quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A pedra no sapato



De Sócrates. No sapato de Sócrates. Mas não acreditei que existisse pedra, a menos que ele tenha apanhado algum doloroso grão de areia nas corridas que costumava efectuar nos seus tempos de Primeiro Ministro, tanto no nosso país, como nos países aonde se deslocava. Todavia, acho que correria com os ténis de então, não iria usar os sapatos por confortáveis que fossem, nesses eventos desportivos que tanto me recordavam o costume do santo Papa João Paulo II de beijar, à chegada, por penoso que parecesse, o solo dos países que visitava.

José Sócrates não beijava os solos, corria neles, como forma de manter o seu garbo democrático, embora Clara Ferreira Alves omita esses pormenores vivenciais do seu entrevistado, inteligente e culta como é, mais votada aos pormenores da actuação política do seu protegido, na entrevista que lhe fez saída em 19 de Outubro na Revista do Expresso e onde ela se apaga como entrevistadora, aparentando modéstia mas também técnica narrativa, para projectar a luz inebriante e clarificadora sobre a argumentação do publicamente sempre injustiçado Sócrates, que, contrariamente ao seu predecessor que bebeu a cicuta, lança vitoriosamente sobre a nação os seus disparos biográficos, ora dramáticos, de autovitimização e de garantia de  inocência ora de devolução de acusação, ora de esbanjamento de perfil cultural, com referências intelectuais a filósofos e a filosofias que o orientaram na escolha do assunto para o seu livro “A Confiança no Mundo”, sobre a questão da tortura neste nosso democrático mundo em que qualquer um se pode tornar torturador, em situações-limite e não só, na banalidade  dos caracteres normais, de que falou Hannah Arendt – dizem, eu não li - na sua tese sobre o torturador nazi Eichman.

 De tudo isso e muito mais o fez falar Clara Ferreira Alves, para o fazer justificar-se, como ser humano com direito à justificação nos diversos casos de que fora acusado sempre injustamente, pois até na questão dos dinheiritos ganhos, se ficou a saber que quem lhos facultou foi sempre a mãe dele, e mais tarde o Banco que lhe emprestou o dinheiro para ele estudar e que gastou religiosamente, não sei se com inclusão das borgas.

De resto, uma pessoa que sofreu na vida, que estudou bem, que usa palavras insultuosas ou chãs, para classificar quem lhe fez mal, como todos nós usamos, quer tenhamos sido ou não bons alunos nas várias escolas da nossa frequência, entre as quais a da vida, o que é balela dizer-se, mas nem todos se podem gabar de aprender nesta e Sócrates sim.

E saiu um perfil que Clara Ferreira Alves tornou humano - o que não estranhámos, pois nele se mostrou o Sócrates que há muito conhecíamos - mas, intencionalmente valorizador, após ter retratado, como corolário antecipado da sua  entrevista, o rival Passos Coelho da sua aversão, na Pluma Caprichosa da mesma revista, com o título “A história universal da infâmia” com a costumada iracúndia da sua sabedoria facunda mas escamoteadora de dados, como seriam os convergentes sobre a política ruinosa do governo socrático.

Prefiro o retrato – dele e do país – feito imparcialmente pelo sociólogo Alberto Gonçalves, no Fórum do Diário de Notícias de 13 de Outubro “Dias Contados – RTP símbolo da Nação” – onde não poupa o Governo nem Passos Coelho, e onde, no excerto de Domingo, 6 de Outubro, de título irónico, “A ineficácia da ASAE”, expõe os seguintes dizeres da minha plena anuência, como tudo o que dele tenho lido:

« Não me escandaliza que alguém classifique as desculpas de Rui Machete a Angola. Faz-me certa impressão que esse alguém seja José Sócrates, também conhecido por “o Engenheiro”. Desde logo porque nenhum outro governante em democracia abusou tanto da representatividade para subjugar o país a regimes pouco recomendáveis, desde a tenda de Kadhafi às sucessivas vénias a Hugo Chavez. Mas sobretudo porque se trata do “eng.” Sócrates, cujo currículo geral devia isentá-lo de classificar o que quer que fosse. Vergonhosa de facto é a presença semanal da criatura na RTP, que passou há muito o estatuto de anedota e começa a incorrer no de ofensa.

