quarta-feira, 20 de novembro de 2019

De Cosima a Wagner na actualidade



Salles da Fonseca sabe bem despertar a curiosidade, ao seu modo despretensioso e gracioso de buscar temas de interesse que lhe provém de leituras, certamente que fascinantes, com que nos presenteia. A mim, fez-me procurar na Internet um lamiré de dados sobre Wagner, que não resisti a transcrever de um site espanhol, profuso e variado, de comentário crítico sobre a forma como as óperas, hoje, são muitas vezes adulteradas pelos modernos progressistas buscando a sua própria notoriedade, através de adaptações ideológicas que supõem mais do agrado das gentes.
Sobre Cosima Wagner, apenas extraí da Internet, em apoio ao texto de Salles da Fonseca e ao da sua amiga comentadora Maria Emília Gonçalves: “Cosima deixou dois grossos volumes de diários, 1869-1877, e 1878-1883, nos quais relata com detalhes sua vida íntima com Richard Wagner. Os diários param no dia 12 de Fevereiro de 1883, véspera da morte de Wagner….”
HENRIQUE SALLES DA FONSECA
A BEM DA NAÇÃO, 18.11.19
Hans von Bülow deu-lhe três filhas e Richard Wagner mais duas e um filho, Siegfried. E isto, tendo o que à época se dizia uma «cara de cavalo». Teria por certo outras virtudes.
Passou à História da Cultura Alemã como Cosima Wagner mas se não fosse a austeridade teutónica, teria por certo assumido o nome completo de Cosima Francesca Gaetana (nomes próprios), d’Agoult et Flavigny (da mãe), Liszt (do pai), von Bülow (do primeiro marido) e Wagner (do segundo marido). Com um nome desses, haveria de parecer espanhola ou viúva americana.
Nasceu em Bellagio, Itália, em 24 de Dezembro de 1837 e morreu aos 92 anos de idade em Bayreuth em 1 de Abril de 1930. Entre a morte de Richard Wagner em 1883 e 1914, assumiu a direcção do Festival anual no teatro que ajudou a erigir.
Não fora o seu diário e ter-se-ia perdido muita informação sobre si própria e, principalmente, sobre as personalidades que a rodearam ao longo da vida, nomeadamente Nietzsche. Ela terá sido a única pessoa por quem o filósofo se apaixonou. Não consta que o vice-versa tivesse fundamento. Mas foi ela que interpretou ao piano várias composições musicais de Nietzsche e estas não ficaram para a História se bem que uma ou outra tenha chegado a ser orquestrada.
No meio da paixão (não correspondida), Nietzsche decidiu fazer de Cosima uma escritora sugerindo-lhe que passasse a um estilo mais contido, sem tantas exclamações como Oh! e Ah! e construindo frases mais curtas. Ou seja, pedindo-lhe que deixasse de ser o que ela era. Felizmente, Cosima também não correspondeu a estas sugestões e manteve-se fiel a si própria até ao fim. Para o bem das crónicas que nos legou.
Cosima, a cronista de virtudes ocultas.
Novembro de 2019 Henrique Salles da Fonseca
NOTA: Para saber mais, ver, por exemplo, em
Comentário
Anónimo 19.11.2019: Estimado Dr. Henrique Salles da Fonseca, Diz-se que o relacionamento conjugal de Cosima Wagner com o compositor foi fortemente marcado pelo fracasso de seus primeiros casamentos. Cosima idolatrava Wagner como um semideus , anotando em seus diários, os detalhes da vida e obra do artista. Sabe-se que Wagner se influenciou nela e nos seus grandes dotes musicais (dado ser filha de Franz Liszt) para compor muitas das suas obras, tendo-lhe chamado a “alta sacerdotisa”. Muitos dos registos de Cosima nos seus diários referem-se ao amor intenso que ela e Wagner sentiam um pelo outro. Ela anotou mesmo a seguinte frase no seu diário: “Quando nos separamos, Richard, diz-me palavras de amor tão profundas que quase me sinto morrer de felicidade”. Nietzsche descreve-a: “a única mulher de grande estilo que já conheci”. Contudo, alguns recordam-na como uma figura altiva e fechada.
Os diários de Cosima são muito volumosos (cerca 5000 pag) e retratam essencialmente a vida com Wagner, transcrevendo a maior parte das cartas que trocou com o compositor, tendo sido ela que iniciou o arquivo de Richard Wagner. No entanto, nos seus diários, há também muita correspondência trocada com Nietzsche, havendo imensas referências aos dias que o filósofo passou em família com eles na casa de Tribsen, e descreve estes tempos como uma época de grande serenidade, confiança, e de momentos sublimes. Cosima refere nos seus escritos que os fins de semana que Nietzsche passava com eles, eram imensamente ricos e serenos pois havia grande troca de conhecimentos filosóficos e artísticos, em que ela era a interlocutora entre a concepção artística do marido e a concepção filosófica do amigo.
