Ou artifício na instituição dos direitos próprios e repúdio dos
alheios, segundo os pontos de vista de quem pode tê-los… ou julga poder… num
mundo tantas vezes vão… Mas parece haver
demasiado pessimismo nas conclusões… No fundo, cada um governa-se como pode… Como
o deixam?
Good Cops e Bad Cops, de Davos a Munique
O problema está em quem define conceitos que
permitem justificar tudo, da censura nas redes sociais à proibição de partidos,
da invalidação de direitos humanos de sempre à imposição de novos direitos.
JAIME NOGUEIRA PINTO Colunista do Observador
OBSERVADOR, 21
fev. 2026,
Depois da tempestade, a bonança. Não
falo de Portugal, de Leiria ou de Coimbra, mas de Munique, no rescaldo de Davos.
Trump,
conhece bem a velha técnica do good cop, bad cop; ou mais precisamente,
do bad cop, good cop, sendo que o bad cop é, geralmente, ele
mesmo. Talvez por
isso em Davos tenha tratado de assustar toda a gente com a pretensão da Gronelândia, deixando os bilionários e os políticos do globalismo
chocadíssimos.
Eu
próprio, que, pelas melhores e piores razões, não me incluo em nenhuma dessas
duas categorias, fiquei, não direi chocado, mas intrigado: depois de os dinamarqueses e “os europeus” se
disponibilizarem de forma institucional e protocolar a garantir o que Trump queria
– a segurança do hemisfério Norte, face a
russos e chineses –, para quê aquela insistência? Para ficar como o presidente que acrescentou mais de
2.170.000 km2 aos territórios da União? Bem sei que
é uma velha aspiração americana, mas “América
para os americanos” não deixa de soar a reivindicação imperialista, agressiva,
ilícita, longe do charme libertador e poético que a mesma pretensão ganha
noutros continentes: Ásia para os asiáticos”, “África para os africanos”..
Mas, mais uma vez, o bad
cop recuou na ameaça de “invasão”, e pudemos (os de Davos e eu …) respirar
de alívio.
Munique, o segundo Acto
Agora, em Munique, entre 13 e 15 de Fevereiro, foi o segundo acto da peça transatlântica. Onde, há um ano, o vice-presidente e vice-bad cop J. D. Vance tinha chocado os líderes “europeus” – dizendo-lhes algumas verdades sobre o modo como estavam a abandonar, ou até a trair, os valores de que se reclamavam, policiando a expressão de ideias e princípios, difamando os líderes das oposições, instrumentalizando o poder judicial para bloquear decisões populares, dizendo-lhes, enfim, que o maior perigo para a liberdade e para a paz vinha deles – entrava em cena o good cop Marco Rubio.
Marco Rubio, o católico nacional-conservador cubano-americano, o senador da Flórida, o “little Marco” que Trump destratou e cilindrou em 2016 (tal como a outros candidatos republicanos da Direita), o mesmo Marco que, mostrando fairplay e, sobretudo, sentido político, depois o apoiou em 2024 e agora integra lealmente a Administração Trump, foi o grande protagonista deste segundo acto em Munique.
O discurso de Rubio é importante. tem
substância política de valores e princípios…
e tem o tom certo: É que Rubio
diz mais ou menos a mesma coisa que o bad cop Vance tinha dito no
primeiro acto, mas, com é próprio dos good cops, fá-lo de forma mais
empática e inclusiva:
“We
are part of one civilization, […] bound by centuries of shared history,
Christian faith, culture, heritage, language, ancestry, and the sacrifices our
forefathers made together […] We are connected spiritually and we are connected
culturally. We want
Europe to be strong. We believe that Europe must survive.”
Mas depois
de amaciar a audiência com os valores partilhados pela comunidade
atlântica, o good-cop não deixa de ir ao “coração das trevas”, ao
centro nevrálgico dos “nossos problemas comuns”, decorrentes, sobretudo da ilusão
do “fim da História”.
