Uma forma de nos superiorizarmos, quer seja nas famílias, entre amigos, entre países, invejas ou egocentrismos justificando tudo isso, tanta zanga, tanta guerra… E que bem o disse Camões, atribuindo, é certo, a culpa aos Céus… Modo de desresponsabilização que nos convém, naturalmente:
No mar tanta tormenta, tanto dano,
Tantas
vezes a morte apercebida!
Na Terra,
tanta guerra, tanto engano,
Tanta
necessidade avorrecida!
Onde pode
acolher-se um fraco humano,
Onde terá
segura a curta vida,
Que não
se arme e ser induigne o Céu sereno
Contra um bicho da terra tão pequeno?...
De amigos a inimigos. A guerra aberta entre o Paquistão e os talibãs:
"O pior ainda está para vir
Paquistão começou ofensiva contra Afeganistão, acusando talibãs de
apoiarem terroristas e de terem transformado o país em "colónia da Índia". "Escalada é
progressiva" e solução diplomática está longe.
JOSÉ CARLOS DUARTE: Texto
OBSERVADOR, 27 fev. 2026, 21:553
ÍNDICE
Paquistão é mais forte, mas tem vulnerabilidades.
Afeganistão procura negociar, mas tem trunfo
Uma guerra por procuração entre o Paquistão e a Índia?
Quando os
talibãs tomaram o poder no Afeganistão em 2021 após a saída das tropas
norte-americanas do país, o Paquistão reagiu com agrado. Nas últimas décadas, o Governo paquistanês tinha sido um dos
principais apoiantes do
grupo fundamentalista islâmico e esperava que a sua chegada ao Governo abrisse
um capítulo positivo nas relações entre os dois países. Cinco anos depois, essas expectativas foram totalmente defraudadas.
Esta
sexta-feira, o Paquistão declarou uma “guerra aberta” ao país vizinho, no que foi o culminar de
meses de tensão.
A ilusão de que o Paquistão ganharia um aliado cedo se
desvaneceu. Logo no final 2021 começaram a surgir tensões: em vez de o combater, os talibãs apoiaram
tacitamente o grupo rebelde Tehrik‑e‑Taliban (conhecido
pela sigla TTP e que, apesar do nome, não está relacionado com os talibã afegãos) considerado um inimigo declarado do Governo
paquistanês. O TTP foi responsável por vários ataques terroristas dentro do Paquistão
nos últimos anos, causando mil incidentes no país em 2025.
Os talibãs têm negado categoricamente as
acusações do Paquistão de que o Afeganistão serviria como base para o TTP
preparar ataques terroristas no país vizinho. Por sua vez, o
Governo paquistanês não acredita nesta versão e até faz uma ligação com um dos
principais rivais geopolíticos: a Índia. O ministro da
Defesa paquistanês, Khawaja Asif, acusou, esta sexta-feira, os talibãs de terem transformado o
Afeganistão “numa colónia” de Nova Deli: “Reuniram todos
os terroristas do mundo no Afeganistão e começaram a exportar terrorismo.”
“O copo transbordou”, declarou Khawaja Asif numa publicação nas redes
sociais, na qual anunciou o início de uma “guerra aberta”. Sendo uma potência nuclear, o Paquistão tem claramente mais meios militares à sua disposição e o
Executivo paquistanês já ameaçou reduzir “Cabul a pó”. Islamabad lançou vários ataques contra o território do país vizinho, numa
operação militar cujo objectivo estratégico a longo prazo ainda não é bem
conhecido. Já os talibãs pediram
a abertura de um canal de “diálogo” e estão prontos para chegar a uma “solução
pacífica”.
Os
ataques paquistaneses da semana passada, a retaliação dos talibãs e a
ofensiva Fúria Em Nome da Verdade
Na semana passada, as
Forças Armadas paquistanesas já tinham atacado vários alvos militares em
território afegão ao longo da fronteira de 2.600 quilómetros que separa os dois
países. Numa
escalada de provocações e de ataques e contra-ataques nas últimas semanas, o
Paquistão indicou que atacou campos ligados ao TTP, assim como também a alvos
do ISIS-K (um ramo do autoproclamado Estado Islâmico com
presença no Afeganistão e no Paquistão).
