quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Imigração uma ova

 

A gente habitua-se, todavia. Que o hábito faz o monge. Afinal, somos os responsáveis pelo fenómeno cultural… e, para mais,  poderosamente afectivo, o que só nos pode elevar o espírito.

Bom ano novo de 2025 e próspero ano velho de 1447!

“Bom 2025” ainda fará sentido, mas caso se encontre na zona do Martim Moniz, em Lisboa, aceite os mais culturalmente apropriados (ainda que algo antecipados) votos de próspero 1447!

TIAGO DORES Colunista do Observador

OBSERVADOR, 01 jan. 2025, 00:1625

“Ano novo, vida nova”, é dos ditos mais comuns nesta altura do ano. O que não será tão comum é alguém fornecer, como que, um guia de onde se poderá estar bem, onde se poderá estar razoavelmente, e onde se poderá estar mal no ano que agora principia. Não têm de agradecer, é apenas uma das muitas mais-valias de subscrever o Observador.

Este breve roteiro é uma espécie de cruzamento de previsões e anseios para o ano que hoje arranca. Digamos que a minha faceta divinatória de bruxo Zandinga se cruzou – no banco de trás do Rolls Royce conduzido pelo Ambrósio – com o meu lado desejoso de senhora aristocrata fã de Ferrero Rocher. E desse cruzamento nasceu este manual para compreender o mundo em 2025.

Alemanha

Prevejo um óptimo ano para a Alemanha. Assim o governo alemão arranje forma de calar as opiniões do fascista Elon Musk sobre a necessidade de a Alemanha arrepiar caminho, e os responsáveis pela queda vertiginosa da principal economia europeia voltem a vender aos alemães – sem contraditório – as tangas Merkelianas da imigração sem critério e tal.

Polónia

A propósito de Alemanha e fascismo, mais um ano, mais fascistas estão os polacos. Em grande medida por cismar que um país deve ter fronteiras, a Polónia prepara-se para se tornar, a manter-se a tendência, a principal economia europeia. Não têm ouvido falar disso? Não se preocupem, os vossos filhos e netos depois mandam notícias quando para lá emigrarem.

Argentina

Ou então escrevem-vos da Argentina, onde o expectável sucesso económico do governo de Javier Milei trará, além de não despiciendos benefícios para os argentinos, nada despiciendas oportunidades de chacota à custa dos seus detratores nacionais, adoradores do horrendo vizinho Lula.

Dinamarca

Também promissor é o ano para a Dinamarca, ao estar mais próximo o dia em que será o primeiro país do mundo a cobrar impostos sobre as bufas dos bovinos. O Trump não quer os EUA a controlarem a Gronelândia, actualmente sob controlo da Dinamarca? Ora os dinamarqueses aproveitem pôr os EUA a controlar também a própria Dinamarca, que cobrar impostos aos agricultores pelos gases do gado vacum demonstra total descontrolo.

Canadá

A propósito de descontrolo e passagem para a gestão dos EUA, é bem provável que essa fosse, também, a melhor solução para o Canadá. Diz que metade dos canadianos não via com maus olhos uma solução em jeito de União Europeia. Se pudessem contar, claro, com o brilhantismo de um António Costa à frente de um eventual Conselho lá deles, e de um Pedro Silva Pereira na vice-presidência de um hipotético parlamento, ou senado, ou coisa que o valha. Enfim, alguma coisa lhes valha, que ainda assim seria melhor do que o governo do filho do Fidel (eh pá, parem com isso! O Justin Trudeau NÃO É filho do Fidel Castro. Só que são tão parecidos… E ao nível da fisionomia também).

Estados Unidos da América

O ano parecia promissor para os EUA. Nova liderança a impor respeito à China, economia com grande potencial de crescimento, e controlo da entrada de imigrantes ilegais. Não fosse o caso – oportunamente assinalado pela jornalista Mafalda Anjos – da saída descontrolada de norte-americanos para Portugal a fugirem do Trump e o futuro dos EUA seria promissor. Agora, com o alegado caso desses dois indivíduos e o seu Chihuahua, já não sei.

