sexta-feira, 28 de junho de 2024

Verdades como punhos


As desenvolvidas por MIGUEL MIRANDA no seu texto sério. Fazem parte da nossa idiossincrasia, provinda de um específico fado antigo, choroso e burlão, de que Mário Nogueira, citado por um comentador, é nosso digno representante, na “esperteza saloia”, de “missionário” condutor de rebanho, puramente para benefício próprio, atrevido e eficaz e perpetrador de mediocridade e injustiça, por omisso na defesa de brio profissional, indispensável, este, em todas as carreiras, mas especificamente nesta, docente, que exige competência e empenhamento, na sua responsabilidade formativa dos “filhos da nação”. 

Parar para pensar

Os professores da escola pública têm um tratamento um pouco mais favorável do que os técnicos superiores da administração pública, mas a sensação que têm é a de que são discriminados negativamente.

MIGUEL MIRANDA Geofísico, antigo presidente do IPMA

OBSERVAADOR, 26 jun. 2024, 00:1713

Não é segredo para ninguém que muitas das reivindicações dos funcionários públicos se centram no acesso ao topo das carreiras. Os beneficiários são quase sempre os que estão perto de terminar a vida activa e se aproximam do momento em que os seus salários vão passar a ser pagos pelos sistemas de segurança social. Aumentar os rendimentos auferidos na última década é muito importante, porque entram para o cálculo do valor da pensão, e vão determinar a qualidade da vida futura. Numa altura em que a esperança de vida aos 65 anos é de cerca de vinte anos, todos os esforços neste sentido são importantes.

Este objectivo é raramente anunciado de forma explícita. Agita-se que é preciso tornar as profissões atractivas para os jovens, que estes estão a fugir do país para economias que lhes oferecem melhores condições, mas a solução apresentada reside invariavelmente no acesso ao topo da carreira. Na verdade, estamos a falar do princípio enraizado de que os salários devem aumentar progressivamente até que se atinja o fim da vida activa.

Proporcionar uma reforma o mais confortável possível é um objectivo digno. Manter o esforço dos contribuintes no sistema de pensões, mesmo para aqueles que nunca contribuíram, é meritório. Mas não é possível esquecer que o futuro depende mais da capacidade que tivermos de proteger os jovens na sua formação, no início da sua vida profissional, na constituição de família em qualquer das modalidades, e na educação dos filhos. E é nesta altura da vida que as despesas são maiores.

Como estamos perto do fim do ano escolar, é difícil esquecer a discussão da “recuperação do tempo de serviço”. Ninguém perdeu tempo de serviço durante a fase final do governo de José Sócrates e a intervenção da troika. O que os funcionários públicos perderam foi a contagem desse tempo para efeitos de progressão na carreira, e essa perda afectou toda a administração. A medida agora negociada com os sindicatos de professores terá que ser estendida a toda a administração, apesar de as outras carreiras não conhecerem as vantagens da progressão praticamente automática da carreira docente, onde é difícil encontrar uma relação entre mérito e salário. Na verdade, o verdadeiro problema só agora começou.

A actividade docente, quando exercida com compromisso por profissionais qualificados, ou seja, que tenham conhecimento das matérias que leccionam, interesse real por elas, e desejo de transmitir esse interesse às gerações mais novas, é muito exigente e tem uma grande importância. Foi no passado uma profissão com grande reconhecimento social e, há várias décadas, era a saída profissional por excelência em muitas áreas do conhecimento.

A docência foi perdendo, em Portugal e em toda a Europa, a capacidade de atrair jovens, que encontram melhores alternativas profissionais. Entre nós, a imagem transmitida pelos dirigentes sindicais, continuamente na televisão, também não é apelativa para os candidatos à profissão, e tem vindo sempre a piorar. Não lembram os professores com que tive a sorte de estudar nos anos sessenta no Liceu Pedro Nunes, ou os que conheci de perto nos anos em que leccionei no ensino secundário, na década de setenta, muitos com actividade sindical, mas altamente empenhados na defesa dos “seus” alunos. Também não lembram muitos professores dedicados que existem actualmente nas escolas portuguesas. O foco excessivo nos “direitos sindicais” ou na “pedagogia” tirou-lhes o encantamento dos divulgadores das ciências, das humanidades ou das tecnologias. Sobrou-lhes só a irritação e o cansaço.

