de Tomás Braga, Marcelo Filipe Correia e Rafael Vaz Lopes dizem alguma coisa? Provavelmente não. Talvez o de Rafael Vaz Marques ainda suscite uma outra memória pois foi notícia recentemente. Tomás Braga, Marcelo Filipe Correia e Rafael Vaz Lopes fazem parte de uma lista de vítimas que não discutimos, não porque as circunstâncias da sua morte não o exijam mas sim porque temos medo de não usar as palavras certas. De sermos chamados isto ou aquilo. Eles são jovens mortos por esfaqueamento nos últimos doze meses, na zona de Lisboa. Uma pesquisa simples permite constatar o óbvio: para lá dos casos em que se registam vítimas mortais vão-se acumulando os casos de rixas entre gangues, grupos ou simples colegas de escola:

20 de Outubro de 2021: Rafael Vaz Lopes morre após ser esfaqueado na estação de metro das Laranjeiras, em Lisboa. (Há um ano, Marcelo Filipe Correia, de 16 anos, foi assassinado à facada na estação da Amadora).

15 de Outubro de 2021: Aluno esfaqueado por adolescente em escola em Almada.

29 de Setembro de 2021: Jovem dá três facadas a rival em café ilegal em Almada. Vítima foi primeiro agredida com uma soqueira e depois golpeada com uma faca de cozinha.

3 de Setembro de 2021: Michel Amorim, de 27 anos, foi morto com facada no pulmão dada por assaltantes que andam a aterrorizar distribuidores de gás em Mem Martins.

23 de Julho de 2021: A PSP de Benfica, Lisboa, deteve três jovens entre os 17 e os 19 anos e identificou um menor, de 16, que esfaquearam o dono de um carro nas pernas, antes de fugirem com a viatura e outros bens da vítima.

11 de Julho de 2021: Dois adolescentes foram esfaqueados na sequência de uma rixa na praia do Tamariz, no Estoril. Segundo a PSP tratou-se de um confronto entre cerca de duas dezenas de jovens.

12 de Junho de 2021: Rixa entre grupos rivais faz um ferido na praia da Conceição em Cascais.

6 de Junho de 2021: Jovem de 24 anos esfaqueado na via pública em Lisboa.

26 de Maio de 2021: Grupo de jovens bate e rouba em Cascais para subir na hierarquia do gang de rappers.

18 Abril de 2021: Jovem de 15 anos morto à facada em Cascais por insultos na internet .Tomás Braga e o suspeito, de 18 anos, insultaram-se nas redes sociais e marcaram um encontro para um ajuste de contas que terminou na morte do menor.

Esta lista está longe de ser exaustiva mas é mais que suficiente para ilustrar como vivemos em ondas de indignação devidamente seleccionadas: porque não falamos das mortes de Tomás Braga, Marcelo Filipe Correia e Rafael Vaz Lopes? E das rixas nas praias do Estoril? Porque não se pergunta a razão de estar fechada a saída da estação de comboio da Linha de Sintra que dá acesso à Cova da Moura, obrigando muitos utentes a fazer um enorme desvio pela Damaia?… Porque é a esquerda quem define o que se pode discutir e em que moldes e nestes casos, em que dificilmente se poderia culpar o colonialismo, o racismo, o capitalismo, o fascismo ou outro daqueles “ismos” sempre prontos a usar, impera o silêncio.

Este poder da esquerda é muito anterior à aliança de 2015. Muito antes dessa data já imperava uma frente de esquerda que definia o que se pode ou não discutir, o que é ou não um problema urgente, o que deve ser motivo de indignação ou pelo contrário ignorado. Os anos apenas acentuaram esse controlo por parte dos radicais e conduziram-nos a absurdos patéticos, em que o bem comum é sacrificado na prossecução de agendas sem qualquer adesão à realidade: discutimos como grande problema nacional e internacional a questão dos jovens transgénero e depois descobrimos que a Unidade Pediátrica de Cuidados para crianças e adolescentes queimados, seja qual for o seu género, do Hospital Dona Estefânia está em obras há mais de vinte anos! Mais grotesco ainda: no IPO há tratamentos que não estão a ser feitos por falta de pessoal mas os deputados vão aprovar a correr a legalização da eutanásia.

Esta frente não só existe há largas décadas como vai resistir a esta crise. Gozando de uma extraordinária simpatia nas redacções, instalados nessa teia de institutos, comissões, observatórios – o caso do operacional das FP-25 condenado por terrorismo que agora, na qualidade de presidente de um observatório do ISCTE,  acabou a avaliar candidatos a juízes é um bom símbolo desse mundo que BE e PS repartiram entre si – vamos vê-los a mobilizarem-se contra a direita (pronunciar enfaticamente), banalizando absurdos e impondo contra-sensos, quer estejam ou não no poder. Para esta geringonça não há nem haverá crise. Da outra teremos notícias na próxima noite eleitoral. Mas enquanto não colocarmos em causa o poder da primeira — aquela que nos diz sobre o que devemos falar, como e quando — não seremos capazes de enfrentar a que vai a votos.