A menos que se ache natural colocar o incendiário do Caramulo a comentar incêndios em horário nobre, ou contratar Otelo a fim de dissertar sobre geo-estratégia, o programinha “do eng.” Sócrates é dos principais sintomas do enlouquecimento acelerado da nossa vida pública. Não falo da radical ironia que consiste em obrigar o contribuinte a patrocinar (incluindo, parece, os custos em protecção policial) o homem que acima de todos, ajudou a desgraçá-los. Ainda que o “eng.” Sócrates pagasse do seu bolso o tempo de antena de que dispõe, o absurdo permaneceria.

E absurdo não é palavra excessiva, mesmo num lugar tão exótico que tolera a desmesurada percentagem do comentário político a cargo de personagens da política, mesmo que se invoque os direitos de liberdade e de cidadania. Depois das proezas que cometeu numa gloriosa carreira, já é um acto de generosidade permitir-se que o “eng.” Sócrates ande à solta: oferecer-lhe uma tribuna vedada a 99,99 por cento dos cidadãos é gozar com estes e demonstrar o atraso português em matéria de higiene. Infelizmente, nos casos graves a ASAE não toca.»

Talvez a ASAE seja também um retrato do País, tal como a RTP. Esta esbanjadora, torturadora, na banalidade obediente e servil de programas feitos para um país pobrezinho, glutão e bailador. Aquela, assestando de preferência a questão higiénica sobre os sítios que têm mais dificuldade em recorrer das suas sentenças de encerramento. A RTP não tem tal dificuldade de recurso, tem-se visto, por isso nos impinge semanalmente uma reconhecida presença de torturador, com as pedras que atira do seu sapato de torturado. Presença que vai a todas, como também ao programa de Herman, que chama Lula para lhe apresentar o seu livro, falando do que costuma falar – as relações entre o Portugal e o Brasil da cordialidade.

E Spínola, e Soares, Sampaio, Sócrates, Seguro… Com outros SS menos imponentes pelo meio… Os SSS da nossa progressiva servidão de quarenta anos.  Os SSS da nossa cruz. E todos jogando as pedras dos seus sapatos - afinal todos as tiveram e mantêm  - sobre quem vai tentando erguer, com tombos, claro, um país de muitos tontos: um jovem arrogante, mas corajosamente decente – Pedro Passos Coelho.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Para Sempre?



Retrato incomparável e, ao que parece, imparável, dos nossos tempos, eis o texto «A TRAPEIRA DO JOB», de José António Barreiros, que extraio do Blog “A BEM DA NAÇÃO”, página que deveria ser afixada em todos os Jornais e lida em todas as Rádios e Televisões do País, explicada em todas as Escolas e Universidades, para que nos víssemos e nos compungíssemos, como Job, no despropósito das nossas astúcias vivenciais, no propósito de refazermos o que tem sido o ditado, corrigindo dez vezes os erros de palmatória - pelo antigo ou pelo novo Acordo Ortográfico, que esse está de pedra e cal e não assusta já ninguém, nem é preciso.  O que no Retrato vem escrito é que assusta de facto, na sua exactidão. 

É preciso sair da Trapeira em que nos encolhemos. Job conseguiu-o, porque foi esperto e continuou a louvar a Deus, após o esmorecimento na sua Fé em Deus, que, afinal, até foi diabolicamente chantagista.

 Não se pede que louvemos a Deus, mas apenas a Integridade. E a Decência. Saiamos da Trapeira.

«A TRAPEIRA DO JOB»

Isto que eu vou dizer vai parecer ridículo a muita gente.

