terça-feira, 29 de outubro de 2019

Uma página da nossa História de empreendimentos



Diz-se – provérbio antigo - que “com papas e bolos se enganam os tolos”, mas parece que não houve grandes contrapartidas para os tolos… a não ser hoje. O povo sempre foi explorado, diz-se, e mal ensinado, por cá, mas hoje já tem mais acesso à Educação, com promessas constantes de aumento do ordenado mínimo, não nos podemos queixar. A tal corrupção também dava emprego, afinal, e permitiu evolução, com a construção. Hoje, não sei, sempre há o subsídio que cala as consciências e que, de resto, tal como o resto, vem da dívida de empréstimo. Por isso hoje, a tal questão da corrupção não vai matar o regime, bem amordaçado o povo com o subsídio e com a promessa de aumento de ordenado mínimo. Para mais, o povo hoje é respeitado, e começa na escola o seu domínio, através das liberdades impunes dos filhos do povo, sobre os seus mestres intimidados e destituídos de força, que o governo, generoso com o povo, destituiu os mestres a favor do povo e dos filhos deste, para poder fazer os seus tratos de corrupção, com empreendimentos ou mesmo sem, mais tranquilamente, tu cá, tu lá, num reboliço que enriquece todos em reciprocidade de afectos. Por isso a tese lançada por PAULO DE MORAIS, na sua página de História, sobre a morte da democracia por conta da corrupção, não parece muito certa. Eu, é mais a tal dívida que nos pode penalizar. Mas há sempre uma China para nos erguer, que os chineses vêm sempre a calhar, e até tivemos uma Macau por conta deles, temos sempre o seu respeito e amizade, nem se duvide. Eu cá, não.
OPINIÃO: A corrupção mata todos os regimes
Será também a corrupção a razão da queda desta democracia moribunda em que vivemos.
PAULO DE MORAIS
PÚBLICO, 29 de Outubro de 2019, 5:45
Da queda da Monarquia, em 1910, ao fim do Estado Novo, em 25 de Abril de 74, passando ainda pelo fim da Primeira República, em 1926, há uma causa que une a morte de todos estes regimes: a corrupção. E será também a corrupção a razão da queda desta democracia moribunda em que vivemos.
No auge da Monarquia, o tráfico de influências e a captura de recursos públicos eram generalizados. Em 1882, o então todo-poderoso banqueiro Henrique de Burnay celebrou um contrato com o Estado, representado por Fontes Pereira de Melo, presidente do Conselho, e Hintze Ribeiro, ministro das Obras Públicas. Um sindicato bancário, dirigido por Burnay, comprometia-se a construir uma linha ferroviária em Espanha, que ligava Salamanca a Barca d'Alva e garantiria a ligação ao Porto. Como contrapartida, o Tesouro pagaria a Burnay uma renda milionária, 135 contos. Nascia assim a primeira parceria público-privada portuguesa. Houve corrupção sem limite, muros desabaram e tiveram de ser refeitos. Prometiam-se avultadas receitas que nunca se concretizaram. Apesar do descalabro do negócio, o Rei Luís I agraciou Burnay com o título de Conde e a linha foi inaugurada em Dezembro de 1887. Mas, volvidos apenas três meses, o projecto falia, apresentando 4000 contos de dívidas e prejuízo anual de 600 contos. Desfez-se o acordo? Não! O consórcio privado foi premiado com a duplicação da renda para 270 contos e ainda com a concessão da exploração do porto de Leixões. Três anos depois, faliam novamente. O Governo teve de intervir no consórcio, com enorme prejuízo para a Fazenda.
Outros escândalos se sucederam. De entre os mais ruinosos, destaca-se a atribuição da concessão do negócio do tabaco à Família Burnay (mais uma vez), por sessenta anos; do concurso foi ilegalmente afastado o concorrente que oferecia melhores condições, a Companhia dos Fósforos. Esta questão levou à queda do governo de Hintze Ribeiro, um dos muitos políticos avençados do Crédito Predial, banco cuja gestão criminosa constituiu a causa maior da queda da Monarquia.
A figura central, a alma negra do Crédito Predial, foi Luciano de Castro. Como deputado, elaborou a Lei que regulou “a criação e o funcionamento das sociedades de crédito predial”, para mais tarde ser ele mesmo o governador do Crédito. Os empréstimos concedidos eram maioritariamente de favor, a políticos e amigos do poder vigente, ora do Partido Progressista de Luciano, ora do Regenerador de Fontes e Hintze, todos membros da administração do banco. Em 1910, detectam-se desfalques sistemáticos desde 1902. Uma auditoria identifica créditos incobráveis de sessenta contos, cai o governo em Junho; uma nova auditoria verifica que os incobráveis não eram de sessenta contos, mas de oitocentos! Vem a bancarrota, esboroa-se a Monarquia e eclode a República, com milhares a clamar “Matem o ladrão do Crédito Predial”, Luciano de Castro.
Chegava finalmente a República, que prometia “eliminar todos os privilégios que, sendo mantidos à custa da depressão e ofensa dos nossos concidadãos, são para mim malditos”, nas palavras do primeiro Presidente eleito, Manuel de Arriaga. Mas o regime que tinha vindo para combater a corrupção viria a sucumbir com mais um escândalo de corrupção na banca.