As forças talibãs responderam
esta quinta-feira com ataques contra postos fronteiriços paquistaneses,
admitindo que se tratou de uma retaliação. Os
bombardeamentos e captura de bases na fronteira causaram, segundo o lado
afegão, pelo menos 55 mortos. Essa estimativa é contestada pelo Paquistão, que
dá conta que apenas de meia dúzia de soldados do país perderam a vida,
rejeitando qualquer sugestão do que o Afeganistão tenha capturado bases
militares.
▲ Soldado dos
talibã perto da fronteira com o Paquistão,AFP via Getty Images
ÍNDICE
Paquistão é
mais forte, mas tem vulnerabilidades. Afeganistão procura negociar, mas tem
trunfo
Uma guerra
por procuração entre o Paquistão e a Índia?
Independentemente das diferenças na
contagem do número de mortos, o Paquistão encarou esta retaliação como a
gota de água que fez transbordar o copo. Em resposta, na madrugada desta sexta-feira, as forças paquistanesas
lançaram ataques aéreos contra Cabul e outras cidades afegãs, incluindo a
cidade de Kandahar, onde vive o líder supremo do Afeganistão e um dos principais
rostos dos talibãs, Hibatullah Akhundzada.
Admitindo ter “perdido a paciência”
com o país vizinho, as autoridades
paquistanesas anunciaram a ofensiva Ghazab lil Haq (em português, Fúria em Nome da Verdade), apresentando-a como uma campanha
militar de retaliação contra os ataques dos talibãs e também como uma
forma de defender a “integridade territorial” do país. Na mesma medida, o Paquistão não esconde que esta
operação servirá para atingir infraestruturas militares do regime afegão, do
TTP e do ISIS‑K.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz
Sharif, prometeu que haverá “zero
tolerância” para as “acções
maliciosas” do TTP e dos talibãs. “O
Paquistão sabe defender-se contra qualquer agressão”, declarou o chefe do
executivo, avisando que qualquer actividade hostil será inaceitável e terá uma
resposta apropriada. Frisou também que o
Paquistão procura desmantelar todas as células terroristas no Afeganistão.
▲ Hospital
no Afeganistão após os ataques do Paquistão
AFP via Getty Images
ÍNDICE
Paquistão é mais forte, mas tem vulnerabilidades.
Afeganistão procura negociar, mas tem trunfo
Uma guerra por procuração entre o Paquistão e a Índia?
Até ao momento, o director-geral
das comunicações das Forças Armadas do Paquistão, Ahmed Sharif Chaudhry, anunciou a morte
de 274 combatentes dos talibãs, resultante dos ataques das últimas
horas. O mesmo responsável dá conta também de 400 feridos, bem como
da destruição de vários equipamentos de guerra pertencentes ao regime afegão.
Paquistão é mais forte, mas tem vulnerabilidades.
Afeganistão procura negociar, mas tem trunfo
660 mil homens, armas nucleares e
aeronaves modernas. O
Paquistão está claramente em vantagem contra os 172 mil membros das Forças
Armadas afegãs, com equipamentos de guerra obsoletos e sem força aérea.
Islamabad tem uma vantagem real no terreno e está, neste momento, a
explorá-la para obrigar o Afeganistão a recuar. Mas os
talibãs têm vários trunfos à disposição, incluindo os grupos armados inimigos
do Paquistão.
Horas após ter começado a
ofensiva, o Paquistão não dá sinais de recuar,
mesmo com os circuitos diplomáticos já a funcionar. Aliados
como a China, o Qatar, a Turquia, a Rússia e o Egipto têm-se oferecido para mediar a situação e
tentar aliviar as tensões. Em paralelo, os dirigentes talibã
asseguraram que não desejam um prolongamento do conflito armado e apelam ao
diálogo com os paquistaneses. Porém,
a ser atacado, o regime afegão promete não ficar de braços cruzados e
contra-atacar o Paquistão.
