Nossas, acertos nossos, num mundo desarrumado
em “pacotes” de feitio vário, por aí…
Montenegro
em pressão alta sobre a UGT: chumbo da nova lei laboral seria
"indesculpável"
Primeiro-ministro defende
que a central sindical não tem mais argumentos para não assinar acordo de concertação
social. Luís Montenegro reconhece também risco de regresso aos défices.
MIGUEL SANTOS CARRAPATOSO:
Texto
OBSERVADOR, 08 abr. 2026, 22:41
4 min▲"Não temos nenhuma obsessão com
os superavits. Nunca o vamos fazer à custa do sofrimento das pessoas"
MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
A poucas horas de a UGT decidir
se assina ou não o acordo de concertação social para a revisão da legislação
laboral, LUÍS MONTENEGRO pressionou a única central
que ainda está a mesa das negociações com o Governo a validar a reforma pensada
pelo Executivo. “Com toda a
aproximação que houve, será de facto indesculpável que o país não aproveite
esta oportunidade para pagarmos melhores salários”, sublinhou o
primeiro-ministro.
Montenegro, que discursava no
Conselho Nacional do PSD, elogiou publicamente o “esforço notável” da sua ministra do Trabalho e
da Segurança Social, MARIA
DO ROSÁRIO PALMA RAMALHO, e defendeu que os representantes sindicais não
tinham mais argumentos para “perderem
a oportunidade de valorizar o trabalho e os trabalhadores”.
A versão actual do pacote laboral será votada amanhã, quinta-feira,
pela UGT. Fechado
o processo de negociação em sede de concertação social, a nova legislação terá
depois de ser discutida e aprovada no Parlamento remuneração”, sublinhou o Primeiro-Ministro. Mas a
decisão da central sindical será muito relevante para o destino da nova lei.
Por dois motivos: condicionará em muito o voto dos socialistas no
Parlamento; em segundo lugar, e mesmo que o PSD consiga sobreviver ao
Parlamento, o novo pacote terá de passar pelo crivo do novo Presidente da
República.
Recorde-se que, ainda durante
a campanha eleitoral, ANTÓNIO JOSÉ SEGURO prometeu chumbar a lei laboral se o
acordo de concertação social falhasse e criticou
o Executivo de Luís
Montenegro
por não ter manifestado a intenção de rever o código laboral no programa
eleitoral da AD e no próprio Programa de Governo. Esta terça-feira, desafiado a dizer o que
espera deste processo, limitou-se a dizer que é “um homem de esperança“. “Aquilo que eu desejo é que o diálogo nunca falte e, sobretudo, a
disponibilidade para esse diálogo.”
Num segundo momento da sua
intervenção, o primeiro-ministro reconheceu que a situação internacional
inspira cuidados e que o país poderá ressentir-se da evolução imprevisível dos
acontecimentos no Médio Oriente. Ainda assim, Luís Montenegro deixou a garantia de que o Governo tomará
todas as medidas para mitigar os efeitos do agravar da crise nos bolsos dos
portugueses. Mesmo que para isso, salvaguardou o primeiro-ministro, seja
preciso passar dos resultados positivos para os défices.
“Não
temos nenhuma obsessão com os superavits. Nunca o vamos fazer à custa
do sofrimento das pessoas. Se algum dia for preciso sacrificar esse
resultado, tomaremos as medidas respectivas. Se tivéssemos um pequeno défice,
continuávamos a ser os campeões da estabilidade financeira da Europa.”
A 26 de março, quando reagiu
aos números da execução orçamental, Joaquim Miranda Sarmento, ministro
das Finanças, já tinha admitido o mesmo. “Ao contrário de 2025, em que sempre
afirmámos que não haveria défice orçamental, contra a opinião de vários no
país, não podemos hoje, de forma transparente, honesta e sincera, excluir a
possibilidade de em 2026 haver um pequeno défice. Mas não colocará em causa o equilíbrio das contas
públicas, a redução da dívida pública.”
GOVERNO
POLÍTICA UGT SINDICATOS TRABALHO
ECONOMIA PSD
LUÍS MONTENEGRO
COMENTÁRIOS (de 6)
paulo mariano: Inquinados pelo rasto ideológico, mental, funcional de
mais de 60 anos de neofascismo do PCP. Este País é para velhos e fanáticos de
esquerda?
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