Em 1925, tinha lugar a maior falsificação de notas da História, as notas de 500 escudos, efígie de Vasco da Gama, crime perpetrado por Alves dos Reis. Alves dos Reis falsificou o seu diploma de engenheiro, comprou (com cheque sem cobertura) os caminhos-de-ferro de Angola, fez desfalques, mas mesmo assim foi protegido pela República, tinha o apoio da elite nacional. Com o produto da falsificação de notas, fundou o “Banco Angola e Metrópole”. A circulação excessiva de dinheiro provocou a pré-bancarrota. Em 1926, o general Gomes da Costa instaurava a ditadura. A República sucumbia, sem honra nem glória. Viriam quarenta e oito anos de ditadura salazarista, também esta contaminada por casos de corrupção.
Chegou o 25 de Abril, em 1974. Os fundadores da democracia, os Capitães de Abril, definiam como uma das prioridades do novo regime “o combate eficaz à corrupção”. Mas a democracia de Abril incorre agora nos mesmos erros dos regimes anteriores: concede rendas milionárias em parcerias público-privadas, promove portas giratórias, assume prejuízos dos bancos, cujos administradores são políticos… Este regime repete os erros dos anteriores, acabará da mesma forma. “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo” (Santayana).
Presidente da Frente Cívica


Ainda bem que continua a haver



Gente atenta a um mundo de falcatrua generalizada a qual se observa até mesmo no assalto às estruturas linguísticas, culturais, pedagógicas, a que vamos assistindo, na impassibilidade ignara dos governos que o promovem ou a isso fecham os olhos, como coisa de reles importância, em face das coisas importantes com que se debatem – de outros assaltos a outras estruturas e outras integridades a defender. Ainda bem que Maria do Carmo Vieira é das que está atenta e não se amedronta, nem com os comentários pseudo eruditos daqueles para quem tudo é cediço, quando não alinha…
OPINIÃO: Atentados e absurdos no ensino do Português: tudo em família
As sucessivas e absurdas alterações no ensino do Português, todas elas marcadas pelo oportunismo, pela ausência de debate, pela ignorância e pela arrogância intelectual, têm-no lesado profundamente.
MARIA DO CARMO VIEIRA         PÚBLICO, 27 de Outubro de 2019
Com fúria e raiva acuso o demagogo
E o seu capitalismo das palavras
Pois é preciso saber que a palavra é sagrada
Que de longe muito longe um povo a trouxe
E nela pôs sua alma confiada (...)//
(…) // Com fúria e raiva acuso o demagogo
Que se promove à sombra da palavra
E da palavra faz poder e jogo
E transforma as palavras em moeda
Como se fez com o trigo e com a terra.
Sophia de Mello Breyner Andresen,  in “O Nome das Coisas”
De 2000 a 2019, as histórias absurdas, a propósito do ensino do Português, vão-se repetindo em moldes semelhantes porque a esperteza, bem como a mentira e o medo do debate público dominam nestas situações. E a nossa falha está em não termos ainda aprendido com os erros. Histórias que em segredo se organizam, no isolamento de gabinetes, e que não têm que ver propriamente com os partidos políticos, mas com a falta de Cultura e de Conhecimento, e de Ideal democrático, que grassam no seu interior e se têm vindo a ampliar, o que se reflecte nos Governos e na Assembleia da República. Foquemo-nos em três dessas histórias:
1. Na década de 90, eram muitos os indícios de que algo se prepararia na 5 de Outubro, através de encontros de formação que decorriam em escolas e a que assistiam todos os professores, independentemente da sua área de ensino, incluindo os do Conselho Directivo. Tudo em nome de uma “pedagogia nova”, invocando “o direito dos alunos à felicidade”, uma espécie de “baba pedagógica”, nas palavras de Fernando Pessoa, sobre a estupidificação a que, por vezes, sujeitamos os nossos alunos. Num desses encontros de “reeducação”, alertava-se o professor para a possibilidade de um aluno sugerir que fossem jogar futebol, o que deveria ser satisfeito interrompendo-se a aula. “Quando regressassem viriam mais estimulados!”, concluía-se, o que valeu umas gargalhadas e intervenções críticas de alguns professores que assistiam e que desde esse momento foram apontados como “resistentes à mudança”.
Ninguém acreditou que o absurdo e a estupidez se viessem a impor, mas poucos anos depois receberam os professores novos programas de Português (Reforma de 2003) para uma análise crítica, em cuja Nota Explicativa se explicitava que “as críticas dos professores não poderiam colidir com as metodologias apresentadas”. Programas cozinhados com a colaboração de 2 interlocutores exclusivos do ME, sem intrusos e sem discussão, numa apologia, sem precedentes, da facilidade e do funcional, a par de um profundo desprezo pela Literatura.
No entanto, sabe-se, por experiência, que a facilidade não é estimulante, antes entedia, que os textos funcionais não determinam um bom domínio da língua, essencial no acto de pensar, nem, e cito o neurocientista António Damásio (Março de 2006), despertam “a criatividade e a imaginação”, sem as quais “não haveria evolução científica e tecnológica porque não haveria curiosidade ou capacidade de imaginar alternativas.”, concluindo criticamente com o facto de o sistema educativo “deixar de lado as artes e as humanidades”. É ainda Damásio, em 2017 numa entrevista concedida ao Público, que acentua de novo a importância da Literatura enquanto representação da vida. Muito aplaudido, mas pouco seguido, no eterno jogo do ser e do parecer bem explícito na conduta hipócrita de muitos decisores políticos.
