sábado, 30 de novembro de 2024

Tropelias

 

Na graça (im)pertinente sobre os desmandos nacionais, da habitual crónica de costumes de AG. Mas Tino de Rans deve sentir-se ofendido por não ter sido referenciado, quando também fez parte de candidaturas presidenciais, piedosamente poupado às chufas aristocráticas, num país de facto envilecido ao admiti-lo com largo apoio, nesses tempos de democracia cristalinamente enxovalhante da Pátria-Mãe.

 A minha candidatura a Belém

Os governantes e os portugueses que elegem os governantes não querem reformas: querem a reforma. Eu também. Vote em mim.

ALBERTO GONÇALVES Colunista do Observador

OBSERVADOR; 30 nov. 2024, 00:209

Era de esperar. Após quase nove anos de desvalorização do cargo, não espanta a quantidade de gente que legitimamente se sente habilitada a desempenhá-lo. Se o prof. Marcelo fez da presidência da República um palco de variedades, é natural que qualquer artista olhe para aquilo e se ache capaz de fazer igual ou, Deus permita, melhor. E quando digo qualquer artista não falo dos habituais cançonetistas excêntricos à política, como o sr. Tino de Rans ou, nas fases preliminares, o vocalista dos Ena Pá 2000. Falo mesmo de qualquer um.

Para já, em matéria de “presidenciáveis” (ou de indivíduos que “não excluem a hipótese de candidatura”), temos o dr. Portas, o ex-futuro da direita que entretanto se especializou a difundir patranhas – a pretexto da Covid, de Trump e do que calha – num canal televisivo. Temos o dr. Centeno, que sem receio nem vergonha saltitou das Finanças para o Banco de Portugal e agora quer saltitar outra vez. Temos o dr. Marques Mendes, o boneco que aspira ao posto do ventríloquo. Temos a dra. Leonor Beleza, cuja prova de vida política nas últimas décadas consistiu num remoque a Pedro Passos Coelho, o único “presidenciável” a sério e que, infelizmente, não temos. Temos o dr. Seguro, que por comparação e através do silêncio adquiriu certa “gravitas”. Temos o dr. Vitorino, sinal de que provavelmente alguém decidiu gozar com o pagode. Temos o dr. Santos Silva, sinal de que inequivocamente alguém decidiu gozar com o pagode. Temos a dra. Ana Gomes, porque parece que berrar insanidades na Sic Notícias hoje constitui currículo. Temos o dr. Santana, que sob várias perspectivas continua a ser o dr. Santana. Temos os que sonham com o porta-voz do Hamas, eng. Guterres de sua imensa graça. Temos o dr. Aguiar-Branco, de facto uns degraus acima dos restantes no que toca a decência. E temos os comunistas da praxe, talvez os drs. António Filipe e, se ainda estiver vivo, Francisco Louçã. Fora dos partidos e à espera dos partidos, temos o almirante Gouveia e Melo, célebre por coordenar a montagem de tendas para uma campanha de vacinação.

Isto por enquanto, que até 30 dias antes das eleições de 2026 nada impede novos e sonantes nomes de se juntarem ao rol acima. Em temerária manobra de antecipação e patriotismo, aproveito para juntar já o meu. Leram bem: não excluo a hipótese da minha candidatura a presidente da República, anúncio que conto ver recebido com uma vaga de fundo e duas ou três multidões em delírio nas ruas (evitem estragos excessivos). Não posso? Posso sim, senhor. Desde logo, constitucionalmente: possuo nacionalidade portuguesa, capacidade eleitoral activa e, embora dispensasse a vantagem, sou maior de 35 anos. Daqui em diante, é sempre a subir. Ao contrário dos meus rivais, que não assumem nem saem de cima e que não apresentam um esboço de “programa” ou sequer uma ideia, eu chego à corrida com um programa perfeitinho e uma data de ideias. A título de aperitivo, deixo aqui meia dúzia, exemplares de um modo diferente de desempenhar a função e, de caminho, resgatá-la dos abismos de enxovalho em que caiu. E onde, caso eu não seja eleito, seguramente se manterá.

Residência. Apesar de ser historicamente enriquecedor morar no lugar em que, nas palavras de um futebolista do Belenenses, nasceu Cristo, a verdade é que prefiro a minha casa. Fica longe de Lisboa? Lisboa é que fica longe de minha casa, e na qualidade de mais alto magistrado da nação não estou para me maçar. Além disso, economiza-se em pessoal: para limpezas, a dona Amélia e eu próprio chegamos, e sei conduzir sozinho, muito obrigado.

Conselheiros. Não preciso, a menos que a dona Amélia adoeça e haja que passar a ferro os edredões.

Viagens ao exterior. Nisto tenciono poupar bastante ao erário público. O prof. Marcelo fez 131 viagens oficiais a 55 países, ou cerca de 15 passeios anuais. O estilo vida airada não me cai bem. Descontada Espanha, que é pertinho e me serve o ocasional jantar, só me disponho a uma saída (prolongada: digamos três semanas) a cada seis meses, invariavelmente aos Estados Unidos, sem formalidades, sem “agenda” e sem comitiva de políticos, empresários e pechisbeques da “cultura”. Era o que faltava.

Viagens ao interior. No interior estou eu com frequência, e não me apetece cirandar pela portugalidade profunda ou superficial a contemplar rotundas, a inaugurar “certames”, a tirar “selfies” com transeuntes atordoados e a decretar que somos “os melhores dos melhores” em tudo e inúmeros pares de botas. Para despachar a coisa, informo que somos os melhores dos melhores em tripas à moda do Porto, pezinhos de coentrada, ovos moles de Aveiro e, claro, Amália Rodrigues. Se me lembrar de mais, do que duvido, di-lo-ei na altura devida.

Recepções e audiências. Visitas de dignitários estrangeiros? Salvo excepções, que divulgarei em breve, que não ultrapassarão o singular dígito e que incluem Javier Milei, não atendo ninguém. Dado o panorama internacional, a probabilidade de aturar patetas ou pior é elevadíssima. Quanto a delegações nacionais, de sindicalistas, deputados, “personalidades” avulsas e treinadores da bola que conquistaram uma taça no Dubai, podem enviar e-mail que um dia, se me der jeito, não respondo.

Comendas. Julgo que não resta uma alminha em Portugal sem um penduricalho atribuído pelos sucessivos presidentes, donde a questão não se põe.

Comemorações.  O 25 de Abril, o 10 de Junho e o 5 de Outubro são efemérides lindas. Por azar, são datas em que estarei ocupado a não receber homólogos uruguaios ou a não participar no aniversário da Casa do Benfica em Carcassonne.

Estilo. Numa curiosa interpretação das obrigações constitucionais, o prof. Marcelo passou 36% dos mandatos a despir-se e a vestir-se em praias repletas de repórteres televisivos. Dado que não vou a praias, e principalmente a praias em que a temperatura do mar se encontre abaixo dos 25 graus, o risco de ser filmado em pelota é reduzido. Prometo igualmente não dançar à frente ou atrás das câmaras, não roubar batatas fritas em restaurantes, não abraçar inocentes, não fingir que sei assentar calçada e não aparecer em todos os “casos” a exigir, com a menor convicção possível, que “se apurem responsabilidades”, “até às últimas consequências” e “doa a quem doer”.