▲ Manifestação a favor do conflito no
Paquistão NurPhoto via Getty Images
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Paquistão é
mais forte, mas tem vulnerabilidades. Afeganistão procura negociar, mas tem
trunfo
Uma guerra por procuração entre o Paquistão e a Índia?
“Ou os talibãs basicamente recuam da beira do
precipício, ou podem avançar e continuar a lutar na fronteira, aumentando o apoio
ao TTP e a outros grupos que operam dentro do Paquistão”, resume, à Reuters, Avinash
Paliwal, professor
de Relações Internacionais na Faculdade de Estudos Orientais e Africanos da
Universidade de Londres.
Mesmo tendo negado qualquer ligação com
os grupos terroristas ou tendo recusado as alegações que lhe providencia apoio,
os talibãs sabem que podem mobilizá-los contra um inimigo em comum: o Paquistão.
E há vários pontos de vulnerabilidade
para explorar contra as forças paquistanesas: a oeste, na fronteira com o Irão
(outro país onde há uma escalada de tensão, mas desta vez com os Estados
Unidos), e a leste, na fronteira com a Índia.
Até dentro do território paquistanês,
as Forças Armadas podem enfrentar problemas. Na
região mais a oeste do país, existem grupos armados separatistas: a Frente
de Libertação do Baluchistão e o Exército de Libertação do
Baluchistão. Desejando a
independência face a Islamabad, estes movimentos podem aproveitar um contexto
em que as tropas estão mais sobrecarregadas para levarem a cabo qualquer tipo
de operação contra o Governo central.
"Ou
os talibãs basicamente recuam da beira do precipício, ou podem avançar e
continuar a lutar na fronteira, aumentando o apoio ao TTP e outros grupos que
operem dentro do Paquistão."- Avinash Paliwal, professor
de Relações Internacionais na Faculdade de Estudos Orientais e Africanos da
Universidade de Londres
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Paquistão é
mais forte, mas tem vulnerabilidades. Afeganistão procura negociar, mas tem
trunfo
Uma guerra por procuração entre o Paquistão e a Índia?
“Uma situação de duas frentes tem sido há muito tempo um cenário
que é um pesadelo para o Paquistão“, destacou à Reuters a antiga diplomata
paquistanesa, Maleeha Lodhi, que avisa que uma
guerra prolongada para Islamabad “acarreta um desafio de segurança“,
lembrando a situação instável na fronteira oriental com a Índia, o país que é o
principal rival e que o Paquistão acusa de financiar os grupos armados
terroristas.
No que concerne a cenários de guerra, o
conflito desenrola-se, até ao momento, na fronteira entre o Paquistão e o
Afeganistão, não
tendo sido aberta mais nenhuma frente. Além disso, esta sexta-feira de
madrugada, os militares paquistaneses também levaram a cabo ataques aéreos
em várias cidades afegãs. “O pior ainda está para vir”, preconizou à Al
Jazeera Tariq Khan, um general paquistanês na reserva que
liderou operações contra o TTP.
Ainda que o conflito pareça
estar longe de estar terminado, não deverá evoluir para uma grande ofensiva
militar terrestre paquistanesa ao Afeganistão, devido aos riscos para a
segurança que isso representaria para o próprio Paquistão. Violência separatista no Baluchistão,
uma fronteira instável com Índia e a tensão com o Afeganistão são demasiados
teatros de operação para as forças armadas de Islamabad conseguirem gerir em
simultâneo.
▲ Situação
é tensa no Baluchistão
FAYYAZ AHMAD/EPA
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Paquistão é
mais forte, mas tem vulnerabilidades. Afeganistão procura negociar, mas tem
trunfo
Uma guerra
por procuração entre o Paquistão e a Índia?
Há espaço para a diplomacia?
Vários países já se ofereceram para
mediar o conflito. A Rússia é um desses países, mantendo boas
relações com Cabul e Islamabad. A Turquia também tem boa reputação na
região, assim como o Qatar, o emirado habituado a mediar conflitos no
Médio Oriente. Contudo, o
nível de confiança entre os dois países está praticamente num mínimo
histórico e os ataques desta sexta-feira ainda vieram aumentar o fosso e
as oportunidades para uma solução diplomática.