O “fim
da História”, um tema
hegeliano popularizado por Francis Fukuyama, primeiro na revista The
National Interest,no Verão de 1989, depois no livro The End of History and The last Man, em 1992. Na euforia do fim da Guerra Fria e do
desmantelamento da URSS, base do
comunismo internacional, Fukuyama defendia que, depois da derrota dos
fascismos, em 1945, e do comunismo, em 1991, a democracia liberal não tinha alternativas ou rivais no
mundo. A comparação com Hegel vinha do facto de o filósofo de Iena, na Fenomenologia do Espírito, falar da História como o terreno em que a Razão progredia na consciência pessoal e colectiva e o “Espírito
do Mundo” se
desenvolvia em sucessivos confrontos dialécticos. Noutras obras, como as Leituras da História da
Filosofia, Hegel
descrevia as vicissitudes por que passava o “espírito absoluto” do “espírito
do mundo”, até ao apogeu da conquista da consciência e da liberdade
absolutas,
conformes à Razão
Universal.
O
termo das guerras napoleónicas e a monarquia constitucional, seria, para Hegel,
o “fim da História” do seu tempo,
mas o filósofo estava consciente dos novos
problemas, como por
exemplo “a
emergência da pobreza” e a “injustiça” que ela “infligia”. E também percebia que não havia
pretor que decidisse, que resolvesse, em paz, pelo Direito, “as
tempestades nas relações entre Estados”.
Assim, “não
havendo um pretor que decidisse os conflitos de interesse entre os Estados” só
havia uma conclusão a tirar sobre o “direito internacional”
– a sua negação. E perante os primeiros sinais da idade
industrial (Hegel morreria em 1831) formulava
algumas reservas ao “fim da História”.
No
livro de 1992, Fukuyama acrescentava
ao “Fim da
História” “O último homem”. Não contente em glosar Hegel, ia ainda
buscar outro filósofo decisivo do pensamento ocidental, Friedrich Nietzsche. Em “Assim
falava Zaratrustra”, o “último homem” era o reverso e o oposto do “Superhomem”. Para Nietzsche,
era o homem-tipo da
Europa decadente, o consumidor apático, sem ideais, sem paixões, sem grandeza,
sem espiritualidade, sem valores, o homem do “rebanho sem pastor”, “o mais
desprezível dos humanos”.
Ora Fukuyama e
os neo-conservadores partiam do princípio de que a democracia liberal era o futuro e, no
pós-Guerra Fria, os neocons dedicaram-se a exportá-la, recorrendo à
guerra onde era preciso. O que acabou mal, muito mal – no
Médio-Oriente e nos Balcãs, do Iraque ao Afeganistão, da Sérvia ao Kosovo.
Rubio falou
disso e foi dizendo que a euforia desse triunfo tinha levado os Estados Unidos
e a Europa à perigosa ilusão de que “todas
as nações seriam democracias liberais”,
de que os laços
das trocas e do comércio
substituiriam as identidades nacionais, de que uma “ordem global de regras” poderia
substituir o interesse nacional, e de que viveríamos num mundo sem fronteiras,
onde todos seriam cidadãos do globo:
“This
was a foolish idea that ignored both human nature and over 5,000 years of
recorded human history, and it has cost us dearly.”
Em consequência, os Estados-Unidos e
a Europa tinham-se desindustrializado, procurando mão-de-obra barata fora de
portas ou abrindo fronteiras à imigração descontrolada, como se o mundo não
passasse de um grande mercado. A
América estava preparada para reverter esse ciclo; só, se preciso fosse, ou
acompanhada: “While we
are prepared, if necessary, to do this alone, it is our preference and it is
our hope to do this together with you, our friends here in Europe. For the
United States and Europe, we belong together.”
