quinta-feira, 17 de setembro de 2026

CONTINUAÇÂO

 

 

Do Texto anterior:  

de  JOSÉ MANUEL FERNANDES: “O que a Alemanha e a Suécia nos dizem sobre o “não é não”

in “COMENTÁRIOS

Fernando ce

Nem mais. O centro, direita e a esquerda moderadas, acham que sabem o que o povo quer e não o ouvem. Até os comentadores da imprensa escrita e TV, são quase todos de esquerda.  O Expresso virou à esquerda com esta última direcção, acabando por reduzir o número de leitores. Só assim percebo o contacto telefónico insistente que me fazem para voltar a assinar o referido semanário. Leitor assíduo durante dezenas de anos, deixei de o ler.

Como referiu JMF esses defensores da pureza democrática deviam “começar por ter respeito pelos eleitores e pelas suas inquietações. Quando em vez disso se prefere erguer dedos acusatórios, o feitiço acaba por virar-se contra os feiticeiros (que são muitos, infelizmente).”

Note-se que na Suécia hoje é consensual o endurecimento da política migratória, introduzida pela direita radical.

Jorge Espinha

A Alemanha tem mais de 80 milhões de habitantes. Se na Alemanha um milhão de entradas de chofre causaram problemas sociais e nas capacidades de resposta dos serviços públicos,  1 milhão de entradas em Portugal é refresco? Parece que é!

Filipe Batista

O novo jogo dos partidos de esquerda é acelerar a substituição demográfica para obter os votos que está a perder junto dos europeus nativos.

Se a substituição demográfica não parar, podemos dizer adeus a Portugal. Mesmo que Portugal continue a chamar-se  Portugal, não será mais Portugal.

Joao Cadete

Cheganos são uma criação do PS, é bem verdade, mas é pior... Cheganos são agora mais xuxas que os xuxas... é ver as suas propostas.

João Floriano >Jorge Espinha

Refresco de cicuta, certamente.

Observador  > Joao Cadete

João Cadete, tem toda a razão. Os cheganos estão, em muitas matérias, mais socialistas do que os próprios socialistas. Não é à toa que lhe roubam eleitorado.

É a lógica populista: agradar a todos, prometendo dinheiro a todos, e logo se vê quem paga.

O Chega viveu muito à boleia da imigração, mas, quando olhamos para algumas propostas económicas, encontramos coisas que até o PCP dificilmente defenderia, como equiparar a pensão mínima ao salário mínimo e, ao mesmo tempo, baixar a idade da reforma.

Prometer é fácil. Fazer as contas é que estraga o populismo.

Ana Luis da Silva

Já vem tarde a reflexão de JMF.

O “não é não” deixou de ser problema a partir do momento em que o CHEGA já ultrapassou o PSD nas intenções de voto.

Se o CHEGA ganhar, ou melhor, quando o CHEGA ganhar, qual vai ser mesmo a resposta do PSD a colaborar com o partido mais votado? Se não o fizer, o CHEGA dará uma razia nos poleiros dos sociais-democratas, se o fizer, será engolido por um partido que se comprometeu a colocar o país à frente dos interesses partidários…

Em que ficamos, caros laranjinhas?

Observador

As cercas sanitárias aos partidos populistas de extrema-direita não parecem estar a resultar. E não há nada como ter responsabilidades governativas para sofrer o desgaste da governação, é assim em todo o lado. Falar é fácil, resolver é outra coisa.

A direita portuguesa fez bem em não cair nessa lógica. O “não é não” de Montenegro nunca significou uma cerca sanitária como algumas mentes mais limitadas podem pensar, significava não haver Chega no Governo nem coligação governativa com o partido. Outra coisa é negociar, votar em conjunto ou chegar a entendimentos parlamentares quando existe convergência. Aliás, isso já aconteceu várias vezes.

Relembro, que foi a própria direita, contra a vontade da esquerda, que considerou, e bem, que o Chega tinha todo o direito a estar representado nos órgãos da Assembleia da República.

Portanto, convém não confundir, uma coisa é excluir o Chega do Governo, outra é fingir que os seus deputados não existem. Quando forem úteis, negoceia-se. Quando não forem, cada um segue o seu caminho. O resto é a democracia a funcionar.

Paulo Almeida

A Alemanha está num buraco. A Afd ganhou também porque o país está desfigurado.

Mais de 20% de imigrantes

Mais de 8% da população toda são muçulmanos.

Mas sobretudo, em 2015 cerca de 80% da população tinha Pais alemães. 10 anos depois já é cerca de 68%.

E como os muçulmanos têm tipicamente muitos filhos e todos eles seguem a religião dos Pais (que remédio), não é preciso nenhum génio matemático para perceber o que será a Alemanha daqui a uns anos.