Lamentavelmente perderem-se a maior parte das missivas que Nietzsche endereçou a Cosima mas sabe-se que descrevem uma grande cumplicidade do filósofo com ela. Há mesmos algumas cartas nos diários de Cosima que são quase conselhos maternais ao filósofo, como por exemplo “ não bata nas vespas” , após uma ida dela a uma das suas conferencias. Há ainda cartas de Cosima para Nietzsche que descrevem a alegria e a surpresa que teve quando recebeu o livro “Cinco Prólogos para cinco livros não escritos” e às quais o filósofo lhe retribui uma sucinta missiva em que lhe diz que ele é que se sente honrado por ela ter aceite a dedicatória que ele lhe fez no livro. Sabemos, entretanto, que Nietzsche rompe a amizade com o músico por discordâncias intelectuais, políticas e também musicais que vieram a ser divulgadas após a celebração do Festival de Bayreuth.
Após a morte do marido, Cosima, perpetuou o seu culto e ergueu-lhe um monumento póstumo na forma do Festival de Bayreuth. =============================================================
Caro Dr. Henrique Salles,
isto é um contributo muito insuficiente , fruto de uma pesquisa um pouco apressada e que dispensa a publicação no seu blog. Aceite os meus respeitosos cumprimentos. Mª Emilia Gonçalves

NOTAS DE APOIO:   Extractos da Internet:
Do “ARCHIVO RICHARD WAGNER (1813/1883) – HEMEROTECA WAGNERIANA:
En el libro “Wagner autrement: Essais” de Jacques Grillia se condensa un magnífico grupo de las mejores locuras asignadas a Wagner y sus obras por los payasos-intelectuales actuales. Es un recital realmente alucinante que por sí solo merecería un premio a la estupidez humana. El libro se presenta como ‘Otras formas de entender a Wagner’, de manera que el autor pretende explicarnos como poder deformar el sentido común con Wagner, no comprende las locuras que propone o expone.
Si Freud está loco, el marxismo cuenta con otra forma de locura curiosa, interpretarlo todo por temas económicos, en vez de los sexuales freudianos. Y si se puede añadir anti fascismo aun mejor…..
Si los marxistas tiene locuras freudianas, sexistas y económicas sobre Wagner, muy visibles en las puestas en escena actuales, tampoco hay que olvidarse de algunas locuras menos populares como las de algunos esotérico-arianistas que tienen también una locura realmente alucinante. Bajo la idea de que la raza aria viene de dioses extra terrestres, es biológicamente un resto de algo que en su día fue por sí mismo pero que lo que hoy encontramos es sólo algo que se reproduce únicamente por la inercia de las leyes del cosmos, pues ha perdido la esencia de lo que fue, así como ha perdido el vínculo extraterrestre o extra-cósmico en que tuvo su origen…  tras esta ‘idea absurda inicial’ encontramos que una vez más se meten con Wagner……
Una de las locuras más comunes son las sexuales, pero entre ellas hay algunas especialmente curiosas, por lo raras y demenciales, diferenciándose algo de las locuras normales sexistas sobre el complejo de Edipo y la asignación a Wagner de sexismo extremo. …..
BARBARIDADES ANTI WAGNERIANAS: EL DESMADRE ACTUAL CONTRA WAGNER
Es de todos conocido el desastre y el grado de locuras que se hacen con las óperas, y no solo con las de Wagner. Pero hemos querido hacer un resumen desde los años 1990’s de los temas más interesantes de esa epidemia de destrucción artística, no solo como ‘Memoria Histórica’ de la decadencia ética y artística actual sino para debatir también sus excusas y dejar en evidencia sus verdaderas motivaciones.
Hay muchas más pero no añaden nada, son repetición de lo mismo, sexo-porno, politización, incoherencia absoluta, ignorancia supina, … cuando se han conocido 10 de las chorradas de esos esceno-destructores, te das cuenta de lo repetitivo, aburrido y falto de originalidad de sus montajes.
Por eso no hemos querido ser exhaustivos sino solo mostrar lo suficiente para entender el grado de decadencia y sus razones.
LAS ULTIMAS LOCURAS DE BAUREUTH 2012
Como desde luego no me acerco a los aquelarres anti wagnerianos de Bayreuth, hoy lugar satánico de la destrucción de la obra wagenriana, me limito a reproducir las descripciones de José Miguel Ferrer Puche es Presidente de la Asociación Wagneriana de Alicante:
Pero vamos a lo que nos interesa, la representación: Comenzó el 25 de julio del 2012. En qué estaría pensando el director artístico Jan Philip Gloger, que se olvidó del capitán de navío condenado a atravesar los mares eternamente hasta encontrar el amor. Ya estábamos avisados. Sabíamos de la amenaza que se cernía sobre nosotros con un ligero cambio algo “moderno”, pero nadie esperaba lo que estaba por llegar… El director de 31 años prefirió sustituir el universo del capitán maldito por el de un hombre de negocios que cruza un mundo carente de amor con una maleta con ruedecillas y un vaso de café. Este hombre rico e infeliz derrocha su dinero contratando prostitutas y hasta lo quema. No sé dónde esconderme. Entre abucheos del público y algunos débiles aplausos, de súbito me siento tan espantado, que tengo la sensación de no saber a qué ópera estoy asistiendo, tal es la desventura de estos cambios tan faltos de romanticismo y sentido dramático.