Interpretação dos poderes presidenciais. Cabe ao presidente garantir o “regular funcionamento das instituições democráticas”. Visto que as nossas instituições democráticas regularmente funcionam mal, não me peçam para demitir governos e trabalheiras afins. É notório que não iremos longe independentemente de quem manda, e assim continuará comigo – apenas com menos gastos e, sobretudo, menos embaraços. Os governantes e os portugueses que elegem os governantes não querem reformas: querem a reforma. Eu também. Vote em mim. Make Portugal Mediocre As Usual (os bonés MPMAU não tardam).

PRESIDENCIAIS 2016     ELEIÇÕES     POLÍTICA

COMENTÁRIOS (de 16)

Pedro Correia: Pode já contar com o meu voto, Alberto Gonçalves!

 

Artifícios


Será que são russos os drones da sabotagem na Suécia? Ele há truques. O certo é que a Rússia “dá invariavelmente preferência a meios pacíficos, políticos e diplomáticos”. São os seus artefactos de estimação.

Guerra na Ucrânia

Alertas activos/ Zelensky admite acordo de cessar-fogo com adesão à NATO e sem os territórios ocupados pela Rússia por agora

Secretas britânicas acusam Rússia de plano "irresponsável" de sabotagem na Europa — com uso de dispositivos incendiários em pacotes expedidos em aviões de carga — que acabou por ser descoberta.

CAROLINA SOBRAL: Texto

OBSERVADOR, 30/11/24

Global Images Ukraine via Getty

Momentos-chave

Há 1hZelensky admite acordo de cessar-fogo com adesão à NATO e sem os territórios ocupados pela Rússia por agora

Há 5h"Forças Armadas precisam de uma mudança interna." Zelensky substitui comandante do Exército

Há 6hDois jornalistas ucranianos debaixo de fogo russo em Kharkiv

Há 7hDrone larga tinta na embaixada da Rússia na Suécia

Há 8hSecretas britânicas acusam Rússia de sabotagem na Europa — com uso de dispositivos incendiários em pacotes expedidos em aviões de carga

Há 8hOlaf Scholz prometeu a Volodymyr Zelensky "continuar com o apoio militar à Ucrânia"

Há 9hNúmero de baixas diárias russas é a maior desde 24 de fevereiro, diz Ucrânia

Há 9hApós chamada com Putin, Scholz liga a Zelensky. Chanceler alemão revelou "detalhes" sobre conversa com Presidente russo

Há 9hCosta revela que tem um "encontro" marcado em breve com Zelensky

Há 9hUcrânia confirma ataque a depósito de petróleo em Rostov, na Rússia

Há 10hRússia controla duas regiões em Donetsk

Há 10hMerkel: "Não podemos deixar que Putin vença na Ucrânia"

Há 10hRússia interferiu nas eleições romenas em que venceu candidato pró-russo? "Infundado", responde Peskov

Há 10hLavrov ataca "regime neonazi de Kiev" e garante que "objectivos da operação militar especial serão realizados"

Há 12hMinistro da Defesa russo visita Coreia do Norte

Há 12hChina e Rússia concluem exercícios aéreos conjuntos sobre o mar do Japão

Há 13hQuatro prisioneiros de guerra ucranianos terão sido mortos por forças russas

Actualizações em directo

Há 1h18:31Inês Capucho

Zelensky admite acordo de cessar-fogo com adesão à NATO e sem os territórios ocupados pela Rússia por agora

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sugeriu, pela primeira vez desde o início da guerra, que um acordo de cessar-fogo pode ser alcançado em troca da adesão à NATO — os territórios ucranianos não ocupados ficariam sob proteção da Aliança. Os restantes, sob ocupação o russa, poderão ser recuperados mais tarde, de “forma diplomática”.

As declarações do líder ucraniano foram feitas em entrevista à Sky News após ser questionado sobre notícias que avançavam que um dos planos de Donald Trump, Presidente eleito dos EUA, para acabar com a guerra poderia passar pela cedência da parte dos ucranianos de território ocupado à Rússia em troca da adesão à NATO.

“Se quisermos parar a fase quente da guerra, temos de colocar sob alçada da NATO o território da Ucrânia que controlamos“, afirmou Zelensky, aparentemente aceitando que as regiões ocupadas fiquem, por enquanto, fora de um possível acordo.

“Temos de o fazer rapidamente”, acrescentou, salientando que a Ucrânia poderá recuperar o território ocupado de forma “diplomática”.

Volodymyr Zelensky disse ainda que um cessar-fogo é necessário para “garantir que Putin não voltará” a ocupar território ucraniano.

De acordo com a Sky News, que divulgou um excerto de uma entrevista que será publicada na íntegra esta noite, esta é a primeira vez que Zelensky admite a possibilidade de um acordo de cessar-fogo que inclui a existência de território ucraniano controlado por forças russas.

Há 2h17:43 Inês Capucho 

Zelensky tem "conversa produtiva" com Macron e enfatiza "importância de convite" de adesão à NATO

Depois de falar com o chanceler alemão, Olaf Scholz, Volodymyr Zelensky diz que teve uma “conversa produtiva” com o homólogo francês, Emmanuel Macron. Durante a chamada telefónica, o líder ucraniano agradeceu ao Presidente francês “pela sua prontidão em ajudar a fortalecer urgentemente a defesa aérea da Ucrânia” e pela “compreensão” sobre os “desafios” enfrentados por Kiev.

“Tivemos uma discussão detalhada sobre como melhorar a defesa aérea e proteger as vidas do nosso povo”, revela Zelensky, indicando ainda que enfatizou a “importância do convite da Ucrânia para a NATO” e “a expansão das capacidades de longo alcance” do país.

Há 3h17:21 Inês Capucho

Ucrânia recebe 100 milhões de dólares da Coreia do Sul

O primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, anunciou hoje que o país recebeu 100 milhões de dólares da Coreia do Sul, montante que faz parte de um empréstimo acordado no início deste ano.

O dinheiro será destinado ao sector social da Ucrânia, nomeadamente para apoiar despesas orçamentais, segundo a Sky News. Denys Shmyhal disse estar “grato” à Coreia do Sul por apoiar a Ucrânia durante uma “guerra em grande escala”.

A Ucrânia e a Coreia do Sul assinaram no passado mês de abril um acordo que estabelece que Kiev receberá até 2,1 mil milhões de dólares em empréstimos concessionais entre 2024 e 2029.

Há 3h16:48 Inês Capucho 

Coreia do Norte fornece à Rússia mais de 100 mísseis balísticos de curto alcance

A Coreia do Norte forneceu à Rússia mais de 100 mísseis balísticos de curto alcance e cerca de cinco milhões de projécteis. Os números foram avançados pelos serviços de informações militares ucranianos (HUR, na sigla original), segundo o jornal Kyiv Independent.

“No total, mais de 100 peças de várias equipamentos foram transferidas, incluindo sistemas de artilharia autopropulsada M-1989 de 170 mm [milímetros] e lançadores múltiplos de rockets M-1991 de 240 mm”, disseram os serviços de informações militares da Ucrânia.

Além disso, acrescentaram, “a Coreia do Norte continua a fornecer à Rússia munições de artilharia de grande calibre e mísseis balísticos de curto alcance do tipo Kn-23/24”.