“A Europa” contra-ataca
Rubio foi ovacionado de pé, mas as respostas europeias foram defensivas…
e elucidativas. Na abertura
da conferência, o
chanceler Merz fez questão de voltar ao
ano anterior para rebater as acusações de Vance, explicando à América que na Europa
só não havia liberdade de expressão quando estavam em causa a dignidade humana
e as leis fundamentais; só então, onde as palavras ditas iam “contra a
dignidade humana e as leis fundamentais”, a liberdade de expressão
acabava…
…O problema está em quem determina
o que vai “contra a dignidade humana e as
leis fundamentais”; em quem amplia ou
restringe, define ou redefine conceitos
à sombra dos quais se pode justificar tudo, da
censura nas redes sociais à proibição de partidos políticos, da
invalidação de direitos humanos de sempre à imposição de novos direitos humanos.
Outra intervenção esclarecedora foi,
no Domingo 15, último dia da conferência, a de Kaja Kallas, a Alta Representante da União Europeia para os
Negócios Estrangeiros e Segurança, que explicou ao povo e aos americanos
que a Europa actual não era decadente nem
marcada pela cultura woke.
Kallas, que pertence a uma família
politicamente importante – o pai foi primeiro-ministro da Estónia e o avô um
dos fundadores do país –, pronunciou-se
contra a ideia de decadência europeia, contestando as críticas de Vance e Rubio e reafirmando que a Europa não estava subordinada ao wokismo nem numa fase de “apagamento civilizacional”.
Talvez Kallas se referisse ao sentido de realidade e de vitalidade civilizacional que, por exemplo, a resolução aprovada pelo Parlamento Europeu na quinta-feira, véspera da conferência, denotava. É que a recomendação da União Europeia, aprovada por 340 votos contra 141, tocava numa amplificação de direitos particularmente revigorante: “o pleno reconhecimento das mulheres trans como mulheres”, no âmbito (…da usurpação?) dos direitos das mulheres. Uma emenda – a Alteração 12 –, apresentada pelos deputados do grupo Conservadores e Reformistas Europeus, que queria acrescentar ao texto que “apenas as mulheres biológicas podiam engravidar” era vencida por 233 votos contra 200 e 107 abstenções, o que também mostrava a recusa em agredir a “dignidade humana e os direitos fundamentais” por que se pautava “a Europa” e o seu foco e empenho em encarar de frente a realidade – biológica ou outra.
A SEXTA COLUNA HISTÓRIA CULTURA
OCIDENTE MUNDO EUROPA
COMENTÁRIOS (de 37)
Rui Lima: Estou com medo que vamos voltar à censura mas
muito mais violenta onde as opiniões vão ser enquadradas como
crime, no âmbito das chamadas leis contra o discurso de ódio descriminação… Hoje li um artigo num jornal onde são
formuladas estas questões, transcrevo esta parte :
-”A
transformação do dissidente ideológico em delinquente abre um novo caminho para
a perseguição jurídico-política? O que
acontecerá com aquele
que defendeu a tese da incompatibilidade entre certas civilizações e o Ocidente
? E aquele que lembra que tal cultura predispõe à
violência contra as mulheres, ou defenderá que nem todas as culturas favorecem
tanto o sucesso individual e que todas as desigualdades estatísticas não seriam
o resultado de um sistema discriminatório? Que destino será
reservado para aquele que assimilar o Islão e
o Islamismo?
Também será
necessário condenar aquele que afirma que a Europa é vítima de um processo de
"grande substituição"? O que fazer, também, com aqueles que teimam
em ver uma ligação entre imigração e insegurança?”