Em outubro de 2025, o Paquistão já tinha levado a cabo ataques aéreos
e tinha havido escaramuças violentas na fronteira entre os dois países. Num
esforço de mediação conjunto, a Turquia e o Qatar conseguiram que os dois países
assinassem um cessar-fogo. O regime talibã comprometeu-se a não
permitir que grupos armados usassem o solo afegão para atacar o país vizinho,
enquanto Islamabad prometia suspender os ataques a posições militares afegãs.
O acordo revelou-se muito frágil e acabou por durar poucos meses,
apesar de ter sido renovado. Neste seguimento, o falhanço desta solução
diplomática gerou uma crise profunda de confiança entre as duas
partes: o Paquistão refere que não vê os talibãs a afastarem-se do TTP e o
Afeganistão alega que os paquistaneses continuam a incentivar os confrontos na
fronteira.
Para o analista de segurança afegão Tameem Bahiss, o conflito tem como base apenas um assunto: “As tensões têm a ver com
as acusações repetidas do Paquistão de que as autoridades afegãs estão a
permitir que o TTP funcione desde o seu território”. À Al Jazeera, prevê que “até
que esse assunto seja resolvido, os ataques vão continuar”. “Da perspetiva de Islamabad, estas operações
são vistas como medidas antiterrorismo. Na perspetiva de Cabul, são violações
da soberania e integridade territorial.”
É difícil conciliar duas posições tão
distintas, acreditam muitos especialistas, que não vêem uma solução diplomática
a curto prazo. Em declarações a vários órgãos de comunicação social
internacionais, Abdul Basit, especialista em política afegã e
paquistanesa, preconiza um “verão
sangrento”, numa alusão à chegada das temperaturas mais altas mais cedo do que
o normal ao Paquistão e ao Afeganistão. “Tem havido uma escalada progressiva: não houve nenhum revés. As
tensões podem diminuir temporariamente, mas não há volta atrás.”
A estratégia do Paquistão, acredita Abdul Basit, acaba por ser
contra-intuitiva para combater o terrorismo. “Entendo a necessidade de o Paquistão retaliar. Não entendo a lógica
de como o vai ajudar a combater o terrorismo. Vai levar a instabilidade e é na
instabilidade que as redes de terrorismo prosperam, incluindo o TTP e outros
grupos armados que procuram santuários no Afeganistão.”
"Tem havido uma escalada
progressiva: não houve nenhum revés. As tensões podem diminuir temporariamente,
mas não há volta atrás." Abdul
Basit, especialista em política afegã e paquistanesa
ÍNDICE
Paquistão é
mais forte, mas tem vulnerabilidades. Afeganistão procura negociar, mas tem
trunfo
Uma guerra
por procuração entre o Paquistão e a Índia?
Uma guerra por procuração entre o
Paquistão e a Índia?
No rescaldo da Segunda Guerra
Mundial, a divisão do Império Britânico deu origem a uma das rivalidades
mais profundas na comunidade internacional: a da Índia e do Paquistão. Os dois
países — um laico de maioria hindu, outro muçulmano — acumularam
inúmeros diferendos ao longo das décadas, em particular em redor da região de Caxemira,
uma região que ambos reivindicam como sua. A animosidade também se reflectiu na política externa: o
Paquistão aliou-se à China (país com o qual a Índia tem tensões) e com o mundo árabe,
ao passo que a Índia se virou para o Ocidente e até
para Israel, país que o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, visitou esta
semana.
As duas potências nucleares procuram explorar potenciais
vulnerabilidades do inimigo, de maneira a enfraquecê-lo. É nesta
lógica de rivalidade que o Paquistão acusou a Índia de transformar o
Afeganistão numa “colónia” e apoiar o TTP. Nova Deli teria arranjado parceiros
(como o grupo rebelde e o regime dos talibã) que contribuíram para desestabilizar Islamabad.