Há 4h16:13 Inês Capucho

Ucrânia pede para que seja emitido convite de adesão à NATO na próxima semana

O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, enviou uma carta aos aliados da NATO a pedir para que “endossem a decisão de convidar a Ucrânia a juntar-se à Aliança” numa reunião que vai decorrer na próxima semana.

De acordo com a Sky News, a reunião, que juntará ministros dos Negócios Estrangeiros de vários países, decorrerá nos dias 3 e 4 de dezembro em Bruxelas.

Há 5h15:13 José Carlos Duarte

"Forças Armadas precisam de uma mudança interna." Zelensky substitui comandante do Exército

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou, na sua conta do X (antigo Twitter), que substituiu o actual comandante do Exército ucraniano Oleksandr Pavliuk. Além desta, o Chefe de Estado fez outra alteração nas Forças Armadas.

O nome eleito como novo comandante do Exército é o de Mykhailo Drapaty.

No X, o Presidente ucraniano destaca que Mykhailo Drapaty “organizou com sucesso a defesa em Kharkiv” e travou as “operações ofensivas das forças russas”.

Volodymyr Zelensky também apontou um novo vice-comandante das Forças Armadas: Oleg Apostol. “Um experiente comandante da brigada de assalto 95.”

“Ambos provaram eficácia no campo de batalha”, realçou o Presidente da Ucrânia.

Volodymyr Zelensky justificou estas mudanças. É uma forma de “aumentar a capacidade de combate das Forças Armadas, assegurando a qualidade de treino dos nossos homens e introduzindo abordagens inovadoras”.

“As Forças Armadas ucranianas precisam de uma mudança interna para alcançar os seus objectivos”, concluiu.

Há 6h13:32 Carolina Sobral

Dois jornalistas ucranianos debaixo de fogo russo em Kharkiv

Dois jornalistas do jornal ucraniano Hromadske foram alvo de ataques russos na região de Kharkiv enquanto filmavam uma reportagem sobre voluntários que ajudam cavalos abandonados, avançou o Kyiv Independent.

Durante as filmagens, um drone russo atacou a zona onde se encontravam, obrigando o grupo a refugiar-se dentro de um edifício. A explosão destruiu o carro e os materiais de reportagem dos jornalistas.

“Os voluntários deviam colocar os cavalos num atrelado e decidimos que não sairíamos durante todo o dia até escurecer porque era muito perigoso. [Os russos] provavelmente já nos tinham avistado”, disse Ksiusha Savoskina, uma das jornalistas.

“Apesar disso, todos permaneceram saudáveis. Os cavalos também não sofreram ferimentos. Estão agora em Kharkiv e depois serão transportados para uma escola equestre para crianças”, acrescentou.

Há 7h12:51 José Carlos Duarte

Drone larga tinta na embaixada da Rússia na Suécia

Um drone sobrevoou hoje a embaixada russa na Suécia e largou tinta em cima da complexo diplomático da Rússia em Estocolmo, noticia a Reuters.

As autoridades suecas estão a investigar o sucedido. Até ao momento, não foram identificados quaisquer suspeitos.

Esta quinta-feira, também houve um caso de vandalismo perto da embaixada russa em Estocolmo, sendo que as autoridades estão a investigar se os dois episódios estão relacionados.

No X (antigo Twitter), a embaixada russa na Suécia confirmou o incidente. “Infelizmente está longe de ser estar isolado — desde maio deste ano, este incidente já é o décimo.”

Há 8h12:10José Carlos Duarte

Secretas britânicas acusam Rússia de sabotagem na Europa — com uso de dispositivos incendiários em pacotes expedidos em aviões de carga

O chefe da agência de serviços secretos britânicos (MI6), Richard Moore, deixou hoje duras críticas à recém-descoberta “campanha incrivelmente irresponsável” da Rússia para criar o “caos” na Europa para retaliar contra o apoio à Ucrânia.

Num discurso em Paris, citado pela Reuters, Richard Moore avisou que Vladimir Putin quer reduzir a Ucrânia a um estado vassalo e afirmou que o Presidente russo, caso tiver sucesso, não parará na Ucrânia.

“A nossa segurança – britânica, francesa, europeia e transatlântica – estará comprometida”, avisou.

Richard Moore denunciou que foi descoberta recentemente uma “campanha surpreendentemente imprudente de sabotagem russa na Europa”, ao mesmo tempo que Vladimir Putin e os seus aliados “agitam o papão do nuclear para semear o medo sobre as implicações da ajuda à Ucrânia”.

A campanha de sabotagem em marcha está a ser levada a cabo pelos serviços de informações do Ministério da Defesa da Rússia (GRU) e tem como objectivo criar o “caos” no Reino Unido e na Europa.

Além disso, Richard Moore defendeu a necessidade de o Ocidente apoiar a Ucrânia, recordando “os custos de não o fazer”. “Serão infinitamente mais altos. Se Putin tiver sucesso, a China pensaria nas implicações. A Coreia do Norte também sairia fortalecida e o Irão também se tornaria mais perigoso”, expõe Richard Moore.

Sobre a relação entre o Reino Unido e os Estados Unidos numa segunda administração Trump, Richard Moore lembrou que trabalhou “bem” com a primeira administração Trump.

O chefe dos serviços secretos britânicos afirmou que a agência britânica e a homóloga francesa estão coordenadas para evitar uma escalada perigosa, “calibrando o risco e informando os respectivos governos das decisões”.

A Rússia tem sido acusada de vários ataques planeados na Europa, incluindo um alegado plano para incendiar empresas de propriedade ucraniana em Londres, e uso de dispositivos incendiários em pacotes expedidos em aviões de carga.

Em julho, um incendiou-se num centro de correio na Alemanha e outro num armazém em Inglaterra.

Lerner considerou que “a segurança colectiva de toda a Europa está em jogo” na Ucrânia.

O responsável disse que a experiência da Grã-Bretanha em lidar com a Rússia na sequência de ataques recentes, como o envenenamento com (agente nervoso de fabrico militar) “novichok” em Salisbury, em 2018, foi “inestimável” para os serviços de informações franceses que procuravam neutralizar acções russas.

A Grã-Bretanha e a França têm estado entre os aliados ucranianos mais dispostos a permitir que Kiev use as armas que fornecem – especialmente mísseis conhecidos como Scalp na França e Storm Shadow na Grã-Bretanha – para atingir alvos na Rússia.

Recentemente, a administração norte-americana abrandou a oposição de longa data sobre a utilização de mísseis fabricados nos Estados Unidos para atingir a Rússia.

Há 8h11:55 José Carlos Duarte

Olaf Scholz prometeu a Volodymyr Zelensky "continuar com o apoio militar à Ucrânia"

O chanceler alemão, Olaf Scholz, também deu detalhes sobre a conversa com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Na sua conta do X (antigo Twitter), Olaf Scholz escreveu que a Alemanha vai continuar a apoiar militarmente a Ucrânia em “cooperação com os parceiros europeus e internacionais”.

“Concordei com Zelensky que nós vamos manter-nos em contacto — também com a perspectiva de chegar a caminhos para a paz justa”, afirmou ainda o líder da Alemanha.

Há 9h11:28 José Carlos Duarte

Número de baixas diárias russas é a maior desde 24 de fevereiro, diz Ucrânia

O Ministério da Defesa da Ucrânia revelou hoje que o número de baixas diárias da Rússia é a maior desde o início da guerra, a 24 de fevereiro.