Portugal

Finalmente, Portugal. Infelizmente em último, em jeito de punchline, sim. Este ano, ao imaginário mar de imigrantes norte-americanos deve continuar a juntar-se a bem real torrente de imigrantes do Bangladesh. Ainda sou do tempo em que se ouvia a queixa de só recebermos turistas ingleses de pé descalço. Lembram-se? Pois, parece que trocámos isso por receber Bengalis desgraçados de pé deslaço, mas a quem oferecemos pensão completa. Creio ser a isto que se chama “progresso”. Com o qual é expectável vir a “ordem” (ver referência ao Brasil, acima). Aqui chegados, votos de bom ano novo de 2025 e, caso se encontrem na zona do Martim Moniz, em Lisboa, um culturalmente mais apropriado (e algo antecipado) próspero 1447!

ANO NOVO     SOCIEDADE

COMENTÁRIOS:

Novo Assinante: Quem te disse que tinhas piada enganou-te. Qualquer semelhança com JDQ ou RAP é mera coincidência. Talvez sirvas para empregado de mesa da Padaria de JDQ na actual situação de falência em que se encontra e que deve continuar e a pagar miseravelmente aos seus empregados.

FE Cascais > José B Dias: Facto 1:  A Rússia atacou a Ucrânia, invadiu os seus territórios, destruiu o país aos ucranianos com constantes bombardeamentos sobre as suas cidades. Facto 2: A Rússia vende gás para alguns países europeus  Facto 3: Os pipelines que transportam esse gás atravessam o território ucraniano. Facto 4: Com o dinheiro da venda do gás a Rússia fabrica mais bombas para bombardear o território ucraniano. A grande questão: - porque é que só agora os ucranianos cortaram a passagem do gás russo e não o cortaram mais cedo? A resposta possível encontra-se na solidariedade dos ucranianos com os europeus, todavia, provocar danos nas receitas russas é hoje uma arma de guerra que os ucranianos já não podem dispensar. Não entendo a Vossa posição de condenação aos ucranianos e não à invasão russa. Os senhores são membros efectivos do Partido Comunista Português?                       Vasco Esteves > Novo Assinante: O que este dejecto comuna está aqui a fazer ? Não liguem ao que este idiota velhadas de esquerda diz e considerem -no o idiota da terra, por defender ideias mortas e salivar com o 25 de abril . Um triste .                  Jose Marques > Novo Assinante: Como sempre, RASKA!               Maria Tubucci: Certeiro Xôr TD. Os maoméés estão em 1447, enquanto nós em 2025. Por isso quando chegam à sociedade europeia ficam doentes mentais, confirmado pelos alemães, e começam a assassinar em massa os nativos. O povo ao ser massacrado por invasores em 1º lugar vai mudar as suas imbecis e corruptas elites políticas, a seguir vai buscar as leis e os costumes dos nossos antepassados, cujo resultados, todos os que sabem História de Portugal, sabem quais são. Bom 2025. Ano novo, vida nova, sim uma vida como uma tela em branco e afaguem muitos gambozinos pela estrada da vida! 🥹🎉😜                     Pedro Abreu: Uma lufada de ar fresco. A rir se dizem verdades. Bom Ano cristão europeu 2025 para todos.              José B Dias: Com humor se dizem verdades incómodas ... e a crer na absoluta ausência de qualquer reacção a esta hora, o medo de assumir concordância com posições que se pensam como desalinhadas da linha oficial é uma evidente realidade! O meu obrigado ao cronista pela coragem e votos de que esta não lhe falte no resto do ano que hoje começa! Feliz Ano Novo.                  Américo Silva: O Tiago tem estado inspirado. Parabéns. O amigo ucraniano cortou o abastecimento de gás russo à Europa, e os jornais dizem:Rússia corta gás à Europa. Vai lá vai.              Maria Emília Ranhada Santos: Os Bangladexes estão no Martim Moniz porque os autorizaram e continuam a autorizar! São ordens da União Europeia para desmantelar Portugal e retirar a nossa identidade cristã ! Os bangladechianos são os instrumentos que os globalistas, como George Soros por exemplo, têm usado para desmantelar as democracias europeias e particularmente Portugal. Já há cá imigrantes demais? Talvez, mas para essa trupe malvada, não! Só quando Portugal e os portugueses estiverem irreconhecíveis, é que os que tomaram o poder do mundo, vão dar por terminada a perversa acção deles!                    A DFE Cascais: A resposta à sua pergunta final não é óbvia, pois que tanto podem ser comunas como gente sem dois dedos de testa. Porque será que essa gente nunca quer viver na Rússia, na China ou na Venezuela, meu Deus, poupavam-nos a chatice de os aturar!                  joaquim zacarias: Bom ano para o TD,assim como para todos os democratas do OBS.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

