sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Bisbilhotices



Recebido por email:
«As viagens do Mário Soares»
Date: Thu, 1 Jan 2015
Ainda este artista se pavoneia pelas televisões!

Assunto:  
As viagens do Mário Soares
Bom, também não exageremos:  - NÃO FORAM 90 ANOS A ROUBAR OS PORTUGUESES. FOI UM POUCO MENOS: BASTARAM 10 ANOS

Com um PR deste quilate, viajando por tanto País e com caravanas de acólitos atrás,  não há Nação que não afunde neste mar imenso que é a política que se tem vivido. E o povo aguentou tudo isto e agora é o que se vê, com os vencimentos da função pública e os aposentados e bem assim todo o povo anónimo a ver as suas algibeiras desfalcadas e de que maneira!.... Um milhão de Kms percorridos (22 vezes á volta do Mundo), não deve ser pêra doce nenhuma. E por isto que ele foi abraçar o amigo Sócrates, em sinal de solidariedade. Cada um sabe o que faz. Mas tudo isto é uma árvore abatida no meio duma floresta imensa que urge combater, sem armas, mas com os Tribunais a funcionar como baluartes duma bandeira de justiça a funcionar. Não sou economista e nem matemático, mas tanta saída para o estrangeiro, deve ter ficado num balúrdio difícil de saber-se. E ainda dizem que os nossos políticos não são corruptos. Será possível ter feito tanta viagem, com tantos protocolos e não haver corrupção? Não acredito! Agora é tarde demais para actuar. No entanto, acho que há nesta democracia que o 25 de Abril nos ofereceu, muita coisa para descobrir. Para mim, só Ramalho Eanes foi impoluto.
Para já não mencionar a descolonização vergonhosa que, à sua responsabilidade, vitimou imensos portugueses que criminosamente se viram espoliados do que conseguiram com o seu trabalho e muitos, infelizmente, da sua própria vida! E anda este cidadão a bramar contra a justiça

As viagens de Mário Soares:
ONDE  PÁRAM  AS  PRENDAS  QUE  RECEBEU  E  SÃO PROPRIEDADE   DA  NAÇÃO  ???

MÁRIO SOARES : Onde foram gastos milhões dos nossos impostos, só em viagens, com a sua comitiva?... Tudo pago pelo contribuinte! Só em ajudas de custo para ele e respectivas comitivas !
Façam as contas!
1986
11 a 13 de Maio - Grã-Bretanha
06 a 09 de Julho - França
12 a 14 de Setembro - Espanha
17 a 25 de Outubro - Grã-Bretanha e França
28 de Outubro - Moçambique
05 a 08 de Dezembro - São Tomé e Príncipe
08 a 11 de Dezembro - Cabo Verde
1987
15 a 18 de Janeiro - Espanha
24 de Março a 05 de Abril - Brasil
16 a 26 de Maio - Estados Unidos
13 a 16 de Junho - França e Suíça
16 a 20 de Outubro - França
22 a 29 de Novembro - Rússia
14 a 19 de Dezembro - Espanha
1988
18 a 23 de Abril - Alemanha
16 a 18 de Maio - Luxemburgo
18 a 21 de Maio - Suíça
31 de Maio a 05 de Junho - Filipinas
05 a 08 de Junho - Estados Unidos
08 a 13 de Agosto - Equador
13 a 15 de Outubro - Alemanha
15 a 18 de Outubro - Itália
05 a 10 de Novembro - França
12 a 17 de Dezembro – Grécia
1989
19 a 21 de Janeiro - Alemanha
31 de Janeiro a 05 de Fevereiro - Venezuela
21 a 27 de Fevereiro - Japão
27 de Fevereiro a 05 de Março - Hong-Kong e Macau
05 a 12 de Março - Itália
24 de Junho a 02 de Julho - Estados Unidos
12 a 16 de Julho - Estados Unidos
17 a 19 de Julho - Espanha
27 de Setembro a 02 de Outubro - Hungria
02 a 04 de Outubro - Holanda
16 a 24 de Outubro - França
20 a 24 de Novembro - Guiné-Bissau
24 a 26 de Novembro - Costa do Marfim
26 a 30 de Novembro - Zaire
27 a 30 de Dezembro - República Checa

