quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Parece sério

 

Não passa de conversa para boi dormir. Eu até acreditava na seriedade da senhora ministra da Justiça, por uma atitude de compostura e palavras justas que pronunciou por vezes, em contextos vários do seu ofício. Mas este texto aparenta ser um discurso hipócrita de mansas falas que, de facto, não convenceu nenhum dos seus comentadores. Talvez convença o senhor primeiro-ministro, que, aliás, não precisa de ser convencido, ele próprio, por natureza, um ser de convicções fortes.

OPINIÃO CORONAVÍRUS

Acesso à justiça em tempos de pandemia – uma interpelação sem precedentes

As medidas de suspensão dos prazos e de limitação da realização de diligências e o expectável aumento da procura do sistema de justiça, provocarão, inevitavelmente, uma grande pressão sobre os tribunais. Em articulação com os Conselhos Superiores acompanharemos com proximidade a evolução das entradas de novos processos e adequaremos a resposta interna às necessidades que se venham a verificar.

FRANCISCA VAN DUNEM

PÚBLICO, 1 de Setembro de 2020

O dia 1 de Setembro marca o reinício, em pleno, do funcionamento dos tribunais. O contexto é, porém, profundamente diferente do que vivemos nesse mesmo dia em 2019. A pandemia mudou a nossa sociedade e o modo como interagimos uns com os outros. Algumas dessas mudanças serão, talvez, permanentes e forçam os tribunais a encarar modos diferentes de funcionamento.

O maior desafio social, político e jurídico que a pandemia nos coloca é a nossa capacidade de responder à crise de saúde pública, garantindo, em simultâneo, que as medidas que tomamos para a debelar não dissolvem o nosso compromisso com a salvaguarda dos valores essenciais: direitos fundamentais, democracia e estado de direito.

Mesmo na situação extrema do estado de excepção constitucional, o direito de acesso aos tribunais não conheceu qualquer suspensão, embora a transversalidade das medidas adoptadas para combater a pandemia tenha limitado as possibilidades reais dos cidadãos se relacionarem com os tribunais e de praticarem actos processuais, presenciais ou não. As estratégias de combate à pandemia afectaram, decerto, o nível de resposta do sistema de justiça, mas nunca afectaram as exigências, constitucionais e legais, de manutenção em funcionamento dos tribunais e de acesso à tutela jurisdicional.

As medidas de suspensão dos prazos e de limitação da realização de diligências e o expectável aumento da procura do sistema de justiça, provocarão, inevitavelmente, c grande pressão sobre os tribunais. Em articulação com os Conselhos Superiores acompanharemos com proximidade a evolução das entradas de novos processos e adequaremos a resposta interna às necessidades que se venham a verificar.

O sistema de justiça está hoje dotado de meios que permitem não só um conhecimento tempestivo das tendências de evolução nas várias circunscrições e jurisdições como concretizam um modelo de articulação entre órgãos de gestão locais e os centrais. O contexto pandémico foi um teste súbito e radical à adequação do modelo de gestão dos tribunais.

O Governo, como responsável pelo sistema, garantirá, na parte que lhe respeita, que os tribunais prossigam, em segurança, a sua actividade, preservando a saúde e o bem-estar tanto daqueles que administram a justiça como daqueles que a procuram. Os espaços dos tribunais foram dotados dos equipamentos e dos meios de protecção recomendados pelas autoridades de saúde para garantir a higienização, a etiqueta respiratória e o distanciamento social e em todas as circunscrições foram sinalizados, na comunidade, outros espaços funcionalmente adequados para o exercício da função jurisdicional.

Não é um desafio leve e não há soluções fáceis. Todos os agentes do sistema de justiça são convocados para contribuir para a construção de soluções, na certeza de que as mudanças tornarão o sistema judiciário mais resiliente e mais eficiente no futuro. O primeiro passo é aceitar a ideia de mudança. O sistema de justiça mudará mais e de modo mais radical na próxima década do que mudou nos últimos cem anos. A questão não é se a mudança virá – mas o conteúdo e a forma que terá.

Os desafios que perfilam no horizonte são sérios e não podem ser enfrentados com êxito por uma só vontade. Só com o apoio e determinação de todos conseguiremos que, mesmo em tempos de pandemia, os tribunais continuem a ser comunidades de trabalho e concorram para que a nossa sociedade se torne mais aberta, mais pacífica e, sobretudo, mais justa. Negar o acesso à justiça, ainda que a pretexto dos constrangimentos sanitários que experimentamos, é negar aos cidadãos a sua dignidade. Trabalhar em conjunto para assegurar o acesso de todos os cidadãos à justiça, e a uma justiça pronta não é um caminho, é o único caminho.

Este é o tempo de definirmos uma estratégia para o sistema de justiça utilizando a linha comum entre as adaptações que o sistema reclama como resultado da pandemia e os esforços exigidos para o modernizar. A expressão acesso à justiça torna-se, neste contexto, redutora. O que está verdadeiramente em causa é uma acção para a justiça. Mas a crise pode e deve ser um tempo de mudança significativa.

Se não nos elevarmos à altura do desafio e se não consensualizarmos soluções construtivas e criativas, arriscamos perder a confiança dos cidadãos na justiça e mesmo alienar a pedra angular do nosso sistema de justiça: o império da lei.

