quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Dantes


Eram o chapéu e o bigode do homem português e o buço da mulher portuguesa os distintivos dos costumes portugueses, nas telenovelas brasileiras, imagens do passado não esquecido, que nos causavam rancor, por uma maldade que ninguém se permite explorar nos filmes, pois não parece muito ético, sendo esse ridículo, para mais, uma generalização de ficção pouco educada. O desenvolvimento tecnológico trouxe uma mais rápida divulgação do que por aqui se passa hoje, mais sobre a actuação económica, e a crítica incide sobre comportamentos, mas os telhados de vidro são um genérico, hoje em dia, de que todos os povos enfermam, até mesmo o brasileiro.

Condenados à esperança /premium

Ele queria saber qual era o nosso motor económico. Engasguei-me. Ignorância minha, provavelmente, mas eu nem sabia que Portugal tinha um motor económico.

NUNO GONÇALO POÇAS, Colunista do Observador. Advogado, autor de "Presos Por Um Fio – Portugal e as FP-25 de Abril"

OBSERVADOR, 31 ago 2021

Há quase cinco anos estive em Salvador, na Bahía, onde fui companheiro durante um par de horas de um taxista que depressa decidiu, apenas para passar o tempo e porque eu, enfim, era português, que tinha à sua frente a pessoa certa para lhe contar coisas sobre Portugal, o «País original», como me disse. Tinha visto há pouco tempo um documentário numa televisão brasileira sobre nós e apanhou-me ali a jeito, mesmo ao lado dele, de calções, t-shirt e chinelos, para tirar umas coisas a limpo, enquanto me levava até à zona do Pelourinho. Queria saber, porque não tinha percebido no tal documentário, qual era o nosso motor económico. Engasguei-me. Ignorância minha, provavelmente, mas eu nem sabia que Portugal tinha um motor económico. Tentei mudar o rumo da conversa, depois de me ter ocorrido dizer-lhe, para acabar com o assunto, que Portugal se limitava a viver de empréstimos e impostos, mas decidi fazer com que o ponto da vergonha fosse o Brasil corrupto de que na altura muito se falava e não o Portugal para o qual sempre me falta um adjectivo. O taxista baiano não se deixou intimidar. Queixou-se do PT daquela época, das trapalhadas de Lula e Dilma, da desilusão que Aécio tinha sido para ele, do golpe, da corrupção por todo o lado. Assumiu a sua vergonha, deixou-me sem recursos e voltou à carga. Como vive a economia portuguesa?, insistia. A pergunta era honesta. Enchi-me de coragem e disse-lhe que o turismo naquela altura estava em expansão. Que as exportações tinham dado um salto. Que os têxteis isto, o horto-frutícola aquilo, o calçado, a cortiça e o vinho. Depois apercebi-me do quão ridículo estava a ser e fui directo. Sabe o que é Portugal, senhor? É igual ao Brasil, mas mais pequeno e com menos crime. Rimos. «Eles falam que somos irmãos, mas o portuga é que é o pai, viu? O filho não podia dar certo», finalizou ele. Depois perguntou-me se somos mesmo dez milhões como andava a ouvir há muitos anos. Disse-lhe que sim, mais coisa menos coisa. E o baiano riu alto porque se a população era sempre a mesma então era porque não tínhamos filhos. E ele tinha sete: «Todo o Europeu fala que ter filho sai caro, mas todos na Europa tinham mais filhos quando eram mais pobres.»