O que se segue será

 

O mesmo que sucedeu, que tem sucedido, desde que, por alturas das descolonizações, para remendar os rasgões que tanto se fizeram sentir também logo no ensino, com a descompressão das idiotias provocadas pela instabilidade e permissividade imediatamente consentidas, na desordem surgida, de exigências e reivindicações – estas, sim, como escola da nossa autenticidade de esperteza bacoca onde a honestidade intelectual mal conta, a favor da facilidade e do empolamento reivindicativo, sobretudo salarial, que nunca mais parou, a multiplicação partidária própria da democracia, apenas vigorando no desrespeito pelo “outro”, mal esse tome as rédeas do poder … enfim… não, não cremos em melhoria ao nível escolar, como o comprovam e continuarão a comprovar os resultados internacionais referidos no texto do Professor PAULO J. ALVES DA CUNHA, justamente preocupado, entre os poucos que vão tentando fazer progredir, contra a resistência imbecil dos refractários à ordem e ao saber. Muitas vezes o disse em escritos que publiquei, e continuo a “batalhar” através de um blog em que quis ser uma voz de repúdio – mas também de apoio e regozijo pelo bom que ainda se ergue, num meio da muita mediocridade alardeada. O amor por este breve terreno onde fizemos história sobrepõe-se, contudo, à tristeza de um reconhecimento de falhanço, que nos está nos genes. Não, não cremos em milagres.

E agora, escolas, em 2025 o que se segue?

O tempo dos experimentalismos, facilitismos e contemplações no sistema educativo já lá vai. Não poderá continuar! Estamos a hipotecar sucessivas gerações.

PAULO J. ALVES DA CUNHA Professor do 3.º Ciclo e do Secundário; Investigador no CEPESE

OBSERVADOR, 01 jan. 2025, 00:132

Com as escolas inegavelmente mais pacificadas, e com uma complexa revisão do ECD – Estatuto da Carreira Docente em cima da mesa, em 2025 o que se segue?

Se é verdade que a classe docente começou a sentir uma recuperação da sua dignidade, não é menos verdade que a Educação, e a Escola Pública em particular, continuam mergulhados numa série de problemas que se foram cristalizando com o tempo e que os sucessivos Governos nunca conseguiram, ou quiseram de facto, resolver. Os constrangimentos tornaram-se estruturais e de cada vez mais difícil resolução. A carência de professores é um dos exemplos visíveis que, só recentemente, todos reconheceram.

Aqui chegados, habemus revisão do ECD. Rever a “bíblia” que determina praticamente toda uma vida profissional de largos milhares de professores é, no mínimo, uma tremenda ousadia. Reconheçamos isso. Todavia, remexer nos inúmeros dogmas que foram sendo incrustados pelo tempo, mas também pela inércia e até receios dos decisores, é uma caixa de pandora que só o futuro nos dirá se valeu a pena reabrir.

Até hoje, alguns representantes dos professores que, na verdade, sempre estiveram contra quase tudo, advogam o impossível. Rever toda uma carreira (e tudo o que isso implica) num ápice, pois os calendários internos dos partidos que os alimentam (e vice-versa) assim o determina. E a tão defendida Escola Pública? Calma, isso é para abrir os noticiários. Por agora há que manter a máquina.

