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desejar a continuação deste JORNAL independente,
A
afirmação do OBSERVADOR: agora também com resultados operacionais positivos
Em 2025, o Observador alcançou, pela primeira vez, de acordo com as suas
contas provisórias, resultados operacionais positivos, algo a destacar num sector
estruturalmente tão desafiante.
ANTÓNIO
CARRAPATOSO Empreendedor, Presidente do Conselho de Administração
Executivo e fundador do OBSERVADOR
OBSERVADOR, 12 fev. 2026, 13:4448
O OBSERVADOR tornou-se, neste século XXI, numa das
referências do jornalismo de informação em Portugal. Afirma-se e diferencia-se por ser
nativo digital e, fundamentalmente, pela sua independência editorial, pela sua
qualidade, inovação, profissionalismo e contemporaneidade, bem como pela sua
orientação para os leitores e ouvintes e para o interesse público.
Tal
como acontece em muitos dos países democráticos mais desenvolvidos, o
Observador assume editorialmente, um ponto de vista, exercido com transparência
e responsabilidade e como parte integrante, diferenciadora e central da sua
identidade. Em vez de se ancorar numa neutralidade forçada ou dissimulada, o OBSERVADOR
optou por uma transparência editorial que considera mais honesta e
intelectualmente exigente.
Mesmo operando num
mercado de reduzida dimensão, marcado por promiscuidades entre o poder
político, económico, corporativo e mediático, por deficiências estruturais de
regulação e pela existência de posições dominantes, o OBSERVADOR posicionou-se, em relativamente pouco tempo, entre os grupos
de comunicação social com maior impacto e influência. Fê-lo sem dispor, até ao momento, de um canal de
televisão, com base numa plataforma multimédia digital, com um orçamento anual
que hoje é de cerca de 9 milhões de euros e com uma equipa total de apenas 160 colaboradores, ou seja, com
recursos muito mais limitados face aos de outros grupos concorrentes.
A origem
A origem do OBSERVADOR remonta ao final de 2011, quando António Carrapatoso e Rui Ramos, na sequência
de outras iniciativas de cidadania, começaram a ponderar a criação de um novo
órgão de comunicação social em Portugal, de base digital e focado na
informação. Neste contexto, tomaram conhecimento de que José Manuel Fernandes
teria uma ideia semelhante e, conhecedores do seu percurso, promoveram com ele
um encontro que revelou uma elevada sintonia quanto às linhas essenciais de um
projeto a lançar.
Foi
assim que surgiu o Observador, inicialmente
com três promotores e fundadores, aos quais se juntou, alguns meses depois, um
quarto fundador, Duarte Schmidt Lino. Após um período de maturação conceptual, definição do
modelo operativo, contactos institucionais e escolha da equipa de arranque, os fundadores estabeleceram o modelo de
governação, o perfil e a lista de potenciais investidores a desafiar, bem como
o momento adequado para o lançamento do projeto.
O
OBSERVADOR nasceu para o público em maio de 2014, no Bairro Alto, em
Lisboa (estando hoje sedeado em Alvalade), com uma equipa de cerca de 40 colaboradores, em instalações
que num passado já longínquo foram ocupadas pelo Diário Popular.
Factores-chave da afirmação do Observador
A forte afirmação do Observador em Portugal resulta de
um conjunto de cinco principais fatores estruturais e estratégicos, que se
reforçam mutuamente.
1. Um ponto de vista assumido, claro e transparente
Desde
a sua fundação, o OBSERVADOR assumiu
explicitamente um ponto de vista enquadrado em determinados princípios e
valores, expressos no seu Estatuto Editorial (ver texto
completo). Não perfilha qualquer
programa político, mas sim um olhar próprio sobre o país e o mundo, debate que
pretende promover de forma aberta, ultrapassando mitos, tabus e receios que têm
prevalecido na nossa sociedade.
