terça-feira, 29 de agosto de 2023

Suga-minas


Quem dera que se fabricassem! Mas só em histórias de fadas ou de milagres isso seria possível, no seu carácter de imediatez…

Minas terrestres, o problema que está a atrasar a contraofensiva e a matar civis na Ucrânia. "Temos trabalho para os próximos 20 anos"

Na linha da frente, morrem sapadores todos os dias a desminar e a contraofensiva ucraniana atrasa-se. Na rectaguarda, as crianças são as mais afectadas. E o problema durará para lá da guerra.

CÁTIA BRUNO Texto

OBSERVADOR, 28 ago. 2023, 12:543

Índice

O “terrorismo de minas” que está a atrasar a contraofensiva

Ucrânia, o país mais minado do mundo. “Os dois lados usam minas, não vale a pena negar”

Uma só mina pode “aterrorizar toda uma aldeia”. Os efeitos na população civil

São precisos milhares de milhões e décadas para resolver o problema

“Perdemos um sapador por dia, seja ferido ou morto. É um trabalho perigoso.” Volodymyr, de 47 anos, é um dos soldados engenheiros do exército ucraniano, conhecidos como sapadores — aqueles que vão à frente para fazer o trabalho de desminagem antes de uma brigada poder avançar por um campo minado. No início do mês, Volodymyr estava a trabalhar na região de Zaporíjia, como parte do esforço da contraofensiva ucraniana, quando mostrou à agência Reuters como ele e os seus colegas estão em risco.

As forças armadas ucranianas não revelam quantos soldados morrem por dia por causa das minas terrestres, mas não há dúvidas de que serão muitos. A 13 de agosto, o ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov, deixava um apelo numa entrevista ao jornal The Guardian: pedia aos aliados internacionais que “expandissem e enviassem” treino para lidar com desminagem, porque os actuais seis mil sapadores de que o exército ucraniano dispõe não são suficientes.

O trabalho é duro. São mais de seis horas seguidas no terreno, com 12 quilos de material às costas, muitas vezes debaixo de fogo inimigo. Tudo por pouco mais de 400 euros de salário mensal, como relatou o El Mundo.

Sapadores militares procuram minas na região de Mykolaiv ANADOLU AGENCY VIA GETTY IMAGES

Chris Garrett é um britânico que tem estado a ajudar os soldados ucranianos nos esforços de desminagem na linha da frente, perto de Bakhmut e Soledar, desde o início da ofensiva de larga escala. Ao Observador, explica como é feito esse trabalho: “Quando a desminagem tem fins militares, estamos sempre limitados em termos de tempo. Por isso, o objectivo não é desminar todo o território, é apenas criar um corredor seguro por onde passar.”

Se na desminagem humanitária — o termo usado para trabalhos de desminagem feitos por civis, na rectaguarda — um trabalhador limpa cerca de 10 metros quadrados por dia, os militares são capazes de percorrer dois quilómetros apenas numa manhã.

Mas, para além dos constrangimentos de tempo, há mais dificuldades para os soldados ucranianos. Com experiência anterior em trabalhos de desminagem no Myanmar, Chris garante nunca ter visto uma situação como aquela que agora acontece em território ucraniano. “Eles não têm o melhor equipamento e estão sempre sob ameaça de fogo de artilharia ou de ataques de drones”, conta este britânico. “É fácil limpar um terreno de minas quando ninguém está a disparar contra ti. Caso contrário, chega a uma altura em que tens de tirar os olhos do chão. Deixas de ser um sapador e passas a ser um soldado.”

O “terrorismo de minas” que está a atrasar a contraofensiva

Chris conhece bem a situação na Ucrânia. Em 2014, partiu para o Donbass para ajudar o exército ucraniano no conflito contra os separatistas pró-russos. Rapidamente deixou o combate e passou a focar-se nos esforços de desminagem. Esteve ali até 2017. Cinco anos depois, quando começou a invasão de larga escala, regressou de imediato. E aquilo que encontrou desta vez é muito pior, assegura.

As minas terrestres são a principal causa para o atraso na contraofensiva ucraniana, garante Chris Garrett (DR)

De tal forma que este britânico — que traz nas costas uma enorme tatuagem com uma caveira e o aviso “Perigo: Minas” — diz nunca ter visto nada assim. As minas terrestres, garante, são a principal causa para o atraso na contraofensiva ucraniana neste momento. “Essa é a razão, a 100%”, assegura, a partir do Colorado (EUA), onde está agora para acompanhar a mãe do seu futuro filho, que vai nascer em breve. Os dois conheceram-se na Ucrânia, onde ela trabalhava como paramédica voluntária.

“Muitos dizem que a Ucrânia é neste momento o país mais minado do mundo e eu concordo com essa avaliação. Esta é uma estimativa, mas diria que há neste momento 6 a 8 milhões de minas por todo o território”, diz.

"[O terrorismo de minas é] ainda mais cruel do que os mísseis, porque não há nenhum sistema anti-minas que possa destruir parte da ameaça, como o nosso sistema de defesa anti-aérea.” Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia

Os relatos que chegam dos jornalistas perto da linha da frente corroboram a avaliação sobre o atraso da contraofensiva. “Até podemos avançar com dez brigadas, mas não serve de nada, porque a cada meio metro há uma mina”, relatou um comandante do 78.º regimento, na região de Zaporíjia, ao Financial Times. “Estão por todo o lado.”