Em Portugal os professores da escola pública têm um tratamento um pouco mais favorável do que os técnicos superiores da administração pública: engenheiros, juristas, economistas, meteorologistas, e muitos outros, mas a sensação que têm, e que transmitem, é a de que são discriminados negativamente. O que não é verdade.

Sejamos claros: os salários em Portugal são baixos em termos europeus, e são incompatíveis com uma vida decente para quem não dispõe de apoio familiar. São ainda mais insuficientes à entrada do mercado de trabalho, onde o salário, mesmo para as profissões que desfrutam de prestígio, não paga uma renda de casa. Neste sentido as reivindicações são justificáveis. Mas serão possíveis de satisfazer e vale tudo para fazê-las vingar?

Perdeu-se da memória a discussão pública que teve lugar entre 2006 e 2015 sobre a impossibilidade de o Estado ser capaz de pagar a prazo abomba de relógio” dos automatismos nos aumentos salariais. A falta de senso atingiu tal limite que os candidatos ao governo nas últimas eleições competiram entre si para saber quem seria mais lesto a ceder às reivindicações, não questionando nem os meios disponíveis, nem a justiça relativa dessas medidas e a necessidade de tratar da mesma maneira situações em tudo similares. E quando falamos de custos adicionais temos de contabilizar os actuais e os futuros, razão pela qual, são os valores “brutos” que interessam e não os “líquidos”, a menos que nos queiramos enganar a nós mesmo.

A solução é difícil, mas creio que passa por reavaliar as baias demasiado rígidas dos percursos profissionais ligados ao ensino. Distinguir o essencial do acessório, privilegiar o conhecimento e não as técnicas pedagógicas e, nunca, mas nunca, deixar alunos sem aulas. Todos os anos saem das universidades licenciados e mestres em todas as áreas, com conhecimentos que podem ser mais sólidos do que os obtidos nas fileiras dos estabelecimentos de formação de professores. Devemos ver como dar oportunidade a este potencial, reduzindo na medida do possível a dependência em relação às corporações profissionais.

É merecido o reconhecimento social da missão dos professores, mas também é necessário repor, nesta como em todas as carreiras, o primado do mérito e preservar a sustentabilidade financeira do país. E, existindo recursos, priorizar os esforços para melhorar os salários dos jovens professores em princípio de vida.

Nos últimos anos as greves cirúrgicas atingiram com violência os alunos e as famílias que não têm meios para compensar as aulas em falta, ou pagar colégios. Muitos assistiram desesperados a esta luta salarial, onde parecia valer tudo, impotentes para mitigar os seus efeitos e sem conseguir defender os seus filhos. É preciso reunir as condições para que esta situação se não volte a repetir.

E se concluirmos que a administração pública não tem seriedade suficiente para que o mérito seja avaliado com equidade, ou que os governos não têm capacidade para negociar salários de forma equilibrada, porque as corporações têm ferramentas que se voltam contra os mais frágeis, então, temos de parar para pensar, antes que seja tarde.

FUNÇÃO PÚBLICA     ECONOMIA     EDUCAÇÃO     MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO     PAÍS

COMENTÁRIOS (de 14):