PS. A filha de Brad Pitt e Angelina Jolie voltou a ser rapariga? Durante anos jornais, revistas e televisões informaram-nos que Shiloh Pitt não se identificava como rapariga. Qualquer observação à pouca idade da criança para decidir em tais matérias era imediatamente apresentada como sintoma de transfobia. Pressurosamente adoptou-se uma linguagem neutra ou masculina para referir Shiloh. Alguns tratavam-na como  John, o nome masculino que Shiloh gostaria de ter.

Acontece que Shiloh Jolie-Pitt fez agora quinze anos e apareceu ao lado da mãe na promoção de um filme. A menina Shiloh Jolie-Pitt não só não parece ter qualquer dúvida sobre a sua feminilidade como esta se manifesta de forma exuberante, facto em que os genes da mãe devem dar uma boa ajuda.

Agora os jornalistas teorizam sobre a prática da reciclagem de vestidos entre Angelina Jolie e as suas filhas. A criança transgénero ficou enfiada no armário. A causa agora é a salvação do planeta e lá havemos de chegar com as Jolie-Pitt a trocarem vestidos Versace entre si. De causa em causa até à estupidez geral!

VIOLÊNCIA  CRIME   SOCIEDADE   MAIORIA DE ESQUERDA   GOVERNO   POLÍTICA

COMENTÁRIOS:

Sérgio: Excelente, como sempre.            Bernardo Vaz Pinto: Pagaremos caro…ainda bem que ainda existem vozes que se levantam contra a hegemonia da hipocrisia lavada de um pressuposto marxismo de taberna…ainda não baixei os braços mas a “maioria” parece gostar disto…           Ramiro Santos Silva: Só para ler o que esta valente senhora escreve, vale a pena assinar o Observador o que se prova, mais uma vez, com este assertivo e corajoso artigo. Bem haja Helena Matos!            Paulo Orlando: A democracia tem destas coisas. Quando 3/5 vivem do parasitismo, não o vão abandonar facilmente perpetuando-o através do voto. Os outros 2/5 serão sempre reféns dos seus parasitas e rezarão para que a avidez dos mesmos não os deixem exangues. O parasita só morre quando deixar de ter hospedeiro. É importante que os parasitas entendam que se não moderarem a sua avidez, também arriscam a extinção. Talvez aí evoluam para uma simbiose e possamos finalmente libertarmo-nos desta ditadura democrática de subserviência.              jose pontes: Artigo brilhante, como é habitual. Em Portugal a frente de esquerda policorrecta que domina a midia sabe o que fazer quando um preto é morto por um branco. É o pânico total e com tratamento de semanas a fio. Quando um branco é morto por pretos é o abafamento e silenciamento imediato. Se um branco é morto por outro branco, é noticiado com distanciamento. O que de facto transtorna e confunde o jornalismo policorrecto é  quando pretos matam também pretos. Ficam desorientados por não poderem pôr a culpa no branco.        Rosa Teixeira: Grande Helena Matos.    Joaquim Moreira: O que me apraz dizer, é que Helena Matos está cheia de razão nesta sua forma de ver. A geringonça que já existia antes de 2015 e que não se vai desfazer. E por uma razão que é muito fácil de perceber! É uma situação que interessa muito à esquerda que está no poder. E acredito que mesmo depois de o perder, vai querer manter, as chamadas "causas fracturantes" para assim a ligação não se perder. No entanto, estou convencido de que, no que diz respeito a todas as outras questões de poder a Geringonça nunca mais vai renascer. Até porque o seu inventor e interessado pessoal, desta vez, vai ser corrido do desgoverno de Portugal! Quero acreditar que o povo português, já percebeu quem é este freguês! E portanto, depois desta queda da Geringonça, provocada pelos velhos amigos da onça, a maioria que deseja, espero que nunca mais a veja! Até porque acredito que o povo já percebeu que a solução está no actual líder da oposição. Mais que uma convicção é um desejo do maior interesse para a Nação!               José Ramos: Helena Matos enumera uma série de actos criminosos que eu, tal como com certeza a maioria dos cidadãos, desconhecia de todo. E eles vão dos crimes crapulosos, das facadas e dos roubos até ao escândalo do Hospital de Dona Estefânia e ao "camarada" das FP25 a avaliar candidatos a juízes. Mas o mais grave, o pior destes crimes, é o silêncio, a cumplicidade, a venalidade e a covardia dos media que teimam em apresentar Portugal como "o melhor país do mundo". É ignóbil, simplesmente ignóbil.           Ema Gomes: parabéns ao jornal Observador pelo artigo           Nuno W: O pior que existe na nossa sociedade magistralmente retratado por HM. A hipocrisia, o utopismo, o complexo ideológico duma facção da sociedade portuguesa que é algo doentia, psicopática e regressiva. Só tristeza e angústia pelo futuro dos Portugueses.    this newspaper is trash: O socialismo português existe a meias, esclareço o socialismo nórdico do qual espelham os "esquerdas" portugueses tem como pedra de toque a preservação da galinha dos ovos de ouro, ou seja as empresas suecas, dinamarquesas, norueguesas e finlandesas que geram riqueza e são taxadas moderadamente  em um tax-bracket inclusive mais favorável que meu pais USA. Porém depois para garantir a rede de protecção social tão adorada e propalada pela esquerda portuguesa, os indivíduos são taxados, ou seja, não se acabam com super-ricos, ou estariam empresas, porém há um sistema judicial célere e transparente, há uma cultura de parlamento de transparência e honestidade. Oindividuo pode vir a ser taxado ate 69% de seus ganhos e alguém auferindo mais de € 100,000 por ano já esta perto dos níveis máximos de taxação. Isto tudo enquanto têm uma política de protecção de sua identidade nacional, sueca, dinamarquesa, norueguesa e finlandesa onde a integração de imigrantes demora de 3 a 4 gerações. Logo se a esquerda portuguesa quiser implementar um modelo de justiça célere, transparência total dos procedimentos partidários, eliminação sumária de nepotismo e cronyism por ai vamos e Portugal será um pais socialista de acordo com os moldes que a esquerda portuguesa afirma que deseja, porém não se podem adotar meias medidas, nao há como pagar a festa.