1990
15 a 20 de Fevereiro - Itália
10 a 21 de Março - Chile e Brasil
26 a 29 de Abril - Itália
05 a 06 de Maio - Espanha
15 a 20 de Maio - Marrocos
09 a 11 de Outubro - Suécia
27 a 28 de Outubro - Espanha
11 a 12 de Novembro - Japão
1991
29 a 31 de Janeiro - Noruega
21 a 23 de Março - Cabo Verde
02 a 04 de Abril - São Tomé e Príncipe
05 a 09 de Abril - Itália
17 a 23 de Maio - Rússia
08 a 11 de Julho - Espanha
16 a 23 de Julho - México
27 de Agosto a 01 de Setembro - Espanha
14 a 19 de Setembro - França e Bélgica
08 a 10 de Outubro - Bélgica
22 a 24 de Novembro - França
08 a 12 de Dezembro - Bélgica e França
1992
10 a 14 de Janeiro - Estados Unidos
23 de Janeiro a 04 de Fevereiro - Índia
09 a 11 de Março - França
13 a 14 de Março - Espanha
25 a 29 de Abril - Espanha
04 a 06 de Maio - Suíça
06 a 09 de Maio - Dinamarca
26 a 28 de Maio - Alemanha
30 a 31 de Maio - Espanha
01 a 07 de Junho - Brasil
11 a 13 de Junho - Espanha
13 a 15 de Junho - Alemanha
19 a 21 de Junho - Itália
14 a 16 de Outubro - França
16 a 19 de Outubro - Alemanha
19 a 21 de Outubro - Áustria
21 a 27 de Outubro - Turquia
01 a 03 de Novembro - Espanha
17 a 19 de Novembro - França
26 a 28 de Novembro - Espanha
13 a 16 de Dezembro – França
1993
17 a 21 de Fevereiro - França
14 a 16 de Março - Bélgica
06 a 07 de Abril - Espanha
18 a 20 de Abril - Alemanha
21 a 23 de Abril - Estados Unidos
27 de Abril a 02 de Maio - Grã-Bretanha e Escócia
14 a 16 de Maio - Espanha
17 a 19 de Maio - França
22 a 23 de Maio – Espanha
01 a 04 de Junho - Irlanda
04 a 06 de Junho - Islândia
05 a 06 de Julho - Espanha
09 a 14 de Julho - Chile
14 a 21 de Julho - Brasil
24 a 26 de Julho - Espanha
06 a 07 de Agosto - Bélgica
07 a 08 de Setembro - Espanha
14 a 17 de de Outubro - Coreia do Norte
18 a 27 de Outubro - Japão
28 a 31 de Outubro - Hong-Kong e Macau
1994
02 a 05 de Fevereiro - França
27 de Fevereiro a 03 de Março - Espanha (incluindo Canárias)
18 a 26 de Março - Brasil
08 a 12 de Maio - África do Sul (Tomada de posse de Mandela)
22 a 27 de Maio - Itália
27 a 31 de Maio - África do Sul
06 a 07 de Junho - Espanha
12 a 20 de Junho - Colômbia
05 a 06 de Julho - França
10 a 13 de Setembro - Itália
13 a 16 de Setembro - Bulgária
16 a 18 de Setembro - - França
28 a 30 de Setembro - Guiné-Bissau
09 a 11 de Outubro - Malta
11 a 16 de Outubro - Egipto
17 a 18 de Outubro - Letónia
18 a 20 de Outubro - Polónia
09 a 10 de Novembro - Grã-Bretanha
15 a 17 de Novembro - República Checa
17 a 19 de Novembro - Suíça
27 a 28 de Novembro - Marrocos
07 a 12 de Dezembro - Moçambique
30 de Dezembro a 09 de Janeiro 1995 - Bra
1995
31 de Janeiro a 02 de Fevereiro - França
12 a 13 de Fevereiro - Espanha
07 a 08 de Março - Tunísia
06 a 10 de Abril - Macau
10 a 17 de Abril - China
17 a 19 de Abril - Paquistão
07 a 09 de Maio - França
21 de Setembro - Espanha
23 a 28 de Setembro - Turquia
14 a 19 de Outubro - Argentina e Uruguai
20 a 23 de Outubro – Estados Unidos
27 de Outubro - Espanha
31 de Outubro a 04 de Novembro - Israel
04 e 05 de Novembro Faixa de Gaza e Cisjordânia
05 e 06 de Novembro - Cidade de Jerusalém
15 a 16 de Novembro - França
17 a 24 de Novembro - África do Sul
24 a 28 de Novembro - Ilhas Seychelles
04 a 05 de Dezembro - Costa do Marfim
06 a 10 de Dezembro - Macau
11 a 16 de Dezembro - Japão
1996
08 a 11 de Janeiro - Angola

Durante os anos que ocupou o Palácio de Belém, Soares visitou 57 países (alguns várias vezes como por exemplo Espanha que visitou 24 vezes e a França 21 vezes), percorrendo no total 992.809 KMS o que corresponde a 22 vezes a Volta ao mundo...
Para quê?
Dr. Mário Soares:
Explique ao povo para que serviu tanta viagem…
Obrigou-nos a aceitar a Troika, duas vezes...
 CARROS; SEGURANÇAS, CONDUTORES, GABINETES E A SUA FUNDAÇÃO(1.300 milhões ) QUE DE NADA SERVE E TODOS PAGAMOS.»