Nuno Andrade: Caro Miguel Miranda, Os meus parabéns pelo excelente artigo, com cujo teor concordo na íntegra. O grande cancro das progressões automáticas tinha de ser combatido e é uma pena assistir à sua recidiva, ainda, para mais por um governo de direita. Para se compreender a enorme injustiça das progressões automáticas, basta apenas um exemplo: o professor primário Mário Nogueira, que deu apenas 1 ano de aulas, será automaticamente promovido através da contagem do tempo de serviço que não prestou enquanto professor, mas sim como sindicalista. A isso chama-se socialismo!              Tim do A: Importante artigo. Os professores, ao contrário das outras carreiras, querem chegar todos ao topo da carreira. Ou seja, têm a pirâmide invertida. Em todo o lado a pirâmide é ao contrário. Só chegam ao topo poucos, aqueles com maior capacidade e dedicação. O mundo dos professores é irreal.               Afonso Soares: Mais ano menos ano, mais década menos década, vai voltar a rebentar e virá nova tróia travestida de outro nome. Em Portugal é ponto assente que os salários são baixos para toda a gente. No entanto a função pública tem regalias. Ganham mais, trabalham menos horas e menos dias que os outros portugueses. São menos pressionados, profissionalmente, porque têm chefias fracas. Não têm PATRÃO porque os governantes, também são funcionários públicos, maioritariamente, que têm de manter o lugar a todo o custo e como tal não querem bagunça, vulgo GREVES. Quem faz GREVES? Função pública ou empresas do Estado. E andam sempre cansados. Depois do covid já toda a gente regressou aos locais de trabalho menos os funcionários públicos. VAMOS BATER DE FRENTE NA PAREDE QUE ESTÁ A NOSSA FRENTE E QUE NÃO QUEREMOS VER.              Francisco Almeida: Excelente artigo, infelizmente ancorado em competência e inteligência, qualidades que escasseiam em quem tem o poder de tomar decisões. O problema das promoções automáticas é hoje transversal na sociedade portuguesa. Torna-se agudo em sectores em crise, como aconteceu há anos na banca e ajudou à implementação de reformas antecipadas e rescisões por acordo mútuo. Outro "case study" seriam as Forças Armadas. Não acredito que o problema dos professores possa ser bem gerido. Não vejo condições políticas nem financeiras para isso. Se a FENPROF e o STOP mantiverem o apoio que aparentemente têm tido, mais depressa vejo, na questão dos professores, um disparate semelhante ao feito pelo último governo Costa na PJ .           Maria Emília Santos Santo: Faz parte integrante da globalização desprestigiar o ensino tanto nos educandos como nos educadores ou professores, para que as populações se tornem desinstruídas e pouco letradas para mais facilmente serem vencidas! O objectivo é que ninguém tenha possibilidades nem aptidões para se defender e defender os outros! Eles, os maus, os globalistas, os demónios, apenas pretendem tornar a humanidade numa massa inerte que lhes obedeça sem piar! É nisto que nos querem tornar! Para isso realizaram pacto com Satanás, o que lhes rende grandes poderes malignos, para alcançarem o que desejam! Acordemos!

 

quinta-feira, 27 de junho de 2024

ARTIGO INSUBSTITUÍVEL


De MARGARIDA BENTES PENEDO, Arquitecta e deputada municipal.

Reponho os comentários que mereceu – outros mais virão – totalmente de acordo com os seus autores. Muito feliz, por termos gente portuguesa desta fibra.

Comentários em duplicado:

Manuel Elias: Mais uma vez excelente. MBP tem desmontado todos os dogmas da extrema esquerda. Impossível rebater os seus argumentos.                Maria Paula Silva: Muito bom! Não conheço ninguém que defina melhor estas questões que a MBP. Fartinha de ignorância a rodos e com tanto palco! Parem de dar palco aos reis dos clichés, é mediocridade a mais.                     José B Dias > Maria Paula Silva: Subscrevo!

Esquerda insustentável

A extrema-esquerda usa a “sustentabilidade” adulterada como palavra de ordem contra os carros particulares. Serve a agenda “climática”, uma das principais frentes de luta contra o capitalismo.

MARGARIDA BENTES PENEDO Arquitecta e deputada municipal

OBSERVADOR, 27 jun. 2024, 00:184

Há palavras horríveis. E há maneiras de torturar palavras comuns até que se tornem horríveis, pelo excesso de uso, pela apropriação de uma seita, pela aproximação a uma língua de pau, ou pela distorção oportunista, como sucedeu á “sustentabilidade”. Hoje, tudo o que essa palavra consegue é provocar no cidadão temente a Deus o gesto instintivo de deitar a mão à carteira para se proteger. Como é que chegámos aqui?

Vamos, como de costume, usar a vidinha política quotidiana do município de Lisboa para tentar perceber. A Assembleia Municipal aprovou uma proposta da Câmara que permite a um concessionário privado construir um parque de estacionamento, em Alvalade, ao lado do Mercado, muito perto do quartel dos bombeiros. Onde faz imensa falta: moradores e comerciantes suplicavam para aquela zona uma resposta de estacionamento. A extrema-esquerda opôs-se, alegando que o parque de estacionamento ia contra a “sustentabilidade”. E explicaram-se: em vez de facilitar a vida a estas pessoas, a Câmara devia levantar obstáculos ao uso de carros particulares, para forçar os relapsos a andar de bicicleta e tirar os carros de dentro da cidade.