Harry Dean Stanton > this newspaper is trash: Comentário perspicaz, eu diria mesmo muito para aqui e na generalidade com razão. Mas também tem que convir que o patamar a que se ascende ou de qualquer sociedade está sempre temporalmente muito associado ao ponto de partida. Como os percalços do caminho como até descobrir petróleo ou não. E nenhum país do norte da Europa chegou a 75 com metade da população praticamente analfabeta a viver na miséria de Portugal. Aliás, Portugal começa a erigir o seu estado social quando Inglaterra já está a realizar cortes no seu devido à recessão provocada pelos choques petrolíferos que também chegaram cá como é óbvio. E voltamos sempre ao preditor mais robusto do crescimento económico, as qualificações. Que também nunca é levado em linha de conta noutras comparações. Como podíamos falar de outras fontes de riqueza como os recursos naturais incomparáveis. Em suma, apesar de concordar com muitos pontos não se comparam economias como clubes de futebol. Estavam eles a assegurar muito do que ainda é hoje a base da sua economia e por cá alienava-se a produção nacional quase toda. Como senão bastasse liberalizou-se o sector financeiro todo sem quaisquer instrumentos de regulação que levou à explosão das importações e do crédito privado que levou que por sua vez levou diretamente à última crise. Que nos pôs mais uma vez com a mochila de dívida às costas que sabemos. Como aliás todas as economias frágeis e sem capital como a nossa na periferia do euro.  Mas também outros Governos houve que apostaram forte na educação e na ciência e hoje também já começámos a colher os frutos de termos conseguido implantar o ensino superior em todo o território. Uma área em que entramos neste século como a Europa mais desenvolvida já tinha saído do século XIX e que até se começa por sentir mais na qualidade dos empregadores do que nos empregados. Senão também não era possível termos por cá a unidade da Volkswagen mais produtiva do mundo. E outros bons exemplos. Sem dúvida que precisamos de mais tempo e sobretudo mais persistência nas apostas certas. E também convinha fortalecer mais as contas públicas para não continuarmos a levar com crises que nos cortam completamente as pernas em alturas cruciais do nosso desenvolvimento. Infelizmente este ponto já não depende só de nós.   Já outras reformas de que fala como no caso da Justiça já devíamos ter ido muito mais longe. Como está aliás previsto neste PPR. E finalmente há mesmo questões culturais a necessitarem de uma reforma de mentalidades como por exemplo ao nível da fiscalidade que também demoram o seu tempo. Mas convenhamos que com os salários médios do norte da Europa é tudo muito mais fácil.          Pereira Santos > this newspaper is trash: Só tens um grande erro na tua análise,  é que os países nórdicos são governados por partidos sociais democratas em coligação com partidos centristas e não por partidos socialistas com a extrema esquerda. Juntando a isso os partidos da extrema-esquerda não tem expressão no parlamento e muito menos no governo.           João Ramos: Muito bem Helena Matos, são estas informações que é necessário relembrar e relembrar na cabeça dos portugueses ao ponto em que este pobre país chegou!!!              Elvis Dwayne: Um artigo pura e simplesmente soberbo! Ainda bem que existe a internet, senão nunca poderíamos confirmar a hipocrisia destes senhores. Nesta coisa em forma de país, temos comprovados terroristas em tachinhos pagos por nossa conta a "avaliar juízes". Se isto não é o Terceiro Mundo, então só pode ser o Quarto ou Quinto. Força HM e nunca se deixe intimidar por essa gente, a verdade e a franqueza é o que mais os afeta.         Cipião Numantino: Como diria o sempre labutador povo da invicta "a geringonça é uma naçon"! Por mim acrescentaria que é uma catrefa de gente que vai dos instalados no pote do estado, aos parasitas vários e até aos alucinados tontos e calaceiros que nos vão calhando em rifa. Só não vê quem não quer. É só passar nas franjas geográficas de certos bairros (pode ser mesmo de carro) e vai ficar pasmado com tanta juventude junto aos botecos ou passando aos magotes sem aparente destino. Facilmente depreenderá que filhos e netos de emigrantes provenientes de África pouco ou nada fazem. Ou, melhor, muitas vezes nem estudam nem trabalham. E, aqui, só pode funcionar o antigo ditado que postula "que quem cabritos vende e cabras não tem ....". Bem vistas as coisas ainda estamos cheios de sorte. Felizmente, os descendentes de africanos são, ainda assim, bem mais suaves do que certos povos que infestam as cidades francesas e que levam muita gentinha