O autor desta extensa referência a um dos nossos heróis modernos mostra-se indignado com o percurso de um dos primeiros – (heróis) -  destes quarenta anos de abocanhamento pátrio, esquecido de que as viagens sempre constituíram o fundamento da nossa glória histórica. Dantes, fazia-se com o sacrifício do povo aventureiro, por mares desconhecidos, onde muitos deixaram os ossos e o resto, mas que serviu para o enriquecimento de reis e nobres e clero e embelezamento territorial e literário, de que Camões e Pessoa  se fizeram eco supremo. Nem resisto a retirar da “Mensagem” a “definição” desse trajecto:

«O Infante»
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal,
Cumpriu-se o mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!         Fernando Pessoa, in Mensagem

Ao viajante Soares não interessou a espuma, nem o clarear das orlas. Cumprido o mar, desfeito o Império, tratou de usufruir dos benefícios, que conquistou sem custo, lançando o padrão da nova moda, para fazer “cumprir-se Portugal”:  passeatas de avião, empréstimos, negociatas, exploração, corrupção, defesa dos amigos de igual padrão…  Em democracia - a liberdade como chave.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Síntese bélica do ano que passou



Síntese bem assustadora e excelentemente exposta a que segue, de António da Cunha Duarte Justo, (em A Bem da Nação), abrangendo os conflitos de uma guerra em várias frentes, provando que a globalização e os hábitos de domínio de alguns povos vão gradualmente lançando os seus tentáculos a oriente e a ocidente, enquanto se vão preparando na sombra os meios nucleares de defesa e ataque dos povos mais bem providos. É certo que o Ocidente é que ensinou piedosamente como se faz, os Franceses no seu “terror” de guilhotina revolucionária, os nazis com os seus campos de concentração nazis e as suas armas por terra, mar e ar, os americanos com a sua bomba atómica exterminadora de gente inocente, e vendendo à sorrelfa as armas do terrorismo geral…  E assim se vai progredindo, no requinte da bestialização universal, fecundando a Terra-Mãe, exigente de sangue humano como contrapartida para alimentar o Homem.
O texto de Duarte Justo:

UM ANO DE CRISES MÚLTIPLAS
Guerra na Europa – Terrorismo do Estado Islâmico pior que o Nazismo