Mas afinal, o que é verdadeiramente a “sustentabilidade”?, como se aplica à mobilidade em Lisboa?, porque havemos de repudiar o argumento da esquerda?

Da “sustentabilidade”, palavra gasta em tratos de polé, ainda assim sobra um significado. A “sustentabilidade” é uma disciplina. Fundamentalmente, procura responder às nossas necessidades de tal maneira que as gerações futuras não fiquem impedidas de responder às necessidades delas. Para isso, a “sustentabilidade” estabelece uma série de critérios assentes em três princípios como bases indispensáveis: o princípio social ou humano, o princípio económico, e o princípio ambiental. Estes princípios seguram a “sustentabilidade” como um tripé.

O princípio humano diz que é preciso responder a uma determinada necessidade, ou conjunto de necessidades, com o máximo grau de conforto e bem estar – para o indivíduo, os cidadãos, as famílias, o bairro, seja qual for o universo aplicável. O princípio económico diz que essa resposta tem de ser barata, tão mais barata quanto possível. E o princípio ambiental também tem uma formulação própria. Ele reconhece a limitação dos recursos naturais e a velocidade a que são produzidos. E diz que não se deve retirar à natureza quaisquer recursos a uma velocidade superior àquela que a própria natureza demora para voltar a produzi-los.

Como se vê, o princípio ambiental não é uma fantasia genérica, elástica, e abstracta sobre “o clima”. Nem sobre bonitas amizades com “o planeta”. Tudo isso é demagogia e retórica, sem substância mas com objectivos políticos muito bem identificados. A manobra da extrema-esquerda consiste em reduzir a “sustentabilidade” a uma única dimensão; apaga duas bases fundamentais, a base humana e a base económica, e limita tudo a um princípio ambiental convenientemente deturpado.

No caso da mobilidade urbana dentro da cidade de Lisboa, a extrema-esquerda corrompe o conceito de “sustentabilidade” logo no primeiro princípio. Se as pessoas forem impedidas de usar o carro delas, por falta de estacionamento deliberado, a Câmara estará a levantar obstáculos, como pedem os eleitos do fanatismo, em vez de responder a uma necessidade, como exige a disciplina que eles alegam. Estranho? Nem por isso. A extrema-esquerda nunca se preocupou com o bem-estar de ninguém, nem dos seus próprios intérpretes, que ao longo da história assassinou descomplexadamente. À esquerda interessa uma ideia abstracta e brutal de sociedade, cujos contornos vão mudando com o tempo e com o déspota. E para a extrema-esquerda a “sustentabilidade” não é uma maneira racional e sistematizada de resolver os nossos problemas. É uma arma. Uma arma consciente e de ocasião. De modo que a extrema-esquerda instrumentaliza a “sustentabilidade” mentindo: deixa de ser uma disciplina para se transformar numa palavra de ordem contra os carros particulares. Esta “sustentabilidade” adulterada serve a agenda “climática”, uma das principais frentes de luta da extrema-esquerda contra o capitalismo.

SUSTENTABILIDADE      AMBIENTE      CIÊNCIA     MOBILIDADE URBANA     AUTO     DEMOCRACIA     SOCIEDADE     POLÍTICA

COMENTÁRIOS:
Joao Cadete: Bom artigo. Felizmente, a nível nacional, temos o chega (os socialistas de direita) a fazer o que tem de ser feito juntamente com a esquerda.            Manuel Elias: Mais uma vez excelente. MBP tem desmontado todos os dogmas da extrema esquerda. Impossível rebater os seus argumentos.                Maria Paula Silva: Muito bom! Não conheço ninguém que defina melhor estas questões que a MBP. Fartinha de ignorância a rodos e com tanto palco! Parem de dar palco aos reis dos clichés, é mediocridade a mais.                     José B Dias > Maria Paula Silva: Subscrevo!

 

Eles não precisam


São de admirar.

Em directo/ Fornecimento de armas a Israel desacelerou porque os pedidos de Telaviv aos EUA diminuíram

Fontes norte-americanas revelaram à imprensa internacional que a maior parte das armas que Israel solicitou aos EUA já foram entregues e que o governo israelita tem submetido menos pedidos.