Saímos do Pelourinho. Na via rápida para o aeroporto apanhámos fila. O taxista, que, apesar de tudo, parecia estar convencido de uma suposta superioridade civilizacional portuguesa, afirmou, cheio de certezas, que nós não tínhamos trânsito. Ele, que nunca tinha vindo a Portugal, achava que nas estradas lusitanas era sempre a andar. E eu respondi-lhe como quem anuncia na rádio: trânsito demorado no Eixo Norte-Sul, no IC19, na A5, no túnel do Marquês, na saída para as Amoreiras, na curva do Palácio, no IC20, na A2, na Ponte Vasco da Gama, no Nó de Francos, na Ponte da Arrábida, na A4, na Via de Cintura Interna, na saída para Bessa Leite. Ria-se. Achava, ainda assim, que nós tínhamos uma certa qualidade de vida nas cidades que eles no Brasil não tinham. E, para desanuviar e sem me deixar ripostar, lembrou-se de um bolinho que tinha visto no tal documentário. Uma coisa assim redondinha, meio amarela, meio queimada. Um pastel de nata. É isso, pastel de nata. Ninguém diria que aquilo é um pastel. Tem nata? Tem nata. Dizem que é uma especialidade. É, é. Há quem coma com canela, mas eu prefiro sem. E a massa é folhada, tem que estar bem crocante, estaladiça, sabe? E o recheio não pode estar demasiado duro, não pode ser muito cozido, tem de escorrer para os dedos. O baiano, rindo, quis explicar definitivamente por que razão os Portugueses, segundo ele, vivem melhor que os Brasileiros: quando há trânsito, os Portugueses não se zangam porque chegam a casa, comem um desses docinhos redondinhos, meio amarelos, e tudo passa. Trocámos uns olhares: eu querendo explicar-lhe que ninguém em Portugal come pastéis de nata todos os dias; ele a adivinhar o que me ia na cabeça sem querer acreditar. Optei por não desiludir e confirmei, através do silêncio, a tese do pastel de nata diário após o trânsito da IC19.

Estou a terminar pouco mais de duas semanas e meia de férias, boa parte delas passadas num lugar com pouca cobertura de rede de telemóvel, sem wi-fi e sem televisão por cabo. No regresso ouvi umas coisas sobre o congresso do Partido Socialista, em Portimão, e lembrei-me deste episódio de há cinco anos, em Salvador, na Bahía. Presumo, depois do pouco que ouvi, que aquela frase célebre de Millôr Fernandes se aplica não só ao Brasil mas também a nós: Portugal está condenado à esperança. É a única coisa que nos resta.

ECONOMIA  POLÍTICA  BRASIL  MUNDO

 

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Às aranhas


É como ficámos, após a leitura deste texto do biólogo marinho – JOSÉ MANUEL MARQUES: A queda de um muro e o recomeço das perigosas forças de domínio? Uma estranha história de alerta para a nossa ignorância insana. As lágrimas de Portugal resultarão não mais do mar salgado mas da sua perda definitiva… Uma história de poder e de estranhas alianças russo-germânicas, que nos interessaria investigar, tal como a outros parceiros a quem o mar ainda favorece, mas sob ameaça de novo poderio controlador a erguer-se… Mas não era da China que devíamos suspeitar?

Da queda do muro ao controlo do mar

Se a Comissão Europeia conseguir transformar o mar de todos no Mar da União, uma de duas coisas deixará de ter sentido: não fará sentido Portugal permanecer na UE ou Portugal deixará de fazer sentido.

JOSÉ MANUEL MARQUES, biólogo marinho

01 set 2021

A conservadora Margaret Thatcher, nas vésperas da queda do muro de Berlim, foi a Moscovo tentar convencer Gorbatchov a impedir a derrocada de tão icónica construção. Em Paris, o socialista Mitterrand partilhava das mesmas preocupações e chegou mesmo a comentar que gostava tanto da Alemanha que preferia ter duas. Reino Unido e França sentiam um óbvio desconforto pela reunificação da Alemanha. Mas um pouco por toda a Europa ocidental a apreensão era também grande. Thatcher terá dito a Gorbatchov que uma Alemanha unida levaria a uma mudança nas fronteiras do pós-guerra e isso prejudicaria a estabilidade de toda a situação internacional e colocaria em risco a segurança do próprio Reino Unido. Gorbi chutou para canto. Helmut Kohl, chanceler alemão, já tinha negociado com ele, e à revelia de todos os aliados, a reunificação da Alemanha.

