domingo, 29 de dezembro de 2024

Palavras de um sábio saber

 

E sabor. Reconfortante sempre, e mais ainda em tempo de dissabor.

2025, Ano Jubilar: a esperança que não engana

Abre-se novamente, de par em par, a Porta Santa, para oferecer a experiência viva do amor de Deus, que desperta no coração a esperança segura da salvação em Cristo

P. GONÇALO PORTOCARRERO DE ALMADA, Colunista

OBSERVADOR, 28 dez. 2024, 00:164

Quando São Paulo escreveu aos cristãos de Roma que “a esperança não engana” (Rm 5, 5), não estava a fazer uma observação óbvia, mas a negar, em nome da fé cristã, o que parecia ser uma evidência inexorável. Com efeito, os fiéis que viviam na capital do império romano sabiam que, em qualquer momento, se podia abater sobre eles uma impiedosa perseguição. Assim aconteceu quando Nero mandou crucificar muitos cristãos, responsabilizando-os pelo incêndio da urbe que ele próprio provocara. Muitos dos primeiros fiéis foram também pasto das feras, ante uma multidão ululante que fazia do seu máximo sacrifício motivo de ímpio e cruel divertimento.

Ao declarar 2025 um Ano Santo Jubilar, o Papa Francisco quis cumprir com uma antiga tradição eclesial, como expressamente reconheceu na Bula Spes non confundit, pela qual procedeu à sua proclamação: “segundo uma antiga tradição, o Papa proclama, de vinte e cinco em vinte e cinco anos”, um Jubileu. Na sua multisecular história, os Jubileus oferecem ao povo de Deus uma extraordinária ocasião de graça, sobretudo pela remissão dos pecados.

A este propósito, o Papa Francisco, na referida Bula, recordou: “Apraz-me pensar que um percurso de graça, animado pela espiritualidade popular, tenha antecedido a proclamação do primeiro Jubileu, em 1300. Com efeito, não podemos esquecer as diversas formas através das quais se derramou com abundância a graça do perdão sobre o santo Povo fiel de Deus. Recordemos, por exemplo, o grande ‘perdão’ que São Celestino V quis conceder a quantos iam à Basílica de Santa Maria de Collemaggio, em Áquila, nos dias 28 e 29 de Agosto de 1294, seis anos antes de o Papa Bonifácio VIII instituir o Ano Santo. Por isso, a Igreja já tinha a experiência da graça jubilar da misericórdia. E antes ainda, em 1216, o Papa Honório III acolhera a súplica de São Francisco, que pedia a indulgência para quantos tivessem visitado a Porciúncula nos dois primeiros dias de Agosto. O mesmo se pode dizer da peregrinação a Santiago de Compostela: de facto, o Papa Calisto II, em 1122, concedeu que se celebrasse o Jubileu naquele Santuário sempre que a festa do apóstolo Tiago calhasse num domingo. É bom que continue esta modalidade ‘generalizada’ de celebrações jubilares, de modo que a força do perdão de Deus sustente e acompanhe o caminho das comunidades e das pessoas.”

O último Jubileu ordinário ocorreu durante o pontificado de São João Paulo II, no ano 2000, mas o último Ano Santo Jubilar já foi decretado pelo Papa Francisco e insere-se num conjunto de outras importantes efemérides cristãs. Com efeito, “o Ano Santo de 2025 está em continuidade com os anteriores eventos de graça. No último Jubileu ordinário, atravessou-se o limiar dos dois mil anos do nascimento de Jesus Cristo. Em seguida, no dia 13 de Março de 2015, proclamei um Jubileu extraordinário com o objectivo de manifestar e permitir encontrar o ‘Rosto da misericórdia’ de Deus, anúncio central do Evangelho para toda a pessoa e em cada época. Agora chegou o momento dum novo Jubileu, em que se abre novamente, de par em par, a Porta Santa, para oferecer a experiência viva do amor de Deus, que desperta no coração a esperança segura da salvação em Cristo. Ao mesmo tempo, este Ano Santo orientará o caminho rumo a outra data fundamental para todos os cristãos: de facto, em 2033, celebrar-se-ão os dois mil anos da Redenção, realizada por meio da paixão, morte e ressurreição do Senhor Jesus. Abre-se, assim, diante de nós um percurso marcado por grandes etapas, nas quais a graça de Deus precede e acompanha o povo que caminha zeloso na fé, diligente na caridade e perseverante na esperança(cf. 1T 1, 3).”