El director de escena, Hans Neuenfels, planteó una ridícula producción en la que la ópera se fija en un laboratorio rodeado de ratones, ratones como metáfora de las masas y de su conducta de aceptación mundana de cualquier oferta, de cualquier utopía (la del malvado Telramund, la del justo y bondadoso Lohengrin o la aún desconocida de Gottfried). Unos cuantos roedores (más de 50) de todos los colores posibles y tamaños, no solo convierten en ruinoso el espectáculo, sino que andan muy alejados del simbolismo y mitología representados en el cisne wagneriano
El montaje escénico del Tannhäuser de Sebastian Baumgarten es un farragoso compendio ideológico que condiciona la escenografía y el desarrollo dramático. Utiliza la ópera como plataforma de una concepción sociocrítica en la que se ve a una futura sociedad altamente tecnificada y posthumanista, articulada actualmente en la bioética. Esa idea queda plasmada en un escenario único: una instalación denominada “tecnocrat” (del artista holandés Joep van Lieshout), que contiene calderas de fermentación, depósitos de biogás, cisternas de alcohol, bidones, mangueras, etcétera. En ese “tecnocrat” hay dos niveles: el subsuelo o Venusberg, donde se mueven los instintos más sexuales con Venus embarazada, quimeras y otras aberraciones copulantes, e incluso figurantes disfrazados de espermatozoides; y el nivel superior o Wartburg, que pertenece a esa comunidad racional posthumanista con el Landgrave Hermann como máximo supervisor.
LA MANIPULACION POLITICA DE WAGNER… EN LA DEMOCRACIA:
ALGARADA EN 'TANNHÄUSER'
Curiosamente se acusa siempre de manipular a Wagner en el III Reich, cuando allí nunca se puso un símbolo político en la escenografía de una obra de Wagner… pero ahora se hace muy a menudo, la última bien sonada en Berlín.
Rosalía Sánchez | Berlín:
Se abre el telón. Durante la 'Obertura' de 'Tannhäuser', actores desnudos caen a tierra desde una cruz hecha de cubos de vidrio y envueltos en niebla. Son cámaras de gas. Varios matones de las SS, junto a Tannhäuser, asesinan a una familia en un brutal tiroteo. El director Burkhard C. Kosminski sitúa la legendaria acción del castillo de Wartburg durante el régimen nazi y la asocia con el nacimiento la República Federal Alemana, en la 'época Adenauer'. No ha transcurrido ni media hora de función cuando buena parte del público se levanta de sus asientos entre abucheos y abandona la ópera de Düsseldorf.
La imagen de Tannhäuser como un criminal nazi y la alusión al antisemitismo de Wagner, en medio de los preparativos del aniversario, han sido demasiado para el público alemán. "¡Esto es un insulto!", gritaban algunos indignados, lamentando no tener a mano objetos contundentes que lanzar al escenario. El director intendente de la ópera, Christoph Meye, se vio obligado a interrumpir el estreno para pedir al público que se contuviese en su reacción. Pero aunque la obra continuó después hasta el último compás, en el que un niño superviviente perdona a Tannhäuser la culpa de sus crímenes, la concepción escénica de Kosminski, una descabellada dialéctica entre el eros y el ágape, entre Venus y la Virgen María, entre la sensualidad y el ascetismo, había colapsado mucho antes de que la orquesta terminase la partitura.
LAS ÓPERAS ESTÁN PARA SER PROSTITUIDAS: En el ABC del 8-6-92 Joan Matabosch, que está en la dirección artística del Liceu, afirmó por escrito y de forma clara cual es su labor: “Digamos desde aquí para zanjar el problema, que a nuestro juicio las óperas existen para ser interpretadas, manipuladas, contradichas, trascendidas o prostituidas si es preciso.” ….
ENTREVISTA A TERESA BERGANZA, MEZZOSOPRANO    ABC 12-8-2007
- ¿Qué es lo que más echa de menos en la ópera actual?
- El respeto. El respeto absoluto a los compositores, a los libretistas, a las épocas, a los cantantes ... A todo. 
- ¿Y eso es un mal generalizado en todo el mundo?
