E retomados hoje, mais por falta de
assunto real nosso, talvez. O real de hoje, lá por fora, é mais doloroso,
debitemo-lo, com decidido afecto, indicador de interesse e sentimento
verdadeiros, deixemos esse passado nosso, ridículo que foi, na altura… Não vale
a pena reproduzi-lo hoje, sobretudo por quem o instigou ontem, ou o aprovará
para sempre, no falsear de razões, por outros assinadas, em imitação com gosto alardeada,
dos que as então instigaram, e mais tarde esqueceram, sem receio de condenação,
hoje.
OS MEUS PRESOS SÃO MELHORES QUE OS TEUS
O debate não tinha como correr bem. Não correu, mas também provou
uma coisa: se é a televisão que obriga Pacheco Pereira a dizer meias-verdades,
porque é que a desculpa não serve também para Ventura?
CARLOS MARIA
BOBONE - Escritor e Cronista
OBSERVADOR, 15
abr. 2026, 00:23
A ideia, já de si, era de uma estupidez sem nome. Para todos. Dois
homens que se detestam a empunhar espadas como se quisessem ferir-se, quando
afinal as pousam involuntariamente sobre os ombros, para se armarem cavaleiros
diante das hostes contrárias. Ninguém sai bem diante de
quem queria, os dois saem mal perante os de sempre, legitimam o adversário, e o debate foi tão deprimente quanto se podia
esperar.
Não quer isto dizer, no entanto,
que os males fiquem salomonicamente repartidos. Do ponto de vista político, o
que um e outro fizeram é de ordem muito diferente. O primeiro erro de Ventura foi achar-se pequeno. Friamente,
Pacheco Pereira foi presidente de um grupo parlamentar (como, sei lá,
Ferraz de Abreu), presidente da Distrital de Lisboa do PSD e cabeça de lista
por Aveiro numas legislativas: não estamos a ver o chefe do segundo partido
mais votado do país a discutir em directo com Ângelo Pereira ou Carlos Candal. Como historiador, tem uma biografia de
Cunhal que se descontrolou, em que abdicou de fazer o papel de historiador
propriamente dito, de selecção e análise de fontes, para despejar arquivos em
vários volumes, e sobretudo uma grande insistência no seu próprio valor
intelectual, provado pela quantidade de vezes que desespera por viver entre
bárbaros e ignorantes.
Ventura não esteve a discutir com o Herculano, como ele próprio parecia
temer; esteve a discutir com um político de média dimensão, um cronista de
média dimensão e um historiador de média dimensão, que por vezes parece mais
alto, quando as bolas deste malabarismo são atiradas ao ar e estão no cume da
trajectória.
O que Pacheco Pereira fez, porém, foi
diferente. Acreditemos
na sinceridade da sua indignação com o discurso de Ventura, e na raiva que a
certeza tantas vezes provoca, diante dos erros proferidos como verdades. O
que é que lhe passou pela cabeça a seguir? Elencar esses erros e esclarecê-los,
como um historiador? Isso era o que
aconteceria se estivesse mesmo importado com os erros. Se o que lhe
interessasse fossem os pobres deslumbrados com as mentiras de Ventura, escolhia
um método que permitisse destruí-las sistematicamente, sem interrupções,
circunlóquios confusos e mudanças abruptas de assunto. Escrevia um artigo,
subia a um palanque, ia gritar para o Cais do Sodré, qualquer coisa; porquê um debate, numa televisão, com tempo
limitado, num formato que claramente não permite conversas sérias sobre nada?
Pensou que ia esmagar Ventura? Que chegava ao fim e este, siderado com a
sabedoria do grilo falante da democracia, murmurava “peço desculpa,
enganei-me”?