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COMENTÁRIOS:
Glória Pires
INICIANTE:
Quando vi o artigo, ingenuidade a minha, ainda pensei que finalmente iriamos ter aqui a justificação, ou a demissão, para o vergonhoso escândalo do nojento "concurso" e nomeação para a procuradoria europeia ou, pelo menos, para a repelente nomeação de quem foi condenado e punido por acostar investigadores em defesa do Sócrates. Engano o meu! Só mais propaganda e chachada oca de gente inútil. De longe, o ministério da justiça mais vergonhoso de todos os nove séculos da História de Portugal. 01.09.2020

antónia_mira INICIANTE: Infelizmente, tem razão, Glória. Trabalho no sector e não há dúvida de que esta é gestão mais pobre de que me lembro. Já vão para meia dúzia de anos na pasta e têm exactamente uma mão cheia de nada para apresentar como resultado. Para esta gestão bastava o porteiro do ministério e poupava-se imenso. Só se esqueceu de mencionar os aumentos de ordenado € 750 de uma só vez, de que depois beneficiarão. Sim, porque toda esta malta tem a pouca vergonha de, daqui a um par de meses, se vir a apresentar nos tribunais como "juízes". Depois de estarem ao serviço de interesses partidários. Uma miséria. Destroem qualquer réstia de dignidade e credibilidade que ainda assistisse à justiça portuguesa, mas não se poderiam importar menos com isso. Imagine ter que colocar uma acção num tribunal desta gente! 01.09.2020

Manuel Pessoa NICIANTE: Se interiorizássemos que a Justiça é um bem essencial (para o individuo e para a colectividade) e que o sistema judicial deve, acima de tudo, servir, talvez não houvesse tantos atrasos e arrastamento de processos que mais não são do que denegação de Justiça. Resta esperar que alguém identifique os que por cobardia, ou por mera preguiça, contribuem activamente para o desgraçado estado da Justiça entre nós. 01.09.2020

bento guerra.919566INICIANTE: Uma justiça ainda escandalosamente mais lenta. Ao som da morna (para os ricos e vigaristas) 01.09.2020

JORGE COSTA EXPERIENTE: Sra Ministra, não faça de nós parvos nem nos tente convencer a comer gelados com a testa. A senhora sabe que grande parte dos juízes eram da opinião de que este ano as férias judiciais deveriam ver os seus prazos fortemente reduzidos para assim minimizar os efeitos do confinamento. O que aconteceu? A Sra Ministra recusou e entendeu manter as ditas férias. A Sra. Ministra tem de entender que uma mentira contada muitas vezes não se torna verdade. Nem aqui nem em qualquer outro lugar. Vergonha....

fernando jose silva EXPERIENTE: Os atrasos são bons para os ricos e da casta, para os ladrões, criminosos, corruptos, vigaristas...convém a muitos e já anda muito atrasada. 01.09.2020

 

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Só nos resta esperar para ver


Entretanto, ainda bem que Teresa de Sousa regressou de férias, para nos elucidar com a sua clareza de referências, que provocam, naturalmente, reacções díspares, entre os seus comentadores.

ANÁLISE

Duas Américas, como nunca as tínhamos visto

De onde surgiu esta América, que nos assombra tanto quanto nos angustia? Olhemos para as duas convenções à procura de algumas respostas.

TERESA DE SOUSA

PÚBLICO, 29 de Agosto de 2020

1. Terminada a época das convenções, o mundo ficou perante duas Américas, aparentemente irreconciliáveis, à espera do dia 3 de Novembro para saber com qual das duas pode contar. Isso fará toda a diferença. Dificilmente o que resta da ordem internacional liberal sobreviveria a mais quatro anos de Trump. O caos alastraria. Ganhariam Putin e Xi, mas também Erdogan, Bolsonaro, Duterte ou outro qualquer candidato a ditador. Perderia a democracia, a liberdade e a abertura. Não é uma visão catastrófica. É apenas o resultado de quatro anos de “America First” e de uma concepção da ordem internacional segundo a qual cada um vale por si e pela força que tem para impor a sua vontade aos outros, em que a democracia não conta para definir alianças ou prioridades.

Merkel é muito pior do que Putin aos olhos de Trump. Estas eleições são, como poucas vezes aconteceu no passado, tão importantes para o mundo como para os americanos. Os EUA são ainda a primeira potência à face da terra. Em Pequim, Moscovo, Berlim, Bruxelas, Paris nada acontecerá, provavelmente, de mais importante. A Europa vê-se a braços com duas crises na sua periferiana Bielorrússia e na Turquia – com as quais tem grande dificuldade em lidar sem o apoio dos Estados Unidos. A pandemia abre um novo e vasto campo de incertezas que põe à prova a resistência das democracias.

É preciso, no entanto, olhar para os acontecimentos do ponto de vista de quem vai escolher – os eleitores americanos. De onde surgiu esta América, que nos assombra tanto quanto nos angustia? Olhemos para as duas convenções à procura de algumas respostas.

2. A convenção republicana que terminou na quinta-feira à noite com o discurso do actual Presidente foi, porventura, o retrato da maior transformação da politica norte-americana: a do Partido Republicano. Trump falou diante de uma plateia de dois mil “figurantes” escolhidos segundo o critério da absoluta fidelidade à realidade virtual que construiu e que pretende defender sem concessões. O partido é ele, a família dele e os seus seguidores obedientes. Aqueles que estão dispostos a repetir sem estados de alma a narrativa que construiu para si próprio: o melhor Presidente da História da América. O construtor da mais poderosa economia do mundo: nove milhões de empregos criados até Fevereiro. Desapareceram, entretanto, 22 milhões e a América prepara-se para a maior recessão desde a Grande Depressão.

O Grand Old Party reduzido a zero? “No Bushes, no Reagans, no Cheneys or McCains”, escreveu Adam Nagourney no New York Times. Em directo dos jardins da Casa Branca, como se já pertencesse ao património imobiliário do recandidato. Com os convidados sentados sem distanciamento social e sem máscara. Aplaudindo freneticamente. Fogo-de-artifício final.

