domingo, 19 de abril de 2026

Inesquecível

 

Esse tal passado, nas memórias de cada um – os desprevenidos do golpe abrilino, os comentadores críticos, os responsáveis orgulhosamente felizes pelo seu pontapé festivaleiro na História Antiga, embora Essa tivesse multiplicado os espaços do seu país pequeno, com coragem exemplar. Felizmente que existem Historiadores Atentos e Responsáveis, como JNP, para denunciar a pequenez dos anti-heróis de uma actualidade indolente e desconhecedora desses dados outrora prestigiantes e hoje conhecidos apenas de alguns atentos e amantes do seu PAÍS, e a quem não falta a ironia contra os indiferentes do cortejo actual – ou talvez apenas gratuitamente impertinentes.

Mas coloco o comentário justo de PERTINAZ ao texto esclarecedor de JNP:

PERTINAZ: Artigo muito instrutivo para as novas gerações e para os que têm memória curta…!!! Espero que acabe de vez a mordaça com que vivemos nos últimos 50 anos…!!!                     

 

Marcelino da Mata, os presos de Abril e as eleições em Loures

Há um claro regresso da Política e do político, do amigo e do inimigo, ao espaço público. Até por cá.

JAIME NOGUEIRA PINTO Colunista do Observador

OBSERVADOR, 18 abr. 2026, 00:23

Um dos lugares de confronto foi a Assembleia Municipal de Lisboa, com uma batalha toponímica desencadeada pela proposta de um representante do PSD de dar o nome do tenente-coronel Marcelino da Mata a uma rua da capital.

MARCELINO DA MATA nasceu na Guiné quando a Guiné fazia parte do “Ultramar” português. Tal como dezenas de milhares de conterrâneos, Marcelino escolheu ser português e lutar no exército português contra o PAIGC, o movimento de guerrilha independentista. Em 1974, cerca de 36.000 homens, um terço das tropas portuguesas na Guiné, eram de recrutamento local e a Guiné era o território ultramarino onde a percentagem de combatentes locais era menor; em Angola, metade do total de um efectivo de cerca de 80.000 homens era de recrutamento local, e em Moçambique os locais eram mais de metade dos 60 000 soldados mobilizados. Quando a guerra começou, em 1963, o Times de Londres escreveu que a Guiné era “o calcanhar de Aquiles” do império português. E foi. Basta olhar os curricula dos generais, dos capitães, dos promotores da contestação militar à política ultramarina de integração racial e territorial, até a “guineização” de todo o ultramar português, avançada em Portugal e o Futuro.

Bom ou mau, o “colonialismo português” foi ali substituído pelo que é hoje uma cleptocracia instável, uma ditadura militar que goza da pior fama de ligações ao narcotráfico transatlântico. Em Novembro do ano passado, deu-se o original “auto-golpe” de Sissoco Embaló que, perante uma derrota eleitoral anunciada, pôs os militares a derrubá-lo e a congelar as eleições. Sissoco, legitimado internacionalmente por Lisboa e pelos socialistas portugueses no meio de um debate pós-eleitoral mais do que suspeito, encontra-se actualmente em Marrocos, depois de deixar a hospitalidade do seu amigo Denis Sassou-Nguesso, o octogenário “président à vie” da República do Congo-Brazzaville. Parece que, agora, o “Comando Militar”, instrumentalizado por Sissoco, não quer deixar o poder e vai dizendo ao auto-exilado presidente que não pode garantir a sua segurança. AconteceEntretanto, Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC e, por isso, o provável vencedor da eleição congelada, continua detido no seu domicílio em Bissau.

Voltando ao passado, MARCELINO DA MATA nasceu na Guiné no tempo da administração portuguesa e foi ao serviço de Portugal que, por feitos em combate, recebeu as mais altas condecorações nacionaisEra e sentia-se português, mas parece que há certas identidades e auto-determinações proscritas; talvez por isso, no PREC, tenha sido preso e torturado em cárcere privado por maoistas do MRPP, numa dessas demonstrações de liberdade do PORTUGAL DE ABRIL.