É óbvio que não pensava nada
disto, e seria muito ingénuo se pensasse, pomposamente, que “a verdade prevaleceria” num
debate com aquele formato. A Pacheco Pereira não interessava esclarecer nada;
interessava aparecer, garantir que nos livros de história que imagina que se
escreverão sobre este tempo sombrio aparece a história de um herói que
resistiu, sozinho num estúdio de televisão, à marcha avassaladora do
obscurantismo. Queria
ter o seu momento de Unamuno diante do General Millán-Astray, e para isso
qualquer assunto servia. Pacheco Pereira apareceu. Pronto. Missão cumprida, e
está no seu direito. Não façamos é deste o debate do herói contra o vilão, do
historiador contra o ignorante, e da verdade contra a mentira. Foi simplesmente
o debate entre dois políticos, que gostam de aparecer e viram nisto a
oportunidade de esculpirem mais um bocadinho da sua imagem. Um fá-lo mais
discretamente do que o outro, mas é o que os dois fazem há muito tempo.
O debate
Há um lado redentor em assistir
a uma luta tão rasteira, tão mesquinha e tão pobre. Comecemos por tomar Pacheco
Pereira como ele quer ser tomado. Como
um homem honesto intelectualmente, profundo, estudioso, como um Catão da nossa
coisa pública. A verdade é que esse Catão não pareceu assim tão
diferente de André Ventura. Talvez tenha gritado menos e composto umas caretas
mais indignadas mas menos teatrais, mas não foi por falta de tentativa. Foi simplesmente porque Ventura faz tudo
isso melhor. Sim, já todos conhecemos a frase do porco e da lama, mais a do
idiota, mas Pacheco Pereira não pareceu deslocado naquele ambiente, pareceu
apenas menos competente. Também gritou, também lançou uma série de verdades
incompletas e outras tantas mais sonoras do que verdadeiras. Podemos
dizer que a televisão força as pessoas a isso: que se alguém cumpre a regra
básica do diálogo, de deixar o outro falar para poder responder, o tempo de
antena acaba antes de poder dizer alguma coisa; não há tempo para explicar o contexto das coisas, para
o raciocínio, para a subtileza. Pacheco Pereira não teve tempo para explicar porque é que não considera
as Brigadas Revolucionárias uma organização terrorista, para pôr as devidas
ressalvas no número de presos pela PIDE e explicar com mais clareza a diferença
entre prisioneiros de guerra e presos políticos, ou para admitir a
possibilidade de a comparação entre os presos de um ano e os presos de 48 não
favorecer necessariamente quem prendeu mais em menos tempo (e perdeu o poder
antes de sabermos se continuaria a prender). De
certeza que queria ter tudo isto muito claro, em nome da probidade intelectual.
De certeza. Absoluta.
A televisão, no entanto, não o
permite. Nós
sabemos, e não pomos em causa a honestidade de Pacheco Pereira. É claro que ele
está convencido do que está a dizer, tem muito boas razões para isso e, mesmo
nas afirmações mais duvidosas ou incompletas, não está a mentir: está a dar a
informação da forma sintética e trapalhona que um debate permite.
A boa notícia é que esta benevolência
talvez possa valer também para Ventura. Toda a gente é demagoga, toda a gente é
imprecisa, naquele ambiente. Muito
mais será quem, para dizer o que quer, precisa de questionar pressupostos muito
mais sedimentados na opinião pública. Admitamos que Pacheco Pereira é muito
mais inteligente, sério e sábio que Ventura; admitamos até que é tão
inteligente, sério e sábio como ele próprio julga; se até ele, com estas
qualidades, passado pelo crivo da televisão, aparece a proferir teses altamente
contestáveis, em frases sobre as quais toda a gente pode dizer “isto não é bem
assim”, quão pior será com Ventura? Porque será ele o único privado do
salvo-conduto do contexto?
Desde o aparecimento do Chega que se fala constantemente do
aproveitamento político que André Ventura faz da televisão; esta ideia, que é
verdadeira e deriva de um talento individual muito próprio para comunicar
naqueles termos, esquece outra de sentido contrário. A televisão é o meio de comunicação mais situacionista
que existe. Os tempos são curtos, o discurso segmentado, pelo
que não há muitas hipóteses de produzir um discurso coerente que não esteja já
na cabeça das pessoas. O
discurso televisivo possível é aquele que produz variações mínimas sobre um
discurso consensual. Na televisão, o contexto já está dado, é subentendido
pelos espectadores, e tudo o que precisa de outro contexto para ser percebido
parece bizarro: daí que só o centro político pareça articulável e
sensato na televisão.