Esse ponto de vista
assenta na valorização da liberdade, da iniciativa, da independência, da
autonomia e da qualificação, educacional e cultural, dos cidadãos e das suas
organizações; na promoção da participação activa da cidadania para o reforço da
democracia; na defesa de uma sociedade aberta, flexível e plural, assente na
igualdade de oportunidades; num Estado responsável e credível, focado nos seus atributos essenciais, eficiente, ao
serviço dos cidadãos, libertando-os e não os explorando, e não capturado por interesses políticos ou corporativos, capaz de
assegurar serviços públicos abrangentes de qualidade, não necessariamente por
ele prestados; num modelo
social solidário, sustentável e justo, nomeadamente entre gerações, com
proteção dos mais desprotegidos e incapacitados, não desincentivando o trabalho
nem facilitando fraudes e aproveitamentos indevidos; em mercados abertos, concorrenciais, bem
regulados e livres de abusos de posição dominante que não inibam a inovação e o
surgimento de novos actores; na
defesa da identidade e comunidade nacionais; e no compromisso com a sustentabilidade ambiental, numa convivência
salutar com a natureza.
Este
ponto de vista manifesta-se e é aplicado de forma diferente nas áreas de
Opinião e de Informação, que se encontram claramente distintas e com
responsáveis próprios. Na Opinião, a
maioria dos colunistas regulares insere-se, no essencial, com pontuais excepções,
dentro do ponto de vista do OBSERVADOR, sem prejuízo de uma grande variedade de
olhares e posições, da responsabilidade de cada autor, decorrentes da
abrangência do ponto de vista adoptado. O OBSERVADOR não pretende, na Opinião, ser como que uma pequena
Assembleia da República, sendo que o conjunto do mercado assegura a
pluralidade dos pontos de vista.
Já
na INFORMAÇÃO, seja no jornal ou na
rádio, os jornalistas cobrem todos os temas relevantes que entendem cobrir,
considerando em especial os que decorrem das preocupações do OBSERVADOR, e, em
qualquer caso, procurando introduzir novas e enriquecedoras abordagens,
perspetivas e questões. Interagem e escrutinam proactivamente todos os
actores e poderes existentes, independentemente da sua orientação política,
ideológica ou institucional e da função que desempenham; o mesmo sucede nas
entrevistas, comentários e programas de debate político. O compromisso é com a
verdade factual, o contraditório, o interesse público e os padrões
profissionais do jornalismo de qualidade.
2. Visão, estratégia clara e gestão profissional
A
visão do OBSERVADOR foi, desde o início, criar um órgão de comunicação social
de referência em Portugal, com a diferenciação já referida. A estratégia passou por desenvolver, de
forma gradual e integrada, uma plataforma multimédia: primeiro um jornal
digital, depois uma rádio, áudio e podcasts, eventos, revistas e,
progressivamente, vídeo, explorando sinergias e reforçando a presença junto do
público.
Existe
uma grande continuidade e consistência na visão e na estratégia do OBSERVADOR,
e a gestão do projecto sempre assentou em princípios de profissionalismo,
planeamento, controlo financeiro, transparência e envolvimento das equipas,
criando uma base sólida para a sustentabilidade.
3. Um modelo de governação claro e responsável
O
modelo de governação do OBSERVADOR foi definido pelos fundadores desde o início
e separa
propriedade, supervisão e gestão. Existe
uma Assembleia Geral de acionistas, que elege um Conselho Geral e de Supervisão
(onde estão representados os maiores acionistas e que dá parecer obrigatório
sobre o orçamento e acompanha a execução da estratégia) e um Conselho de
Administração Executivo, composto pelos
quatro fundadores.
Este último é responsável pela estratégia, e pela gestão operacional e
editorial do OBSERVADOR, designando
todos os directores de topo, desde logo o director-geral.. Este modelo exige um elevado grau de responsabilidade e de ética por
parte dos fundadores, que actuam como guardiães da independência, do ponto de
vista, da visão e dos valores do projecto, da linha editorial prosseguida e da
vontade de inovar.