Razão pela qual o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de estar a praticar uma forma de “terrorismo de minas”, “ainda mais cruel do que os mísseis, porque não há nenhum sistema anti-minas que possa destruir parte da ameaça, como o nosso sistema de defesa anti-aérea”. E, na passada quarta-feira, reconheceu mesmo que este é o principal motivo para o atraso da controfensiva: “É muito difícil para nós, porque o campo minado é muito denso”, disse, acrescentando que os russos colocaram “milhares” de minas.

Uma mina desativada na região de Donetsk por soldados ucranianos. O processo é mais difícil por acontecer enquanto as brigadas são atacadas por artilharia russa ANADOLU AGENCY VIA GETTY IMAGES

No terreno, a situação é cada vez mais precária. “A Ucrânia está a perder muitos engenheiros de combate na desminagem e não consegue substituí-los de forma suficientemente rápida. Já para não falar que é um trabalho incrivelmente stressante”, acrescenta Chris Garrett. “Normalmente numa guerra primeiro ataca-se com a força aérea e depois é mais fácil avançar a pé e desminar. Mas a Ucrânia não tem controlo sobre o espaço aéreo neste momento e por isso é difícil para eles avançarem a pé, quando estão debaixo de fogo.”

Ucrânia, o país mais minado do mundo. “Os dois lados usam minas, não vale a pena negar”

O recurso a minas terrestres na guerra da Ucrânia tem sido usado “em massa. É essa a avaliação que Jon Cunliffe, director para as operações em terreno ucraniano da ONG Mines Advisory Group (MAG), faz da situação ao longo dos últimos 18 meses. “Centenas de quilómetros no leste do país estão agora fortemente contaminados com uma série de dispositivos, afirma ao Observador este voluntário, que tem estado no terreno a ajudar nos esforços de desminagem humanitária.O Iraque é há muito considerado o país mais minado do mundo, mas neste momento é altamente provável que a contaminação na Ucrânia seja ainda pior.”

As autoridades ucranianas estimam que quase 180 mil quilómetros quadrados de território estejam actualmente minados, uma área equivalente a duas vezes o tamanho de Portugal continental. A organização Human Rights Watch (HRW) encontrou provas de presença de minas terrestres (tanto antipessoais como antitanques) em 11 das 27 regiões da Ucrânia e estima que a Rússia tenha usado pelo menos 13 tipos diferentes de minas antipessoais.

A distinção entre minas antipessoais (activadas quando são pisadas por uma pessoa) e antitanques (activadas com o peso de um veículo) é importante, por uma razão: as primeiras estão banidas pela Convenção de Otava, de 1997, e as segundas não. A Rússia, porém, não é signatária da Convenção — juntamente com países como a China e os Estados Unidos —, ao contrário da Ucrânia. E a HRW denunciou em junho que Kiev terá disparado minas antipessoais para território ocupado pela Rússia em pelo menos um local: Izyum, entretanto libertado pelas forças ucranianas. Pelo menos 11 civis terão ficado feridos ou morrido por terem pisado estas minas, garante a organização.

“Não há qualquer dúvida [de que ambos os lados usam minas]. Esta é uma guerra brutal, há muito pouco respeito pelos indivíduos, pelas questões do Direito e por aquilo que está certo ou errado.” Hansjörg Eberle, director da Fundação Suíça de Desminagem (FSD)

O governo de Zelensky garantiu que está a investigar a situação e reforçou o seu compromisso com a Convenção, mas os especialistas ouvidos pelo Observador não têm dúvidas de que ambos os lados estão a recorrer a este instrumento militar regularmente. Hansjörg Eberle, director da Fundação Suíça de Desminagem (FSD), é taxativo:Não há qualquer dúvida sobre isso”, afirma, em conversa com o Observador.

“Esta é uma guerra brutal, há muito pouco respeito pelos indivíduos, pelas questões do Direito e por aquilo que está certo ou errado”, acrescenta o perito, que destaca como a investigação sobre a origem das minas é dificultada pelo facto de ambos os exércitos usarem o mesmo material do tempo soviético.

O britânico Chris Garrett, que esteve na linha da frente, concorda. “Os dois lados usam minas terrestres, não vale a pena negarem”, diz. Mas aponta diferenças na forma como os dois exércitos recorrem a este instrumento letal: “A Ucrânia é a força mais fraca, tem menos soldados e equipamento, e recorre às minas de forma estratégica para travar a ofensiva russa. É um mal necessário.”

Chris Garrett a trabalhar na linha da frente, perto da Bakhmut

Garrett destaca também como as forças armadas ucranianas têm feito esforços para desminar imediatamente, assim que uma zona é reconquistada. Mas admite que o trabalho tem falhas: “Quando um território é disputado durante cinco ou seis meses, é difícil manter os mapas das minas actualizados. Há minas que já ninguém se lembra de ter colocado, há minas que foram colocadas por pessoas que entretanto morreram em combate… Há muitas variantes.”

Uma só mina pode “aterrorizar toda uma aldeia”. Os efeitos na população civil

Mas a longo prazo, os efeitos das minas nunca desaparecem. Quando a região de Izyum foi reconquistada pelo exército ucraniano, Lyudmila Ivanenka saiu de casa para celebrar. No regresso, pisou uma mina antipessoal. “O meu pé desapareceu. Era só um pedaço de carne pendurado no tornozelo”, contou dias depois ao Washington Post, já no hospital.

