GUERRA, BELLUM, WAR: Criados pelo “roseau pensant”. L’être le plus faible de la nature?!
Bloqueio do Estreito de Ormuz: 40 países, incluindo Portugal, ameaçam Irão
com sanções coordenadas
Reino Unido presidiu a reunião internacional com Portugal entre os
presentes. Tráfego no estreito caiu 93% desde março, afectando um quinto do
petróleo mundial.
OBSERVADOR, 02 abr. 2026, 21:39
ALI HAIDER/EPA
Mais de 40 países, incluindo
Portugal, apelaram, esta quinta-feira, à “reabertura
imediata e incondicional” do Estreito de
Ormuz, ameaçando o Irão com novas sanções, segundo a ministra dos
Negócios Estrangeiros britânica, que presidiu a uma reunião internacional
dedicada ao assunto.
“O Irão
está a tentar fazer refém a economia mundial no Estreito de Ormuz. Não pode levar a melhor. Para tal, os parceiros apelaram hoje à
reabertura imediata e incondicional do Estreito e ao respeito pelos princípios
fundamentais da liberdade de navegação e do direito do mar”,
declarou Yvette Cooper num comunicado final do encontro.
Os países concordaram em “explorar medidas económicas e políticas coordenadas,
tais como sanções, para pressionar o Irão caso o estreito permaneça fechado”, acrescentou
após a reunião, convocada pelo Reino Unido e que juntou mais de 40 países
incluindo Portugal, representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.
Os países também concordaram em “aumentar a pressão diplomática”
sobre o Irão. Este bloqueio é uma “ameaça
directa à prosperidade mundial”, sublinhou a chefe da diplomacia
britânica.
A quase total paralisia do tráfego no
Estreito de Ormuz, por onde transita normalmente um quinto da produção mundial
de petróleo, bem como de gás natural liquefeito e fertilizantes, está a ter um
impacto económico mundial e provocou um forte aumento do preço dos produtos
petrolíferos.
Na próxima semana, Londres
vai organizar a uma reunião ao nível de “planeadores
militares” a fim de examinar as opções para tornar o Estreito
de Ormuz acessível e seguro à navegação após o fim das hostilidades.
Apenas
alguns navios – essencialmente iranianos, dos Emirados Árabes Unidos, indianos,
chineses e sauditas – continuam a transitar diariamente pelo estreito.
Desde o início de março, 225 navios de transporte de mercadorias
passaram pelo estreito, segundo a empresa de análise marítima Kpler, o que
representa uma queda de
93%
relativamente à situação em tempo de paz.
O Irão, que controla a costa norte do
Estreito de Ormuz, tem bloqueado este ponto crucial para o comércio global de
energia em resposta à ofensiva de grande escala de Israel e dos Estados Unidos,
lançada em 28 de fevereiro.
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