Paulo Luis da Silva: A realidade impõe-se sempre. Ou a compreendemos
e tomamos decisões sensatas ou batemos de frente, de forma brutal e dolorosa. A Europa passou por duas grandes guerras no
século passado. Aprendemos alguma coisa com a História recente? O que
Marco Rubio fez foi apenas constatar a realidade. Os europeus continuam a
urinar contra o vento. Isto não caminha para tempos melhores. No nosso retângulo a realidade não é
diferente. Enquanto a maioria dos portugueses não perceberem que temos de mudar
de rumo vamos continuar a cavar o buraco onde já estamos há mais de duas
décadas. Tim do A: Excelente
texto. A Europa continua a não querer aceitar a realidade e a ignorar a
ciência. A Europa voltou à idade média. E a UE tornou-se a República Soviética
da Europa Maria Emília Santos: Marco
Rubio acha que devemos voltar às nossas raízes cristãs e tem toda a razão, pois
foi com o cristianismo que a civilização se
tornou mais saudável, mais harmoniosa, mais humana e pacífica! A Civilização Cristã Europeia foi invejada por
muitos povos, todos sabemos disso, o que levou os poderosos inimigos da Paz, a
maquinarem no seu interior a maneira de a destruírem! A soberba é o
grande inimigo da humanidade! Jesus Cristo veio ensinar a maneira
de nos amarmos uns aos outros em vez de nos agredirmos, e, para isso
necessitamos de viver unidos a Ele e pedir a Sua ajuda! Neste Tempo Litúrgico
da Quaresma em que a Igreja nos convida a parar e olhar para dentro de nós, nos
arrependermos nos nossos maus caminhos, partilharmos os nossos bens com quem
não tem, jejuarmos um pouco e rezarmos mais e com mais fervor, seria óptimo se
a CS de Portugal fizesse alguma referência a este período tão especial e de
tanto valor espiritual para a sociedade! Lamentavelmente, nem uma palavra! Se
fosse o Ramadan que nada tem a ver connosco, todas as televisões abriam os
telejornais com essa notícia! Eles, os poderosos querem dominar os
portugueses e para isso, proíbem que nos grandes meios de comunicação se
fale da FÉ CATÓLICA, ou põe-na em último lugar! Querem transformar as
nossas consciências, substituindo a Verdadeira Fé pela idolatria muçulmana! Não
conseguirão! "As portas do inferno não prevalecerão contra ela". Maria Aguiar: Excelente. É dramático para a Europa, numa
deriva progressiva… João
Diogo: Excelente
como sempre , é um prazer ler as crónicas de Jaime Nogueira Pinto. Tim do A
> Rui
Lima: Excelente
comentário. Caminhamos para uma grande ditadura de pensamento patrocinada pela
UE e pelos centrões europeus. Mas enquanto não proibirem os partidos de reacção
do povo, há esperança de liberdade. Komorebi
Hi: Nem
mais. A realidade foi um balde de água fria que não atingiu, ao que parece,
pelo raciocínio lento os que aplaudiram de pé pelo estilo, nem repararam no
conteúdo, só depois veio o contra-ataque da forma habitual, defesa do
multiculturalismo e do wokismo, lá em Davos pelo discurso de Kallas e Cª e no
PE pelo Centrão da Neo-República de Weimar. José B Dias > Rui
Lima: E, de
facto, tal é já uma triste realidade em algumas latitudes onde antes imperou a
democracia, a tolerância e a liberdade de opinião e da sua expressão pública. José B
Dias: O
Escudo Europeu da Democracia centra-se em três prioridades: protecção
da integridade do espaço informativo, consolidação
das instituições democráticas e dos
processos eleitorais (incluindo uma comunicação social independente e uma
sociedade civil dinâmica) e reforço
da resiliência da sociedade e da participação cívica. Aqui numa outra crónica um pouco mais abaixo...
a máquina está em movimento e a liberdade vai sendo lentamente estrangulada por
quem falaciosamente clama defendê-la! Mas é tudo para o nosso bem ... 🤥 José B
Dias: E é
isto que vamos tendo perante o desinteresse de muitos e o apoio de muitos
outros ... e um dia será tarde para emendar a mão e resgatar a realidade das
garras das narrativas de que é tudo para a nossa protecção e que, aplanada a
curva, vai ficar tudo bem! António Costa
e Silva: A
inteligência do pensamento e da análise é tão evidente nos artigos de Jaime
Nogueira Pinto, que pode ser escrita em português de gente, simples e
claro. Graciete
Madeira: Excelente
crónica. Nuno Abreu: Muito bom. Carlos F.