Segundo as autoridades ucranianas, desde a invasão de grande escala da Rússia que 185 civis morreram e 404 ficaram feridos por causa de minas terrestres. O Mines Advisory Group fala em 611 incidentes no total, proporcionalmente muitos mais do que os quase dois mil registados no Donbass durante o conflito de 2014-2022.

Um civil à espera de ser tratado num hospital, depois de o seu carro ter pisado uma mina, na região de Donetsk GETTY IMAGES

É por isso que, para além da desminagem militar na linha da frente, várias ONG estão na retaguarda a fazer desminagem humanitária. O processo é gerido pelas autoridades ucranianas, que dão acreditações a operadores no terreno. A FSD de Hansjörg Eberle é uma delas.

Cada vez que há uma suspeita de um incidente com um civil, a equipa de Eberle parte num Land Rover para o terreno para fazer entrevistas e cruzar informação. Depois, começa o lento processo de detecção de metal. “Temos de revirar toda a terra e trazer para a superfície cada moeda, fio de metal, fragmento de dispositivo”, ilustra o suíço. “Porque cada um deles pode ser potencialmente uma mina e é preciso verificar. É por isso que este é um processo dolorosamente lento, não há uma solução rápida.”

E as equipas no terreno não são suficientes para a dimensão do problema, acrescenta o especialista.Temos 20 equipas, devíamos ter 200. Com tão pouca capacidade, vamos demorar décadas.”

Entretanto, as minas vão deixando o seu rasto de destruição. Para além do chão, já foram encontradas minas nos cadáveres de soldados deixados para trás, em eletrodomésticos e até em brinquedos. Este último pormenor é simbólico de uma epidemia que tem tendência a ferir e matar sobretudo crianças.

“Cerca de 50% dos acidentes com civis são com crianças”, decreta Eberle, numa avaliação corroborada por Jon Cunliffe do MAG. “Porquê? Por causa da curiosidade delas. Vão para os bosques, usam um pau para mexer nalguma coisa, tentam fazer uma fogueira, vêm uma coisa a sair do chão e tocam-lhe… As crianças estão em risco e é por isso que damos formação para as alertar e diminuir o perigo.”

A organização de Cunliffe faz o mesmo, dando palestras em aldeias e nas escolas. “Mas, infelizmente, vemos repetidamente jovens a perder a vida, muitas vezes em resultado de conflitos que acabaram muitos anos antes de eles terem nascido”, aponta. E é esse o futuro que se antecipa para as crianças ucranianas, até para aquelas que ainda não nasceram. E que se agrava a cada dia, à medida que a guerra se prolonga.

O think tank eslovaco GLOBSEC acusa a Rússia de ter colocado minas “deliberadamente em terrenos agrícolas para os tornar impossíveis de rentabilizar economicamente”. Segundo o grupo, quase cinco milhões de hectares de terreno agrícola estão neste momento inutilizados devido à suspeita de presença de minas ou contaminação por dispositivos como rockets.

Para os adultos, os efeitos também se fazem sentir de outra forma, alerta Elbert: “Um só incidente com uma mina consegue aterrorizar toda uma aldeia. Se as pessoas acham que estão em perigo, toda a sua vida é afectada.Vários estudos apontam para a prevalência de stress pós-traumático, depressão e ansiedade nas comunidades afectadas pela presença de minas terrestres, criando um desafio adicional para o futuro de países com economias destruídas por conflitos.

Os efeitos económicos também existem logo durante o decorrer do conflito e a Ucrânia é um exemplo clássico disso. A prevalência de minas no território está a fazer com que os agricultores ucranianos deixem de plantar as culturas habituais. Segundo o governo, este ano haverá menos 45% de colheita do que em 2021, antes de o conflito de larga escala começar. As Nações Unidas estimam que 12% do território agrícola do país esteja minado, mas é impossível plantar quando não se tem a certeza dos locais.

O think tank eslovaco GLOBSEC acusa a Rússia de ter colocado minas “deliberadamente em terrenos agrícolas para os tornar impossíveis de rentabilizar economicamente”. Segundo o grupo, quase cinco milhões de hectares de terreno agrícola estão neste momento inutilizados devido à suspeita de presença de minas ou contaminação por dispositivos como rockets.

Durante o conflito no Donbass, alguns agricultores chamavam às minas “batatas”. “Está ali uma batata, não vás para ali”, relatava um deles a uma televisão ucraniana, como relembra o Washington Post. Agora, seis anos depois desse momento, há “batatas” por todo o lado, mas já ninguém arrisca cultivar.

São precisos milhares de milhões e décadas para resolver o problema

Perante o desastre provocado pelas minas terrestres na Ucrânia, o Ocidente tem-se mobilizado. A União Europeia alocou quase 40 milhões de euros para lidar com o problema, os Estados Unidos quase 100 milhões. Países como o Canadá, o Japão e o Reino Unido juntaram-se aos esforços. França e Alemanha deram as suas próprias contribuições para lá do financiamento comunitário.

Mas não é suficiente. O Banco Mundial estima que sejam necessários mais de 37 mil milhões de dólares para desminar toda a Ucrânia — em média, o custo por mina é de mil dólares.

Até na desminagem militar, para fins imediatos e mais contidos, a ajuda não tem sido suficiente, diz-se no terreno. A Ucrânia recebeu apenas 15% do material de desminagem que pediu aos parceiros ocidentais, garantiu um comandante ao Washington Post. E, como é equipamento grande e barulhento, é facilmente destruído por ataques de drones russos.