O absurdo e a estupidez impuseram-se em 2003, apesar de intensa polémica. Com o esvaziamento dos programas, não só na disciplina de Português, mas em todas, com especial relevo para as de Humanidades, desenhava-se já o modelo, que actualmente se pretende e que o meu colega Paulo Guinote sintetizou bem na expressão “descaracterização de saberes fundamentais”, sendo de realçar que, na preparação da Reforma de 2003, se preconizara retirar toda a Literatura dos programas de Português, o que não aconteceu por receio de forte oposição.
O espírito funcional continua a ser elogiado e imposto, em 2019, a literatura desprezada, com destaque para a poesia, e o descalabro das humanidades prossegue.
2. Ao longo da década de noventa, foram muitos os professores que se queixaram da falta de uniformidade na nomenclatura gramatical, uma situação resultante da dita “Gramática das Árvores” que o próprio criador, Noam Chomsky, advertira não ser apropriada à Escola. Contrariando Chomsky, entrou nos ensinos Básico e Secundário, convivendo, na sintaxe, por exemplo, sujeito e predicado com sintagma nominal e sintagma verbal, respectivamente. David Justino, ministro da Educação (2002-2004), num encontro com professores de Português, de diferentes níveis de Ensino, anunciaria para breve a uniformidade desejada, notícia bem recebida por quem há muito a exigia. E aconteceu o habitual: crédulos em promessas, e deixando que outros o fizessem por nós, esperámos confiantes.
O resultado foi a desconcertante Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário (TLEBS), actualmente disfarçada num Dicionário Terminológico, cujo mentor foi o agora reconduzido Secretário de Estado da Educação, João Costa, aliás, um dos interlocutores do ME, na Reforma de 2003, e adepto convicto do funcional. A TLEBS, que se pautava por uma descrição estéril e confusa, foi enviada aos professores, num CD, de que escolhi um exemplo, que evidencia a linguagem usada, a propósito do adjectivo “assinalável” e da sua nova designação: “Chamam-se adjectivos de possibilidade os adjectivos derivados de uma base verbal, e que podem ser parafraseados pela expressão “que pode ser Vpp”, sendo Vpp a forma do particípio passado da base verbal derivante.” Assim mesmo!... Face à polémica, o linguista Jorge Morais Barbosa, em Novembro de 2006, com outros abaixo-assinados, de que recordo os nomes de Vasco Graça Moura, Manuel Gusmão, Maria Alzira Seixo e José Saramago, expressava à Ministra da Educação a sua “preocupação com as consequências negativas […] da colocação em funcionamento da TLEBS, […] terminologia proposta em termos de parcialidade científica e disciplinar […] à margem dos especialistas […] e sem discussão pública […]”, solicitando a “suspensão imediata da sua aplicação […] por se tratar de uma “terminologia incorrecta e abstrusa, inadaptável a certos níveis etários e ocasionadora de graves dificuldades de aprendizagem […]”.
O ME acabaria por decidir a sua revisão (18 de Abril de 2007), salientando simplesmente a necessidade de identificar “alguns termos inadequados”, como se a isso se resumisse a imensa polémica suscitada. O linguista João Andrade Peres lamentava igualmente “que o ME não [reconhecesse] denúncias públicas de erros e inconsistências científicas de documentos produzidos sob a sua tutela”. Foi então que num programa televisivo sobre a polémica suscitada, com a presença da Professora Maria Alzira Seixo e o mentor da TLEBS, Professor João Costa, se soube que do grupo revisor da TLEBS faria parte a esposa do Professor João Costa, o que ele próprio atarantadamente confirmou quando questionado a esse propósito por Maria Alzira Seixo. Tudo em família, portanto.
Na avalancha indescritível de descrições exaustivas, algumas acabaram por ser poupadas a professores e alunos, por intervenção de académicos críticos cujas fontes foram inexplicavelmente omitidas pelos revisores, numa atitude de visível desonestidade intelectual, mas a TLEBS permanece e lembremo-nos, entre muitos exemplos, da designação errónea de “Nome”, usada em vez de “Substantivo”, do “complemento oblíquo” ou do cansativo item “funcionamento da língua” analisado pelos alunos através de um estonteante método descritivo e de opções.
3. Em 1986, pretendeu-se impor aquilo que ninguém pedira: um Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa que, entre outras barbaridades, preconizava a abolição dos acentos nas palavras esdrúxulas, o que foi anedoticamente aproveitado por Miguel Esteves Cardoso, no seu exemplo do “cágado” que evoluiria para “cagado”. A muita polémica suscitada e os inúmeros pareceres técnicos contrários determinaram uma acalmia nesta aventura e a todos pareceu que o assunto ficara encerrado. Foi o nosso mal. Como habitualmente, guardaram segredo dos seus encontros e viagens de “estudo”, esperaram com paciência o momento oportuno, e, em 1990, deram à luz um novo acordo ortográfico que, segundo as suas palavras, decorria da “correcção de aspectos criticados em 1986”, o que na realidade não correspondia à verdade.
