quinta-feira, 8 de outubro de 2026

CONTINUAÇÃO

 

Do texto precedente – “Israel, onde o Ocidente começa” -   de JOÃO MARQUES ALMEIDA,

Em “Valores morais…”

COMENTÁRIOS (Conclusão):

Joao Moreno

Os meus parabéns pela lucidez.

José Tomás > Lidia Ricardo

Quem, por um lado, aceita como bom o que dizem vozes não identificadas num "documentário" com fins propagandísticos, produzido por cineastas da extrema-esquerda israelita e financiado pela esquerda woke europeia, e, por outro acha que há "muito por explicar em torno" do ataque de 07.10 - que foi escrutinado pela imprensa livre e pela oposição livre da sociedade israelita, padece de grave desonestidade intelectual.

João Floriano > João Pimentel Ferreira

É o Irão que está a comandar os ataques  a Israel. Não me consta que o Irão queira falar de paz com Estado de Israel. Bem pelo contrário. Israel tem de defender o seu território e os seus cidadãos. Ou o faz ou desaparece. Não tem alternativa. Por aquilo que conheço de si através dos seus comentários, que leio sempre, pode ficar sossegado que está longe de ser um idiota útil. Mas de certo modo fomos levados a um extremo de termos de escolher trincheiras. E para mim a culpa é da esquerda tanto a que ainda se apresenta como moderada e tolerante, mas sobretudo devido aos extremismos e radicalismos.

Ana Rodrigues

É isso mesmo!

Ana Rodrigues > graça Dias

Concordo em pleno. Obrigada

Pedromi

Muito bem... Obrigado pela sua coragem!

Carminda Damiao

Excelente artigo.

Maria Cordes > Observador

Sr. Observador, não tenho a certeza que todas as iniciativas pela Palestina não defendam o Hamas. Alguma vez viu ou viu algo sobre as atrocidades do Hamas contra os palestinianos. Quem depois do 7 de Outubro, na Palestina, discordou do ataque,  foi torturado e enforcado às centenas, vimos algumas poucas imagens do ocorrido. Alguma vez ouviu os camaradas das flotilhas e os do lenço ao pescoço mencionar a barbaridade de arrumar arsenais e fazer túneis em hospitais pediátricos e maternidades cheias de recém-nascidos, em escolas e mesquitas. Sabe que o Hamas recebe biliões de petrodólares e que as suas castas superiores vivem como nababos no Catar. Imagina-os a partilhar aquelas ruas cheias de pó e detritos e aqueles prédios tristes e horrorosos. Conhece o que aquelas pobres crianças, cujo destino mais ansiado pelos pais é serem mártires, estudam e decoram naquelas escolas com métodos pedagógicos de nível, o Corão, o ódio ao Ocidente e a Israel. Os biliões alguma vez serviram para melhorar infra estruturas ou fazer estradas, espaços verdes? Pode ter a certeza de que nesses seus amigos, que mencionou, nenhuma mente reconhece Israel como um espaço civilizado, de onde surgem descobertas boas para a humanidade e onde vivem árabes e cristãos como qq pessoa decente. Quando Israel rebenta um túnel onde foram torturados prisioneiros, debaixo de um hospital, qual seria outra escolha? O ódio a Israel está associado ao ódio á nossa civilização, que querem ver substituída pela deles, segundo Maomé. Quando isso acontecer, os seus amigos serão os primeiros a ser pendurados pelo pescoço. Eu irei, mas muito depois. Tenha um bom dia.

António Alberto Barbosa Pinho

Muito bem.

Manuel Magalhaes

A esquerda é o fim da credibilidade moral e intelectual!!! É o cancro para qualquer sociedade!!!

Marco Gomes

Subscrevo na íntegra!

Francisco Almeida

Muito bom e muito corajoso. Israel, aí onde o Ocidente começa é uma esplêndida referência cultural.

Por analogia, lembrei  as saudosas aulas do prof. Adriano Moreira - quando se regressa do Médio Oriente, aí onde vires um campanário, começa a Europa.

João Floriano > graça Dias

Excelente graça! Só duvido se ainda haverá consciência em muita gente que tem nas mãos a condução do nosso destino.