Como foi possível? De uma forma resumida, tudo começou com o Tea Party, o movimento populista e radical das bases republicanas que acabou por tomar conta do partido e que, em 2008, teve força suficiente para impor Sara Palin a John McCain contra Barack Obama. Depois, com Mitch McConnell, o líder republicano do Senado, que deu um contributo inigualável para a polarização da política americana quando, durante oito anos, teve como único objectivo fazer de Obama um Presidente de um só mandato, e depois, impedir que governasse, bloqueando qualquer iniciativa que exigisse a aprovação das duas câmaras do Congresso.

Trump recolheu os frutos desta deriva radical. Não tem oposição. Cria a sua própria realidade e faz-se aplaudir. Descreve uma América que não existe. Resolveu o maior obstáculo à sua reeleição, declarando vitória contra a pandemia com que a China infectou o mundo. Não poderia, portanto, haver máscaras nos jardins da Casa Branca. Ele venceu-a, Joe Biden rendeu-se-lhe. Com Biden, a China tomaria conta dos Estados Unidos. Com ele, os EUA tomam conta do mundo. O Médio Oriente está finalmente em paz. Um jovem mais entusiasmado anunciou-o como “o salvador” da civilização ocidental. “Com a ajuda de Deus.”

Os democratas querem fazer da eleição um referendo ao Presidente? Trump ofereceu-lhe o inverso: fazer de Biden o centro da campanha eleitoral.Um Cavalo de Tróia do socialismo.” Tão fraco perante Bernie Sanders como perante os distúrbios nas ruas de Kenosha, Wisconsin. É a sua última cartada. Apresentar-se, como em 2016, como o candidato da lei e da ordem.

Resultou com Nixon em 1968, quando os movimentos cívicos e a contestação nas universidades dominavam a agenda política, e com George H.W. Bush em 1988. A mensagem foi repetida até à exaustão durante os quatro dias da convenção. Sem variações nem nuances. Não há nuances no partido de Trump. Apenas um discurso simples e primário. Que não incita à reflexão, apenas à adesão apaixonada. A sua força e a sua fraqueza.

3. Trump falou para a sua base de apoio, que é aquela parte da América que não se interessa pelo mundo, que viu o seu estatuto e os seus rendimentos diminuírem com a globalização, o eleitor branco com pouca escolaridade. Aqueles que temem que a população branca se transforme numa minoria. Os que acreditam que cada americano tem o direito constitucional e inalienável de ter uma arma de fogo e de usá-la para defender a sua propriedade. Os que não entendem que o direito à saúde deve ser universal, sem depender de um emprego que dá direito a um seguro (uma das suas maiores derrotas foi não ter conseguido desmantelar o Obamacare). Os que não gostam de um Governo forte, que vêem em Washington uma elite corrupta que não se importa com as suas vidas. Os que não têm grandes exigências doutrinárias. O Partido Republicano abdicou pela primeira vez de um programa. Sobrou a definição de Mike Pence na terceira noite da Convenção: “Make America Great Again. Again”.

4. O que estava em causa para o Partido Democrata? A resposta é simples: preservar o partido de Bill Clinton e de Barack Obama. Resistir à radicalização imposta pelos republicanos. Deste ponto de vista, a Convenção democrata cumpriu os seus objectivos.

Biden é um velho político centrista. Não caiu na asneira de procurar uma parceira na ala radical do partido, como alguns aconselhavam, alegando que era preciso garantir os votos mais à esquerda. Situou o que está em causa nestas eleições para além dos programas e das ideologias – na decência, no carácter, na defesa dos fundamentos da democracia americana. Foi o partido de Obama que esteve representado na Convenção. Foi Obama que fez o discurso que estabeleceu as balizas e que encarregou Kamala Harris da difícil tarefa de preservar a sua herança.

Biden esteve à altura deste desafio. Conseguiu ultrapassar-se a si próprio e oferecer aos americanos uma mensagem simples, forte e convincente: restituir à América a sua verdadeira alma, generosa, decente, trabalhadora, dinâmica, igualitária e aberta ao mundo. Onde cabe toda a gente e que é mais do que uma soma de minorias e de grupos com a sua identidade e os seus interesses próprios. Estiveram lá, mas não dominaram. Os democratas fugiram da pior das tentações e do maior dos riscos: responder à radicalização com a radicalização.

5. Com duas visões opostas, Biden e Trump olham para o mesmo espaço: o centro. A pandemia e as sondagens diriam que o vice-presidente de Obama estaria em vantagem, com o seu discurso sobre a reconciliação. Os republicanos já tinham sofrido uma assinalável derrota nas eleições intercalares de 2018. Alguns dos estados liderados por governadores republicanos fieis ao Presidente tiveram de fazer marcha-atrás quando a Casa Branca lhes disse para ignorar a pandemia e abrir a economia, com um resultado desastroso.

Do outro lado, estão as ruas de Kenosha, oferecendo a Trump uma derradeira oportunidade, que explorou à sua maneira: mentindo sobre os factos. Na pequena cidade do Wisconsin, um swing state fundamental para a vitória dos democratas, um polícia e um membro das milícias de extrema-direita de 17 anos na posse de uma arma semiautomática mataram duas pessoas e feriram gravamente duas. Na versão de Trump, a violência está do lado dos manifestantes que se revoltaram contra o assassínio de mais um negro com sete balas disparadas à queima-roupa por um polícia branco. Como com George Floyd,um vídeo perante o qual é difícil manter a serenidade. A percepção não é nítida. A classe média dos subúrbios ou o pequeno comerciante vêem nas televisões imagens de destruição, incêndios e confrontos. Interrogam-se sobre quem são os responsáveis. Tornam-se mais sensíveis à mensagem central da convenção republicana: a lei e a ordem. Os subúrbios podem vacilar? “Uma coisa é clara: os subúrbios serão o campo de batalha principal em 2020”, diz William Galston, da Brookings Institution.