- Está ya en todas partes. En Alemania fueron pioneros. Luego llegaron Italia, Francia ... Pero ahora la gente se ha disparado. A mí me duele, por· que en el arte nadie toca las genialidades que ya están hechas. Nadie corrige a Rembrandt, y le pone silicona a los pechos de sus modelos. Ni se le ponen cuatro rayajos a un Velázquez para modernizarlo. Si puede llegar un pintor genial y hacer un cuadro moderno en el estilo de Velázquez. Y eso lo aplico a la ópera. Que hagan una «Tosca» del año 2007 y no toquen la original. Porque las reacciones son diferentes, las libertades son diferentes, incluso la Iglesia es diferente. Los amores prohibidos ya no existen ... Lo que hacen falta son compositores modernos, y si quieren sacar a todo el mundo desnudo que lo hagan. Porque parece que lo que más les atraiga es poner bacanales ... No entiendo ese afán de escándalo. Dicen que quieren atraer a la gente joven, pero la gente joven está harta de ver esas cosas. La gente joven lo que quiere es la verdadera ópera.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Assim se vai destapando a careca


De um governo constituído, essencialmente, para se governar, na aliança a uma esquerda estupidamente criada para destruir. Mais uma vez se prova o artificialismo das “generosidades” com que essa esquerda “altruísta” – por inépcia e arrogância – reduziu ao caos a Saúde Pública, ponto de partida para o desenvolvimento da Saúde Privada, como bem explica JMT.
OPINIÃO: A esquerda é a maior amiga da saúde privada
Só mesmo num país de gente que adora ser enganada ou enganar-se a si própria é que a esquerda pode passar por grande amiga da saúde pública em Portugal.
JOÃO MIGUEL TAVARES  PÚBLICO, 19 de Novembro de 2019
Deve haver pouca coisa mais deprimente do que a discussão em torno das PPP da saúde e as profundas reflexões sobre se o  SNS deve ser totalmente público e até que ponto o sector privado se apoia no Estado para enriquecer à custa dos portugueses. A história das PPP da saúde é a maior cortina de fumo ideológica que existe neste país, porque se há governo que fez maravilhas pela saúde privada e pela busca desesperada por um seguro de saúde foi o governo da chamada “geringonça” – esse grande projecto de esquerda, tão preocupado com a defesa do interesse público, que conseguiu o prodígio de aumentar o caos nos hospitais e pôr tudo o que é médico e enfermeiro a fugir do SNS.
Acham mesmo que o grupo Mello vai ficar destroçado com a perda da gestão dos Hospitais de Braga e de Vila Franca de Xira? Basta ver a facilidade com que se despediu de ambas. As PPP hospitalares, por incrível que possa parecer, foram bem negociadas pelo Estado. Em Braga, a José de Mello Saúde aproveitou as indecisões do governo para bater com a porta, porque estava a perder dinheiro. E em relação a Vila Franca de Xira já anunciou que abandona a gestão a 31 de Maio de 2021, apesar de lhe ter sido proposta a extensão do contrato por mais três anos. O grupo Luz Saúde tem queixas semelhantes em relação ao Hospital Beatriz Ângelo (PPP de Loures), garantindo ter resultados negativos com a parceria.
Afinal, quem precisa de se andar a chatear com hospitais em PPP e a aturar os resmungos do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista quando a procura por unidades privadas não pára de aumentar? A José de Mello Saúde tem estado a investir em grande naexpansão do Hospital CUF Descobertas, na construção da CUF Tejo e no arranque do Hospital CUF Coimbra. O grupo Luz Saúde acaba de inaugurar o novo Hospital da Luz e facturou 544 milhões de euros só em 2018. O grupo Lusíadas vai pelo mesmo caminho: cresce de ano para ano e está prestes a inaugurar um novo hospital em Braga, provavelmente para acolher de braços abertos os utentes descontentes da ex-PPP do grupo Mello, que até há bem pouco tempo estava no top dos melhores hospitais nacionais.
Acreditam mesmo que este frenesim de construção de unidades hospitalares, a pulular um pouco por todo o país, em locais caríssimos, se explica apenas pelo envelhecimento da população portuguesa? Ou será antes uma conjugação desse envelhecimento com o estado absolutamente deplorável a que chegou o Sistema Nacional de Saúde, esse grande orgulho nacional, com o qual o PS adora encher a boca, mas que à custa de cativações (e, por amor de Deus, parem com a aldrabice de dizer que não há cativações na Saúde), subfinanciamento crónico, condições de trabalho deploráveis e regresso criminoso às 35 horas bateu no fundo mais fundo do poço?
Só mesmo num país de gente que adora ser enganada ou enganar-se a si própria é que a esquerda pode passar por grande amiga da saúde pública em Portugal. Eu, se pertencesse à família Mello, e tivesse como única preocupação existencial o recheio da minha carteira, estaria em cada eleição a votar religiosamente no Bloco, no PCP ou no PS, e na sua preocupação assolapada com o monopólio público da saúde. A verdade é esta: não há um único partido à direita que contribua mais para o bem-estar da saúde privada em Portugal do que os partidos da esquerda – cada suspiro seu de amor pelo SNS é mais um prego no caixão de um sistema de saúde comatoso, que vai definhando de dia para dia.
