O promotor da paz…
Em directo/
Irão diz que negociações técnicas com EUA foram concluídas
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano
avançou que as negociações realizadas na Suíça entre delegações do Irão e
dos EUA foram concluídas com a criação de quatro grupos de trabalho.
CÁTIA ROCHA: Texto
JOANA MOREIRA: Texto
Momentos-chave
Há 8m: Ministro dos Negócios Estrangeiros chinês pede
manutenção das conversações de paz entre EUA e Irão
Há 38m: Hezbollah tem "dedo no gatilho" para
enfrentar violações de Israel a cessar-fogo
Há 1h: Presidente do Irão refere que "eficácia das
conversações depende de compromisso total com o que foi acordado"
Há 1h: Irão diz que negociações técnicas com
EUA foram concluídas
Actualizações em directo
08:01: Agência Lusa
Ministro dos Negócios Estrangeiros chinês pede
manutenção das conversações de paz entre EUA e Irão
O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, apelou à
continuação das negociações de paz entre Estados Unidos e Irão, durante um encontro com o
conselheiro de segurança nacional egípcio, Youssef Alaa El-Deen, na Índia.
“O memorando de entendimento assinado entre os Estados
Unidos e o Irão — no qual se comprometeram a respeitar mutuamente a soberania e
a integridade territorial, a abster-se de acções militares e a evitar interferências nos assuntos internos
um do outro
— enviou um sinal positivo ao mundo que deve ser preservado e aplicado
conjuntamente”, afirmou Wang, na segunda-feira, citado num comunicado do ministério dos
Negócios Estrangeiros chinês.
O chefe da diplomacia chinesa defendeu a manutenção do diálogo para pôr fim à
guerra no Médio Oriente, apesar de considerar “pouco provável” que o processo
decorra sem recuos ou dificuldades.
Durante a reunião, realizada na segunda-feira à margem
de um encontro de responsáveis de segurança nacional do bloco de economias
emergentes BRICS, em Nova Deli, Wang afirmou também que a China está
disposta a “defender conjuntamente a independência e o fortalecimento do Sul
Global”.
Cátia Rocha
Quinta ronda de conversações entre Líbano e Israel
arranca hoje em Washington
Começa hoje a quinta ronda de conversações entre
Líbano e Israel, escreve a Reuters.
O encontro decorre em Washington e deverá decorrer ao
longo de três dias. A delegação libanesa insiste em negociações cara a cara,
considerando que são a única forma de assegurar um fim para um confronto que
dura desde março.
Um dos responsáveis
libaneseses mostrou-se céptico de que seja possível alcançar
desenvolvimentos relevantes após quatro rondas sem sucesso. “Continua a existir um problema
fundamental de confiança entre nós e os israelitas nestas negociações. Não
podemos satisfazer as suas exigências e rejeitam todas as nossas”, disse à Reuters.
Agência Lusa
MNE chinês pede manutenção das conversações de paz
entre EUA e Irão
O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, apelou à
continuação das negociações de paz entre Estados Unidos e Irão, durante um
encontro com o conselheiro de segurança nacional egípcio, Youssef Alaa El-Deen,
na Índia.
“O memorando de entendimento assinado entre os Estados Unidos
e o Irão — no qual se comprometeram a respeitar mutuamente a soberania e a
integridade territorial, a abster-se de acções militares e a evitar
interferências nos assuntos internos um do outro — enviou um sinal
positivo ao mundo que deve ser preservado e aplicado conjuntamente”, afirmou Wang, na segunda-feira,
citado num comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.
O chefe da diplomacia
chinesa defendeu a manutenção do diálogo para pôr fim à guerra no Médio
Oriente, apesar de considerar “pouco provável” que o processo decorra sem
recuos ou dificuldades.
Rádio Observador
"Cobrar no estreito de Ormuz é uma violação do
direito internacional"
Francisco Pereira Coutinho, especialista em Direito
Internacional, alerta que o Irão quer cobrar para passar no Estreito
de Ormuz, o que viola as leis e vai fazer o preço do petróleo disparar.
Agência Lusa
Meloni garante que
desentendimento com Trump não deve afectar relações com EUA
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, garantiu esta terça-feira que o desentendimento com o Presidente
norte-americano, Donald
Trump, que
tem criticado a governante em diversas ocasiões, não deverá afectar as relações
entre os dois países.
Meloni deixou esta garantia durante uma reunião do
conselho de ministros, onde rebateu também a alegação de Trump de que precisava dele para
impulsionar a sua alegada queda de popularidade, dizendo-lhe para se concentrar
nas suas próprias sondagens.
No sábado, Trump voltou a criticar a primeira-ministra
italiana por ter recusado ceder bases italianas no conflito com o Irão.