Mas houve um tempo em que as pessoas se lembravam, ainda, da época da infância, da primeira caneta de tinta permanente, da primeira bicicleta, da idade adulta, das vezes em que se comia fora, do primeiro frigorífico e do primeiro televisor, do primeiro rádio, de quando tinham ido ao estrangeiro.

Houve um tempo em que, nos lares, se aproveitava para a refeição seguinte o sobejante da refeição anterior, em que, com ovos mexidos e a carne ou peixe restante, se fazia "roupa velha". Tempos em que as camisas iam a mudar o colarinho e os punhos do avesso, assim como os casacos e se tingia a roupa usada, tempos em que se punham meias-solas com protectores. Tempos em que ao mudar-se de sala se apagava a luz, tempos em que se guardava o "fatinho de ver a Deus e à sua Joana".

E não era só no Portugal da mesquinhez salazarista. Na Inglaterra dos Lordes, na França dos Luíses, a regra era esta. Em 1945 passava-se fome na Europa, a guerra matara milhões e arrasara tudo quanto a selvajaria humana pode arrasar.

Houve tempos em que se produzia o que se comia e se exportava. Em que o País tinha uma frota de marinha mercante, fábricas, vinhas, searas.

 Veio depois o admirável mundo novo do crédito. Os novos pais tinham como filhos uns pivetes tiranos, exigindo malcriadamente o último modelo de mil e um gadgets e seus consumíveis, porque os filhos dos outros também tinham. Pais que se enforcavam por carrões de brutal cilindrada para os encravarem no lodo do trânsito e mostrarem que tinham aquela extensão motorizada da sua potência genital. Passou a ser tempo de gente em que era questão de pedigree viver no condomínio fechado e sobretudo dizê-lo, em que luxuosas revistas instigavam em couché os feios a serem bonitos, à conta de spas e de marcas, assim se visse a etiqueta, em que a beautiful people era o símbolo de status, como a língua nos cães para a sua raça.

 Foram anos em que o Campo se tornou num imenso ressort de Turismo de Habitação, as cidades uma festa permanente, entre o coktail party e a rave. Houve quem pensasse até que um dia os Serviços seriam o único emprego futuro ou com futuro.

            O país que produzia o que comíamos ficou para os labregos dos pais e primos parolos, de quem os citadinos se envergonhavam, salvo quando regressavam à cidade dos fins-de-semana com a mala do carro atulhada do que não lhes custara a cavar e às vezes nem obrigado.

            O país que produzia o que se podia transaccionar, esse, ficou com o operariado da ferrugem, empacotados como gado em dormitórios e que os víamos chegar mortos de sono logo à hora de acordarem, as casas verdadeiras bombas-relógio de raiva contida, descarregada nos cônjuges, nos filhos, na idiotização que a TV tornou negócio.

Sob o oásis dos edifícios em vidro, miragem de cristal, vivia o mundo subterrâneo de quantos aguentaram isto enquanto puderam, a sub-gente. Os intelectuais burgueses teorizavam, ganzados de alucinação, que o conceito de classes sociais tinha desaparecido. A teoria geral dos sistemas supunha que o real era apenas uma noção, a teoria da informação substituía os cavalos-força da maquinaria pelos megabytes de RAM da computação universal. Um dia os computadores tudo fariam, o Ser-Humano tornava-se um acidente no barro de um oleiro velho e tresloucado que, caído do Céu, morrera pregado a dois paus, e que julgava chamar-se Deus, confundindo-se com o seu filho e mais uma trinitária pomba.

Às tantas, os da cidade começaram a notar que não havia portugueses a servir à mesa, porque estávamos a importar brasileiros, que não havia portugueses nas obras, porque estávamos a importar negros e eslavos.

A chegada das lojas-dos-trezentos já era alarme de que se estava a viver de pechisbeque, mas a folia continuava. A essas sucedeu a vaga das lojas chinesas, porque já só havia para comprar «balato». Mas o festim prosseguia e à sexta-feira as filas de trânsito em Lisboa eram o caos e até ao dia quinze os táxis não tinham mãos a medir.