Como recorda o Santo Padre, “todos esperam. No coração de cada pessoa, encerra-se a esperança como desejo e expectativa do bem, apesar de não saber o que trará consigo o amanhã. Porém, esta imprevisibilidade do futuro faz surgir sentimentos por vezes contrapostos: desde a confiança ao medo, da serenidade ao desânimo, da certeza à dúvida. Muitas vezes encontramos pessoas desanimadas que olham, com cepticismo e pessimismo, para o futuro como se nada lhes pudesse proporcionar felicidade.”

É muito portuguesa a crença no destino, ou fado, entendido como o inexorável fluir da vida segundo forças que não só não dominamos como tememos que sejam adversas. Por isso, o Papa Francisco expressa um voto universal, que tem especial pertinência em relação à alma lusa: “Que o Jubileu seja, para todos, ocasião de reanimar a esperança! A Palavra de Deus ajuda-nos a encontrar as razões para isso”. 

Com efeito, São Paulo, na sua carta aos cristãos de Roma, faz um impressionante panegírico do invencível optimismo cristão: “Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada? (…) Mas em tudo isso saímos mais do que vencedores, graças Àquele que nos amou. Estou convencido de que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem as potestades, nem a altura nem o abismo, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, Senhor nosso» (Rm 8, 35.37-39).

Se o fado é um vago determinismo que nada tem de cristão, a esperança cristã é, na sua essência, consciência viva de uma predestinação, que Paulo de Tarso refere, com insistência, na introdução da sua epístola aos efésios (Ef 1, 4-5.11). Esse desígnio divino, sem retirar autonomia e liberdade ao ser humano, nem impedir, portanto, a radical possibilidade da sua eterna condenação, dá razão ao fundado optimismo cristão.

A esperança cristã não nasce da vontade humana, mas do querer de Deus, quando opera no coração do crente a graça da salvação. Como virtude teologal, juntamente com a fé e a caridade, a esperança não é uma virtude que se possa adquirir pela repetição de actos, mas uma graça de Deus que opera e antecipa a salvação. Neste sentido, o seu objecto é o próprio Deus, enquanto autor da redenção: não se pede ao fiel cristão que se santifique, mas que se deixe santificar pela acção de Deus na sua alma em graça.

Como esclarece o Papa Francisco, “na verdade é o Espírito Santo, com a sua presença perene no caminho da Igreja, que irradia nos crentes a luz da esperança: mantém-na acesa como uma tocha que nunca se apaga, para dar apoio e vigor à nossa vida. Com efeito a esperança cristã não engana nem desilude, porque está fundada na certeza de que nada e ninguém poderá jamais separar-nos do amor divino.”

Muito feliz Ano Santo Jubilar!

PAPA FRANCISCO      IGREJA CATÓLICA     RELIGIÃO     SOCIEDADE

COMENTÁRIOS (de 44):

Meio Vazio: Num Português impecável. Coisa rara. (Mais não seja por isso, o Rev.mo de Almada deveria ser condecorado.)                    Maria Emília Ranhada Santos: Uma graça muito grande! É essencial que abramos também os nossos corações à misericórdia de Deus! A esperança não engana porque o Amor foi derramado nos nossos corações! (Rom. 5, 1-6)                      Cisca Impllit: Que Deus nos perdoe. A esperança que não se engana.                   João Paulo Reis: O Jubileu de 2025 é uma oportunidade única para renovarmos a nossa esperança e testemunhá-la ao mundo. Ao celebrarmos este Ano Santo, somos convidados a ser peregrinos da esperança, levando a boa nova de Jesus Cristo a todos os cantos da terra. A esperança cristã não é apenas uma expectativa passiva, mas uma força activa que transforma o presente, impulsionando os fiéis a caminhar juntos em busca de uma vida mais plena, sustentada pelo amor de Deus e pela comunhão fraterna.

A magia do pensamento

 

De rigor, precisão, qualidade referencial, visão crítica e humor próprio. JAIME NOGUEIRA PINTO, um cérebro imprescindível para nós.

Prognósticos, só para o ano

O fiasco das previsões no ano que passou deve alertar-nos para evitar, no ano que aí vem, o vício de confundir, por preconceito ideológico e maniqueísmo, o que é e o que gostaríamos que fosse.