Pedra Nussapato

O título da crónica devia ser "Israel, o sítio onde pensávamos que começava o Ocidente". Como o cronista diz, o ataque terrorista hediondo do Hamas matou cerca de 1200 pessoas, entre as quais crianças, mulheres e idosos. Como é óbvio, Israel tinha toda a legitimidade para se defender e responder, mas essa resposta, lá está, não deveria colidir com o estatuto de representante do ocidente naquelas paragens. Um estudo de campo muito recente indica que de 7 de outubro de 2023 a 5 de janeiro de 2025, os ataques das IDF causaram cerca de 75000 mortes violentas, 56,2% das quais mulheres, crianças ou idosos. Acrescem mais 8500 mortes não violentas (fome, doenças, falta de cuidados médicos). É isto que esperávamos de um representante dos ditos valores do ocidente? Não me parece. Para termos um termo de comparação, os ataques vis e sem critério de Putin à Ucrânia resultaram em cerca de 17000 mortes de civis em quase 5 anos de guerra, segundo o OHCHR, o que já consideramos criminoso. Fonte dos números que indico acima: Violent and non-violent death tolls for the Gaza conflict: new primary evidence from a population-representative field survey

Michael Spagat et al. Lancet Glob Health. 2026 Apr.

Rui Lima > João Pimentel Ferreira

Sem dúvida Hitler e Estaline foram irmãos no ódio aos judeus hoje é a esquerda quase no seu todo que assume esse papel , também veio da Rússia essa enorme falsidade os “Protocolos dos Sábios de Sião”

João Pimentel Ferreira > Rui Lima

Há um longo historial antisemitisma na Esquerda, mas diria que o motivo é acima de tudo Freudiano e psicanalítico: o motor subconsciente e psicoevolutivo para a popularidade da Esquerda reside na Inveja, e os judeus sempre foram uma minoria muito bem sucedida.

Repare no paradoxo que para Hitler a URSS era uma criação de judeus intelectuais (Marx e Lenine, por exemplo), já para Estaline a URSS seria a força que combateria o judeismo capitalista ocidental.

Jose Carmo > Lidia Ricardo

Sim, ódio aos judeus. Antissemitismo. É isso que a move, embora necessite, a todo o custo, acreditar que não. O transtorno é milenar e regressa em ciclos, sob pretextos que, em cada época se renovam. Ai, na viela iluminada da sua consciência, onde não se consegue esconder de si mesma, responda, para si mesma: por que razão, entre quase 200 estados do mundo e inúmeros conflitos de magna dimensão, com centenas de milhares de mortos, o sangue só lhe ferve se estiver Israel na equação? Trata-se de um país de areia, do tamanho do Alentejo. Que há nele que a faz obcecar, investigar, ler, pontificar? Não me responda a mim, responda a si mesma qual a razão pela qual sabe todas a minudencias da política de Israel e, aposto, nem sequer sabe quem manda no Iraque, na Jordânia, na Arábia, no Nepal, na Nigéria, etc. Enfim, não tenho esperança que o faça, o ódio é antigo e ronrona aí, a um nível pré -racional. Faça uma coisa, se tiver coragem moral: veja o documentário produzido em Israel, com pessoas reais e identificadas, exactamente para rebater o filme que cita. Veja e compare, se tiver coragem moral e honestidade intelectual.

graça Dias > Antonio Sennfelt

Excelente comentário. É assustador o que se está a passar na Grã-Bretanha, tanto nas políticas como nos discursos de ódiooo contra o povo judeu, e os seus Incendiários são o partido Trabalhista e os Verdes, com uma submissão total ao islamismo. Como se isso por si só não fosse suficientemente horribilis, receberam e atribuíram cidadania a dois líderes do Hamas, que mudaram a sua residência de Istambul para Londres.

Miguel Macedo

Muito bem!

João Diogo

Excelente como sempre.

Joana Quintela

Bravo!

Uiros Ueramos

Muito bem!