Por tudo isto, a questão toponímica transformou-se numa questão política de primeira instância com linhas divisórias bem claras. Ou nem tanto, porque, ao contrário do que aconteceu quando da nacionalidade e da possibilidade de os menores poderem mudar de “género” sem conselho médico e concordância paternal, houve quem saísse da linha, e a maioria à direita – AD (PSD e CDS) e Chega –, que devia ter funcionado, não funcionou.

Consta que, para se redimir do inesperado voto da representante do CDS, que contrariou a proposta toponímica ao lado da Extrema-Esquerda do PCP, BE e Livre, da Esquerda do PS e do centrão da IL, o CDS-PP quer agora apresentar uma recomendação para que passem a existir ruas Marcelino da Mata em Lisboa e no Porto.

O intelectual e o populista

O outro confronto deu-se no aniversário da Constituição, quando “o populista” achou por bem agitar as águas, lembrando que, a partir do 28 de Setembro de 1974, havia nas cadeias da República da Metrópole mais presos políticos do que os que lá estavam no dia 24 de Abril. Facto indesmentível, ainda que destinado a merecer o “descontextualizado” ou o “pimenta na língua” que os polígrafos e os intelectuais orgânicos sempre guardam para os populistas que ameaçam a democracia.

E se houve quem se tivesse limitado a abandonar a Assembleia, incomodado e em protesto, houve um intelectual que clamou por um debate televisivo, para contextualizar factos, determinar culpas, esclarecer o povo…  e apurar quem é que, afinal, tinha tido mais votos em Loures.

E eis que chegou, finalmente, o tão aguardado dia do decisivo confronto. De um lado, os quarenta e muitos anos de longa noite fascista, regime deposto há cinquenta anos, mas que continua a ganhar o troféu de grande responsável pelos males que há cinquenta anos nos assolam; do outro, o recém-enlameado meio século de madrugada democrática, regime inaugurado há cinquenta anos, mas que resiste ainda e sempre a toda e qualquer mácula.

Como em todos os concursos de malfeitorias, as posições extremaram-se, bem como o arremesso de lama de parte a parte.

Mas vamos à parte contestada e cancelada dos factos, aquela a que devia cingir-se o debate, se a intenção fosse esclarecer e debater: logo a seguir ao 25 de Abril foram presos, na Metrópole, os funcionários da PIDE-DGS, que seriam à volta de três mil (e que nem sequer entraram na contabilidade do “populista”). Depois do golpe, a Esquerda Revolucionária comunista e extremista cedo compreendeu que o inimigo principal eram os militantes dos partidos que, em democracia, procuravam defender valores nacionais e salvar, do Ultramar, o que ainda pudesse ser salvo. A chamada manifestação da Maioria Silenciosa, marcada para 28 de Setembro, foi o pretexto para os neutralizar. Seguindo listas de “suspeitos” estabelecidas por ex-dirigentes associativos que assinalaram os “potencialmente perigosos”, o COPCON de Otelo Saraiva de Carvalho procedeu às detenções com generosa profusão de mandados de captura em branco, preenchidos ad hoc. O mesmo se passaria depois do 11 de Março, outra “inventona” em que a oposição anticomunista caiu e que levou a mais prisões arbitrárias e, sobretudo, à socialização da economia, de cujas consequências ainda não nos livrámosE entre o número de presos, políticos ou não, no então Ultramar e de mortos e feridos na guerra de África e o número de vítimas pós-libertação, da “descolonização exemplar” às guerras civis, é fazer as contas.

Mas, enfim, para quê comparar?