JAIME NOGUEIRA PINTO Colunista do Observador

OBSERVADOR, 28 dez. 2024, 00:176

Na Sexta-Feira, 20 de Dezembro, o portal Politico percorria a lista de previsões falhadas para 2024, incidindo nas eleições americanas.

Começava com os comentadores que anteviam uma maçadoria sem precedentes para o tempo pré-eleitoral norte-americano… só para que o cruel destino lhes viesse arruinar a reputação com o atentado contra Trump, a decisão do “governo sombra” do Partido Democrata de substituir Biden por Kamala Harris, os insultos cruzados, as fake news e todo o folclórico entretenimento que viria animar a campanha.

John Harwood, um reputado jornalista, tinha também avançado com uma previsão, que mais do que uma previsão era uma certeza: Joe Biden nunca iria indultar Hunter Biden, e só consideravam essa possibilidade os que, por maldade intrínseca, não conseguiam conceber que alguém agisse de acordo com os seus princípios e se mantivesse fiel à palavra dada (“they can’t imagine someone acting in principle and keeping his word”). Infelizmente para Harwood – e felizmente para Hunter e Joe –, Biden, na hora da verdade, deixou que a (auto)indulgência e a (auto)misericórdia galgassem princípios e palavras de honra.

Mas foi quanto ao resultado da eleição que os analistas e as empresas de sondagens mais se excederam no erro. Rob Reiner, o realizador de A Few Good Men e The Wolf of Wall Street, escrevia poeticamente a 4 de Novembro, véspera da eleição: “De uma mulher todos nascemos; amanhã, de uma mulher, nascerá a nossa Democracia renovada” (“A woman gave birth to each and every one of us. Tomorrow a woman will give birth to a renewal of our Democracy”). Mas, lamentavelmente para Reiner – de resto, um bom realizador –, a mulher, Kamala, e o seu companheiro de lista, Tim Waltz, acabariam por não dar à luz o que quer que fosse… Eram, claramente, um erro de casting e tinham tudo para não levar a termo a gravidez.

No dia 1 de Janeiro de 2024, ainda antes da entrada na corrida do novo casal, Juan Antonio Williams, o comentador de esquerda de serviço da Fox, tinha escrito uma premonitória frase idiomática sobre Joe Biden algures entre os nossos “devagar se vai ao longe” e “ir pelo seguro” ( “Slow and steady wins the race”). Devagar, ainda podia ser uma característica do candidato, já a segurança e a estabilidade … Mas, enfim, para Juan Antonio havia ainda o contexto nacional, e o contexto nacional era seguro até, ou sobretudo, junto dos eleitores mais oscilantes:

“Com a Bolsa de Valores em alta, o desemprego baixo, os salários a subir, a inflação a abrandar […] Biden tem um pleno para vencer os swingvoters”.

Também a reputada The Economist Intelligence Unit apelava à inteligência dos seus subscritores para a única previsão lógica: “Biden vai ganhar a eleição, apesar dos desafios que enfrenta … Um factor a favor de Biden é a economia, que continua uma prioridade para os eleitores”.

Não contavam talvez nem com a inteligência dos eleitores nem com a oscilação dos mandantes do Partido Democrático, que resolveriam jogar pelo seguro, substituindo a meio da corrida o corredor de fundo.

No diário inglês Financial Times, Ed Luce, especialista em política americana, também avançava com outro vaticínio: “Trump vai ser condenado criminalmente, pelo menos num dos seus quatro processos, talvez em dois, antes da eleição”.

E assim por diante … Lá como cá. Cá ainda pior, dada a total ausência de contraditório: primeiro com juras sobre a excelente condição do primeiro candidato, depois com encómios à futura, e praticamente certa, Administração Kamala – a primeira mulher, a primeira indo-afro-americana de classe média, à frente dos destinos da América, contra o diabólico e imprestável Trump que só contaria, quando tanto, com o voto dos brancos machos, assustados com a perda da hegemonia na América.

Até para o Ano

É à luz deste fiasco de previsões no ano que passou que devemos pensar no ano que aí vem, evitando o vício do costume: a confusão, por razões de preconceito ideológico e maniqueísmo, entre o que é e o que se gostaria que fosse.

