A Rússia. Tant mieux.
Cuba descarrega 100 mil toneladas de
petróleo bruto de navio russo
O petroleiro russo Anatoli Kolodkin, que atracou na passada terça-feira
em Cuba, é o primeiro carregamento deste tipo a chegar à ilha nos últimos três
meses.
OBSERVADOR04 abr. 2026, 22:47
As operações de descarga de
730 mil barris de petróleo bruto, equivalentes a 100 mil toneladas, que o
petroleiro russo Anatoli Kolodkin transportou para Cuba esta semana,
concluíram-se neste sábado na baía de Matanzas, em Cuba.
“Embora estas 100 mil toneladas
não sejam a solução definitiva, aliviam a situação energética do país. Já
estamos a preparar a chegada do petróleo bruto às refinarias para o seu
processamento”, explicou o diretor adjunto da estatal União
Cuba-Petróleo (CUPET), Irenaldo Pérez Cardoso.
O petroleiro russo Anatoli
Kolodkin, que atracou na passada terça-feira em Cuba, é o primeiro carregamento
deste tipo a chegar à ilha nos últimos três meses, num contexto de grave crise
energética que o país atravessa devido ao bloqueio petrolífero dos Estados
Unidos, agravado desde janeiro passado.
A incapacidade de as autoridades cubanas satisfazerem a procura de
energia levou a uma situação crítica de escassez de petróleo, o que agravou os
prolongados cortes de energia diários e provocou uma paralisia quase total da
economia, além de afectar serviços básicos de saúde, transportes e outros.
As autoridades cubanas já
tinham anunciado que a descarga do navio demoraria cerca de 96 horas e que,
“nos próximos dias, terá início o processo de refinação das 100 mil toneladas”.
Especialistas do sector explicaram que as operações de refinação serão
adiadas por 15 a 20 dias e, posteriormente, a distribuição dos combustíveis
obtidos do petróleo russo demorará até dez dias.
Os dirigentes da CUPET indicaram
que a distribuição se destinará ao serviço de gás liquefeito, ao gasóleo para a
produção de electricidade e a actividades essenciais da economia.
Além disso, será produzido fuelóleo para as centrais eléctricas e gasolina, com o
objectivo de aliviar “momentaneamente” a atual situação de procura do produto,
assinalaram as autoridades cubanas.
O petroleiro russo, que pertence à corporação Sovkomflot, sancionada
pelos Estados Unidos desde 2024, e que partiu do porto russo de Primorsk no dia
9 de março, zarpou este sábado de Cuba, apenas dois dias depois de a Rússia ter
anunciado que está a preparar um segundo envio de petróleo para Cuba.
“Um navio russo rompeu o bloqueio. Agora está a ser carregado o segundo.
Não abandonaremos os cubanos”, informou na quinta-feira o ministro da Energia
russo, Serguéi Tsiviliov, num fórum sobre energia realizado na cidade de Kazan.
Cuba vive, desde meados de 2024, uma
grave crise que se agravou com o cerco petrolífero imposto pelo Governo dos
Estados Unidos desde janeiro.
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