Mas olhemos para o essencial: o que poderá, ou não, mudar na Educação.

Uns dirão que tudo ficará na mesma. Outros optaram por arrancar mais cedo e estão já a rufar os tambores da luta e a apontar baterias ao Governo, mesmo desconhecendo o que, em bom rigor, será proposto para se legislar.

No entretanto, vai-se alimentando a onda contestatária nos inúmeros grupos de professores de WhatsApp e nas redes sociais. Na crista da onda, surge um assumido candidato à Presidência da República que não deixará de aproveitar este palco muito mediático, no qual outrora já foi protagonista e alegadamente apartidário.

E, no turbilhão negocial e político-sindical que certamente se adensará ao longo de 2025, alguns, porventura banhados pelas correntes da sensatez, aproveitarão a onda da negociação para tentar alterar efectivamente algo para melhor. Bom… dir-me-ão que o que será melhor para uns, poderá não ser melhor para outros. É verdade. Mas será que não estará mais do que na hora de deixar definitivamente as ideologias e agendas paralelas para trás e olhar de frente para os muitos elefantes que se foram instalando no seio das escolas em Portugal?

Perdoem-me os leitores mais sensíveis: mas que raio, estamos à espera do quê?

O histórico está mais do que registado, dito e sabido. Os resultados internacionais catastróficos, que deveriam envergonhar quem nos governou, já não poderão mais ser escondidos ou omitidos. São maus demais para nada se fazer!

Andamos a brincar às escolinhas e ao faz de conta. O importante sempre foram as estatísticas, enquanto se foram transitando de ano muitos alunos sem os devidos conhecimentos e competências que seriam exigíveis num país decente.

Fora da equação, vão ficando tantos outros intervenientes no processo educativo. E não podem ficar esquecidos de todo. A escola precisa de todos os profissionais da educação, até porque a urgência de dar respostas aos milhares de alunos migrantes, sobretudo os que não dominam a nossa língua, carecem de respostas educativas repensadas, adaptadas e verdadeiramente integradas. Inclusão não é abandonar um aluno que nada compreende da nossa língua à sua sorte e sem apoios e, no final do ano, escrever na pauta que transitou de ano.

É preciso uma espécie de reset educativo. A Educação e o futuro do país assim o exigem.

O tempo dos experimentalismos, facilitismos e contemplações no sistema educativo já lá vai. Não poderá continuar! Estamos a hipotecar sucessivas gerações.

Será que é nesta oportunidade que teremos capacidade para alterar o mal-amado modelo de avaliação docente? E o modelo de gestão das nossas escolas, incluindo o modelo de eleição dos nossos directores? Haverá coragem para debatermos sem tabus e podermos apontar novas soluções?

Reconhecemos que existe uma lista quase infindável de constrangimentos que afectam o quotidiano das nossas escolas. Todos sabemos que a leccionação, a formação, a educação das nossas crianças e jovens passou, não raras vezes, para último plano, dada a emergência constante de procedimentos burocráticos que, em bom rigor, pouco ou nada contribuíram para a melhoria dos processos de ensino e de aprendizagem. Mas vamos andando, à boa moda portuguesa.

Nesta parafernália de grelhas, documentos e e-mails com nos mergulham noite dentro, até muito para além da nossa jornada de trabalho, importará nunca deixarmos de ter presente o que verdadeiramente somos: antes de tudo o resto, somos professores, somos pessoas e também temos filhos. Mas teimamos em alimentar o monstro burocrático. As lideranças temem simplificar o sistema instalado com receio que falte sempre algum documento (dita evidência) para essa espécie de lobo mau, ou desculpa fácil, que é a inspeção. Por isso, a ordem terá de emanar necessariamente da tutela ou o pesadelo perpetua-se.

Ora, numa altura em que já se escutam vozes que apontam para uma carreira autónoma dos directores escolares, talvez também seja a altura de pensarmos se será realmente isso que a Escola necessita. E, já agora, num outro plano, questionarmo-nos se não será então o momento de debatermos serenamente outro modelo de eleição dos nossos directores, sem esquecermos a própria composição e competências dos Conselhos Gerais.