Com efeito, mantiveram-se intactos aspectos da acentuação gráfica (lembre-se o equívoco que gera a falta de acento em “pára”), a supressão das consoantes ditas mudas, a alteração desastrosa das regras de hifenização e a capitalização de alguns nomes próprios, com a agravante de lhe terem acrescentado, entre outras aberrações, “grafias duplas”, pondo em causa a função normativa da ortografia. E, como não podia deixar de ser, a facilidade para as crianças foi invocada, arrastando a aberração do “critério da pronúncia” na ortografia e o consequente menosprezo pela etimologia, “coisa de elites”!
Na pegada de outras histórias, redactores do AO e decisores políticos ignoraram pareceres críticos emitidos fosse para a versão de 1986 fosse para a de 1990, realçando-se neste último caso o parecer do linguista António Emiliano, em 2008, bem como a petição “Manifesto em Defesa da Língua Portuguesa Contra o Acordo Ortográfico”, com 113.206 assinaturas “oficialmente registadas em 10.05.2009”. Ao contrário do que redactores e decisores políticos continuam a afirmar, os debates públicos nunca aconteceram e o certo é que são incapazes de indicar quando e onde tiveram lugar.
A polémica dura há anos, mantêm-se as inúmeras dúvidas suscitadas pelo Tratado Internacional que deu origem ao acordo, e que Augusto Santos Silva (ASS), na sua arrogância habitual e deficitário comportamento democrático, recusa esclarecer; o debate continua por fazer-se, e, pior, trabalha-se exclusivamente em família e à porta fechada, sendo disso exemplo, mais um, a recente reunião do Conselho de Ortografia Portuguesa (COLP), na Universidade do Porto, a que presidiu ASS que prometeu todo o dinheiro necessário. Decorreu este encontro sob o signo do Absurdo em que se realçou de novo a mentira e se deixou a descoberto a ignorância. Na verdade, não se compreende que alguém que reagiu ao AO 90 com um “Deus nos livre daquela bomba!”, tenha posteriormente aceitado promover o dito, no Brasil. Referimo-nos a Evanildo Bechara, um dos homenageados, no Porto, que, em 2008, afirmou que o AO continha “imprecisões, erros e ambiguidades” e, em 2011, “Mergulhamos no texto do acordo e muitas vezes demos com a cabeça na pedra. O texto é muito lacunoso e, o que não sabíamos, interpretamos, imbuídos do espírito do acordo”. Agora, contrariando o seu pensamento, realça que “Será difícil encontrar quem faça melhor do que foi feito, seja no Brasil seja em Portugal”. E é para isto que ASS garantiu já todo o dinheiro necessário!
Em suma, estas sucessivas e absurdas alterações no ensino do Português, todas elas marcadas pelo oportunismo, pela polémica, pela ausência de debate, pela ignorância e pela arrogância intelectual, têm-no lesado profundamente. Não se questionará Tiago Brandão, na sua qualidade de investigador, sobre a violência que representa para um professor ser forçado a obedecer a alterações aberrantes que contrariam estudo e inteligência? Podem os professores estar motivados para ensinar, mantendo-se esta contínua pressão exterior?
Na verdade, não podemos, por uma questão de dignidade profissional, tolerar a demagogia, nem esperar que outros remedeiem o mal e ponham fim aos [nossos] lamentos” (Henry Thoreau, in Desobediência Civil). Tudo dependerá da nossa resistência à estupidez!
Professora
COMENTÁRIOS
Jorge Sm: Texto quase ininteligível ao comum dos cidadãos, embora se perceba que são citadas - e mal citadas - algumas propostas que nunca passaram à prática. Quanto ao ponto 3, é a velhinha polémica da reforma ortográfica de 1990, para a qual já não há pachorra. E como se fosse uma questão central no ensino do Português uma reforma que deixou intactas 98% das palavras.
mzeabranches:  (cont.) Obrigada ainda, por trazer até nós a voz de Sophia. Um dos aspectos fundamentais da sua poesia reside, a meu ver, na celebração repetida do valor da "palavra". Recordemos também: «Pátria»: «Por um país de pedra e vento duro / (...) E pela limpidez das tão amadas / Palavras sempre ditas com paixão / Pela cor e pelo peso das palavras / Pelo concreto silêncio limpo das palavras / Donde se erguem as coisas nomeadas / Pela nudez das palavras deslumbradas / - Pedra rio vento casa / Pranto dia canto alento / Espaço raiz e água / Ó minha pátria e meu centro / Me dói a lua me soluça o mar / E o exílio se inscreve em pleno tempo» Celebrar o centenário do nascimento de Sophia e a sua obra, em 'acordês'?! Resistamos: «Eu sou aquela que não aprendeu a ceder aos desastres».
José Manuel Martins: excelente panorâmica do fundo da questão, que em muito excede a mera 'querela ortográfica'. De facto, a superficialidade dos que (mesmo na academia) reduzem a escrita de uma língua a 'mais acento menos acento', é a mesma que os impede de aperceber a estratégia de imposição da bitola da superficialidade em todos os domínios - não só do saber, como do todo cultural como tal. Não é só o neomarxismo da luta de classes contra o elitismo do literário, é também a frente de ataque q reúne estratégias conjugadas (cito são boaventura SS sobre a necessidade de unir feminismo, pós-coloniais e anticapitalismo numa só frente revolucionária a q eu chamo neogramsciana) como: a novilíngua PC (politicamente correcta), a descolonização do currículo, a batalha anti-'normatividade', o revisionismo da história
mzeabranches: Muito obrigada, por mais esta intervenção pública em defesa do ensino da nossa língua materna! Os sucessivos Ministérios da Educação têm-se revelado empenhados em 'usar' o seu ensino como oportunidade para sempre renovadas e iluminadas experiências linguísticas, didácticas ou pedagógicas. Com as 'cobaias' sempre disponíveis... Como promover nos mais jovens a consciência do valor cultural da nossa língua, expressão e motor "duma filosofia do mundo, dum imaginário e até de utopias inscritas no tecido da sua gramática, na estrutura das suas palavras e na organização das suas frases" (v. C. Hagège)? O AO90 foi condenado por inúmeros especialistas: leiam os 'contributos' enviados para o GT da AR: A. Emiliano, Carmen Gouveia, Luís Fagundes Duarte, entre outros. E leiam o dito: uma vergonha!