a dizer que são os tais territórios perdidos da república. Tudo isto, meus caros, graças ao excelso Mq. de Pombal. Um homem que tanto tinha de génio político como de grande perversidade. Parece que via antes de tempo. E é justamente neste contexto que manda abandonar a impressionante cidade-fortaleza de Mazagão (El Jadida) em Marrocos, último bastião da cintura de castelos e praças-fortes que os portugueses detiveram na região. Uma cidade que em ataques de toda a moirama foi defendida contra todas as probabilidades de sucesso, como foi no ataque dos xerifes sá d idas em 1561. Pois bem, Pombal, era decididamente um visionário. Envia uma esquadra de Lisboa e manda recolher toda a gente portuguesa desde os nobres ao mais simples soldado. Toda a gente contentinha da silva, encararam a retirada como um prazenteiro passeio até Lisboa. Puro engano. Os capitães dos navios tinham ordens secretas para embarcar este pessoal e levá-lo para os confins do norte do Brasil, mesmo junto ao equador, onde hoje se situa o estado do Amapá e , aí, fundaram uma cidade que se chamou (e chama) Nova Mazagão. Enfim uma história pouco conhecida mas que, nos dias de hoje, nos poderá fazer recordar que não fora o vislumbre do Marquês e, certamente, teríamos isto cheio de pessoal magrebino que nos poderá fazer suspirar de alívio pela sorte que temos em ter africanos e seus descendentes que, bem no fundo, não causam o terror que vemos nas cidades francesas, alemãs ou suecas. 2- A geringonça de antes e de agora, como tão bem cita a nossa estimada HM, é a fautora de certos dislates e disparates com que sustentadamente nos vamos deparando. Um espécie de ampulheta reversa ou um tic-tac de um relógio com uma bomba relógio que acabará por nos explodir a todos na cara. Tal mentalidade consiste num anátema bem simples. Coisa que não presta, importe-se e pratique-se. Que se destrua a família tradicional que nos aportou à florescente civilização presente, em nada importa a esta alarve gentinha. O certo e o errado já não é o que era e a ética e a moral provêm essencialmente da ética geringonceira em que vale tudo menos arrancar olhos. Tudo o que está em cima, atire-se cá pra baixo e o contrário também é verdade. Não querem deixar pedra sobre pedra, na destruição criativa que Herbert Marcuse indicou e António Gramsci teorizou. Mas (há sempre um mas), a tramonta parece ter emperrado um pouco. E é justamente neste contexto que se assiste a um debate frenético nos States entre associações que antes eram uma espécie de unha com carne. O movimento das "trans" lá do sítio começaram a barafustar que as "phufa s" não queriam nada com elas ao nível íntimo só porque têm um artefacto que é, condignamente, exclusivo da masculinidade. Por sua vez, o movimento das tais "phuf as" ficou em brasa (com razão, aliás) que o corpo é delas e andam com quem lhes apetece e se recusam a sentir o contacto da tal protuberância masculina a que atrás aludi. Tão amigas que elas eram! Instalado o caos dialético entre as duas tru pes, a coisa parece mesmo estar a dar para o tordo com situações rebaldeiras que, mais tarde ou mais cedo, podem degenerar em confrontos. De forma que, pessoal, não vale a pena desesperar. As hienas, passado o interlúdio da defesa das peças de caça abatidas, começam a digladiar-se entre si. Eu estou bem tranquilinho assistindo no meu camarote. E já me precavi com a compra de uns belos sacos de pipocas e suficiente coca-cola para assistir deleitosamente à peleja. Vai ser bom de se ver. Deixai-as poisar!...           Elvis Dwayne > Cipião Numantino: Olá caro Cipião! De facto é o "Indrominável Mundo Novo", se bem que acho que mais tarde ou mais cedo tudo o que é utópico descamba em "1984". A obra de Aldous Huxley parte do pressuposto (na minha opinião errado), que os "bem-pensantes" querem de facto o bem geral, mas que tragicamente acabam sempre por nos levar a algo distópico. Já "George Orwell" é cá dos meus e não se meteu em contemplações. Apesar do seu passado ligado à esquerda, rapidamente entendeu (tanto em 1984Triunfo dos Porcos ou mesmo Wygan Pier) que para os bem-pensantes, a utopia não é um fim em si mesmo, mas uma mera camuflagem para o seu verdadeiro objectivo: o Poder (absoluto, autocrático e totalitário). Tudo o resto são divagações ideológicas frívolas. Os métodos podem ser diferentes, mas o Objectivo Final dos Woke, de Xi Jinping, de Putin ou da Frente Abrileira é o mesmo. E não ver esta verdade, ao final de tanto tempo e de tantas provas dadas, ou é sinal de lavagem cerebral ou de pura e simples deficiência cognitiva. Excelente comentário, é sempre um prazer lê-lo.  Cumprimentos.