COMENTÁRIO
OldVic1:  “Só mesmo num país de gente que adora ser enganada ou enganar-se a si própria é que a esquerda pode passar por grande amiga da saúde pública em Portugal”: acertou no centro do alvo à primeira. Os portugueses acreditam que não há alternativa à oligarquia que os explora e acreditam que se essa oligarquia estiver calada tudo está bem. Com o berreiro que ela fez na legislatura anterior por lhe terem tirado uns pontos percentuais aos salários e pensões, muitos de nós pensaram que era o fim do mundo, de tal modo que até aceitámos mansamente essa injustiça gritante das 35 horas no Estado que agora está a pôr os serviços por turnos num caos crescente. Portugal é o que nós fazemos, e deixamos fazer, dele. Temos o que merecemos.

Panorama social sem remissão possível



Luís Rosa bem pretende esforçar-se, com o seu cortejo de aderentes. Mas decididamente estamos condenados a perder em dignidade cultural, perdidos que estamos há muito, num país que se está marimbando para a própria língua.
Guia de leitura para os novos simpatizantes do comunismo /premium
Comunismo e fascismo são os rostos da subjugação dos indivíduos a ideais destruidores da condição humana. Não reconhecer isso é criminoso mas, mais do que tudo, é um atestado de ignorância histórica.
LUÍS ROSA, Redactor Principal e colunista do Observador
OBSERVADOR, 18 nov 2019,
1. Portugal é hoje um país estranho. Muito estranho mesmo. Não falo da estagnação económica, do silêncio oportunista dos indignados de outrora do PCP e do Bloco de Esquerda (BE). Tal como não falo do controlo suave da RTP por parte do Governo e de alguns bots chamados comentadores políticos que repetem elogios em loop ao suposto génio político de António Costa.
Falo de como a Assembleia da República fez questão em não se associar de forma integral à importante e histórica resolução do Parlamento Europeu que equiparou o comunismo ao fascismo, nomeadamente ao nazismo, e que se intitula “Importância da memória europeia para o futuro da Europa” (que pode ler aqui).
Provou-se, assim, que além de ser incapaz de condenar expressamente o comunismo como uma ideologia totalitária que promoveu regimes tão hediondos e destruidores como o nazismo, a Assembleia da República vive mais do que nunca sequestrada pela extrema-esquerda do PCP e do BE. E logo com o beneplácito do Partido Socialista de Mário Soares, o homem que lutou em 1974/75 contra o PCP e as forças que deram origem ao Bloco para evitar a implementação de uma nova ditadura no nosso país.
Aliás, a posição do Partido Socialista é duplamente vergonhosa. Não só porque comete uma traição histórica ao papel de Soares durante o PREC de 74/75, como contradiz a posição da sua eurodeputada Isabel Santos — uma das quatro proponentes do grupo Socialistas & Democratas (o grupo parlamentar europeu do qual o PS faz parte) da resolução que veio a ser aprovada em Bruxelas.
2. Tudo começou com a resolução do Parlamento Europeu aprovada a 19 de Setembro. Note-se que a resolução foi largamente ignorada pela comunicação social portuguesa, sendo que mesmo os poucos media nacionais que têm correspondentes em Bruxelas também nada noticiaram. Só após o Observador ter citado no dia 15 de outubro uma notícia do jornal espanhol ABC é que o assunto começou a ser debatido na opinião pública portuguesa. Registe-se só este dado sobre a nossa notícia para percebermos o impacto do tema: 63.944 partilhas. Um número claramente fora do comum para uma notícia deste género.
À luz da unanimidade da historiografia europeia, a resolução nada tem de polémico. Por alguma razão foi proposta pelos três maiores grupos parlamentares: o Partido Popular Europeu (do qual fazem parte o PSD e o CDS), Socialistas & Democratas (o grupo do PS), Renovar a Europa (da qual faz parte a Iniciativa Liberal) e Reformistas e Conservadores Europeus. Foram 535 deputados que votaram a favor, 66 que votaram conta e 52 abstenções. Isto é, mais de 80% dos votantes aprovaram a moção.
O texto do Parlamento Europeu, e ao contrário do que o PS, PCP e Bloco de Esquerda tentaram fazer crer no debate em Portugal, é claramente agregador. Tenta unir a Europa contra o totalitarismo, a ditadura, o fanatismo, o racismo e a xenofobia. Como? Denunciando e censurando a barbárie nazi que culminou com a II Guerra Mundial e a ditadura comunista da União Soviética que dividiu a Europa com a Cortina de Ferro.
Quem se tenha dado ao trabalho de ler a resolução do Parlamento Europeu percebe claramente que o texto é um exercício claro de união entre as duas europas criadas no pós-guerra (a do Ocidente e a do Leste) — uma questão relevante quando as instituições europeias têm censurado com cada vez mais intensidade as derivas autoritárias de Viktor Orban na Hungria e dos neo-conservadores da Lei e Ordem na Polónia. E, principalmente, quando Vladimir Putin tenta branquear os crimes do comunismo soviético para reforçar o nacionalismo russo. Não é por acaso que a resolução foi apresentada por uma esmagadora maioria de eurodeputados dos países do leste — precisamente aqueles que mais sofreram com o nazismo durante a II Guerra Mundial e com o comunismo durante quase 40 anos de ditaduras pró-soviéticas e que são aqueles que mais se opõem a uma nova expansão russa. Tal como também não é por acaso, aliás, que a resolução do Parlamento Europeu foi enviada à Duma (Parlamento russo), com se pode ler no final do texto da resolução.