A Rússia sofreu, segundo as estimativas ucranianas, 2.070 baixas. “Fazemos com que os ocupantes paguem o preço mais alto pelo seu terror”, lê-se numa publicação do X (antigo Twitter) do Ministério da Defesa.

Há 9h11:15 José Carlos Duarte

Após chamada com Putin, Scholz liga a Zelensky. Chanceler alemão revelou "detalhes" sobre conversa com Presidente russo

O Presidente ucraniano, Volodymry Zelensky, informou que teve uma conversa telefónica com o chanceler alemão. A chamada acontece duas semanas depois de Olaf Scholz falar ao telefone com o Chefe de Estado russo, Vladimir Putin.

Numa publicação no X (antigo Twitter), o Presidente ucraniano desvendou que Olaf Scholz “partilhou detalhes da chamada com Putin”.

“Fica claro que apenas a força combinada entre armas e diplomacia pode obrigar aquele que é o responsável por esta guerra a terminá-la. A paz verdadeira apenas pode ser alcançada através da força”, disse Volodymyr Zelensky.

Na chamada, o Presidente ucraniano também agradeceu a Olaf Scholz pela “liderança alemã de apoio à Ucrânia”, especialmente por a Alemanha fortalecer a “capacidade de defesa aérea [da Ucrânia] com Patriots e IRIS-T”, que, segundo Volodymyr Zelensky, “salvaram milhares de vida”.

Olaf Scholz e Volodymyr Zelensky discutiram também os passos para “fortalecer a capacidade de a Ucrânia se defender”. “Aumentar a pressão para fortalecer as posições da Ucrânia em todas as frentes é crítico para forçar o agressor à paz”.

Há 9h11:08 José Carlos Duarte

Costa revela que tem um "encontro" marcado em breve com Zelensky

O novo presidente do Conselho Europeu, António Costa revela, numa entrevista ao El País, que tem um “encontro marcado com o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky” em breve.

António Costa vai dizer “pessoalmente” ao Presidente da Ucrânia que a União Europeia “vai apoiar a Ucrânia o tempo que for necessário e tanto quanto for necessário”.

Há 9h10:56Agência Lusa

China disposta a ajudar na investigação a cargueiro que rompeu cabos

A China afirmou hoje estar disposta a cooperar na investigação sobre o potencial papel de um cargueiro chinês na ruptura de cabos submarinos no Mar Báltico, na sequência do pedido de cooperação feito pela Suécia.

A ruptura de dois cabos submarinos no Mar Báltico, em 17 e 18 de novembro, é considerada como um possível acto de sabotagem.

O navio chinês Yi Peng 3 está retido em águas internacionais perto da costa dinamarquesa, por suspeita de ser responsável pelo acto de sabotagem, que está a ser investigado pela Suécia.

Há 9h10:44 José Carlos Duarte

Ucrânia confirma ataque a depósito de petróleo em Rostov, na Rússia

A Ucrânia confirmou hoje que levou a cabo um ataque durante a noite contra um depósito de petróleo na região russa de Rostov.

No Facebook, as Forças Armadas ucranianas escreveu que este depósito faz parte do “complexo militar-industrial russo” e fornece “produtos petrolíferos ao exército russo” para sustentar o esforço de guerra na Ucrânia.

Há 10h10:21 José Carlos Duarte

Rússia controla duas regiões em Donetsk

As forças russas, segundo o que o Ministério da Defesa da Rússia anunciou no Telegram, passaram a controlar duas localidades em Donetsk: Verkhokamianka e Rozdolne.

Há 10h10:18 José Carlos Duarte

Merkel: "Não podemos deixar que Putin vença na Ucrânia"

A antiga chanceler, Angela Merkel, deu hoje uma entrevista à agência estatal alemã dpa, citada pela Ukrainska Pravda. Defendeu a Ucrânia, indicando que a Europa não deve deixar que o Presidente russo, Vladimir Putin, “vença esta guerra”.

“Não é apenas do interesse da Ucrânia, mas também dos nossos interesses que Putin não vença esta guerra”, frisou Angela Merkel, acrescentando que a guerra na Ucrânia é uma “violação flagrante do direito internacional”.

A antiga chanceler mostrou-se a favor da entrega de apoio militar à Ucrânia. “Apoio todas as iniciativas da comunidade internacional está a realizar para colocar a Ucrânia numa boa posição [na mesa das negociações].”

Simultaneamente, Angela Merkel salientou que se deve tentar “solução diplomática”, sublinhando que, no campo de batalha, não será fácil a Ucrânia vencer a Rússia.

Há 10h10:07 José Carlos Duarte

Rússia interferiu nas eleições romenas em que venceu candidato pró-russo? "Infundado", responde Peskov

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, comentou hoje as acusações de que a Rússia ter interferido no processo eleitoral romeno, em que a primeira volta das presidenciais foi ganha por um candidato pró-russo e anti-NATO, Călin Georgescu.

“O lado russo não interferiu nos processos eleitorais na Roménia. Geralmente, não temos o hábito de interferir nas eleições de outros países em particular na Roménia”, disse Dmitry Peskov.

“Infundado, infundado”, considerou o porta-voz do Kremlin.

Há 10h09:56 José Carlos Duarte

Lavrov ataca "regime neonazi de Kiev" e garante que "objectivos da operação militar especial serão realizados"

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, voltou a atacar o que diz o “regime neonazi de Kiev”, garantindo que as “metas e os objectivos da operação militar especial serão realizados”.

Citado pela agência RIA, o chefe da diplomacia russa disse que a solução do conflito passa por eliminar “a criação de ameaças a longo prazo à segurança da Rússia, através da expansão da NATO e das tentativas de absolver a Ucrânia na NATO”.

Segundo Sergei Lavrov, uma das “causa profunda” consiste no facto de o regime de Kiev leva a cabo “acções sistemáticas para exterminar o direito dos russos e dos cidadãos da língua russa” na Ucrânia.

Na resolução do conflito, Sergei Lavrov apontou que a Rússia “dá invariavelmente preferência a meios pacíficos, políticos e diplomáticos”. Qualquer resolução do conflito ucraniano não durará a longo prazo se as suas causas profundas não forem eliminadas.”

Há 11h09:12 Agência Lusa

Rússia lançou ataque massivo contra a Ucrânia com mais de 130 ‘drones’ durante a noite

A Força Aérea Ucraniana anunciou que foram utilizados 132 drones não tripulados, na última noite, nos ataques russos massivos que atingiram a Ucrânia

Do total de ‘drones’ lançados, 88 foram abatidos pelas defesas ucranianas e outros 42 perderam o sinal, em parte devido às medidas de guerra electrónica do exército ucraniano, segundo o comunicado.

Os ‘drones’ abatidos foram interceptados em várias regiões do norte, centro, nordeste, sul e sudeste da Ucrânia.

Segundo a Força Aérea, infraestruturas em várias regiões ucranianas, carros, casas particulares e edifícios residenciais foram danificados durante o ataque.

Como o Observador já tinha noticiado, em Kiev, uma clínica pediátrica em Dniprovskyi, na margem leste do Rio Dnipro, foi atingida.