A descoberta de que as pessoas também gostam de ver outra coisa, de que
se entretêm também com um boneco frenético e são capazes de atribuir
importância política a esse espantalho zangado é uma descoberta importante, e
que Ventura soube aproveitar: mas este debate lembra-nos que embora Ventura
seja bom a fazer de espantalho, isso não quer dizer que aquele universo
político seja incapaz de produzir um discurso coerente noutro contexto. Quer
apenas dizer que o espaço do espantalho era o único disponível para este
universo político.
Quanto ao debate propriamente
dito, é bastante claro que ficou prejudicado por isto mesmo. A tentativa de
criar artificialmente um chão comum em que se pudesse derrotar o outro
fez de tudo aquilo um conjunto de imprecisões. André Ventura começou o debate a balizar as suas
afirmações. Explicou que se referia apenas a Portugal continental e ilhas, não
aos presos em África e, para tornar esta baliza defensável, estabeleceu uma
diferença entre presos políticos e presos de guerra. Pacheco Pereira quis
encurralar André Ventura com a ideia de que, se a guerra em questão era uma
guerra ultramarina, entre portugueses, então os guerrilheiros eram portugueses
em luta contra um regime, e por isso presos políticos; se era uma guerra
colonial, lutavam então contra uma ocupação ilegal.
Ora, isto torna claro que não se
trata de um debate de números, factos, verdades e mentiras; trata-se, acima de tudo, de um debate ideológico. É
claro que, numa guerra de
independência, o estatuto de quem luta é mais complexo do que o simples binómio
“portugueses vs não-portugueses”, tal como o ataque de guerrilheiros contra
explorações agrícolas (já Carl Schmitt o explicava, na sua Teoria do
Partisan) é difícil de integrar entre
um crime de guerra e um crime comum.
Ora, sem querer discutir
ideologia, não há maneira de se sair bem desta discussão. O
que é que se vai dizer? Que uns presos
inocentes mereciam mais estar presos do que outros? Que todos de uma vez, em
menos tempo, é melhor do que uma torneira a pingar durante vários anos? A
questão dos números não é apenas absurda – distorce a realidade. O facto de
haver presos políticos não afecta só os enjaulados, mas todos aqueles que
sentem que podiam estar presos pela mesma razão. Toda a gente que fugiu para
Espanha ou para o Brasil durante o PREC, julgando que por ser rica iria presa,
entraria de facto numa cela? Provavelmente não, como muitos dos opositores
ao Estado Novo não seriam tão vigiados como julgavam, mas não é esse o ponto –
o ponto é que podiam ser, e isso não se traduz por números.
Da mesma maneira, quando
Ventura acentua a hipocrisia das prisões pós-25 de Abril, é óbvio que não se
pode comparar um período revolucionário com um período de “normalidade”. Por
muito que haja de facto um lado muito perverso nas prisões pós-abril, que tem
que ver com o facto de serem presas pessoas sem actividade política directa,
mas apenas com actividade económica relevante (o que
significa, na prática, tratar o próprio capitalismo como um crime); por muito que, no caso dos retornados e no modo como a
opinião pública muitas vezes os tratou, estendendo a actividade de subsistência
a uma espécie de actividade política, que faria de todos eles agentes activos
do colonialismo, haja de facto um preocupante tapar de olhos por parte do
regime; por muito que se possa ter enormes reservas ao modo como foi conduzido
o processo das FP-25 e das Brigadas Revolucionárias, parece claro que a prisão
como arma política que o governo usa foi rapidamente percebida como inaceitável
no pós-25 de Abril.
