De regresso às origens? E
assim deixamos? Estranho mundo, afinal! Tanta cobardia implícita no deixar
correr…
Morrer
com Henry Nowak
O projecto woke de liquidar as nações históricas na
Europa não resultará numa humanidade cosmopolita, mas num tribalismo
conflituoso.
RUI RAMOS Colunista do
Observador
OBSERVADOR, 05 jun. 2026, 00:25
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Aconteceu numa noite de Dezembro, em Southampton, no
Reino Unido. Henry Nowak era um estudante de 18 anos que regressava a casa.
Foi esfaqueado cinco vezes por Vickrum Digwa, um Sikh. Quando a polícia
chegou, Nowak estava caído no chão. Mas Digwa tinha congeminado a
escapatória perfeita: acusou Nowak, falsamente, de ter sido “racista”. Perante a alegação (falsa) de
racismo, a polícia ignorou o esfaqueamento e algemou Nowak, sempre prostrado e
em sofrimento. Quando Nowak se queixou de que não conseguia respirar, a
polícia troçou dele. Sem auxílio, Henry Nowak morreu.
O vídeo policial agitou a
Grã-Bretanha. Para muita gente, foi mais uma prova de como anos de adestramento wokista
condicionaram a polícia: bastou a vítima ser um homem branco, e o assassino pertencer
a uma “minoria”, para tudo se inverter, a vítima passar a culpado e o assassino
a vítima. A
propósito, recordaram-se outros casos em que as autoridades não actuaram por
receio de parecerem racistas: o bombista que em 2017 matou 22 jovens num
concerto em Manchester, e que, por ser líbio, não foi parado, apesar da mochila
suspeita; a rede de pedófilos em Rochdale que pôde actuar impunemente até 2010
por as vítimas serem raparigas brancas e os criminosos de origem asiática.
O crime de Southampton gerou
uma versão branca do Black
Lives Matter. Os protestos contra o “racismo invertido” deixaram
11 polícias feridos. Mas é para admirar que os brancos do Reino
Unido aspirem também ao estatuto privilegiado de vítimas de “racismo” de que
veem beneficiar os habitantes de outras cores? Outrora, o racismo era a ideologia
dos que acreditavam em raças e na sua hierarquia. Como tal, foi justamente refutado e
reprovado. Agora, em regime woke, é demasiadas vezes uma acusação que alguns são
convidados a usar para culparem os outros e se desculparem a si próprios.
Nesse sentido, não há quem não tenha interesse em ser “racializado”, se
isso o proteger da polícia e de quaisquer responsabilidades. Mas
onde havia um país que séculos de história em comum tinham tornado mais ou
menos coeso, e onde para manter a ordem bastava uma polícia desarmada, começa a estar agora uma terra de
ninguém disputada por tribos raivosas.
O caos migratório
teria sempre causado problemas de acolhimento e de adaptação. No Reino
Unido, a população nascida no estrangeiro saltou de 6% em 1991 para 19% hoje.
Só num ano, em 2023, entraram 1,4 milhões de estrangeiros. Mas o modo como o activismo woke
decidiu usar as migrações para provocar uma revolução cultural, tratando os
europeus como criminosos e os recém-chegados como vítimas, tornou tudo mais
explosivo. Os migrantes não se sentem induzidos a respeitar culturas que o wokismo
lhes ensina serem “estruturalmente racistas”. Aos europeus, como único meio de
expiarem o pecado de serem mais livres e prósperos, exigiu-se que renunciassem
à identidade e à história a que os outros povos têm direito. Todas as achas
foram postas na fogueira.
O projecto woke de liquidar as nações históricas na Europa
não resultará numa humanidade cosmopolita, mas num tribalismo conflituoso.
A Europa pode
perder aquilo que sustenta a lei, a democracia e a solidariedade social: as
comunidades de destino representadas pelas nações históricas, capazes de criar
uma igualdade que, nos últimos anos, desvalorizou, enquanto critérios de
discriminação e como em mais nenhuma parte do mundo, diferenças de rendimento,
religião, sexo ou cor de pele. Houve, na Europa, qualquer
coisa de especial na história da humanidade. É preciso que não morra com Henry
Nowak.