Assim, pela primeira vez na sua história, a Alemanha, agora reunida, consegue ter à sua disposição um quadro político que lhe permite cumprir a sua vocação imperial sem a necessidade de utilizar exércitos. As fronteiras da União Europeia, e o seu quadro legal, garantem um território estável e seguro. Território, outrora inacessível à Alemanha dividida, mas que hoje está disponível e à mercê de um IV Reich que se adivinha.

Trinta anos decorreram desde a conversa entre Margaret e Gorbi. Três décadas de praxis e pensamento germânico na UE, foram o suficiente para o Reino Unido carimbar Brexit no passaporte e deixar a UE sem um terço da sua capacidade militar. Não foi uma saída súbita e irresponsável, como em jeito de dogma de fé se proclamou. Nem tão pouco o resultado de habilidosos algoritmos que fintaram o eleitorado britânico, como em tempos o fez Maradona à selecção inglesa. Foi antes um processo longo que se iniciou logo após a queda do muro de Berlim, com avanços a diferentes velocidades. Um dia a história o demonstrará.

Em Paris, 30 anos após a queda do muro, a percepção é a de que a UE está ferida, talvez de morte. Mitterrand sabia que o projecto europeu era um projecto franco-alemão, mas franco-alemão dividido, não franco-alemão reunificado. E hoje está claro para França que o projecto franco-alemão é cada vez mais alemão e menos franco. Os recentes resultados do Eurobarómetro da Primavera do Parlamento Europeu são claros: os cidadãos franceses são os que menos se revêem na actual UE (apenas 15%), são os mais cépticos (35%) e são também os que mais querem estar fora da UE (9%). E a tendência é para estes números se agravarem. Um sentimento de inveja começa a ressurgir quando os Franceses olham para o lado de lá do Canal da Mancha.

Começa a ser visível e notório, sobretudo em França, que os tratados da União foram talvez longe demais e que a Alemanha ameaça a Europa numa guerra económica que poderá escalar, após Berlim se ter entendido com Moscovo para ser o hub energético da UE. Mas como não bastasse a latitude e largueza de perímetro dos tratados, a Comissão Europeia ainda assim os acha curtos e continua a alimentar uma certa apetência para os driblar, adquirindo competências através de práticas que se vão consolidando sem que alguém as conteste, através dos confortáveis “silence procedures”.

Entre as competências que a Comissão Europeia quer, e que não estão previstas nos tratados, existe uma que deve preocupar Portugal: a de querer ser “Estado” costeiro. A tarefa até nem é difícil; após o Brexit, a UE acabou por ficar sem patrão-de-costa e a grande maioria dos Estados-membros está-se nas tintas para o mar. Ao que acresce uma multitude de pequenos Estados (para cima de uma dúzia) que, sem dimensão nem músculo, são totalmente incapazes de impor agenda quando assumem a presidência da União.

A Alemanha conta com grande apoio da Suécia e da Espanha em tudo o que respeita ao mar e com a indiferença da grande maioria dos Estados-membros. A Comissão Europeia agradece e, alinhada com a chancelaria de Berlim, vai aos poucos anulando as nações marítimas e fazendo o transbordo das competências dos Estados costeiros para si própria. E fá-lo de maneiras bem mais eficazes que os U-Boot de Karl Dönitz.

A Comissão começou a socorrer-se do condicionamento à liberdade de participação dos Estados-membros nas diversas convenções marinhas internacionais, usando os apropriados subterfúgios burocráticos. Mas a Política Comum de Pescas é a estrela. A ideia é transformar a Política Comum das Pescas numa política comum de mar, lendo nessa lei o que lá não está e esforçando-se por abrigar nela quase tudo o que são os assuntos relacionados com a governança dos oceanos. Nos assuntos do mar, Portugal, Irlanda e Dinamarca no Atlântico e Itália e Grécia no Mediterrâneo têm a “vida marítima” cada vez mais dificultada.