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Um banho de sábias frases


Extraídas da Internet, para acrescentar ao conceituoso do discurso do Dr. Salles da Fonseca, que contrapõe, à acusação contra Friedrich Nietzsche de inspirador do nazismo, o conceito de “vítima deste”, como proveniente da deturpação intencional da sua filosofia, por parte de uma sua irmã, adepta do niilismo nazista, destruidor da civilização moderna.

Para acrescentar ao discurso de admiração e simpatia do Dr. Salles, lembrei-me da “madre Internet”, copiosa e sintética na transcrição de frases moralistas nietzschianas, algumas das quais se tornaram lugares comuns, impulsionadores de auto análise para enriquecimento próprio, na conquista do sentido de “liberdade”.

NIETZSCHE E O NAZISMO

 HENRIQUE SALLES DA FONSECA

A BEM DA NAÇÃO,  31.10.21

«O nihilismo alemão deseja destruir a civilização moderna porque esta tem um significado moralLeo Strauss  (1899, Alemanha – 1973, EUA)

In «Nihilisme et politique», Éditions Payot & Rivages, 2004, pág. 36

* * *

No tempo, localizo a afirmação supra num ensaio que o Autor escreveu em 1941.

Assim sendo, o alvo do nihilismo alemão foi a moral e a vítima foi a civilização moderna.

Tendo o nihilismo alemão como parte da deturpação nazi da filosofia nietzschiana e por civilização moderna como a que foi prejudicada pela prática nazi, fácil é concluir que o nazismo era intrinsecamente imoral (se não mesmo amoral), característica esta em que se enquadrou a intencional deturpação de diversos conceitos de Friedrich Nietzsche (1844-1900).

Desta deturpação foi igualmente vítima o conceito de «Übermensh», o indivíduo mais culto, justo e honesto que os nazis transformaram em atlético, belo, patriota e bravo, o super homem que representava a superioridade da raça alemã.

1ª CONCLUSÃO – Nietzsche não foi inspirador do nazismo mas sim sua vítima.

* * *

Momento históricoa patrocinadora da deturpação foi Elisabeth Foster-Nietzsche (1846-1935), a irmã de Friedrich Nietzsche que lhe sobreviveu longos 35 anos, ela, sim, nazi (a cujo velório compareceu Hitler). Quando começou a ascensão nazi já o filósofo era há muito tempo defunto.

2ª CONCLUSÃO  - Os teólogos de todas as religiões podem não gostar (e não gostam, mesmo!) de Nietzsche por causa da sua célebre frase «Deus está morto» (in «A Gaia Ciência») e, naturalmente, por causa de toda a filosofia envolvente dessa frase mas os historiadores e outros amigos da verdade têm que desligar definitivamente Nietzsche do nazismo, aberração que ele nunca conheceu.

Outubro de 2021

Henrique Salles da Fonseca

Tags: filosofia

 

 COMENTÁRIOS:

 Henrique Salles da Fonseca  31.10.2021  Caro Doutor Henrique Salles da Fonseca, Concordo em absoluto com o seu comentário. Claro que Nietzsche não foi inspirador do nazismo, o que aconteceu, entre outras aberrações, é que Hitler se apoderou da sua filosofia e dos seus pensamentos, procurando adaptá-los às suas estratégias políticas. Aliás um dos pensamentos de Nietzsche “ Todos os deuses morreram, possa agora viver o super-Homem”, - da qual Hitler se apoderou, tendo-o adaptado aos seus discursos e por isso terá dito publicamente que era seu discípulo. Também depois da sua morte, a irmã, pactuando com o marido, difundiu e interpretou os seus textos para inspirar o nacional-socialismo, o que está provado, tendo cortado e alterado passagens dos seus textos filosóficos. Nietzsche desejava o bem da humanidade, contrariamente aos nazis cuja perversidade era destruidora do bem. Já agora aproveitando a frase citada na sua 2ª conclusão “Deus está morto”, acho interessante citar também da “Gaia Ciência” , pág 153, alínea 140 – Demasiado judeu: “Se Deus tivesse querido tornar-se um objecto de amor devia ter começado por renunciar a fazer justiça: um juiz, mesmo clemente, não é objecto de amor. O fundador do Cristianismo não se sentiu com finura suficiente nesse ponto: era judeu.”