O debate público está viciado por uma forma que exige formulações
básicas e verificáveis, sobre as quais possamos dizer rapidamente “é verdade”
ou “não é verdade”, e isto não permite discutir verdadeiramente regimes e
ideologias. Apenas permite discutir as hipocrisias
destes regimes e ideologias, porque a acusação de hipocrisia é a mais
facilmente verificável. O regime dizia “x” mas fazia “y”,
como aconteceu com o Estado Novo, com a democracia, e com qualquer ser humano. Isso nada nos diz sobre nenhum dos
regimes, e impede-nos até de perceber aquilo a que estes verdadeiramente
correspondem. É patético
assistir à indignação da consciência moral da república quando lhe chocalham
ligeiramente a vaca sagrada? Sim. Mas nada do que Ventura diz a abala de verdade.
Se a grande crítica ao regime está em não ter sido democrático, podemos acabar
com Ventura abraçado aos velhos capitães, a dizer teologicamente que ainda se
falta “cumprir abril”. Ficam todos amigos, ninguém discute coisas sérias, e
acabamos apenas a discutir, como crianças, se os meus presos são melhores que
os teus.
PRESOS
POLÍTICOS POLÍTICA ANDRÉ
VENTURA PARTIDO
CHEGA PACHECO
PEREIRA PAÍS SOCIEDADE
COMENTÁRIOS (de 54)
Ricardo Ribeiro: Presos? Quais presos? Ainda-por cima
políticos? No período pós-25 de Abril? Como diria o Diácono Remédios, tal como
o holocausto e a inquisição, isso não existiu!...ou, afinal sempre houve e não foram tão poucos
como isso! E acho, acho não, tenho a certeza que parte da população
desconhecia esse facto, principalmente as gerações mais jovens pois a história
que aprenderam na escola foi outra...que foi tudo um mar de rosas e que o
período pós revolucionário foi uma doçura e uma candura...foi para isso que
serviu o debate, porra! Finalmente temos alguém que faz o contraponto ao
discurso dominante personificado na pessoa do Pacheco Pereira em que esse
discurso teve contraditório com factos reais e que muitos, que não viveram essa
época, desconheciam! Paulo Silva: De todo o arrazoado, caro cronista, o ponto é
que em democracia não é suposto haver presos políticos! O PREC não foi um
processo democrático. Soares dixit. Isto é chamar os
bois pelos nomes. É preciso acabar com os mitos da ‘revolução democrática’.
Coisa que parece não agradar aos donos do 25 de Abril e acólitos, entre os
quais figura JPP. Relativamente à discussão acerca da natureza
dos presos... Bom, pegando no célebre princípio de von
Clausewitz, a guerra é a continuação da política por outros meios,
podemos dizer que fazer a Guerra é fazer Política e assim transformar todos os
prisioneiros de guerra em presos políticos… para satisfazer a tese demagógica
do sr. estoriador. Mas no senso comum isto não colhe porque um ‘preso político’
é normalmente entendido por alguém que está preso por delito de opinião, ou por
pertença a uma organização ilegalizada. Não por acção militar em teatro de
guerra ou pertença a uma organização militar. Por outro lado os movimentos de
libertação africanos não lutavam pela mudança do regime na metrópole. Lutavam
pela secessão de um território integrante de uma unidade política maior. Como
no caso da Guerra de Secessão americana dos Estados do Sul. Vamos imaginar que
o PCP iniciava uma guerra pela independência do Alentejo. Os prisioneiros
comunistas feitos pelo exército português seriam presos políticos ou
prisioneiros de guerra?… E os prisioneiros do exército português feitos pelo
exército vermelho do PCP?... Quando JPP perguntava se AV era nacionalista,
apetecia perguntar: Atão, e o camarada Zé Pachoco era
nacionalista?!... De que território?... Nota: para escapar a toda esta discussão podíamos
fazer a pergunta. Em 1960, antes da guerra de África, quantos presos políticos
o Estado Novo mantinha?… De toda a maneira, o ponto principal está lá em cima,
no início do comentário. Ruço Cascais: As televisões e as rádios estão carregadinhas de Pachecos Pereiras que
se advogam de uma intelectualidade e de um nível de discurso superior que os
faz logo à partida desgostar dos debates onde joga o Ventura. Foi o caso deste entre o Pacheco e o
Ventura. Ai que horror, que debate sem jeito nenhum, gritam os milhões de
comentadores e jornalistas da nossa praça, depois, todos falam do debate, menos
a Maria João Avilez que prefere apenas falar das virtudes de Mário Soares, Sá
Carneiro, Freitas e Cunhal e que acha que todos os políticos de hoje são uma
pouca vergonha. Dizer
que não gostei do debate é uma coisa muito de esquerda, porque, entra como faca
em manteiga derretida na ideia do politicamente correcto. Se alguém disser que
gostou do debate fica de castigo no canto da sala por défice intelectual. Eu não gostei do debate mas acho que o
Ventura é um fascista; eu não gostei do debate mas acho que o Pacheco Pereira é
um comuna; eu não gostei do debate porque o Ventura grita muito; eu não gostei
do debate porque o Pacheco não sabe debater; eu não gostei do debate porque...
