quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Para meditar


PONTOS DE VISTA - como sempre coerentes – ditados pelo saber.

Do: A BEM  DA NAÇÃO

fevereiro 18, 2026

 As intempéries que devastaram amplas zonas de Portugal nos finais de Janeiro de 2026 alertaram para o facto de apenas dependermos de verbas temporalmente conjunturais (orçamentos anuais do Estado) e não dispormos de estrutura financeira de médio e longo prazos.

Igualmente, não existe um Fundo financeiro que prolongue no tempo os benefícios da exploração de recursos exauríveis. Ressalvando as respectivas dimensões, refiro o caso do petróleo norueguês e, por cá, o cobre, o zinco, o lítio, as rochas ornamentais, etc.

Estes Fundos deveriam ser financiados respectivamente por 1% dos prémios anuais dos seguros não-vida nem saúde, ou seja, pelos seguros automóvel e multirisco (~ 30 milhões de Euros anuais) e por uma pequena percentagem de royalties pagos pelo Sector Mineiro.

Contudo, perante o facto de os referidos royalties acima já constituírem receita do OE, não parece conveniente cativar alguma parte dessa receita para fora da actual aplicação.

Este novo Fundo seria mobilizado como segue: em ano de calamidade seria aplicado conforme suas possibilidades; em anos normais, o Governo não mexeria em mais de 3% (remuneração anual tida como admissível) do montante acumulado para cobrir total ou parcialmente défices públicos, e por ex. reforço de orçamentos da Segurança Social, Fundos de Pensões, etc.

Resta apurar se as sugestões acima são compatíveis com a legislação em vigor sobre Finanças Públicas. É para isso que servem os «experts» na matéria.

Fevereiro de 2026                    HENRIQUE SALLES DA FONSECA

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