Quando, há muitos anos, numa entrevista para a Rádio Renascença, aludi às prisões pós-Abril, o Dr. Cunhal perguntou-me isso mesmo: se seriam comparáveis “uns meses de prisão de umas centenas de reaccionários” com os muitos anos que somaram os dirigentes do PCP nos cárceres da ditadura. Respondi-lhe que não, que não eram comparáveis, mas que só não eram comparáveis porque logo depois do 25 de Novembro o Partido Comunista perdera o poder de prender e perseguirCuriosamente, não tive aí resposta. O Dr. Cunhal sabia bem – e nós também, a avaliar pelo período em que os militares da esquerda do MFA tutelavam o processo revolucionário – que se comunistas, trotskistas e maoistas tivessem continuado com poder, o número de mortos, presos e torturados não seria muito diferente do dos regimes comunistas da Europa Oriental.

A ditadura militar e o salazarismo, que eram declaradamente autoritários e que não eram, nem pretendiam ser, democráticos, detinham assumidamente inimigos políticos, não por delitos de opinião, mas por conspiração ou acção política. Ao contrário, em Abril, as centenas de prisões sem culpa formada e a violência, ora “não existiam” porque a democracia já raiara, ora faziam parte de um processo natural, assumidamente revolucionário, inserido no calendário das festividades democráticas… (as FP-25, que executaram 17 pessoas já nos anos 80, eram, presumimos, um grupo de foliões que não percebeu que a “festa da democracia” tinha acabado e se deixou para ali ficar a um canto, entre bombas).

Mas se as prisões e sevícias levadas a cabo nos alvores deste regime não se podem comparar com as do antigo regime, já a corrupção em que vivemos, dizem-nos, é altamente comparável com a do “antigamente”. O Estado Novo, dizem-nos, era também um regime extremamente corrupto. Mais corrupto até que o actual. Estranhamente, os vários governos e responsáveis que, no pós-25 de Abril, vasculharam com todo o à-vontade e poder os arquivos em busca de indícios de corrupção, só encontraram um presidente da RTP que metia almoços e presentes para uma amiga nas contas da empresa e pouco mais. Ao Almirante Henrique Tenreiro, suspeito de grandes abusos, o MFA teve-o preso e acabou por libertá-lo à socapa, sem encontrar motivos para o processar. É certo que a corrupção faz parte da natureza dos homens e dos regimes e que aquela escassez de indícios talvez não se devesse às melhores razões.  É que ao contrário de futuros líderes políticos, que não sendo pessoalmente corruptos tenderiam a fechar os olhos aos corruptos porque precisavam deles, indo à janela fumar um cigarro, Salazar que, para o bem e para o mal, estava atento e vigilante e não fumava, inspirava respeito. E até medo, se se quiser.

Mas isto também não se pode dizerA única coisa que se pode e deve dizer do antigo regime, a única coisa a dizer com notória utilidade pública, é que a repressão era incomensurável, os interditos incontáveis, a pobreza e o analfabetismo inenarráveis, a repressão colonial draconiana e a corrupção igual ou pior à que hoje nos corrói. Daí que todos os males que há meio século nos acometem se devam, não a este último meio-século, mas ao quase meio-século anteriorHá, por isso, que continuar a comparar regimes, mas só partindo deste construtivo pressuposto, evidentemente.

É, de resto, de toda a utilidade. Tal como o debate a que assistimos e em que não ficámos sequer a saber o fundamental: quem é que, afinal, teve mais votos em Loures?

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COMENTÁRIOS (de 39)