O Banco Mundial estima que sejam necessários mais de 37 mil milhões de dólares para desminar toda a Ucrânia — em média, o custo por mina é de mil dólares.

“Desde que a contraofensiva começou que os parceiros ocidentais perceberam que havia uma grande necessidade de treino e equipamento para desminagem”, reconhece Chris Garrett, que diz ter sentido a diferença no terreno. “Mas não é suficiente. Perde-se muito equipamento em ataques de artilharia ou de drones. Um drone de 200 dólares é suficiente para destruir equipamento caro e que não pode ser substituído rapidamente.”

Na rectaguarda, a desminagem humanitária enfrenta outros desafios. “Há muito dinheiro a ser investido, não é como se não se estivesse a fazer nada”, aponta Hansjörg Eberle. “Mas não é só uma questão de dinheiro, é uma questão de escala. Quando recebemos fundos, não ficamos logo operacionais três dias depois. É preciso encontrar as pessoas, treiná-las e quando elas começam não têm a rapidez de alguém que faz isto há anos.”

“Mesmo se a guerra acabasse hoje, temos trabalho para os próximos 20 anos ou mais. A escala do problema é enorme.” Hansjörg Eberle, director da Fundação Suíça de Desminagem (FSD)

É por isso que os especialistas contactados pelo Observador não têm dúvidas: o problema veio para ficar e continuará à espera de ser resolvido durante as próximas décadas. “Está a aumentar a cada dia, porque a cada dia há mais a serem colocadas e, a certa altura, vão ter de ser retiradas”, aponta o diretor da FSD.

“Mesmo se a guerra acabasse hoje, temos trabalho para os próximos 20 anos ou mais. A escala do problema é enorme.”

O processo de desminagem humanitária é mais lento, mas mais minucioso. Na foto, serviços de urgência ucranianos fazem desminagem na zona de Kharkiv ANADOLU AGENCY VIA GETTY IMAGES

Chris Garrett, que agora acompanha os esforços de desminagem à distância e tenta reunir apoios através de uma ONG, é ainda mais dramático. “Eu sei que muitos dizem 20 ou 30 anos, mas eu acho que serão mais uns 100”, afirma, com um suspiro.

“Basta olharmos para o que aconteceu com outros países. Hoje ainda há desminagem a acontecer no Camboja e no Kosovo. E esses conflitos acabaram há anos.”

GUERRA NA UCRÂNIA    UCRÂNIA    EUROPA    MUNDO    RÚSSIA

COMENTÁRIOS:

Fernando Fernandes: Se dúvidas houvesse, a Rússia é um estado terrorista e criminoso, defendido em Portugal pelos kamaradas da festa do avante                Paula Barbosa: Se fosse na Rússia , os prisioneiros de guerra iriam caminhar à frente das tropas, para desminar os campos. O PCP apoiaria a medida, pois são todos fascistas e nazis....                   Miguel Ramos > Paula Barbosa: Infelizmente, dos líderes russos não se esperaria outra coisa ou pior.

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Après la pluie le beau temps


Após os extremismos insensatos, de presunção de uma justiça apressada, como urgente e exibicionista, a moderação virá, talvez, assente numa racionalidade de menor toleima. Mas outros comentadores, da excelente reflexão de Vicente Ferreira da Silva, não pensam assim, mais sabedores e sem falsos lirismos.

I have a dream – O sonho desfeito

Já não se trata de cumprir o sonho. 60 anos depois, os actuais activistas desfizeram o sonho de Martin Luther King, Jr.

VICENTE FERREIRA DA SILVA Investigador do Centro de Investigação em Ciência Política da Universidade do Minho, fundador da Iniciativa Liberal

OBSERVADOR, 28 ago. 2023, 00:206

Qualquer homem, independentemente da sua raça, da sua etnia e da sua nacionalidade, pode ser preconceituoso. O preconceito é uma forma de discriminação, manifestável através de pensamentos e de acções. Ora, o preconceito e a discriminação não são circunstâncias novas ou recentes. Existem desde que há diversidade biológica, contexto humano e organização social. O racismo é um preconceito.

Não deve surpreender ninguém que a definição de racismo tenha evoluído de forma a acompanhar o desenvolvimento e a complexidade da sociedade. De todas as diferentes formulações, saliento a de Kovel, Dovidio e Gaertner, que definiram o racismo aversivo como os comportamentos raciais dum grupo étnico ou racial, que racionalizam através de estereótipos a sua aversão face a um outro grupo. Este tipo de pessoas, que julgam advogar crenças igualitárias, negam a sua postura racial, mesmo perante a evidência da discriminação que promovem para com outros.

Dito isto, é importante ter em mente que tanto a ignorância como a manipulação alimentam o racismo. E estas características são importantes para classificar movimentos como o Black Lives Matter (BLM) e o pseudo-activismo da Cancel Culture e do movimento Woke. Estes exemplos são a negação das ideias e dos ideais de Nelson Mandela e de Martin Luther King, Jr.