RACISMO DISCRIMINAÇÃO
SOCIEDADE IMIGRAÇÃO MUNDO REINO UNIDO EUROPA
COMENTÁRIOS:
Fernando ce: Temos de parar este caminho
enquanto é tempo. O presidente da câmara de Loures, socialista, afirmou sem
medo que o chamado Vida Justa era um movimento ligado ao PCP e BE.
graça Dias: Caríssimo Rui Ramos: Um
excelente e pertinente artigo, que merece atenção e o despertar de consciências
distraídas ou adormecidas, sem ignorar o silêncio dos OCS, como destaque
para as nossas TVs e os seus «bonecos falantes». O crime
hediondo para com Henry Nowak é reflexo da cultura Woke das esquerdas
progressistas, órfãs das causas de outras épocas, adoptaram o multiculturalismo
numa descarada e corrupta cumplicidade com os islâmicos. Há países na
Europa onde já se vive em atmosfera tribal, e o caso de Henry é exemplo disso
mesmo, ou seja da decadência moral por parte de líderes políticos e de uma CS
que silencia ou faz análises sublinhadas pelo seu viés ideológico, para
mascarar a realidade, e assim, o agressor é isentado, enquanto que a vítima o
culpado. Caro RR, obrigada.
MariaPaula Silva: Muito bem. Só me faz muita
confusão como permitiram a coisa chegar a este ponto. A quem é que interessa
esta desconstrução europeia? isto é uma forma eficaz de invasão demográfica e
desestabilização social. Qual é a taxa de imigração islâmica na Rússia? Qual é a taxa de
imigração islâmica na China?
José Paulo Castro: O ritmo demográfico
previsível das comunidades migrantes já inseridas nas ditas 'nações históricas'
farão a prazo com que o destino de Henry Nowak seja o destino provável dessas
nações. Mesmo fechando a entrada de mais imigrantes agora e já. A única solução para
evitar o tribalismo futuro é seleccionar políticas de integração agressivas que
filtrem os imigrantes por afinidade cultural ao padrão civilizacional das
'nações históricas' e forcem essa aproximação aos que se integram, em
detrimento da importação de hábitos externos. No fundo, o velho
"Em Roma, sê romano." E isso implica afrontar as políticas de integração
e padrões de exigência cultural e de costumes actuais. Pode não ser bonito em
defensores da liberdade individual, mas é o que é. Sem isso, o tribalismo
étnico está instalado a prazo.
Uiros Ueramos: O caso de Henry Nowak é uma fotografia brutal
da Europa que está a nascer: uma Europa, onde a palavra “racismo” funciona como
salvo-conduto moral, e onde as instituições parecem mais preocupadas em
obedecer à liturgia ideológica woke e de esquerda, do que em proteger os seus próprios cidadãos.
Dados educativos mostram isso com clareza o problema. No PISA, a Europa registou, em média,
uma diferença entre alunos nativos brancos e alunos com origem africana e
asiática, dados de Áustria, Bélgica, Finlândia, Alemanha, Países Baixos,
Eslovénia e Suécia, as diferenças em matemática ultrapassavam 55 %. Mesmo na
segunda geração de imigrantes, diferenças médias de QI mantêm-se nos
descendentes, sobre representação clara em estatísticas de crime violento. A
história também conta! A Europa acumulou ciência, instituições e progresso
técnico contínuo durante séculos. Partes da Asia e a totalidade da Africa
pré-colonial permaneceu na Idade do Ferro, sem escrita generalizada nem Estados
complexos comparáveis. Ou seja, não estamos perante uma fantasia “xenófoba”. Estamos
perante um problema mensurável de integração, desempenho escolar, capital
humano e transmissão cultural. A mentira multiculturalista
consistiu em fingir que todas as populações, independentemente do seu contexto
histórico, educativo, religioso, familiar e institucional, se integram da mesma
forma e produzem os mesmos resultados quando colocadas dentro de sociedades
europeias avançadas. Não produzem. A Europa foi construída sobre séculos de acumulação
institucional, técnica e cultural: Estado de direito, universidades, ciência
moderna, liberdade económica, liberdade de expressão, responsabilidade
individual, mérito, contrato social, confiança pública e capacidade
administrativa. O caso Henry Nowak é simbólico
precisamente por isso. É isto que o wokismo e a esquerda pan-nacional fez às
instituições. Destruiu a neutralidade. Ensinou polícias, escolas, tribunais,
universidades e jornalistas a verem antes de tudo raça, origem, religião e
estatuto de vítima. O resultado é uma sociedade cada vez menos nacional e
cada vez mais tribal. Em vez de cidadãos unidos por uma história comum,
por uma lei comum, por uma religião comum. A nação é substituída por
arquipélagos étnicos e religiosos. A polícia perde autoridade. A escola perde
exigência. A política perde coragem. E os cidadãos nativos brancos europeus
começam a perceber que o Estado já não os protege. A Europa precisa de uma política
migratória baseada em soberania, selecção, assimilação e consequências. Entrada
apenas para quem demonstre compatibilidade cultural, capacidade económica,
respeito pela lei e vontade clara de se integrar. Fim dos guetos subsidiados.