3. Ora tudo isto foi ignorado pela Assembleia da República. Muitas vezes ouvimos os políticos portugueses se queixarem do facto de Portugal ser um país periférico. Mas o que ouvimos na passada sexta-feira foi mesmo um atestado de ignorância histórica, de pequenez política e de total ausência de pensamento estratégico de qual é o posicionamento de Portugal face à Rússia de Putin dado de viva voz pelos deputados Constança Urbano de Sousa (PS), Pedro Filipe Soares (BE) mas também por João Oliveira (PCP).
Não causou surpresa que Oliveira tenha puxado do património do PCP como único partido que lutou de forma organizada contra a ditadura salazarista. A sociedade portuguesa continua a olhar para os comunistas portugueses de forma benevolente por causa desse papel — que existiu e que é relevante. Mas o que não podemos ignorar é que os comunistas o fizeram para impor outra ditadura.
Tal como não podemos esquecer o autismo político-ideológico dos comunistas portugueses que os impediram de constatar a ditadura, a perseguição, a fome e a miséria que se viveu durante muitos anos na Polónia, Hungria, Checolosváquia, Jugoslávia, Roménia e Bulgária. E tudo enquanto Álvaro Cunhal e outros dirigentes comunistas viviam em exílios dourados nesses países sob a proteção e financiamento da União Soviética.
O mais surpreendente, contudo, foi ouvir a representante socialista Constança Urbano de Sousa afirmar, num tipo de semântica política habitualmente utilizada pelo PCP, que a resolução do Parlamento Europeu promoveu “equiparações simplistas” e, pior, conduziu a um “revisionismo histórico e ao branqueamento do nazismo.”
Acresce que a resolução proposta pelo PS, e aprovada com os votos do Bloco, PAN, PSD, CDS e Iniciativa Liberal, condena as “atrocidades perpetradas no continente Europeu ao longo do século XX”, “reafirma a sua condenação de todos os regimes totalitários” e manifesta “o mais profundo respeito por todas as vítimas de regimes totalitários”. Mas nunca refere expressamente a condenação dos regimes comunistas, o que deveria ter levado a direita parlamentar a votar contra este texto, até porque apresentou textos em que essa censura ficava clara.
Já là vai o tempo em que Mário Soares acusava Álvaro Cunhal de querer “instituir uma ditadura em Portugal”, ao que o líder comunista respondia com um sonso “olhe que não, olhe que não”.
4.Como Hannah Arendt defendeu em 1958 na sua obra “As Origens do Totalitarismo”, os regimes nazi e soviético eram ambos totalitários e tinham muito mais parecenças do que diferenças. Se os nazis queriam atingir a pureza da raça através dos vários genocídios que implementaram, os comunistas soviéticos queriam construir um homem novo e uma sociedade sem classes igualmente pela força, pelos assassínios em massa, por igual perseguição a grupos étnicos e a toda e qualquer oposição.
Independente das supostas boas intenções do marxismo, os nazis e os comunistas tinham o mesmo objectivo: impor uma Ditadura em que o Estado era dono e senhor da vontade dos indivíduos e das comunidades.
Mussolini cunhou o conceito do totalitarismo: “Tudo dentro do Estado, nada fora do Estado e nada contra o Estado”. Mas este foi praticado tanto por fascistas como Hitler ou Franco, como por comunistas como Lenine, Estaline, Khrushchov, Brejnev e tantos outros.
Comunismo e fascismo são os rostos da subjugação dos indivíduos a ideais destruidores da condição humana. Não reconhecer isso é criminoso mas, mais do que tudo, é um atestado de ignorância histórica do Parlamento português.
Como o PS aconselha, na sua resolução, que o “conhecimento do passado” deve ser feito com base em “trabalhos historiográficos objectivos e neutros, que permitam a contextualização de cada realidade nacional”, termino com um pequeno guia de leituras diversificadas para os senhores deputados que desejarem sair do estado de ignorância em que vivem mas, sobretudo, para os leitores mais jovens que pensam que o comunismo não é sinónimo de ditadura — pois a minha fé na juventude é incomensuravelmente superior à que deposito nos parlamentares efectivamente mais periféricos da Europa.
Leiam e aprendam. Foi o que eu fiz.