Se passarmos em revisão o ano 2014 notaremos que foi um ano de surpresas e mudança. A guerra também voltou à Europa.
Neste centenário da primeira guerra mundial com 18 milhões de mortos dá-se início aos vícios do século XX: Kiev, Krim, o Inferno da Síria e do Iraque são o melhor exemplo disso e preparam uma nova era também na cena política internacional. Países fronteiriços da Rússia revelam-se como palco para motejo entre a Rússia e o Ocidente.
No Iraque e na Síria instala-se um estado de terror ainda pior que os de Hitler e de Estaline. Fenómeno novo preocupante e indicativo da globalização do terrorismo revela-se o facto de os terroristas islâmicos serem recrutados também das cidades de Estados de direito como a UE.
A Turquia (membro da nato) torna-se mais islamista e dá cobertura ao terrorismo sunita na Síria e no Iraque, a que os curdos resistem com a esperança de a História lhes vir a fazer justiça e lhes reconhecer posteriormente o direito à sua nacionalidade, ao estado do Curdistão. (Este será o próximo conflito!). A política internacional aceita a destruição de um estado antes multicultural como era a Síria, e em conivência com a facção muçulmana sunita (turca e saudita) contra a facção xiita (iraniana) aceita dividir a região em território sunita e xiita deixando também o problema do Curdistão para as calendas gregas. O ocidente apenas reage mas sem um conceito integral; a liga árabe não está interessada em consenso. A ONU reflecte a divisão dos estados e dos interesses.
A Alemanha prefere dedicar-se ao negócio económico e falar da solidariedade dos outros países europeus no que toca à distribuição dos refugiados. Entretanto cresce na Alemanha o desejo de participar mais activamente nas intervenções militares de conflitos mundiais. Isto significará o acréscimo de poder também militar não só da Alemanha mas também da Europa. Em 2014 cria-se a necessidade de intensificar o armamento. A Alemanha inicia uma nova política e a NATO forma uma nova tropa de reacção; a polícia e os serviços secretos de informação preparam-se para piores tempos ao constatar o terrorismo extra e intra muros. Por isso a Alemanha cala os casos de espionagem dos EUA na Europa.
O apoio russo aos separatistas do leste da Ucrânia (invasão) e a sua anexação da ilha Krim na Rússia criam uma nova situação na Europa. A Ucrânia que tinha entregado as armas nucleares à Rússia em 1994 pensava, com isso, adquirir a sua independência e integridade territorial. A Rússia sente-se ferida nos seus interesses fronteiriços com a NATO e parece encetar um caminho imprevisível.
Sanções contra a Rússia provocaram uma crise económica na Rússia com consequências negativas também para a economia ocidental.
Putin considera a queda da União Soviética como “a maior catástrofe geopolítica do século XX”. Não aceita que as fronteiras da NATO se tornem as fronteiras da Rússia, o que vai levar a NATO à corrida às armas. Um caso bicudo de resolver também devido à falta de entendimento entre os países europeus.
Os EUA espionam os amigos, porque consideram prioritários os interesses políticos, económicos e de defesa. A crise da UE vai-se arrastando.
Milhares de refugiados da guerra e da miséria morrem no mediterrâneo e muitos milhares encontram refúgio entre nós.
A sociedade não se encontra preparada sequer para reconhecer os perigos e conflitos que ela mesma anda a chocar. Tem medo de imaginar e analisar cenários possíveis porque muita da nossa inteligência política foi formada numa mentalidade polar ou da guerra-fria.
Os cristãos tornaram-se nas maiores vítimas da modernidade; em cada cinco minutos que passam é morto um cristão. Hoje tornou-se moda atacar os cristãos. Até quando surge um comentário sobre o terrorismo árabe logo surge uma resposta desculpante ou desviadora do assunto para canto, com o argumento de que os cristãos também já perseguiram com a inquisição ou caça às bruxas. 400 milhões de cristãos encontram-se ameaçados e 100 milhões sofrem violência directa (massacres, aprisionamento, marcação das casas onde vivem cristãos com o nome nazareno, pagamento do imposto de cabeça – por cristão, como era costume durante a ocupação muçulmana da Península Ibérica, etc.) . As igrejas do ocidente não reagem porque se encontram preocupadas com problemas de umbigo e sob o pensar correcto que domina a imprensa e a política ocidental.
O Ano 2014 não será para esquecer pelas consequências das tragédias nele iniciadas ou acentuadas a nível internacional.
Portugal encontra-se ainda em estado de excepção dado estar submetido a um regime especial de poupança; a confiança do cidadão na política está de rastos, o combate à corrupção encontra muita resistência por parte de poderes enredados e instalados.
2015 não parece prometer muito, resta-nos a esperança.

António da Cunha Duarte Justo

Mutatis mutandis



Uma fábula muito simples
De Florian
Sobre a influência
Com que uma lisonja bem urdida
Explora humanas vaidades
Em seu próprio benefício.
Também La Fontaine o dizia
Na sua  fábula do Corvo e da Raposa
Manhosa.
Disse a Raposa ao Corvo
Um dia,
Depois de lhe apanhar o queijo,
Quando o mandava cantar
Com a sua voz de encantar:
«Aprenda que todo o lisonjeiro
Vive à custa
De quem o escuta».
A Bela que desmaiou
Quando a abelha poisou
Nos seus lábios vermelhos,
Perdoou no mesmo instante
Em que esta se desculpou
Dizendo que se enganara
Julgando que eram rosas
Os lábios em que poisara!
Àgora!

A Coquete e a Abelha
Cloé, jovem, bonita  e sobretudo
Muito coquete,
Todas as manhãs ao levantar-se,
Punha-se a trabalhar,
Quero eu dizer, fazia
A sua toilete.
E aí, sorrindo  afectadamente,
Dizia ao seu caro confidente,
O espelho,
As penas, os prazeres,
Os projectos da sua alma
Contente.
Uma abelha estouvada chegou zumbindo.
«Socorro! Socorro!» grita logo a dama.
Acudi, Lisa, Martinha, acudi prontamente!
Expulsai o monstro alado!”
Insolentemente
O monstro nos lábios de Cloé se instala.
Cloé desmaia e Martinha em fúria
Apanha a abelha, disposta a esmagá-la.
«Ai! Diz com doçura o infeliz insecto.
O meu erro perdoai!
A boca de Cloé pareceu-me uma rosa
De tão formosa, e julguei…-
A esta palavra, Cloé recuperou
Os sentidos.
“Perdoemos, diz ela,
A sua confissão sincera.
Aliás, foi ligeira a sua picada.
Desde que ela se pôs a falar
Eu já não sinto nada.”
Quanto não vale o incenso
Para as partes harmonizar!


De enganos anda também
A nossa Terra cheia,
Desde o tempo em que trocámos
Por cravos
As armas de uma teia
Urdida por quem diz amém
A tudo o que cheire a indolência
E a brincadeira.
É o que se  prevê para o
Bimilésimo décimo quinto ano
Da nossa era,
Sem esperança
De mudança
Na chinfrineira.