bla bla bla. Ninguém
gostou mas todos viram até ao fim para depois poderem dizer que não
gostaram. Os
comentadores e jornalistas têm a sua dose de masoquismo. Não gostam, mas não
resistem a ver. Talvez essa seja a razão de o debate ter tido uma audiência
recorde de espectadores que não gostavam do que estavam a ver mas que não
conseguiam mudar de canal. Eu
gostei do debate. Vi com gosto. Pacheco vinha cheio de livros e de confiança e
pensava que ia fazer uma palestra para o seu oponente e não para um debate. De
repente levou com o contraditório e começou a abanar. Ventura deu-lhe a volta e
Pacheco Pereira foi-se radicalizando com o debate, e às tantas, transformou-se
num Che Guevara historiador ou num Otelo das FP's 25. Deixem o raio do politicamente correto, e
digam sem receio de serem excomungados que gostaram do debate e se houvesse um
debate parte II entre Ventura e Pacheco iam a correr ver novamente. João Floriano: A julgar pela extensão do artigo, o debate
não foi de modo algum descartável e do tipo «encher chouriços». Lembro
que o desafio para esta justa medieval partiu de Pacheco Pereira e que Ventura
disse depois também na TV, que tinha consideração por Pacheco Pereira. Por mim
não achei interesse particular na aceitação do debate. Serviu fundamentalmente
os interesses pessoais de Pacheco Pereira como intelectual e historiador. Não
acolho o rótulo de demagogo que se pretende colar a Ventura. É ou não verdade
que a descolonização foi feita às três pancadas e teve custos pesadíssimos
locais além de não acautelar os interesses portugueses? É ou não verdade que a
seguir ao 25 de Abril as prisões ficaram cheias por motivos políticos? É ou não
verdade que muitos foram perseguidos? É ou não verdade que o Bloco meteu nas
suas listas terroristas condenados e depois amnistiados? Quando as afirmações
são baseadas em factos não há lugar para a demagogia. Que pretendia
Pacheco Pereira ao levar uma resma de livros para o debate? Procurar trechos e
citações num programa de televisão com tempo limitado? Carlos Chaves: Pacheco Pereira julga-se no papel de uma
“elite” pensante, um intelectual (historiador), portanto, que serviu de isco
para André Ventura (político) brilhar, nem sequer percebeu o ridículo papel que
fez, nem o cronista! Ventura agradece! “Nós
sabemos, e não pomos em causa a honestidade de Pacheco Pereira.” O cronista que fale por si, eu ponho em
causa a honestidade intelectual deste primata, exemplos não têm faltado… Um
comuna disfarçado de social-democrata! P.S.
Aquela do “espantalho” mesmo em sentido figurado, é de gosto duvidoso!