Por sua vez, a Índia sempre negou essas
alegações. Em relação aos últimos ataques, o Governo indiano ainda não reagiu
oficialmente. Quanto aos da semana passada, o porta-voz do Ministério
Estrangeiros indiano, Randhir Jaiswal, “condenou fortemente os ataques
aéreos em território afegão” durante o “mês sagrado do Ramadão”. “É outra
tentativa de o Paquistão externalizar os falhanços internos”, atirou a
diplomacia de Nova Deli, garantindo que “reitera o apoio à soberania,
integridade territorial e independência do Afeganistão.”
Não há provas concretas de que a
Índia esteja a apoiar efectivamente o Afeganistão ou os grupos rebeldes
anti-Paquistão. Porém, Nova
Deli aproximou-se recentemente do regime talibã, organizando encontros entre os
líderes dos dois países. Em outubro de 2025, o ministro dos Negócios
Estrangeiros afegão, Amir Khan Muttaqi, visitou Nova Deli, declarando que
Cabul “procurou sempre estabelecer boas
relações com a Índia”. Anunciou também que seriam inaugurados canais de
comunicação onde iriam interagir com frequência.
Numa lógica de confronto
permanentemente iminente, o Paquistão pode estar a tentar afirmar-se perante a
Índia. À Al Jazeera, Raghav Sharma, professor e director do Centro
Indiano de Estudos Afegãos na Universidade OP Jindal Global, explica que Nova
Deli não quer que a aliança entre o Paquistão e a China “tenha via livre” no
sul da Ásia. O Afeganistão
é um país que a Índia vê como um obstáculo ao seu domínio na região.
“Há interesses de segurança que Nova Deli quer proteger e para isso
interagir com os talibãs é a única opção”, destaca Raghav Sharma,
que ressalva, porém, que existem “diferenças ideológicas” entre os dois
países. Apesar desta ligação
estratégica, há pouca sustentação de que a Índia tenha mesmo transformado o
Afeganistão numa “colónia”. Ainda que os talibã agradeçam o apoio indiano,
ainda mantêm alguma autonomia
e também se têm aproximado de outros países, como a Rússia.
"Há interesses de segurança que
Nova Deli quer proteger e para isso interagir com os talibãs é a
única opção." Raghav Sharma, professor e director do Centro
Indiano de Estudos Afegãos na Universidade OP Jindal Global
ÍNDICE
Uma guerra por procuração entre o Paquistão e a Índia?
A “guerra aberta” entre o Paquistão e
o Afeganistão começou apenas agora, mas é o culminar de tensões acumuladas durante
anos. Vendo o país vizinho cada vez mais próximo da Índia, Islamabad
parece não estar disposto a recuar perante os talibãs, um adversário
militarmente mais fraco, mas com capacidade para mobilizar grupos aliados e
também para contra-atacar.
PAQUISTÃO ÁSIA MUNDO ÍNDIA AFEGANISTÃO TALIBÃ TERRORISMO
COMENTÁRIOS:
Lily Lu: O Paquistão atacar os talibãs é uma boa
notícia. Hoje e sempre. Que regime do demónio.
Zé Colmeia:
[Comentário em moderação] ana rita > Zé Colmeia: Ai falava. Quem é que
ia pagar a bomba? João Abreu > ana rita: Huuuummmm, o "amigo" do singenheiro
Sócas?
Tiago Mexia > Zé Colmeia: Eu não percebo como o
genocídio de dois países é uma ideia socialmente aceitável no século XXI. Devia
ter vergonha. Se quisesse fazer um argumento inteligente sobre a culpa que o
Paquistão, os seus generais, a ISI (Inter Services Intelligence) entre outros
têm em alimentar o extremismo no Afeganistão e no Vaziristão, podia fazê-lo,
mas eu percebo que ter bons argumentos requer que uma pessoa se informa e leia
livros, e isso é complicado. E é por isso que o senhor optou fazer um
comentário sem pensar "porque os Muçulmanos são todos maus". Vitor Batista > Tiago Mexia: Os muçulmanos não são
todos maus,longe disso,mas a religião e a ideologia que a precede é má e
violenta,tanto no uso como nos costumes,é um facto.
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