Hoje, já não se trata de cumprir o sonho. 60 anos depois, os actuais activistas, ditos defensores dos direito civis, desfizeram o sonho de Martin Luther King, Jr. e a postura de Mandela ao repudiar os seus exemplos. Depois de ter passado 27 anos na cadeia, Mandela foi libertado. Saiu das grades com o perdão no coração e foi capaz de unificar o seu país. Martin Luther King, Jr., defendeu os direitos civis e políticos através da não-violência e da desobediência civil (inspirado pelo activismo não-violento de Mahatma Gandhi).

Sobre a não-violência, em 1958, Martin Luther King, Jr., afirmou que “só através de uma abordagem não violenta os medos da comunidade branca podem ser mitigados. Uma minoria branca cheia de culpa vive com medo de que, se o negro algum dia alcançasse o poder, agiria sem restrições ou piedade para vingar as injustiças e a brutalidade dos anos. É algo como um pai que maltrata continuamente o filho. Um dia aquele pai levanta a mão para bater no filho, apenas para descobrir que o filho já está tão alto quanto ele. Subitamente, o pai fica com medo de que o filho use seu novo poder físico para retribuir todos os golpes do passado.”

Em 1964, discursando perante a audiência que o ouvia na Universidade de Oslo, Martin Luther King, Jr., expressou que “a violência como forma de alcançar a justiça racial é impraticável e imoral. É impraticável porque é uma espiral descendente que termina na destruição para todos. A velha lei do olho por olho deixa todos cegos. É imoral porque procura humilhar o oponente em vez de conquistar a sua compreensão; procura aniquilar em vez de converter. A violência é imoral porque prospera com base no ódio e não no amor. Destrói a comunidade e torna a fraternidade impossível. Deixa a sociedade em monólogo em vez de diálogo. A violência termina por se destruir. Cria amargura nos sobreviventes e brutalidade nos destruidores.”

No meio destes dois episódios, a 28 de Agosto de 1963, precisamente há 60 anos, Martin Luther King, Jr., proferiu o discurso “I have a dream” onde disse sonhar com um mundo onde os “meus quatro pequenos filhos viverão um dia numa nação onde não serão julgados pela cor da sua pele, mas pela qualidade do seu carácter”.

Mamadou Ba e os BLM são um insulto à memória de Martin Luther King, Jr. (e de Nelson Mandela). Ao serem apologistas do fim da violência contra negros, e apenas contra os negros, são sectários. Consideram-se inspirados pelo Movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, mas não só renegam a não-violência como, ao permanecerem em silêncio, defendem abertamente o discurso do ódio e a promoção da violência pela destruição e pilhagens. Para mim, inspiram-se muito mais nos Black Panthers, que tinham como fonte de inspiração Frantz Fanon – um dos heróis de Mamadou Ba – um homem que só tinha ódio no coração e que defendia a violência como única solução.

Os marxistas jamais abdicarão da violência. 60 anos depois, o sonho foi desfeito.

RACISMO   DISCRIMINAÇÃO    SOCIEDADE    HISTÓRIA    CULTURA

COMENTÁRIOS

Belo: Muito bem!                    hugo Carreira: O sonho não foi nada desfeito, existem é mais uns idiotas racistas com que tem de se lidar (em Portugal trata-se de Mamadous e Bloco de Esquerda em geral).             António Coutinho: O interessante é que Marx era anti semita e racista para com os negros                Meio Vazio >António Coutinho: Marx era judeu. Reveja essas etiquetas.                 Nms: Excelente artigo!       observador censurado: Enquanto as associações "anti" racismo receberem dinheiro dos contribuintes por um suposto combate ao racismo nunca irão ter interesse em que o racismo acabe.                       Meio Vazio > observador censurado: Exactamente como acontece com os "salvadores de planetas" - mortinhos por que o nosso não "se salve".

Mais um caso


Trazido  à luz por HELENA MATOS, daqueles que a CS, orquestrada por uma governação de mentirinha, deixa escapar facilmente, quer se trate de incendiários, de nomes jamais revelados, (ao contrário de políticos salientes, que, talvez por ódio e inveja dos aspirantes à riqueza, frustrados contra os ricaços que se salientam pela forma de as “arrecadarem” e esconderem), quer se trate destes do tipo que HM refere, suficientemente explícitos de hediondez, e narrados da forma brilhante de argúcia crítica, nela habitual – mas que não deixou de merecer condenações pouco educadas de comentadores – ( que, aliás, omiti - no espanto de essas só serem possíveis por se sentirem visados os seus comentadores, da casta política descrita por HM.

Os juízes deviam falar com os bispos. E quanto mais depressa melhor

Em França a violação e empalamento de uma mulher por um agressor já conhecido das autoridades mas que se mantinha em liberdade coloca a questão: poderão um dia os juízes vir a ser acusados de inacção?

HELENA MATOS Colunista do Observador

OBSERVADOR, 27 ago. 2023, 00:2299

Os factos chegaram em meados de Agosto com um título estranho que se repetia em boa parte da imprensa francesa: “Violação bárbara em Cherbourg”. A reacção imediata era óbvia: será que existe alguma violação que não seja bárbara? Porquê esta classificação como “violação bárbara“? Mas quando se cruzavam as diferentes notícias rapidamente se percebia que não havia outra forma de descrever o sucedido naquela cidade francesa: a 4 de Agosto, uma jovem de 29 anos, Megane, que se preparava para sair para o trabalho viu a entrada da sua casa em Cherbourg-En-Cotentin forçada por um homem que a agrediu e violou. Na violação foi usado um cabo de vassoura com 75 cm. Os técnicos de saúde que foram chamados ao local, e que será escusado dizer que estão habituados a lidar com situações graves, ficaram chocados. A mulher apresentava perfurações do colon, intestinos, diafragma, pulmões… fracturas várias e risco de septicemia. O coma foi induzido e tanto quanto se sabe ainda se mantém.