Quando lemos e relemos os pensamentos do filósofo sempre nos surpreendemos.
Inteiramente de acordo que é vil o sofisma de que Nietzsche foi inspirador do nazismo.
Os meus melhores cumprimentos
Mª Emília Gonçalves

 

DA INTERNET:

17 frases de Nietzsche que qualquer pessoa deveria conhecer (origem brasileira):

Com o uso de muitas metáforas e ironias, Friedrich Nietzsche (1844 - 1900) é um dos filósofos mais icónicos da Era Moderna. O autor de "O Anticristo" e "Assim Falava Zaratustra", tem muito a dizer sobre a vida, a morte, o amor e muito mais.

Com pensamentos e reflexões polêmicas, as ideias nietzschianas podem ter mais de um século, mas não deixam de ser muito actuais. Aliás, aposto que muitos dos conceitos deste filósofo alemão já fazem parte da sua vida sem que você sequer notasse! Quer ver? Confira agora algumas das melhores frases, pensamentos e reflexões de Nietzsche.

1. Seja um "Super Homem": O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte. Friedrich Nietzsche

Você pode nunca ter ouvido falar do Nietzsche, mas como com certeza conhece e aplica as suas ideias. Um exemplo? A frase acima. A ideia do filósofo é mostrar somos capazes de aprender e ficar mais fortes emocionalmente a partir das nossas experiências de vida, incluindo (e principalmente) as mais difíceis e dolorosas.

2. Não oprima o amor: Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal. Friedrich Nietzsche

O filósofo alemão era um crítico fervoroso da chamada "moral cristã". Para Nietzsche, as pessoas eram boas por medo de sofrerem com as punições da Igreja e não apenas pela natureza de serem boas. Assim, Nietzsche acreditava que viver uma vida de amor, explorando o sexo e o corpo, por exemplo, não deveria ser algo a ser oprimido, mas sim explorado e sentido. O amor está para além do bem e do mal, ou seja, é uma coisa tão forte que não deve ser medida ou censurada, apenas vivida.

3. Uma questão de perspectiva...: Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar. Friedrich Nietzsche

As pessoas que se recusam a amadurecer o modo como enxergam o mundo ao seu redor e não deixam que cresçam as "asas da sabedoria", que a vida dá ao longo dos anos, nunca conseguirão ver a imensidão e diversidade das coisas. E essas mesmas pessoas são aquelas que não te compreenderão e te menosprezarão quando você conseguir "levantar voo". Elas não fazem isso por inveja (não a maioria, pelo menos), mas simplesmente porque não conseguem ver para além do horizonte limitado que construíram.

4. A certeza em meio a tantas incertezas...: Eu não sei o que quero ser, mas sei muito bem aquilo em que não quero tornar- me. Friedrich Nietzsche

No que você se recusa a se transformar? Pense nisso.

5. Acredite na pessoa que você é: Só se pode alcançar um grande êxito quando nos mantemos fiéis a nós mesmos. Friedrich Nietzsche

Isso não significa ser um indivíduo fundamentalista ou fechado ao novo, mas sim acreditar nas suas capacidades, na sua identidade e na pessoa que você é! Não deixe que modelos institucionalizados que pregam o preconceito, a discriminação e a intolerância sejam responsáveis por te mudar. Lutar contra a corrente é muito difícil, mas quando conseguimos, os resultados podem  

6. Sem prazer, não há vida! Sem prazer, não há vida. A luta pelo prazer é a luta pela vida. Friedrich Nietzsche

7. O amor é o centro de tudo! Amamos a vida não porque estamos acostumados à vida, mas a amar. Há sempre alguma loucura no amor, mas há sempre também algumas razão na loucura. Friedrich Nietzsche

8. Os pensamentos mais simples já foram ideias complexas para o mundo. Os maiores acontecimentos e pensamentos são os que mais tardiamente são compreendidos. Friedrich Nietzsche:

Galileu, Copérnico, Beethoven, Darwin, Einstein... Vários dos grandes génios da história da humanidade compreenderiam muito bem a mensagem de Nietzsche. Como falamos antes, quando as pessoas se fecham para novas possibilidades, limitam a sua curiosidade e imaginação, tudo o que for novo, diferente, inovador passa a ser visto com desprezo. As pessoas simplesmente não conseguem entender aquilo que está para além da sua visão fútil e míope sobre a vida.

9. O caminho para o sucesso é árduo e cansativo... Mas vale muito a pena! A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo. Friedrich Nietzsche

Costuma-se dizer que para quem está "exausto", os últimos passos são sempre os piores. Ao trilharmos o caminho rumo aos nossos objetivos, enfrentamos mil e uma barreiras e cada "passo" se torna mais exigente. E é quando as coisas começam a apertar e a vontade de desistir se torna insuportável que você deve fortalecer a sua firmeza e determinação. Esta não é uma tarefa fácil, sabemos... Apenas com muita ousadia e força de vontade é que atingimos os nossos objetivos!