Francisco Almeida: Como de costume Jaime Nogueira Pinto demonstra coragem e rigor mas, mesmo assim quero alinhar algumas precisões - desnecessárias ao escopo do artigo - apenas porque tive uma ligação pessoal ao ten-cor. Marcelino da Mata. Marcelino foi chamado por engano porque a conscrição seria para um irmão mais velho mas decidiu ficar. Começou por soldado raso e todas as suas promoções ao posto superior até capitão foram por mérito em combate. Esteve em Angola e regressou depois à Guiné, onde o conheci como furriel e onde comandou o primeiro grupo de comandos africanos "ad hoc" depois de vencer longa resistência do seu e meu comandante de sector. Dezoito homens, escolhidos por ele e com autonomia operacional, embora administrativamente encaixados na companhia operacional do sector, que por algum tempo comandei interinamente e que, lhe dava apoio, sobretudo em operações na proximidade da fronteira. Chamavam-se "Os Roncos" expressão com sentido associado a vaidade e ostentação em crioulo da Guiné, mas que mereciam por inteiro. Foram dizimados num mau momento ao atravessar a bolanha de Binta e só dois, Marcelino e outro, saíram sem ferimentos. JNP refere que foi torturado em cárcere privado mas eu explicito que, sabendo pela rádio que era procurado, apresentou-se na sua unidade, o Regimento de Comandos, de onde o transferiram para o RALIS unidade revolucionária onde pontificava o cap. Diniz de Almeida, conhecido por "Fittipaldi das Chaimites" e onde, tal como no Regimento da Polícia Militar do major Tomé, entravam e agiam civis, neste caso ligados ao MRPP, citando-se  os nomes de Daniel de Matos e de Saldanha Sanches, embora não tenha elementos que me permitam ligá-los directamente à tortura, violentíssima e que incluiu choques eléctricos nos testículos. Mas é impossível o desconhecimento dos oficiais e sargentos do regimento, incluindo o comandante tenente-coronel Leal de Almeida que o "Relatório das Sevícias" indica como pessoalmente ligado aos actos de tortura, identificando também dois outros oficiais, o cap. Quinhones de Magalhães e o cap.-ten. (da Marinha) Costa Xavier.                   ANA LUIS DA SILVA: Eu diria que, desta feita, Jaime Nogueira Pinto partiu a loiça toda Os comunistas não são pois os neo-conservadores fofinhos e cheios de patine que envelheceram bem, mas as termitazinhas que continuam laboriosamente a consumir as fundações deste país, desde aqueles tempos a seguir ao 25 de abril em que mostraram e lançaram as garras a todos os que se opunham ao socialismo e a tudo o que tinha valor em Portugal, para se apossarem desse valor e o desbaratarem, em nome dos valores ideológicos “democráticos” de Abril. Parece-me, porém, que o “fervor revolucionário” contra pessoas e bens se transferiu para outros partidos e sobrevive mais ou menos encapotado no BE, no Livre e no PS. O caso do “terrorista do cocktail molotov” contra a Marcha pela Vida é sintomático disso mesmo.                     JOÃO SANTOS: No debate entre o "populista" e o "intelectual-de-esquerda-que-afinal-nunca-deixou-de-o-ser" ficou claro para todos que ao segundo ficou destinado o papel de mostrar quão efémera é a sua arrogância pesporrenta, mais própria dos seus avoengos medievais do que do marxista-leninista... Quanto ao primeiro, afinal é a um suburbano ex-seminarista que ficamos a dever o alargamento do nosso espaço de liberdade - passou a ser possível afirmar no espaço público que o 25 de Abril também tem os seus podres...                MARIA GINGEIRA: Rigor e factos. O resto é tentar manter de pé, narrativas que se vão despedaçando. Felizmente que a história tem vários contadores              JOÃO FLORIANO: 1989: foi esta  a data que encontrei para a candidatura de Pacheco Pereira a Loures. Há quase 40 anos. Se a data está errada peço que me corrijam porque tive de ir pesquisar ao sítio do costume e só encontrei esta data. Em 2005 o historiador foi mandatário do candidato do PSD. O que salta imediatamente à vista é que não há motivos de comparação e que a décalage das datas é flagrante (perdoem-me o galicismo). Em 1989 André Ventura tinha 6 anos. Será que quando lançou a questão Pacheco Pereira não se