ADRIANA ALVES: Texto

Actualizado há 8m

OBSERVADOR, 26/6/24

O conflito na Faixa de Gaza prolonga-se há 264 dias YAHYA ARHAB/EPA

Momentos-chave

Há 8mNetanyahu assegura “nova vitória” após deslocação à fronteira com o Líbano

Há 10mIsrael começa caminho para tornar definitiva lei que proíbe meios de comunicação

Há 1hPortugal insistirá na solução dos dois Estados, declara Montenegro

Há 2hDefesa de Netanyahu informou tribunal de que primeiro-ministro de Israel só vai depor em março de 2025

Há 3hAtaque feito em novembro aos escritórios da AFP terá sido feito por Israel

Há 3hNúmero de mortos de detidos palestinianos deverá ser o mais elevado desde 1967

Há 6hIsrael ataca estruturas militares do Hezbollah no sul do Libano

Há 8hRelatório: mais de 495.000 pessoas em nível "catastrófico" de insegurança alimentar

Há 13hSupremo Tribunal de Israel ordena recrutamento militar de ultra-ortodoxos

Há 13hReino Unido diz que Huthis atacaram navio no golfo de Aden e cidade israelita de Eilat

Há 13hFornecimento de armas a Israel desacelerou porque os pedidos de Telaviv aos EUA diminuíram

Actualizações em direto

Há 8m19:53 Agência Lusa 

Netanyahu assegura “nova vitória” após deslocação à fronteira com o Líbano

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, assegurou hoje que o Exército “também conseguirá a vitóriajunto à fronteira com o Líbano, após uma reunião com o comandante do Comando Norte, general Uri Gordin, e de ter presenciado exercícios militares.

“Acabo de assistir a um exercício impressionante dos nossos soldados e comandantes provenientes de todas as zonas do país e que estão decididos a defender-nos e a garantir uma vitória também aqui”, afirmou o chefe do Governo israelita numa mensagem de vídeo divulgada um dia depois de ter visitado a fronteira norte de Israel e de ter presenciado as operações da Brigada 55.

O Presidente israelita, Isaac Herzog, acompanhado pela mulher, Michal Herzog, também concluiu hoje uma deslocação ao norte de Israel, onde nos últimos dois dias visitou diversas cidades perto da fronteira com o Líbano, onde permanece um clima de elevada tensão.

Há 10m19:52 Rita Pereira Carvalho

Israel começa caminho para tornar definitiva lei que proíbe meios de comunicação

O projeto de lei para proibir meios de comunicação em Israel que sejam considerados uma ameaça ao país começou hoje a ser votado, tendo sido aprovado numa primeira fase, relata o The Times of Israel.

O objectivo é transformar a lei aprovada em abril num alei definitiva, uma vez que aquela que foi aprovada só está em vigor até julho.

Esta lei ficou conhecida como a lei Al Jazeera, precisamente pelo facto de este meio de comunicação ter sido proibido em Israel com a aprovação desta lei.

Há 1h18:31

Portugal insistirá na solução dos dois Estados, declara Montenegro

O primeiro-ministro reiterou hoje que Portugal vai insistir na solução dos dois Estados e não avançará para o reconhecimento unilateral da Palestina, apesar de defender uma “aproximação de posições” no conflito do Médio Oriente.

Na sua intervenção inicial no debate parlamentar preparatório do Conselho Europeu de quinta e sexta-feira, Luís Montenegro aproveitou para responder a uma pergunta do secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, que tinha ficado sem resposta no debate quinzenal, que antecedeu este.

“A posição do Governo português — antes do exercício de funções deste Governo e agora também — é a de procurar uma solução dos dois Estados”, disse, recordando que, em maio, Portugal votou a favor da admissão da Autoridade Palestiniana como membro de pleno direito das Nações Unidas.

O primeiro-ministro insistiu que, sobre o reconhecimento do Estado da Palestina, Portugal “está a dialogar numa base alargada no seio da União Europeia”.

Há 2h18:28 Rita Pereira Carvalho

Defesa de Netanyahu informou tribunal de que primeiro-ministro de Israel só vai depor em março de 2025

Os advogados de Benjamin Netanyahu informaram hoje o tribunal de que o primeiro-ministro israelita só vai prestar declarações no processo de corrupção de que está acusado em março do próximo ano.