José Manuel Martins: coitada da Sophia, tão cega de luz grega (e já, à sua maneira, de um politicamente-correcto aberrantemente rebocado para dentro de um poema poluído) que não percebeu que se preparava todo um socialismo das palavras... Esta mania d' 'o Capitalismo' como palavra mágica para designar obscuramente todo o mal do universo, é de uma preguiça intelectual (e de um narcisismo psico-moral) medonhos. Lido a escorrer militância, este poema, em vez de pensar para cima (pelos poderes do próprio poético), pensa para baixo (como expressão rimada de uma cartilha), em direcção ao ralo do funil da ideologia prêt-à-porter que o informa, alimenta, dirige e mata. Enfim, entre língua, literatura, pensamento, muito, mesmo muito, haveria a dizer... Assim, eis um poema 'ismo' – submetido ao império do já-dito.
ANTONIO REIS: Excelente texto! Muito obrigado Maria do Carmo Vieira.
lusoquim: Sobre o ponto 3 muito se tem dito. A ortografia agora em vigor continua a ser alvo de críticas baseadas em argumentos não científicos: é a personalidade do ministro; é o exemplo caricato de regras que, de facto, não existem; é a insistência em dizer que situações como 'cativo' e 'captor', mas 'Egi(p)to' e 'egípcio' estavam muito bem... Argumentos científicos é que não se detectam. Aliás a quantidade de linguistas que declaram oposição à ortografia em vigor contam-se pelos dedos das mãos. São essencialmente escritores, literaturistas, tradutores, mas ninguém ligado à linguística como ciência. Muito se estranha que a ninguém ocorra consultar um dermatologista para realizar um "by-pass" coronário, mas todos achem muito bem um literaturista procunciar-se sobre linguística.
José Manuel Martins: mais um perito em poeirinha para os olhos. Cansam, estes blá-blás que surgem sempre a ladrar ao lado, numa guerrilha de emperramento que apenas simula ter alguma coisa para dizer. Este artigo pode perfeitamente dispensar-se de repetir ou de resumir o caudal demolidor de argumentos e evidenciações que enterram o AO 90 como o acto intelectualmente mais imbecil alguma vez imposto por um complot político contra a língua: esse acervo crítico que tritura o 'acordo' está estabelecido e é patente à consulta pública. Não nos mace com jaquinzices.
MárioLucas: José Manuel Martins: o seu comentário de chacha prova o que o lusoquim escreveu.
lusoquim. Sobre o ponto 2: a TLEBS não se encontra em vigor, pelo que se estranha a sua referência. Por mero exercício, permita-me dizer que não é sério usar, em 1, o argumento da "facilidade" e, em 2, o argumento da "dificuldade". A reforma curricular ou era facilitista ou o seu contrário. As duas coisas ao mesmo tempo é que não. Já agora, sujeito, predicado, sint. nominal e sint. verbal podem e devem conviver (aliás, com outros conceitos como agente e paciente, etc...). Para os contextualizar está lá o professor. Lamenta-se é que docentes como V. Ex.ª insistissem, à data, na manutenção de confusões - veja o exemplo dos obsoletos complementos circunstanciais disto e daquilo (complementos são conceitos sintácticos e circunstâncias são conceitos semânticos - porquê insistir na caldeirada científica?) Desculpar-me-á a autora, mas não basta dizer algumas generalidades para se fazer uma boa e construtiva crítica. Sobre o ponto 1., lamenta-se que a senhora professora se refira ao esdrúxulo caso da sugestão do jogo de futebol (naturalmente caricato, mas que a distinta opinadora toma por absoluto), obliterando, por exemplo, as propostas integradas de trabalho do texto literário nas suas dimensões estética, lúdica e de articulação literária (em sentido estrito) e linguística, numa perspectiva funcional e crítica. Creio que é a isto que António Damásio se refere na expressão que a senhora professora usa (sem, no entanto, fazer citação completa). Lamenta-se, enfim, que se limite um documento de 80 páginas a uma nota de rodapé, originalmente produzida em discurso oral e descontextualizada.
Maria Teresa Ramalho, 27.10.2019: Mais uma excelente reflexão de Maria do Carmo Vieira, uma voz sempre inconformada com o estado a que isto chegou. Olhando para o historial da implantação do AO em Portugal, vê-se e não se acredita. O AO foi desmontado por numerosos e credenciados linguistas, escritores e personalidades ligadas à cultura, enquanto que do lado dos decisores políticos se vêem apenas a ignorância, a soberba e a persistência no erro. E nós, como povo manso que somos, vamos assistindo à paulatina degradação da nossa língua. Obrigada, MCV, por não se calar.