4. Estrutura acionista estável e alinhada no essencial
A
estrutura accionista do OBSERVADOR foi desenhada para ser robusta, para se
identificar com a independência editorial do projecto e é composta por um accionista maioritário e um conjunto
alargado de outros accionistas, num total de 21, 20 dos quais
presentes desde o início do projecto (ver ficha técnica). Os accionistas distinguem-se pelo seu alinhamento com os valores do OBSERVADOR,
forte sentido de responsabilidade social e compromisso com a verdade e a
transparência.
A
estabilidade dos accionistas e o seu contributo e apoio resiliente foram
essenciais para o arranque e para a consolidação do projecto.
5. Organização, equipa e cultura
O OBSERVADOR
nasceu como uma start-up e manteve uma cultura organizacional
flexível, colaborativa, motivadora, desburocratizada, pouco hierárquica e sem
“quintas”. Todas as áreas —
editorial, comercial, tecnológica, financeira e administrativa — são
importantes e estão alinhadas em torno dos seus objectivos comuns: construir um
jornal e uma rádio de referência em termos de independência e jornalismo de
qualidade. Em momentos de intensa actividade informativa, seja numa
tragédia, numa crise ou simplesmente num acto político mais relevante, todos se
mobilizam rapidamente e de forma voluntária.
O
recrutamento da equipa sempre procurou equilibrar a experiência trazida com a
atitude e o potencial dos candidatos, muitos deles no seu primeiro emprego,
promovendo a formação contínua, a polivalência e dando oportunidades de crescimento. A qualidade demonstrada
pela equipa tem sido determinante para a afirmação do OBSERVADOR.
Sustentabilidade económica e resultados
Ficou claro para os fundadores e foi acordado desde o
início com os investidores e futuros accionistas que o projecto, para além da
sua natureza ética e de responsabilidade social, deveria ambicionar alcançar a
sua sustentabilidade económico-financeira. Só assim
deixaria de ser necessário recorrer regularmente aos accionistas. Estes, por sua vez, sempre foram exigentes,
encontrando eco na disciplina orçamental da gestão, sendo também criteriosos
nos contributos de capital que foram prestando. No seu conjunto, os
contributos prestados durante doze anos ascendem a cerca de 12,2 milhões de
euros, acrescidos de 2,2 milhões em prestações suplementares, permitindo investimentos
significativos na aquisição de frequências, e deter uma dívida bancária praticamente nula.
As
receitas do OBSERVADOR assentam numa base diversificada e crescente de
anunciantes e num crescimento consistente do número de assinantes, que hoje já
são mais de 35 mil.
O OBSERVADOR tem registado nos últimos anos um
crescimento das receitas perto dos 20% muito acima do mercado que se encontra
quase estagnado.
Em Portugal, alcançar a sustentabilidade
económico-financeira é um objectivo especialmente difícil para um órgão de
comunicação social focado na informação (e de qualidade) e sem as receitas do
entretenimento.
Em
2025, o OBSERVADOR alcançou, pela primeira vez, de acordo com as suas contas
provisórias, resultados operacionais positivos, algo a destacar num sector
estruturalmente tão desafiante.
Evolução dos resultados operacionais do OBSERVADOR desde a sua fundação
(......)
Conclusão
O OBSERVADOR
nasceu da sociedade civil, não de
interesses políticos ou empresariais, e não promove projectos ocultos.
O alcance de resultados operacionais positivos em 2025 constitui um marco raro
e muito relevante – e o desafio futuro será manter e reforçar essa
sustentabilidade, mantendo e reforçando a qualidade e a relevância do
jornalismo praticado.
Num
mundo marcado pela proliferação de plataformas digitais, redes sociais e pelo
desenvolvimento da inteligência artificial, o OBSERVADOR, que tem vindo a investir
nas competências tecnológicas necessárias, acredita que o jornalismo
independente, rigoroso, verdadeiro e com curadoria responsável será cada vez
mais valorizado. O que essencialmente nos anima é o interesse público e a
convicção de que o jornalismo que praticamos é
indispensável para termos uma sociedade, e um país, mais informada, mais
exigente e mais livre, ambicionando e trabalhando para um futuro melhor.
COMUNICAÇÃO
SOCIAL MEDIA SOCIEDADE OBSERVADOR
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