O acontecido à jovem Megane tornou-se notícia. Cinco dias depois sabe-se que a polícia fizera já uma detenção. O detido chama-se Oumar. Tem 18 anos. Confessa os factos sem qualquer sinal de remorso ou empatia para com a vítima.

Mas os factos chocantes que marcam todo este caso ainda não tinham terminado: rapidamente se fica a saber que Oumar era “desfavoravelmente conhecido” pela polícia. Aliás foi exactamente por causa desse conhecimento que Oumar foi tão prontamente detido: as impressões digitais que deixou no local permitiram identificá-lo pois constavam da base de dados da polícia que contabilizava antes desta agressão à jovem Mégane já 17 referências a Oumar.

Oumar não só ameaçava os vizinhos, roubava, agredia quem lhe fazia frente (e note-se que ele é muito corpulento) e defecava nas escadas, como batia constantemente na mãe. Esta já chamara a polícia várias vezes mas tudo acabava em nada porque os factos, segundo as autoridades, não seriam suficientemente graves. O dia-a-dia da casa onde Oumar vivia com a mãe repartia-se, segundos os vizinhos, em dois turnos, ambos marcados pela violência: enquanto a mãe estava em casa ouviam-se os seus gritos de dor, quando ela saía ouviam-se os gritos dos rapazes do grupo de Oumar que ali se juntavam a ele para fumar haxixe.

Oumar já fora referenciado também por duas agressões sexuais. Uma foi arquivada por não estar suficientemente caracterizada, a outra em que a vítima fora a sua irmã ainda estava em investigação, investigação essa de que por sinal fazia parte um conjunto de perícias a que Oumar faltara. Nada disto foi suficiente para que houvesse uma intervenção por parte da justiça.

Note-se que em nada este percurso de Oumar se distingue doutros casos daquilo que agora em França se designa como incivilidades. Enquanto as incivilidades se multiplicam todos os protagonistas cumprem os procedimentos. Todos agem como deve ser na observância estrita do que está estabelecido. Todos parecem afectados por uma paralisia ditada pela observância dos procedimentos.

Não deixa de ser paradoxal que, ao mesmo tempo que exigimos justiça e condenamos dirigentes da Igreja Católica por não terem feito mais, há várias décadas, para travar as agressões sexuais dentro da Igreja, assistimos agora mesmo a casos como o de Megane (e também da mãe e da irmã de Oumar) como se nada se pudesse fazer para os evitar. Sim, é bem mais fácil indignarmo-nos com o acontecido nos anos 50 ou 90 do século passado do que olhar para aquilo que está a acontecer agora. E também é bem mais fácil exigirmos responsabilidades a uma instituição como é a Igreja do que a nós mesmos e àqueles que elegemos, como sucede com a justiça e a educação.

Para mais as nossas indignações só são possíveis se elas forem focadas em alvos que não nos causem problemas. Veja-se o caso de Oumar. É filho de um senegalês, logo há que ter em conta que existe o sério risco de se acabar a ser acusado de racismo. A este risco, que não é nada insignificante e que pode destruir a vida ou pelo menos a carreira profissional de alguém (a propósito lembram-se do  actor Laurence Fox? E porque será que cada vez o vemos menos como actor?), junta-se o argumentário do estar-se a fazer o jogo da extrema-direita. É cada vez mais vasta a lista dos assuntos e factos que não se podem discutir porque logo surgem os agitadores do espantalho do crescimento da extrema-direita. Como é mais que óbvio a extrema-direita cresce ainda mais ao deixar-se-lhe o monopólio de assuntos que tocam directamente na vida das pessoas.

Assim, à gravidade dos actos praticados por Oumar junta-se essa auto-censura que leva a que sua história e os seus crimes quase não suscitem notícias fora de França. O que implica que façamos de conta que Megane nunca existiu.

CRIMES SEXUAIS     CRIME    SOCIEDADE   POLITICAMENTE CORRETO

COMENTÁRIOS (de 99):