Se a Comissão Europeia conseguir ser o “Estado” costeiro da UE e transformar o mar de todos e de cada um dos Estados-membros no Mar da União, uma de duas coisas deixará de fazer sentido: ou não fará sentido Portugal permanecer na UE, ou será Portugal a deixar de fazer sentido. É bom que os Portugueses vão tomando disso consciência e que se perceba que a queda do muro de Berlim poderá resultar num enorme cachapão no mar português, afundando o salvo-conduto da nossa soberania. Saberá Portugal evitar, uma vez mais, as tropelias das intenções continentalistas? Esperemos que sim e que continuemos a navegar, honrando a memória dos heróis que nos permitiram aqui chegar.

UNIÃO EUROPEIA  EUROPA  MUNDO  ALEMANHA  FRANÇA  OCEANO ATLÂNTICO  OCEANOS  NATUREZA  AMBIENTE  CIÊNCIA  MEDITERRÂNEO

COMENTÁRIO

Ahmed Gany: Com o PS no poder não vai ser incontornável até,  porque, há muito que a Alemanha nos anexou.

 


Uma história de encanto


E não só para o imaginário infantil. Um nome arrastado e perfurante, de fonemas variados e expressivos, a condizer com esse mito escandinavo de Valquírias, justificativo, na sua força moral e física, também do encantador universo dos livros de Selma Lagerlöf – e muito especialmente o de Nils Holgersön voando entre as asas do seu ganso, pela Suécia - como eco de tradições de uma honestidade que perdura na nossa memória. Mitos, de resto, retomados, quer manhosamente, para efeitos de moldagem de garbo feminino, aquando da guerra hitleriana, quer anteriormente, no universo dos contos infantis com seres alados, ou na ópera wagneriana, nos filmes, enfim, e, modernamente, na referida “escultura”, imaginativamente esplendorosa, ao modo singular de Joana de Vasconcelos, que o “OBSERVADOR” reproduz em fotografia.

 

INÍCIO / CULTURA

Conhece a lenda das Valquírias?

A experiência de compras no NorteShopping continua cheia de arte, desta vez com duas “Valquírias”, de Joana Vasconcelos. As obras evidenciam o poder da mulher e podem ser vistas até 2 de setembro.

OBSERVADOR LAB: Texto

30 ago 2021

Valquírias são mitos femininos, deidades exuberantes da mitologia escandinava em que, nas lendas, sobrevoavam os campos de batalha, chamando de volta à vida os mais bravos guerreiros. Complexas e fantásticas, surgiram cerca de 200 anos antes de Cristo, deram nome a uma importante operação de guerra no século passado e, já nos nossos dias, inspiraram a artista Joana Vasconcelos a tornar proeminentes estas referências femininas destemidas e guerreiras sob a forma de esculturas e instalações. Mas vamos recuar no tempo para compreender melhor todo este mundo fantástico.

Há muito, muito tempo…

Quando a Alemanha era a Germania e Jesus Cristo ainda não tinha nascido, os povos escandinavos, ou nórdicos, procuravam explicar e entender a sua própria humanidade através de mitos e lendas onde seres e animais fantásticos retratavam a essência do ser e das relações humanas. Inveja, maldade e ciúme iam sendo apresentados a par da bondade, da verdade e de tantas outras facetas presentes em qualquer pessoa. Através de histórias que hoje nos parecem mirabolantes, aprendia-se os papéis de cada um na sociedade e na família, expondo as crenças da Era Viking (793–1066 AD). Todas estas aventuras chegaram aos nossos dias através das Eddas islandesas, duas coletâneas de textos — uma em verso e outra em prosa — escritas no século XIII e nas quais ficou gravada a sabedoria que, até então, era apenas transmitida oralmente.

