Pelas ruas da amargura.
Admitida a debate nova petição a pedir a ilegalização
do partido
Petição conta com 54 signatários e defende
inconstitucionalidade de partido "de ideologia fascista". Livre e PS
votaram a favor da admissão, PSD absteve-se e IL e Chega reprovaram.
OBSERVADOR, 18 fev. 2026,
14:45 18
▲Chega diz
que deputada socialista está a tentar "colar o Chega ao discurso de
ódio"
O
relatório de admissibilidade da autoria da deputada do PS Isabel Moreira foi
aprovado com os votos favoráveis do Livre e do PS, abstenção do PSD e
Iniciativa Liberal e oposição do Chega.
A petição em causa, que conta
com 54 signatários e é da autoria da Ana Luís Pinho,
pede a ilegalização do Chega,
argumentando que o partido não cumpre a Constituição, em particular no artigo
que define que “não são
consentidas associações nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia
fascista”.
Os peticionários dizem querer “pôr fim a um partido de ideologia e propaganda
fascista inconstitucional”.
Por
se tratar de uma petição com menos de 2.500 signatários não é obrigatório um
debate sobre a iniciativa em comissão ou em plenário, porém, por indicação dos
serviços técnicos do parlamento na nota de admissibilidade, a petição será
incluída ao processo de tramitação de uma outra petição com um objectivo
semelhante, que contou com 12.209 assinaturas, foi admitida a debate no dia 28
de janeiro e será debatida em plenário.
Antes da votação, a relatora Isabel Moreira frisou que a competência
para declarar a inconstitucionalidade de um partido cabe ao Tribunal Constitucional
e não à Assembleia
da República, mas
a iniciativa é admitida pela possibilidade de as bancadas actuarem e pedirem a
inconstitucionalidade do Chega depois do debate em plenário — uma hipótese que
considerou “descabida”.
A socialista citou um outro
relatório da sua autoria sobre uma iniciativa semelhante discutida em 2020 para
reforçar que a Constituição “não impõe um modelo de tolerância virtuosa” porque se assim fosse
“negaria o núcleo fundamental da liberdade de expressão e teria de consentir a
censura”.
“Faz parte do Estado de direito
democrático e, portanto, de uma Constituição democrática, assumir o risco de
acolher os intolerantes”, sublinhou.
A deputada do Chega Vanessa
Barata
acusou a deputada do PS de procurar “colar o Chega a fenómenos como o discurso
de ódio, retóricas autoritárias, comportamentos racistas ou xenófobos”,
argumentando que se “trata de um juízo de valor político que não deve ter lugar
num relatório que se pretenda rigoroso e imparcial”.
Vanessa Barata sublinhou ainda que a Assembleia da República não pode
substituir-se ao Tribunal Constitucional e que a “perseguição ao Chega subverte
a democracia, ataca a pluralidade democrática, a liberdade e o princípio da separação
de poderes”.
Paulo Marcelo, do PSD, levantou dúvidas sobre o facto de a petição ter
sido admitida pelo parlamento, uma vez que pede à Comissão de Assuntos
Constitucionais que analise a legalidade do Chega, uma competência exclusiva do
Tribunal Constitucional.
“Não nos parece que uma petição
com 54 peticionantes mereça mais atenção do que isto”, acrescentou, ressalvando
que os sociais-democratas não obstaculizariam o processo, uma vez que os
serviços técnicos aceitaram a iniciativa e foi feito um “relatório tecnicamente
correto” na sequência dessa decisão.
A 28 de janeiro, a Comissão de
Assuntos Constitucionais admitiu parcialmente a debate uma petição do
“Movimento contra narrativa” que pede a ilegalização do Chega, defendendo que
este partido desrespeita valores e princípios essenciais da Constituição da
República.
O relatório sobre a admissibilidade da petição, da autoria da deputada
socialista Isabel Moreira, teve os votos contra do Chega, a abstenção do CDS e
foi aprovado pelo PSD, PS e Iniciativa Liberal.