klaus muller: E vai na volta esta escória do Oumar ainda tem direito a um subsídio qualquer e, se fosse em Portugal, apenas teria de se apresentar semanalmente na Polícia até ser julgado daqui a vários anos, levando com uma pena suspensa e obrigação de pagar uma indemnização à vítima, algo que nunca lhe passaria pela cabeça cumprir, além de gozar com os amigos acerca de como a justiça dos brancos é mesmo estúpida.Enfim, é o que temos...                   José Vaz: Vivo em Paris há 10 anos e infelizmente a situação em França está a ficar fora de controle a cada dia que passa, esse caso de violação que fala chocou me imenso pela barbárie, mesmo o pessoal de enfermagem e médico habituado a ver tudo pediu uma célula psicológica para os apoiar. Todos os dias há vários casos de violação e adivinhem de que parte do mundo vêm os violadores? Pois acertaram: do Magrebe e países árabes. Em paris as mulheres à noite só já saem em grupo e já há uma aplicação tipo uber mas só com mulheres a conduzir, pois sabem que, em 90% dos casos, conduz ubers que já houve imensos casos de tentativas de violação e rapto. Há umas semanas um argelino atirou com uma mulher de 50 para a linha do metro e esta morreu. O mesmo argelino tinha um saco com facas e confessou que era para matar crianças e velhos pois são fáceis de matar. 2 magrebinos de 18 e 21 anos torturaram violaram e mataram uma mulher de 82 anos e despejaram lhe na boca ainda viva remédio pra matar moscas. Há uma semana exactamente uma gardienne de immeuble portuguesa de 52 anos tinha a janela um pouco aberta para o gato sair e entrar e entrou um jovem magrebino e violou a e a seguir mandou a tomar banho, apanharam no facilmente devido às câmaras de segurança. Em Marselha morre uma pessoa a tiro de metralhadora ou arma de fogo a cada 48h devido a guerras pelo controlo do tráfico de droga, esta semana uma vítima colateral foi uma criança de 10 anos que ia com o tio no carro. E podia passar aqui dias e dias a descrever os horrores que se passa aqui com este tipo de emigração que é exactamente o mesmo que se irá passar em Portugal daqui a pouco tempo pois por uma vez na vida podíamos aproveitar o nosso atraso em relação aos outros países da Europa para ver o que dá esse tipo de emigração e abrimos as portas totalmente. Os países do norte da Europa já acordaram mas para a França, Bélgica e Holanda já é tarde.                 Simplesmente Maria: Que mal se deve sentir Helena Matos num meio profissional que omite noticias como esta, Que a voz não lhe doa! Obrigada!.                  Vitor Batista: A Portugal chegam "Oumares"constantemente todos os dias, temos muito lixo por cá, e agora levamos com o lixo dos outros, e não tarda nada estarão nas forças armadas.                    João Ramos: O “politicamente correcto” está a destruir a nossa civilização, a nossa dignidade e além de ser uma teoria completamente hipócrita e cobarde, só tem servido para agravar situações!!!

Paulo Almeida

 

8 h

Excelente peça, muito boa Helena. As notícias do estrangeiro estão minadas politicamente. Acordos com o Lula para a agência Lusa ser uma extensão da sua propaganda. Indignação se alguma pessoa em qualquer lado do mundo dissesse um comentário que possa ser interpretado como racista. Ausência total se um caso destes é perpetrado por uma raça que não seja branca. Se as cores dos intervenientes estivessem invertidas, teríamos semanas de manifestações. O anti-racismo e o femininismo têm na sua génese um aproveitamento político. Este caso teria que ser amplamente condenado por todas as feministas, activistas de direitos civis. Durante semanas. Onde estarão essas pessoas? Essas é que são as racistas, porque aconteceu longe ou não lhes dão jeito as características dos intervenientes. O racismo sempre esteve onde se quer vê-lo. E neste caso o Estado francês falhou redondamente e deveria ser condenado veementemente.                   Alfaiate Tuga: O problema não são os juizes, o problema é o povinho que é manso ou estupido ou as duas coisas em simultâneo. Por cá temos processos em tribunal durante anos e anos sem qualquer condenação, isto porque temos uma justiça que oferece aos acusados várias expedientes para irem atrasado e em alguns casos mesmo anulando os processos com base em formalismos. Por outro lado temos juizes a ganhar 5000€ por mês a quem ninguém pede responsabilidades. A justiça existe para servir o povo, se a justiça que temos não serve o povo deve ser mudada. Como? O poder legislativo está na assembleia da república que por sua vez é eleita pelo povo, e é de lá que emanam as leis pelas quais os juizes se regem e que os arguidos utilizam para fugir à justiça. Não consigo perceber como não há em Portugal manifestações de indignação com o que se está a passar com o processo marquês, ou se quiserem 44, temos alguém que faliu um país, alegadamente em proveito próprio e dos amigos, colocou-nos a troica cá dentro e passados estes anos todos continua a passear por aí e a viver às custa do saque.