A Convenção Republicana foi, toda ela, sobre mentiras e medo”, escreve Max Boot no Washington Post. Para acrescentar: “E pode funcionar de novo. “Biden e Harris vão conseguir passar à ofensiva sobre a turbulência nas ruas de Wisconsin e noutras cidades?”. A base furiosa e extremista de Trump, sentindo o apelo, pode acender novos rastilhos. Faltam 65 dias, uma eternidade. O mundo não pode fazer nada, a não ser esperar.

tp.ocilbup@asuos.ed.aseret

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MUNDO  EUA  AMÉRICA  DONALD TRUMP  PARTIDO DEMOCRATA  PARTIDO REPUBLICANO  ELEIÇÕES EUA 2020

 

COMENTÁRIOS

paulo silva INICIANTE: O Trump vai ganhar outra vez as eleições, no matter what.... 30.8.20

Joao EXPERIENTE: Rio com estas narrativas da Teresa. Terá havido alguma campanha mais rasteira, aos arrogantes e mais execrável que a da Clinton há quatro anos? Quando a Madona prometeu ter sexo oral olhos nos olhos com quem votasse Clinton? Mirror "Madonna promises to give oral sex to Hillary Clinton voters during explicit stand up routine"... Quando a Lopez mostrou o rabo aos votantes da Clinton? Quando Clooney angariava para a Clinton dinheiro a 353 dollars por jantar? Quando a Clinton contratou espiões/investigadores estrangeiros ingleses para arranjarem histórias denegrindo o adversário? Quando o Obama espiava todos os telefonemas e todos os passos do Trump, da família e de todas da campanha do Trump? Quando o Obama incentivava governos estrangeiros aliados a arranjarem tretas para denegrir o Trump?...  ... Quando todos os media e até as revistas cor de rosa todos os dias repetiam narrativas denegrindo o Trump? Quando as gravações do FBI e as tiradas em "off" apareciam no dias seguintes em todos os media? Credo! Nunca terá havido campanha mais execrável, mais ordinária, mais rasteira, mais arrogante e sobranceira que a da Clinton com segregação e divisão dos americanos. Nessa altura os "deploráveis" ficaram enojados com tanta ordinarice e arrogância e manifestaram-se no voto. 29.08.2020

123 456.882731 EXPERIENTE: Parece-me que nem Clinton, nem Trump, nem Biden e nem mesmo Obama fizeram/farão nada de muito bom pelo povo americano. Limitaram-se a proteger o status quo das elites sócio-financeiras. Mas contrapor as críticas que são feitas a Trump com as hipocrisias de Hillary não invalida essas críticas e também não muda o facto de que nenhum destes 2 candidatos está ao serviço do bem estar público.

Joao EXPERIENTE: Óbvio caro 123, eu só estava a contrapor ao título "como nunca as tínhamos visto". Já as vimos muita vez apesar da Teresa querer clamar à desgraça por causa, e só por causa do Trump, pois se fosse outro sabujo qualquer mais teatral e reptiliniano a Teresa não andaria a clamar. Já as vimos há quatro anos de forma estrondosamente execrável, a que a maioria dos "jornalistas" e "media de referência" aderiram de forma entusiástica. Portanto não é "como nunca as vimos" mas como sempre foram.

Errata ... 353 mil dollars por casal por jantar para angariação da campanha da Clinton "George Clooney Defends Clinton’s $353k-Per-Plate Fundraiser". Absolutamente assombroso e tenebroso ... quando milhões de "deploráveis" nem terão um décimo disso por ano para a família viver ... absolutamente arrogante e humilhante ... totalmente fora da realidade da outra América, duas Américas absolutamente separadas e segregadas como diz a Teresa ... mas desde sempre e não por culpa do Trump, bem claramente por culpa da Clinton e da América que ela representa, deixem-se lá de tretas e narrativas drogantes anti Trump. 30.08.2020 mariaestela.rodriguesmartins INICIANTE: "De onde surgiu esta América, que nos assombra tanto quanto nos angustia?" Esta América sempre existiu, umas vezes mais escondida, outras mais à vista. Trump é apenas o exemplo da América profunda, que acha que é a maior democracia do mundo, que é o garante da paz e que tem o direito de atacar, invadir, espezinhar qualquer país que se lhe oponha. É a América que salta de presidente Republicano, para presidente Democrata, e vice versa, porque não existem mais partidos. É a América onde a política externa pouco difere, independentemente de quem é o seu presidente. É a América que se julga dona do mundo. Trump só veio mostrar aquilo que de pior este país, de 2 partidos apenas, pode fazer aparecer.

Joao EXPERIENTE: Absolutamente, o que tenho referido por outras palavras. Na política externa, que é a que me interessa, pouco ou nada diferem os dois partidos que fazem o simulacro da democracia ... a política externa é sempre a mesma, dominar à bomba ou por chantagem, roubar tudo, e para isso matar os milhões de pessoas que for necessário, ou à bomba de aviões ou mísseis, ou à fome e à doença com bloqueios e confiscos gerando a miséria e morte. 29.08.2020

Rita_Laranjeira INICIANTE: @mariaestela.rodriguesmartins, qual foi o país que Trump atacou, invadiu e espezinhou? É que, segundo informações do domínio público, Trump tem sido o presidente americano que ordenou menos missões militares de que há memória! 29.08.2020

Oliveira Fabio INICIANTE: Engraçado esse ataque a Trump desde 2015 que me prometeram a 3a GG. Expectativa: Trump belicista trará o fim do mundo. Realidade: feitos históricos na diplomacia internacional e recuperação da economia ocidental. Expectativa : São Obama 1o de seu nome trará a paz ao mundo. Realidade : 7 novas guerras e instabilidade no Médio Oriente, economia em queda vertiginosa com a deslocalização total da indústria para a China, e patrocínio gratuito a estados financiadores do terrorismo global. 30.08.2020