De acordo com o jornal The Times of Israel, a defesa de Netanyahu enviou uma declaração por escrito ao tribunal de Jerusalém, em que explicaram que “na realidade actual, em que a defesa é obrigada a preparar o primeiro-ministro no meio da guerra, o tempo necessário para fazê-lo de uma forma que não comprometa os seus direitos é significativamente maior”.

Há 3h17:13 Rita Pereira Carvalho

Ataque feito em novembro aos escritórios da AFP terá sido feito por Israel

O edifício onde estavam os escritórios da AFP foi atacado em novembro do ano passado e, de acordo com uma investigação desta agência de notícias, o ataque terá sido feito pelos militares israelitas.

Há 3h16:38 Rita Pereira Carvalho

Número de mortos de detidos palestinianos deverá ser o mais elevado desde 1967

O número de prisioneiros palestinianos mortos em Israel é o mais elevado desde 1967. Desde 7 de outubro, dia em que o Hamas atacou Israel, foram detidos pelas forças israelitas 9.400 palestinianos e terão morrido 18, segundo as contas da Sociedade de Prisioneiros Palestinianos, citadas pela Al Jazeera.

Há 5h15:23 Agência Lusa

Familiares de reféns exigem ao Governo israelita acordo com Hamas

Familiares dos reféns de gruposextremistas palestinianos que permanecem em Gaza exigiram hoje ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que chegue a um acordo com o Hamas que garanta o regresso dos detidos.

“Não temos tempo”, insistiram os familiares durante uma conferência de imprensa em Telavive, citados pela agência espanhola EFE.

Desde início do conflito permanecem na Faixa de Gaza 116 reféns, incluindo mais de 40 mortos confirmados, e quatro detidos anteriormente, dois civis e os corpos de dois soldados.

O Fórum das Famílias de Reféns e Desaparecidos organizou a conferência de imprensa para se opor a declarações recentes de Netanyahu sobre um acordo que permitisse o regresso de alguns reféns e não de todos, como defendeu anteriormente.

Há 5h15:13 Adriana Alves

Erdogan acusa Israel de voltar o olhar para o Líbano depois de Gaza e avisa: seria uma "grande catástrofe"

O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou o primeiro-ministro israelita de planear espalhar o conflito para o Líbano. Planos que, sublinhou, resultariam numa “grande catástrofe”.

“Israel virou agora o seu olhar para o Líbano e vemos que, atrás das cortinas, as potências do Ocidente estão a dar palmadinhas nas costas de Israel”, afirmou Erdogan, citado pela Al Jazeera, num encontro com representantes do seu partido.

O tema tem marcado a agenda internacional e esta quarta-feira a ministra dos Negócios Estrangeiros alemã avisou que as potências globais devem mediar as tensões na fronteira entre Israel e o Líbano. “Há mais rockets a voar, muitos em ambos os lados não querem esta guerra, mas estamos a encaminharmos para ela”, disse em entrevista à rádio pública alemã.

Há 6h14:25 Marina Ferreira

Israel ataca estruturas militares do Hezbollah no sul do Libano

As Forças de Defesa de Israel (FDI) alegam, através do X, que os seus caças atacaram, esta quarta-feira, uma estrutura militar e um posto de observação, juntamente com outra infraestrutura terrorista da organização terrorista Hezbollah, em várias áreas no sul do Líbano.

“As FDI atacaram ainda, através de artilharia, as zonas de Shebaa, Kfar Shuba, Kfar Hammam e Al Matmura, no sul do Líbano”, lê-se na publicação, onde é partilhado um vídeo da actuação militar.

Há 7h13:13 Adriana Alves 

Ministério da Saúde de Gaza eleva para mais de 37 mil o número de mortos no conflito

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, divulgou um novo balanço do número de vítimas do conflito. Dá conta de 37.718 mortos e de 86.377 feridos.

Segundo o ministério, citado pela Al Jazeera, só nas últimas 24 horas morreram 60 pessoas e 140 feridos.

Há 8h11:33 Adriana Alves

Relatório: mais de 495.000 pessoas em nível "catastrófico" de insegurança alimentar

A situação de insegurança alimentar em Gaza continua muito preocupante, apesar da entrega de mantimentos ter limitado a propagação de fome extrema que se projectava nas áreas norte do país, segundo um relatório publicado esta semana. No entanto, mais de 495.000 pessoas na Faixa de Gaza enfrentam um nível “catastrófico” de insegurança alimentar, segundo um sistema de classificação internacional (Integrated Food Security Phase Classification, IPC).

