TÓPICOS DA HISTÓRIA CULTURAL PORTUGUESA
ÉPOCA CLÁSSICA – 2ª Fase: BARROCO
Século XVII
OS FACTOS
III DINASTIA 1580/1640):
1-Filipe I, ( II de Espanha), o Prudente”
(Neto de D. Manuel I), (1581/1598), aclamado Rei de Portugal nas Cortes de Tomar (1581):
O novo estatuto político. Acalmia política.
Melhoria da situação económica portuguesa.
Agravamento da situação económica nos campos.
1588: Destruição da “Invencível Armada” no Canal da Mancha.
Emigração para o Brasil e Espanha.
As “Cortes na Aldeia”, refúgio dos nobres.
O “sebastianismo”.
2- Filipe II (III de Espanha), o Pio (1598/1621:
Declínio da situação económica em Espanha: Consequências sobre a situação em Portugal.
Política de substituição dos funcionários portugueses pelos espanhóis.
1604: Criação do “Conselho da Índia”.
3- Filipe III (IV de Espanha) , o Grande– (1621/1640...)
Ataques de Inglaterra e França aos domínios ultramarinos. Perda de Angola, de S. Tomé.
1623: Conquista de Ormuz pelos Persas (com o apoio dos Ingleses). Perda de Mombaça, as Molucas, Ceilão...
1623: Conquista de S. Salvador da Baía, capital do Brasil, pelos Holandeses.
1625: Armada portuguesa e espanhola retoma S. Salvador da Baía.
1639: Conquista de Pernambuco pelos Holandeses.
Dificuldades crescentes da navegação ultramarina
Ataques aos navios portugueses.
Agravamento dos impostos. (pelo conde duque de Olivares).
Insurreições populares da reacção:
1637: Os tumultos de Évora: O Manuelinho.
A revolta da Catalunha propícia à “Revolução de 1640” – 1/!2/1640, o “Dia da Restauração”.
João Pinto Ribeiro, o mais animoso conspirador.
(O SÉCULO DE OURO ESPANHOL)
IV DINASTIA (1640/1910)
1-D. João IV, duque de Bragança, o Restaurador (1640/1656):
A acção de diplomatas para a causa da independência. O Padre António Vieira.
LITERATURA
Ideologia do Barroco:
Racionalismo cartesiano. Experimentalismo newtoniano.
Contexto sócio-cultural do Barroco português:
Domínio espanhol, extinção da corte portuguesa.
Situação económica degradada – deficiente manipulação das riquezas coloniais, abandono da economia agrária.
Papel repressivo da Igreja – Contra-Reforma, Inquisição - Intolerância, Obscurantismo.
O monopólio educativo e cultural dos Jesuítas, conducente a um imobilismo cultural, pomposo e espectacular, num ensino escolástico, malabarista, artificial, formal e dogmático, desligado do experimentalismo científico europeu.
Consequências na Literatura:
1 - O patriotismo histórico:
“Monarquia Lusitana” por Frei António Brandão e Frei Bernardo de Brito.
2 - O patriotismo linguístico
“Corte na Aldeia” por Francisco Rodrigues Lobo.
“Florilégio dos modos de falar e adágios da língua portuguesa”.
3- O messianismo panfletário das “Trovas do Bandarra”.
4 - A crítica panfletária na “Arte de Furtar”
Caracterização do Barroco português:
- A degenerescência do modelo humano do Renascimento, pela libertação da disciplina clássica.
- Uma arte caprichosa, expressão de evasão e fuga de uma realidade sócio-política inicialmente negativa. A temática da morte num acento de angústia, pelo sentimento do efémero.
- Arte formalista, de exagero, de desequilíbrio entre a forma e o conceito.
- Imponência, luxúria dos espectáculos - touradas, autos-de-fé, procissões. Ópera, música orquestral e coral.
- Poesia engenhosa, puro jogo formal (cultismo) e conceptual (conceptismo).
- Desenvolvimento e elegância clássica da prosa.
Periodização do Barroco:
Situado entre o maneirismo (2ª e 3ª décadas do séc. XVII) e o neoclassicismo (meados do séc. XVIII.
ARTE
Barroco:
Alguns traços: Inspiração clássica; nobreza, sumptuosidade, esplendor; dinamismo; assimetria.
Belas–Artes: pobres.
A maior parte dos edifícios construída pelos Jesuítas:
Arquitectura religiosa do s. XVII: fachadas lisas, altas, lógicas, austeras.
Azulejaria e talha: as grandes criações da arte portuguesa do séc. XVII, embora de cariz popular.
Ceramistas e entalhadores: artistas do povo.
Objectos de culto: substituem o metal pela madeira dourada:
Relicários
Sacrários
Candelabros
Castiçais
Estantes de altar.
Pintura:
Josefa de Óbidos (d’ Ayala).(1630 / 1684)
(Pintura religiosa; naturezas mortas).
Arquitectura:
Castelo medieval de Castro Marim (distr.Faro): aumentada a construção com D. João IV.
Igreja de Santa Maria de Alcácer do Sal: azulejos s. XVII.