“Gulag – A History” – Anne Applebaum (Faber & Faber, 2004)
“Iron Curtain – The Crushing of Eastern Europeu” – Anne Applebaum (Faber & Faber, 2013)
“Pós-Guerra – História da Europa desde 1945” – Tony Judt (Edições 70, 2009)
“Estaline – A Corte do Czar Vermelho” – Simon Sebag Montefiore (Aletheia Editores, 2007)
“Lenine, O Ditador – Um Retrato Íntimo” – Victor Sebestyen” (Objetiva Editores, 2017)
“The Berlin Wall” – Frederick Taylor (Bloomsbury, 2006)
COMENTÁRIOS:
Tiago Queirós: Já agora: «O PCP votou contra o voto de congratulação pela resolução do Parlamento Europeu que condena os crimes de regimes totalitários, entre os quais regimes comunistas, e, obviamente, nesse seguimento, acus[ou] a Iniciativa Liberal (...)», sendo que, impedido de responder, Cotrim Figueiredo foi ademais zombado pelo Rei do Portugal dos Pequeninos, o sempre execrável e repugnante Ferro Rodrigues.
William Smith: Já não pertenço à juventude portuguesa, tenho 34 anos. Mas convivo, no emprego, com pessoal com menos uns dez anos do que eu e fico pasmado com a ignorância deles sobre os crimes do comunismo. Então do BE, não fazem a mais pequena ideia do que aquilo esconde. Mas estão preocupadíssimos com o Trump, o Bolsonaro e o Ventura porque são fascistas. Temo só de pensar no que vai nas cabecinhas dos actuais adolescentes
Maria Augusta Martins: Mas por que raio desapareceram alguns ficheiros da PIDE? Até o do Barreirinhas do Cunhal desapareceu. Não imaginam por quê? Não é difícil pensem só.
Conde do Cruzeiro >Maria Augusta Martins: A Cia que foi que implementou a PVDE, formou e instruiu as suas chefias e agentes sempre teve uma cópia de todos os documentos desses serviços, até ao 25 de Abril. Como sabem, os ficheiros da Pide estão na Torre do Tombo, se faltarem alguns a Cia tem os mesmos. Agora pense lá, no que se baseia a sua afirmação.
António Sennfelt: Como é que o nosso para lamento, cheio a rebentar pelas costuras de estalinistas, trotzkistas e sucialistas da espécie esquerdina e socratina iria lá agora aprovar uma moção condenando o comunismo? Isso é bom lá para o Parlamento Europeu; nós, por aqui e como sempre, orgulhosamente sós!
Chronos 20 > William Smith: Se o senhor não fosse um apedeuta militante veria que em ponto algum eu defendo o comunismo. Apenas falei o óbvio: é desonesto comparar um regime politico que pertence à arqueologia politica com o fascismo que está vivo e actuante em muitas paragens. 
Joao Mar > Chronos: Tem razão . Tirando Portugal que está no paleolítico inferior a nível de mentalidade política , o comunismo ja acabou no resto da Europa. 
André Silva: Como nota prévia, de referir que pelo menos ““Gulag – A History” – Anne Applebaum”, ““Pós-Guerra – História da Europa desde 1945” – Tony Judt” e ““Estaline – A Corte do Czar Vermelho” – Simon Sebag Montefiore” são, de facto, leitura simplesmente obrigatória. Para quem gosta de História mas nem por isso gosta de ler/estudar História, recomendo vivamente o de Simon Sebag Montefiori, escrito como se de um romance (e que romance, senhores/as!) se tratasse – além de ter escrito um outro, esse sim, puro romance, o simplesmente maravilhoso e imperdível “Uma Noite de Inverno” (penso ser esse o título em Português). Quanto ao artigo em si, é um (quase) excelente artigo. Mas com todo o respeito pelo autor – que mo merece – é, por um lado:
1. Incorrer no mesmo e sistemático erro de achar que o PS é democrático na sua essência Não é. Apenas e só tem algumas (muito poucas) pessoas que genuinamente o são. A Constança, tal como a esmagadora maioria daquele refugo que vegeta e parasita Portugal via PS, são intrinsecamente autoritários e mesmo ditadores em potência, e acham que o PS é o dono do país (e por via disso, elas e eles próprios o são também.
2. E por outro “chover no molhado” pensando que alguém não sabe o que foi e o que é o comunismo-socialismo, tal como aparentemente o sabem sobre o nazismo
É ABSOLUTAMENTE IMPOSSÍVEL alguém hoje em dia argumentar de forma intelectualmente honesta com o desconhecimento. Ingenuidade, sim, mas na maioria dos casos é mesmo mau carácter (inveja, ódio, ressentimento, ambição de poder pelo poder, megalomania, etc.) e em tantos outros a idiotia inútil – e já nem sequer útil – como por aqui temos bastos exemplos, que todos conhecemos.
Joaquim Zacarias: Alguns comunas foram opositores do regime anterior, mas muitos deles são provenientes do Salazarismo, e pertenciam à Legião Portuguesa, em especial os dirigentes sindicais em exercício no 25/4.Eram bufos, calões, dissimulados e oportunistas. E continuam a ser.
Conde do Cruzeiro > Joaquim Zacarias: Eis o depoimento, de um agente da Pide. Lançando lama, sobre quem o derrotou mas manteve vivo e com condições para gozar a sua vergonha.