“Enquanto o território na sua totalidade está classificado na fase 4 [de um total de 5], mais de 495.000 pessoas (22% da população) enfrentam níveis catastróficos de insegurança alimentar (fase 5)”, refere o relatório.

O valor representa, segundo a Reuters, uma descida da estimativa anterior, que há três meses dava conta de que 1,1 milhão de pessoas estariam nesse nível.

Segundo a avaliação do IPC, para comprar alimentos mais de metade dos agregados familiares inquiridos indicaram que tinham de vender roupas e um terço que vendia lixo. Mais de 20% relataram passar dias e noites sem comer.

Há 10h10:05 Adriana Alves

Detidas 20 pessoas em acções israelitas na Cisjordânia

As forças israelitas detiveram 20 pessoas na Cisjordânia. A maior parte das detenções aconteceram em Jenin, Hebron, outras em Qalqilya e Belém, noticiou a Al Jazeera, citando a Sociedade de Prisioneiros Palestinos.

Segundo a Sociedade de Prisioneiros Palestinos, desde os ataques do Hamas a Israel a 7 de outubro, as forças israelitas detiveram 9.400 pessoas na Cisjordânia.

Há 13h07:12

Supremo Tribunal de Israel ordena recrutamento militar de ultra-ortodoxos

O Supremo Tribunal de Israel ordenou na terça-feira o recrutamento dos estudantes ultra ortodoxos das escolas talmúdicas, que até agora estavam isentos do serviço militar.

“O Executivo não tem autoridade para ordenar que a lei sobre o serviço militar não seja aplicada aos estudantes da yeshiva (escola talmúdica) na ausência de um quadro jurídico adequado”, declarou o Tribunal. “Sem que esta isenção se baseie num quadro jurídico, o Estado deve agir para impor a lei”, acrescentou o Supremo Tribunal de Israel.

A decisão surge no momento em que o Parlamento israelita relançou, a 11 de junho, um projecto de lei para recrutar progressivamente os jovens ultra ortodoxos, no contexto da guerra na Faixa de Gaza.

Há 13h07:05 Agência Lusa

Reino Unido diz que Huthis atacaram navio no golfo de Aden e cidade israelita de Eilat

O exército do Reino Unido disse hoje que os rebeldes Huthis do Iémen atacaram a cidade portuária de Eilat, no sul de Israel, e um navio no golfo de Aden.

A agência de segurança marítima UKMTO, que está sob a tutela do exército do Reino Unido, disse que o capitão “de um navio mercante relatou que um míssil atingiu a água nas proximidades do navio” junto à costa de Aden, no sudoeste do Iémen.

“A tripulação está segura e o navio está a seguir para o próximo porto de escala”, acrescentou a UKMTO, sem mencionar se a embarcação foi ou não danificada.

Também hoje, o exército de Israel disse que um drone “caiu na costa de Eilat”, onde foram activadas as sirenes de ataque aéreo. O drone “foi acompanhado por soldados [israelitas] durante todo o incidente e não cruzou o território israelita”, disseram as Forças de Defesa de Israel.

Há 13h07:01 Adriana Alves

Fornecimento de armas a Israel desacelerou porque os pedidos de Telaviv aos EUA diminuíram

O fornecimento de armamento a Israel aparenta ter vindo a diminuir ao longo dos últimos meses. A explicação para isso, avançaram fontes norte-americanas e israelitas à imprensa internacional, é o facto de a maior parte das armas pedidas por Israel já terem sido entregues e de o governo israelita estar agora a submeter menos pedidos.

Fontes com conhecimento do fornecimento de armas norte-americanas a Israel disseram ao Wall Street Journal que se registou uma mudança por volta de março, perto da altura em que os EUA terão terminado de dar resposta aos pedidos de armas submetidos por Israel.

O actual ritmo de entregas apenas diminuiu em comparação às entregas massivas nos meses iniciais após os ataques do Hamas a Israel a 7 de outubro, garantiu uma fonte do Departamento de Estado norte-americano. “O nosso ritmo é normal, se não até acelerado, mas mais lento em relação aos primeiros meses da guerra”, indicou sob a condição de anonimato.