José Cruz Magalhaes MODERADOR: Não será necessária a Vitória e a reeleição de Trump para acentuar a profunda divisão que está instalada na América. As clivagens existentes nas sociedades e diversas comunidades têm vindo a ser exploradas pelo poder económico e financeiro, depois de o ter sido pelo poder industrial, em declínio desde há muito. As divisões entre os estados democratas e republicanos têm sido aprofundadas pela acção persecutória e parcial, de um presidente que baseia as suas políticas na divisão, na exclusão e no confronto com todos os que não apoiam, nem aplaudem, as suas iniciativas e delírios. 29.08.2020

Rita_Laranjeira INICIANTE: O poder económico não tem nada a ver com isso. Simplesmente porque o poder económico nada tem a ganhar com a polarização. A divisão já era alimentada, e antes sequer de Trump ser eleito. As políticas de identidade têm sido promovidas, ad nauseum, pela esquerda americana. Foram até usadas por Hillary Clinton na sua campanha de 2016 e há quem diga que foi por isso que perdeu. 29.08.2020

Riaz Carmali INICIANTE: Desde há 2 décadas aproximadamente, que assistimos ao declínio dos EUA. Trump não veio criar uma situação nova. Longe de o apoiar, foi no tempo de Obama que as polícias estaduais começaram a receber armas de calibre militar "soft". Há anos que os EUA atingiram níveis de polarização comparáveis apenas aos que precederam a guerra civil de 1861. Não se afigura uma nova guerra civil, mas as dores de cabeça que o Tio Sam tem, são muitas, e incuráveis. O envelhecimento das infra-estruturas, a crise económica que será pior que a de 1929, a tribalização da população, os gangues criminosos latino-americanos, negros e supremacistas brancos, o elevado défice de mtos governos estaduais e do governo federal, etc! os EUA são neste momento um caldeirão prestes a explodir a qualquer momento. Enfim.. 29.08.2020

comentador49.950982 INICIANTE: Libertou o Génio da lâmpada na sua vertigem anti-trump e vencer agora não o vai trazer de volta. E depois, do outro lado da trincheira tb há quem queira e possa dizer: not my president. Não vai ser bonito. A culpa... a culpa já se sabe, será do Trump. E remonta a 2016 quando teve a ousadia de vencer a candidata adversária, algo que nunca lhe perdoaram. 29.08.2020

paula.o.rego.442120 INICIANTE: Certeira crónica de Teresa Almeida, não falha em situar o problema trump, exactamente aonde respeita, a todos aqueles que nos revemos num modelo democrático e igualitário de sociedade - o problema não é dos EUA é de todas as democracias. Tudo o que divirja disto, é o manancial que oscila entre a ignorância e as más intenções 29.08.2020

paulo silva INICIANTE: Que tristeza de comentário da Teresa de Sousa (TS)! Sempre a mesma cartilha esquerdóide, Trump mau, Biden bom... Enfim..., uma tristeza. 29.08.2020

Fun.eduardoferreira.883473 EXPERIENTE: Valha-nos a a”alegria” da clarividência e aceitação da opinião contrária do @paulo silva 29.08.2020   paula.o.rego.442120 INICIANTE: A alucinação de ver a esquerda em todo o lado, onde sequer inexiste, aliada a boas doses de ignorância e total falta de sentido crítico são o repasto de eleição, para líderes como Trump, Bolsonaro e afins.

AAD INICIANTE: "o eleitor branco com pouca escolaridade" ou seja white trash, rednecks, aquilo que por cá apelidamos de labregos e que correspondem a parte apreciável dos nossos eleitores, sempre prontos para seguir mensagens similares. Tempos sombrios aproximam-se.     Fun.eduardoferreira.883473 EXPERIENTE: @AAD, eu não diria melhor! É esse o grande perigo intrínseco à democracia. Um abraço 29.08.2020

Sum Legend MODERADOR > @AAD Tudo o que é feito por humanos é imperfeito, mas concordo consigo quando refere que há muitas formas de analisar as coisas. Pensamos diferente uns dos outros e no que diz respeito aos votos a minha opinião é muito simples: todos têm direito ao voto por igual, desde que legalmente habilitados. Tanto o mais idoso que, apesar de lhe restar menos tempo entre nós, já contribuiu com muito e ajudou a construir o país, como o que faz agora 18 anos e que, na esmagadora maioria, pouco contribuiu para a sociedade e que não tem ainda experiência de vida suficiente para tomar decisões que acabarão por afectar também aqueles que pouco mais tempo ficarão entre nós. Vivemos em sociedade e, como referi, todos pensamos diferente. De resto, no meio de todas as imperfeições, prefiro a democracia. 29.08.2020

123 456.882731 EXPERIENTE: @Sum Legend, A grande maioria das pessoas tudo o que faz é "contribuir" para si mesmo. Os "contributos" para a "sociedade" são essencialmente o resultado daquilo que nós fazemos por nós mesmos, pelos nossos "entes-queridos" e são o resultado da nossas experiências, vivências e emoções enquanto indivíduos isolados. Posto isto, dizer que a maioria dos velhos "contribuiu" mais para os outros não é verdade. E seria ainda menos verdade insinuar que as "contribuições" da maioria dos velhos são melhores do que aquilo que os jovens têm para oferecer (a si mesmos e aos outros). Por outro lado é evidente que a geração pós segunda guerra autoconstituiu-se numa classe com toda uma série de regalias e poderes e influências que são negadas aos jovens. Os seniores têm desde logo acesso a um rendimento incondicional pago pelo estado, coisa que a restante população não tem. Isto só por si já faz uma diferença enorme. São também os seniores que dominam e ficam na ribalta da maioria dos partidos deste e de muitos outros países. São eles que constituem a maior parte dos parlamentos (nalguns países até criaram "senados" para terem ainda mais poder), são eles que estão no topo das magistraturas e são eles que mandam até no exército. Neste país só quem tem mais de 30 anos é que pode ser PR (não sei porquê), e quem tem menos de 18 anos não pode votar. Há coisa de um ano foram eles que impediram o abaixamento da "idade do voto" para protegerem os seus privilégios... "Contribuíram mais para a sociedade"? Contribuíram foi para eles próprios... 29.08.2020

José Patacola INICIANTE: Apenas uma correcção: quando faz referência ao "assassínio de mais um negro com sete balas disparadas à queima-roupa", pois bem, o tipo, Jacob Blake, não morreu.. ficará, muito provavelmente, paralisado. Segundo as últimas notícias está algemado (!!) à cama no hospital. 29.08.2020

comentador49.950982 INICIANTE Não adianta. A narrativa ganhou vida e agora comanda o narrador.