Fora disto, os ricos, os muito ricos, viram chegar os novos-ricos. O ganhão alentejano viu sumir o velho latifundiário absentista pelo novo turista absentista com o mesmo monte mais a piscina e seus amigos, intelectuais, claro e sempre pela reforma agrária, e vai um uísque de malte, sempre ao lado do povo, e já leu o New Yorker?

A agiotagem financeira, essa, ululava. Viviam do tempo, exploravam o tempo, do tempo que só ao tal Deus pertencia, mas, esse, Nietzsche encontrara-o morto em Auschwitz. Veio o crédito ao consumo, a Conta-Ordenado, veio tudo quanto pudesse ser o ter sem pagar. Porque nenhum Banco quer que lhe devolvam o capital mutuado, quer é esticar ao máximo o lucro que esse capital rende.

Aguilhoando pela publicidade enganosa os bois que somos nós todos, os Bancos instigavam à compra, ao leasing, ao renting, ao seja como for desde que tenha e já, ao cartão, ao «descoberto autorizado».

Tudo quanto era vedeta deu a cara, sendo actor, as pernas, sendo futebolista, ou o que vocês sabem, sendo o que vocês adivinham, para aconselhar-nos a ir àquele Balcão bancário buscar dinheiro, vendermo-nos ao dinheiro, enforcarmo-nos na figueira infernal do dinheiro. Satanás ria. O Inferno começava na terra.

Claro que os da política do poder, que vivem no pau de sebo perpétuo do fazer arrear, puxando-os pelos fundilhos, quantos treparam para o poder, querem a canalha contente. E o circo do consumo, a palhaçada do crédito servia-os. Com isso comprávamos os plasmas mamutes onde eles vendiam à noite propaganda governamental e, nos intervalos, imbecilidades e tele-fofocadas, que entre a oligofrenia e a debilidade mental, a diferença é nula. E, contentes, cretinamente contentinhos, os portugueses tinham como tema de conversa a telenovela da noite, o jogo de futebol do dia e da noite e os comentários políticos dos "analistas" que poupavam os nossos miolos de pensarem, pensando por nós.

Estamos nisto.

Este fim-de-semana a Grécia pode cair. Com ela a Europa.

Que interessa? O Império Romano já caiu também e o mundo não acabou. Nessa altura, em Bizâncio, discutia-se o sexo dos anjos.

Talvez porque Deus se tivesse distraído com a questão teológica, talvez porque o Diabo tenha ganho aos dados a alma do pobre Job na sua trapeira. O Job que somos grande parte de nós.

 

 

domingo, 20 de outubro de 2013

«Fiat Lux»



Apetece comentar o texto do Dr. César das Neves, publicado no blog “A Bem da Nação” com uma frase de fé, destinada a designar uma verdade que todos sabem sem réplica, mas que a maioria, por farisaísmo de conveniência, contestará, indiferente à imagem nossa de uma gulodice anterior, que se propõe progredir na continuação do sorvedoiro, sem participar na fabricação do bolo da sua mastigação. É a frase introdutória do Evangelho de S. João “No princípio era o Verbo e o Verbo era Deus”, passe a heresia do paralelo.

As verdades que no texto vão ditas deviam ser aceites humildemente , como afirmações da nossa culpa e orientação de mudança.  Mas a palração dos sabedores prova que, se a “palavra de Deus” pouca fidelidade merece hoje, menos seguidismo encontrarão os dizeres da sensatez, embora sejam também os da verdade – do texto seguinte, de César das Neves. Resta-nos a possibilidade democrática da concordância:

«DEPOIS LOGO SE VÊ»

«Dizem por aí que não há alternativa à austeridade. Isto é uma das poucas coisas que irritam quase tanto quanto a austeridade. Para tanta gente que está certa de que o problema nacional é a política do Governo, afirmar-se que ela não tem alternativa parece uma tolice. Então e os múltiplos opositores, não seriam eles capazes de encontrar opções?