apercebeu da falta de lógica? Continuo sem saber os motivos que levaram a deputada municipal do CDS a votar contra o nome da rua. Mas gostava muito de saber. O que muito me admirou foi ter descoberto que se trata de Helena Gouveia Ferro. Conhecendo e admirando os pontos de vista desta senhora, fico ainda mais curioso para descobrir os motivos. E tendo errado (no meu ponto de vista), voltam  a errar novamente ao propor agora ruas não só em Lisboa como no Porto. Em poucos dias um volte face que não fica nada mas mesmo nada bem na fotografia. E claro que Cunhal tem razão mas apenas porque não deram tempo suficiente  aos comunistas para instalarem  prisões à maneira soviética e quem sabe gulags. Se os tivessem deixado ainda hoje estariam  a prender e a torturar os seus opositores.              PERTINAZ: Artigo muito instrutivo para as novas gerações e para os que têm memória curta…!!! Espero que acabe de vez a mordaça com que vivemos nos últimos 50 anos…!!!                      FERNANDO CE: Muito bem. Haja quem relembre esses péssimos tempos (1974/1975), onde reinava a arbitrariedade, ausência de liberdade, e de um verdadeiro Estado de Direito. Como já não sou novo lembro-me de o MFA / COPCON promover os “ dias de trabalho para a nação”, e até um dia que os cidadãos se pusessem e limpar ruas e outros afazeres, lembrando  as práticas maoístas, já sem falar nas barricadas e auto-stops por civis sem qualquer legitimidade para passarem revista a viaturas à procura de armas para “partirem os dentes à besta fascista”.                    AMÉRICO SILVA: Abaixo dos nossos adversários estão os nossos inimigos, e abaixo dos nossos inimigos estão os nossos traidores, olá CDS, estás aí?                 JOSÉ B DIAS: É importante recordar para que a realidade não morra enterrada pelas narrativas mais convenientes ...                JOSE LIMA: Na contabilidade faltou incluir aqueles que como a dra. Joana Simeão e outros opositores da Frelimo, em Moçambique, foram capturados pelo MFA e entregues  à Frelimo para uma morte trágica nos campos de concentração no Norte do pais.                 MARIA NUNES: Excelente artigo. Obrigada pela sua Coragem JNP.                   MANUEL F > FRANCISCO ALMEIDA: O seu testemunho, acredito que descreve o que viveu, o que é o mais importante. Eu estive na Guiné, em Bissorá, no exército entre 72 e 74 e quando regressei, já após o 25A , só me perguntava o que iria acontecer aos muitos milhares de combatentes guineenses que lutavam por Portugal . Uma nódoa da qual o país nunca se poderá limpar. Talvez ao contrário das compensações pela escravidão do passado, que os esquerdistas agora reclamam, por motivos  de agenda política, fosse mais importante  Portugal homenagear, através de um qualquer monumento com a devida grandeza todos esses combatentes africanos que foram mortos por vingança após o abandono a que Portugal os condenou.  JOÃO DAS REGRAS: Muito bom.                     MIGUEL NORONHA: Loures ficou sem os votantes de Moscavide, se não me engano na localidade, como disse o Doutor André Ventura, e por isso, até nesse ponto, o Dr. Pacheco Pereira não foi intelectualmente correcto, não sendo os resultados comparáveis. Apesar de ser uma pergunta retórica…               TIM DO A: Muito bem!                    MARIA CORREIA: Muito bem! Obrigada.              ANA RITA > FRANCISCO ALMEIDA: Parabéns pelo seu comentário. Pelo que vejo, não sabemos nada dessa época negra do pós 25 de Abril. Tanta injustiça se cometeu.                  PERTINAZ > PEDRA NUSSAPATO: Não tens nada para dizer… na verdade… os factos são esmagadores e por isso a escumalha é de esquerda…!!!                 TIM DO A > AMÉRICO SILVA: Por isso morreu. É um protectorado do PSD                   JOSÉ MIRANDA: Grande crónica! Há muita gente, tenho amigos assim, que não consegue ou não quer enfrentar  a realidade aqui admiravelmente exposta .                PERTINAZ > TRISTÃO: Estás tristão… 🤣🤣🤣            PEDRO PEREIRA: Jaime, sei que não lê os comentários, mas é já tempo de publicar estes textos em livro.                  MIGUEL MACEDO: Muito bem! Como sempre!

 

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