Ana Luis da Silva: Este artigo? Um rol ordinário (de vulgar, entenda-se) de
quem tem contas a fazer com André Ventura e não teve educação que chegue para
respeitar dois colossos muito acima, quer pela idade quer pela experiência, de
quem debita tais palavras como uma impressora offset descontrolada…
sempre a repetir o mesmo jargão de humilhar o único líder político de direita
que tem carisma e que combate o sistema, enquanto os outros de direita nem o
nome e o que fazem é manter o status quo! A má-língua
que corrói venenosa era no passado coisa de comadres ressabiadas, mas agora
alimenta a prosa palavrosa de (alguns) articulistas que escrevem no
Observador. Medíocre.
Maria Gomes: Não vi o debate. Bem ou mal, parti do princípio que ao desafiar André
Ventura, Pacheco Pereira tinha como propósito voltar à ribalta onde esteve
durante anos, quando as suas atitudes de enfant terrible geravam atenção em
todo o país. Hoje em dia ninguém lhe liga. Já não se ouvem ecos das suas
opiniões no Público ou na CNN. Ventura fez o papel dele. Agarrou uma
oportunidade para desfazer um mito da esquerda.
Ruço Cascais > João Floriano: Bom dia Floriano, os livros foram um
artefacto que Pacheco levou para a reunião para passar a ideia de
intelectual. Realmente a ideia de ir carregado de livros que nem um burro
para um debate na televisão com tempo limitado não lembra a ninguém, excepto a
Pacheco Pereira que queria passar a imagem de ser um grande intelectual que leu
aqueles livros todos 😃 Ricardo Ribeiro > Carlos Fernandes: Infelizmente, para combater o extremismo do PS
actual e respectiva extrema-esquerda, temos de ter um mínimo de radicalidade e
deixarmo-noss de branduras e fofuras, senão corremos o risco de sermos
engolidos pelo "monstro"...lembra-se de A Costa apregoar que não
precisava do PSD para nada, quando este andava a reboque das políticas de
esquerda predominantes na altura? Qual foi o resultado? Uma das primeiras
medidas do novo governo da AD foi o apoio inequívoco na eleição de A Costa para
presidente do Conselho Europeu! É isto que você pretende? Eu cá não! joão
Cerqueira: O mais
importante deste debate foi ter sido, finalmente, realizado. Porque, apesar de
vivermos em democracia, apesar de haver liberdade de expressão, a violência do
PREC era um tema tabu. Os donos do regime tinham criado uma mitologia do 25 de
Abril que não se coadunava com a existência de presos políticos e tortura depois
da Revolução. O assunto foi censurado nos manuais escolares e na comunicação
social. Quem se atrevesse a referir esta verdade incómoda era rotulado de
fascista. Depois, Pacheco Pereira demonstrou o que toda a gente sabia. André
Ventura revelou o que muitos portugueses desconheciam. Glorioso
SLB: O
Ventura deu 10 a 0 ao JPP. Salazar morreu pobre, Sócrates ñ irá morrer pobre
certamente; houve prisões e tortura na ditadura, tb as houve, e mtas no pós-25
de Abril; as FP-25 aconteceram muito depois do 25 de Abril e são completamente
indesculpáveis; a amnistia dada por Soares é inexplicável; a ditadura devia ter
percebido q o Ultramar tinha de ser independente, mas a culpa da descolonização
ñ foi certamente de quem já estava morto há anos; Marcelino da Mata foi um
guerrilheiro pelo seu país q terá matado mais do q militares, mas ñ foi por
isso q a Esquerda ñ o condecora, mas sim pq foi um negro q preferia ser
português e isso, Almeida Santos nunca quis. Tlv se tenha aberto uma porta para
se debater e equilibrar a retórica pós 25/4. josé
cortes > João Floriano: Pretendia armar-se em perú de Natal, a arrojar
as penas, cheio de reverencial sabedoria. Afinal acabou como todos eles:
tostado. Hugo
Vieira > Ruço Cascais: Gostei do debate. Surpreendeu-me, porque achava
que Ventura seria cilindrado, mas afinal foi o contrário. De resto subscrevo o
seu comentário. Paula
Barbosa: Como
diz com muita graça a nossa Juventude, o Pacheco Pereira esbardalhou-se todo,
perante um puro filho do Povo! Um tsunami varre Portugal e a Europa!