Rita_Laranjeira INICIANTE: Cronistas que emprenham pelos ouvidos nunca vão deixar que os factos se entreponham entre as suas crenças e a realidade.      123 456.882731 EXPERIENTE: O facto é, que na caixa de comentários do Público escrevem muitos trolls semi-profissionais ao serviço de movimentos fascistas.

Fun.eduardoferreira.883473 EXPERIENTE: Os “factos” senhora Rita são hoje em dia como o Natal, “Natal é quando um Homem quer” e no caso “Facto é aquilo que um Homem, Mulher ou Senhora Rita quiserem” e quanto maior for a mentira mais verdade se torna, não é Senhora Rita? Quem sabe sabe e a Senhora Rita na matéria sabe muuuuuuuito! Que orgulho e satisfação assistir à sua mestria no “malabarismo da verdade”, graças à Santa Comba Dão Milagreira, Ámen! 30.08.2020

 

MÉMOIRES

 

… D’une jeune fille rangéeEra daqueles livros que atravessaram a minha década dos trinta, e que de resto me acompanharam na vida, como outros livros da Simone de Beauvoir. Estilo enxuto e decidido, próprio de uma rebeldia conceituosa e um sentimento de justiça - pelo menos aparente - naquela geração letrada, que nos chegava de França, deslumbradora, na nossa pátria sempre marcada por uma pequenez sem horizontes.

Também hoje se fala de memórias: memórias recentes, memórias dos trambolhões a que vamos sujeitando este país cada vez mais pequeno, cada vez mais sem horizontes, onde apenas os temas políticos e económicos servem de referência, jornalística, é certo - e muita sorte temos por haver quem conteste, na desqualificação geral em que estamos mergulhados. Leiamos, pois, Alexandre Homem Cristo e o seu magnífico raciocínio argumentativo, leiamos os seus comentadores conhecedores dos meandros. A nossa alma não mais estará embevecida - a menos que releia esses mestres do engenho criativo – a nossa alma está, definitivamente parva. Não de admiração. Apenas sem esperança.

Memória e prestação de contas /premium

Dois meses depois do anúncio da Champions em Lisboa, eis o balanço: foi vendido um milagre que não existia, anunciada uma vitória que nunca aconteceu e prometidos benefícios que nunca chegaram.

ALEXANDRE HOMEM CRISTO

OBSERVADOR, 20 ago 2020

Lembra-se do que Primeiro-Ministro e Presidente da República lhe disseram há apenas dois meses, no fim de tarde de 17 de Junho? Eu recordo-lhe. Disseram que a realização da fase final da Champions League em Lisboa era “uma vitória antecipada de todos os portugueses”. Que os portugueses “demonstraram uma capacidade extraordinária de resistir e ultrapassar esta pandemia”, permitindo “diferenciar Portugal” e “controlar a pandemia”. Que a organização do evento havia reforçado o estatuto de Portugal no mundo, servindo de sinal de que, por cá, o combate à Covid-19 havia sido bem liderado. Que, “num momento em que todos os países disputam o regresso do turismo internacional”, ter sido “a marca Portugal aquela que vence e aquela que se vai afirmar em Agosto não tem preço”. Que “Portugal tem autoridade moral pela forma como conduzimos o combate à pandemia” e que, por isso, os portugueses merecem “o que vão ter em Agosto”.

Ora, Agosto chegou e a Champions já se joga em Lisboa. Mas a realidade encarregou-se de refutar todas as premissas e promessas que fizeram da realização do evento em Lisboa um acontecimento com “uma importância sem limites” – como, no anúncio de há dois meses, acrescentou o presidente da Câmara de Lisboa. O alegado milagre português no combate à Covid-19, que as autoridades públicas publicitaram amplamente, nunca passou de um logro, rapidamente desmentido pelos indicadores de contágio. A suposta autoridade moral dos portugueses no combate à pandemia soa hoje a anedota. A valorização internacional de Portugal simplesmente não aconteceu – e, de resto, para os milhões que seguem os jogos em estádios vazios pela televisão, só pode ser indiferente se as equipas estão em Lisboa ou em Moscovo. Por fim, a “marca Portugalno turismo não ficou favorecida com o evento, até porque o país mostrou-se incapaz, no plano diplomático, de escapar às listas vermelhas, tendo, assim, ficado de fora dos destinos marcados como seguros para os visitantes.

É certo que o mais memorável do anúncio da realização da fase final da Champions League foi a equiparação do evento a um prémio para os profissionais de saúde – o que, sob qualquer ponto de vista, só poderia ser recebido como um insulto para quem trabalha muito e recebe pouco. Mas, dois meses depois, o balanço mostra como os profissionais de saúde não foram os únicos a ser gozados. Todos os portugueses o foramporque lhes foi vendido um milagre que não existia, anunciada uma vitória que nunca aconteceu e prometidos benefícios que nunca chegaram. Como já então era previsível, e agora é indesmentível, o falhanço da estratégia foi total – com a eventual excepção de maior prestígio para a Federação Portuguesa de Futebol nos bastidores da UEFA.