Na economia, como na vida, existem sempre alternativas. Dizer que algo não tem saída é apenas mostrar a própria ignorância. A dificuldade não está em achar outros caminhos; o que é raro é que sejam melhores do que os que temos. Aí, dizem os críticos, a resposta é óbvia: dado este ser tão mau, qualquer outro é preferível. Mas afirmar isto é mostrar a própria ignorância. Porque, se não há situações sem alternativa, em muitas circunstâncias más é habitual todas as variantes serem piores.

Para avançar no raciocínio é importante começar por limpar o terreno, precisamente o oposto do que fazem os que dizem ter alternativas. Nos debates sobre a situação nacional abundam os enganos e contradições, dramatizações e zangas, golpes de teatro e interesses escondidos, que ocultam, distorcem, tapam e obscurecem as argumentações. Antes de identificar as hipóteses é importante estabelecer limites óbvios.

Portugal pretende continuar a ser um país respeitável, cumpridor dos tratados e responsabilidades internacionais. Mesmo que, como dizem tantos, a Europa esteja mal concebida ou os nossos parceiros sejam perversos e oportunistas, romper com eles traria custos enormes. Qualquer solução que implicasse a perda do nosso estatuto externo destruiria os canais económicos, agravando muito a conjuntura nacional, pelo menos no curto prazo, certamente por muito tempo. Casos do Irão, Argentina, Grécia, vêm à mente.

Esta simples consideração, óbvia e linear, chega para invalidar grande parte das supostas alternativas. Repudiar a dívida, sair do euro ou da Europa, por muitos benefícios imediatos que trouxessem (e os que se enunciam são bastante ilusórios) teriam consequências históricas que poucos, para lá dos seus autores, quereriam suportar.

Se este grupo de propostas arrisca a identidade nacional, boa parte das restantes faz batota, modificando subtilmente a questão.

Reestruturar ou mutualizar a dívida, rever prazos ou condições, implicaria sempre a boa vontade dos credores. Ora isso é algo que um endividado, sobretudo com facturas tão antigas e pesadas, nunca pode garantir. Os que elaboram essas alternativas podem ter muita razão nas suas opiniões, sugerindo que dando tempo para a economia recuperar todos ganhariam ou que a Europa funcionaria melhor com mecanismos de solidariedade financeira. Mas não é esse o nosso problema. Nem estamos propriamente em condições de dar conselhos. Só ganharíamos credibilidade se nos mostrássemos empenhados em cumprir pontualmente as obrigações, que é precisamente aquilo que se quer evitar com tais conselhos.

São bem evidentes os enormes custos do caminho que percorremos. Esse terrível sofrimento foi previsto pelos muitos estudos e opiniões que nos últimos vinte anos avisaram que a trajectória portuguesa acabaria mal. Os erros foram vastos e pesados, e as consequências inevitáveis. Opções fáceis há muito que não existem. Acima de tudo porque o nosso verdadeiro problema é continuarmos ainda hoje, e depois de tantos esforços, a gastar mais do que produzimos. Isso chama-se "défice" e, mesmo que a dívida fosse perdoada, exigiria sempre fortes apertos, aliás bastante parecidos com o que Governo e troika impõem. Quem fala em soluções milagrosas, e alguns desses detinham o poder nos anos de delírio, só o faz porque oculta cuidadosamente os contornos da situação, acenando com hipóteses fabulosas.

Aliás, em geral nem as soluções míticas se dignam apresentar. A verdade é que a esmagadora maioria dos que repudiam a via que trilhamos acha que a sua justa fúria os dispensa de apresentar alternativas. Domina a ideia de "a troika que se lixe e depois logo se vê". Atitude bem portuguesa, que nos trouxe à crise.»

14 de Outubro de 2013