domingo, 7 de junho de 2026

CONTINUAÇÃO

 


Do TEXTO precedente: MATAR, MORRER

ANTÓNIO MOURA DOS SANTOS: Texto

MARIANA LIMA CUNHA: Texto

RICARDO REIS: Texto

Ricardo Reis

Israel terá usado armas de fósforo branco no Líbano, avança The New York Times

As forças militares israelitas usaram armas de fósforo branco em ataques contra o Líbano. Esta é a conclusão de uma investigação do The New York Times, com base em vídeos publicados em agências de notícias e nas redes sociais.

O material recolhido foi analisado por especialistas militares, que concluíram que “os registos visuais mostravam projécteis de artilharia a explodir no ar no Líbano, a libertar fluxos de fósforo branco em chamas abaixo“. O jornal refere que esta conclusão é “consistente com utilizações anteriores, por parte de Israel, de granadas norte-americanas M825A1”, que contêm este químico.

Os ataques com este tipo de armas foram registados nas cidades de Nabatieh, Tiro, Qlayaa, Khiam e Yohmor. Um dos episódios foi registado na captura do Castelo de Beaufort, a 31 de maio, conforme foi emitido pela Al Jazeera

Reuters

Vídeo da Reuters que regista um ataque junto à fronteira com Israel, a 11 de maio

As Forças de Defesa de Israel (IDF) negaram o uso deste tipo de arma, afirmando que “as principais granadas de fumo de ocultação usadas não contêm fósforo branco“, e que as que o exército israelita tem são usadas para “criar cortinas de fumo e não para visar alvos ou provocar incêndios”.

Esta não é a primeira acusação feita contra Israel sobre o uso de armas incendiárias, tendo sido registado o uso em 1982 e 2006, no Líbano, e em 2009, em Gaza. Em 2024, a Human Rights Watch denunciou a sua utilização em, pelo menos, 17 cidades do sul do Líbano, entre outubro de 2023 e junho de 2024, com a organização independente White Phosphorus a dar conta de 248 ataques com fósforo branco entre outubro de 2023 e novembro de 2024.

As armas de fósforo branco não são totalmente ilegais, mas violam o direito internacional se forem usadas contra civis. A sua exposição é muito perigosa e pode provocar queimaduras, problemas oculares e respiratórios, e morte, segundo a Organização Mundial de Saúde. Os seus vestígios podem infiltrar-se no subsolo e na água durante muito tempo e colocar em causa a saúde pública, de acordo o Centro de Conservação da Natureza da Universidade Americana do Líbano.

Ricardo Reis

Ataque de colonos israelitas na Cisjordânia provoca nove feridos. IDF condena envolvimento de soldado

Um ataque de colonos israelitas contra palestinianos, em Huwara, na Cisjordânia, provocou nove feridos, avança a agência de notícias palestiniana WAFA. O episódio também contou com o envolvimento de um soldado das Forças de Defesa de Israel (IDF, sigla inglesa).

Um grupo de colonos “atacou o edifício municipal e várias casas, tendo destruído veículos, e roubado bens e ovelhas”, segundo o Ministério palestiniano dos Negócios Estrangeiros, citado pela WAFA, que alega que o ataque foi feito sob a protecção das IDF.

O exército israelita condenou o ataque, através do X, tendo anunciado uma investigação policial sobre o episódio e a instauração de um processo disciplinar contra um soldado que foi apanhado a agredir um palestiniano durante os confrontos, segundo imagens divulgadas pela página de Instagram PalpostN.

“As acções mostradas nas imagens são graves e inconsistentes com os valores das IDF”, condena o exército israelita, que irá instaurar o processo disciplinar ao soldado quando for identificado, sendo posteriormente “tomadas as medidas disciplinares e de comando adequadas, de acordo com as conclusões apuradas“.

Agência Lusa

Ataques aéreos na Faixa de Gaza matam mais sete pessoas

Ataques aéreos israelitas na Faixa de Gaza, onde vigora um cessar-fogo, mataram este sábado mais sete pessoas, confirmaram as equipas de resgate e fontes médicas.

Um ataque com um drone no campo de refugiados de Jawzat, na Cidade de Gaza, matou hoje seis pessoas e feriu outras 15, indicou a organização de primeiros socorros Defesa Civil. As mortes foram também confirmadas pelo hospital Al-Shifa, na Cidade de Gaza.

Já na região sul, Muhannad Othman Farwana, de 25 anos, foi morto num ataque contra uma tenda com deslocados.

O hospital Nasser, em Khan Younis, informou que o corpo do homem foi transferido para a unidade, onde também foram tratados vários feridos.