Fim da tolerância
com práticas culturais incompatíveis com a liberdade europeia. Fim da chantagem moral que transforma
qualquer crítica à imigração em “racismo”. Henry Nowak não morreu apenas por
causa de uma faca. Morreu também num ambiente institucional e cultural woke
onde a acusação ideológica de esquerda se tornou mais poderosa do que a
evidência. E isso deve servir de aviso: quando uma sociedade algema simbolicamente a
vítima para proteger a narrativa, essa sociedade já entrou em colapso moral.
João Floriano: Vi o video e é simplesmente chocante, horripilante e provoca
a maior das indignações. A polícia nem sequer incomoda o agressor, embora fosse este a
empunhar uma arma branca de grandes dimensões. O sikh tem a
palavra certa para justificar o seu acto hediondo: foi vítima de racismo, o
pobrezito!! Entretanto o jovem é algemado no chão, grita que tem uma
facada, que não consegue respirar, mas
os polícias continuam indiferentes e Nowak morre algemado. Isto é um ultraje. Um caso
George Floyd ao contrário. Fechamos os olhos aos wokes, fomos tolerantes, complacentes e dialogantes
com quem não quer dialogar e só deseja a destruição do nosso modo de vida.
Estamos a ver os resultados. Quando a podridão se
instala, vai destruir tudo a menos que o podre seja removido. Deixamos crescer
os podres, deixamos que o wokismo lhes fornecesse armas e ferramentas que agora
usam para nos destruir. Mas em Portugal as coisas não são assim tão diferentes.
Andar com facas no bolso é tão natural como andar com o smartphone de
última geração, roubado algures ou comprado com dinheiro obtido através de
esquemas e negócios com drogas. Há meses aqui no Laranjeiro um jogo de
futebol acabou mal porque o jovem que perdeu ficou frustrado com o resultado e
foi buscar uma faca a casa. Ontem passou um video perto de uma escola em
Soure, em que um rapaz nitidamente proveniente de uma minoria étnica, mal
sabendo falar português ameaçava outro, com uma faca de lâmina perigosa.
Não sei como acabou. mas provavelmente o agredido correu para casa cheio de
medo, a família fica em sobressalto cada vez que ele sai de casa e o agressor
proveniente de uma minoria étnica marginalizada e racializada (coitadinho!
estou a chorar por ele!!!) sai de cena livre e solto e muito provavelmente irá
continuar a emboscar o «racista branco». O termo «multiculturalismo» é extremamente perverso e
enganador porque associamos cultura a valores. Mas os valores são muito
diferentes dos nossos. Na verdade, são inconciliáveis.
observador censurado: A "Lei da manifestação de interesse"
transformou Portugal num baldio onde tem sido lançado o lixo do planeta.
Porquê os seus autores ainda não foram conduzidos à Justiça?
Luis Oliveira: A lição fundamental da análise de Rui
Ramos é que as sociedades abertas e democráticas não são o estado natural da
humanidade; são construções históricas raras, altamente dependentes de
barreiras culturais e institucionais. A tentativa de dissolver as nações
históricas através de uma combinação de imigração descontrolada e desarmamento
moral não produzirá cidadãos globais, mas sim o regresso ao tribalismo
pré-moderno. O globalismo vem a troco de um
território co-habitado por invasores, sem qualquer coesão e identidade nacional
partilhados.
Álvaro Venâncio: Excelente artigo
que subscrevo na totalidade. A esquerda europeia empenhada em destruir a
Europa, apoiando tudo e todos aqueles que odeiam a Europa, os europeus, o
chamado mundo Ocidental e, cereja no topo do bolo, os EUA e, claro, ISRAEL:
tudo aquilo que representa a Liberdade.
José Tomás: Recomendo o visionamento do
modo como esta notícia foi dada nos noticiários da noite da RTP e da SIC de
anteontem. É impossível a alguém, só com aquilo que foi "noticiado",
perceber a razão das manifestações da extrema-direita, e as declarações de
Starmer no parlamento. Não há qualquer diferença entre aquelas "peças
jornalísticas" e aquilo que se publicava, depois dos cortes da censura,
antes do 25.04.
CONTINUA
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