A meu ver, e mesmo sabendo que há quem naturalmente defenda o contrário, não será despropositado voltamos a equacionar o modelo colegial que já existiu no passado ou na criação de um modelo alternativo híbrido. Em todo o caso, importará ter sempre em linha de conta que o cerne de todo o sistema deverá contemplar sempre os docentes, ou seja, atribuindo-lhes um maior peso em todo o processo decisório.

Os professores não poderão voltar a ser arredados do processo de escolha directa de quem os vai gerir. Pelo contrário, os docentes deverão voltar a adquirir o sentimento de pertença da sua escola enquanto organização, revendo-se nas decisões (preferencialmente colegiais), nos procedimentos, nas estratégias, enfim, para que se revejam no seu Projecto Educativo e que este não seja somente mais um documento arquivado algures na página web da escola.

Importará ter a coragem de retirar o peso político que se sente em muitas das nossas escolas (através, por exemplo, do Conselho Geral), atribuindo uma maior capacidade de decisão aos pares, ou seja, aos professores. Ora, se é verdade que existem escolas onde nada disto é problema e devemos reconhecer a muita competência, profissionalismo e até humanidade dos seus directores, não poderemos igualmente ignorar que (sobretudo) nas comunidades mais pequenas constata-se uma clara intromissão do Poder Autárquico (e não importa aqui a cor política) sobre a gestão quotidiana das nossas escolas. Pior ainda, e há que dizê-lo com frontalidade, não é raro observamos ingerências externas que acabam por se reflectir nas dinâmicas de cariz pedagógico, ultrapassando a autonomia pedagógica de cada docente.

Esta autonomia docente é a alma de um professor; é aquilo que o define; é o que marca a personalidade dos nossos alunos e é aquilo que nunca poderemos deixar que nos roubem. É quase sagrado. Se o permitirmos, corremos o sério risco de deixarmos de ser definitivamente professores, para nos assumirmos como meros executantes tecnocratas.

É preciso regulamentar os horários de trabalho, de modo a evitar abusos sob o argumento da autonomia, garantindo uma uniformização das reduções de horário (verdadeiras e sem outras tarefas e alunos atribuídos). É urgente um verdadeiro simplex-burocrático e é fundamental que se acabe com a cultura do facilitismo que tomou conta dos nossos alunos, com escolas vizinhas a competirem entre si pelas melhores médias (empoladas e sem aprendizagens de facto).

De facilitismos, com papéis e grelhas para “inglês ver” estamos todos fartos e, pior que isso, só avolumaram várias gerações de cidadãos profundamente desiguais. Uns atingem a excelência porque têm essas capacidades inatas e tiram mais partido da panóplia de ferramentas e de conhecimentos que hoje estão acessíveis; outros (eu diria a maioria) chegam ao ensino superior sem dominar verdadeiramente a nossa língua, com imensas dificuldades de interpretação, de leitura e de escrita e, há que dizê-lo, viciados nas respostas coladas de um trabalho copiado algures da net. Sim, o plágio está instalado por toda a parte e começa nos mais jovens. Os pais, involuntariamente e na expectativa de ajudar os filhos num determinado trabalho, acabam eles próprios por fomentar este flagelo que poucos ousam denunciar.

É mesmo imprescindível um reset educativo, embora sem deixarmos de reconhecer que a “pandemia” da falta de professores vai deixar lastro e não se resolverá num futuro próximo. Vai levar tempo. Talvez largos anos. E, também por isso, deveria envolver mais forças partidárias e até a sociedade civil, na medida em que a formação inicial de professores por um lado, aliada à valorização profissional dos que já estão ao serviço da Educação, por outro, deveriam ser um desígnio nacional de médio-longo prazo.

Enquanto nação, somos capazes disso e já o demonstrámos ao longo da História. Cada um que assuma as suas responsabilidades e deixe de olhar, apenas, para o seu quintal.