Na recente eleição, as pessoas saíram em força de casa para dizer basta a este rumo. Podem ser pobres nesse Estado, mas sabem se calhar melhor que os ricos da Baviera avaliar a sociedade e para onde vai.

E sabem o que querem. Sabem que não têm opção de mudar de casa ou país facilmente. Lutam por uma identidade.

E se cá não fazemos o mesmo, vamos dar ao mesmo local.

Paulo Simões > Filipe Paes de Vasconcellos

Mas qual extremismo???!!! Denunciar e querer parar a colonização da Europa por exemplo é extremismo? Ou será apenas bom senso? A verdade incómoda é que a realidade se tem encarregado de provar que os partidos "extremistas" têm tido razão desde o inicio e que os moderados não passam de umas baratas tontas.

João Floriano:

Costuma-se dizer que vemos as nossas costas pelas costas dos vizinhos. Já repararam como as nossas costas são território praticamente desconhecido no mapa do nosso corpo, território esse que apenas vislumbramos ao espelho ou numa foto?  A política portuguesa devia prestar muita atenção ao que acontece à nossa volta. e sobretudo tirar conclusões. Fala-se sempre na radicalização de uma parte do espectro partidário, neste caso a direita, não  a mansinha, a fofinha, a frufru que tão querida é pela esquerda, porque não traz qualquer problema. É uma flor de plástico que compõe um ramo de flores. Ajuda a manter a ilusão de que a esquerda é democrática, quando geralmente só o é na medida em que não conte com oposição. Mas e a radicalização da esquerda e até do centro? Nunca se fala nela? A terceira lei de Newton ou Princípio da Ação e Reação diz o seguinte:

A toda a força de ação corresponde sempre uma força de reacção de igual intensidade, mesma direcção e sentido oposto.

Terá havido posição mais radical nos últimos tempos do que o NÃO É NÃO de Montenegro?  Então qual a admiração com o que estamos a observar na vida partidária portuguesa?

madalena colaço

Comentadores, jornalistas, especialistas, políticos... parece não quererem entender e saber as verdadeiras causas de partidos como a AfD terem a votação que tiveram. SOBERANIA, é o que estes partidos prometem à população, em que a Constituição de cada país está acima da dita constituição europeia. Numa Europa, que caminha a passos largos para uma Europa Federada, sem que o povo tenha sido chamado a pronunciar-se, em que tudo é imposto de Bruxelas, desde as leis sobre a imigração às regras desastrosas que impuseram aos agricultores, (curiosamente foi na Alemanha e não em França que os agricultores se revoltaram primeiro com a legislação europeia que os está a estrangular), à senhora Van der Leyen que aceita sem discutir as tarifas que o Trump lhe impõe, e é esta mesma senhora que decide quais os canais de televisão que pode mandar fechar, como a RT, para já não falar das mensagens com a Pfizer que se recusa a mostrar e que pôs o orçamento europeu com dívidas, é toda esta arrogância que vem de Bruxelas que os eleitores já não suportam.  Agora, a comissária, juntamente com Macron, querem retirar a soberania que cada país ainda tem nas suas forças armadas para o comando da Europa. É este dirigismo da política europeia que está a revoltar quem tradicionalmente votava nos países do centro. Lembro que em 2013, quando surgiu a AfD, achei o partido extremamente corajoso porque a sua máxima era saírem do euro para voltarem a ter a soberania monetária. Coragem, porque nesses idos anos de 2013, era a Alemanha que tirava uma enorme vantagem de estar no Euro. A depreciação desta moeda por causa da crise da dívida de muitos países do euro, beneficiou a Alemanha nas suas exportações. Com um euro muito barato beneficiava das exportações mas para o partido, o importante, era regressar à sua Soberania monetária.

Vitor Batista > Joao Cadete

Criações do ps foram bancarrotas e tachos para os membros do politburo xuxalista, de resto nunca fizeram m*rda nenhuma de jeito.

Maria Gomes

Em Portugal o caso do não é não particularmente incompreensível. Estávamos a ser governados por um PS cada vez mais próximo de partidos de matriz soviética ou marxista com uma influência desproporcionada em áreas estruturais, como a saúde, a educação, a ferrovia, transportes e educação e cujos resultados estão à vista. Todas estas áreas estão num estado calamitoso. Veja-se os resultados do Pisa.

Além disso, estamos reféns de uma administração pública desgovernada e que nos trata como um incómodo do qual se precisa de livrar.

A preocupação devia ser pôr termo a isto tudo independentemente de o Chega também não ser solução.

Infelizmente temos a CS que temos, os mensageiros da geringonça.