 

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Visibilidades

 

A respeito das competências e dos posicionamentos partidários. Talvez ajudem ao entendimento, talvez provoquem reacções…

Governar é que é preciso, em função da construção real, sem tanta palhaçada de greves impeditivas…

A acomodação funciona? Ninguém sabe

A realidade é mais complexa e os estudos não são taxativos sobre a estratégia da acomodação. É pois impossível afirmar, no contexto português, se estas e outras jogadas de Montenegro terão sucesso.

MAFALDA PRATAS Investigadora universitária. Doutorada em Ciência Política pela Universidade de Harvard (EUA)

OBSERVADOR, 29 nov. 2024, 00:208

Na quarta-feira, o primeiro-ministro fez uma declaração ao país sobre a operação “Portugal Sempre Seguro”. Em horário nobre, Luís Montenegro anunciou a compra de cerca de 600 veículos para as forças de segurança e informou-nos que reunira com as ministras da Justiça e da Administração Interna, bem como os mais altos responsáveis das várias forças de segurança, para acompanhar a operação da PJ que está a investigar os responsáveis pelos tumultos na Área Metropolitana de Lisboa que se seguiram à morte de Odair Moniz.

Todos percebemos que a declaração foi exageradamente solene para o seu conteúdo e que Montenegro quis, acima de tudo, marcar território em matéria de segurança e criminalidade face às críticas do Chega, que faz das matérias securitárias um dos seus assuntos bandeira. Só assim poderemos entender tamanho destaque dado a este assunto, tendo em conta os inúmeros problemas do país e as dezenas de decisões quotidianas da mesma magnitude que o Governo toma. E só assim poderemos entender uma frase como esta: “[a segurança do país] não significa que devamos fechar os olhos a algumas circunstâncias que contribuem, como foi o caso dos incidentes da Área Metropolitana de Lisboa, para a insegurança”.

Nada aqui é novo ou original. Quando um partido de direita radical entra no sistema partidário e parece estar em crescimento, o partido de centro-direita mainstream frequentemente decide tomar posições mais firmes, mais salientes e mais à direita nos assuntos bandeira do partido radical, nomeadamente em matérias de imigração, segurança e criminalidade. A esperança é que o posicionamento firme nestes assuntos consiga estancar o crescimento do partido à sua direita e convença alguns eleitores, tentados a votar no novo partido de direita radical, a votarem no partido de centro-direita. Em 2005, num artigo de ciência política que ficou muito famoso, a politóloga Bonnie Meguid chamou a esta estratégia dos partidos mainstream uma estratégia de acomodação.

Será que esta estratégia de acomodação funciona? Será que os grandes partidos mainstream de centro-direita conseguem mesmo travar o crescimento dos novos partidos à sua direita ao adoptarem posições mais securitárias em matéria de criminalidade e mais restritivas em matérias de imigração? O discurso prevalecente no espaço público afirma que tal estratégia não funciona e não consegue estancar o crescimento da direita radical. Parece que já ouvi centenas de vezes a frase “os eleitores preferem o original à cópia” proferida em programas de comentário político e colunas de jornal ao longo dos anos, referente aos mais variados países. Mas o que nos diz a investigação mais rigorosa? A realidade corresponde a esse senso comum?

Na verdade, não sabemos. Os estudos rigorosos sobre o assunto revelam que, em algumas situações, a acomodação parece funcionar e consegue travar o crescimento da direita radical, mas que, noutros casos, não funciona e não é capaz de diminuir as votações no partido de direita radical. O estudo original efectuado por Meguid em 2005 argumentava que a acomodação funcionava porque os partidos mainstream de centro-direita conseguiam captar alguns votos que, de outra forma, iriam para o partido mais radical. Na verdade, Meguid chega mesmo a escrever que “a cópia é melhor do que original” (o inverso da frase comum). Porquê? Porque os partidos mainstream de centro-direita e centro-esquerda têm a capacidade de oferecer não apenas uma posição mais firme no que toca à imigração, tornando mais inútil o voto no novo partido, mas também um conjunto de posições credíveis e conhecidas em muitas outras matérias como a economia, a política externa, ou os assuntos sociais. E oferecem ainda algo muito importante que o partido novo não consegue oferecer: experiência governativa.

Na verdade, Meguid argumenta que a estratégia de acomodação funciona não apenas para os partidos de direita radical e a imigração, mas também para outros assuntos e partidos. Em particular, afirma que os partidos de centro-esquerda (e centro-direita) podem estancar o crescimento de novos partidos Verdes ao adoptarem posições mais proactivas no combate às alterações climáticas e que os partidos mainstream também podem travar o crescimento de partidos regionalistas ao acomodarem algumas medidas de descentralização territorial. De facto, não deixa de ser irónico que muitas das pessoas que afirmam que a acomodação não funciona no que toca ao crescimento da extrema-direita, simultaneamente argumentam que os partidos sociais-democratas devem adoptar algumas posições retiradas de programas de novos partidos Verdes ou que um governo como o de Pedro Sanchéz em Espanha foi eficaz a esvaziar os partidos independentistas da Catalunha. Segundo estas pessoas, a acomodação parece funcionar para alguns mas não para outros. Talvez assim seja, talvez os partidos de direita radical e a sua capacidade de atracção eleitoral seja especial e qualitativamente diferente de todos os outros assuntos e partidos. E devemos sempre separar aquilo que nós desejamos que seja verdade, porque concordamos ou discordamos com as propostas do ponto de vista ético e político, daquilo que é, de facto, a realidade. Nem sempre o sucesso eleitoral dos partidos vem da defesa das propostas que preferimos.

Os estudos empíricos mais recentes confirmam o que afirmei no título: ninguém sabe se a acomodação realmente funciona, porque parece haver resultados positivos e negativos em contextos diferentes. Para além do estudo original de Meguid, outros estudos comparativos concluem que a estratégia de acomodação pode funcionar. Um estudo mais recente, realizado no contexto Dinamarquês, analisa as estratégias e posicionamento do partido social-democrata Dinamarquês, que recentemente adoptou posições mais restritivas na imigração. O estudo encontra que tal trouxe benefícios eleitorais aos partidos do governo de esquerda. Mas com uma nuance: ao alterar a sua posição quanto à imigração para a direita, o partido social-democrata Dinamarquês perdeu eleitores pró-imigração mais ou menos em igual quantidade aos novos eleitores cépticos na imigração que ganhou. No entanto, como os eleitores pró-imigração foram para outos partidos de esquerda, tal estratégia acabou por aumentar o campo da esquerda Dinamarquesa como um todo que, em conjunto, formou um governo de coligação.

No entanto, todos estes estudos estão longe de ser definitivos. Até porque, simultaneamente, há alguma evidência de que a estratégia de acomodação pode não funcionar. Olhando para o caso Alemão, Rafaela Dancygier e co-autores revelam que existem eleitores da AfD que votariam nos partidos mainstream se estes adoptassem posições mais próximas das do partido radical no que toca à imigração. Mas alertam que tal estratégia não traria apenas benefícios para os partidos mainstream, mas que traria custos elevados, uma vez que muitos dos seus eleitores abandonariam o partido caso ele adoptasse essas posições mais restritivas. Entre o deve e o haver, não é certo que os partidos mainstream conseguissem aumentar as suas votações. E a verdade é que outros artigos que analisam dados de vários países chegam a conclusões totalmente diferentes das indicadas no parágrafo anterior, sugerindo não só que a acomodação não funciona como pode até resultar num backfire e aumentar ligeiramente os resultados do partido de direita radical. Afinal de contas, caso as alterações de posicionamento dos partidos de centro sejam demasiado grandes podem correr o risco de parecer falsas e pouco credíveis, devolvendo a autoridade sobre o tema em causa (neste caso, a imigração ou a segurança) ao partido novo.