A Esquerda, e o Centrão, que têm caído mais notoriamente no referido vício, desumanizaram de tal maneira Trump, Orbán, Le Pen ou Meloni, criando à sua volta uma teia maniqueísta de explicações conspiratórias e visões maléficas, que já não raciocinam normalmente quando estes políticos, os seus partidos ou as suas ideias entram em cena.

É compreensível. Na versão da Esquerda (que contaminou grande parte do Centro-direita com medo da Esquerda), se a democracia, o povo, a competição partidária, o voto, são coisas boas e Trump, Orbán, Le Pen, Meloni são maus, inimigos do povo, da democracia, dos partidos, não podem nem devem ganhar pelo voto do povo, em democracia.

Quando começam a ganhar e se começarem a ganhar é porque alguma coisa está mal ou a toldar a razão e a vontade do povo.

Mas além da Inteligência Artificial (IA) ou dos algoritmos manipulados dos Tik Toks e do Xs há também outro factor que não podemos menosprezar, embora custe às vezes medir onde chega: a Estupidez Natural (EN) de alguns protagonistas da classe política – ou da pré-classe política, como ainda na semana passada aqui, noObservador, Alberto Gonçalves relatava a propósito da competição para a presidência da Juventude Socialista.

Talvez devêssemos voltar ao sistema do mandarinato e fazer uns exames obrigatórios, como os da Quarta Classe e Admissão aos Liceus do “tempo do Fascismo”. Já não digo os do antigo Quinto Ano do Liceus, porque era capaz de o Parlamento ficar sem quórum.

Neste mundo inspirado numa convergência do pior do capitalismo financeiro e do wokismo académico, parece que a única constante é o “empoderamento” interessado de “minorias” e a alienação em relação à realidade e às pessoas comuns, por ignorância, por preconceito ideológico ou por uma combinação de ignorância e preconceito.

Arrisco, então, uma previsão para 2025 e para os anos vindouros: sendo claro que ninguém quer impor a própria realidade às famosas “minorias” e respectivas microfobias e susceptibilidades agressivas, também ninguém vai querer deixar-se governar e regular por elas.

Feliz Ano Novo

A SEXTA COLUNA     HISTÓRIA     CULTURA     RELAÇÕES INTERNACIONAIS      POLÍTICA

COMENTÁRIOS (de 33)

Américo Silva: Talvez em 2025: Trump seja presidente dos USA. Marcelo fale cada vez menos. Professores, barcos, metro e comboios, façam greve. Autarcas façam fortunas. A União Europeia continue a afundar.               Carlos Chaves: Caríssimo Jaime Nogueira Pinto, desejo que a sua previsão se torne realidade! Já chega de wookismo, já chega de esquerda, já chega de mentira, já chega de manipulação e já chega de embrutecimento.                      Maria Nunes: JNP, obrigada e Feliz Ano Novo para si. Obrigada também pelos excelentes e imprescindíveis artigos com que nos brindou este ano.                       Fernando Prata: Excelente artigo. Gostei particularmente do final quanto ao exame do antigo Quinto Ano do Liceu, em que o parlamento poderia ficar sem quorum. De facto, esta dita geração mais bem preparada de sempre, é porventura, a mais ignorante de sempre, pelo que a previsão para o futuro do país é muito cinzenta, para não dizer negra.                    Jose Marques > Manuel Gonçalves: Ó Maneli, porque vedes "ode encomiástica" na crónica do JNP - onde só há denúncia das previsões 'alucinogénicas' dos esquerdalhos vesgos? Também vós só vedes da vista sinistra?                 klaus muller: O artigo, como sempre, é muito bom, mas aquela dos deputados terem de fazer Exame do 9º Ano é óptima. LOL.                João Floriano: Disputando o pódio dos videntes a búlgara Baba Vanga, promete meter Nostradamus em lugar secundário. Para quem gosta de previsões recomendo que aceda ao site: Previsões assustadoras da lendária adivinha Baba Vanga para 2025. Também encontrarão previsões  a longo prazo e os wokes, se a Baba Vanga tiver razão e acertar serão o nosso menor problema. O próximo ano poderá trazer uma guerra terrível na Europa, o aumento do poder russo e muitas catástrofes naturais. De hoje a um ano se ainda por cá andarmos logo falamos. Bom Ano para todos, para quem escreve as crónicas, quem as lê e quem as comenta. Para os tímidos que até gostam de ler mas não se atrevem a partilhar as suas opiniões muitas vezes interessantes, e trazendo diferentes abordagens, o meu convite à participação.              Nuno Abreu: Mais um bom desenho de uma esquerda dirigida por gente que culturalmente só conhece as obras de Lenine editadas pelo Avante, que de tão estático no tempo é o Atrasante!             Vasco Esteves: Descansem. As novas gerações, na sua maioria, odeiam o socialismo e o comunismo e estes vão desvanecer-se aos poucos. Juntamente com o descalabro da imigração descontrolada nos países ocidentais, a direita e extrema-direita vão ganhar nas eleições o controlo dos países e finalmente começar a limpeza dos esquerdolas e a expulsão dos imigrantes, dos quais os muçulmanos têm de ser os primeiros. Viva a liberdade . Abaixo o socialismo .               Manuel Magalhaes: Bom Ano Novo, Jaime, continua com os teus escritos pois eles ajudam-nos a ver o chão que temos debaixo dos pés… grande abraço!!!                   João Floriano > klaus muller: Caro klaus Não confunda exame do antigo quinto ano liceal com a fraca bagagem de conhecimentos que se traz no final do 9ºAno. Jaime Nogueira Pinto tem razão.                       HELENA MARIA VICENTE DE SÁ COUTO: Excelente artigo !                  Maria Emília Ranhada Santos: Concordo plenamente com tudo o que diz, mas para nos livrarmos da tirania das minorias temos que mudar a CS e os governantes! Eu acho que se fôssemos a votos, mesmo com esta CS de esquerda acérrima, os portugueses já não votavam mais, ou pelo menos a maioria, nos que pretendem a desordem e têm pouca massa encefálica! Assim sendo, esperamos seriamente, governantes inteligentes, íntegros e competentes