Quando apareceu, a IL parecia estar bem consciente do papel que podia desempenhar denunciando o estado do país. A CS fez um silêncio ruidoso à volta deste partido. Os ganhos que a IL teve conseguiu nas eleições onde teve oportunidade de ser ouvida. Entretanto mudou de estratégia, já é tolerada pela CS, mas deixou de ser credível.

Por muito paradoxal que seja, devemos ao Chega ter travado parte da irracionalidade com que éramos governados.

José Paulo Castro

Ainda não entendi porque a cerca se chama sanitária...

Não será o caso porque apenas se aplica a políticos? Principalmente aos que a definiram?

Os eleitores parecem imunes ou indiferentes.

João Floriano > Ruço Cascais

Adorei, adorei, adorei esta versão contemporânea da Branca de Neve e dos sete anões, embora não tenha percebido onde estão os anões porque o Dengoso já há bastante tempo que cresceu. Estes contos dos irmãos Grimm só aparentemente são para crianças. No fundo são para adultos. Repare só na falta de vergonhice do conto do Capuchinho Vermelho. Começa logo por ser um capuchinho vermelho, uma cor que diz muita coisa. Depois a CPCJ é muito descuidada com a situação da Capuchinho que é mandada sem supervisão parental levar a bucha à avó. O lobo é um pedó…fi…lo sem recuperação que só pensa em comer a Capuchinho. Depois ainda explora a avó, o que é um caso de maus tratos a idosos. Então agora que sabe que a velha vai ter um reforço de pensão anda doido. Entretanto os lenhadores apanham o lobo em flagrante e dão-lhe um enxerto dos valentes. A sorte do lobo é que a senhora do PAN mete um recurso por ser um lobo ibérico e ele safa-se com termo de identidade e residência. E aí o temos de novo, a perseguir a Capuchinho e a sacar o cartão da avozinha para satisfazer o vício.

Ruço Cascais

Não é Não, uma história dramática.

Tudo começou com a Branca de Neve e os seus sete anões. Um deles, o Dengoso, tinha a líbido muito desenvolvida, e sempre que apanhava a Branca sozinha de joelhos a lavar o chão tentava a sua sorte. Branca de Neve que não gostava de homens baixos, muito menos de anões, travava com autoridade as investidas de Dengoso e dizia-lhe repetidamente com austeridade: NÃO É NÃO!

Dengoso andava desesperado e triste. Um dia enquanto se aliviava na floresta, ouviu os planos da Bruxa Má e do Príncipe Encantado para endrominarem a Branca e a seduzirem.

Dengoso limpou-se rapidamente a umas folhas secas e correu a grande velocidade para a Branca de Neve, e ainda ofegante disse-lhe: - ouvi agora o Príncipe Encantado e a Bruxa da mãe a conspirar sobre ti. - O que é que eles disseram? Perguntou a Branca cheia de curiosidade e com as hormonas aos saltos. Dengoso sabendo que Branca era muito alcoviteira e não resistia a um segredo, aproveitou a situação e respondeu: - conto-te tudo, mas só se baixares as calcinhas. Branca respondeu-lhe mais uma vez: - NÃO É NÃO.

Branca (Montenegro) tramou-se. O Príncipe Encantado (Carneiro) e a Bruxa Má (Brilhante Dias) envenenaram Branca com uma maçã podre (Luís Neves) e Dengoso (Ventura) deixou de tentar seduzir Branca e passou a chamar-lhe nomes feios e continuou a aliviar-se sozinho na floresta.

O NÃO É NÃO faz o caminho. 🤪

Tim do A > Fernando ce

O "Expresso foi sempre um jornal de esquerda, mas agora a roçar a extrema- esquerda, como o Público.

Ricardo Ribeiro  > Jose Miguel Pereira

Você sabia quem seriam os ministros do governo da AD/Montenegro? Talvez o das finanças...

Zé Pagador

Os partidos que defendem as cercas sanitárias ainda não viram que as cercas o que fazer e limitar os próprio que as defendem. O não é não é um exemplo disto. PS2 podia ter acabado com o CH armou em parvo agora vai ser o CH que vai absorver o PS2 e o que sobrar vai se juntar ao PS.

Filipe Paes de Vasconcellos

Tem toda a razão no que escreve neste seu excelente artigo.

No entanto, entendo que as “cercas sanitárias” são, ao contrário do que muitas vezes se pensa, provocadas pelos próprios que, devido ao extremismo e até fanatismo das suas ideias e propostas levam a que esses partidos  sejam excluídos pelo “sistema “ em benefício próprio.

Tim do A > Filipe Batista

Isso mesmo.

Ricardo Ribeiro > João Cadete:

Ui, a criação de um fundo soberano para intervenção em empresas "estratégicas", a taxação de lucros extraordinários das petrolíferas e a dádiva de um bónus anual aos pensionistas entre outros exemplos, é ser socialista?...talvez!

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