10. Reflita sobre como você está vivendo a sua vida hoje . Você vive hoje uma vida que gostaria de viver por toda a eternidade? Friedrich Nietzsche

11. As verdades não são encontradas nas certezas absolutas. As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras. Friedrich Nietzsche

Não tente descobrir a verdade baseando-se unicamente nas suas convicções, principalmente aquelas que estão fundamentadas nos conceitos da "moral cristã". Esta era uma das reflexões mais defendidas por Nietzsche, que acreditava ser dispensável as "falsas promessas" feitas pela religião para podermos vislumbrar uma melhor ideia sobre nós mesmos.

12. Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Fazer grandes coisas é difícil; mas comandar grandes coisas é ainda mais difícil. Friedrich Nietzsche

13. Cuidado com as prioridades que você têm na vida... Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você. Friedrich Nietzsche

Não devemos nos gastar com sentimentos destrutivos, como o ódio, a inveja e a vingança... Quanto mais tempo passamos olhando nos olhos dessas emoções, mais e mais somos consumidos por elas.

14. Encarando a vida com os olhos de uma criança, o homem chega à sua maturidade quando encara a vida com a mesma seriedade que uma criança encara uma brincadeira. Friedrich Nietzsche

Para Nietzsche, as convicções rígidas e inflexíveis são os piores inimigos das pessoas, pois impedem que alcancem o amadurecimento para alcançar novos êxitos e conquistas na vida. A curiosidade e a imaginação fértil - que são tão típicas das crianças - devem ser mantidas ainda na vida adulta, pois é graças a isso que conseguimos nos tornar mais criativos e produtivos! Encarar a vida como uma criança não significa ser ingénuo, mas sim ter a capacidade de enxergar o mundo com mais cores, tons e possibilidades, ok?

15. O "caráter forte" que leva à estupidez. Quando se toma a resolução de tapar os ouvidos mesmo aos mais válidos argumentos contrários, dá-se indícios de caráter forte. Embora isso também signifique eventualmente a vontade levada até a estupidez. Friedrich Nietzsche

Como já dissemos, manter-se fiel a si mesmo é importante, mas sem ignorar as possibilidades e inúmeros ângulos que existem no mundo. Não tome uma verdade como totalmente absoluta. Saiba ouvir e, principalmente, reflectir sobre tudo!

16. Só você pode vencê-lo! O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo. Friedrich Nietzsche

17. Coisas que apenas um (re)encontro proporciona! É preciso saber perder-se quando queremos aprender algo das coisas que nós próprios não somos. Friedrich Nietzsche

O caminho rumo ao autoconhecimento é cheio de altos e baixos, mas principalmente coberto por uma espessa camada de incertezas. Apenas com coragem e determinação em querer "perder-se", ou seja, se aventurar em terrenos inexplorados, é que conseguirá encontrar as respostas que deseja!

 

Na Madeira também


Por mero acaso de tempestade e vendavais, o desvio do barco inglês que levava dois fugitivos amorosos em direcção a França, acabou na Madeira e por lá ficaram os principais – Roberto Machim e Ana d’Arfet - como há muito lêramos na “Epanáfora Amorosa” de D. Francisco Manuel de Melo” – teoria que a Internet devidamente explica, sem ratos comprovativos - ou antes, as suas fezes - e mais ao gosto do nosso fado e da nossa propensão para as tristes histórias de amor, mesmo as comprovadamente estrangeiras, em parte transformadas em lenda, ao contrário dos ratos açoreanos.

O certo é que onde há homens haverá ratos, e daqui a mais uns milhões de anos, talvez, de Zarco e de Vaz Teixeira, mais o Bartolomeu Perestrelo, responsáveis também por Porto Santo, nada mais restará que vestígios de ratos, em sedimentos marinhos. Sabe-se lá!

 

CULTURA / HISTÓRIA

Afinal, os Vikings poderão ter chegado primeiro aos Açores do que os portugueses

Um estudo publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" volta a afirmar que os povos nórdicos foram os primeiros a viver nos Açores. ADN de ratos e fezes são prova.

MANUEL PESTANA MACHADO: Texto

OBSERVADOR, 31 out 2021

Reconstrução moderna de um navio viking

AFP/Getty Images

Ao contrário do que é historicamente convencionado, os Vikings, não os portugueses, terão sido os primeiros a colonizar os Açores. Pelo menos, é esta a conclusão de um estudo recente, publicado na revista científica americana Proceedings of the National Academy of Sciences e liderado pelo ecologista Pedro Raposeiro, que recolheu e analisou sedimentos em lagos, fezes de animais, fungos e ainda o ADN de ratos que ainda habitam a ilha.

Não é sequer a primeira evidência que existe nesse sentido e esta nova investigação vem dar força à tese de que foram mesmo os nórdicos os primeiros a ocupar aquele território. Como explica a revista Science, e outras publicações como o The Guardian, que deram destaque ao estudo de Raposeiro, os investigadores começaram a recolher “núcleos cilíndricos de sedimentos de cinco leitos de lagos ao redor do arquipélago como parte de um esforço para detalhar a história climática da região”.

O objetivo era encontrar sinais da presença humana, como “pólen de colheitas não nativas ou esporos de fungos que crescem em fezes de gado”, e fizeram-no. Porém, ficaram surpreendidos ao perceber que os mesmo eram mais antigos: datavam do anos 700 a 850.