Luís Ilhéu, 27.10.2019: o aparecimento na nova disciplina de história no 12º ano diz bem da natureza de quem manda na educação...o ministério da educação serve para apagar da memória ou denegrir a história da civilização cristã portuguesa e substituir por internacionalismo da moda!!
Antonio Leitao, 27.10.2019: Este ensaio deve preocupar-nos a todos: a língua portuguesa e o ensino da mesma são continuamente violados por pseudo-intelectuais. Estes vândalos têm como único propósito deixarem a sua marca na história, seja ela boa ou má. Ignorância é prepotência são o cocktail do atraso português.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

É uma mina



João Miguel Tavares continua na sua senda de disparador contra as coisas que nos definham a confiança na nossa sanidade moral. Muitos comentaram o caso que apresenta, alguns com acrimónia contra ele que entende, como cidadão, rebelar-se contra a nossa insanidade comportamental. São uma mina, estas histórias, e não só do lítio. Não percebo o porquê da nossa pobreza real.
OPINIÃO
O lítio de Montalegre cheira a escândalo (e grande)
Bem podem mudar as moscas – o país continua exactamente na mesma, por mais Sócrates, Salgados e Bavas que lhe esfreguem na cara. Esta é a maior das tragédias.
PÚBLICO, 22 de Outubro de 2019
Senhoras e senhores, bem-vindos a mais um negócio à portuguesa. O caso da mina de lítio de Montalegre, que tem vindo a ser explorado pelo programa Sexta às 9, não merece apenas a atenção da RTP, mas de toda a comunicação social. Bem podem mudar as moscas – o país continua exactamente na mesma, por mais Sócrates, Salgados e Bavas que lhe esfreguem na cara. Esta é a maior das tragédias: as pessoas passam, os casos investigam-se, a comunicação social noticia, mas a qualidade das instituições continua tão miserável como antes, e o domínio dos circuitos do poder do Estado – que se confundem cada vez mais com os do Partido Socialista – continua a ser a forma mais eficaz de efectuar negócios milionários e enriquecer em Portugal. Não há neste país uma grande ideia de negócio que pareça valer mais do que o acesso privilegiado a um ministro ou a um secretário de Estado.
Note-se, em primeiro lugar, que o caso da empresa Lusorecursos (nas suas várias versões) e da mina de Montalegre só é notícia porque tivemos a sorte que dois sócios se zangassem. De um lado, o empresário António Marques, antigo líder da Associação Industrial do Minho, e do outro, o empresário Ricardo Pinheiro. O segundo parece ter agora passado a perna ao primeiro, mas eles partilham romanticamente um processo no qual estão ambos acusados do desvio de 10 milhões de euros de dinheiro público, naquela que é considerada a maior fraude com fundos comunitários em Portugal. Sim, foram mesmo estes dois senhores que investiram no negócio do lítio, e foi a Pinheiro que o Estado entregou em mão, a 28 de Março deste ano, a exploração da mina de Montalegre, num negócio de nove dígitos.
Naturalmente, como Marques não achou graça, as comadres zangaram-se e passámos a saber coisas. E as coisas que vamos sabendo agravam-se de dia para dia – ou de reportagem para reportagem do Sexta às 9. O actual e futuro secretário de Estado da Energia João Galamba foi ao programa dar explicações sobre o caso, mas ele limitou-se a repetir o mantra o-processo-decorreu-nos-termos-da-lei, sem comentar as tremendas confusões em torno das várias versões da Lusorecursos e seus apoiantes. Não repousou ninguém. O amor à lei passaria por extremamente bonito, não fosse o processo estar enxameado de socialistas, uns para pressionar a não atribuição da concessão por causa do “golpe palaciano” contra António Marques (e inclui-se aqui o antigo autarca do PS Nuno Cardoso, que disse sobre Galamba: “o secretário de Estado desconhece o conflito e quer desconhecê-lo”), outros para pressionar quem for preciso para que a concessão avance (e inclui-se aqui Jorge Costa Oliveira, ex-secretário de Estado do PS e consultor financeiro da empresa de Ricardo Pinheiro). Note-se que esta gente toda não quer só a mina de Montalegre – quer também a mina dos fundos europeus, via programa da Aliança Europeia para as Baterias.
Já no final da entrevista, uma Sandra Felgueiras zangada com as respostas de João Galamba e o facto de estar a ser acusada de nunca ter consultado o processo, disse isto: “Talvez fosse melhor o senhor informar-se, nomeadamente com o assessor de imprensa de Ricardo Pinheiro, Joaquim Neutel, que eu sei que conhece muito bem.” Pergunto: quem é este Joaquim Neutel? Será o mesmo que foi em tempos assessor do presidente da Câmara de Lisboa João Soares e funcionário do grupo parlamentar do PS? Contem-me mais, que eu quero saber. Esta mina de lítio ilumina cada vez mais longe.
COMENTÁRIOS
Joao Rainho.844713, 23.10.2019 Isto só se resolve com um sexta às 9, numa sexta 13 em Montalegre. Também de Felgueiras a Montalegre não é assim tão longe...