ÉPOCA CLÁSSICA – 2ª Fase: BARROCO
Século XVII
OS FACTOS
III DINASTIA 1580/1640):
1-Filipe I, ( II de Espanha), o Prudente”
(Neto de D. Manuel I), (1581/1598), aclamado Rei de Portugal nas Cortes de Tomar (1581):
O novo estatuto político. Acalmia política.
Melhoria da situação económica portuguesa.
Agravamento da situação económica nos campos.
1588: Destruição da “Invencível Armada” no Canal da Mancha.
Emigração para o Brasil e Espanha.
As “Cortes na Aldeia”, refúgio dos nobres.
O “sebastianismo”.
2- Filipe II (III de Espanha), o Pio (1598/1621:
Declínio da situação económica em Espanha: Consequências sobre a situação em Portugal.
Política de substituição dos funcionários portugueses pelos espanhóis.
1604: Criação do “Conselho da Índia”.
3- Filipe III (IV de Espanha) , o Grande– (1621/1640...)
Ataques de Inglaterra e França aos domínios ultramarinos. Perda de Angola, de S. Tomé.
1623: Conquista de Ormuz pelos Persas (com o apoio dos Ingleses). Perda de Mombaça, as Molucas, Ceilão...
1623: Conquista de S. Salvador da Baía, capital do Brasil, pelos Holandeses.
1625: Armada portuguesa e espanhola retoma S. Salvador da Baía.
1639: Conquista de Pernambuco pelos Holandeses.
Dificuldades crescentes da navegação ultramarina
Ataques aos navios portugueses.
Agravamento dos impostos. (pelo conde duque de Olivares).
Insurreições populares da reacção:
1637: Os tumultos de Évora: O Manuelinho.
A revolta da Catalunha propícia à “Revolução de 1640” – 1/!2/1640, o “Dia da Restauração”.
João Pinto Ribeiro, o mais animoso conspirador.
(O SÉCULO DE OURO ESPANHOL)
IV DINASTIA (1640/1910)
1-D. João IV, duque de Bragança, o Restaurador (1640/1656):
A acção de diplomatas para a causa da independência. O Padre António Vieira.
LITERATURA
Ideologia do Barroco:
Racionalismo cartesiano. Experimentalismo newtoniano.
Contexto sócio-cultural do Barroco português:
Domínio espanhol, extinção da corte portuguesa.
Situação económica degradada – deficiente manipulação das riquezas coloniais, abandono da economia agrária.
Papel repressivo da Igreja – Contra-Reforma, Inquisição - Intolerância, Obscurantismo.
O monopólio educativo e cultural dos Jesuítas, conducente a um imobilismo cultural, pomposo e espectacular, num ensino escolástico, malabarista, artificial, formal e dogmático, desligado do experimentalismo científico europeu.
Consequências na Literatura:
1 - O patriotismo histórico:
“Monarquia Lusitana” por Frei António Brandão e Frei Bernardo de Brito.
2 - O patriotismo linguístico
“Corte na Aldeia” por Francisco Rodrigues Lobo.
“Florilégio dos modos de falar e adágios da língua portuguesa”.
3- O messianismo panfletário das “Trovas do Bandarra”.
4 - A crítica panfletária na “Arte de Furtar”
Caracterização do Barroco português:
- A degenerescência do modelo humano do Renascimento, pela libertação da disciplina clássica.
- Uma arte caprichosa, expressão de evasão e fuga de uma realidade sócio-política inicialmente negativa. A temática da morte num acento de angústia, pelo sentimento do efémero.
- Arte formalista, de exagero, de desequilíbrio entre a forma e o conceito.
- Imponência, luxúria dos espectáculos - touradas, autos-de-fé, procissões. Ópera, música orquestral e coral.
- Poesia engenhosa, puro jogo formal (cultismo) e conceptual (conceptismo).
- Desenvolvimento e elegância clássica da prosa.
Periodização do Barroco:
Situado entre o maneirismo (2ª e 3ª décadas do séc. XVII) e o neoclassicismo (meados do séc. XVIII.
ARTE
Barroco:
Alguns traços: Inspiração clássica; nobreza, sumptuosidade, esplendor; dinamismo; assimetria.
Belas–Artes: pobres.
A maior parte dos edifícios construída pelos Jesuítas:
Arquitectura religiosa do s. XVII: fachadas lisas, altas, lógicas, austeras.
Azulejaria e talha: as grandes criações da arte portuguesa do séc. XVII, embora de cariz popular.
Ceramistas e entalhadores: artistas do povo.
Objectos de culto: substituem o metal pela madeira dourada:
Relicários
Sacrários
Candelabros
Castiçais
Estantes de altar.
Pintura:
Josefa de Óbidos (d’ Ayala).(1630 / 1684)
(Pintura religiosa; naturezas mortas).
Arquitectura:
Castelo medieval de Castro Marim (distr.Faro): aumentada a construção com D. João IV.
Igreja de Santa Maria de Alcácer do Sal: azulejos s. XVII.
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