Em conclusão, gostaria de escrever um texto a afirmar que a acomodação funciona ou que sai sempre pela culatra. Mas a realidade é mais complexa. É impossível afirmar tal coisa em abstracto e, no contexto português, não é possível perceber se estas e outras jogadas de Montenegro terão sucesso. Os resultados eleitorais e a competição partidária não dependem apenas do posicionamento dos partidos num único assunto, mas sim da plataforma sobre múltiplos temas que os partidos apresentam e as alternativas concretas em jogo. E, para lá do posicionamento, o sucesso eleitoral depende ainda dos temas que se tornam dominantes e mais importantes para o eleitorado, da imagem de credibilidade e responsabilidade dos partidos nesses temas, e das opiniões e preferências dos cidadãos que, no decorrer das suas vidas concretas, evoluem de forma substantiva e não apenas como marionetes comandadas através de elites políticas e mediáticas.

EXTREMISMO     SOCIEDADE     LUÍS MONTENEGRO     POLÍTICA

COMENTÁRIOS (de 8):

Paulo Cardoso: Bom artigo, mas com dois “pequenos” erros. O PSD não é um partido de centro-direita e o Chega não é um partido de direita radical. O PSD é um partido de centro, com tendências de esquerda. Por muito poucas vezes, muito dependente da influência do líder e/ou de pressão internacional, governou à direita, mais concretamente nos governos de ACS e de PPC. O Chega é um partido de direita (nunca radical ou extrema) no que diz valores respeita, mas com uma visão muito estatizante da economia e, arrisco dizer, também um pouco da sociedade, o que posiciona o Chega no centro-direita, quando muito à direita. Em Portugal, exceptuando o CDS, que nunca teve grande expressão por sempre ter sido considerado um partido de elites (pelo menos até PP que estraçalhou aquilo tudo e AC que pugnou pelos serviços fúnebres), até ao surgimento do Chega, nunca houve um partido de direita com expressão. Daí a confusão de considerar o PSD um partido de centro-direita e o Chega radical.

 

Estou a ouvi-lo


Na sua voz melíflua, dando pareceres, a rebolar-se de gozo por dentro, na perspectiva de uma terceira guerra, descrevendo, todavia, argutamente, um compadre Trump, do qual traça uma reputação bem escovada de inteligente, enquanto vai destruindo a Ucrânia, esfregando as mãos astutas, o seu povo domado, na eminência de um poder maior, os seus parceiros asiáticos dando apoio e sedução, em expectativa irmanada, com poder sobre as suas tropas, na chantagem do enriquecimento em vida, ou dos familiares no caso da morte… ela está aí, a terceira, ele, Tartuffo modesto e protector dos seus …  bla bla bla… bla bla bla… Pum!

 

Em directo/ Putin diz estar pronto para negociar com os EUA e elogia Trump: "Pessoa inteligente e bastante experiente"

Presidente sugeriu que Ocidente está “envolvido directamente” na guerra da Ucrânia devido a permissão de mísseis de longo alcance. Putin diz que ataques desta noite a sector energético foram retaliação.

CARLOS DIOGO SANTOS: Texto

OBSERVADOR, 28/11/24

Actualizado Há 8m

POOL/AFP via Getty Images

Momentos-chave:

Há 8mZelensky: "Putin quer impedir que outros acabem com a guerra"

Há 30mPutin seria detido se fosse a França? Ministério dos Negócios Estrangeiros francês não responde

Há 40mUcrânia vai aumentar impostos pela primeira vez desde o início da guerra

Há 1hLukashenko: "A corrida ao armamento está a ganhar força"

Há 2hGoverno ucraniano: acelerar o envio de ajuda militar é mais importante do que recrutar mais soldados

Há 2hAlemanha vai enviar dois sistemas de defesa aérea Patriot à Polónia

Há 3hKherson pode ficar "vários dias sem eletricidade"

Há 3hUcrânia está preparada para receber uma seconda cimeira da paz "num futuro próximo"

Há 4hPutin diz estar pronto para negociar com os EUA e elogia Trump: "Pessoa inteligente e bastante experiente"

Há 4hPutin garante não tem "pré-condições" e reitera que não se opõe a negociações

Há 4hPutin ameaça usar "todos os meios de destruição à sua disposição" se a Ucrânia obtiver armas nucleares

Há 5hBandeira ucraniana aparece em ecrã gigante durante visita de Putin ao Cazaquistão

Há 5h12 alvos atingidos em ataque russo, afirma Força Aérea ucraniana

Há 5hUcrânia recusa alteração de idade de mobilização militar

Há 6hRússia devolve sete crianças à Ucrânia em acordo mediado pelo Catar

Há 6hUcrânia: Todos os drones e mísseis disparados contra Kiev foram interceptados

Há 6hZelensky falou com Starmer após mais recente ataque russo

Há 7hPutin diz que ataque massivo com novos mísseis Oreshnik equivale a um ataque "nuclear" e anuncia que Rússia vai aumentar produção de mísseis

Há 7hUcrânia desconectou várias centrais nucleares da sua rede energética durante ataque russo

Há 7hPutin acusa Ucrânia de tentar "atingir alvos de importância nacional" na Rússia

Há 7hMísseis de longo alcance para a Ucrânia? Putin sugere "envolvimento directo" do Ocidente na guerra da Ucrânia

Há 8hPutin acusa Zelensky de ser um "usurpador do poder"

Há 8hPutin diz que ataques a infraestruturas energéticas desta noite foram retaliação e ameaça atacar "centro de decisão" em Kiev

Há 9hRússia disparou "cerca de 100 drones de ataque e mais de 90 mísseis", diz Kiev

Há 9hPelo menos um milhão de pessoas na Ucrânia ficaram sem luz após ataque

Há 10hRússia diz ter destruído 25 drones ucranianos durante a noite

Há 11hUcrânia denuncia “ataque massivo” a infraestruturas energéticas

Há 11hUcrânia emite alerta aéreo em todo o país devido à ameaça de mísseis russos

Actualizações em directo

Há 8m18:14 Martim Andrade

Zelensky: "Putin quer impedir que outros acabem com a guerra"

“Neste momento, [Putin] só pode agitar o seu Oreshnik para frustrar os esforços que o Presidente Trump vai apresentar depois da tomada de posse”, afirmou Volodymyr Zelensky, na sua nota diária, depois da visita do chefe de Estado da Rússia ao Cazaquistão.

Segundo Zelensky, Vladimir Putin quer “adicionar milhares de mísseis aos milhares que já atingiram a Ucrânia”, não tendo qualquer intenção de terminar com o conflito — “Putin quer impedir que outros acabem com a guerra”, refere.

Adicionalmente, revelou ter conversado com o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, um dia depois do diálogo com o secretário-geral da NATO. “Temos de reagir em conjunto à tentativa da Rússia de prolongar esta guerra e tornar a situação cada vez mais intolerável”, expressa o Presidente ucraniano, adiantando que tem uma conversa marcada esta sexta-feira com o chanceler alemão Olaf Scholz.