LFBT 55: Se o Governo tivesse recusado avançar com o processo com base na denuncia de um ex-sócio da empresa este jornalista estaria agora a criticar o Secretário de Estado por não ter cumprido a lei e por se ter arvorado em procurador do MP na resolução de litígios judiciais. Não se trata de não poder criticar as decisões governamentais trata-se de levantar suspeições apenas porque o jornalista tem faro. O problema é que já vimos para onde se inclina sempre o faro deste jornalista.
ALRB, 23.10.2019: A sucessiva divulgação destas escandaleiras do PS tem um lado perversamente contraproducente: dá sinais aos corruptos que podem impunemente fazer as suas trafulhices e que podem até aumentar quer nos montantes quer na falta de vergonha com que as fazem.
LFBT, 22.10.2019: Hoje era o dia de JMT falar do antigo líder parlamentar do PSD, Duarte Lima, acusado de assassinato no Brasil e agora em Portugal. Mas não, o Procurador Mor do público resolve falar de um caso calunioso, que não chegou à Justiça, apenas porque envolve o Governo da República. Uma vergonha de jornalismo.
ana cristina, 22.10.2019: “apenas porque envolve o Governo da República “ ...... sim, realmente, tão pouca coisa,  não se percebe.
António Pais Vieira, 23.10.2019: Sim, onde já se viu a comunicação social tentar escrutinar o trabalho do governo em funções!? Só falta quererem ser independentes e tudo...
Luis Morgado, 23.10.2019: Portanto, é "calunioso" interrogarmo-nos sobre um negócio de centenas de milhões, que envolve recursos nacionais, feito por uma empresa, com sócios acusados de desviar milhões de fundos, os mesmos sócios envolvidos em ajustes directos suspeitos, com uma empresa criada à pressa, com irregularidades formais, com um capital social ridículo para a dimensão do negócio em causa, com um comissionista que pertenceu ao governo? Portanto, o jornalismo vergonhoso é aquele que levanta questões e faz o escrutínio daquilo que pode ser negociatas que prejudicam o interesse nacional? LFBT Preferiria uma crónica, tipo jornal do crime, sobre o criminoso do PSD? Porquê? Porque esta crónica envolve pessoas do PS? A partidarite devia ter limites e a falta de vergonha também.
fernando jose silva, 22.10.2019: por muitas razões somos os mais corruptos da Europa ... Não há emenda para esta gente, vamos acabar num Salazar II com todos os seus inconvenientes, mas o caminho que se abre é esse....esta nova geringonça é de milhafres !!!
AA...Para a mentira ser segura ... tem que ter qualquer coisa de verdade, 22.10.2019: Quando é que o Publico manda o António Cerejo investigar este escândalo?!! Façam o vosso trabalho, pois, a democracia é denunciar os poderes instalados.
João Lopes, 22.10.2019: segundo a justiça, reduzir-se-ia a um grande bando de ladrões»: Agostinho de Hipona (354-430).
Repórter Estrábico, 22.10.2019: Negócio de milhões, onde somente os meninos do PS podem usufruir das riquezas nacionais em detrimento do nível de vida das pessoas de Montalegre. Quanto conseguirá o Sr. Ricardo Pinheiro desviar dos fundos europeus com esta negociata? Assim se enriquece em Portugal!
Marco Silva, 22.10.2019: Mais um grande negócio do estado (para os amigos do costume, claro)...quem tem boa cunha está sempre safo em Portugal. Vergonhoso! O que vale é os 3 "efes" para o povinho continuar adormecido.
ana cristina, 22.10.2019: giro, giro é ler aqui os comentários dos indignados por alguém andar a meter o nariz onde não é chamado..... uma coisa é sermos enganados, outra é sermos parvos...... e outra ainda é querermos continuar assim.
Luis Morgado, 22.10.2019: Este Ricardo Pinheiro, acusado de desviar uns milhões, sócio da Lusorecursos, é também sócio da Ecoholding à qual foi adjudicado por ajuste directo o Plano Municipal Florestal e de Conservação da Natureza de Montalegre. O desplante é tanto, que a empresa tinha sede nas instalações da Junta de Freguesia. Uma empresa com sede nas instalações de uma Junta de Freguesia??? Não vale a pena o João Miguel Tavares indignar-se, o povo convive bem com estas negociatas. Há quem ache que é tudo muito transparente, muito legal e tudo feito à luz da ética-republicana. Atrasadíssimo país este onde singra o chico-espertismo.
Antonio Duarte, 22.10.2019: Excelente comentário.
Carlos Cunha, 22.10.2019:  Diz o inspector JMT, que como farejador só é igualado pelo inspector Max
ana cristina, 22.10.2019: horrivel, alguém andar "farejar" em negócios que correm tão bem....
Luis Cruz, 22.10.2019: O Galamba tem de se ir preparando para o futuro.
Carlos Costa, 22.10.2019: O Galamba é tóxico. Sempre foi.
Raquel Azulay, 22.10.2019: é movido a litio. doravante será conhecido como Mister Litio. às tantas passaram-lhe uma rasteira. ele aprovaria a concessão sem o aval dos superiores??? há aqui gato escondido com o rabo de fora. é preciso não esquecermos o seguinte: o Galamba é (era????) uma estrela ascendente do PS....e, como sempre nos partidos, as estrelas ascendentes engendram muita inveja....não sei, não faço a mínima, mas sempre considerei o G um homem inteligente (apesar de tempestivo etc)...como é que um homem inteligente comete tal erro sabendo dos riscos...não faz mt sentido.
