terça-feira, 15 de setembro de 2026

REPISANDO

 

Conceitos de importância-mor. Por quem se importa com o status. Caso de HSF.

PELO BEM-COMUM

Ex-"A bem da Nação"

PENSANDO DEVAGAR – 2

setembro 14, 2026

 Filho de pai luterano não militante e de mãe calvinista de fortes opções de fé, Max Weber (1864-1920), o pai da Sociologia, classificava-se a si próprio como «de ouvido desatinado para a religião», ou seja, era agnóstico militante. Contudo, a sua obra mais conhecida intitula-se, na tradução portuguesa, «A ética protestante e o espírito do capitalismo».

A tese principal nesta obra conclui pela relação directa entre a predestinação (da salvação das almas) e a acumulação de capital.

Explicando…

          Só se salvam as almas bafejadas pela Graça de Deus;

         Pergunta do simples mortal: «Como posso saber se estou incluído nos predestinados à salvação?»

·                  Resposta dos teólogos protestantes: «Não podes. Terás que agradar a Deus trabalhando em prol do bem-comum não desperdiçando os lucros em ostentações e luxos, mas reinvestindo na expansão do negócio».

Q. e. d.

Afinal, a acumulação de capital é virtuosa e não pecaminosa como Marx acusava.

Setembro de 2026

Henrique Salles da Fonseca

Comentários

Manuel Guedes-Vieira14 de setembro de 2026 às 17:53

Obrigado, Henrique por lembrares esse grande pensador que foi Max Weber, hoje tão injustamente esquecido

António Justo14 de setembro de 2026 às 18:13

Riqueza é sinal da graça divina e mérito

ABRINDO A PORTA...

fevereiro 02, 2026

Ao estilo de Declaração de Princípios, esta é a casa do       humanismo no sentido inequívoco do antropocentrismo em que o Estado serve o cidadão, por ultrapassagem do teocentrismo medieval e em oposição a todos os sistemas que obriguem a pessoa servir o Estado      da Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU 1948) e contra tudo que a contrarie;      … da sistemática busca da harmonização de interesses nem sempre concomitantes, por oposição a perturbadora luta de classes;      … da liberdade de pensamento e respectiva expressão;      …do pluripartidarismo que, abrindo alternativas de doutrina e estratégia, permite ao eleitorado (o verdadeiro «dono» do poder) a opção perene ou flutuante entre doutrinas e circunstâncias;      da definição doutrinária do bem-comum, na esperança vinculada de que propostas disruptivas da harmonia e da liberdade como conceitos unicitários chumbem nas urnas...

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SOMOS POUCOS

março 09, 2026

    A área urbana de Londres tem cerca de 9,2 milhões de residentes; na região de Paris moram 11,2 milhões e Berlim alberga cerca de 6,4 milhões. Comparando com os nossos 10,75 milhões a nível nacional, resta a conclusão de que somos poucos. Mas, para além de sermos poucos em termos absolutos, somos ainda menos quando «contamos as espingardas» fiéis aos Valores da Europa Ocidental. Ou seja, no actual litígio contra o imperialismo russo, não podemos correr o risco de deixarmos que as nossas Forças Armadas e de Segurança sejam minadas por russófilos ou seus amigos. Eis a cautela que desaconselha a obrigatoriedade do Serviço Militar: nem todos merecem a honra de servir nas Forças Armadas. Não esbanjemos recursos com «tropa fandanga» cujo amadorismo só prejudica a eficácia dos profissionais. Centremo-nos em pequenas Unidades de grande operacionalidade e deixemos as maciças acções de «botas no terreno» para aliados mais populosos que nós. E assim me refiro às forças terrestres...

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DO BEM-COMUM

fevereiro 04, 2026

  O conceito de bem-comum tem tudo a ver com harmonia social, com solidariedade e com o Estado de Direito. Com respeito pelas minorias, o bem-comum assenta na vontade da maioria. O bem-comum é antónimo de luta de classes, de privilégios classistas e de revolução. Dá para crer que os movimentos disruptivos nascem e medram a partir da desconfiança sob a profusão de compadrios, mas também podem resultar da inveja. Contudo, seja qual for a causa e seja qual for a consequência, tudo isso é contrário ao bem-comum. O Ocidente tem que ser transparente e, portanto, defensor do seu homónimo, o bem-comum. Mas… … se o secretismo referendário é o garante da transparência eleitoral, já na gestão corrente da «coisa» pública a transparência é garantida pela difusão da informação assim impedindo ilegitimidades e compadrio. No cenário actual, o Ocidente é a Europa e pouco mais. O Ocidente, sede do bem-comum democrático, já é só quase a Europa. A ver se asseguramos pelas pontas…e nó...

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