Há 21m18:00 Miguel Pereira Santos

Três sistemas Patriot dos Países Baixos chegaram à Ucrânia

Três sistemas de defesa aérea Patriot dos Países Baixos foram entregues à Ucrânia, anunciou o ministro da Defesa neerlandês nas redes sociais.

“Os ucranianos enfrentam um inverno rigoroso, enquanto os ataques aéreos devastadores continuam”, lê-se na publicação de Ruben Brekelmans. “Isto salva vidas humanas e protege infraestruturas vitais”, acrescentou.

“É e continua a ser do nosso interesse comum pôr fim à agressão russa”, conclui.

O ministro da Defesa ucraniano agradeceu ao seu homónimo e lembrou o ataque aéreo russo da última noite, que classificou de “terror brutal”.

“Apenas com os nossos parceiros podemos parar isto. Precisamos de pessoas corajosas para proteger o nosso povo”, disse Rustem Umerov.

Há 30m17:51 José Carlos Duarte

Putin seria detido se fosse a França? Ministério dos Negócios Estrangeiros francês não responde

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de França, Christophe Lemoine, não respondeu se o país prenderia o Presidente russo, caso Vladimir Putin se deslocasse a solo francês.

Sob pressão por não admitir que prenderia o primeiro-ministro israelita se fosse a França, a diplomacia francesa admitiu que a “posição é a mesma” em relação à possível detenção de Vladimir Putin, que, tal como Benjamin Netanyahu, tem emitido em seu nome um mandado de detenção pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).

“Provavelmente não fomos tão precisos ao comentar o caso de Putin em comparação [ao de Benjamin Netanyahu], mas, de qualquer forma, a nossa posição é a mesma”, afirmou Christophe Lemoine, citado pela Reuters.

Adicionalmente, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros sublinhou que França considera que “não há imunidade” para “todos os que cometerem crimes”.

“Devem ser responsabilizados pelos seus actos. Sempre dissemos que aplicaremos o direito internacional em todas as suas vertentes”, prosseguiu Christophe Lemoine.

No entanto, o porta-voz recordou a questão da imunidade dos Chefes de Estado, um assunto “complexo”. Salientou também que vários membros do Estatuto de Roma — que regula o funcionamento do TPI — têm diferentes opiniões sobre o assunto.

Há 40m17:42 Miguel Pereira Santos

Ucrânia vai aumentar impostos pela primeira vez desde o início da guerra

O Presidente Volodymyr Zelensky aprovou hoje um decreto de lei que institui os primeiros aumentos de impostos desde o início da guerra, segundo aReuters.

O governo ucraniano vai aumentar, a partir de 1 de dezembro, o imposto de guerra para os residentes, de 1,5% para 5%, e vai começar a cobrar o mesmo imposto a dezenas de milhares de pequenas e médias empresas. Os impostos de bancos comerciais e instituições financeiras também vão aumentar, assim como o valor de certas rendas colectadas pelo Estado ucraniano.

O ministro das Finanças ucraniano disse que a lei era vital para garantir o funcionamento do sector da Defesa ucraniana, em 2025. De acordo com Serhiy Marchenko, metade do orçamento do estado do país será aplicado na Defesa.

Estima-se que serão arrecadados 3,19 mil milhões de euros adicionais para os cofres ucranianos. Ainda assim, Marchenko afirma que as necessidades de financiamento externo da Ucrânia para o próximo ano vão totalizar 36,4 mil milhões.

Há 1h17:11 Miguel Pereira Santos

Lukashenko: "A corrida ao armamento está a ganhar força"

O Presidente da Bielorússia criticou a crescente influência da aliança do Atlântico Norte na Europa e no Mundo, num processo que apelidou de “NATOificação”, em declarações citadas pela TASS.

A corrida ao armamento está a ganhar força”, disse Alexander Lukashenko, na capital do Cazaquistão, à margem da reunião da Organização do Tratado de Segurança Colectiva.

“A região da Europa de leste, especialmente a Polónia, continua a sua militarização. A ‘NATOificação’ da Europa e do mundo, em geral, está em curso”, afirmou.

“Agarrado a um domínio ilusório, o Ocidente está a falar cada vez mais a linguagem das armas, fazendo vista grossa às ameaças de confronto nuclear com grande possibilidade de destruir todo o planeta”, acrescentou.

Há 2h16:51 Miguel Pereira Santos

Putin considera visita ao Cazaquistão como "positiva"

O Presidente russo considerou que a sua visita ao Cazaquistão para participar numa reunião da Organização do Tratado de Segurança Coletiva foi “positiva”, segundo noticia a TASS.

Considerando que o país é mais do que um simples aliado da Rússia, Putin afirmou que a estabilidade do país é “crucial”. “Devemos fazer tudo para fortalecer as nossas ligações”, afirmou.

Há 2h16:29 Miguel Pereira Santos

Governo ucraniano: acelerar o envio de ajuda militar é mais importante do que recrutar mais soldados

O governo ucraniano exortou os seus aliados a acelerarem o envio de ajuda militar a Kiev, considerando que esse apoio é mais decisivo do que recrutar mais soldados para a guerra.

“Estamos numa situação em que precisamos de mais armamento para equipar as pessoas que já estão mobilizadas e pensamos que a prioridade é que seja enviada ajuda militar mais rapidamente”, disse um porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, em declarações registadas pela Reuters.

Ontem, um membro da administração Biden afirmou que aquilo que falta à Ucrânia, nesta fase da guerra, é um maior número de combatentes. A possibilidade de baixar a idade de mobilização militar obrigatória de 25 para 18 anos já foi, entretanto, rejeitada por Dmitry Litvin, conselheiro de comunicação do gabinete de Zelensky.

Há 2h16:08 Miguel Pereira Santos 

Alemanha vai enviar dois sistemas de defesa aérea Patriot à Polónia

A Alemanha vai enviar dois sistemas de defesa aérea Patriot à Polónia, disse o ministro da defesa alemão, informa a Reuters.

“Desta forma vamos proteger um eixo logístico na Polónia que é de grande importância para a entrega de materiais à Ucrânia”, disse Boris Pistorius, num comunicado.

Estas unidades de defesa aérea estarão disponíveis a partir do início de 2025 e poderão ser utilizadas pela Polónia durante um período até seis meses, segundo afirmou membro do executivo alemão.

No X, o homólogo polaco confirmou o acordo e agradeceu à Alemanha. “A partir de janeiro de 2023, vamos ter mais apoio aliado à nossa defesa aérea”, disse.

Há 2h16:03 Agência Lusa

Parlamento Europeu pede mais apoio para Ucrânia e esforços para evitar escalada

O Parlamento Europeu (PE) instou os países do bloco comunitário e outros parceiros a fazerem de tudo para evitar uma escalada maior do conflito na Ucrânia e a apoiar mais o país invadido pela Rússia.

De acordo com uma resolução aprovada hoje com 390 votos favoráveis, 135 contra e 52 abstenções, durante o plenário em Estrasburgo, em França, os eurodeputados que aprovaram o documento condenaram a presença de militares norte-coreanos contra o exército ucraniano e utilização de mísseis balísticos experimentais.

Estas recentes medidas de escalada representam uma nova fase da guerra e um novo risco para a segurança da Europa no seu conjunto”, dá conta a resolução aprovada.

Nesse sentido, o PE quer que os parceiros da Ucrânia respondam “em conformidade”.