A memória é importante. Sim, todos os dias somos inundados de informação e enquadrá-la devidamente no seu contexto é um exercício exigente. Mas a memória não serve somente para se ser o chato de serviço. Ela é condição imprescindível para a prestação de contaspara comparar as promessas com os resultados, para detectar anúncios repetidamente inconsequentes e para evitar que o esquecimento branqueie a incompetência. E, neste caso da Champions League, é politicamente relevante recordar como, num contexto excepcional e de emergência sanitária, as autoridades portuguesas aplicaram esforços num evento desportivo e glorificaram a escolha de Lisboa de uma forma insustentável perante os factos, com base em argumentos artificiais e benefícios improváveis – que obviamente não se verificaram.

Poderia ser só um episódio de inabilidade política? Poderia. Mas, quando se observam as actuais prioridades políticas, quando se constata o abandono dos lares, quando se verifica a falta de recursos para apoiar empresas, quando se olha para o afunilamento dos cuidados médicos, este episódio torna-se representativo de uma forma de fazer política. Aquela que explica o porquê de Portugal estar a ser sucessivamente ultrapassado pelos seus parceiros europeus: não se governa para o essencial na vida das pessoas, mas sim para as aparências. E enquanto a memória for escassa e a prestação de contas for frágil, assim continuará a ser.

LIGA DOS CAMPEÕES  FUTEBOL  DESPORTO  POLÍTICA  PANDEMIA  SAÚDE  GOVERNO

 

COMENTÁRIOS:

JS: Tristes os protagonistas, tristeza pelos teatros de ilusão que nos proporcionam. Tristes dos que apoiam estes Teatros , tristes os espectadores.    Maria Santos: O que mais me entristece é ter de ouvir as mentiras constantes desse grupo ditador, que nos desgoverna, e ler depois nos jornais, que 40% dos portugueses, mesmo assim, estão tão grudados que vão continuar a votar neles? Será possível ? Isto é sadismo do mais radical! Embora saibamos que estas percentagens só podem ser falsas !      J S: Foi em Portugal porque outros não aceitaram, ou alguém acredita que se a França ou Alemanha quisessem não seria lá a final? 

fritz maier: Com um ministro dos Negócios Estrangeiros boçal como o nosso, o que é que estávamos à espera?

Mas o que interessa ao PS é que toda a propaganda com que nos bombardeia diariamente atinja um eleitorado cada vez mais infantilizado. E para isso conta com o Marcelo e a grande maioria da CS que lá vai subsidiando.

J. Costa: O socialismo pela sua natureza vive da propaganda de valorizar o pormenor e esquecer o essencial. Toda a politica da esquerda é baseada na propaganda do que vão fazer (e não fazem) e de criticarem nos outros tudo o que fazem mesmo que bem feito. O socialismo controla a comunicação social e as instituições de forma a doutrinarem as "ovelhas". A verdade é que estão a conseguir transformar Portugal num pais sem futuro economicamente falando, que é o que pretendem de forma a que continuarmos pobres e dependentes dos subsídios que rendem votos. Com a geringonça brevemente temos garantido o último lugar da europa.

António Reis: É de uma tristeza lancinante continuar a verificar nos nossos media a incapacidade de integrarem verdadeiros jornalistas que têm a sua missão profissional de questionarem sempre que há razões para isso e não se acomodarem com narrativas já feias e ao sabor de vontades politicas. A grande maioria da classe jornalista não cumpre com o seu desígnio profissional. Que tristeza!!

António Sennfelt: Responsabilização e prestação de contas é terminologia que não consta no léxico do PS!

Verdade Mentira: O beneficio é menor do que o esperado? sim pode ser mas ao menos foi feito alguma coisa no sentido de o pais sair beneficiado. Diga-me o Sr. Alexandre Homem Cristo o que fez em benefício de Portugal?

Carlos Oliveira > Verdade Mentira: Beneficiado em quê? O país não é já suficientemente conhecido pelas melhores e pelas piores razões? Ainda um dia iremos saber quanto o evento nos custou e qual o saldo entre custos e benefícios?  Manuel Magalhães: Portugal é um país de pacóvios governado por pacóvios e malandros!!!      Antonio Mello: Costa, um vendedor de banha da cobra, que ainda convence/engana 1/3 dos portugueses que o acham o homem certo para gerir os novos fundos europeus para enfrentar os tempos Covídeos que temos pele frente, por trás e por todos os lados. Miséria.

Maradona Messi 2020: Portugal é um magnífico carrossel do faz de conta. Temos um governo que jamais assume culpa em qualquer tipo de catástrofe; um governador do BdP que diz que é sério, mas que vai certamente branquear algumas decisões que tomou enquanto ministro; clubes de futebol falidos, que têm milhões para gastar em reforços e há quem se sirva dos mesmos para escapar à justiça; e cancelam-se os grandes festivais, mas há espaço para o Avante. Melhor é impossível.       Manuel Ferreira > MaradonaMessi 2020: Já não se pode dizer branquear; é racismo, se bem como é branquear e não negrar pode ser que passe!

Luís Martins: Exercitar a memória, fazendo o balanço entre as promessas e a realidade, é simplesmente anedótico. O combate é outro, e passa pela responsabilização conjunta das tv´s e imprensa ao logro costista. Sem esse pequeno facto, não há memória que sobressalte uma única alminha!

Carlos Santos > Luís Martins: Não nos podemos esquecer que as 3 televisões tiveram até recentemente como directores de informação o irmão do primeiro-ministro, a prima do primeiro-ministro e um grande amigo do primeiro-ministro. As ajudas do estado à comunicação social teve como contrapartidas conhecidas o afastamento da Ana Leal e o André Ventura. Estas TVs estão vendidíssimas....

Luís Martins > Carlos Santos:  O que descreveu é o retrato da realidade; Portugal é uma ditadura informal em regime de monopólio.