Habituem-de… Acabaram-se os Jogos Florais no Parlamento, bem como o execrável
Politicamente Correcto!!! Haja Deus ! graça
Dias: Um
artigo descartável . josé
cortes: Às
vezes dá jeito passar pelas coisas para se saber do que se fala. Do tipo da
Reforma Agrária e as Ocupações. É quase petulante dizer que JPP não
mentiu. Falta cerelac e respeito pela História. Hugo
Vieira > Carlos Fernandes: Quais extremos? Agora é tudo extremista? Quando
é que não se considera alguém extremista??
Paulo
Almeida: Esse
senhor até escreve bem mas é muito extenso... É fácil escrever estes textos
depois de analisar debates... difícil é debater ao vivo os temas e improvisar. Mas
o autor comete um erro que é de catalogar por mentiras as afirmações do Ventura
e não as do Pacheco e nem explica por que as primeiras são mentira. Cometeu um
erro grave. Devia ter-se ficado pela análise de modos e formas e chouriços. A
partir do momento em que disse que algumas afirmações eram mentira sem provar
isso perdeu a credibilidade.
Manuel Magalhaes: Primeiro será preciso lembrar ao autor que foi Pacheco Pereira que desafiou
e provocou Ventura para este debate, depois afirmar que não se pode comparar um
período de excepção (revolucionário) com um período de “normalidade”, então
gostava de saber como o autor considera a guerra do ultramar ou colonial como
lhe quiserem chamar, depois afirmar com a certeza absoluta da “probidade intelectual”
de Pacheco Pereira, parece-me de um servilismo bacoco e ridículo e onde o
citado deixou grandes dúvidas, e ainda referir que André Ventura apenas citou
mentiras, bem se vê que o autor apenas fala pelos manuais que lhe foram
impingidos na sua educação e que nada tem a ver com a realidade de quem a viveu
como eu, para espantalho temos aqui um “bom” artigo!!! Ricardo
Ribeiro > Ruço Cascais: Eu também gostei do debate, foi um bom espectáculo
televisivo, o que rareia nos tempos que correm. António
Costa e Silva: Era
preciso que alguém escrevesse, sem andar às voltas, preto no branco, que a
grande parte dos presos políticos durante o Estado Novo estavam bem presos, ao
contrário do que aconteceu depois do 25A. Ruço Cascais > João Floriano: Debates com o Ventura sou capaz de os ver todos; são sempre um bom
espectáculo televisivo, e o homem é realmente muito bom em debates.
Com a Varela acabavam à
porrada. João
Floriano > Ruço Cascais: Se for um debate entre o Ventura
e a Raquel Varela ou a Maria João Tomás eu vejo. Paulo Simões > Manuel Magalhaes: Tem apenas 32 anos, não viveu em nenhum dos periodos. Pensa o que lhe impingiram
na escola, comunicação social, etc. Pertinaz > Pedra Nussapato: Mentira… Pacheco Pereira como criatura de
esquerda não admitiu coisa nenhuma… apoiante de assassinos…!!! Ana Luis
da Silva > José Tomás: Em comparação com o autor desta prosa que se
põe em bicos dos pés para criticar a torto e a direito quem o ultrapassa e em
muito… são colossos sim! O facto de o caro Tomás seleccionar com pinças partes
do rodapé do “currículo” de André Ventura no passado distante, esquecendo tudo
o resto… desculpe dizê-lo, mas assemelha-se àqueles compinchas do ensino básico
que criticam os colegas que foram mais bem -sucedidos do que eles na
vida. Só para rematar: criar um partido do nada e em 6 anos transformá-lo
num dos grandes deste país… tenha paciência, mas é obra! graça Dias > Ana Luis da
Silva: Caríssima Ana Luís : Excelente comentário, que subscrevo na íntegra. Pertinaz > Pedra Nussapato: Não tem vergonha de Pacheco Pereira…??? Eu tenho…!!! Comunista
encapotado e apoiante de assassinos…!!!
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