O país real, o mercado de trabalho, as organizações empresariais e os mercados internacionais, todos eles progressivamente mais competitivos assim o determinam.

EDUCAÇÃO      ESCOLAS

 

HAJA PAZ

 

Podemos esperar. A CHINA prometeu.

Mas faço preceder tal promessa de um  email curioso do Ricardo, que o retirou da Internet, é claro, a Bíblia de hoje.

https://lh3.googleusercontent.com/a-/ALV-UjV_yhIqgWhpAIbWkqrl1I7ruIc2fT0oVgFsvuU1NRDTDR1Jh2AI-Q=s80-p

Ricardo Lacerda

terça, 31/12/2024, 21:04 (há 3 horas)

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Para Berta

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2025 = 45² é um "ano-quadrado-perfeito."

É representado pelo quadrado da soma de todos os algarismos do sistema de numeração decimal. 

(0 + 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 + 9)² = 2025.

Representa também a soma dos cubos de todos os algarismos do sistema de numeração decimal.

(0³ + 1³ + 2³ + 3³ + 4³ + 5³ + 6³ + 7³ + 8³ + 9³) = 2025.

O último "ano-quadrado-perfeito" ocorreu em 1936 e depois de 2025 só em 2116.

Tu já passaste por 2... pois nasceste em 1935

Feliz 45² para todos nós!!!

Beijos,

Ricardo

UM FELIZ ANO QUADRADO PERFEITO PARA TODOS NÓS, POIS. MAS TRATA-SE DE UMA ASPIRAÇÂO UTÓPICA, É CLARO. TAL COMO AS PROMESSAS DO XI, DO TEXTO SEGUINTE.

Mundo /

Guerra na Ucrânia

Alertas activos

Em directo/ Exército ucraniano atingiu helicóptero russo com drone naval

Foi a primeira vez que se conseguiu atingir um alvo aéreo através de um drone naval, o Magura V5. Ficou destruído um helicóptero russo Mi-8 – e um outro helicóptero semelhante ficou danificado.

Anadolu via Getty Images

Momentos-chave

Há 3hUcrânia atinge depósito de petróleo em Smolensk, na Rússia

Há 6hRússia ataca zonas residenciais da Ucrânia e faz pelo menos um ferido

Há 11hExército ucraniano atingiu helicóptero russo com drone naval

Há 14hXi Jinping apela à “paz mundial” em mensagem de Ano Novo dirigida a Putin

Actualizações em direto

Há 3h18:29 Edgar Caetano

Ucrânia atinge depósito de petróleo em Smolensk, na Rússia

As forças armadas da Ucrânia atingiram um depósito de petróleo em Yartsevo, na província de Smolensk, na Rússia. O ataque resultou num incêndio nas reservas de petróleo que estavam ali armazenadas.

O Estado-Maior General das Forças Armadas da Ucrânia, citado pelo Kyiv Independent, explicou que o depósito servia para abastecer os militares russos e foi o alvo de uma operação coordenada que envolveu as Forças de Operações Especiais da Ucrânia e as Forças de Sistemas Não Tripulados.

“Explosões poderosas, incêndio e fumo intenso” no local foram o resultado da iniciativa militar, explicou o responsável, sem especificar que tipo de arma é que foi utilizada no ataque.

Há 3h17:53 Agência Lusa

Rússia corta gás à Europa a partir de quarta-feira e fomenta subida dos preços

A gigante estatal russa Gazprom vai cortar o fornecimento de gás à Europa através da Ucrânia já na quarta-feira, confirmou hoje o regulador nacional do sector, tornando quase certo um aumento dos preços actuais.

De acordo com a agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP), a GTSOU colocou no seu site uma previsão de zero metros cúbicos (m3) de volume de distribuição a partir de quarta-feira, 1 de janeiro, confirmando assim que vai cortar os fornecimentos à Europa através de uma rota que incluía a Ucrânia.

A decisão marca o fim de um contrato de 2019 entre a Gazprom, o gigante estatal russo de gás, e vários países europeus, incluindo a Eslováquia, Moldávia e Hungria, através de uma rede de gasodutos em solo ucraniano, que continuou a funcionar apesar da invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022.