As nossas reconstruções oferecem provas inequívocas da colonização pré-portuguesa dos Açores”, dizem os investigadores liderados por Raposeiro ao jornal britânico. E adiantam: “Estes resultados sugerem que os nórdicos foram provavelmente os primeiros colonizadores nas ilhas“.

Como contou também o investigador à Science, os sedimentos retirados da Lagoa do Peixinho, na Ilha do Pico, têm um “aumento repentino de um composto orgânico denominado 5-beta-estigmastanol, que se encontra nas fezes de ruminantes como vacas e ovelhas”.

Além disso, o “aumento nas partículas de carvão e uma queda na abundância de pólens de árvores nativas”, mostram que houve humanos aí a queimar árvores para criar gado. O mesmo fenómeno é registado no lago do Caldeirão, na ilha do Corvo. Desta forma, a equipa afirma que havia humanos a habitar no arquipélago 700 anos antes da data que se presumia.

Mas quem habitou aí? “Os nórdicos”, diz Raposeiro, lembrando que há registos de saques feito por este povo a cidades costeiras europeias por estas datas. Além disso, os ventos do Norte do Oceano Atlântico teriam facilmente levado embarcações vikings a cruzar-se com os Açores, presume o investigador.

Ao The Guardian, o biólogo Jeremy Searle faz afirmações semelhantes através da análise que já tinha feito ao ADN de ratos. “Onde se encontram humanos, encontram-se ratos e pode-se descobrir de onde esses ratos vieram. Assim, há uma ideia de onde esses humanos tiveram seus lares originais”, diz o biólogo.

Ao comparar o ADN de ratos açoreanos com o de ratos que vivem noutros locais onde estiveram Vikings, como as ilhas britânicas, Searle sustenta esta tese. “Estes ratos eram obviamente viajantes acidentais que foram dispersos pelos vikings através do Atlântico, para a Islândia e Gronelândia e também para os Açores e Madeira, acreditamos”, refere. E diz ainda: “Isso mostra o quão longe os vikings se espalharam”.

Há quem dispute estas afirmações, como refere a Science. Simon Connor, geógrafo da Australian National University, que estuda a paleoecologia no arquipélago, diz que os dados de ADN de ratos podem ser enganadores.Os vikings eram ótimos marinheiros. Mas pode ter sido qualquer um”, frisa.

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COMENTÁRIOS:

Alberto Pires: "Ao contrário do que é historicamente convencionado, os Vikings, não os portugueses, terão sido os primeiros a colonizar os Açores". Colonizar é uma expressão demasiado precisa. Implica habitar, povoar, deixar marcas concretas de se ter vivido numa região. De outro modo, tudo entra no domínio das suposições. Para justificar os "achados", bastaria, por exemplo, que tivessem dado à costa os restos de uma embarcação, náufragos portanto, com dois ou três sobreviventes e um par de animais. É uma hipótese tão boa como outra qualquer.              maldekstre estas kaptilo: E...???               Bic Laranja: Os Vikings poderão ter chegado primeiro aos Açores do que os portugueses. Poderão ter chegado ou poderem ter lá arriado o calhau não é nada. O fundamental da notícia não se prova. Quando se não sabe nada pode presumir-se tudo. Jornalixo.             Eduardo Costa: Amanhã confirmam que Mota Amaral e Carlos Cesar são descendentes do Floki.            Henrik Andersen: Não me espantaria nada. Os Viquingues navegaram para destinos bem longínquos, pelo que os Açores eram “já ali”.           António Soares: Está desfeito o mistério. Ainda não havia segredo de justiça e os Vikings já faziam incursões nos Açores, não para violar e saquear, mas apenas para fazer as necessidades fisiológicas.         José Catarino: Artigo sem fundamento, baseado numa suposição, mal redigido, aproximando-se muito do jornalixo. Efectivamente poderão, tudo é possível, até  uma não notícia num jornal que pretende ser sério. Se não tem nada para escrever, fique quieto, procure outra forma de vida. Pagar para ler isto? Não me parece          Vitor Batista: Eu penso que os comunistas chegaram antes dos Vikings, porque nessa altura o sol já brilhava.        maldekstre estas kaptilo > Vitor Batista: Muito bom!           Artur Mendes: E chegaram mesmo... Só passados alguns séculos as ilhas foram "tomadas" pela tribo K . Cesar E muito provavelmente depois deles e antes da descoberta oficial portuguesa , estiveram lá os Templários Ai que é de aproveitar, pois alguma coisa devem ter danificado ou mesmo roubado. Uma compensaçãozinha dos nórdicos vinha mesmo a calhar. A aflição é tal que não se podem desperdiçar oportunidades, prantes.        Henrique Pt: Eu acredito que lá possam ter desembarcado mas daí a ocuparem as ilhas vai uma grande distância. Isso obrigaria a vestígios mais concretos coisa que até hoje ninguém encontrou. Podem ter ido às ilhas para abastecer ou refúgio de tempestades.