PARTIDO CHEGA POLÍTICA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA PAÍS
SOCIEDADE
COMENTÁRIOS (de 18)
observador censurado: Convém relembrar como tudo começou e o órgão
de rituais que manda na Justiça: o Conselho Superior de Magistratura (CSM). Quando
é preciso sortear entre duas alternativas, no desporto atira-se uma moeda ao ar
e quando a moeda atinge o chão temos o resultado do sorteio. Provavelmente por
não haver ritual no método da moeda ao ar, para sortear entre Ivo Rosa e Carlos
Alexandre, o CSM lembrou-se dum sorteio electrónico cujo ritual incluiu quatro
tentativas até sair o resultado: Ivo Rosa...
Nuno Abreu: Sócrates
é a coisa mais nojenta que existe no plano politico e judicial português.
Pergunto-me como pode um partido promover a seu dirigente máximo um homem sem
qualquer célula de honestidade. Maria Tejo: Excelente artigo. Sócrates é como a escabiose,
escava túneis na superfície da pele (no caso da justiça) é contagiosa e de
difícil erradicação. É de facto como diz o cronista: Sócrates é um Socialista
famoso pelo papel que se recusa assumir: o de réu. Vai de estratagema em
estratagema até à prescrição final. Tim do A: O sistema é nojento. Temos uma justiça que
serve bem os corruptos que muito agrada ao PS e ao PSD. Chega! Paradigmas Há Muitos! > Nuno
Abreu: Mas
devia ter acrescentado que esse partido quando escolheu Seguro para chefe tinha
antes sido purificado com lexívia, água de javel e perfume de lavanda. É que se não se disser isso pode parecer que o
nosso PR eleito, o ToZé, surgiu para a política num bando pouco recomendável e
que por isso a sua imensa "decência" pode ser, injustamente, posta em
causa!🤣
Tristão: Estou profundamente solidário com José
Sócrates. Tenho acompanhado o seu infortúnio com os advogados e é difícil não
sentir compaixão: já vai no quarto ou quinto, e ninguém parece disposto a
defendê-lo, por razões várias. Tem sido, manifestamente, uma vítima de toda
esta situação. Ele que tudo
tem feito para ser julgado o mais rápido possível e assim provar a sua verdade.
Espero sinceramente que esta nova advogada se mantenha e leve o processo até ao
fim, embora, conhecendo o azar persistente que o acompanha, não deixe de
duvidar que tal venha a acontecer… 🤣😂 Américo
Silva: Sócrates
fica caro, mas temos que pagar para saber o quanto a justiça é nociva à
sociedade, a revolução francesa queria o poder legislativo e executivo nos eixos,
responsável perante o povo, mas esqueceu completamente o poder judicial que
entregou a obscuros servos do oculto, este conhecimento vale um pouco mais que
os direitos de autor do rato Mickey. Tim do A > Nuno
Abreu: Nojenta
é a nossa justiça do centrão feita para os corruptos do sistema. Ele só se
aproveita dela. António
Duarte: 70% dos portugueses,
dos quais 100% dos jornalistas e comentadores de televisão (e provavelmente da
rádio) concordam com a música do ladrão das beiras (que aliás, através de um
conhecido professor de processo penal numa pirata e comentador televisivo, foi
quem fez a última grande reforma do processo penal português…), pelo que nos
resta ouvir a orquestra! PARADIGMAS
HÁ MUITOS! > TRISTÃO: Partilho
o seu desejo e acrescento que se fosse só a traição dos advogados, incapazes de
suportar as pressões das forças mais malignas a Sócrates, nem estava muito mal.
É que são as próprias leis e
procedimentos judiciais que permitem que se acuse um inocente e que se insista
nesta mascarada de justiça! Como mudar isto? Só com a IV República e 3
Salazares, está mais que visto!
Hugo Silva: Tu fazes parte daqueles que tudo fazem para que o sistema se
mantenha.... antonyo antonyoantonyo
antonyo: “Os Cavaleiros do Após que se Lixe “ !! Muito
bom. Nuno Abreu > Tim
do A: Concordo.
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