sábado, 28 de dezembro de 2024

Via email

 

Com as felicitações do nosso apreço

Observadores

Miguel Pinheiro

Diretor Executivo

Obviamente, no Observador não trabalhamos para os prémios. Mas vou ser sincero: somos humanos, por isso preferimos ganhar a perder. E ainda bem, porque este ano ganhámos muitos prémios. O mais recente foi o prémio Gazeta de Multimédia, que será entregue no dia 3 de janeiro pelo Clube de Jornalistas. A reportagem distinguida chama-se “Wagner. Dentro da máquina de guerra de Putin” e é da autoria do Rui Pedro Antunes e do João Porfírio (o web design é do Miguel Feraso Cabral e a edição multimédia da Teresa Abecasis). O editor de Política e o editor de Fotografia do Observador estiveram duas semanas na Ucrânia e na Polónia a falar com várias pessoas ligadas ao grupo Wagner, incluindo um antigo mercenário e uma vítima capturada pelos russos. E a reportagem, entretanto, já se transformou num livro.

Em outubro, o Observador ganhou quatro prémios Meios&Publicidade Criatividade Autopromoções & Inovação em Media: os Podcast Plus venceram o ouro na categoria inovação em áudio e ganharam ainda uma menção do júri; o Votómetro elaborado para as eleições legislativas de março de 2024 conseguiu uma prata na categoria inovação em imprensa; e a campanha que assinalou os dez anos do Observador venceu também uma prata na categoria autopromoção institucional. E, em junho, ganhámos o prémio de melhor marca de Media Digital atribuído pela Marketeer.

Houve mais: em março, o jornalista Tiago Caeiro, que cobre a área da Saúde, recebeu o prémio da Associação Portugal AVC com o trabalho “‘É preocupante’. AVC aumentam em adultos jovens”. E, em junho, a reportagem “O meu pai tentou assassinar a minha mãe.” As equipas que dão apoio psicológico a crianças vítimas de violência doméstica”, da autoria da jornalista Sofia Teixeira, com fotografia de Tomás Silva, foi distinguida com uma menção honrosa na categoria de imprensa nacional, na décima edição do Prémio de Jornalismo “Os Direitos da Criança em Notícia”, promovido pelo Fórum sobre os Direitos das Crianças e dos Jovens, que reúne diversas entidades, entre elas a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens. A reportagem premiada faz parte do Mental, a secção do Observador totalmente dedicada à saúde mental.

E, finalmente, tivemos o prazer de ver o João Porfírio receber a Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, da cidade de Portimão, pelo “extraordinário contributo na área da atividade Serviço Público”. O prémio não é nosso; o orgulho, é.