Numa mensagem na sua rede
social, a Truth Social, Trump insistiu ainda que a líder italiana lhe pediu “vezes
sem conta, para tirar uma fotografia” com ele durante a reunião do G7 em
França, no início da semana, algo que Giorgia Meloni já tinha negado.
“Agora, depois de os
Estados Unidos terem derrotado o Irão militarmente, ela quer voltar a ser amiga
para ‘aumentar os seus números’. Não, obrigado!!!”, acrescentou Trump.
Cátia Rocha
Hezbollah tem "dedo no
gatilho" para enfrentar violações de Israel a cessar-fogo
Mahmoud Qamati, líder-adjunto do conselho
político do Hezbollah, alerta que o grupo libanês está preparado para responder
“a qualquer tipo” de violação do cessar-fogo por parte de Israel. A afirmação foi avançadaa pela
Press TV e citada pela Al Jazeera.
“O Hezbollah mantém-se
em alerta máximo, com o dedo no gatilho, pronto para enfrentar qualquer
violação por parte do regime israelita”, diz este responsável do Hezbollah.
Cátia Rocha
Presidente do Irão refere que "eficácia das
conversações depende de compromisso total com o que foi acordado"
Masoud Pezeshkian, Presidente do Irão, afirma que “a
eficácia das negociações depende do compromisso total no cumprimento das
obrigações que foram acordadas e da sua aplicação rigorosa”. A afirmação é
feita na rede social X, esta manhã.
“O progresso neste caminho será avaliado com base no cumprimento
efectivo das responsabilidades assumidas”, diz o governante.
O Presidente iraniano refere ainda que “afirmações
feitas fora do texto acordado não ajudam a avançar nas negociações”, sem
especificar a que afirmações se refere.
Agência Lusa
ONU denuncia aumento de
vítimas civis na Ucrânia e Federação Russa
O sub-secretário-geral
da Organização das Nações Unidas para a Europa, a Ásia Central e as Américas,
Khaled Khiari, denunciou hoje o recorde de vítimas civis registado na Ucrânia e
o seu aumento recente na Federação Russa.
“No mês passado, pelo menos 274 civis morreram e
1.763 ficaram feridos na Ucrênia. É o número mensal mais alto de mortos
e feridos desde abril de 2022″, disse Khiari, durante uma sessão do
Conselho de Segurança sobre a guerra.
“Também nos preocupa o crescente impacto da guerra
sobre a população civil na Federação Russa”, acrescentou.
Depois de recordar os ataques russos mais recentes
contra várias regiões ucranianas que causaram morto e feridos e atingiram
património da UNESCO, o subsecretário alertou que se continua “o perigoso ciclo
actual de escalada” vai provocar “uma maior devastação na Ucrânia, bem como
cada vez mais na Federação Russa”.
Há 1h
06:46
Agência Lusa
Irão diz que negociações
técnicas com EUA foram concluídas
O vice-ministro dos
Negócios Estrangeiros iraniano afirmou hoje que as negociações realizadas na
Suíça entre delegações do Irão e dos Estados Unidos foram concluídas com a
criação de quatro grupos de trabalho.
“Com base nos acordos alcançados, as futuras
negociações serão conduzidas sob a supervisão de um comité de alto nível,
com a participação do presidente da Assembleia Consultiva Islâmica e
ministro dos Negócios Estrangeiros do nosso país, do primeiro vice-presidente
dos Estados Unidos e dos primeiros-ministros do Qatar e do Paquistão”, declarou Kazem Gharibabadi, citado
pela agência de notícias estatal iraniana IRNA. O representante iraniano não
especificou uma data para as futuras negociações.
“Além disso, foi decidido
formar quatro grupos de trabalho: suspensão das sanções, programa nuclear,
reconstrução e desenvolvimento económico, e acompanhamento e implementação”,
acrescentou.
Gharibabadi, que liderou a equipa técnica de
negociação do Irão, afirmou ainda que foi alcançado um acordo para a
libertação imediata de 12 mil milhões de dólares (10,5 mil milhões de euros) em
fundos iranianos congelados e que os Estados Unidos emitiram uma licença a
autorizar o a venda de petróleo produzido no Irão.
Na segunda-feira, o Departamento do Tesouro dos EUA
emitiu uma licença a autorizar, por 60 dias — até 21 de agosto
—, a produção, venda, transporte e importação de petróleo bruto, produtos
petroquímicos e outros derivados de petróleo iranianos.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou na
rede social X que “em consonância com as discussões produtivas que ocorrem
na Suíça, o Irão comprometeu-se a garantir o trânsito livre e aberto pelo
estreito de Ormuz e a permitir a entrada de inspetores da Agência Internacional
de Energia Atómica (AIEA) no seu território.”
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