quarta-feira, 30 de setembro de 2026

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AO MODO RUSSO, como pretexto de instalação bélica sua, mais alargada, de acordo com os poderes da sua ambição mundana. Ou mundial…

NATO garante que ataques híbridos de Moscovo não enfraquecerão apoio à Ucrânia. Rússia alega "ameaça directa"

Mark Rutte garante que Moscovo está a tentar "minar", sem sucesso, a unidade e o apoio à Ucrânia. Chefe da diplomacia russa afirma que Rússia está a neutralizar uma possível "ameaça direta".

AGÊNCIA  LUSA: TEXTO

OBSERVADOR, 29 set. 2026, 15:13

▲Os europeus estão preocupados com o aumento destes ataques, designados híbridos, por ocorrerem abaixo do limiar do que é considerado um acto de guerra ou uma operação militar

OLIVIER MATTHYS/EPA

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Os ataques híbridos russos contra países da NATO não vão enfraquecer o apoio à Ucrânia, garantiu na terça-feira o secretário-geral da Aliança Atlântica, Mark Rutte, apelando, contudo, à “calma” perante o aumento deste tipo de incidentes.

A Estónia atribuiu esta terça-feira à Rússia um “acto de sabotagem”, na sequência de um incêndio numa fábrica de drones terrestres de que foi alvo em agosto.

Mark Rutte saudou a comunicação das autoridades estónias, sublinhando que a partilha de informações entre aliados é importante para “atribuir responsabilidades” e obter uma “visão completa da situação”.

“[Moscovo] está a tentar enfraquecer a nossa determinação e pôr fim ao nosso apoio à Ucrânia. Mas a Rússia está a ser travada, está a fracassar no campo de batalha, tal como fracassa nas tentativas de minar a nossa unidade e o nosso apoio à Ucrânia”, afirmou Mark Rutte, ao lado do primeiro-ministro lituano, Mindaugas Sinkevicius.

“Somos mais fortes e eles sabem-no”, acrescentou o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), apelando também à “calma” e a que não se ceda ao medo.

Os europeus estão preocupados com o aumento destes ataques, designados híbridos, por ocorrerem abaixo do limiar do que é considerado um acto de guerra ou uma operação militar, como, por exemplo, um incêndio criminoso ou um acto de sabotagem.

“Dispomos de todas as opções de resposta, por vezes visíveis, outras não, nem sempre públicas, e nem sempre numa lógica de olho por olho, dente por dente”, disse.

“Naturalmente, a Rússia procura semear o medo e provocar divisões nas nossas sociedades, mas não o conseguirá. Não trememos, não vacilamos. Fazemos o que é necessário”, declarou, por seu lado, o primeiro-ministro lituano.

Rússia defende-se de acusações de guerra híbrida alegando “ameaça directa”

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, SERGEI LABROV respondeu esta terça-feira às recentes acusações de guerra híbrida feitas por vários países europeus, afirmando que Moscovo está a neutralizar uma possível “ameaça directa”.

“Se se refere à destruição das infraestruturas utilizadas pelo regime nazi, com o apoio do Ocidente, para fazer a guerra contra a Rússia, então estamos a recorrer à força para neutralizar uma ameaça directa contra nós” respondeu o chefe da diplomacia russa, quando questionado sobre o assunto durante uma conversa com jornalistas realizada à margem de um fórum sobre política global, em Moscovo.

Citado pela agência noticiosa espanhola Europa Press, Lavrov acusou a Europa de estar a fazer guerra contra a Rússia e recordou que alguns países reconheceram mesmo que o seu armamento está a ser utilizado para atacar território russo.

“Refere-se à destruição dos drones e mísseis que o Reino Unido e a Europa continental fornecem à Ucrânia? Se admite que nos atacam com as suas armas – chame-lhe o que quiser –, não tenho dúvidas de que esta é uma guerra que a Europa está a travar contra nós”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo.

Nas últimas semanas, vários países europeus, incluindo a União Europeia, mas sobretudo os mais próximos da Rússia, têm acusado Moscovo de intensificar uma campanha de guerra híbrida, que inclui actos de sabotagem, ciberataques e pressão migratória, com o objectivo de pôr à prova a unidade do apoio europeu à Ucrânia.

Por seu lado, o Kremlin afirmou que estas acusações não passam de um “exagero deliberado” dos governos europeus para justificar junto das respectivas populações os elevados gastos militares e o apoio à Ucrânia.

 

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