Observador

Queria realçar um ponto que há muito me faz alguma confusão. Evidentemente que haverá pessoas na Europa que apoiam o Hamas. Mas eu, confesso desde já, que não conheço nenhuma. O que vejo habitualmente são pessoas de esquerda a defender os palestinianos, ou a dizer que os defendem. E defender os palestinianos não é defender o Hamas. Esta distinção tem de ser feita, por uma questão de honestidade. João Marques fê-lo, mas en passant.

Há uma tendência, em certos sectores da direita, para meter tudo no mesmo saco, aqui no Observador é mesmo regra. Quem denuncia o sofrimento dos palestinianos é logo apresentado como defensor do Hamas. Haverá pessoas da extrema-esquerda que apoiam o Hamas? Acredito que sim, desde logo pelo seu anti-semitismo. Mas, em Portugal, não conheço ninguém do Bloco de Esquerda, do Partido Comunista ou do Livre que tenha declarado esse apoio. Se alguém conhece, que diga quem e o que disse. Podemos criticar posições, ambiguidades ou silêncios, mas isso é diferente de atribuir um apoio que tem de ser demonstrado.

E não vale vir falar da Mariana Mortágua. Vamos ser sérios. A participação de Mariana Mortágua na flotilha não demonstra que seja defensora do Hamas. Defender os palestinianos e dar visibilidade à causa, não equivale a apoiar quem os governa. Aliás, alguém acredita que Mortágua, sendo lésbica e defendendo os direitos dos homossexuais, se identifica com o projecto de uma organização de fanáticos religiosos que condena a homossexualidade e pretende impor a sua interpretação da charia? São posições profundamente incompatíveis. Seria o mesmo que um judeu apoiar Hitler. Não sou defensor de Mortágua e sempre fui crítico da extrema-esquerda. Mas isso não me obriga a aceitar qualquer acusação contra ela. Podemos criticar as suas posições e a sua participação na flotilha. Agora, apresentá-la como apoiante do Hamas exige provas. Sem elas, é uma acusação gratuita, baseada numa associação que não demonstra coisa nenhuma. Há que ser sérios, mesmo quando falamos de quem discordamos.

Fernando ce

Concordo.

graça Dias >Lídia Ricardo

Quem é que não conhece, quem não leu Hannah Arendt, Hobbes,   Maquiavel,   Kant,   Marx,  Trotsky,   Mussolini, Milan Kundera,   Emmanuel Todd,   Klaus Mann   ou Roger Scruton !...depreendo que a sua consciência estará anestesiada, pelo que, não tem o discernimento e a capacidade analítica exigida, ao ser confrontada com um documentário de propaganda, e daí os seus comentários falaciosos.

Maria Barreiro

Isto mesmo. Obrigada!

João Floriano > João Pimentel Ferreira

O antissemitismo a que hoje assistimos (há quem use antissionismo, mas não muda nada),   cresce proporcionalmente à ligação da extrema-esquerda com o islamismo.

Lidia Ricardo

O propósito de Bibi, da gente escabrosa da extrema-direita, ultra-reaccionária, racista e colonialista que o apoia, está   bem patente na atuação do comando de um   exército sem princípios éticos de qualquer espécie de que o documentário   NAZA é bom exemplo. Fica-se atónito e estarrecido pela forma fria, totalmente psicopata como os   participantes militares  descrevem, displicentemente, acções de matanças de crianças inocentes, bombardeamentos nocturnos para matar mais "nazas", os festejos  pela  matança de famílias inteiras inocentes com o pretexto de matar um militar de terceira linha do Hamas, que às vezes nem estava no local, matança de inocentes por cruzaram uma linha invisível de que não sabem a existência. É demasiado mau. É uma decadência humana, uma descida aos infernos. E não me venham falar dos crimes de   7 de Outubro, que  parece  terem servido o propósito secreto de Bibi.  Há muito por explicar em torno deste crime hediondo  do Hamas. O dito Ocidente que clama das acções criminosas dos russos contra civis tem um silêncio cúmplice com o que se passa em Gaza e Cisjordânia. Chega!

Alexandre Arriaga e Cunha

Excelente análise, é exactamente como escreve!

A esquerda não quer ver o óbvio e essa é a característica dos verdadeiros cegos.

Por alguma razão têm vindo a decair nas intenções de voto em vários países; oxalá assim continuem…

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