Hoje, ainda segundo a AFP, o preço do gás na Europa atingiu e ultrapassou a marca dos 50 euros por megawatt-hora pela primeira vez em mais de um ano, impulsionado pelo fim deste acordo, mas também pelo inverno frio.

Há 6h14:48Edgar Caetano

Rússia ataca zonas residenciais da Ucrânia e faz pelo menos um ferido

A Rússia fez nesta terça-feira vários ataques com mísseis e drones que atingiram zonas residenciais e infraestruturas nas províncias de de Kiev e Sumy, deixando pelo menos uma pessoa ferida e vários edifícios e infraestruturas danificados.

De acordo com o Kyiv Independent, as tropas russas lançaram 21 mísseis, incluindo seis mísseis balísticos Iskander e um míssil aerobalístico Kinzhal, e 40 drones – tudo isto durante a noite de 30 para 31 de dezembro.

Uma mulher em Kiev sofreu uma concussão depois de ser atingida pelos destroços de um projétil detonado que caiu no telhado da casa onde estava, de acordo com a administração militar regional.

Os ataques russos também danificaram as infraestruturas na cidade de Shostka, no Oblast de Sumy, de acordo com o chefe do governo local, Mykola Noha. Embora até ao momento não tenham sido registadas vítimas mortais, os ataques danificaram 12 edifícios residenciais, duas escolas e uma clínica, além de várias outras estruturas.

Há 11h09:53 Inês André Figueiredo

Exército ucraniano atingiu helicóptero russo com drone naval

Os serviços de inteligência ucranianos anunciaram que destruíram um helicóptero russo na Crimeia. De acordo com o jornal Pravda, trata-se de uma ocorrência histórica, tendo em conta que foi a primeira vez que atingiram um alvo aéreo através de um drone naval, o Magura V5.

A operação foi levada a cabo pela unidade especial Grupo 13, do exército ucraniano, na Crimeia, e destruiu um helicóptero russo Mi-8. Outro helicóptero semelhante ficou danificado.

Há 14h06:44 Agência Lusa

Xi Jinping apela à “paz mundial” em mensagem de Ano Novo dirigida a Putin

O Presidente chinês, Xi Jinping, comprometeu-se hoje a promover a “paz mundial”, numa mensagem de Ano Novo dirigida ao homólogo russo, Vladimir Putin, informou a imprensa oficial chinesa.

“Independentemente da evolução da situação internacional, a China continuará firmemente empenhada em aprofundar de forma abrangente as suas reformas, promover a modernização ao estilo chinês e contribuir para a paz mundial”, afirmou Xi Jinping.

Xi destacou ainda as relações “maduras e estáveis” entre a China e a Rússia.

Apesar de vivermos num “século de mudanças aceleradas e de uma situação internacional volátil”, as relações entre Pequim e Moscovo “avançaram sempre de mãos dadas no caminho correcto do não alinhamento, não confrontação e sem atacar terceiros”, assegurou Xi, citado pela agência de notícias oficial Xinhua.

O Presidente chinês manifestou esperança de “continuar a manter contactos estreitos” com Putin em 2025 e indicou que “independentemente da mudança dos ventos internacionais e das nuvens de tempestade”, Pequim “promoverá a causa da paz e do desenvolvimento mundiais”.

A coordenação entre a China e a Rússia “não só está em plena consonância com os interesses dos dois povos, como também contribui para a manutenção da segurança e estabilidade internacional e regional”, segundo o Presidente russo.

Desde o início do conflito na Ucrânia, a China tem mantido uma posição ambígua, segundo a qual defende o respeito pela “integridade territorial de todos os países”, incluindo a Ucrânia, e atenção às “preocupações legítimas de todos os países”, referindo-se à Rússia, com a qual aprofundou a sua relação política e comercial nos últimos anos.

Há 14h06:42 Cátia Bruno

Bom dia.

O Observador vai continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos relacionados com a guerra da Ucrânia.