Ora digam lá se o povinho não é manso ou estupido. Agora a imigração, estamos a encher o país de gente sem qualificações, com culturas muito diferentes da nossa, que jamais se vai integrar ou ser integrado, isto é uma bomba relógio que parece que também ninguém quer ver. Esta gente vem para Portugal ganhar salários de miséria, para fazer o que os portugueses se recusaram a fazer pelo preço que eles fazem, claro que com o que conseguem ganhar vivem miseravelmente, se tiverem filhos, os filhos também vão viver miseravelmente, então começa o sentimento de exclusão e depois vem a criminalidade, foi e é assim em França, será assim em Portugal. Já temos hoje problemas com os monhés como eu lhes chamo, não podem ver as pernas de uma mulher que até se começam a babar, metem-me nojo, recuso-me a entrar num estabelecimento onde tenha gente desta a trabalhar, sim também não uso estafetas nem TVDE, É preciso fechar a porta à imigração já e não sei se ainda vamos a tempo .            Fernando SILVA: Colocar no mesmo plano o beijo "roubado" do Rubiales, uma insignificância, e a verdadeira violência sexual, como a deste caso de violação bárbara em França, é um exemplo do relativismo moral "politicamente correcto" que faz com que cada vez mais criminosos andem por ai impunes e à solta                    Maria Tubucci: Os políticos são os responsáveis pela incivilidade vigente, HM. São os políticos que fazem as leis, os juizes apenas as aplicam, daí a ultra-falsidade de “à justiça o que é da justiça”. As leis são más porque os políticos são maus, se querem leis melhores têm de se ter melhores políticos.               Dinis Silva: Que crime hediondo. Obrigado, não tinha lido sobre ele em nenhum outro jornal                  jorge espinha: Pior que o exemplo de Oumar e do que vai acontecendo com Lawrence Fox foi o que aconteceu (e se calhar continua a acontecer noutras paragens) com as raparigas de Rotterdam. Milhares de raparigas foram violadas durante anos por gangues maioritariamente compostas por cidadãos ingleses de origem paquistanesa. O problema é que as miúdas eram maioritariamente brancas e “working class”. Ou seja lixo branco. O que autoriza as pessoas bem pensantes de esquerda de as desprezar e no RU as pessoas bem pensantes de direita estiveram-se sempre a marimbar por elas. Assistentes sociais (a corja moderna do serviço público), polícia, autarcas , acharam bem proteger as suas preciosas reputações, houve mesmo um caso duma miúda que foi devolvida pela polícia aos seus abusadores. Ainda não chegámos a isto cá em Portugal, até porque o PCP que está errado sobre tudo ainda gosta dos pobres, sejam brancos ou pretos.                 pedro dragone: Pena de Talião para que os Oumars desta vida pensem duas vezes antes de se atreverem. Ou o Estado mariolas Francês assume as suas responsabilidades ou mais cedo que tarde os Franceses começam a pegar em caçadeiras e carabinas para dar caça a esta escória. Não vivo em França, mas estes exemplos de "estado falhado" facilmente se propagam a outros paises Europeus.                 Pedro Caetano: A CS está num estado deplorável. Abertura de telejornais com mais de 20 minutos a falar de um beijo (Não estou a desculpar ninguém)! Não se pode dar estas notícias? Não se passa nada de grave no nosso país que mereça uma notícia?

Completamente vergonhoso! Se é para dar notícias de fora, falem também do rapaz que chegou a nº1 nos Estados Unidos com uma música que diz muito da actual América!              Isabel Amorim: Será preciso que estes Oumares da vida, violem as filhas e netas dos politiqueiros de serviço para que eles próprios sintam na pele. Só gente mentecapta ou que é untada com dinheiro esconde esta realidade             João Floriano > Fernando SILVA: Estou totalmente de acordo com o seu comentário. Há um aproveitamento político do beijo de Rubiales. Há uns anos atrás, Espanha em peso levantou-se e bem contra «La Manada». Não há comparação possível entre um beijo dado num momento de euforia, e a crueldade do bando que em Pamplona estuprou a garota de 16 anos. Uma questão de medida e bom senso.                     João Floriano: Não consigo perceber a associação dos juízes com os bispos. Oumar é mau. muito mau mesmo. e se já é assim aos 18 anos, imagine-se aos 30. Oumar é o exemplo acabado de que  a sociedade que temos não funciona. Não consegue identificar casos como o deste criminoso, deixa-o em paz para aumentar a gravidade dos seus crimes, (já era um velho conhecido da polícia) para atormentar a vizinhança, a família indefesa perante Oumar e os seus amigos, porque sabemos que devia ter um  gang de seguidores, tão loucos e prontos para  a maldade como ele, falha no chamado ditado popular: Hospital roubado, trancas à porta e falhará certamente quando se levantar o coro de vozes dos idiotas úteis do costume desculpando o crime hediondo de Oumar, nas suas palavras um jovem desfavorecido, excluído socialmente, vítima de racismo, de xenofobia e em última análise uma das vítimas da NATO e do imperialismo americano. Mas olhemos também para o que temos cá dentro e teremos outros casos chocantes como o assassinato da menina Jessica. Não consigo imaginar nada mais sórdido, mais horrível. Mas quando alguém propõe a revisão do nosso sistema de penas, nitidamente brando no caso de crimes hediondos que merecem um tratamento diferente, cá como lá temos o coro dos politicamente correctos, dos idiotas úteis. Uma sociedade falhada em que o criminoso recebe mais atenção do que as vítimas.               José Carvalho: Ao tomar conhecimento do caso fiquei profundamente chocado, e a interrogar-me porquê a sociedade ocidental destruiu os instrumentos de que dispunha para punir criminosos. Porque as sanções agora aplicadas pela justiça são meios para recuperar delinquentes, não são para fazer justiça. E no caso vertente, os juízes não podem sentenciar nem para punir, nem para recuperar.               Rui Lima: A Helena fala num caso com 17 referências na polícia mas podiam ter 120 crimes acontece e estão em liberdade, são as centenas os criminosos que cometem crimes que os juízes mandam em liberdade, cometem dezenas e dezenas de crimes e continuam cá fora, em Portugal, basta ver o que se passa com os incendiários. No mundo só há uma classe que não é responsabilizados pelos erros: são os juizes ,mesmo os políticos e dirigentes de futebol já o são. Ver em Espanha, pelo beijo perde o seu lugar . O maior problema na Europa são os seus juízes. Há países de que, pelo sindicatos, sabemos a sua, para a esquerda o criminoso é apenas uma vítima da sociedade ………..                  Maria Nunes: Muitos dias antes de a CS em Portugal dar notícias sobre esta tragédia em França, já os jornais espanhóis falavam dela. O Estado Francês devia ser severamente responsabilizado por deixar à solta um psicopata e não ter tomado medidas a tempo. Não sei qual vai ser o futuro, mas não auguro nada de bom para a sociedade francesa………………