Ana Ferreira: As contas fazem-se no fim mas já agora: 1º- Portugal, via TV, ganhou uma visibilidade global ímpar de país ordeiro, organizado e seguro; 2º- todas as comitivas estrangeiras, pessoas da mais alta relevância mediática, não pouparam em elogios à forma como foram tratados, passando assim uma imagem altamente positiva do país; e finalmente, não menos importante, desmascararam-se todos os ignorantes, os úteis e os outros, que anunciavam um desastre epidémico!      Carlos Santos > Ana Ferreira: Sim, foi por não haver Champions em Reguengos que aconteceu o holocausto que aconteceu. Se os jogos tivessem sido lá, o governo tinha resolvido logo tudo porque era a marca Portugal que estava e causa. Mas de qualquer maneira não se preocupe, se houver algum problema epidémico basta aos membros do governo não lerem os relatórios.

bento guerra > Ana Ferreira: No Estado Novo, um legionário militante não diria melhor.

Jorge Simoes > Ana Ferreira: Tem sido lido... ao estilo do triunfo dos porcos, somos todos iguais mas uns mais do que os outros. A pavonearem-se nos estádios a tirar fotos....

Sr Leão: E quando finalmente Portugal acordar e mandar essa gente para casa, será que os que virão a seguir vão conseguir governar? É bom não esquecer que uma das preocupações do Costa tem sido colocar os seus "boys" na liderança de toda a administração pública, de norte a sul do país - armadilhando desde logo o caminho da governação seguinte. Veja-se o exemplo do que tem acontecido no Brasil!

Marco Silva > Sr Leão: A mudança num país tão corrupto como Portugal, não será feita com apenas uma legislatura. Serão precisas várias, de preferência sem interrupções das políticas de mudança. E uma das razões para isto é precisamente o que apontou. A infecção e corrupção da administração pública e as influências trocadas em 46 anos, são o garante do regime e para o derrubar é preciso tempo. Tal como um exterminador de insectos, é necessário percorrer todos os cantos para erradicar a praga. Não é fácil, mas é aí que se vê a inteligência, os valores e princípios de um povo. Se ao mínimo de inconveniência, voltam a escolher a praga, então não têm salvação e são a verdadeira causa da prosperidade da praga. Honestamente, não acredito que o povo português seja capaz de o fazer. São demasiado corruptos, desonestos, incompetentes e medrosos para ambicionar algo melhor. No geral não têm espinha dorsal, não têm valores, nem princípios....a história recente e especificamente os últimos 25 anos são a prova disso. Em parte alguma do mundo, excepto em países subdesenvolvidos, o partido responsável pelo empobrecimento de todo o país bem como uma bancarrota há apenas 9 anos, seria eleito para governar novamente...

Amandio Teixeira-Pinto > Marco Silva: Apoiado. É inacreditável como a memória das gentes é curta. Os súcias sabem disso, e não me admiraria nada, perante as dificuldades que se avizinham, que provocassem eleições num prazo curto de tempo. Se ganharem, metendo se for preciso o BE no pacote, poderão governar como quiserem pois terão maioria (embora não gostem muito de o fazer debaixo de dificuldades), mas se perderem (e perante o estado imbecilizado das gentes, seria por pouco) quem se lixa é quem viria a ganhar, que teria de recuperar o país e aguentar a esquerdalha na oposição (que é onde eles gostam de estar quando não há dinheiro). Oxalá me engane e que o PS continue agarrado ao poder, ainda que de forma minoritária, pois vão ter de passar por elas e isso talvez (talvez, apenas) signifique o começo do fim dos socialistas, como já aconteceu em toda a Europa para lá dos Pirenéus. 

VICTORIA ARRENEGA: Não esqueça o TGV. Também está na calha para gastar as massas da União Europeia. Não vai servir para nada, podemos passar fome mas temos de pôr o TGV a andar. Viva a pelintrice! Isto para dizer que concordo completamente com a sua análise. Chamem-me sonhadora e tonta mas acho que as próximas eleições vão trazer surpresas a nível da abstenção. Vai ser bastante menor, estamos todos fartos de tanto disparate. Demonstra uma falta de cultura, de informação, de finanças e economia como poucos outros povos têm.... Mas como se costuma dizer, a esperança é sempre a última a morrer. E mesmo que todas as ovelhas votem nos mesmos que nos arruínam e garantem a bancarrota de X em X anos, eu não tenho de seguir o rebanho e tenho de seguir os meus valores e princípios.

Isabel Amorim > Marco Silva: Nem mais! É isto mesmo infelizmente...

bento guerra: Houve uns colegas seus que escreveram com o habitual provincianismo e seguidismo -bom para a "marca " Portugal imagens que vão correr o mundo, etc-Costa mandou colocar de prevenção umas dezenas de hotéis ( se calhar até pagou).Parece que os tugas vão poder ver a final na TVI-Eleven. Será que o salta-pocinhas vai entregar a taça?

Marco Silva: Chama-se propaganda que é o que a esquerda (na qual Marcelo se inclui) faz. Não é que outros não façam propaganda, mas a esquerda SÓ faz propaganda e no país dos 3 Fs, onde o F do Futebol é o mais importante, fazer propaganda à Champions garante a atenção de uma porção significativa da população. A mesma que nem conhece os programas dos partidos políticos, mas coloca a cruz nesses, na mesma. A mesma que se queixa dos impostos altíssimos e sempre a aumentar, criados / aumentados precisamente por aqueles em que votam sempre. Menos dinheiro no bolso, piores condições de vida, mais pobreza...mas hey...há Champions! Se tal propaganda tivesse sido feita antes das eleições de 2019, o PS tinha tido maioria absoluta esmagadora, tal não é a ignorância do povo português.            H Almeida: Lapidar!