Israel e o Hamas acusam-se mutuamente de violações ao cessar-fogo, que entrou em vigor após dois anos de guerra, que foi desencadeada por um ataque do Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023.

Segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, pelo menos, 951 palestinianos foram mortos desde o início do conflito.

Ricardo Reis

Cinco mortos em ataque israelita contra acampamento em Gaza onde ocorria um casamento

Um ataque israelita contra uma acampamento onde ocorria um casamento em Gaza provocou cinco mortos e 15 feridos, avança a Al Jazeera.

O local foi atacado por dois mísseis que “explodiram dentro da tenda” e cujos estilhaços atingiram uma escola, “que servia de centro de acolhimento e estava repleta de famílias deslocadas”.

Os feridos foram transferidos para o hospital de campanha de Gaza e o de Al-Shifa, de acordo com a Al Jazeera.

Ricardo Reis

Ataque a barco de pesca de bandeira turca mata uma pessoa e fere outras quatro

O barco de pesca de bandeira turca “Duru 67” foi atacado esta sexta-feira no Mar Negro, junto à Crimeia, tendo provocado um morto e quatro feridos, de acordo com a Guarda Costeira da Turquia.

A embarcação acabou por se afundar após o ataque, não sendo ainda conhecida a origem.

AGÊNCIA LUSA

Irão denuncia pressão política em relatório da agência nuclear da ONU

O Irão qualificou hoje como uma “ferramenta de pressão política” um relatório em que a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) manifesta preocupação com a falta de acesso às instalações nucleares iranianas.

Teerão estava envolvido em discussões com Washington sobre o seu programa nuclear quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão em 28 de fevereiro, tal como aconteceu em junho de 2025, durante a guerra de 12 dias.

Durante os dois conflitos, as instalações nucleares iranianas foram bombardeadas por diversas vezes

“Se a AIEA quer contribuir para uma solução diplomática, deve evitar transformar um relatório técnico numa ferramenta de pressão política”, declarou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Kazem Gharibabadi, citado pela agência France-Presse (AFP).

Num relatório confidencial a que a AFP teve acesso na quinta-feira, a AIEA afirma que a falta de acesso a instalações nucleares no Irão constitui um “motivo de preocupação em matéria de proliferação”.

Embora a agência reconheça que os ataques militares contra as instalações e locais nucleares iranianos criaram uma situação sem precedentes, é crucial que se possam realizar actividades de verificação no Irão sem demora”, disse a AIEA.

A agência especializada da ONU com sede em Viena nunca condenou os ataques israelo-americanos contra as instalações nucleares iranianas.

ALEXANDRA MACHADO

Irão vê nas acções dos EUA uma violação ao cessar fogo

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, acusa os Estados Unidos de clara violação do cessar-fogo.

Segundo a Sky News, o ministro declarou, em comunicado, que “as repetidas violações do cessar fogo pelos EUA mais uma vez provam que o país não apenas mostra a falta de vontade de reduzir as tensões e voltar ao caminho da estabilidade como também expõem a segurança na região a um risco sério”.

E avisa que estas acções dos EUA terão consequências, e o país de Donald Trump será responsável pelo possível escalar do conflito.

ALEXANDRA MACHADO

Kuwait diz que ataque do Irão é violação "flagrante à soberania" do país

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Kuwait condenou os ataques do Irão à base aérea norte-americana instalada no país.

Para o governante, o ataque foi “uma violação flagrante à soberania do Kuwait” e às leis internacionais. “Estas agressões não são justificáveis nem aceitáveis em qualquer circunstância”, acrescentou, citado pela Sky News.

MARIANA LIMA CUNHA

Presidente libanês condena "violação flagrante" israelita que matou soldados

O Presidente libanês, Joseph Aoun, veio reagir ao ataque israelita que matou dois soldados e um comandante do seu país, classificando-o como uma “violação flagrante da soberania libanesa”.

“Condeno fortemente o ataque israelita que teve como alvo uma patrulha do exército libanês”, disse, citado pela Sky News. E acusou Israel de violar “normas e leis internacionais”, assim como a “estabilidade e segurança” do Líbano.

MARIANA LIMA CUNHA

Israel "analisa" ataque em que matou três elementos do exército libanês

O exército israelita diz que está a “analisar” um ataque no Líbano que matou dois soldados e um comandante libanês.

“O veículo estava a viajar numa zona de combate activa que tinha de ser evacuada”, justificaram as forças israelitas, num comunicado citado pelo Haaretz.

Israel acrescenta que tinha indicações de que o Hezbollah se preparava para disparar contra soldados israelitas naquela zona, frisando que “opera contra a organização terrorista do Hezbollah e não contra o exército libanês”.

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