Jay Pi > Conde do Cruzeiro: Custa ouvir as verdades não custa? Os marxistas sempre tiveram dificuldade em aderir à realidade. Factos são factos. Mas por que razão o PS iria condenar o regime defendido pelos partidos que lhe garantem o assalto ao poder?? Isso seria intelectualmente honesto, algo que não está ao alcance dos socialistas.
Antonio Sousa Branco: Nazismo e comunismo as duas faces da mesma moeda -  a mais brutal, calculista e selvática da condição humana.
Sennfelt: Leiam " O arquipélago Goulag" de Alexander Soljenitsin
João Vicente > António Sennfelt: E/ou "Um Dia Na Vida De Ivan Denisovich".
Miguel Mota: Luís, cumprimento-o por mais este excelente e corajoso texto. Com o qual concordo, quase por inteiro. A minha ligeira discordância prende-se com a sua admissão de que a vergonha suja que se passou na AR e o que passa e tem passado em Portugal, ao longo dos últimos 45 anos, com a esquerda e a sua extrema, na política e na comunicação social, tem algo a ver com ignorância histórica. Não, meu caro Luís. Do que verdadeiramente se trata é de hipocrisia amoral e cúmplice. São crápulas imorais, tão ou mais conhecedores do que o Luís e eu somos dos factos históricos e dos crimes hediondos das esquerdas. Não só conhecem o roubo, a tortura, o assassinato em massa e o genocídio universal das esquerdas, que calam e branqueiam, sendo, por isso, cúmplices igualmente criminosos, como, em nome dos mesmos princípios, não hesitariam em cometê-los eles próprios, com as próprias mãos, caso a oportunidade lhes fosse dada. Não haja ilusões de qualquer tipo : quando falamos de tal gentalha, é do puro vacuum e aleijão moral que curamos.
Também não partilho da sua perspectiva em relação ao que o Luís designa por "juventude portuguesa". Talvez por ser substancialmente mais jovem que o Luís e, para mal dos meus pecados, ter que lidar diariamente com uma amostra muitíssimo representativa do público a que se refere, a minha avaliação é totalmente oposta à que o Luís faz. Na verdade, nunca vi, em público algum, um grau tal de ignorância, apatia e boçalidade, como aquele que diariamente encontro entre tal população. Verdadeira manada de gado dócil e acéfalo, disponível para a mais profunda doutrinação e o pastoreio pelo totalitarismo marxista.
Como julgo, também, o Luís não deve ter, sem qualquer expectativa de que um só membro da "juventude portuguesa", ou das esquerdas criminosas, tenha o menor interesse em nele beber os dolorosos factos da história, permita-me que acrescente à sua magnífíca recensão bibliográfica a obra, verdadeiramente seminal, que lançou luz sobre o holocausto das esquerdas : The Gulag archipelago By Solzhenit͡ìsyn, Aleksandr Isaevich.
Jay Pi:  As doutrinas socialistas têm por base o espoliar de quem tem ou gera capital. Muitos seres humanos incorrem em comportamentos de espoliação, extorsão, esbulho, furto ou roubo com imensa facilidade. Muitos capitalistas também o tentam fazer nos seus negócios, mas um ordenamento jurídico fundado em critérios éticos válidos e elevados censura e recrimina essas acções, enquadrando-as tendencialmente no foro da esfera criminal. O socialismo, porém, dignifica e legaliza o espoliar como uma acção politicamente e socialmente defensável. Da mesma forma que pessoas desonestas vislumbram nesse comportamento uma opção de ação, essas mesmas pessoas e outras que não têm a coragem, oportunidade ou perfil para espoliar, defendem uma espoliação de estado, política, convencidas que com isso irão comer de graça algumas migalhas...
José Carlos > LourençoChronos 2.0: Para bem da humanidade, felizmente que muitos desses regimes comunistas desapareceram do mapa, fruto de circunstâncias diversas, tais como: reacção dos povos face às condições de miséria, corrupção generalizada e opressão e repressão das liberdades de expressão e associação. Infelizmente nem todos foram corridos do mapa. Mas o mais lamentável é que depois de tudo o que se sabe e conhece, ainda existam acéfalos ignorantes e hipócritas que continuam a defender e a apoiar essa ideologia corrupta e socialmente criminosa.
Maria Alva: Imparcial e objectivo. Bom artigo. Como desmascara a hipocrisia xuxa e o sectarismo comunista, não faltam os comentários abstrusos dos avençados rosa e vermelhos. 
Paulo Guerra: Isto de quem vai para a televisão defender condenações sem provas, tipo por convicção. E ainda por cima dando como exemplo um dos casos mais tristes da Justiça Nacional. Com recurso à tortura e tudo. Como deve ser no Estado de Direito que ele deve ter na cabecinha. Não podia estar num sítio melhor! O que ele precisava era de viver nalguns “Estados de Direito” como ele defende. Por norma fizeram e continuam a fazer coisas “engraçadas” a indivíduos como ele.