A Arte como expressão

Figuras complexas

As crenças e histórias que compõem a mitologia nórdica colocam a família no centro da comunidade e a guerra como razão para a agressividade daqueles povos. As personagens são complexas, presas a poderes como o amor e a guerra, e vale a pena saber quais são as figuras mais importantes de todo este mundo mágico e muito haveria para escrever sobre eles. Destacamos os seguintes:

Odin

É a figura mais importante desta mitologia, intitulado o Pai de Todos e também conhecido como “O senhor da Guerra”. Era o deus da sabedoria, da guerra e da morte e, em menor escala da magia, da poesia da profecia, da vitória e da caça. O seu cavalo tinha oito patas. A sua esposa era Frigg, a Mãe de todos.

Frigg

Casada com Odin, era a deusa da fertilidade, do amor e da união, também associada à maternidade e ao casamento e, ainda, protectora das famílias. A sua função principal era a de esposa e mãe. Os seus filhos são Balder, Hoder e Hermodr. Tem ainda Thir, Meilli, Bragi, Váli e Vidar como enteados.

Freya

Há historiadores para quem Freya e Frigga são a mesma deusa. Freya é uma das mais antigas deusas desta mitologia e os seus poderes são o amor, a fertilidade a beleza, riqueza, magia e adivinhação. Freya era quem dava ordens às Valquírias, deidades, ou deusas menores, que serviam Odin.

As Valquírias

Apesar de serem consideradas deusas menores, as Valquírias são mencionadas na literatura e tradição, tanto nas Eddas como em toda a poesia escáldica, uma forma literária oral da Noruega e da Islândia nos séculos X, XI e XII. Também aparecem em inúmeras inscrições rúnicas, ou seja, escritas nos caracteres usados por muitos povos escandinavos desde o século I até à Idade Média.

A arte como parte da vida

O imenso destaque que as Valquírias obtiveram entre os mitos de todos os tempos e em manifestações culturais de todas as épocas também ganha destaque na obra de Joana Vasconcelos que criou a sua primeira Valquíria em 2004. Hoje, é autora de uma série com 29 peças, que mostra em galerias de vários países.

Agora, duas delas — Mary Poppins e Royal —podem ser vistas no NorteShopping, um centro comercial que, para proporcionar a melhor experiência de compras, faz questão de incluir arte em toda a sua actividade. De facto, há mais de duas décadas que nos Centros Sonae Sierra se realizam eventos culturais e campanhas inovadoras para as quais são convidados artistas de renome.

Duas peças espectaculares

Na actual exposição de Joana Vasconcelos no NorteShopping, duas Valquírias atestam o interesse do grupo Sonae Sierra pela arte: Mary Poppins é uma homenagem à ama com o mesmo nome, imortalizada no cinema que, trazida pelo vento a voar no seu guarda-chuva, vem trazer felicidade aos dias tristes de uma família.

Colorida e tentacular, esta Valquíria enorme (700 x 600 x 600 cm) lança, a partir do corpo central, seis longos braços, tão ameaçadores como protetores. À semelhança dos restantes trabalhos da série, Mary Poppins mantém a exuberância no uso de adornos e tecidos de diferentes texturas — alguns artesanais e outros produzidos industrialmente — para modelar as suas formas orgânicas improváveis. Não perca a oportunidade para ver esta estranha criatura-lustre suspensa a partir do tecto. E saiba que, tal como a do filme, esta Mary Poppins pode ser assustadora mas é totalmente inofensiva.

Royal é uma Valquíria produzida com a colaboração de artesãs de Nisa, Alentejo e gravita no espaço de forma imponente. O seu corpo têxtil, enorme e invulgar, revisita e reinterpreta a moda palaciana, combinando o luxo e a exuberância dos brocados com as cores, motivos florais e técnicas tradicionais de Nisa, pequena vila do interior de Portugal, conhecida pela riqueza do seu artesanato. Se for ao NorteShoping até dia 2 de Setembro vai ter a sorte de poder ver esta Valquíria, também enorme e suspensa, capaz de provocar a sua imaginação e despertar a sua vontade de conhecer melhor a mitologia nórdica e todas as histórias que podem inspirar a arte.

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