AMPinto, 22.10.2019: Peçam à Dona Box que lhe exiba os programas de Felgueiras. Ouçam a entrevista da senhora a Galamba, embora a senhora tenha feito tudo para não o deixar falar. E pensem pela vossa cabeça. o JMT fede de raiva, sobretudo quando vê gorados os seus desejos.
jorge morais, 22.10.2019: Em virtude da direcção de programas ter encurtado o programa para 20 minutos, Sandra não podia estar a dar-lhe corda para ele dizer coisa nenhuma. Isto para não lhe lembrar que o caso esteve no congelador até passarem as eleições. Chega ou quer mais?
AMPinto, 22.10.2019: Ao Jorge Morais: basta-me o JMT para coisas idiotas, sem substância. Experimente puxar pela sua cabeça. E estude as coisas que só lhe fará bem.
jorge morais, 22.10.19
E se o AMPinto não fosse mal educado e estúpido, o que gostava de ser? Faltei-lhe ao respeito para me responder dessa maneira? Vê-se bem que é pé rapado. Passe bem
Alforreca Passista 322.10.2019: "Senhoras e senhores, bem-vindos a mais um negócio à portuguesa." - "Jornalista" e comentador "independente" pago pela Sonae e Media Capital --- Senhoras e senhores, bem-vindos a mais um comentário provinciano por parte do "cosmopolita" JMT!! --- Quando a Volkswagen andou a aldrabar as emissões de gases também foi um negócio à portuguesa? Quando o Deutsche Bank lava dinheiro de criminosos também é negócio à portuguesa? Quando Jeroen Dijsselbloem (o dos copos e mulheres) aldrabou o próprio CV também foi negócio à portuguesa? Quando o €uropeísta Junker transformou o Luxemburgo num paraíso fiscal também foi negócio à portuguesa?
António Pais Vieira, 22.10.2019: A sua melhor defesa desta corrupção é dizer que os outros também a fazem? Que pena não colocar o seu nome verdadeiro. É que comigo não faria negócios com certeza.
Raquel Azulay, 22.10.2019: a deflexão é a especialidade da alforreca. o JMT está a falar do "caso" do litiogate. só isso.
Alforreca Passista 3, 22.10.2019: Por mim, o PS pode ir para o inferno! A minha intenção é desmascarar as falsidades, hipocrisia e ignorância de tipos que só vêem aquilo que interessa (e ainda são pagos para isso!) como é o caso de certos "jornalistas" e comentadores "independentes". Eu não critico Sandra Felgueiras porque tenho razões para acreditar que a Sandra sabe fazer jornalismo ao contrário do "jornalista" JMT!!!
Raquel Azulay, 22.10.2019: concordamos acerca do seguinte: a Sandra Felgueiras é uma excelente jornalista. sinceramente, eu não percebo como é que um homem inteligente como Galamba pode ter cometido tal erro ou...pior... se se confirmarem as suspeitas...atribuição de uma concessão a uma companhia formada dias antes, com capital social de 50 000 euros, sediada numa junta de freguesia do PS!?!?!?!? isto é de loucos!!
António Pais Vieira, 23.10.2019: Raquel, basta ver como o Galamba subiu na vida, e pendurado em quem. Não mostra inteligência, apenas a típica esperteza destes políticos que conseguem sempre chegar longe demais antes de serem apanhados.
José Teixeira Gomes, 22.10.2019: O silêncio da Câmara Municipal de Montalegre está a tornar-se insustentável
Nortuguês, 22.10.2019 O PS não muda. E porque devia mudar, se o povo continua na mesma...
António Cunha, 22.10.2019: Se este tema tem sido ignorado pela comunicação social o fogo no pinhal de Leiria não o foi menos. Este é o Portugal comezinho, velho e estafado. Nem com a brilhantina da UE lá vamos... A corrupção continua. Veja-se quem é o número dois do novo governo e de Galamba estar a fazer muito bem o papel de testa de ferro dos interesses e das negociatas
VA. Martins, 22.10.2019: Pois, um negócio entregue "de mão beijada" pelo Ministro Fernandes e pelo secretário de Estado Galamba à empresa do amigo do Costa e ex-secretário de Estado, formada 3 dias antes com um investimento michuruca de 50000 €, em detrimento das empresas concorrentes que investiram centenas de milhares de euros. Cheira a quê? Tenho impressão que o Sócrates fez escola. E o Marcelo vai dar posse a estes indivíduos? a sério?
Helder Antunes, 22.10.2019: Escândalo? São rosas, senhor. São rosas, que o país trás ao regaço. Cheira a escândalo? Não, a rosas.
José Cruz Magalhaes, 22.10.2019: Uma mina a céu aberto ,a do lítio por explorar e, outra mina, em exploração a dos Fundos comunitários. Entretanto, tirando os montalegrenses, a autora e Direcção de programas e agora o JMT, não parece que seja um tema de grande interesse, até ao momento, para grande parte dos cidadãos. Talvez que o desenrolar do processo e os próximos capítulos que os antecedentes deixam adivinhar, com a venda, ou a joint-venture, da licença de exploração a ser emitida, a um dos gigantes da mineração australiano, canadiano ou de qualquer investidor, portador do visto dourado.
António Pais Vieira, 22.10.2019: O silêncio da generalidade dos órgãos de comunicação social sobre estes vergonhosos negócios é ensurdecedor...