Marques: Excelente. Komorebi
Hi: Assim
era no tempo de Lenine ou Staline, assim é na nova república soviética da UE,
onde como descreveu Soljenitsin, no seu "Arquipélago Gulag", os
aplausos valiam pelo tempo e onde o vizinho do lado esperava que o outro
parasse de aplaudir, o que dependia do estado físico de cada um, depois de
infindáveis minutos. Alex Carvalho > Américo
Silva: 2 d 1984 Américo
Silva: A
história chega de mansinho sem se fazer anunciar, o estatuto do homem
deteriora-se e o da mulher afirma-se, qualquer relação heterossexual pode ser
transformada em crime, talvez o futuro da humanidade seja igual ao das abelhas:
fêmeas parem fêmeas e um ou outro macho que as fecunde. Alex Carvalho: Excelente!! Miguel Macedo: Muito bem! Como sempre ! Komorebi
Hi: Interessante
como funciona a censura soviética do Observador, separando comentários consegui
publicar o que queriam censurar sobre a UE, o novo Estado da Califórnia na UE. Fernando ce: Muito bem. A Sameiro: Excelente!!!
Luis
Silva > Manuel
Gonçalves: Qual
foi a boa administração que os EUA tiveram? João Bilé
Serra > Paulo
Luis da Silva: Duas
décadas? Cinco décadas?
José Paulo Castro > Jorge
Pereira: Um
espelho bom, esse aí...
maria santos: Mulheres trans,
mulheres biológicas ... Esta gente
está completamente estúpida. Viva a
Hélade, o Afonso Henriques, o Condestável D. Nuno, os Bragança da Restauração,
o Povo Português, nós Todos ... Temos
memória, temos História e temos raça. Francisco Almeida: Um
final brilhante, uma segunda parte muito boa, uma primeira parte de que
parcialmente discordo. A Gronelândia é essencial para a defesa dos EUA pois,
aberta a rota do Árctico, submarinos russos e chineses podem aproximar-se da
costa americana. A única defesa avançada anti submarina que os EUA têm
actualmente é a presença de aviões P-8A Poseidon, estacionados na base
RAF Lossiemouth, em Moray, Norte da Escócia. Acontece que o 2º partido
escocês, que pode facilmente ganhar as próximas eleições, tem no seu programa a
revogação da autorização da presença americana, aliás facilmente apoiada pela
população com o argumento que isso torna Moray um alvo nuclear. É esse risco
político, que os americanos querem eliminar na Gronelândia e, com os seus
antecedentes e pouca imaginação, apenas viram a solução de comprar a
Gronelândia e fazer os gronelandeses americanos. Mark Rutte, numa reunião
que ambos, Rutte e Trump consideraram muito satisfatória, terá lembrado que a
Gronelândia não é Europa mas é NATO e que as garantias que a Dinamarca não pode
garantir após a independência, podiam ser substituídas por um acordo que
concedesse o estatuto de extraterritorialidade às bases a instalar, não
ficando claro se houve algum acordo em que essas bases ou algumas delas, fiquem
sob responsabilidade da NATO e não directamente dos EUA. Foi por isso
que Trump "recuou" porque poderia haver alternativa assegurando o que
estava disposto a obter, nem que fosse pela força, como disse (Trump deve ser
avaliado pelo que faz e, sempre que possível, sem ouvir o que diz). Ainda é
cedo para saber o que e como vai decorrer mas estou absolutamente convicto que
Trump ou quem o seguir na presidência, não vai abrir mão de uma solução na
Gronelândia que satisfaça com segurança política, os interesses de segurança
americanos. João
Diogo > Paulo
Luis da Silva: Excelente
análise.
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