Há 3h15:43 Miguel Pereira Santos

Kherson pode ficar "vários dias sem electricidade"

O chefe da administração militar de Kherson disse no Telegram que, no pior dos casos, a cidade pode ficar “vários dias sem electricidade”, após o ataque russo de larga escala à rede energética ucraniana.

Entretanto, vão ser postas em prática medidas de apoio às comunidades afectadas. “Esperamos conseguir fornecer electricidade a infraestruturas críticas, [amanhã] de manhã, e assegurar água, gás e aquecimento à população”, disse Roman Mrochko.

Há 3h15:21 Miguel Pereira Santos

Ucrânia está preparada para receber uma seconda cimeira da paz "num futuro próximo"

O chefe do gabinete de Volodomir Zelensky disse que a Ucrânia está preparada para receber uma segunda cimeira da paz “o mais cedo possível”, em declarações a meios de comunicação ucranianos, noticiadas pela Reuters.

“Devido ao trabalho activo dos nossos parceiros, um enquadramento colectivo para a paz já foi desenvolvido. Este será a base da segunda cimeira da paz, a ser recebida pela Ucrânia o mais cedo possível”, disse Andriy Yermak.

A primeira cimeira da paz tomou lugar na Suíça, em junho deste ano, tendo reunido mais de 90 países para tentar encontrar uma solução para o conflito entre Rússia e Ucrânia. A Rússia não foi convidada para o evento e ignorou as suas resoluções.

Há 3h14:54 Miguel Pereira Santos

Putin: Dano causado por mísseis americanos foi "mínimo"

O Presidente Vladimir Putin disse que o dano causado pelos recentes ataques ucranianos com os mísseis americanos ATACMS foi “mínimo”, em declarações noticiadas pela BBC.

Há 4h14:27 José Carlos Duarte 

Putin diz estar pronto para negociar com os EUA e elogia Trump: "Pessoa inteligente e bastante experiente"

Na senda das negociações, Vladimir Putin assegurou que a Rússia está “pronta para o diálogo com os Estados Unidos”, incluindo a futura administração liderada por Donald Trump.

Sobre a Europa, Vladimir Putin lamentou que tenha atingido o “fundo do poço”. “Deixou de existir como um centro político independente e soberano da política mundial”, considerou.

Na conferência de imprensa em Astana, o Presidente russo teceu elogios ao Presidente eleito, Donald Trump.

“Tanto quanto sei do Presidente eleito, ele é uma pessoa inteligente e bastante experiente”, elogiou Vladimir Putin, acreditando que Donald Trump será capaz de “encontrar uma solução”.

Vladimir Putin expressou ainda preocupação pela segurança de Donald Trump, deixando críticas à maneira como ocorreu a campanha presidencial norte-americana.

Há 4h14:19 José Carlos Duarte

Putin garante não tem "pré-condições" e reitera que não se opõe a negociações

O Presidente russo, Vladimir Putin, garantiu hoje que a Rússia “não tem” quaisquer pré-condições para encetar negociações de paz com a Ucrânia.

“Eu não fiz pré-condições. Nunca disse que há pré-condições para iniciar negociações. Simplesmente falei sobre as nossas condições para a paz”, indicou Vladimir Putin.

“Ainda estamos prontos para o processo de negociação”, afirmou o Chefe de Estado, acrescentando que “nada mudou” na sua abordagem.

Há 4h14:11 José Carlos Duarte 

Putin ameaça usar "todos os meios de destruição à sua disposição" se a Ucrânia obtiver armas nucleares

O Presidente russo, Vladimir Putin, deixou outra ameaça noutra conferência de imprensa em Astana, no Cazaquistão.

Citado pela agência estatal RIA, o Chefe de Estado ameaçou usar “todos os meios de destruição à sua disposição” se a Ucrânia obtiver armas nucleares.

“Não permitiremos isso. Vamos monitorizar todos os movimentos”, prometeu Vladimir Putin, acrescentando que a Rússia tem “armas suficientes”.

Além disso, o Presidente russo disse que as novas armas que Kiev poderá ter à sua disposição não mudará a “atitude” da Rússia para “resolver a situação na Ucrânia”.

Há 5h13:47 Miguel Pereira Santos 

Bandeira ucraniana aparece em ecrã gigante durante visita de Putin ao Cazaquistão

A polícia cazaque está a investigar a aparição de uma bandeira ucraniana num ecrã gigante em Astana, durante a visita do Presidente russo ao Cazaquistão, disse o ministério do interior deste país, segundo a Reuters.

A bandeira ucraniana apareceu numa das maiores vias da capital do Cazaquistão, quando Vladimir Putin já estava na cidade para participar numa reunião da Organização do Tratado de Segurança Colectiva (CSTO), que reúne também a Arménia, Bielorússia, Quirguizistão e Tajiquistão.

Segundo a Reuters, o ecrã foi rapidamente desligado, após o aparecimento da bandeira, ainda que Putin não estivesse no local.

Há 5h13:10 Miguel Pereira Santos 

12 alvos atingidos em ataque russo, afirma Força Aérea ucraniana

A Força Aérea da Ucrânia afirmou no Telegram que 12 alvos foram atingidos no ataque aéreo da Rússia, levado a cabo na última noite.

A maioria das posições afectadas eram instalações ligadas ao sector energético, afirmam os militares.

Na mensagem partilhada, alegam também que o facto de os ataques russos terem ocorrido durante “um denso nevoeiro” tornou a tarefa de interceptar os mísseis e drones mais difícil aos pilotos e às outras equipas de defesa.

Há 5h12:59 Agência Lusa 

Ucrânia recusa alteração de idade de mobilização militar

A Presidência ucraniana afirmou que não vai alterar a idade para a mobilização militar em resposta a alegadas pressões dos Estados Unidos para a baixar de 25 para os 18 anos.

“Não faz sentido quando vemos que o equipamento previamente anunciado não está a chegar a tempo”, afirmou o conselheiro de comunicação Dmitry Litvin, da equipa do Presidente Volodymir Zelensky, respondendo sobre alegadas pressões dos Estados Unidos.

O conselheiro presidencial abordou o tema quando respondia a notícias publicadas pela ABC News e outros meios de comunicação anglo-saxónicos, segundo as quais Washington está a pedir para baixar a idade de mobilização para reduzir a inferioridade numérica relativamente ao exército russo.

Há 6h12:42 Miguel Pereira Santos

Rússia devolve sete crianças à Ucrânia em acordo mediado pelo Catar

Sete crianças que estavam na Rússia voltaram para a Ucrânia, num acordo que foi promovido pelo Catar, noticia a TASS.

Desde o início da guerra, foram devolvidas à Rússia 15 crianças de 10 famílias, enquanto, no sentido contrário, o país devolveu 87 crianças de 69 famílias à Ucrânia e outros países, afirma a agência estatal russa.

Há 6h12:22 Miguel Pereira Santos

Ucrânia: Todos os drones e mísseis disparados contra Kiev foram interceptados

Os mísseis e drones que tinham Kiev como alvo, no ataque russo da última noite, foram todos interceptados, de acordo com aadministração militar da capital ucraniana.

Ainda que nenhum meio aéreo russo tenha atingido diretamente Kiev, alguns destroços de mísseis e drones interceptados causaram alguns danos menores, acrescentam.

O ataque à capital durou nove horas e meia, disse o cheministrafe da acção local da região.