AO MODO RUSSO, como pretexto de instalação bélica sua, mais
alargada, de acordo com os poderes da sua ambição mundana. Ou mundial…
NATO garante que ataques híbridos de Moscovo não
enfraquecerão apoio à Ucrânia. Rússia alega "ameaça directa"
Mark Rutte garante que Moscovo está a tentar
"minar", sem sucesso, a unidade e o apoio à Ucrânia. Chefe da
diplomacia russa afirma que Rússia está a neutralizar uma possível "ameaça
direta".
AGÊNCIA LUSA: TEXTO
OBSERVADOR, 29 set. 2026, 15:13
▲Os europeus estão preocupados com o aumento destes
ataques, designados híbridos, por ocorrerem abaixo do limiar do que é considerado um acto de guerra ou uma
operação
militar
OLIVIER MATTHYS/EPA
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discriminação
Os ataques híbridos russos contra países da NATO não
vão enfraquecer o apoio à Ucrânia, garantiu na terça-feira o secretário-geral
da Aliança Atlântica, Mark Rutte, apelando, contudo, à “calma” perante o
aumento deste tipo de incidentes.
A Estónia atribuiu esta terça-feira à Rússia um “acto
de sabotagem”, na sequência de um incêndio numa fábrica de drones terrestres de
que foi alvo em agosto.
Mark Rutte saudou a comunicação das autoridades estónias, sublinhando
que a partilha de informações entre aliados é importante para “atribuir
responsabilidades” e obter uma “visão completa da situação”.
“[Moscovo] está a tentar enfraquecer a nossa
determinação e pôr fim ao nosso apoio à Ucrânia. Mas a Rússia está a ser travada, está
a fracassar no campo de batalha, tal como fracassa nas tentativas de minar a
nossa unidade e o nosso apoio à Ucrânia”, afirmou Mark Rutte, ao lado do primeiro-ministro
lituano, Mindaugas
Sinkevicius.
“Somos mais fortes e eles sabem-no”, acrescentou o secretário-geral da
Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), apelando também à “calma” e a
que não se ceda ao medo.
Os europeus estão preocupados com o aumento destes
ataques, designados híbridos, por ocorrerem abaixo do limiar do que é
considerado um acto de guerra ou uma operação militar, como, por
exemplo, um incêndio criminoso ou um acto de sabotagem.
“Dispomos de todas as opções de resposta, por vezes visíveis, outras não,
nem sempre públicas, e nem sempre numa lógica de olho por olho, dente por
dente”, disse.
“Naturalmente, a Rússia procura semear o medo e
provocar divisões nas nossas sociedades, mas não o conseguirá. Não trememos,
não vacilamos. Fazemos o que é necessário”, declarou, por seu lado, o primeiro-ministro
lituano.
Rússia defende-se de acusações de guerra híbrida
alegando “ameaça directa”
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia,
SERGEI LABROV respondeu esta terça-feira às recentes acusações de guerra
híbrida feitas por vários países europeus, afirmando que Moscovo está a neutralizar uma
possível “ameaça directa”.
“Se se refere à destruição das infraestruturas utilizadas pelo
regime nazi, com o apoio do Ocidente, para fazer a guerra contra a Rússia,
então estamos a recorrer à força para neutralizar uma ameaça directa contra nós” respondeu o chefe da diplomacia russa, quando questionado sobre o assunto
durante uma conversa com jornalistas realizada à margem de um fórum sobre
política global, em Moscovo.
Citado pela agência noticiosa espanhola Europa Press, Lavrov acusou a Europa de estar a fazer guerra contra a Rússia e recordou que alguns países
reconheceram mesmo que o seu armamento está a ser utilizado para atacar
território russo.
“Refere-se à destruição dos drones e mísseis que o
Reino Unido e a Europa continental fornecem à Ucrânia? Se admite que nos atacam com as suas
armas – chame-lhe o que quiser –, não tenho dúvidas de que esta é uma guerra
que a Europa está a travar contra nós”, afirmou o ministro dos Negócios
Estrangeiros russo.
Nas últimas semanas, vários países europeus, incluindo
a União
Europeia,
mas sobretudo os mais próximos da Rússia, têm acusado Moscovo de intensificar uma campanha de guerra
híbrida,
que inclui actos de sabotagem, ciberataques e pressão migratória, com o objectivo de pôr à prova a unidade do apoio
europeu à Ucrânia.
Por seu lado, o Kremlin afirmou que estas acusações não
passam de um
“exagero
deliberado” dos governos europeus para justificar
junto das respectivas populações os elevados gastos militares e o apoio à
Ucrânia.
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